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Virada do Parque é uma luta pela cultura do Recife

Fachada do Teatro do Parque, em registro de 2015. Foto: Ivana Moura

Fachada do Teatro do Parque, em registro de 2015. Foto: Ivana Moura

Palco e plateia do Tetro do Parque, em registro de 2015. Foto: Ivana Moura

Palco e plateia do Teatro do Parque, em registro de 2015. Foto: Ivana Moura

Vista lateral do Teatro do Parque, em registro de 2015. Foto: Ivana Moura

Vista lateral do Teatro do Parque, em registro de 2015. Foto: Ivana Moura

Entrada do Teatro do Parque, em registro de 2015. Foto: Ivana Moura

Entrada do Teatro do Parque, em registro de 2015. Foto: Ivana Moura

É um grito guardado há sete anos. Grito de guerra, de combate. A Virada Cultural Teatro do Parque, uma maratona artística que ocorre durante 12 horas deste sábado (26/08), é o marco de uma nova fase de luta dos artistas de Pernambuco pela reabertura do Teatro do Parque. O equipamento foi fechado em 2010 pela Prefeitura do Recife para uma reforma que ainda não chegou ao fim.

Mas esse longo ato, que ocorre das 10h às 22h no entorno do Teatro do Parque, traça o início de novas estratégias de mobilização em prol da cultura do Recife. Durante todo o dia teremos apresentações de dança, teatro, música, exposições, exibições de curtas, poesias e outras ações.

Os “Parques”, como são chamados os polos, contam com o palco principal intitulado Parque Henrique Celibi, que celebra o irreverente ator pernambucano, morto este ano e, que em 2015, fez um protesto sozinho em frente ao Teatro do Parque. O Som da Rural, de Roger de Renor, o Parque Rural, concentra as atrações musicais a partir das 16h40. Cannibal, Cássio Sette, DJ Dolores, Clayton Barros, Mônica Feijó, Hélder Vasconcelos e Juvenil Silva são alguns que tocam por lá.

O Parque Poético Clarice Lispector vai abrigar os versos de poetas da cidade, como Miró, Auzeh Freitas, Aninha Barbosa e Valmir Jordão, além do microfone aberto. Às 19h, este polo se transforma no Parque Firmo Neto, que exibe curtas pernambucanos.

Teatro do Parque, em registro de 2015. Foto: Ivana Moura

Teatro do Parque, em registro de 2015. Foto: Ivana Moura

Virada Cultural do Teatro do Parque – MANIFESTO

O Recife se verticaliza. E quanto mais vai ao alto, mais muros sobem, mais carros paralisam as ruas, menos calçadas temos, mais as construtoras ganham, menos espaços públicos surgem, mais pessoas são ignoradas, alijadas, menos horizontes alcançamos e, portanto, menos vida, menos cultura, menos troca, menos amor. A matemática é simples e cruel: sem nos consultar, certamente por não ter o menor interesse no que temos a dizer, o poder público constrói uma cidade para carros e muros, uma cidade para o capital.

Hoje, no Recife, muitas são as lutas que resistem por uma cidade diferente e à esta resistência nos juntamos agora. Queremos uma cidade das pessoas e para as pessoas, uma cidade onde os espaços públicos sejam valorizados e cuidados. Uma cidade que permita o encontro entre essas pessoas, onde sejam quebrados os muros sociais, que já são tão fortes, tão altos. Uma cidade que entenda o valor da cultura e que, portanto, abra espaços onde ela possa florescer, onde ela possa se manifestar. Uma cidade que não abandone e feche os poucos espaços culturais que existem.

Nós somos a “Virada Cultural do Teatro do Parque”!  Uma ação que nasce pela indignação de uma grande quantidade de artistas de várias áreas da cidade. Uma ação que resiste ao desmantelamento dos espaços públicos e culturais do Recife. Uma ação pelo Teatro do Parque. Este espaço, que já abriu as suas portas para incontáveis shows de música, inúmeros espetáculos de teatro e dança, que já exibiu cinema de qualidade a preços populares, não pode continuar abandonado. Qualquer espaço que promova encontros não pode permanecer esquecido. Ha sete anos envolvido em obras fantasmas, o Teatro do Parque deve voltar, urgentemente, a abrir as suas portas. Deve voltar a funcionar em plenas condições de acolhimento dos artistas e da população. Não podemos calar nem aceitar que a Prefeitura da Cidade do Recife, que pratica uma administração claramente calcada em decisões autoritárias, que ignora completamente a cultura da cidade, isso sem falar de outras áreas, se sinta à vontade para perpetuar tamanho descaso. Nós, da Virada Cultural do Teatro do Parque, não permitiremos. Estamos aqui para relembrar, ocupar e resistir. O Teatro do Parque não pode mais agonizar em meio a escombros. Não permitiremos que memórias e histórias sejam enterradas com ele. Não permitiremos que um espaço como o Teatro do Parque desapareça pela incompetência e negligência de um poder público que despreza o valor cultural, afetivo e cidadão que um lugar como este constrói na cidade, pela cidade e por sua população.

O impingido abandono ao Teatro do Parque é muito maior do que parece, porque é a imagem concreta do abandono geral em que fomos jogados. O abandono dos direitos sociais, da cultura, da liberdade, do valor dos espaços públicos, vítimas de um crescente neoliberalismo assassino e avassalador. O Teatro do Parque, em ruínas, representa muito mais do que um espaço abandonado. Representa uma idéia de cidade, de comunidade, de ausência, que não acreditamos, não queremos e não aceitaremos.

Vivemos um momento da história do Brasil em que precisamos nos posicionar e lutar contra os abandonos. E começaremos aqui em Recife, com esta imagem e este lugar tão simbólico que é o Teatro do Parque. Numa virada cultural com artistas e população, juntos, vamos relembrar a importância de se reabrir este teatro. É preciso fazer o poder público entender a necessidade desse espaço, para além dele mesmo. Estamos falando de cidadania, de modelo de cidade, de modelo de cultura, que preza, acolhe e defende o direito de todos e todas se manifestarem.

Queremos o Teatro do Parque de volta! E por ele vamos dançar, cantar, interpretar, ler, resistir e lutar.

Programação completa

PARQUE HENRIQUE CELIBI (Palco Principal)
10h – Leitura do Manifesto em prol da reabertura do Teatro do Parque com cerimônia de lavagem da calçada e cantos de prosperidade com Otiba.
10h (Circo) – Malabares com a Família Malanarquistas – Marciano Pretinho das Antenas Longas.
10h25 (Circo) – Intervenção de Palhaçaria (Companhia Brincantes de Circo). Boris Trindade

Boris Trindade Júnior. Foto: cla de comunicadores/ Divulgação

Boris Trindade Júnior. Foto: cla de comunicadores/ Divulgação

10h35 (Dança) – Pantomima, Danillo Dannti, Jay Figueredo, Lily Vidal e Kelson Tavares.
11h05 (Circo) – Dois em Cena
11h15 (Música) – Arteligados
11h45 – Leitura do Manifesto (2)
12h (Dança) – Terezinha com Rebeca Gondim
12h20 (Música) – Luísa Pérola do Samba e Trio Buteko, Ruy Ribeiro e Lucinha Guerra.
12h50 (Teatro) – Politicamente Vos Digo, Abarca-me
13h20 (Música) – Alexandre Seixas, Mayra Clara.
13h40 (Dança) – Step Evolution, Funknáticos e Grupo Acaso
14h10 (Teatro) – Totem (Nem Tente)

Nem Tente, com o Grupo Totem, direção de Fred Nascimento. Foto: Divulgação

Nem Tente, com o Grupo Totem, direção de Fred Nascimento. Foto: Divulgação

14h30 (Dança) – Academia Fátima Freitas
14h40 (Música) – Pau de Dar em Doido, Os Carlton.
15h10 (Música) – Os Caetanos
15h30 (Circo) – Violetas da Aurora
15h50 (Música) – Catharina Dee Jah (MC Ririca)
16h10 (Teatro) – Três Tristes Gregas – Metraton Produções

Isa Fernandes, Suzana Costa e Sônia Bierbard em As Três Tristes Gregas

Isa Fernandes, Suzana Costa e Sônia Bierbard em As Três Tristes Gregas

16h30 (Dança) – Maria Paula Costa Regô e Alê Carvalho com convidados
17h (Teatro) – Cênicas – Cia de Repertório
17h10 (Dança) – Sheylla Cavalcanti e Jaqson Gomes
17h20 (Dança) – Hélder Vasconcelos e Studio Viégas
18h40 (Teatro) – Ópera do Sol – Galharufas Produções
19h (Dança) – Cia de Dança Ferreiras e Amanda Lima
19h10 (Teatro) – Santo Genet e as Flores da Argélia – Cênico Calabouço
20h10 (Dança) – Flávia Pinheiro e Carolina Bianchi; Dielson Pessoa.

Utopyas For Every Day Life com Flávia Pinheiro e Foto: Mayra Azzi

Utopyas For Every Day Life com Flávia Pinheiro e Carolina Bianchi. Foto: Mayra Azzi

20h20 – Sarau da Boa Vista
21h – Leitura do Manifesto (3)
21h10 (Teatro) – Adriano Cabral, Ana Ferro, Senhora de Engenho, Entre a Cruz e a Torá e Risoflora

PARQUE SOM NA RURAL
16h40 – Juvenil Silva e Marília Parente
17h30 – JCarlos
17h40 – Quilombro
18h –   Café Tinto
18h20 – Dinho Negaba
19h30 – Cássio Sette

Cássio Sette. Reprodução do Youtube

Cássio Sette. Reprodução do Youtube

19h40 – Banda Boa Hora, Raphael Souto
21h40 – Mônica Feijó e Clayton Barros
22h – Griô
22h20 – STR
22h40 – Ivo e Banda
23h – Hélder Vasconcelos

Helder Vasconcelos. Foto Roberta Guimarães

Helder Vasconcelos. Foto Roberta Guimarães

23h20 – Clayton Barros , Canibal e DJ Dolores com intervenção de Água Dura

PARQUE POÉTICO CLARICE LISPECTOR
10h20 – Abertura
10h35 – Miró da Muribeca

Miró da Muribeca Reprodução do youtube

Miró da Muribeca Reprodução do youtube

10h50 – Monólogo de Frei Caneca com Buarque de Aquino
10h05 – Alisson Fernando (inscrição para microfone)
11h30 – Microfone Aberto
12h – Poesis
12h30 – Michelli Amorim
12h40 – Henrique Andrade
12h50 – Oséas Borba Neto

Oseas Borba Neto

Oseas Borba Neto

13h – TrupeArteNaMochila
13h10 – Beto Mix (inscrição para o microfone)
13h20 – Microfone Aberto
14h – Valmir Jordão

Valmir Jordão Reprodução do youtube

Valmir Jordão Reprodução do youtube

14h10 – Tonfil
14h30 – Lenemar Santos
14h40 – Leitura do Manifesto
14h50 – Auzeh Freitas
15h – Fred Caju
15h20 – Tempo para os poetas do Sarau da Boa Vista
15h40 – Rodrigo Santos (inscrição para o microfone)
15h50 – Microfone Aberto
16h10 – Rômulo Moraes (Sociedade dos Poetas Bebados)
16h20 – Carlos Mesquita (Cia. de artes integradas Literatrupe)
16h30 – Sidney Nicéas
16h40  Inscrição para o microfone
16h50 – Microfone Aberto
17h10 – Aldy Marcelo
17h20 – Aninha Barbosa
17h30 – Controverso Urbano
Leituras do Manifesto feita por inúmeros artistas , incluindo José Pimentel , Bruno Garcia , Irandir Santos e muito mais!

PARQUE FIRMO NETO
A partir das 19h, exibição de curtas:
My Way (Camilo Cavalcante)

My Way, filme de Camilo Cavalcanti

My Way, filme de Camilo Cavalcanti

Cores Femininas (MAPE)
Mulher(es)pelhos (Coletivo Mulheres Espelhos)
Calma, Monga, Calma  (Petrônio de Lorena)
Faço de Mim o que Quero (Petrônio de Lorena e Sergio Oliveira)
O Veio (Adelina Pontual)

Documentário Veio, de Adelina Pontual. Foto Gil Vicente / divulgação

Documentário Veio, de Adelina Pontual. Foto Gil Vicente / divulgação

Gira (Kátia Mesel)
Especulações S.A. (Erlânia Nascimento)
Arretadas (Synara Veras)
Teatro do Parque, da Glória ao Caos (Thiago Feliciano)
Somos Todos Jaqueline (Anina Dias)
Garotas da Moda (Tuca Siqueira)

Garotas da Moda, de Tuca Siqueira

Garotas da Moda, de Tuca Siqueira

Finito (Myriana Albuquerque)
Oula (Visto Permanente)
Santa Mala (Visto Permanente)

Atividades Paralelas para colorir a Rua do Hospício durante as atrações:

MANHÃ (a partir das 10h)
– Contação de História com Thaís Botelho e Beth Cruz.
– Performances
– Performance fixa – Cuidado: Humanos (Simone Santos e El Maria)
– Urubu no Parque, com Leonardo Leitão (baseado em Franz Kafka)
– La Caterina ronda o Parque – do Viva La Vida- Atriz Milan Cavalcanti

TARDE
– Pernas de Pau da Escola Pernambucana de Circo
– Cia. de acrobacia aérea Penduricalho (os tecidos serão pendurados nas
árvores em frente as Casas Bahia
– Malabares com Delmar Camilo
– Artesanato: GRUMAI (Grupo de Mulheres Artesãs Independentes)

 

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A imperdível Jacy

Quitéria e Henrique no espetáculo de Natal. Foto: Daniel Torres / Divulgação

Quitéria e Henrique no espetáculo de Natal. Foto: Daniel Torres / Divulgação

Jacy é daqueles espetáculos que a gente vê e revê e quer abraçar de novo, porque alimenta nossos afetos ao traçar, na tensão entre real e ficcional, a vida de uma mulher chamada Jacy Lisboa Lucena, que nasceu em 1920 no município de Ceará Mirim, cidade que se avizinha a Natal. A montagem nos ganha pela inteligência e bom-humor. Jacy, que tem uma pulsação que se renova a cada sessão com sacadas geniais e um tempo perfeito, faz curta temporada no Recife, desta sexta-feira a domingo (dias 25, 26 e 27 de agosto), no Teatro Hermilo Borba Filho.

Com direção de Henrique Fontes, a peça surgiu em 2010, depois que Fontes achou a frasqueira abandonada de uma mulher de 90 anos em uma avenida de Natal, no Rio Grande do Norte. A mala continha radiografias, agenda telefônica, maquiagens e outros pequenos objetos.

Nesse inventário afetivo, acompanhamos Jacy, que apaixonou-se por um capitão norte-americano durante a 2ª Guerra Mundial, envolveu-se em conflitos políticos na capital potiguar, atravessou a Ditadura Militar no Rio de Janeiro, e morreu solitária na primeira década dos anos 2000. Mas a encenação é muito mais que a trama. 

O espetáculo foi escrito pelos filósofos Pablo Capistrano e Iracema Macedo, em colaboração com a dupla que atua, Quitéria Kelly e Henrique Fontes. A dramaturgia tece os caminhos de Jacy em cruzamento com a história da capital do Rio Grande do Norte, com a exposição do nepotismo e do coronelismo nos poderes.

A árvore genealógica de uma cidade e dos políticos que ocupam os cargos de comando – suas alianças para se perpetuar no poder -, é traçada e atualizada com dados da realidade brasileira.

Outra atuação da dramaturgia cabe ao videomaker Pedro Fiúza, que usa recursos audiovisuais ao vivo para amplificar a narração dos atores e editar os conflitos, com cortes ou justaposições.

Na contramão dos valores da sociedade de consumo, a montagem valoriza os idosos e suas histórias. No nosso capitalismo selvagem, os velhos são descartados como se fossem lixo, como ocorreu com a frasqueira cheia de lembranças de Jacy.

Por sorte, caiu nas mãos do Grupo Carmin, que investe no teatro documental e cria um jogo entre o passado e a efemeridade do presente. A trupe potiguar fala de um tempo que vai chegar para todos nós, se tivermos sorte, o envelhecimento.

O grupo Carmin, que comemora 10 anos de existência, lança no sábado, 26/08, no próprio Teatro Hermilo, o livro Década Carmin, registro da trajetória a partir de quatro textos: Pobres de Marré (2007), Jacy (2013), Por Que Paris? (2015) e A Invenção do Nordeste (2017).

Fiúza, Quitéria e Henrique

Fiúza, Quitéria e Henrique

SERVIÇO
JACY – Grupo Carmin
Quando: Dias 25,26 e 27/08/17, Sex. e Sáb. às 20h e dom. Às 19h.
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho (Av. Cais do Apolo, S/N – Recife antigo).
Quanto: R$ 30,00 (inteira) e R$15,00 (meia) www.sympla.com.br/teatrocarmin

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Razões para ir ao teatro – Agenda De 24 a 28/08

DINAMARCA – Sessões extras

Magiluth investe nas pulsações dessa época conturbada em novo espetáculo. Foto: Divulgação

Magiluth investe nas pulsações dessa época conturbada em novo espetáculo. Foto: Divulgação

Depois de lotar o Teatro Barreto Júnior na última sessão da temporada, o Grupo Magiluth arranjou mais duas pautas no Teatro Marco Camarotti, do Sesc Santo Amaro e realiza mais duas sessões: domingo e segunda-feira, às 20h.

Dinamarca revisita Hamlet, de Shakespeare para criar uma dramaturgia própria e leva à cena um ambiente supostamente festivo para salientar as contradições sociais. Falam de uma tal de hygge dinamarquesa, com seus momentos de aconchego e pequenos prazeres, e em camadas mais profundas do incômodo das relações neste séculos 21. É um espetáculo potente de inquietações sobre estar vivo neste século 21.
Quando: 27 e 28 de agosto, domingo e segunda-feira, às 20h.
Onde: Teatro Marco Camarotti, Sesc de Santo Amaro.
Quanto: R$ 30 e R$ 15 (meia).
Informações: 3355-6398.

JACY (três sessões no fim de semana)

Jacy é um espetáculo de Natal para se ver muitas vezes. Foto: Vlademir Alexandre

Jacy é um espetáculo de Natal para se ver muitas vezes. Foto: Vlademir Alexandre

O espetáculo Jacy do Grupo Carmin (RN) fala da grandeza das pequenas coisas . A peça narra a história de uma mulher que atravessou a Segunda Guerra Mundial e a Ditadura Militar no Brasil, acompanhou um importante conflito da política no Rio Grande do Norte. Viveu um amor estrangeiro. Acabou seus dias sozinha em Natal. A trama de teatro documental mistura ficção com supostos fatos reais da vida de Jacy Lisboa Lucena. Uma frasqueira encontrada ao acaso, no lixo da calçada na cidade de Natal foi o elemento disparador da montagem. Com Henrique Fontes e Quitéria Kelly, além do videomaker Pedro Fiuza.
Quando: 25 e 26 de agosto (sexta e sábado), às 20h, e 27 de agosto (domingo), às 19h. 
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho (Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife) 
Quanto: R$ 30 e R$ 15 (meia).
Informações: 3355-3320.

AQUELES VELHOS DE…

Sergio Mercurio e seu boneco em tamanho humano. Foto: Pablo Gonzales

Sergio Mercurio e seu boneco em tamanho humano. Foto: Pablo Gonzales

Nesses tempos de poucas delicadezas, um espetáculo de bonecos para adultos que trata da velhice, com cuidado e a emoção extremadas, é para não perder. O ator e manipulador de bonecos argentino Sergio Mercurio está em curta temporada com derradeira peça de uma trilogia sobre a velhice na Caixa Cultural. É uma linda história sobre a amizade entre dois moradores de uma pensão: Juanito e Juárez. Se o primeiro perde a memória, o segundo se desdobra em humanidades para que o parceiro não desapareça e inventa desenhos para manter o laço. A atriz e bonequeira Odília Nunes está como contrarregra da montagem. 
Quando: 24, 25, 26, 30 e 31 de agosto e 1º e 2 de setemobro (quartas a sábados), às 20h. 
Onde: Caixa Cultural Recife (Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife) 
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia). 
Informações: 3425-1915.

ALGUÉM PRA FUGIR COMIGO (últimas sessões)

Alguém pra fugir comigo.Foto: Maria Vilar

Alguém pra fugir comigo faz temporada no Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu. Foto: Maria Vilar

O que nos torna humanos? Esse é um questionamento-chave do espetáculo Alguém Pra Fugir Comigo, do Resta Um Coletivo de Teatro, que articula temas políticos e sociais e expõe que tudo pode ser ressignificado ao longo da vida. A peça faz provocações e busca abalar certezas e combater as opressões. Com encenação Analice Croccia e Quiercles Santana, e assistência dramatúrgica Ana Paula Sá, a montagem chega como um grito de dor contra qualquer barbárie.
Alguém Pra Fugir Comigo investiga fatos reais e fictícios, históricos e contemporâneos do Brasil e da Europa, para falar sobre corrupção, o trabalho escravo, a solidão e a discriminação. E utiliza provérbios e canções, imagens numa série de cenas justapostas e intercambiáveis que formam uma narrativa não-linear.
O elenco – composto pelos atores Analice Croccia, Ane Lima, Caíque Ferraz, Luís Bringel, Nataly Sousa, Pollyanna Cabral e Wilamys Rosendo – se desdobra em vários personagens de épocas e situações variadas. Mas cada um enfrenta uma crise moral ou social, como as agressões aos homossexuais, às mulheres e a escravidão na monarquia.
As malas do cenário remetem para a vontade de fugir, as memórias possíveis de carregar e os afetos ensimesmados. As fotografias de refugiados foram a inspiração para dar o motor desses deslocamentos.
Quando:26 de agosto e 2 de setembro (sábados), às 19h30.
Onde: Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu, s/n, Boa Viagem).
Quanto: R$ 30 e R$ 15 (meia).
Informações: 3355-9822.

A RECEITA (última sessão da temporada celebrativa)

Espetáculo A Receita, com Naná Sodré. Foto: Thais Lima

Espetáculo A Receita, com Naná Sodré. Foto: Thais Lima

Atriz Naná Sodré comemora 20 anos de carreira com mais uma temporada do espetáculo A Receita, que tem texto e direção de Samuel Santos.
A opressão conjugal é denunciada na peça que tem texto e direção de Samuel Santos. A rotina de uma dona de casa – em meio a temperos de cozinha – é alimentada pela busca de uma saída para a situação de violência doméstica. A temporada comemora os 20 anos de carreira da atriz Naná Sodré.
Quando: 26 de agosto (sábado), às 20h.
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista).
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia).
Informações: 98484-8421

HAMLET FRAGMENTADO (última sessão da temporada)

Hamlet Fragmentado. Foto: Rogerio Alves/ Sobrado423

Hamlet Fragmentado. Foto: Rogerio Alves/ Sobrado423

Hamlet Fragmentado, faz ainda duas sessões neste mês de agosto no espaço da Trupe Artemanha de Investigação Teatral na Várzea, Zona Oeste do Recife. A peça cruza Hamlet de Shakespeare, e Hamlet Máquina, do dramaturgo alemão Heiner Müller. A montagem explora as crises do jovem príncipe que descobre que o pai foi assassinado pelo tio, e que o reino da Dinamarca está fedendo de corrupção. A encenação também dá destaque para as pulsações de Ofélia. O espetáculo tem roteiro dramatúrgico e encenação de Luciano Santiago, que também está no elenco ao lado de Daniel Gomes e Damyeres Barbosa.

Encerramento de Temporada
Quando: 26 de agosto, às 20h
Onde:  Galpão CITTA – Centro de Investigação Teatral Trupe Artemanha
Rua João Francisco Lisboa, 170 – Várzea, Recife – PE
Classificação: 16 anos
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
Informações: 98318-1191.

NOSSO LAR – CAMINHOS PARA EVOLUÇÃO (últimas sessões)

Peça é inspirada em obra espírita. Foto: Divlgação

Peça é inspirada em obra espírita. Foto: Divlgação

A adaptação do Livro Nosso Lar, clássica obra espírita de André Luiz, psicografada por Chico Xavier, aborda o aperfeiçoamento espiritual na vida pós-terrena, entre mensagens de solidariedade, esperança e renovação. A montagem tem versão teatral e direção assinadas por Izaltino Caetano e mostra a atuação do médico André Luiz quando chega à colônia espiritual Nosso Lar. Esse é o local de treinamento onde os Espíritos aprendem sobre a imortalidade da alma e têm a oportunidade de aperfeiçoarem-se. Os ensinamentos do espiritismo são expostos como a Lei Universal de Causa e Efeito que norteia a vida de, encarnados e desencarnados.
A encenação contou com a consultoria de Carlos Pereira reconhecido defensor e pesquisador da Doutrina Espírita com vários livros lançados. No elenco da peça estão os atores Emanuel David D’ Lucard, Feliciano Félix, Beto Silva, Francis de Souza, Méri Lins, Patrícia Breda, Wilson Aguiar, e Erdras Aguiar.
Quando: 26 e 27 de agosto – sábados, às 20h e domingos, às 19h.
Onde: Teatro Barreto Júnior (Rua Estudante Jeremias Bastos, s/n, Pina).
Quanto: R$ 30 + 1kg de alimento não-perecível.
Informações: 3355-6398.

ZAMBO , do Grupo Experimental (Últimas sessões) 

Zambo em sessões no Experimental. Foto: Wellington Dantas

Zambo em sessões no Experimental. Foto: Wellington Dantas

As ideias, comportamento e espírito do Movimento Mangue são matérias-primas de Zambo, espétaculo de dança contemporânea do Grupo Experimental de 1997. A peça coreográfica comandada por Mônica Lira, tem como forte aliada a trilha sonora executada ao vivo.
A montagem foi renovada por quatro gerações de bailarinos. Nesta temporada, do projeto Espetáculos em Sala, a cena fica mais intimista, mais próxima do público num diálogo mais orgânico entre artistas e plateia. A concepção original do espetáculo é de Mônica Lira e Sonaly Macedo. E os intérpretes são Jennyfer Caldas, Rafaella Trindade, Gardênia Coleto, Rebeca Gondim e Jorge Kildery.
Quando: 25 e 26 de agosto, às 20h
Onde: Espaço Experimental (Rua Tomazina,199, 1º andar, Recife Antigo)
Ingressos: R$ 30 (inteira) / R$ 15 (meia-entrada)
Duração: 45 minutos
Livre
Informações: (81) 3224-1482/98812-1036

O SUPLÍCIO DE FREI CANECA

Manoel Constantino na peça O Suplicio de Frei Caneca. Foto: Divulgação

Manoel Constantino na peça O Suplicio de Frei Caneca. Foto: Divulgação

Uma das mais significativas figuras da história brasileira, Joaquim do Amor Divino Rabelo, o Frei Caneca, foi protagonista da Revolução Pernambucana (1817) e da Confederação do Equador (1824).  Por conta de seu posicionamento contra a coroa portuguesa, o religioso revolucionário foi preso e executado. A peça O Suplício de Frei Caneca celebra herói pernambucano, nos 200 anos da Revolução Pernambucana.  em montagem dirigida por José Francisco Filho, com texto de Cláudio Aguiar. Buarque de Aquino interpreta o carmelita.
Quando: 27 de agosto (domingo), às 18h. 
Onde: Igreja Santa Tereza D’Ávila (Avenida Dantas Barreto, 646, Santo Antônio). 
Quanto: Entrada gratuita, com ingressos distribuídos uma hora antes. 
Informações: 98800-1360.

O DOENTE IMAGINÁRIO

Montagem do clássico de Molière tem direção de Max Almeida. Foto: Divulgação

Montagem do clássico de Molière tem direção de Max Almeida. Foto: Divulgação

Velho hipocondríaco expõe as vaidades mundanas e se depara com a falsidade e artimanhas. Comédia em três atos de Molière, com direção geral de Max Almeida, direção de elenco Marcos Portela e produção da Theatros Cia Produções Artísticas Ltda. No papel principal Marcos Portela e no elenco está a jovem atriz Rayza Alcântara, que fez a personagem Isabel em Velho Chico.
Quando: 25 de agosto e 1° e 8 de setembro (sextas), às 20h30.
Onde: Teatro Valdemar de Oliveira (Praça Oswaldo Cruz, 411, Boa Vista).
Quanto: R$ 30 e R$ 15 (meia).
Informações: 3222-1284 e 3222-1200

Homens e Caranguejos (Festival Estudantil)

O espetáculo Homens e Caranguejos, do Grupo Arte em Movimento, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco, com direção de Higor Tenório. Traça o encontro entre a dança contemporânea, teatro e a cultura popular para extrair facetas de beleza e miséria que habitam no Recife. A montagem foi baseada no romance homônimo do geógrafo pernambucano Josué de Castro, que investiga a lama, a fome, os homens catadores de caranguejos e os próprios crustáceos. No elenco estão Ana Santiago Aragão, Arthur Andrade, Baby Oliveira, Beatriz Cavalcante, Betuel Gomes, Dany Alves, Dielson Luís, Everton Gomes, Fabiana Barros, Gabriela Aureliano, Higor Tenório, Larissa Santos, Lucas Fialho, Mirela Rodrigues, Pedro Leão, Rebeca Godoy, Stefanny Paula
Quando: 25 de agosto (sexta), às 19h.
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife).
Quanto: R$ 10.
Informações: 3355-3320.

DE QUEM É A CULPA SE NUNCA CHEGAMOS

O texto De Quem é a Culpa Se Nunca Chegamos? é uma criação coletiva, sob direção de Eduardo Bringel, e parte livremente do poema A Lenda da Prostituta Evelyn Roe, de Bertolt Brecht, narrando a história de Evlyn, uma jovem que foge de casa com seus sonhos e esperanças a bordo de um navio em busca da “Terra Santa”. Nessa viagem épica, a protagonista enfrentará alguns percalços que a levará a conhecer o céu e o inferno e também um pouco de si mesma. Com o Grupo Arte em Movimento, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco.
Quando: 24 de agosto (quinta-feira), às 19h.
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife).
Quanto: R$ 10.
Informações: 3355-3320.

EDIFÍCIO MÁXIMUS

Edifício Máximus, com atores-alunos da Academia Santa Gertrudes, sobre vizinhos insanos de um prédio onde nunca se tem o sossego merecido. O texto e a direção são de Gabi Cabral, inspirada no universo da telenovela mexicana.
Quando: Sábado, às 16h
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife).
Quanto: R$ 10.
Informações: 3355-3320.

ISADORA, UM ESPETÁCULO DE PLAGIOCOMBINAÇÃO

Isadora, Um Espetáculo de Plagiocombinação,com os alunos da UFPE

Isadora, Um Espetáculo de Plagiocombinação,com os alunos da UFPE

O experimento cênico Isadora, Um Espetáculo de Plagiocombinação, com alunos do Curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Pernambuco, sob direção de Marianne Consentino, mistura referências da dança – de Isadora Duncan a Beyoncé –, do teatro musical e da cultura popular para evidenciar a singularidade dos corpos de cada um. 
Quando: Sábado, às 20h
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife).
Quanto: R$ 10.
Informações: 3355-3320.

WILLY NA TERRA DOS MENINOS INVISÍVEIS

Espetáculo. Foto: Divulgação

Espetáculo infantil sobre violência. Foto: Divulgação

Willy na Terra dos Meninos Invisíveis, do Grupo Pedra Polida, com texto e direção de Anderson Abreu, é um drama poético sobre uma menina vítima de abuso que, fugindo da violência, se refugia numa favela onde moram os meninos invisíveis que brincam e sonham, ao mesmo tempo que fogem de uma bruxa que quer dar a eles uma porção do mal para viciá-los.
Quando: Domingo, às 16h
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife).
Quanto: R$ 10.
Informações: 3355-3320.

O MAR DO SERTÃO

O Mar do Sertão, com alunos-atores do Colégio Marista São Luís, do Grupo Teatral Dose Humana, sob direção de Emmanuel Matheus, revisita o universo poético e mítico nordestino, com trilha sonora ao vivo com canções de Luiz Gonzaga e Gilberto Gil. Apresenta as aventuras de uma menina que, sobrinha da cangaceira Maria Bonita, queria trazer o mar para Sertão, pois já não aguentava mais a boca seca. A história  é narrada por três personagens: o Tempo, o Amor e a Morte. 
Quando: Domingo, às 20h
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife).
Quanto: R$ 10.
Informações: 3355-3320.

LUZIR É NEGRO

Marcondes Bispo. Foto: Ricardo Maciel / Divulgação

Marcondes Bispo. Foto: Ricardo Maciel / Divulgação

Quem sabe mais da dor sofrida, das ações de exclusão é quem sente na pele. Marconi Bispo, rapaz belo e negro sabe desde cedo o que é o racismo endêmico da sociedade brasileira, onde bate e o que fere, quais são seus prejuízos. Em Luzir É Negro ele expõe cicatrizes a partir de suas experiências pessoais. O racismo devora muitas coisas, mina a autoestima. E é preciso força e aliados para combatê-lo. Marconi Bispo fala disso com inteligência, emoção e humor. a Montagem é do Coletivo Teatro de Fronteira
Quando: Domngo (27/08), às 19h 
Onde: Salão de Festas – Sesc Santa Rita, seguido de debate mediado por Anny Rafaella (Sesc Santa Rita – PE). Espetáculo integra programação do Usina Cultural realizado pelo Sesc Santa Rita

ROMEU E JULIETA, CORDEL DE ARIANO SUASSUNA

Aramis Trindade "incorpora" Ariano Suassuna

Aramis Trindade “incorpora” Ariano Suassuna

Romeu e Julieta, cordel de Ariano Suassuna, com o ator Aramis Trindade e os músicos Zé da Flauta e Tuca Araújo, tem sessão sábado e domingo (26 e 27/08), às 20h, no Teatro Arraial Ariano Suassuna. A peça está dividida em dois atos. No primeiro, Aramis apresenta poema de 92 sextilhas acompanhado por flautas (Zé da Flauta) e uma viola de 12 cordas (Tuca Araújo). No segundo ato, o intérprete se transforma em Ariano Suassuna III, em miniaula espetáculo sobre o enredo de Romeu e Julieta, as peculiaridades das autorias de Shakespeare e a de Suassuna, além de outros assuntos que foram alvos das conversas de Ariano.
SERVIÇO:
Quando: 26 e 27 de agosto (Sábado e Domingo), Sábado 20h, domingo 19h
Onde: Teatro Arraial Ariano Suassuna (R. da Aurora, 457 – Boa Vista, Recife – PE)
INGRESSO: R$ 80,00 (inteira) R$ 40,00 (meia) R$ 30,00 (promocional)

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Na garra é feito o Festival Estudantil

Haverá um Maldito Aqui Dentro,com o ator Joselito Veríssimo, abre programação do FETD. Foto Alex Chagas

Haverá um Maldito Aqui Dentro,com o ator Joselito Veríssimo, abre programação do FETED. Foto Alex Chagas

Promover cultura no Brasil é ato de resistência. E quando se trata dos segmentos de formação, beira à teimosia. Que o diga o produtor Pedro Portugal, que chega à 15ª edição do Festival Estudantil de Teatro e Dança (FETED), o mais significativo lançador de talentos na área de artes cênicas no estado de Pernambuco. A programação inclui peças adultas, para a infância, de formas animadas e dança. Nada está muito bem neste país de confiscos de direito amparados por interpretações jurídicas e pela política do golpe. Mas o FETED teve que demonstrar mais tenacidade para não parar. Portugal expõe que apenas em seis vezes o evento teve incentivo de algum edital público, “três vezes aprovados no Funcultura (Fundo de Cultura do Estado de Pernambuco) e três vezes no saudoso Sistema de Incentivo à Cultura da Prefeitura do Recife. Ou seja, a batalha sempre foi enorme!”. O festival ocorre por conta da garra dos artistas e técnicos participantes.

A variedade é o lema, que junta produções do Recife, Olinda, Camaragibe e Paulista. A temática do amor é explorada nas peças de formas animadas para maiores de 14 anos. E tem também montagens de cunho político e 22 peças coreográficas, do balé clássico ao contemporâneo e popular.

Haverá Um Maldito Aqui Dentro, do Laboratório de Aprofundamento Cênico da Escola Municipal de Arte João Pernambuco, abre a programação na próxima quarta-feira (23/08), às 19h. A encenação foi articulada pelo diretor Fred Nascimento, com assistência de direção de Lau Veríssimo, e tem por base em 22 poemas e dois contos de Charles Bukowski. Participam da cena os atores-alunos Ronaldo Pereira, Hugo Peixoto, Joselito Veríssimo e Pablo Batista. O velho Buk dessa cena fala de sua descrença na humanidade, da luta contra o sistema, da hipocrisia, da violência e demonstra simpatia pelos excluídos e perdedores.

Os homenageados desta edição são a arte-educadora, diretora teatral e atriz Lúcia Machado e Alexandre Macedo, professor, coreógrafo e bailarino.

Alexandre Macedo é uma dos homenageados. Foto Pedro Portugal

Alexandre Macedo é uma dos homenageados. Foto Pedro Portugal

15º FESTIVAL ESTUDANTIL DE TEATRO E DANÇA 
Todas as apresentações no Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife. Fone: 3355 3320).
Ingressos: R$ 10 (preço único promocional)

PROGRAMAÇÃO TEATRAL

Dia 23 de agosto de 2017 (quarta-feira), às 19h
Haverá Um Maldito Aqui Dentro(Escola Municipal de Arte João Pernambuco – Recife). Texto: Fred Nascimento, a partir do universo de Charles Bukowski. Direção: Fred Nascimento.

Dia 24 de agosto de 2017 (quinta-feira), às 19h
De Quem é a Culpa Se Nunca Chegamos?(Grupo Arte em Movimento e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco – Recife). Texto: criação coletiva do Grupo Arte em Movimento. Direção: Eduardo Bringel.

Dia 25 de agosto de 2017 (sexta-feira), às 19h
Homens e Caranguejos(Grupo Arte em Movimento e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco – Recife). Texto: criação coletiva, sob coordenação de Higor Tenório. Direção: Higor Tenório.

Dia 26 de agosto de 2017 (sábado), às 16h
Edifício Máximus(Academia Santa Gertrudes – Olinda). Texto e direção: Gabi Cabral.

Isadora, Um Espetáculo de Plagiocombinação,com os alunos da UFPE

Isadora, Um Espetáculo de Plagiocombinação,com os alunos da UFPE

Dia 26 de agosto de 2017 (sábado), às 20h
Isadora, Um Espetáculo de Plagiocombinação (Curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Pernambuco – Recife). Criação coletiva. Direção: Marianne Consentino, com assistência de Rafael Dayon e Rosa Amorim.

Dia 27 de agosto de 2017 (domingo), às 16h
Willy na Terra dos Meninos Invisíveis (Grupo Pedra Polida e CEAEC – Centro de Artes, Educação e Cultura – Olinda). Texto e direção: Anderson Abreu.

Dia 27 de agosto de 2017 (domingo), às 20h
O Mar do Sertão (Colégio Marista São Luís – Recife). Texto e direção: Emmanuel Matheus.

Ritos de Vingança, Amor e Sangue. Foto: Toni Rodrigues

Ritos de Vingança, Amor e Sangue. Foto: Toni Rodrigues

Dia 30 de agosto de 2017 (quarta-feira), às 19h
Ritos de Vingança, Amor e Sangue (Cênicas Cia. de Repertório – Recife). Texto: livre adaptação da obra de William Shakespeare. Direção: Antônio Rodrigues.

Ascensão e Queda da Cidade, dos alunos do Sesc Santo Amaro. Foto: Felipe Prado

Ascensão e Queda da Cidade, dos alunos do Sesc Santo Amaro. Foto: Felipe Prado

Dia 31 de agosto de 2017 (quinta-feira), às 19h
Ascensão e Queda da Cidade (Curso Avançado de Teatro do SESC Santo Amaro – Recife). Texto baseado na obra Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny, de Bertolt Brecht. Direção: Pedro Rodrigues, com assistência de Alcione Aquino.

Dia 1º de setembro de 2017 (sexta-feira), às 19h
VudéjàVu (Academia Santa Gertrudes – Olinda). Texto: Gabi Cabral e Valentina Lima. Direção: Gabi Cabral.

Dia 2 de setembro de 2017 (sábado), às 16h
Espetáculo de formas animadas, indicado para maiores de 14 anos
Retratos de Amor (Curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Pernambuco – Recife). Criação coletiva. Direção: Izabel Concessa.

Dia 2 de setembro de 2017 (sábado), às 20h
Os Sobreviventes (Coletivo Em Duo e Curso de História da Universidade Federal de Pernambuco – Recife). Texto: Camila Mendes, livremente inspirada em conto de Caio Fernando Abreu. Direção: Camila Mendes e Fábio Alves.

PROGRAMAÇÃO COREOGRAFIAS

Dia 3 de setembro de 2017 (domingo), às 17h

Aurora (Battu Grupo de Dança e Colégio Virgem Imaculada – Paulista). Coreografia e direção: Thuan César Nascimento.

Eita! Nordeste da Peste !Pré-Grupo de Dança e Colégio Virgem Imaculada – Paulista). Coreografia e direção: Thuan César Nascimento.

Amigas (Stúdio de Danças – Recife). Coreografia e direção: Viviane Luz.

Aquela Coisa Toda (Grupo NAP de Dança e Colégio NAP – Recife). Coreografia e direção: Viviane Lira.

Bandolins (Grupo NAP de Dança e Colégio NAP – Recife). Coreografia e direção: Viviane Lira.

Bonecas Francesas (Stúdio de Danças – Recife). Coreografia e direção: Brenda Schettini e Lúcia Roberta Dumaresq Valle. Direção: Brenda Schettini.

Elo (Grupo Equipe de Dança e Colégio Equipe – Recife). Coreografia e direção: Taynanda Carvalho e Viviane Lira.

Sangrando (Grupo NAP de Dança e Colégio NAP – Recife). Coreografia e direção: Viviane Lira.

Paysant (Stúdio de Danças – Recife). Coreografia: Jules Perrot Jean Coralli. Adaptação e direção: Brenda Schettini.

Princesa Florine (Stúdio de Danças – Recife). Coreografia: Marius Petipa. Adaptação e direção: Brenda Schettini.

Dia 3 de setembro de 2017 (domingo), às 19h

Louvação Bandeira de São João e Acorda Povo (Grupo Artístico e Cultural Boi Ta Ta Tá – Recife) Coreografia e direção: Grupo Artístico e Cultural Boi Ta Ta Tá.

Brinquedos Populares (Academia Santa Gertrudes – Olinda). Coreografia e direção: Gigi Albuquerque.

Cartomantes (Escola Gesttus – Recife). Coreografia e direção: Mayara Mesquita

Dandara (Escola Gesttus – Recife). Coreografia e direção: Larissa Porto

 (Escola Gesttus – Recife). Coreografia e direção: Mayara Mesquita

No Passo do Frevo (Centro Comunitário Vivendo e Aprendendo – Camaragibe). Coreografia: criação coletiva. Direção: Anderson Henry.

Nós Duas (Escola Gesttus – Recife). Coreografia e direção: Mayara Mesquita

O Grito da Liberdade (Grupo Cultural Faceta Cia. de Dança – Recife). Coreografia e direção: Conceição Silva.

Quando o Tempo Para (Escola Gesttus – Recife). Coreografia e direção: Mayara Mesquita

Tempos Modernos (Escola Gesttus – Recife). Coreografia e direção: Vannina Porto

Sobre Sonhos e Balões (Escola Gesttus – Recife). Coreografia e direção: Larissa Porto

Dançar da Alegria (Centro Comunitário Vivendo e Aprendendo – Camaragibe). Coreografia e direção: Anderson Henry.

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Razões para ir ao teatro – Em cartaz

Alguém pra fugir comigo.Foto: Maria Vilar

Alguém pra fugir comigo faz temporada no Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu. Foto: Maria Vilar

O que nos torna humanos? Esse é um questionamento-chave do espetáculo Alguém Pra Fugir Comigo, do Resta Um Coletivo de Teatro, que articula temas políticos e sociais e expõe que tudo pode ser ressignificado ao longo da vida. A peça faz provocações e busca abalar certezas e combater as opressões. Com encenação Analice Croccia e Quiercles Santana, e assistência dramatúrgica Ana Paula Sá, a montagem chega como um grito de dor contra qualquer barbárie.

Alguém Pra Fugir Comigo investiga fatos reais e fictícios, históricos e contemporâneos do Brasil e da Europa, para falar sobre corrupção, o trabalho escravo, a solidão e a discriminação. E utiliza provérbios e canções, imagens numa série de cenas justapostas e intercambiáveis que formam uma narrativa não-linear.

O elenco – composto pelos atores Analice Croccia, Ane Lima, Caíque Ferraz, Luís Bringel, Nataly Sousa, Pollyanna Cabral e Wilamys Rosendo – se desdobra em vários personagens de épocas e situações variadas. Mas cada um enfrenta uma crise moral ou social, como as agressões aos homossexuais, às mulheres e a escravidão na monarquia.

As malas do cenário remetem para a vontade de fugir, as memórias possíveis de carregar e os afetos ensimesmados. As fotografias de refugiados foram a inspiração para dar o motor desses deslocamentos.

ALGUÉM PRA FUGIR COMIGO
Quando: 19 e 26 de agosto e 2 de setembro (sábados), às 19h30.
Onde: Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu, s/n, Boa Viagem).
Quanto: R$ 30 e R$ 15 (meia).
Informações: 3355-9822.

Comédia Shakesfood mistura gastronomia e Teatro de Objetos. Foto: Ricardo Maciel / Divulgação

Comédia Shakesfood mistura gastronomia e Teatro de Objetos. Foto: Ricardo Maciel / Divulgação

Romeu e Julieta, Hamlet, Macbeth, as três tragédias de Shakespeare servem de inspiração para experimento teatral-gastronômico hilariante. Com doses de ironia e crítica política, os personagens do bardo inglês são transformados em ingredientes ou utensílios de cozinha para a composição de alimentos rápidos. Com Thiago Ambrieel e Diógenes D. Lima. Um comédia de teatro de objetos com chance de agradar os mais diversos paladares.

SHAKESFOOD
Quando: 19 e 20 de agosto – sábado, às 20h e domingo, às 19h.
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife).
Quanto: R$ 40 e R$ 20 (meia).
Informações: 3355-3320.

Espetáculo A Receita, com Naná Sodré. Foto: Thais Lima

Espetáculo A Receita, com Naná Sodré. Foto: Thais Lima

Atriz Naná Sodré comemora 20 anos de carreira com mais uma temporada do espetáculo A Receita, que tem texto e direção de Samuel Santos.
A opressão conjugal é denunciada na peça que tem texto e direção de Samuel Santos. A rotina de uma dona de casa – em meio a temperos de cozinha – é alimentada pela busca de uma saída para a situação de violência doméstica. A temporada comemora os 20 anos de carreira da atriz Naná Sodré.

A RECEITA
Quando: 19 e 26 de agosto (sábados), às 20h.
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista).
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia).
Informações: 98484-8421

Alexandra Richter e Bruno Garcia protagonizam a comédia romântica

Alexandra Richter e Bruno Garcia protagonizam a comédia romântica A História de Nós 2. Foto: Divulgação

A comédia romântica A história de nós 2 faz a segunda sessão no Recife, neste sábado (19/08). A peça é estrelada por Alexandra Richter e pelo pernambucano Bruno Garcia, que há 17 anos não se apresenta no Recife. Trata das as aventuras e desencontros de um casal já separado, que revisa a própria trajetória quando o publicitário vai buscas suas coisa no antigo lar.

Edu concentra o sonho de muitos homens, que vivem divididos entre a ânsia de de ascender profissionalmente, formar uma família perfeito e gozar da liberdade. A advogada Lena também quer vencer na profissão, mas anda desconjuntada entre a maternidade e paixão. Os dois personagens se multiplicam por seis, dos seus desejos ou facetas.

A comédia é um fenômeno de bilheteria e já foi vista, desde que estreou em 2009, por mais de 800 mil espectadores.

A HISTÓRIA DE NÓS 2.
Quando: Neste sábado (19/08), às 21h. Teatro RioMar,(RioMar Shopping)
Quanto: Entre R$ 40 e R4 120.
www.ingressorapido.com.br . Televendas: 4003-1212.
Informações: 4003-1212

Hamlet Fragmentado. Foto: Rogerio Alves/ Sobrado423

Hamlet Fragmentado. Foto: Rogerio Alves/ Sobrado423

Hamlet Fragmentado, faz ainda duas sessões neste mês de agosto no espaço da Trupe Artemanha de Investigação Teatral na Várzea, Zona Oeste do Recife. A peça cruza Hamlet de Shakespeare, e Hamlet Máquina, do dramaturgo alemão Heiner Müller. A montagem explora as crises do jovem príncipe que descobre que o pai foi assassinado pelo tio, e que o reino da Dinamarca está fedendo de corrupção. A encenação também dá destaque para as pulsações de Ofélia. O espetáculo tem roteiro dramatúrgico e encenação de Luciano Santiago, que também está no elenco ao lado de Daniel Gomes e Damyeres Barbosa.

HAMLET FRAGMENTADO – Encerramento de Temporada
Quando: 19 e 26 de agosto, às 20h
Onde:  Galpão CITTA – Centro de Investigação Teatral Trupe Artemanha
Rua João Francisco Lisboa, 170 – Várzea, Recife – PE
Classificação: 16 anos
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
Informações: 98318-1191.

Comédia com o grupo brasiliense Os Melhores do Mundo

Comédia com o grupo brasiliense Os Melhores do Mundo

Os clichês dos filmes policiais e as peripécias dos homens da lei são os combustíveis do espetáculo Um tira chamado perigo que o grupo de teatro Os Melhores do Mundo apresenta neste sábado (19/08) no Recife em única sessão, no Teatro Guararapes (Centro de Convenções). Conhecidos por montagens como Hermanoteu na Terra de Godah e Notícias populares, a trupe brasiliense satiriza o cinema enlatado norte-americano. A peça é junção de duas outras do bando, Tira – Adrenalina em Combustão, de 1994, e Tira 2 – McCoy is back, de 1995.

O grupo injeta mais humor, suspense e umas pitadas da política brasileira – da Lava-Jato e de Temer – na trama. E busca dar cores locais ao enredo com menções ao Náutico, Sport e outras coisas do Recife. A história mostra a volta herói McCoy – que havia se recolhido a uma floresta depois da morte do parceiro – para salvar a Chicago. Isso ocorre quando o vilão ameaça explodir a cidade.

UM TIRA CHAMADO PERIGO, da Companhia de Comédia Os Melhores do Mundo
Quando: Neste sábado (19/08), às 21h
Onde: Teatro Guararapes – Centro de Convenções, s/n, Olinda
Ingressos: R$ 80 e R$ 40 (meia), à venda na bilheteria do teatro e no site Compre Ingressos
Informações: 3181-8020

Peça é inspirada em obra espírita. Foto: Divlgação

Peça é inspirada em obra espírita. Foto: Divlgação

A adaptação do Livro Nosso Lar, clássica obra espírita de André Luiz, psicografada por Chico Xavier, aborda o aperfeiçoamento espiritual na vida pós-terrena, entre mensagens de solidariedade, esperança e renovação. A montagem tem versão teatral e direção assinadas por Izaltino Caetano e mostra a atuação do médico André Luiz quando chega à colônia espiritual Nosso Lar. Esse é o local de treinamento onde os Espíritos aprendem sobre a imortalidade da alma e têm a oportunidade de aperfeiçoarem-se. Os ensinamentos do espiritismo são expostos como a Lei Universal de Causa e Efeito que norteia a vida de, encarnados e desencarnados.

A encenação contou com a consultoria de Carlos Pereira reconhecido defensor e pesquisador da Doutrina Espírita com vários livros lançados. No elenco da peça estão os atores Emanuel David D’ Lucard, Feliciano Félix, Beto Silva, Francis de Souza, Méri Lins, Patrícia Breda, Wilson Aguiar, e Erdras Aguiar.

NOSSO LAR – CAMINHOS PARA EVOLUÇÃO

Quando: 19, 20, 26 e 27 de agosto – sábados, às 20h e domingos, às 19h.
Onde: Teatro Barreto Júnior (Rua Estudante Jeremias Bastos, s/n, Pina).
Quanto: R$ 30 + 1kg de alimento não-perecível.
Informações: 3355-6398.

Zambo em sessões no Experimental. Foto: Wellington Dantas

Zambo em sessões no Experimental. Foto: Wellington Dantas

As ideias, comportamento e espírito do Movimento Mangue são matérias-primas de Zambo, espétaculo de dança contemporânea do Grupo Experimental de 1997. A peça coreográfica comandada por Mônica Lira, tem como forte aliada a trilha sonora executada ao vivo.

A montagem foi renovada por quatro gerações de bailarinos. Nesta temporada, do projeto Espetáculos em Sala, a cena fica mais intimista, mais próxima do público num diálogo mais orgânico entre artistas e plateia. A concepção original do espetáculo é de Mônica Lira e Sonaly Macedo. E os intérpretes são Jennyfer Caldas, Rafaella Trindade, Gardênia Coleto, Rebeca Gondim e Jorge Kildery.

ZAMBO , do Grupo Experimental
Quando: 19, 25 e 26 de agosto, às 20h
Onde: Espaço Experimental (Rua Tomazina,199, 1º andar, Recife Antigo)
Ingressos: R$ 30 (inteira) / R$ 15 (meia-entrada)
Duração: 45 minutos
Livre
Informações: (81) 3224-1482/98812-1036

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