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Mulheres Viram Búfalos com o Teatro Heliópolis

 

Cárcere ou Porque as Mulheres Viram Búfalos. Foto: Weslei Barba / Divulgação

O contexto do encarceramento feminino é mote da montagem CÁRCERE ou Porque as Mulheres Viram Búfalos, da Companhia de Teatro Heliópolis. O espetáculo estreia neste 12 de março (sábado, às 20h), na sede do grupo, com ingressos no sistema “pague quanto puder” e gratuitos para alunos e professores da rede pública. A peça tem direção de Miguel Rocha, texto de Dione Carlos e celebra 20 anos de fundação do grupo, completados em 2020.

Na peça, duas irmãs com vidas marcadas pelo aprisionamento dos homens da família buscam estratégias de sobrevivência, inclusive para suas comunidades. O título do espetáculo, segundo a dramaturga “faz referência às mulheres que transmutam as energias de violência e morte e reinventam realidades”.

A encenação é fruto do projeto CÁRCERE – Aprisionamento em Massa e Seus Desdobramentos, contemplado pela 35ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

Montagem celebra dias décadas do Teatro Heliópolis Foto: Weslei Barba / Divulgação

A fábula das irmãs é um disparador no enredo de CÁRCERE ou Porque as Mulheres Viram Búfalos para evidenciar o quanto é difícil  se desvincular de uma estrutura tão complexa quanto o encarceramento.

A mãe luta contra o sistema para libertar o filho, ao mesmo tempo que precisa garantir a sobrevivência da família e do filho. A irmã dela vive uma relação tóxica com o ex-companheiro também confinado, que a ameaça a não ter uma nova relação conjugal, sob o risco de perder a própria vida.

Elas batalham para romper esse círculo vicioso,  que inclui o histórico o pai quem também esteve preso.

A peça foi construída durante a pandemia, com parte do processo realizado virtualmente.  A experiência  do confinamento na criação das cenas está carregada de camadas, de desafios, para tratar sobre outros cativeiros reais e subjetivos.

Ficha técnica  

Encenação: Miguel Rocha. 
Assistência de direção: Davi Guimarães. 
Texto: Dione Carlos. 
Elenco: Antônio Valdevino, Dalma Régia, Danyel Freitas, Davi Guimarães, Isabelle Rocha, Jefferson Matias, Jucimara Canteiro, Priscila Modesto e Walmir Bess. 
Direção musical: Renato Navarro. 
Assistência de direção musical: César Martini. 
Musicistas: Alisson Amador (percussão), Amanda Abá (violoncelo), Denise Oliveira (violino) e Jennifer Cardoso (viola). 
Cenografia: Eliseu Weide. 
Iluminação: Miguel Rocha e Toninho Rodrigues. 
Figurino: Samara Costa. 
Assistência de figurino: Clara Njambela. 
Costureira: Yaisa Bispo. 
Operação de som: Jéssica Melo. 
Operação de luz: Viviane Santos. 
Cenotecnia: Leandro Henrique. 
Provocação vocal, arranjos e composição da música do ‘manifesto das mulheres’: Bel Borges. 
Provocação vocal, orientação em atuação-musicalidade e arranjos – percussão ‘chamado de Iansã’ e poema ‘Quero ser tambor’: Luciano Mendes de Jesus. 
Estudo da prática corporal e direção de movimento: Érika Moura. 
Provocação teórico-cênica: Maria Fernanda Vomero.
 Provocações: Bernadeth Alves. 
Comentadores: Bruno Paes Manso e Salloma Salomão. 
Provocação de performatividade: Carminda Mendes André. 
Mesas de debates: Juliana Borges, Preta Ferreira, Roberto da Silva e Salloma Salomão. 
Orientação de dança afro: Janete Santiago. 
Designer gráfica: Camila Teixeira. 
Fotos: Weslei Barba. 
Assessoria de imprensa: Eliane Verbena. 
Direção de produção: Dalma Régia. 
Produção executiva: Davi Guimarães, Miguel Rocha e Leidiane Araújo. 
Idealização e produção: Companhia de Teatro Heliópolis.

Serviço

Espetáculo CÁRCERE ou Porque as Mulheres Viram Búfalos
Com: Companhia de Teatro Heliópolis
Temporada:  De 12 de março a 5 de junho de 2022; sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 19h
Ingressos: Pague quanto puder (público em geral) e Grátis (estudantes e professores de escolas públicas).
IIngressos online: Sympla  – https://www.sympla.com.br/produtor/companhiadeteatroheliopolis
Duração: 1h45 min.
Classificação: 14 anos.
Gênero: Experimental
Local: Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho
Sede da Cia. de Teatro Heliópolis
Endereço: Rua Silva Bueno, 1533, Ipiranga. São Paulo/SP
http://ciadeteatroheliopolis.com/
Facebook – @companhiadeteatro.heliopolis | Instagram – @ciadeteatroheliopolis

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Mostra Teatro na Telona, no Cine Satyros Bijou

Daniela Sevilha e Renata Perón em No Meio do Caminho. Foto José Luis Sória/ Divulgação

Elephants Foto: Luis Soria /Num Click Studio / Divulgação

A Mostra Teatro na Telona, promovida pelo Cine Satyros Bijou, exibe No Meio do Caminho com sessão na sexta-feira (11/03, às 18h30); e Elephants no sábado (12/03, 18h30, ambos na sala Patrícia Pillar.

Expectativas, momento de suspensão, arrependimentos, dúvidas, julgamentos e anseios são questões discutidas no trabalho No Meio do Caminho com texto de Luh Maza e direção de Danilo Miniquelli. O diretor destaca que a peça traz uma crueza, dentro do simbolismo poético, mas não apresenta respostas. Aponta para reflexões de como os corpos e as mentes das mulheres são afetados.

Com a participação das atrizes Renata Perón e Daniela Sevilha, No Meio do Caminho mostra o encontro de duas mulheres desconhecidas, trancadas em um ônibus quebrado em uma estrada escura e sem movimento, que não sabem se chegarão ao destino que planejavam, Terra Nova. O projeto foi contemplado pelo PROAC Expresso Lei Aldir Blanc – LAB 36/2020 – Produção e Temporada de Espetáculo de Teatro com Apresentação Online.

Com elenco formado por Danilo Miniquelli, Carol Mafra e Danna Lisboa, o vídeo-espetáculo Elephants é uma adaptação da obra Sobre Elefantes e Coelhos, de René Piazentin, com a direção de Nelson Baskerville. Flagra o encontro entre um corretor de imóveis e uma excêntrica tatuadora, que lidam de forma diferente com a ideia de fracasso. Enquanto os protagonistas vivem suas amarguras, ocorre uma espécie de epidemia de suicídio, que faz os corpos desaparecerem quando tocam o chão. O projeto foi contemplado pelo PROAC Expresso Lei Aldir Blanc – LAB 36/2020 – Produção e Temporada de Espetáculo de Teatro com Apresentação Online.

SERVIÇO:  No Meio do Caminho
Quando: 11/03 – sexta-feira – 18h30
Onde: Cine Satyros Bijou (Praça Franklin Roosevelt, 172 – Consolação)
Duração: 60 minutos
Valor: Gratuito (retirar 1h antes na bilheteria)
Classificação Indicativa: não recomendado para menores de 14 anos (violência verbal)

SERVIÇO:  Elephants
Quando: 12/03 – sábado – 18h30
Onde: Cine Satyros Bijou (Praça Franklin Roosevelt, 172 – Consolação)
Duração: 80 minutos
Valor: Gratuito (retirar 1h antes na bilheteria)
Classificação Indicativa: não recomendado para menores de 14 anos (violência verbal)

Ficha Técnica: No Meio do Caminho
Autora:
 Luh Maza
Direção Geral e Cenografia: Danilo Miniquelli
Elenco: Daniela Sevilha e Renata Perón
Direção de Vídeo: Richard Dantas
Concepção e Dramaturgia de Luz: Aline Santini
Figurino: Fabio Namatame
Curadoria e Concepção Musical: Luciano Andrey
Vídeo: Trópico Filmes
Técnico e Operador de Luz: Pajeú
Arranjo e Execução Musical: Raquel Martins
Som Direto e Mixagem: Equipe Produções
Sound Designer e Poesia do Som: Luana Oliveira
Operação de Câmera: Andrezza Thomas, Carla Leoni e Richard Dantas
Montagem: Carla Leoni
Produção de Set: Daniel Guisard
Fotos: Luis Sória (Num Click Studio)
Espaço Cênico: Sede Luz do Faroeste (Cia. Pessoal do Faroeste)
Produção Executiva: Daniela Sevilha e Danilo Miniquelli
Assessoria de Imprensa: Sevilha Comunicação
Idealização: Luh Maza e Danilo Miniquelli

Ficha Técnica: Elephants
Texto: René Piazentin
Direção: Nelson Baskerville
Elenco: Carol Mafra, Danilo Miniquelli e Danna Lisboa
Direção de Imagem e cenário virtual: André Grynwask e Pri Argoud (Um Cafofo)
Direção de Arte: André Grynwask e Telumi Hellen
Figurino: Telumi Hellen
Trilha Sonora Original: Dan Maia
Assistência de Direção e Produção Executiva: Daniel Guisard
 Idealização: Danilo Miniquelli e Carol Mafra
Assessoria de Imprensa: Sevilha Comunicação
Foto: Luis Sória – Num Click Estúdio

 

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A expressão do indizível:
Stoklos performa Lispector
ao som de Elis Regina

Cena de Abjeto-Sujeito: Clarice Lispector por Denise Stoklos. Foto: Leekyung Kim / Divulgação

A arte de três mulheres-criadoras incríveis, de diferentes gerações, se junta no espetáculo Abjeto-Sujeito: Clarice Lispector por Denise Stoklos. Com textos selecionados de Clarice Lispector, canções interpretadas por Elis Regina e atuação de Denise Stoklos, a peça fica em cartaz no Sesc 24 de Maio entre os dias 10 de março e 3 de abril, de quinta a sábado, às 20h e domingos, às 18h. A direção é assinada por Elias Andreato e o dramaturgismo por Welington Andrade.

Criadora do teatro essencial, Denise Stoklos leva à cena alguns textos de Lispector, a exemplo dos contos A quinta história e O ovo e a galinha; os romances Água viva e A paixão segundo G.H. e a crônica Vergonha de viver. A artista aponta que a ideia não é representar nenhuma personagem, “mas sim reapresentá-las, trazendo uma ideia cênica a partir das questões levantadas por Clarice”.

Um símbolo muito forte na obra clariciana, que o espetáculo explora do início ao fim, é o olho. Alusões à visão e metáforas do olhar se espraiam ao longo do trabalho. A narradora de A quinta história assiste diariamente, estupefata, ao cortejo das baratas; em A paixão segundo G.H., a visão da barata leva à epifania; em O ovo e a galinha, a narradora de manhã na cozinha “vê” o ovo – o que a convida a iniciar uma longa viagem através da linguagem; em O búfalo, a personagem busca insistentemente o olhar do animal, tendo seu olhar, por fim, penetrado por ele; em Amor, a epifania se dá porque Ana vê um cego.

Foto Leekyung Kim / Divulgação

Quando tinha 17 anos, no final da década de 1960, a estudante de Jornalismo da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, já era uma leitora empenhada de Clarice Lispector. Nessa época, Denise Stoklos colaborava para um jornal da Faculdade. Com a justificativa de fazer uma entrevista, a atriz descobriu o endereço de Clarice na lista telefônica, foi ao Rio de Janeiro e de um telefone público, embaixo do prédio, fez um contato com a escritora.

Foi atendida por Clarice que após alguns minutos perguntou: “Você não veio me entrevistar, você veio me conhecer, não é? Então, deixe de lado a caneta e o bloco de anotações e vamos conversar.” Stoklos mantém aquele encontro aceso na memória.

O dramaturgismo é assinado por Welington Andrade e a direção é de Elias Andreato 

O dramaturgista Welington Andrade distingue linhas que fazem o trajeto do que é abjeto. São textos, como ele explica, que vão da negação do sujeito até a constituição da subjetividade. “Trata-se de uma transição, de um percurso, de uma coisa levando a outra. Essas relações podem ser observadas em diversos textos de Clarice, como nas interações das personagens G.H com uma barata – algo repulsivo porque abjeto – e aquela do conto O búfalo, que se identifica com o animal a ponto de odiá-lo”, situa.

A cena é ocupada, além da “reapresentação” de figuras claricianas, por canções na voz de Elis Regina, registros mais soturnos e existencialistas da cantora, como Meio-Termo, Os Argonautas e uma versão à capela de Se Eu Quiser Falar com Deus. A voz de Elis compõe o ambiente para Denise desenvolver sua partitura coreográfica.

Depois das 16 apresentações em São Paulo, Abjeto-Sujeito: Clarice Lispector por Denise Stoklos se apresenta no Festival de Curitiba, no Sesc da Esquina, dias 8 e 9 de abril.

FICHA TÉCNICA
Concepção e Interpretação: Denise Stoklos
Direção: Elias Andreato  
Dramaturgismo: Welington Andrade
Textos: Clarice Lispector
Canções: Elis Regina
Iluminação: Aline Santini
Espaço Cênico e Figurino: Thais Stoklos Kignel
Fotos: Leekyung Kim
Assistente de Direção: Cristina Longo
Segundo Assistente: Wallace Dutra
Cabelo: Eron Araújo
Operação de Luz: Maurício Shirakawa
Operação de Som: Vanessa Matos
Diretor de Produção: Ederson Miranda
Assistente de produção: Sofia Gonzalez
Segundo assistente: Alexandre Vasconcelos
Produção Geral: Mira Produções Culturais

SERVIÇO
Abjeto-Sujeito: Clarice Lispector por Denise Stoklos
Quando: 10/03 a 03/04, quinta a sábado, às 20h e domingos, às 18h
Onde: Sesc 24 de Maio (Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo, SP – 350 mts do metrô República)*
*Obrigatório uso de máscara e apresentação de comprovante de vacinação contra covid-19 (físico ou digital), evidenciando as duas doses, ou dose única.
Ingressos: R$40 (inteira); R$20 (Credencial Sesc, meia-entrada: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). Ingressos à venda a partir de 08/03, às 14h, no portal sescsp.org.br/24demaio e 09/03, às 17h, nas bilheterias da rede Sesc SP.
Duração: 75 minutos.
Classificação Indicativa: Não recomendado para menores de 14 anos.

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Dois solos da Súbita Cia na Oswald de Andrade

 

Janaina Matter apresenta Mulher como você se chama? Foto: Elenize Desgeniski / Divulgação

O Arquipélago, com Pablito Kucarz. Foto: Elenize Dezgeniski / Divulgação

Muitas mulheres foram silenciadas, algumas perderam o direito ao nome. A personagem bíblica do Antigo Testamento, que foi casada com Ló, ficou conhecida como aquela figura transformada em uma estátua de sal. Não há registro na Bíblia sobre sua vida pessoal, nem mesmo o nome é revelado. Apenas que foi casada com Ló, sobrinho do patriarca Abraão, e que foi punida ao desobedecer às ordens divinas de não olhar para trás, na fuga de Sodoma.

O solo Mulher, como você se chama?, de Janaina Matter, considera a exclusão de mulheres que deixaram alguma marca no mundo e tiveram seus nomes apagados. Já o monólogo O Arquipélago, de Pablito Kucarz parte da sugestão geográfica do título – de pequenas ilhas que estão próximas, mas separadas por águas salgadas – para pensar as relações familiares.
As duas peças da Súbita Companhia, de Curitiba, integram o projeto Habitat, formado por cinco solos, que investiga a relação do corpo como uma casa, buscando nele questões poéticas, políticas e estéticas. 

Os dois solos, que têm direção de Maíra Lour, ficam em cartaz na sala 7 da Oficina Cultural Oswald de Andrade, de 8 a 12 de março, de terça a sexta, às 20h e sábado, às 17h, gratuitamente, É a primeira vez que a Súbita companhia faz uma temporada em São Paulo.

Solo discute apagamento de mulheres. Foto: Elenize Desgeniski / Divulgação

Janaina Matter utiliza o sal como principal elemento cênico, para trabalhar o conceito de corpo como espaço de memória, permanência, criação. Em Mulher, como você se chama?, a atriz adota a ideia de carregar muitas histórias em um só corpo, assumindo a ancestralidade e a ascendência para refletir se silêncio é abismo ou ponte.

Já Pablito Kucarz avança nos seus territórios em discussão sobre bullying, machismo, violência e homofobia vividas no adolescência. Ele elege como elemento cênico um copo d’água, que metaforiza a ideia do arquipélago. E ao oferecer o copo d’água ao público busca uma cumplicidade, um pacto cênico.

FICHA TÉCNICA DO PROJETO
Direção artística: Maíra Lour
Elencos: Janaina Matter e Pablito Kucarz
Iluminação: Beto Bruel
Desenho de som: Álvaro Antonio
Cenários: Guenia Lemos
Figurinos: Val Salles
Orientação dramatúrgica: Camila Bauer
Interlocuções artísticas: Francisco Mallmann e Lígia Oliveira
Treinamento de voz: Babaya
Direção de produção (montagem): Michele Menezes
Direção de produção (circulação): Gilmar Kaminski
Assistente de produção: Dafne Viola
Coordenação e operação de luz: Lucri Reggiani
Coordenação de som e operação: Álvaro Antonio
Assessoria de imprensa: Canal Aberto
Assistentes de assessoria de imprensa: Daniele Valério e Diogo Locci
Realização: Súbita Companhia
Produção: Flutua Produções
Produção local: Leneus Produtora de Arte

SERVIÇO
Quando: De 8 a 12 de março de 2022 (Terça a sexta, às 20h e sábado, às 17h)
Onde: Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, São Paulo)
Capacidade: 30 lugares (Sala 7)
Ingressos: Grátis. Retirar com 1h de antecedência.
Duração: 100 minutos (com intervalo)
Classificação: 14 anos
Atenção: será exigida apresentação da carteirinha de vacinação contra a COVID-19 atualizada.

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Estratégias do teatro de periferia de São Paulo

O Ensaio Invisível, do Coletivo de Teatro Off Off Broadway, integra Mostra Teatro em Trânsito. Foto Bianca Fina / Divulgação

Refinaria Teatral apresenta trechos de quatro peças. Foto: Divulgação

Pirajussara do Bando Trapos, Foto: Will Cavagnolli / Divulgação

Pulsa mais arte da cena em São Paulo do que possa imaginar os circuitos centralizais. Feliz exemplo disso é a segunda edição da Mostra Teatro em Trânsito, que promove a circulação de oito coletivos parceiros em16 apresentações, por oito endereços da cidade. A ideia é movimentar trabalhos artísticos da capital paulista e realizar intercâmbio entre os grupos participantes. A programação ocorre durante os finais de semana entre março e abril.

Integram a programação os espetáculos Show do Pimpão, da Brava Companhia; O Ensaio Invisível, do Coletivo de Teatro Off Off Broadway; Mitos e Lendas Caiçara, da Cia. O Castelo das Artes; e Pirajussara: Vozes à margem, do Bando Trapos. E os infanto-juvenis Ladeira das Crianças – Teatro Funk, do grupo Rosas Periféricas e Menina Bonita do Laço de Fita em Ritmo de Palhaçaria, da Companhia de Teatro Flor do Asfalto. Além de Compendiado Refinaria, com cenas de um novo trabalho da Refinaria Teatral e uma ação cênica da atual pesquisa da Companhia de Teatro Heliópolis, com texto de Dione Carlos. 

O projeto Teatro em Trânsito é idealizado pela CTI – Cia. Teatro da Investigação e pode ser acompanhado de 5 de março a 24 de abril. A entrada é gratuita e os ingressos podem ser retirados uma hora antes de cada sessão.

A Mostra Teatro em Trânsito faz parte do Teatro-Baile, uma poética em construção, o caminho se faz caminhando, uma estratégia de difundir e democratizar o acesso à cultura. Os grupos colaboradores se exibem em bairros diferentes de suas sedes, servindo como troca entre essas trupes.

O deslocamento das companhias é realizado pela SARAVAN (como é chamada a van da CTI). No percurso para o espaço das apresentações a SARAVAN vira SARAWEB (uma entrevista online, transmitida pelo Instagram da CTI – @teatrobaile), no intuito de dar mais visibilidade às companhias. Essas conversas serão incluídas no documentário sobre o projeto.

As informações com toda a programação, horários e locais estão em www.teatrobaile.com. O projeto recebeu o apoio do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura.

II Mostra Teatro em Trânsito
De 05 de março a 24 de abril de 2022
Grátis
Retirada de ingressos uma hora antes de cada sessão, nos locais de apresentação
Mais informações em www.teatrobaile.com

Grupo Rosas Periféricas apresenta Ladeira das Crianças – Teatro Funk. Foto: Divulgação

Ladeira das Crianças – Teatro Funk, com grupo Rosas Periféricas
Duração: 50 minutos
Classificação: Livre
Criação e Direção: O Grupo
Dramaturgia: Marcelo Romagnoli
Elenco: Rogerio Nascimento, Mônica Soares, Gabriela Cerqueira, Paulo Reis e Michele Araújo
As histórias de crianças periféricas ganham a cena e revelam seus desejos e sonhos, embalados pelo ritmo do funk.
Rosas Periféricas é um grupo de teatro que desenvolve suas pesquisas em São Paulo desde 2008. Tem sede no Parque São Rafael. Os temas dos trabalhos pulsam da periferia onde vivem: desigualdade social, machismo, feira livre etc

Brava Companhia participa com Show do Pimpão – Uma intervenção cênica (ou cínica). Foto Divulgação

Show do Pimpão – Uma intervenção cênica (ou cínica), da Brava Companhia
Duração: 55 minutos
Classificação indicativa: 12 anos
Concepção cênica: Show do Pimpão
Direção e Dramaturgia: Ademir de Almeida 
Direção Musical: Joel Carozzi 
Elenco: Fábio Resende, Max Raimundo e Márcio Rodrigues
Três miseráveis artistas se juntam para tentar arrecadar algum que lhes garanta a refeição do dia. Fazer graça com a própria desgraça foi o que lhes restou como forma de sobrevivência.
A Brava Companhia de Teatro foi fundada em 1998 e suas atividades e apresentações usam o teatro para combateras injustiças, desigualdades e violência nas periferias da cidade.

O Ensaio Invisível. Foto Bianca Fina / Divulgação

O Ensaio Invisível, com Coletivo de Teatro Off Off Broadway (exibição e bate-papo)
Duração: 35 minutos
Classificação: 18 anos
Direção e Dramaturgia: Samanta Precioso 
Direção Musical: Gustavo Sarzi
Elenco: Morgana Sales, Fábio Teixeira, Carla Zanini, Fernanda Faria, Josias Fabian e Guigo Ribeiro
Direção de Movimento:Felipe Cirilo
Voz: Mila Valle
Produção Executiva: Lia Levin 
Vídeo e Arte Gráfica: Natasha Precioso e Bianca Fina 
Direção de Arte: Hobjeto
Num futuro distópico marcado por um acidente não identificado, um grupo de pessoas encontra-se clandestinamente para usufruir do toque, do afeto, e da presença física, correndo riscos em nome do que sentem. O espectador pode apenas assistir participar ativamente deste experimento cênico.
O Coletivo de Teatro Off Off Broadway é um grupo de 19 anos de trajetória, oriundo da fundação do Programa Teatro Vocacional. Depois de aventurar-se pela linguagem do palhaço e da rua, o grupo debruça-se, em sua pesquisa atual, sobre a escuta e atuação junto aos moradores em situação de rua tentando entender as narrativas de invisibilização e marginalização de alguns corpos.

Mitos e Lendas Caiçara. Foto: Divulgação

Mitos e Lendas Caiçara, com a Cia. O Castelo das Artes
Duração: 60 minutos
Classificação indicativa: livre
Dramaturgia e Direção teatral: Henrique Cardim
Elenco: Henrique Cardim, Jessyca Biazini, Mário Farias e André Nunes
A peça reúne histórias contadas por caiçaras, passadas de pais para filhos, registradas em livros, e que não podem cair no esquecimento. A companhia leva ao palco as mais conhecidas lendas e mitos da cidade de São Sebastião, entre elas, A Lenda do Amor, A Lenda do Boi que Falou, O Dia que o Santo Pecou, como também contos de lobisomem, de pescador, entre outros.
A Cia. O Castelo das Artes é uma evolução do Grupo Artístico Fazarte, de São Sebastião, litoral norte de São Paulo. O grupo teve início em 2004 e, além de diversos espetáculos teatrais, tem mais de 10 anos de pesquisa sobre a cultura caiçara e o teatro popular, o que resultou em peças, como “O dia que eu peguei o lobisomem” e “Caiçaras: o povo do mar”.

Pirajussara , com o Bando Trapos. Foto: Will Cavagnolli

Pirajussara: Vozes à margem, com Bando Trapos
Duração: 75 minutos
Classificação indicativa: livre
Orientação dramatúrgica: Rudinei Borges 
Direção: Cleydson Catarina 
Assistência de direção: Eduarda Alves 
Elenco: Daniel Trevo, Dêssa Souza, Deco Morais, Joka Andrade, Stefany Veloso, Welton Silva
São releituras de histórias de moradores da região de Campo Limpo e Taboão da Serra em fragmentos criados pelos atores do grupo em período de afastamento social.
Bando Trapos mescla a pesquisa em torno do universo da máscara e os trabalhos de arte-educação com a linguagem do teatro de rua, do bufão e da cultura popular vivenciadas no bairro do Campo Limpo – Zona Sul da Cidade de São Paulo.

Companhia de Teatro Heliópolis apresenta pesquisa. Foto: Divulgação 

Ação cênica sobre a atual pesquisa do grupo sobre o Cárcere, com Companhia de Teatro Heliópolis
Duração: 30 minutos
Classificação indicativa: 12 anos
Direção: Miguel Rocha 
Texto: Dione Carlos 
Elenco: Dalma Régia, Davi Guimarães e Walmir Bess
Ação cênica da atual pesquisa do grupo Cárcere- Aprisionamento em Massa e seus Desdobramentos.
A Companhia de Teatro Heliópolis, em 20 anos de existência, realizou 11 espetáculos, criados em diálogo com os anseios e as vivências que permeiam a realidade de Heliópolis. 

Companhia de Teatro Flor do Asfalto apresenta  versão de texto de Maria Clara Machado. Foto: Divulgação

Menina Bonita do Laço de Fita em Ritmo de Palhaçaria, com Companhia de Teatro Flor do Asfalto
Duração: 60 minutos
Classificação indicativa: livre
Inspirado na obra de Maria Clara Machado 
Adaptação do Texto e Direção: Wagner Gama
Mostra a relação de admiração entre um coelho branco e uma menina negra. Nessa adaptação, três palhaços encontram o livro de Ana Maria Machado e decidem contar a história ao público, para falar sobre racismo estrutural e ancestralidade.
A Companhia de Teatro Flor do Asfalto nasceu no Verão de 2017 e funciona na Zona Leste de SP, com sede na Ocupação Cultural Instituto Reação Arte e Cultura. Com a orientação do dramaturgo e diretor Wagner Gama o grupo se consolidou, realizando diversos trabalhos, com destaque para a montagem de Vidas Secas.

Compêndio de quatro personagens interpretadas por Ana Szcypula, da Refinaria Teatral. Foto Divulgação

Compendiado Refinaria, com Refinaria Teatral
Duração: 30 minutos
Classificação: 14 anos
Direção e encenação: Daniel Alves Brasil 
Atuação: Ana Szcypula
Uma mesma atriz, quatro personagens, quatro encenações, quatro obras: Yeong-Gam, Meid In Brazilian, Porque as mulheres choram e Espelho.
Refinaria Teatral surge em meados de 2008 como um núcleo de investigação prática autodidata. Em 2010 estreia sua primeira obra, a peça “Espelho” e a partir daí inicia uma série de intercâmbios com grupos internacionais e nacionais e tem no currículo 11 peças. 

Serviço

II Mostra “Teatro em Trânsito”
De 05 de março a 24 de abril de 2022
Grátis
retirada de ingressos uma hora antes de cada sessão, nos locais de apresentação
Mais informações em www.teatrobaile.com

Ladeira das Crianças – Teatro Funk, com grupo Rosas Periféricas
5 de março de 2022, sábado, 16h
Praça Irmãs Nilza e Rosilene (em frente à igreja católica) – Jardim Macedônia
6 de março de 2022, domingo, 16h
Sede CTI – Teatro-baile (Rua Oti, 212 – Vila Ré)

Show do Pimpão, com Brava Companhia
12 de março de 2022, sábado, 16h
Sede CTI – Teatro-baile (Rua Oti, 212 – Vila Ré)
13 de março de 2022, domingo, 11h
Centro Cultural Arte em Construção (Av. dos Metalúrgicos, 2100 – Cidade Tiradentes)

O Ensaio Invisível, com Coletivo de Teatro Off Off Broadway (exibição e bate-papo)
19 de março de 2022, sábado, 20h
Sede CTI – Teatro-baile (Rua Oti, 212 – Vila Ré)
20 de março de 2022, domingo, 16h
Sede Rosas Periféricas (Rua Redução de Guarambaré 39 – Jd.Vera Cruz)

Mitos e Lendas Caiçara, com a Cia. O Castelo das Artes
26 de março de 2022, sábado, 20h
Sede CTI – Teatro-baile (Rua Oti, 212 – Vila Ré)
27 de março de 2022, domingo, 11h
Centro Cultural Arte em Construção (Av. dos Metalúrgicos, 2100 – Cidade Tiradentes)

Pirajussara: Vozes à margem, com Bando Trapos
2 de abril de 2022, sábado, 20h
Sede CTI – Teatro-baile (Rua Oti, 212 – Vila Ré)
7 de abril de 2022, quinta-feira, 20h
Casa de Teatro – Maria José de Carvalho (Rua Silva Bueno, 1533, Ipiranga) 

Ação cênica sobre a atual pesquisa do grupo sobre o Cárcere, com Companhia de Teatro Heliópolis
14 de abril de 2022, quinta-feira, 20h
Sede CTI – Teatro-baile (Rua Oti, 212 – Vila Ré)
19 de abril de 2022, terça-feira, 20h
Trapos Espaço Cultural CITA (Rua Aroldo de Azevedo, 20 – Campo Limpo)

Menina Bonita do Laço de Fita em Ritmo de Palhaçaria, com Companhia de Teatro Flor do Asfalto
16 de abril de 2022, sábado, 20h
Sede CTI – Teatro-baile (Rua Oti, 212 – Vila Ré)
17 de abril de 2022, domingo, 16h
Refinaria (R. João de Laet, 1507 – Vila Aurora) 

Compendiado Refinaria, com Refinaria Teatral
23 de abril de 2022, sábado, 20h
Sede CTI – Teatro-baile (Rua Oti, 212 – Vila Ré)
24 de abril de 2022, domingo, 16h
Reação Arte e Cultura (Rua Giácomo Quirino 76 – Conjunto José Bonifácio)

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