Razões para ir ao teatro – Agenda De 24 a 28/08

DINAMARCA – Sessões extras

Magiluth investe nas pulsações dessa época conturbada em novo espetáculo. Foto: Divulgação

Magiluth investe nas pulsações dessa época conturbada em novo espetáculo. Foto: Divulgação

Depois de lotar o Teatro Barreto Júnior na última sessão da temporada, o Grupo Magiluth arranjou mais duas pautas no Teatro Marco Camarotti, do Sesc Santo Amaro e realiza mais duas sessões: domingo e segunda-feira, às 20h.

Dinamarca revisita Hamlet, de Shakespeare para criar uma dramaturgia própria e leva à cena um ambiente supostamente festivo para salientar as contradições sociais. Falam de uma tal de hygge dinamarquesa, com seus momentos de aconchego e pequenos prazeres, e em camadas mais profundas do incômodo das relações neste séculos 21. É um espetáculo potente de inquietações sobre estar vivo neste século 21.
Quando: 27 e 28 de agosto, domingo e segunda-feira, às 20h.
Onde: Teatro Marco Camarotti, Sesc de Santo Amaro.
Quanto: R$ 30 e R$ 15 (meia).
Informações: 3355-6398.

JACY (três sessões no fim de semana)

Jacy é um espetáculo de Natal para se ver muitas vezes. Foto: Vlademir Alexandre

Jacy é um espetáculo de Natal para se ver muitas vezes. Foto: Vlademir Alexandre

O espetáculo Jacy do Grupo Carmin (RN) fala da grandeza das pequenas coisas . A peça narra a história de uma mulher que atravessou a Segunda Guerra Mundial e a Ditadura Militar no Brasil, acompanhou um importante conflito da política no Rio Grande do Norte. Viveu um amor estrangeiro. Acabou seus dias sozinha em Natal. A trama de teatro documental mistura ficção com supostos fatos reais da vida de Jacy Lisboa Lucena. Uma frasqueira encontrada ao acaso, no lixo da calçada na cidade de Natal foi o elemento disparador da montagem. Com Henrique Fontes e Quitéria Kelly, além do videomaker Pedro Fiuza.
Quando: 25 e 26 de agosto (sexta e sábado), às 20h, e 27 de agosto (domingo), às 19h. 
Onde: Teatro Hermilo Borba Filho (Cais do Apolo, s/n, Bairro do Recife) 
Quanto: R$ 30 e R$ 15 (meia).
Informações: 3355-3320.

AQUELES VELHOS DE…

Sergio Mercurio e seu boneco em tamanho humano. Foto: Pablo Gonzales

Sergio Mercurio e seu boneco em tamanho humano. Foto: Pablo Gonzales

Nesses tempos de poucas delicadezas, um espetáculo de bonecos para adultos que trata da velhice, com cuidado e a emoção extremadas, é para não perder. O ator e manipulador de bonecos argentino Sergio Mercurio está em curta temporada com derradeira peça de uma trilogia sobre a velhice na Caixa Cultural. É uma linda história sobre a amizade entre dois moradores de uma pensão: Juanito e Juárez. Se o primeiro perde a memória, o segundo se desdobra em humanidades para que o parceiro não desapareça e inventa desenhos para manter o laço. A atriz e bonequeira Odília Nunes está como contrarregra da montagem. 
Quando: 24, 25, 26, 30 e 31 de agosto e 1º e 2 de setemobro (quartas a sábados), às 20h. 
Onde: Caixa Cultural Recife (Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife) 
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia). 
Informações: 3425-1915.

ALGUÉM PRA FUGIR COMIGO (últimas sessões)

Alguém pra fugir comigo.Foto: Maria Vilar

Alguém pra fugir comigo faz temporada no Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu. Foto: Maria Vilar

O que nos torna humanos? Esse é um questionamento-chave do espetáculo Alguém Pra Fugir Comigo, do Resta Um Coletivo de Teatro, que articula temas políticos e sociais e expõe que tudo pode ser ressignificado ao longo da vida. A peça faz provocações e busca abalar certezas e combater as opressões. Com encenação Analice Croccia e Quiercles Santana, e assistência dramatúrgica Ana Paula Sá, a montagem chega como um grito de dor contra qualquer barbárie.
Alguém Pra Fugir Comigo investiga fatos reais e fictícios, históricos e contemporâneos do Brasil e da Europa, para falar sobre corrupção, o trabalho escravo, a solidão e a discriminação. E utiliza provérbios e canções, imagens numa série de cenas justapostas e intercambiáveis que formam uma narrativa não-linear.
O elenco – composto pelos atores Analice Croccia, Ane Lima, Caíque Ferraz, Luís Bringel, Nataly Sousa, Pollyanna Cabral e Wilamys Rosendo – se desdobra em vários personagens de épocas e situações variadas. Mas cada um enfrenta uma crise moral ou social, como as agressões aos homossexuais, às mulheres e a escravidão na monarquia.
As malas do cenário remetem para a vontade de fugir, as memórias possíveis de carregar e os afetos ensimesmados. As fotografias de refugiados foram a inspiração para dar o motor desses deslocamentos.
Quando:26 de agosto e 2 de setembro (sábados), às 19h30.
Onde: Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu, s/n, Boa Viagem).
Quanto: R$ 30 e R$ 15 (meia).
Informações: 3355-9822.

A RECEITA (última sessão da temporada celebrativa)

Espetáculo A Receita, com Naná Sodré. Foto: Thais Lima

Espetáculo A Receita, com Naná Sodré. Foto: Thais Lima

Atriz Naná Sodré comemora 20 anos de carreira com mais uma temporada do espetáculo A Receita, que tem texto e direção de Samuel Santos.
A opressão conjugal é denunciada na peça que tem texto e direção de Samuel Santos. A rotina de uma dona de casa – em meio a temperos de cozinha – é alimentada pela busca de uma saída para a situação de violência doméstica. A temporada comemora os 20 anos de carreira da atriz Naná Sodré.
Quando: 26 de agosto (sábado), às 20h.
Onde: Espaço O Poste (Rua da Aurora, 529, Boa Vista).
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia).
Informações: 98484-8421

HAMLET FRAGMENTADO (última sessão da temporada)

Hamlet Fragmentado. Foto: Rogerio Alves/ Sobrado423

Hamlet Fragmentado. Foto: Rogerio Alves/ Sobrado423

Hamlet Fragmentado, faz ainda duas sessões neste mês de agosto no espaço da Trupe Artemanha de Investigação Teatral na Várzea, Zona Oeste do Recife. A peça cruza Hamlet de Shakespeare, e Hamlet Máquina, do dramaturgo alemão Heiner Müller. A montagem explora as crises do jovem príncipe que descobre que o pai foi assassinado pelo tio, e que o reino da Dinamarca está fedendo de corrupção. A encenação também dá destaque para as pulsações de Ofélia. O espetáculo tem roteiro dramatúrgico e encenação de Luciano Santiago, que também está no elenco ao lado de Daniel Gomes e Damyeres Barbosa.

Encerramento de Temporada
Quando: 26 de agosto, às 20h
Onde:  Galpão CITTA – Centro de Investigação Teatral Trupe Artemanha
Rua João Francisco Lisboa, 170 – Várzea, Recife – PE
Classificação: 16 anos
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
Informações: 98318-1191.

NOSSO LAR – CAMINHOS PARA EVOLUÇÃO (últimas sessões)

Peça é inspirada em obra espírita. Foto: Divlgação

Peça é inspirada em obra espírita. Foto: Divlgação

A adaptação do Livro Nosso Lar, clássica obra espírita de André Luiz, psicografada por Chico Xavier, aborda o aperfeiçoamento espiritual na vida pós-terrena, entre mensagens de solidariedade, esperança e renovação. A montagem tem versão teatral e direção assinadas por Izaltino Caetano e mostra a atuação do médico André Luiz quando chega à colônia espiritual Nosso Lar. Esse é o local de treinamento onde os Espíritos aprendem sobre a imortalidade da alma e têm a oportunidade de aperfeiçoarem-se. Os ensinamentos do espiritismo são expostos como a Lei Universal de Causa e Efeito que norteia a vida de, encarnados e desencarnados.
A encenação contou com a consultoria de Carlos Pereira reconhecido defensor e pesquisador da Doutrina Espírita com vários livros lançados. No elenco da peça estão os atores Emanuel David D’ Lucard, Feliciano Félix, Beto Silva, Francis de Souza, Méri Lins, Patrícia Breda, Wilson Aguiar, e Erdras Aguiar.
Quando: 26 e 27 de agosto – sábados, às 20h e domingos, às 19h.
Onde: Teatro Barreto Júnior (Rua Estudante Jeremias Bastos, s/n, Pina).
Quanto: R$ 30 + 1kg de alimento não-perecível.
Informações: 3355-6398.

ZAMBO , do Grupo Experimental (Últimas sessões) 

Zambo em sessões no Experimental. Foto: Wellington Dantas

Zambo em sessões no Experimental. Foto: Wellington Dantas

As ideias, comportamento e espírito do Movimento Mangue são matérias-primas de Zambo, espétaculo de dança contemporânea do Grupo Experimental de 1997. A peça coreográfica comandada por Mônica Lira, tem como forte aliada a trilha sonora executada ao vivo.
A montagem foi renovada por quatro gerações de bailarinos. Nesta temporada, do projeto Espetáculos em Sala, a cena fica mais intimista, mais próxima do público num diálogo mais orgânico entre artistas e plateia. A concepção original do espetáculo é de Mônica Lira e Sonaly Macedo. E os intérpretes são Jennyfer Caldas, Rafaella Trindade, Gardênia Coleto, Rebeca Gondim e Jorge Kildery.
Quando: 25 e 26 de agosto, às 20h
Onde: Espaço Experimental (Rua Tomazina,199, 1º andar, Recife Antigo)
Ingressos: R$ 30 (inteira) / R$ 15 (meia-entrada)
Duração: 45 minutos
Livre
Informações: (81) 3224-1482/98812-1036

O SUPLÍCIO DE FREI CANECA

Manoel Constantino na peça O Suplicio de Frei Caneca. Foto: Divulgação

Manoel Constantino na peça O Suplicio de Frei Caneca. Foto: Divulgação

Uma das mais significativas figuras da história brasileira, Joaquim do Amor Divino Rabelo, o Frei Caneca, foi protagonista da Revolução Pernambucana (1817) e da Confederação do Equador (1824).  Por conta de seu posicionamento contra a coroa portuguesa, o religioso revolucionário foi preso e executado. A peça O Suplício de Frei Caneca celebra herói pernambucano, nos 200 anos da Revolução Pernambucana.  em montagem dirigida por José Francisco Filho, com texto de Cláudio Aguiar. Buarque de Aquino interpreta o carmelita.
Quando: 27 de agosto (domingo), às 18h. 
Onde: Igreja Santa Tereza D’Ávila (Avenida Dantas Barreto, 646, Santo Antônio). 
Quanto: Entrada gratuita, com ingressos distribuídos uma hora antes. 
Informações: 98800-1360.

O DOENTE IMAGINÁRIO

Montagem do clássico de Molière tem direção de Max Almeida. Foto: Divulgação

Montagem do clássico de Molière tem direção de Max Almeida. Foto: Divulgação

Velho hipocondríaco expõe as vaidades mundanas e se depara com a falsidade e artimanhas. Comédia em três atos de Molière, com direção geral de Max Almeida, direção de elenco Marcos Portela e produção da Theatros Cia Produções Artísticas Ltda. No papel principal Marcos Portela e no elenco está a jovem atriz Rayza Alcântara, que fez a personagem Isabel em Velho Chico.
Quando: 25 de agosto e 1° e 8 de setembro (sextas), às 20h30.
Onde: Teatro Valdemar de Oliveira (Praça Oswaldo Cruz, 411, Boa Vista).
Quanto: R$ 30 e R$ 15 (meia).
Informações: 3222-1284 e 3222-1200

Homens e Caranguejos (Festival Estudantil)

O espetáculo Homens e Caranguejos, do Grupo Arte em Movimento, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco, com direção de Higor Tenório. Traça o encontro entre a dança contemporânea, teatro e a cultura popular para extrair facetas de beleza e miséria que habitam no Recife. A montagem foi baseada no romance homônimo do geógrafo pernambucano Josué de Castro, que investiga a lama, a fome, os homens catadores de caranguejos e os próprios crustáceos. No elenco estão Ana Santiago Aragão, Arthur Andrade, Baby Oliveira, Beatriz Cavalcante, Betuel Gomes, Dany Alves, Dielson Luís, Everton Gomes, Fabiana Barros, Gabriela Aureliano, Higor Tenório, Larissa Santos, Lucas Fialho, Mirela Rodrigues, Pedro Leão, Rebeca Godoy, Stefanny Paula
Quando: 25 de agosto (sexta), às 19h.
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife).
Quanto: R$ 10.
Informações: 3355-3320.

DE QUEM É A CULPA SE NUNCA CHEGAMOS

O texto De Quem é a Culpa Se Nunca Chegamos? é uma criação coletiva, sob direção de Eduardo Bringel, e parte livremente do poema A Lenda da Prostituta Evelyn Roe, de Bertolt Brecht, narrando a história de Evlyn, uma jovem que foge de casa com seus sonhos e esperanças a bordo de um navio em busca da “Terra Santa”. Nessa viagem épica, a protagonista enfrentará alguns percalços que a levará a conhecer o céu e o inferno e também um pouco de si mesma. Com o Grupo Arte em Movimento, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco.
Quando: 24 de agosto (quinta-feira), às 19h.
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife).
Quanto: R$ 10.
Informações: 3355-3320.

EDIFÍCIO MÁXIMUS

Edifício Máximus, com atores-alunos da Academia Santa Gertrudes, sobre vizinhos insanos de um prédio onde nunca se tem o sossego merecido. O texto e a direção são de Gabi Cabral, inspirada no universo da telenovela mexicana.
Quando: Sábado, às 16h
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife).
Quanto: R$ 10.
Informações: 3355-3320.

ISADORA, UM ESPETÁCULO DE PLAGIOCOMBINAÇÃO

Isadora, Um Espetáculo de Plagiocombinação,com os alunos da UFPE

Isadora, Um Espetáculo de Plagiocombinação,com os alunos da UFPE

O experimento cênico Isadora, Um Espetáculo de Plagiocombinação, com alunos do Curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Pernambuco, sob direção de Marianne Consentino, mistura referências da dança – de Isadora Duncan a Beyoncé –, do teatro musical e da cultura popular para evidenciar a singularidade dos corpos de cada um. 
Quando: Sábado, às 20h
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife).
Quanto: R$ 10.
Informações: 3355-3320.

WILLY NA TERRA DOS MENINOS INVISÍVEIS

Espetáculo. Foto: Divulgação

Espetáculo infantil sobre violência. Foto: Divulgação

Willy na Terra dos Meninos Invisíveis, do Grupo Pedra Polida, com texto e direção de Anderson Abreu, é um drama poético sobre uma menina vítima de abuso que, fugindo da violência, se refugia numa favela onde moram os meninos invisíveis que brincam e sonham, ao mesmo tempo que fogem de uma bruxa que quer dar a eles uma porção do mal para viciá-los.
Quando: Domingo, às 16h
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife).
Quanto: R$ 10.
Informações: 3355-3320.

O MAR DO SERTÃO

O Mar do Sertão, com alunos-atores do Colégio Marista São Luís, do Grupo Teatral Dose Humana, sob direção de Emmanuel Matheus, revisita o universo poético e mítico nordestino, com trilha sonora ao vivo com canções de Luiz Gonzaga e Gilberto Gil. Apresenta as aventuras de uma menina que, sobrinha da cangaceira Maria Bonita, queria trazer o mar para Sertão, pois já não aguentava mais a boca seca. A história  é narrada por três personagens: o Tempo, o Amor e a Morte. 
Quando: Domingo, às 20h
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife).
Quanto: R$ 10.
Informações: 3355-3320.

LUZIR É NEGRO

Marcondes Bispo. Foto: Ricardo Maciel / Divulgação

Marcondes Bispo. Foto: Ricardo Maciel / Divulgação

Quem sabe mais da dor sofrida, das ações de exclusão é quem sente na pele. Marconi Bispo, rapaz belo e negro sabe desde cedo o que é o racismo endêmico da sociedade brasileira, onde bate e o que fere, quais são seus prejuízos. Em Luzir É Negro ele expõe cicatrizes a partir de suas experiências pessoais. O racismo devora muitas coisas, mina a autoestima. E é preciso força e aliados para combatê-lo. Marconi Bispo fala disso com inteligência, emoção e humor. a Montagem é do Coletivo Teatro de Fronteira
Quando: Domngo (27/08), às 19h 
Onde: Salão de Festas – Sesc Santa Rita, seguido de debate mediado por Anny Rafaella (Sesc Santa Rita – PE). Espetáculo integra programação do Usina Cultural realizado pelo Sesc Santa Rita

ROMEU E JULIETA, CORDEL DE ARIANO SUASSUNA

Aramis Trindade "incorpora" Ariano Suassuna

Aramis Trindade “incorpora” Ariano Suassuna

Romeu e Julieta, cordel de Ariano Suassuna, com o ator Aramis Trindade e os músicos Zé da Flauta e Tuca Araújo, tem sessão sábado e domingo (26 e 27/08), às 20h, no Teatro Arraial Ariano Suassuna. A peça está dividida em dois atos. No primeiro, Aramis apresenta poema de 92 sextilhas acompanhado por flautas (Zé da Flauta) e uma viola de 12 cordas (Tuca Araújo). No segundo ato, o intérprete se transforma em Ariano Suassuna III, em miniaula espetáculo sobre o enredo de Romeu e Julieta, as peculiaridades das autorias de Shakespeare e a de Suassuna, além de outros assuntos que foram alvos das conversas de Ariano.
SERVIÇO:
Quando: 26 e 27 de agosto (Sábado e Domingo), Sábado 20h, domingo 19h
Onde: Teatro Arraial Ariano Suassuna (R. da Aurora, 457 – Boa Vista, Recife – PE)
INGRESSO: R$ 80,00 (inteira) R$ 40,00 (meia) R$ 30,00 (promocional)

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Queremos o Teatro do Parque vivo

Vista interna do Teatro do Parque em imagem de 2015. Foto: Ivana Moura /Divulgaçao

Vista interna do Teatro do Parque em imagem de 2015. Foto: Ivana Moura /Divulgaçao

Fachada do Teatro do Parque. Foto; Ivana Moura

Fachada do Teatro do Parque. Foto: Ivana Moura

O Teatro do Parque é muito mais que um equipamento cultural. Simboliza uma luta antiga por políticas públicas no Recife, empunhada pela classe artística, que agora ganha força. Para marcar o protesto e avançar na pressão pela reabertura do Teatro do Parque, artistas pernambucanos de várias linguagens protagonizam a Virada Cultural do Teatro do Parque, no sábado, dia 26 de agosto. Serão doze horas de programação cultural, das 10h às 22h. A maratona artística tem entre as dezenas de atrações, atriz Fabiana Pirro, a bailarina Maria Paula Costa Rêgo, os cantores Helder Vasconcelos, Cannibal e DJ Dolores. O ator José Pimentel vai ler o manifesto no início da programação.

Em frente ao prédio fechado estará montado o palco principal, que recebeu o nome de Henrique Celibi. Em 2015, o ator e diretor pernambucano, que morreu em maio deste ano, protestou com performance de Medleia. Outros palcos vão funcionar em frente à Igreja Matriz da Boa Vista e na Praça Maciel Pinheiro.

Nesta quinta-feira (24/08), o Teatro do Parque completa 102 anos de sua inauguração. O equipamento está fechado para reformar desde 2010. As obras foram iniciadas em janeiro de 2015 pela Prefeitura do Recife, e paralisadas em julho do mesmo ano, sob alegação de que aguardava captação de recursos.

A peleja da classe artística para reabrir o Parque vem de longe. Mas neste ano, o nível de indignação estava tão alto, que uma provocação do ator e diretor Diógenes D. Lima  pelo Facebook ganhou adesão e repercussão para o evento.

O protesto contra o fechamento e a deterioração do imóvel já começou a surtir efeito.  
Ontem (22/08) foi publicado no Diário Oficial do Município, pelo Gabinete de Projetos Especiais, um anúncio da Prefeitura do Recife de abertura de licitação para a conclusão da reforma. As inscrições para as empresas de engenharia interessadas apresentarem suas propostas começam em 17 de outubro. Mas muitos capítulos estão previstos para essa novela. 

Programação 

Palco Henrique Celibi

Henrique Celibi em um protesto em frente ao Parque em 2015. Foto: Reprodução do Facebook

Henrique Celibi em um protesto em frente ao Parque em 2015. Foto: Reprodução do Facebook

10h – Leitura do Manifesto em prol da reabertura do Teatro do Parque com cerimônia de lavagem da calçada e cantos de ancestralidade com Otiba (Tiago Batista)

10h30 – (Circo) Malabares com a família Malanarquista (Marciano Pretinho Das Antenas Longas)

11h – (Circo) 11h (Circo) Intervenção de Palhaçaria com a Companhia Brincantes de Circo Boris Trindade Jr. (Borica Trindade)

11h40 – (Dança) Pantomima

12h – (Dança) Terezinha com Rebeca Gondim 

12h20 – (Música) Pérola do Samba e Rui Ribeiro

13h – (Teatro) Politicamente vos digo / Abarca-me

13h20 – (Música) Raul / Alexandre Seixas / Maria Clara

13h50 – (Dança) Anderson Dimas / Ayrton Tavares / Juli Cavalcanti

14h10 – (Teatro) Totem com Nem Tente

14h30 – (Dança) Fátima Freitas

14h40 – (Música) Arteligados / Pau de dá em doido / Os Carlton

15h – (Dança) Faknáticos / Grupo Acaso

15h20 – (Circo) Violetas da Aurora

15h50 – (Música) MC Ririca (Catarina de Jah)

16h10 – (Teatro) Três Tristes Gregas

16h30 – (Dança) Maria Paula Costa Rêgo

16h50 – (Musica) Juvenil Silva e Marília Cardoso Parente

17h10 – (Musica) STR

17h20 – (Teatro) Cênicas

17h40 – (Dança) Cia de Dança Ferreiras

18h – (Dança) Helder Vasconcelos

18h20 – (Música) Jota Carlos

18h30 – (Música) Quilombro

18h40 – (Música) Mônica Feijó e Clayton Barross

19h – (Música) Banda Boa Hora / Banda Griô / Selva

19h30 – (Teatro) Santo Genet e as Flores da Argélia

19h50 – (Dança) Flavia Pinheiro e Carolina Bianchi

20h10 – (Dança) Amara Lima

20h20 – (Música) Cássio Sette
Polo Som da Rural

Som da Rural, de Roger de Renor. Foto: Divulgação

Som da Rural, de Roger de Renor. Foto: Divulgação

16h50 – (Música) Juvenil Silva e Marília Parente

17h10 – (Música) STR

17h40 – (Dança) Cia de Dança Ferreiras

18h – (Dança) Helder Vasconcelos

18h20 – (Música) Jota Carlos

18h30 – (Música) Quilombro

18h40 – (Música) Mônica Feijó / Clayton Barros

19h40 – (Dança) Amara Lima

20h – (Literatura) Sarau da Boa Vista

21h – (Teatro) Adriano Cabral / Ana Ferro / Risoflora

21h20 – (Música) Helder Vasconcelos

21h40 – (Música) Dj Dolores / Cannibal / Clayton Barros

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Velhice embala teatro de títeres para adultos

Sergio Mercurio apresenta 8 sessões do espetáculo Aqueles Velhos de.., último da trilogia sobre a velhice. Foto: Pablo Gonzales

Sergio Mercurio faz 8 sessões do espetáculo Aqueles Velhos de.., na Caixa Cultural. Foto: Pablo Gonzales

Aqueles Velhos de… exalta a amizade e mostra como tudo fica mais relativo com o passar do tempo. A peça de 2013 encerra uma trilogia voltada para a temática velhice, composta também por Velhos e Beatriz, ambos em 2007. Os trabalhos são de Sergio Mercurio, mais conhecido pelo nome artístico El Titiritero de Bainfield, ou seja o bonequeiro desse tradicional bairro da cidade Lomas de Zamora, na Grande Buenos Aires, onde nasceu, na Argentina. Mercurio interpreta Juárez e manipula o boneco gigante Juanito nessa montagem de títeres para adolescentes e adultos, que faz temporada na CAIXA Cultural Recife nos dias 23, 24, 25, 26, 30, 31 de agosto e 1º e 2 de setembro.

Com técnica para provocar impacto emocional na plateia, Mercurio articula uma teia para exibir o que uma pessoa que ama outra é capaz de fazer para salvá-la. Os dois antigos amigos moram numa pensão e ostentam uma relação com várias facetas, do confronto à ternura. O titeriteiro trata os assuntos sérios com humor e sensibilidade.

Quando Juanito começa perder lentamente a memória, o seu camarada Juárez busca resgatar suas lembranças e esperanças, com desenhos. Para ilustrar as memórias, Mercurio desenvolveu uma técnica de desenhar com erva mate, com quadros feitos ao vivo sobre uma mesa e projetados em uma tela. A erva-mate desperta o universo onírico de um dos personagens, para que o público enxergue o que personagem sente.

El Titiritero de Bainfield levou mais de dois anos para desenvolver a técnica de animação ao vivo. Outro trunfo de Mercúrio nas suas encenações é o desdobramento de vozes quase simultâneas, no diálogo com seus bonecos.

Esse artista multidisciplinar argentino tem mais de 20 anos de carreira e desempenho por toda a América Latina e Europa. Ele viajou de 1992 a 2004, por países como França, Alemanha, Argentina, Bolívia, Chile, Uruguai, Peru, Brasil, Equador, Colômbia, Venezuela, Costa Rica, El Salvador, Honduras, Guatemala e México, somando mais de 1700. O périplo pelas Américas rendeu o livro De Banfield ao México. E ainda a Trilogia da Viagem composta pelos espetáculos El Titiritero de Banfield; En Camino e De Banfield a Mexico.

As vendas Aqueles Velhos de…começaram nesta terça-feira (22/08) para as sessões de 23 a 26. No dia 29 iniciam as vendas para as sessões de 30 e 31 de agosto e 1º e 2 de setembro. A classificação indicativa é 16 anos.

Sergio Mercurio apresenta 8 sessões do espetáculo Aqueles Velhos de.., último da trilogia sobre a velhice.

Essa é a última peça de uma trilogia sobre a velhice

SERVIÇO:
Aqueles Velhos de…, por Sergio Mercurio
Onde: Caixa Cultural Recife – Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife, Recife,
Fone: (81) 3425-1915
Quando: 23, 24, 25, 26, 30, 31/08 e 1 e 2/9, às 20h
Ingressos: R$ 20,00 e R$10,00 (meia para estudantes, professores, funcionários e clientes CAIXA e pessoas acima de 60 anos) – a partir das 10h do dia 22/08 – apresentações de 23 a 26/08, e dia 29/08 – para as apresentações dos dias 30 e 31 de agosto e 1 e 2/09
Duração: 75 minutos
Classificação Indicativa: 16 anos
Produção executiva: Banalíssima Arte
Produção: Alexandre Sampaio

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Na garra é feito o Festival Estudantil

Haverá um Maldito Aqui Dentro,com o ator Joselito Veríssimo, abre programação do FETD. Foto Alex Chagas

Haverá um Maldito Aqui Dentro,com o ator Joselito Veríssimo, abre programação do FETED. Foto Alex Chagas

Promover cultura no Brasil é ato de resistência. E quando se trata dos segmentos de formação, beira à teimosia. Que o diga o produtor Pedro Portugal, que chega à 15ª edição do Festival Estudantil de Teatro e Dança (FETED), o mais significativo lançador de talentos na área de artes cênicas no estado de Pernambuco. A programação inclui peças adultas, para a infância, de formas animadas e dança. Nada está muito bem neste país de confiscos de direito amparados por interpretações jurídicas e pela política do golpe. Mas o FETED teve que demonstrar mais tenacidade para não parar. Portugal expõe que apenas em seis vezes o evento teve incentivo de algum edital público, “três vezes aprovados no Funcultura (Fundo de Cultura do Estado de Pernambuco) e três vezes no saudoso Sistema de Incentivo à Cultura da Prefeitura do Recife. Ou seja, a batalha sempre foi enorme!”. O festival ocorre por conta da garra dos artistas e técnicos participantes.

A variedade é o lema, que junta produções do Recife, Olinda, Camaragibe e Paulista. A temática do amor é explorada nas peças de formas animadas para maiores de 14 anos. E tem também montagens de cunho político e 22 peças coreográficas, do balé clássico ao contemporâneo e popular.

Haverá Um Maldito Aqui Dentro, do Laboratório de Aprofundamento Cênico da Escola Municipal de Arte João Pernambuco, abre a programação na próxima quarta-feira (23/08), às 19h. A encenação foi articulada pelo diretor Fred Nascimento, com assistência de direção de Lau Veríssimo, e tem por base em 22 poemas e dois contos de Charles Bukowski. Participam da cena os atores-alunos Ronaldo Pereira, Hugo Peixoto, Joselito Veríssimo e Pablo Batista. O velho Buk dessa cena fala de sua descrença na humanidade, da luta contra o sistema, da hipocrisia, da violência e demonstra simpatia pelos excluídos e perdedores.

Os homenageados desta edição são a arte-educadora, diretora teatral e atriz Lúcia Machado e Alexandre Macedo, professor, coreógrafo e bailarino.

Alexandre Macedo é uma dos homenageados. Foto Pedro Portugal

Alexandre Macedo é uma dos homenageados. Foto Pedro Portugal

15º FESTIVAL ESTUDANTIL DE TEATRO E DANÇA 
Todas as apresentações no Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife. Fone: 3355 3320).
Ingressos: R$ 10 (preço único promocional)

PROGRAMAÇÃO TEATRAL

Dia 23 de agosto de 2017 (quarta-feira), às 19h
Haverá Um Maldito Aqui Dentro(Escola Municipal de Arte João Pernambuco – Recife). Texto: Fred Nascimento, a partir do universo de Charles Bukowski. Direção: Fred Nascimento.

Dia 24 de agosto de 2017 (quinta-feira), às 19h
De Quem é a Culpa Se Nunca Chegamos?(Grupo Arte em Movimento e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco – Recife). Texto: criação coletiva do Grupo Arte em Movimento. Direção: Eduardo Bringel.

Dia 25 de agosto de 2017 (sexta-feira), às 19h
Homens e Caranguejos(Grupo Arte em Movimento e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco – Recife). Texto: criação coletiva, sob coordenação de Higor Tenório. Direção: Higor Tenório.

Dia 26 de agosto de 2017 (sábado), às 16h
Edifício Máximus(Academia Santa Gertrudes – Olinda). Texto e direção: Gabi Cabral.

Isadora, Um Espetáculo de Plagiocombinação,com os alunos da UFPE

Isadora, Um Espetáculo de Plagiocombinação,com os alunos da UFPE

Dia 26 de agosto de 2017 (sábado), às 20h
Isadora, Um Espetáculo de Plagiocombinação (Curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Pernambuco – Recife). Criação coletiva. Direção: Marianne Consentino, com assistência de Rafael Dayon e Rosa Amorim.

Dia 27 de agosto de 2017 (domingo), às 16h
Willy na Terra dos Meninos Invisíveis (Grupo Pedra Polida e CEAEC – Centro de Artes, Educação e Cultura – Olinda). Texto e direção: Anderson Abreu.

Dia 27 de agosto de 2017 (domingo), às 20h
O Mar do Sertão (Colégio Marista São Luís – Recife). Texto e direção: Emmanuel Matheus.

Ritos de Vingança, Amor e Sangue. Foto: Toni Rodrigues

Ritos de Vingança, Amor e Sangue. Foto: Toni Rodrigues

Dia 30 de agosto de 2017 (quarta-feira), às 19h
Ritos de Vingança, Amor e Sangue (Cênicas Cia. de Repertório – Recife). Texto: livre adaptação da obra de William Shakespeare. Direção: Antônio Rodrigues.

Ascensão e Queda da Cidade, dos alunos do Sesc Santo Amaro. Foto: Felipe Prado

Ascensão e Queda da Cidade, dos alunos do Sesc Santo Amaro. Foto: Felipe Prado

Dia 31 de agosto de 2017 (quinta-feira), às 19h
Ascensão e Queda da Cidade (Curso Avançado de Teatro do SESC Santo Amaro – Recife). Texto baseado na obra Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny, de Bertolt Brecht. Direção: Pedro Rodrigues, com assistência de Alcione Aquino.

Dia 1º de setembro de 2017 (sexta-feira), às 19h
VudéjàVu (Academia Santa Gertrudes – Olinda). Texto: Gabi Cabral e Valentina Lima. Direção: Gabi Cabral.

Dia 2 de setembro de 2017 (sábado), às 16h
Espetáculo de formas animadas, indicado para maiores de 14 anos
Retratos de Amor (Curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Pernambuco – Recife). Criação coletiva. Direção: Izabel Concessa.

Dia 2 de setembro de 2017 (sábado), às 20h
Os Sobreviventes (Coletivo Em Duo e Curso de História da Universidade Federal de Pernambuco – Recife). Texto: Camila Mendes, livremente inspirada em conto de Caio Fernando Abreu. Direção: Camila Mendes e Fábio Alves.

PROGRAMAÇÃO COREOGRAFIAS

Dia 3 de setembro de 2017 (domingo), às 17h

Aurora (Battu Grupo de Dança e Colégio Virgem Imaculada – Paulista). Coreografia e direção: Thuan César Nascimento.

Eita! Nordeste da Peste !Pré-Grupo de Dança e Colégio Virgem Imaculada – Paulista). Coreografia e direção: Thuan César Nascimento.

Amigas (Stúdio de Danças – Recife). Coreografia e direção: Viviane Luz.

Aquela Coisa Toda (Grupo NAP de Dança e Colégio NAP – Recife). Coreografia e direção: Viviane Lira.

Bandolins (Grupo NAP de Dança e Colégio NAP – Recife). Coreografia e direção: Viviane Lira.

Bonecas Francesas (Stúdio de Danças – Recife). Coreografia e direção: Brenda Schettini e Lúcia Roberta Dumaresq Valle. Direção: Brenda Schettini.

Elo (Grupo Equipe de Dança e Colégio Equipe – Recife). Coreografia e direção: Taynanda Carvalho e Viviane Lira.

Sangrando (Grupo NAP de Dança e Colégio NAP – Recife). Coreografia e direção: Viviane Lira.

Paysant (Stúdio de Danças – Recife). Coreografia: Jules Perrot Jean Coralli. Adaptação e direção: Brenda Schettini.

Princesa Florine (Stúdio de Danças – Recife). Coreografia: Marius Petipa. Adaptação e direção: Brenda Schettini.

Dia 3 de setembro de 2017 (domingo), às 19h

Louvação Bandeira de São João e Acorda Povo (Grupo Artístico e Cultural Boi Ta Ta Tá – Recife) Coreografia e direção: Grupo Artístico e Cultural Boi Ta Ta Tá.

Brinquedos Populares (Academia Santa Gertrudes – Olinda). Coreografia e direção: Gigi Albuquerque.

Cartomantes (Escola Gesttus – Recife). Coreografia e direção: Mayara Mesquita

Dandara (Escola Gesttus – Recife). Coreografia e direção: Larissa Porto

 (Escola Gesttus – Recife). Coreografia e direção: Mayara Mesquita

No Passo do Frevo (Centro Comunitário Vivendo e Aprendendo – Camaragibe). Coreografia: criação coletiva. Direção: Anderson Henry.

Nós Duas (Escola Gesttus – Recife). Coreografia e direção: Mayara Mesquita

O Grito da Liberdade (Grupo Cultural Faceta Cia. de Dança – Recife). Coreografia e direção: Conceição Silva.

Quando o Tempo Para (Escola Gesttus – Recife). Coreografia e direção: Mayara Mesquita

Tempos Modernos (Escola Gesttus – Recife). Coreografia e direção: Vannina Porto

Sobre Sonhos e Balões (Escola Gesttus – Recife). Coreografia e direção: Larissa Porto

Dançar da Alegria (Centro Comunitário Vivendo e Aprendendo – Camaragibe). Coreografia e direção: Anderson Henry.

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Crítica: Hilária provocação de Shakesfood

Thiago Ambrieel e Diógenes D. Lima em Shakesfood. Foto: Ricardo Maciel/ Divulgação

Thiago Ambrieel e Diógenes D. Lima em Shakesfood. Foto: Ricardo Maciel / Divulgação

Shakesfood desconstrói o dramaturgo inglês com graça, picardia, uma tonelada de cinismo, trapalhadas e ironia. Irreverentes, Thiago Ambrieel e Diógenes D. Lima transformam os personagens de William Shakespeare em comida, tampa de panela e outros utensílios de cozinha e servem como uma “comédia teatral gastronômica”. A peça é inteligente, engraçada e beira o absurdo em algumas situações. Chama o pastelão, a farsa, o pós-dramático e dessa mistura inusitada saímos satisfeitos. O espetáculo Shakesfood faz a sexta e última sessão da primeira temporada neste domingo (20/08), no Teatro Apolo, no Recife. Eu recomendo. Insisto: Não perca! 

Por quê? Principalmente porque eles se arriscam. Na construção de linguagem do teatro de objetos, no exercício da criatividade de encontrar as peças e os movimentos para avivar personagens. Pela crítica política, de costumes à indústria cultural,  e pela defesa do teatro. Mas nada disso é dito ou apresentado de forma séria. Eles são iconoclastas.

E instalam um jogo potente que envolve o espectador desde a porta do teatro. A trilha sonora do músico Samuel Nóbrega, com trechos de músicas de filmes famosos, e a iluminação de Jathyles Miranda reforçam o pastiche.

Bem, ninguém espere uma peça bem-acabada, limpa, asséptica sóbria e recatada – estamos numa cozinha, mas ali ninguém é “do lar”, no sentido temerário do termo. Há uma sujeira na cena, tempo estendido entre um quadro e outro, imbróglios que os atores ainda estão a ajustar e toda aquela parafernália de dar vida àqueles objetos inanimados. A cena flui no meio desse “caos”.

O food do título faz alusão ao fast-food que é transformado o espaço do teatro, porque “as pessoas saem de casa para ir a um restaurante, mas não ao teatro”. Eles provocam de forma bem-humorada essa febre dos programas de TV, e avalanche de restaurantes, cafés e cia. no Recife.

O espetáculo está dividido em três quadros. Macbeth infeliz transformado em sanduíche que quer dar o golpe; Hamet no papel de omelete; Romeu e Julieta, aquele tradicional doce. Os ingredientes da cobiça, poder, traição, essas coisas todas que conhecemos das peças de Shakespeare estão lá. Há detalhes deliciosos nas cenas que pagam o ingresso. E algumas surpresas, que não posso contar. 

Shakesfood tem texto e direção de Diógenes D. Lima, que gosta e sabe tirar proveito daquelas piadinhas infames do cotidiano e das charadas ligeiras. Ele atua ao lado de Thiago Ambrieel, e com a participação da contrarregra Kátia Virgínia.

O espetáculo tem possibilidade também de ampliar para um público infanto-juvenil, num horário diferenciado e com pequenos ajustes. As crianças alfabetizadas que conheço iriam adorar se deparar com esses personagens de forma tão irreverente e divertida.

Shakesfood
Temporada até 20 de agosto:Domingo, às 19h.
Teatro Apolo –
Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife.
Classificação:14 anos
Informações: 999822910- 986332717

FICHA TÉCNICA :
Autoria/Direção:Diógenes D. Lima
Atuação:Diógenes D. Lima e Thiago Ambrieel
Assistência De Direção:Thiago Ambrieel
Trilha Sonora Original:Samuel Nóbrega
Direção De Arte:;Diógenes D. Lima
Supervisão Artística:Jorge De Paula
Direção De Produção:Luciana Barbosa
Produção Executiva:Alexandre Sampaio
Light Designer:Jathyles Miranda
Cenotécnia :Eduardo  Autran
Adereços:Altino Francisco
Programação Visual:Sócrates Guedes
Assessoria De Imprensa:Flora Noberto
Foto:Ricardo Maciel
Operação De Luz:Rodrigo Oliveira
Contrarregragem: Kátia Virgínia.

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