Arquivo do Autor: Pollyanna Diniz

Teatro do Parque – Um memorial afetivo

Enquanto a reforma não acaba, os frequentadores do local relembram histórias. Foto: Ivana Moura

Enquanto a reforma não acaba, os frequentadores do local relembram histórias. Foto: Ivana Moura

“Era um tempo de desejos inteiros. Um adolescer. Ia ao Teatro do Parque em busca do encontro. O cinema, os shows e um namorado tão especial, que tudo se fazia cores e o Teatro, era espaço do beijo e da vida em movimento. Ali tudo parecia possível. Ser feliz algo palpável. Ouvir os sons, passear pelas varandas e o jardim. Tão vivo!!! Um parque de buscas e eu com a jornada à frente… A vida saudosa e na intenção de futuro o mais breve.

Luciana Lyra, atriz, diretora, professora

“Não vou lembrar a primeira vez em que pisei os pés no Teatro do Parque, em meus 25 anos de moradora do Recife, mas nunca esquecerei de seus corredores da frente lotados de gente em busca de ingressos em dia de cinema a preço módico ou de festivais lotados como os de teatro e dança da capital pernambucana. Já até pisei no palco como artista – amadora, é verdade, mas me achando a bailarina de verdade, quando fui aluna (sempre uma honra) da Academia Mônica Japiassú, de professores como a própria Mônica, de outra xará, a Lira (do Grupo Experimental de Dança), de Heloísa Duque (do Vias da Dança). Tenho um amigo dos tempos de colégio, hoje morando bem longe daqui, que outro dia me confessou que recorda ter estado na plateia naquela noite, e que eu não estava nem fantasiada de odalisca de dança do ventre, nem de Madonna nos idos de Vogue, com corpete preto de renda e cinta-liga, dançando um jazzão daqueles de jogar a perna lá em cima (sim, guardo estes momentos na memória com carinho, mas não sem alguma vergonha de tê-los enfrentado).

Mas voltemos ao Parque e seu entorno. Lá, fui à primeira sessão de cinema com um ex-amado para assistir ao filme franco-hollywoodiano O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. Era começo de semana e o ingresso ficava ainda mais barato. Ele tinha ido naquele dia fazer a carteirinha de estudante (ainda era aluno do curso de Engenharia na faculdade, por muito pouco não havia sido jubilado) para disputar o direito à meia-entrada, mas na hora H esqueceu o dinheiro e quem pagou os dois ingressos fui eu (na faixa de R$ 2 somados, isso lá pelos meados de 2003). E a gente riu da situação e se emocionou com a história de amor do filme vendo tudo do alto, sentados nas cadeiras laterais do primeiro andar.

Na trajetória como repórter da editoria de cultura de jornal local, onde permaneci por 14 anos, perdi a conta de quantos espetáculos acompanhei ali. Da Mostra Brasileira de Dança, ao Festival Recife do Teatro Nacional, de obras dedicadas ao público adulto ou infantil, de Du Moscovis ao Palhaço Chocolate, passando por Duda Braz abalando nas sapatilhas de ponta em suas incontáveis piruetas e grupos de escolas ou profissionais dançando e interpretando, enfim…

Quando o carioca José Mauro Brant trouxe um espetáculo de contação de histórias e músicas dos meus tempos de criança (se não me engano, Contos, Cantos e Acalantos ou algo assim), me emocionei na plateia, entrando em contato com a criança que mora dentro de mim, mas andava adormecida.

Saudades das escadarias laterais, das cadeiras bem juntinhas umas das outras, dos camarins nos bastidores, de pegar fila para comprar pipoca, ir ao banheiro ou simplesmente para entrar. Até para estacionar, era um caos. Teve uma época com o ar-condicionado quebrado (igualzinho ao Santa Isabel). Mas o que mais lembro é da saudade.

Tatiana Meira, jornalista

“Teatro do Parque, o que estão fazendo com você? A saudade não tem tamanho. Lugar icônico da cidade do Recife, o Parque era ponto de encontro de gente que consumia cultura em todos os níveis. Como não lembrar das sessões de cinema a preços populares, do projeto Seis e Meia com excelentes shows de MPB e das peças de teatro, seja em temporadas ou em festivais. Vivi lindos momentos naquele lugar como artista e como público. Assisti O Rei da Vela, A Vida é Cheia de Som e Fúria, Melodrama, Fábulas e tantos outros espetáculos que marcaram minha vida. Fui testemunha de um momento histórico, o protesto espontâneo do público na abertura do primeiro Festival de Teatro do Recife, na apresentação da peça A Pedra do Reino, com Ariano Suassuna e Arlete Sales (homenageada do festival) na plateia. Foi uma vaia como eu nunca vi na vida até hoje. Era o teatro vivo, pulsante. Foi o Teatro do Parque que abrigou a temporada do primeiro espetáculo para infância e juventude do nosso grupo, Pinóquio e Suas Desventuras, e tinha um público muito bom que consumia cultura naquele lugar. O seu centenário de portas fechadas, numa obra sem fim que ultrapassa os limites do descaso é algo muito triste de se ver. O Teatro do Parque merece abrir suas portas, se encher de vida e trazer de volta ao Recife as pulsações no coração da cidade.

Antônio Rodrigues, ator e diretor da Cênicas Cia de Repertório

“No Teatro do Parque eu assisti minha primeira peça teatral, Mito ou Mentira, de Luiz Felipe Botelho. Vi tanta coisa boa no projeto Seis e Meia. Vi Elomar, Xangai e Ângela Rô Rô. Vi peças infantis, vi dança e vi espetáculos na pracinha do Parque. Vi uma multidão assistir à peça adulta Concerto para Virgulino dentro do festival Peça a Nota. Vi Cinema Paradiso. Vi e fui visto. Foi no Teatro do Parque que fiz, dentro do Festival Janeiro de Grandes Espetáculos, A Terra dos Meninos Pelados. Foi lá que foi realizado o primeiro festival de vídeo do Recife e participei com o filme Matarás, de Camilo Cavalcante.
O teatro era meio que nosso escritório. Qualquer coisa:
– Vamos marcar no Teatro do Parque?
Ou
– Eu te espero no Teatro do Parque.
Quando não:
– Que horas a gente se encontra no Teatro do Parque?
Era nossa referência.
Eu te espero …
Eu espero Teatro …
Do Parque”
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Samuel Santos, diretor do grupo O Poste Soluções Luminosas

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Teatro do Parque – Um memorial afetivo

Teatro do Parque. Foto: Ivana Moura

Teatro do Parque. Foto: Ivana Moura

“Fui de um tempo em que não havia ar-condicionado por lá e isso não impedia a ida dos espectadores para ver, numa ante-sala do inferno, shows inesquecíveis como o de Itamar Assunção; ou de Marlene cantando Brecht; ou de Egberto Gismonti (com gente gritando lá fora, a plateia mais que lotada e ele pedindo para que os portões fossem abertos para que o povo entrasse), numa apresentação que durou até quase meia-noite.

Fui de um tempo em que chovia tanto sobre a plateia quanto sobre o palco. Quando isso acontecia, ficava difícil escutar o que falava a pessoa ao lado. E nem mesmo as intempéries deixavam a casa fechada por tanto tempo. E aconteciam shows, espetáculos e exibição de filmes.

Vi cenas de cinema sem ser exibido filme algum: a queda de uma vara de cenário (ou luz, já não me lembro) ao fundo de uma cena da montagem de Zé Manoel para As Filhas do Sol; a curra não ensaiada do público para a leitura de A Pedra do Reino; o passamento de Beatriz Segall por conta do calor; um bailarino da Quasar Cia de Dança salvar a plateia de uma barata voadora; balés de morcegos no ar e passeios felinos em cenas que não lhe pertenciam.

Subi uma única vez naquele palco como ator em Olinda Olanda Olindamente Linda, que marcou a reabertura do Parque após a última reforma feita. Lembro da alegria e do orgulho ao me deparar com as pinturas descobertas e restauradas, das cadeiras das frisas cobertas de veludo vinho, da cortina novinha, do madeiramento do chão sem farpas ou pregos… A última vez que estive trabalhando lá foi como cenógrafo, numa curta temporada de O Fogo da Vida, de Sônia Bierbard.

Vi bons filmes, a preço simbólico, com plateias lotadas: mostras de Hitchcock e Bergman… Foi para lá que levamos nossa Muriel (com dois anos), para ver o seu primeiro – Les Triplettes de Belleville. Também tínhamos que levar repelente para não sermos sugado por nenhum Nosferatu em forma de mosquito.

Como sobre todos os teatros dessa triste cidade, sempre pairou sobre ele a ameaça do descuido institucional. Triste mesmo. Rogo aos céus que essa realidade seja modificada…”

Marcondes Lima, professor, diretor, ator, cenógrafo, figurinista

“A primeira vez que pisei profissionalmente em um palco de Teatro foi no Teatro do Parque, em 1998, na estreia de Sobrados e Mocambos, da Cia. Teatro de Seraphim, dentro do Festival Recife do Teatro Nacional. De lá pra cá, foram muitas alegrias, histórias, encontros, experiências vividas naquele espaço que hoje amarga o centenário triste de uma das mais belas arquiteturas teatrais que já vi. O abandono e o descaso da gestão pública calaram há cinco anos o Teatro do Parque, acostumado a receber a população recifense em festa para apreciar teatro, dança, exposições, cinema, música, festivais e projetos de todo o tipo.

Não há como lamentar qualquer tentativa de política cultural que não priorize a história, o lugar. O primeiro sentido da palavra “cultura” está em “cultivo”. Não se cultiva sem terra. Não se faz cultura sem território. E o território do artista é o palco. Em resposta à isso, diversos espaços nascidos das inciativas particulares de artistas e grupos estão tomando força na cidade, como um grito, um respiro dos artistas e da cultura recifense que tanto têm a dizer de sua estética para a cidade.

O Espaço Fiandeiros, que é o território do nosso Grupo, tinha pouco tempo de nascido quanto o nosso vizinho, o Teatro do Parque, fechou os seus portões. Ainda não tivemos o prazer de dialogar artisticamente com o nosso vizinho centenário. Em 2012, pesquisei para minha monografia o Plano Municipal de Cultura da Cidade do Recife em um paralelo com a gestão dos espaços cênicos que estavam crescentes na cidade. Pude perceber diversos pontos de interseção na ideia de política do plano e nas ações dos grupos que poderiam estar hoje atuando em rede, juntamente com os equipamentos culturais do nosso município, a exemplo do que já está acontecendo com o diálogo entre esse espaços e ações de festivais, projetos, intercâmbios entre os grupos, os artistas e a inciativa privada. Mas, infelizmente, as ideias até hoje não foram transformadas em ações. Enquanto trabalhamos todos os dias no nosso Espaço, olhamos vizinhos ilustres: a praça Maciel Pinheiro, a casa de Clarice Lispector, o Teatro do Parque… que poderiam estar formando junto conosco, com a sede do Grupo João Teimoso e agora com a sede do Magiluth (recém chegados na vizinhança), um efervescente corredor cultural na cidade. Ao contrário disso, sofrem juntos o amargo gosto da falta de vontade política.

Daniela Travassos, atriz e diretora de produção da Companhia Fiandeiros

“Ao contrário de muitos dos meus amigos, a minha relação com o Teatro do Parque é mais musical que teatral. Todas as vezes que passo na Rua do Hospício, sinto um aperto no peito, porque tem coisas na vida que não podemos mudar, mas nesse caso, podemos mudar sim. Se o poder público tivesse o mínimo de respeito à cultura, aos artistas, aos produtores e ao povo, tudo poderia ser diferente. Ver um dos nossos patrimônios culturais mais importantes fechados e no estado em que ele se encontra, é de partir o coração. Eu, particularmente, evito passar na frente, por que dói mesmo, no fundo.

Tive o prazer de trabalhar naquele Teatro no início de minha jornada como produtor, no projeto Seis e Meia, com a banda Malakaii e Max de Castro. Também presenciei shows memoráveis como o de Paulinho da Viola, Chico César, Edson Cordeiro e Xangai. Cada vez temos menos espaços e os espaços que temos estão mal tratados. O Teatro de Santa Isabel, Teatro Apolo, Teatro Hermilo, Teatro Barreto Júnior seguem sua trajetória sofrendo com problemas de iluminação, manutenção, ar-condicionado, sonorização. Precisamos não só do Teatro do Parque de volta, precisamos de políticas públicas que protejam os nossos espaços culturais.

Maurício Spinelli, produtor e assessor de comunicação

“O nome Parque não é por acaso.
Não… Ia ao teatro ver espetáculos, shows, filmes e, antes de entrar, ficava no Parque batendo papo com os amigos sobre teatro e afins. O Teatro do Parque era um espaço para troca, aprendizados, emoções. Foi em seu jardim que assisti pela primeira vez a atriz Augusta Ferraz – e quis ainda mais ser atriz. Lá apresentei um dos espetáculos mais inesquecíveis para mim, Poemas Esparadrápicos, e lá, muitas vezes, tive certeza que nasci para o meu ofício. Esperando ansiosa que os anjos que ali habitavam, os duendes e as fadas, espalhem amor na cabeça dos governantes, para que eles reconheçam a grandiosidade da história na vida de todos nós.”

Enne Marx, atriz, palhaça e produtora da Cia Animée e dos Doutores da Alegria

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Teatro do Parque – Um memorial afetivo

Reprodução Facebook / Sônia Braga

Reprodução Facebook / Sônia Braga

“Eita Teatro do Parque…obrigado pela oportunidade de ter assistido boas peças de teatro e ter sido a casa de saudosos festivais. Obrigado por ter me recebido no seu palco quando ainda verde eu fazia Lisandro de Sonho de uma noite de verão. Obrigado por ter me oferecido aquele ingresso baratinho pra assistir O céu de Suely, Deserto feliz, Bastardos inglórios, entre outros. Obrigado por ter me oferecido a sua cabine de luz pra aprender como se operava aquela mesa. Obrigado, tá? E desculpa esse povo que não sabe cuidar de você. É que talvez eles nunca assistiram nada lá pra poder criar esse carinho… ou, talvez, até já foram lá, mas esse povo não tem carinho por ninguém, ou melhor, só pela grama da calçada do prédio dele! Mas vai passar. Um dia você vai estar brilhando de novo”

Giordano Castro, ator do grupo Magiluth

“A minha formação cultural passou pelo Teatro do Parque. Na Boa Vista, onde hoje só vemos lixo, dependentes de craque e abandono, pulsava um circuito que interligava a Livraria Livro 7, Cinema Veneza e o Teatro do Parque. Em frente à casa de espetáculos, bares simples, mas sem lixo! Havia como você chegar cedo, comprar seu ingresso e dar um tempo por ali. Foi no Teatro do Parque onde conheci Akira Kurosawa. Assisti a todos seus filmes! Ali também assisti inúmeros shows de músicos consagrados da MPB, como Angela Ro Ro, no querido Projeto Seis e Meia! Quantas vezes não saí correndo da universidade para assistir aos shows e depois íamos caminhando pela cidade com uma alegria imensa no peito. Não tinha porque ser diferente, afinal, ainda era cedo e o bairro era frequentado por boêmios e nada mais. O Projeto Seis e Meia era mensal e sempre tinha um artista local que abria os shows. Fora os tantos espetáculos adultos e infantis, locais e nacionais que também assisti ali. O ecletismo e a alta qualidade da programação do Teatro do Parque estavam sempre alinhados a um baixo custo. Isso era maravilhoso: ali se encontravam intelectuais, estudantes, políticos, pipoqueiros, o povo – independente de classe social – frequentava o espaço. Era maravilhoso frequentar o Teatro do Parque, como é maravilhoso o espaço em si, sua arquitetura que, além de bela, é muito acolhedora porque é um teatro com varandas, parece quintal de casa de infância. Hoje confesso: dá um aperto no peito, especialmente hoje, fico com os olhos marejados escrevendo isso porque o que tento descrever nessas linhas não traduz o quanto, por décadas, esse teatro contribuiu na formação de pessoas tão diferentes da nossa cidade. É com os olhos marejados que grito essas memórias, na esperança de despertar a sensibilidade dos governantes, para não deixar que aquela casa tão cheia de vida vire mais um prêmio desta corrida imobiliária desenfreada, que só descaracteriza nossa cidade! Um grito, para que os tão talentosos jovens artistas desta cidade possam ter mais um espaço de estudo e trabalho! Um grito que clama para que se devolva a vida ao centro da cidade!!! Vida ao Teatro do Parque”

Márcia Cruz, atriz e arte-educadora da Cia Maravilhas

“Desde 2010 a reabertura do Teatro do Parque vem sendo prometida para ‘o ano que vem’. Pelo andar da carruagem, fica difícil acreditar que em 2016 volte a funcionar. Se iniciada hoje, uma readequação digital consumiria no mínimo dois anos. Mas datas não importam, desde que o processo de restauro seja conduzido de forma séria e comprometida, trazendo de volta este espaço essencial para a cultura pernambucana e uma das mais antigas e importantes salas de cinema do Brasil. É importante também lembrar que 2015 marca os 40 anos de criação e imediato abandono da filmoteca Alberto Cavalcanti, que deveria funcionar no Parque”.

André Dib, jornalista e crítico de cinema

“Parece que culpar o passado é mais interessante do que resolver a questão. Ao invés da gestão municipal atual ficar remoendo a história de que ‘a culpa é da gestão passada’, seria interessante mostrar que está empenhada em fazer diferente. No entanto, a situação do Teatro do Parque só piora. No próximo ano teremos eleições municipais. E aí? Será que somente lá teremos alguma promessa ‘de campanha’? Lamentável!”

Karla Martins, atriz, produtora e mestranda em Artes Cênicas

“Saudades de um tempo que minha mãe me levava ao Teatro do Parque. Na foto é possível ver que me sinto um herói ao lado do caçador da peça Chapeuzinho Vermelho. Essa foi uma entre tantas peças que assisti nesse teatro que sinto saudades e me traz lembranças de um tempo que não volta mais”.

Danilo Ribeiro, leitor do Satisfeita, Yolanda?

Danilo Ribeiro no Teatro do Parque

Danilo Ribeiro no Teatro do Parque

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Doutores da Alegria inscreve para curso

Arilson Lopes é mais conhecido nos hospitais como Dr.Ado. Foto: Léo Caldas

Ainda há vagas para o curso “O palhaço pelo buraco da fechadura”, promovido pela Escola dos Doutores da Alegria neste sábado (15) e domingo (16), das 9h às 18h, no Coletivo Lugar Comum (Rua Capitão Lima, 210, Santo Amaro). Trata-se de um curso introdutório sobre os princípios que regem o universo do palhaço.

O treinamento é inédito e voltado para quem deseja adquirir conhecimentos sobre improvisação, espontaneidade e percepção de si e do outro, ferramentas básicas para formatar o jogo do palhaço. Não é preciso ter experiência anterior em teatro ou circo. A metodologia inclui jogos relacionais, princípios de improvisação e criações em grupo.

As aulas serão ministradas pelos atores e palhaços Arilson Lopes e Roberta Calza, que integram o elenco dos Doutores da Alegria no Recife e em São Paulo, respectivamente, e a Escola de Formação da ONG. Durante o curso serão desenvolvidas atividades teóricas e práticas relativas, por exemplo, à improvisação, expressão corporal e música. O curso não se destina a formar palhaço para a atuação em hospitais.

Apenas 25 vagas foram disponibilizadas para o curso.  É preciso ter mais de 18 anos e o investimento é de R$ 300. Toda a renda obtida com o curso é destinada à manutenção dos projetos da organização. Informações pelos telefones: (81) 3466-2373 / 9 9112-4676.

Os artistas formadores:

Roberta Calza atende por Dra.Sakura

Roberta Calza
Atriz formada pela Escola Internacional de Teatro Jacques Lecoq – cursou os dois anos artísticos e o terceiro pedagógico -, onde foi aluna de Norman Taylor, Jos Houben, Marc Fremond e Paola Rizza, entre outros. Participou por três anos do Fringe Festival na Irlanda com dois espetáculos indicados para melhor produção: Master Shuttefate e Bolt Upright. Lecionou no Corservatoire Nacional de Region de Sergi Pontoise em Paris ministrando aulas de palhaço e movimento. No Brasil, além dos espetáculos ”Luluzinhas”, com Guta Stresser e Mel Lisboa, atuou em mais de 100 comerciais de televisão e mantém um programa na TV Cultura com Fernando Alves Pinto. Ministrou curso de bufão para a companhia principal de Os Satyros de maio a setembro de 2007. Faz parte do elenco de palhaços do programa dos Doutores da Alegria há sete anos e, há dois, faz parte da equipe de Formação da instituição, atuando nos programas Palhaços em Rede e Formação de Palhaços para Jovens, além de ministrar cursos para os palhaços dos Doutores da Alegria.

Arilson Lopes
Ator, palhaço e coordenador artístico do Programa Doutores da Alegria em Recife. Formado em Licenciatura em Teatro, pela UFPE. Integra o Coletivo Angu de Teatro desde 2003, onde participa dos espetáculos Angu de Sangue, Ópera e Rasif. Atua no espetáculo Baile do Menino Deus, no Marco Zero do Recife desde 2004. É colaborador da Cia Meias Palavras, onde atua no espetáculo As Travessuras de Mané Gostoso.

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Crítica no Teatro para Infância

Dib Carneiro Neto. Foto: Reprodução facebook

Dib Carneiro Neto. Foto: Reprodução facebook

O dramaturgo, jornalista e crítico Dib Carneiro Neto está no Recife para ministrar a palestra A crítica no Teatro para Infância e Juventude. A atividade integra o 12º Festival de Teatro para Crianças de Pernambuco, realizado pela Metron Produções. Autor do livro Pecinha é a Vovozinha, Dib Carneiro é um dos principais nomes na crítica de peças voltadas para a infância e juventude. Atualmente, atualiza uma coluna de críticas no site da revista Crescer. A palestra será nesta quinta-feira (30), às 19h, na Sala Multimídia da Caixa Cultural. A entrada é gratuita.

Em tempo, é bastante oportuna a visita de Dib Carneiro ao Recife – já que, neste sábado (1), a Cênicas Companhia de Repertório estreia Salmo 91, texto de Carneiro Neto, pelo qual ganhou o prêmio Shell de melhor dramaturgo em 2008. O diretor da Cênicas, Antônio Rodrigues, manteve contato com o autor pela internet e por telefone. “Ele acompanha tudo sobre a peça, inclusive divulgando nas redes sociais”, conta Rodrigues. Dib Carneiro aproveita a vinda à cidade para assistir à estreia.

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