
Desfile da coleção Anamauê – Ecoando a Transformação, assinada pelo estilista Mendx, com a participação de Louise França, filha de Chico Science, abre o Janeiro. Foto: Rasta Click / Divulgação
O Janeiro de Grandes Espetáculos (JGE) chega à sua 32ª edição com uma trajetória que espelha as próprias transformações da cena cultural pernambucana. Além do teatro, o JGE abriga sob seu guarda-chuva múltiplas linguagens artísticas e festivais específicos, cada um com sua identidade e propósitos.
Se no início de sua trajetória o Janeiro almejou e conseguiu reunir o que existia de mais expressivo no cenário nacional em termos de linguagem cênica, ousadia ou experimentação, isso já se modificou ao longo dessas três décadas. Hoje, os realizadores são categóricos ao afirmar que o festival se tornou uma vitrine da produção local, com impressionantes 95% de montagens pernambucanas compondo sua programação entre 7 de janeiro e 4 de fevereiro de 2026.
O tema deste ano é uma homenagem a Chico Science, que completaria 60 anos em 2026. Embora não seja um conceito que articule profundamente todos os participantes, a celebração permeia o festival, marcando sua 32ª edição com um tributo ao legado do artista.
Isso está sintetizado neste 7 de janeiro no Teatro de Santa Isabel. Pela primeira vez na sua história o JGE inicia saudando a moda pernambucana, como linguagem central da cena de abertura.
A partir das 18h30, a artista Michelly Cross apresenta no hall de entrada a performance musical Meso’Mangue’Potamos no violoncelo, um pocket show de 30 minutos que faz uma ponte simbólica entre os rios Eufrates e Tigre do Oriente Médio e os rios Capibaribe e Beberibe do Recife. A apresentação conta com a participação especial de dança e expressão corporal de Ruth Mila.
Simultaneamente, acontece o lançamento de dois livros significativos: Chico Science e o Movimento Mangue (2ª edição), de Moisés Monteiro de Melo Neto, obra que revisita a trajetória de Chico Science e do Manguebeat com análise histórica e cultural do movimento que transformou a música brasileira, e Pedagogia Axiológica Emergente para o Teatro, de Benedito José Pereira – Didha Pereira, que propõe uma pedagogia teatral decolonizadora voltada à formação crítica, valores sociais e acesso democrático à arte.
O ponto alto da noite ocorre às 19h30 com a coleção Anamauê – Ecoando a Revolução, assinada pelo estilista Marcelo Mendx, conduzindo o público a uma abertura inédita do Janeiro de Grandes Espetáculos. Inspirada na estética do Movimento Manguebeat, a coleção apresenta 20 figurinos que dialogam com a diversidade cultural, urbana e ancestral do Recife, tendo a batida de Chico Science como guia simbólico.
O desfile reúne um elenco formado por artistas consagrados da dança, do teatro, do circo e da música. Entre elas e eles, estão as atrizes e bailarinas Íris e Iara Campos, os passistas Pinho e Minininho, a atriz e apresentadora Nínive Caldas, a atriz e palhaça Fabiana Pirro e a cantora, compositora e atriz Louise França, filha de Chico Science.
A homenagem a Chico Science se desdobra em outras produções que integram o festival. Circo Science: Do Mangue ao Picadeiro figura entre as melhores encenações produzidas na cidade nos últimos anos, uma criação da Escola Pernambucana de Circo com direção de Ítalo Feitosa e dramaturgia de Fátima Pontes, que poderia muito bem abrir o festival, pois carrega uma força energética e fala do Chico a partir de hoje; mas vai para o final da maratona cênica. Através de números circenses, coreografias e expressões corporais e com músicas originais de Science remixadas por DJ Vibra e equipe, o espetáculo conecta o legado mangue com as manifestações culturais contemporâneas das periferias do Recife. Está agendado para 1º de fevereiro no Teatro do Parque.
Zambo, do Grupo Experimental, dirigido por Mônica Lira, constitui outro trabalho de referência direta ao músico. Criada em 1997 como homenagem a Chico Science e ao Movimento Manguebeat, a obra se atualizou ao longo dos anos, mantendo a força da diversidade e da identidade cultural pernambucana.
Um caleidoscópio teatral

Um Sábado em 30, remontagem de comédia de Luiz Marinho consagrada pelo Teatro de Amadores de Pernambuco – TAP. Foto: Divulgação
O teatro, que permanece como a espinha dorsal do JGE, apresenta mais de 60 peças adultas e infantis, distribuídas entre os principais espaços cênicos da cidade. São tantas montagens oferecidas que o espectador precisa fazer uma verdadeira garimpagem para encontrar o tipo de trabalho que lhe convém, pois há um impressionante sortimento de atrações e de variáveis qualidade de produção nesse repertório.
Entre as estreias, Auto da Compadecida – Uma Farsa Modernesca, dos diretores recifenses Célio Pontes e Eron Villar, revisita a dramaturgia de Ariano Suassuna propondo um diálogo entre a cultura popular nordestina e o teatro contemporâneo. Outra remontagem notável é a do clássico da dramaturgia pernambucana Um Sábado em 30, comédia de Luiz Marinho que esteve em cartaz por várias décadas com o elenco do Teatro de Amadores de Pernambuco. O solo musical cômico-fantástico Memórias Póstumas de Brás Cubas, com Marcos Damigo, é uma produção carioca que faz sucesso há anos em várias temporadas e prova a atemporalidade do clássico machadiano.
É interessante notar que Machado de Assis vai ao palco em diversas montagens: além de Memórias Póstumas, há Dom Casmurro, adaptação de Moisés Monteiro de Melo Neto que explora as relações de amor, traição e desconfiança no oitocentismo fluminense, e O Alienista – Casa dos Loucos, do Grupo Cena Livre, que transforma a quase-novela machadiana em farsa de ritmo veloz, própria do nosso tempo, com os quatro atores nunca saindo de cena e se transformando aos olhos do público através de adereços.

Vossa Mamulengecência tem texto de Arthur Cardoso inspirado na obra de Ariano Suassuna. Foto: Divulgação
A multiplicidade teatral se estende às novas versões de clássicos: Ophélia, da Cia. de Teatro e Dança Pós-Contemporânea d’Improvizzo Gang, com Pollyanna Monteiro, oferece uma versão feminista da personagem shakespeariana, contada por uma mulher em meio à violência extrema, enquanto Cúmplices – Transgressões de um Ricardo III, com Fabiana Pirro e Júnior Sampaio, mergulha nas contradições de dois artistas que encenam Shakespeare, explorando não apenas o texto, mas os subtextos que emergem das tensões em cena.
Como releitura de clássico diretamente influenciada pelo Manguebeat, Medeia – Da Lama ao Caos, dirigida por Antônio Rodrigues e com Beatriz Kemily, Gabriela Cicarello, Gabriela Moreira e elenco, reinventa o mito grego para o coração do Recife, onde o mangue é palco de traição, vingança e resistência contra o avanço voraz do falso progresso e da especulação imobiliária.
A obra de Ariano Suassuna ganha múltiplas abordagens. Além da já mencionada estreia de Auto da Compadecida – Uma Farsa Modernesca, o festival apresenta Vossa Mamulengecência, releitura autoral do universo suassuniano com dramaturgia e direção de Arthur Cardoso. Formado por um grupo de jovens artistas, o espetáculo mergulha no universo fantástico de Cheiroso Dorabela – mestre de mamulengos e vendedor de perfumes – que usa suas histórias para questionar figuras de autoridade. E Cantigas à Pedra do Reino, idealizado pela multiartista Lucinha Guerra, com direção de Romero de Andrade Lima, sobrinho de Ariano, celebra o legado suassuniano através de músicas, cantigas e loas que preservam a essência do Movimento Armorial.

A Paixão Segundo José Francisco Filho, conecta a história de Cristo com a figura de Antônio Conselheiro

Noite, com Fátima Aguiar, Karine Ordonio e Sônia Biebard num texto de Ronaldo Correia de Brito, com direção de Cláudio Lira
Há espaço significativo para montagens com inspiração cristã: A Paixão Segundo José Francisco Filho, dirigida por José Francisco Filho com texto de Moisés Monteiro de Melo Neto e produção de Mísia Coutinho, conecta a história de Cristo com a realidade brasileira através da figura de Antônio Conselheiro. Enquanto o musical Francisco – Um Instrumento de Paz, da produção de Roberto Costa, retrata a jornada de São Francisco de Assis com música ao vivo e cenários que reportam à Assis do século XIII.
Entre as apostas locais que dialogam com questões urgentes do presente, encontra-se A Divina & o Esplendor – Uma Farsa Forçada, que combina farsa, melodrama, comédia e teatro de formas animadas para criticar a manipulação cultural. Já consolidado no cenário teatral pernambucano e internacional, Circo Godot, da Companhia Circo Godot de Teatro, dirigido por Quiercles Santana e interpretado por Asaías Rodrigues e Charles de Lima, comprova que o diálogo com grandes dramaturgos – neste caso, Samuel Beckett – pode gerar reflexões poderosas sobre o sadismo dos que detêm o poder.
A literatura brasileira encontra eco em F.A.M.A – Feliz Aniversário Meu Amor, livre adaptação do conto Feliz Aniversário de Clarice Lispector que transporta para o palco o retrato cruel, cômico e pungente de uma reunião familiar onde a celebração deveria trazer alegria, mas revela solidão e introspecção em meio às complexas dinâmicas familiares. Uma atmosfera semelhante de confinamento e reflexão sobre os laços afetivos permeia Noite, do dramaturgo Ronaldo Correia de Brito, com direção de Cláudio Lira e Sônia Biebard, Fátima Aguiar e Karine Ordonio no elenco, que acompanha duas velhas irmãs isoladas numa antiga casa em ruínas enquanto revisitam valores, família e amores perdidos. Já Um Minuto pra Dizer que te Amo, do Matraca Grupo de Teatro, dirigido por Rudimar Constâncio, explora as fragilidades humanas através de cenas alternadas que acompanham a relação entre um homem idoso e seu filho, e uma mulher e sua cuidadora, todos separados pelo Alzheimer, criando um mosaico afetivo onde recordações perdidas se embaralham com memórias impossíveis de esquecer e lembranças inventadas, numa visão tocante da vida em seu ocaso.
O ator Júnior Sampaio marca presença em duas montagens: no solo Atores, que explora as dificuldades da profissão artística, e em Cúmplices, já citada, baseada na peça Ricardo III de Shakespeare, onde divide a cena com Fabiana Pirro.
O Ciclo Iluminuras apresenta três monólogos dirigidos por Gonzaga Leal: Antonin Artaud – Entre a Ordem e a Vertigem, com interpretação do próprio Gonzaga Leal, percorrendo momentos de internações psiquiátricas e criação absurda; O Futuro Dura Muito Tempo, com Germano Hauit adentrando a narrativa de Althusser; e Carta a Spinoza, com Maria Oliveira atravessando pensamentos e sentimentos sobre a loucura e a humanidade.
A presença drag marca território no JGE com Suzy Brasil – Uma Noite Horripilante, produção carioca que mistura conto de fadas, sátira e interação com o público, explorando as múltiplas camadas da performance drag através do humor e da fantasia. Também abordando questões de gênero, mas de uma perspectiva mais íntima e autobiográfica, HBlynda em Trânsito apresenta o solo da atriz HBlynda Morais, que após 15 anos no campo das artes cênicas compartilha seu processo de transição de gênero através de uma linguagem que combina dança e música para narrar sua jornada pessoal.
Sugerimos que o espectador visite o site do JGE para explorar a programação e encontrar as atrações que mais o atraem.
Teatro para Infância e Juventude
O JGE 2026 dedica uma seção especial ao público mais jovem, com uma programação diversificada de Teatro para Infância e Juventude que explora desde questões ambientais até adaptações de grandes clássicos da literatura mundial. Ao todo, são 14 espetáculos distribuídos ao longo do festival, prometendo encantar e educar através da magia do teatro.
A programação infantojuvenil se inicia no dia 8 de janeiro com Tatu-do-bem, da Companhia Catalumari e os Giguiotes, no Teatro Apolo. O espetáculo apresenta Andrezinho, filho de atores nômades que inicialmente detesta a profissão dos pais, mas que ao conhecer Tuta e Teteu, dois tatus-bolas apaixonados por arte, embarca em uma aventura lúdica pela caatinga. A montagem utiliza visualidades e ritmos da cultura pernambucana para contar uma história que enfrenta Caco, o carcará ditador que ameaça o bioma nordestino.
O universo da fantasia se expande com O Segredo da Arca de Trancoso, da Cênicas Cia de Repertório. Neste espetáculo repleto de reviravoltas, um menino recebe da feiticeira K’Temeré a perigosa missão de entregar uma arca misteriosa sem jamais abri-la. Sua jornada revela o poder mágico do objeto, que oferece conteúdos diferentes para cada pessoa – premiando uns e castigando outros – numa narrativa que dialoga com o imaginário popular brasileiro sobre tesouros e mistérios.
A Cigarra e a Formiga, da Roberto Costa Produções, apresenta uma adaptação musical da clássica fábula de Esopo com 5 atores e 3 músicos, trazendo personagens como Dona Joaninha, Abelhão e Borboleta para falar sobre responsabilidade, solidariedade e amizade através de figurinos caprichados e efeitos especiais. Em contrapartida, Cantigas de Fiar, da Companhia Fiandeiros de Teatro, oferece uma opção mais intimista ao explorar o tema da saudade em um show leve e interativo que percorre trilhas sonoras de espetáculos infantis recifenses, funcionando como uma homenagem às crianças, ao teatro e ao poeta André Filho, com toda a execução musical – textos e instrumentos – realizada pelos próprios atores da companhia.
Entre os clássicos adaptados para o público jovem, temos O Pequeno Príncipe, também da Cênicas Cia de Repertório. A adaptação dirigida por Antônio Rodrigues, com direção musical de Douglas Duan, transporta o público para o reencontro com a criança interior através da inesperada amizade entre um homem perdido no deserto e um garoto vindo de outro planeta. O musical apresenta trilha sonora original executada ao vivo pelos atores, revelando a jornada do Pequeno Príncipe por diferentes mundos e seus encontros com a rosa devotada e a raposa afetuosa.
Shakespeare também encontra espaço na programação infantil através de duas adaptações criativas que aproximam o dramaturgo inglês do universo lúdico das crianças. Hamilet no Circo transporta o drama shakespeariano para o universo circense, criando uma releitura que busca combinar a profundidade dos conflitos humanos com a magia e o espetáculo do picadeiro. Já Sonho de uma Noite de Verão encerra a programação infantil oferecendo ao público jovem uma entrada encantada no mundo da comédia shakespeariana através de suas criaturas fantásticas e tramas de amor e confusão.
Programação completa de Teatro para Infância e Juventude:
08 JAN – 16h30: Tatu-do-bem no Teatro Apolo
10 JAN – 16h30: Jeremias e as Caraminholas no Teatro Barreto Júnior
11 JAN – 16h30: Histórias Pontilhadas na Caixa Cultural
11 JAN – 16h30: A Princesa dos Mares no Teatro Santa Isabel
11 JAN – 17h: O Segredo da Arca de Trancoso no Teatro do Parque
17 JAN – 16h: Matilda no Cine Teatro Samuel Campelo
18 JAN – 16h: A Cigarra e a Formiga no Teatro do Parque
18 JAN – 16h30: Hamilet no Circo no Teatro Apolo
18 JAN – 17h: O Pequeno Príncipe no Teatro Santa Isabel
24 JAN – 16h: Cantigas de Fiar no Teatro André Filho – Espaço Fiandeiros
25 JAN – 16h: Cantigas de Fiar no Teatro André Filho – Espaço Fiandeiros
25 JAN – 16h30: Tudo Começou Assim no Teatro Apolo
27 JAN – 17h: Os Protetores do Oceano no Teatro Capiba
01 FEV – 16h30: Sonho de uma Noite de Verão no Teatro Apolo
Música: Entre Tradição e Experimentação
No campo da música, o festival traz quase 20 apresentações, numa curadoria que busca tanto celebrar nomes consolidados quanto abrir espaço para novas sonoridades. O encontro de Igor de Carvalho e Moreno Veloso, que dividem o palco com a participação especial de Lula Queiroga e Karina Buhr, promete um diálogo íntimo e afetuoso, trazendo à tona as ricas sonoridades dos terreiros.
O projeto Elas Cantam Elba reúne Cristina Amaral, Deusa nordestina do forró, Liv Morais e Natasha Falcão e faz um passeio pelo repertório da cantora paraibana. A incorporação da ópera, com o espetáculo Anastácia, sinaliza uma ampliação do escopo musical do festival.
A programação musical apresenta desde Janga, show de Ylana inspirado nas memórias de infância no bairro homônimo, em Paulista, até Maestro Duda – Uma Visão Nordestina, espetáculo com nuances de concerto-aula que celebra a trajetória do maestro.
Encruzilhada Agreste, protagonizado por Revoredo e Gabi da Pele Preta, celebra as raízes agrestinas na música contemporânea, enquanto Do Frevo ao Jazz, concerto do Maestro Edson Rodrigues, constrói pontes entre a tradição pernambucana e a linguagem jazzística.
O frevo ganha destaque em Felipe Costta Trio – Frevo Sanfonado, espetáculo instrumental que exalta o ritmo em diálogo com a sanfona. Luz e Fé, show de João Fenix, com direção cênica de Jean Wyllys, conduz o público por um repertório de fé e esperança, apresentado pela voz singular do cantor pernambucano que conquistou o mundo. A presença internacional marca-se com Concerto de Música Européia e Latina, do músico eslovaco Adam Marec.
A ancestralidade afro-brasileira encontra expressão em Ọ̀ṣun Oxum Ochun – Afoxé Oxum Pandá + Luiz de Aquino, um ritual contemporâneo que celebra a força da água doce através de uma experiência sensorial, experimental e afrofuturista, com roteiro, concepção e direção geral de Jorge Féo.
O Festival de Palhaçaria: Território de Mulheres
O PalhaçAria – Festival Internacional de Palhaças do Recife chega à sua 5ª edição em formato pocket, reafirmando seu papel como um dos mais importantes encontros de palhaçaria feminina no Brasil, criado e realizado pela Cia Animée, sob direção de Enne Marx. O festival, que acontece entre 13 e 23 de janeiro, enaltece a valorização da comicidade feminina com 8 espetáculos, um fórum de debates, um lançamento de livro e uma websérie.
A programação oferece um panorama da palhaçaria feminina contemporânea:
13 JAN – 19h: Mary En em Riso e Caos na Casa de Alzira. Uma performance que explora a comicidade através do riso e do caos.
13 JAN – 20h30: Lançamento do livro Cegonha de Mim na Casa de Alzira. Um evento literário que acompanha a programação artística.
14 JAN – 19h: Bem Me Quero na Casa de Alzira. Um espetáculo que celebra o autocuidado e a autoaceitação com humor e poesia.
15 JAN – 19h: Cabaré Janeiro de Palhaças na Caixa Cultural. Uma noite especial reunindo diversas palhaças em números variados de humor e arte circense.
16 JAN – 19h: As Testemunhas Duo: A Aparição no Teatro Apolo. Uma peça de circo-teatro que promete momentos de surpresa e reflexão.
17 JAN – 19h: Umana no Teatro Santa Isabel. Um solo ou duo que aborda a condição humana com a leveza e a profundidade da palhaçaria.
18 JAN – 11h: Fórum Entre Narizes e Fronteiras: Palhaçaria Feminina em Diálogo Brasil–Portugal na Caixa Cultural. Mediado por Enne Marx, este fórum promove um intercâmbio de ideias e práticas entre artistas brasileiras e portuguesas, explorando a pesquisa e a formação em palhaçaria.
18 JAN – 15h30: As Charlatonas na Praça do Campo Santo Amaro. Uma apresentação ao ar livre que brinca com a figura da vendedora de ilusões e o universo da charlatanaria.
18 JAN – 16h30: As Testemunhas Duo: A Aparição no Sesc Camaragibe. Uma segunda oportunidade para assistir à performance de circo-teatro.
18 JAN – 18h: A Oração no Teatro Arraial Ariano Suassuna. Um espetáculo que pode explorar temas espirituais ou sociais sob a ótica do palhaço.
23 JAN – 19h: O encerramento acontece com a websérie Mary En 20 Anos, transmitida pelo YouTube da Cia Animèe, celebrando a trajetória da artista Mary En.
Enne Marx, reconhecida internacionalmente por seu trabalho de pesquisa e formação em palhaçaria, traz uma perspectiva acadêmica que dialoga com a prática artística no fórum, promovendo intercâmbio entre artistas brasileiras e portuguesas. O festival se conecta com a Rede de Festivais de Palhaças do Brasil, que hoje reúne mais de 20 iniciativas, consolidando Recife como polo difusor da palhaçaria feminina.
Dança e Circo: Corpos em Movimento
A diversidade é palavra-chave na programação de dança do JGE, que abrange desde o clássico O Lago dos Cisnes da Cia Fátima Freitas – tradicional montagem do balé de Tchaikovsky com Helena Fink e Maria Júlia Cavalcanti nos papéis principais – até manifestações contemporâneas como o V Festival Pole Dance de Pernambuco, que sob a direção de Alexandra Valença, pioneira da modalidade no Brasil, ressignifica o mesmo clássico através da força e elegância do pole dance.
Entre essas polaridades, o Festival Florescer de Danças Árabes e Fusões, criado por Simone Mahayla e dedicado ao talento das escolas da Região Metropolitana, dialoga com Corpos em Travessia, espetáculo que demonstra como a dança contemporânea pernambucana busca um vocabulário corporal que mescle técnicas do flamenco, dança clássica e contemporânea, baseado no poema de Josimar Lourenço e desenvolvido por um elenco que inclui pessoas com deficiência.
No universo circense, o JGE apresenta um leque que se estende do tradicionalíssimo Eu, Você e o Circo Alakazan a propostas contemporâneas que dialogam com questões sociais urgentes, como Sem Nome o Desempregado, que conta a história de um palhaço que, após perder o pai na pandemia e ver o circo esvaziado pela preferência do público pelas telas digitais, luta para manter a tradição familiar funcionando. Quando a realidade se impõe, ele se vê obrigado a procurar emprego fora da lona.
Cinema: A Sétima Arte no Janeiro
A incorporação do cinema como linguagem fixa significa mais do que ampliação de escopo – reconhece a força do audiovisual pernambucano. A escolha do Cinema São Luiz valoriza um espaço que carrega a memória cinematográfica da cidade.
Os quatro curtas-metragens selecionados traçam um panorama da produção audiovisual local: “Recife de Dentro pra Fora“, de Katia Mesel, e “O Mundo é uma Cabeça“, de Bidu Queiroz e Cláudio Barroso, somam-se a “Sim ou Não?“, estreia de Tiago Leitão, e “Recife Frio“, de Kleber Mendonça Filho. A sessão (2 de fevereiro) tem entrada mediante doação de 1kg de alimento, reforçando o caráter social do festival.
A Mostra de Cenas Curtas
A Mostra Janeiro de Cenas Curtas ocupará o Teatro Barreto Júnior entre 16 e 18 de janeiro. Com 27 cenas de 8 a 15 minutos cada, a mostra funciona como laboratório onde atores e autores estreantes podem experimentar diante do público.
A premiação dos três melhores trabalhos e a entrega de troféus para melhor direção e melhores atuações cria um circuito de legitimação que pode ser decisivo para carreiras artísticas. O formato permite experimentação que seria mais difícil em espetáculos de longa duração, funcionando como termômetro das tendências da cena teatral emergente.
Dimensão Territorial
O JGE 2026 se expande do Recife para Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe, Goiana e Limoeiro. A programação internacional conta com obras da Argentina, Portugal e Eslováquia, complementada por produções de Brasília, Rio de Janeiro, Maceió e São Paulo.
Homenageados
Os homenageados desta edição representam diferentes gerações e linguagens que contribuíram para a construção da cena cultural pernambucana. José Mário Austragésilo e Severino Florêncio, no teatro, são nomes fundamentais da dramaturgia e da direção teatral no estado. Austragésilo é reconhecido como um dos principais responsáveis pela modernização do teatro pernambucano, tendo dirigido espetáculos que marcaram época e formado gerações de atores.
Severino Florêncio defende uma vertente popular do teatro pernambucano, com trabalhos que dialogam diretamente com as tradições culturais do estado. Sua obra inclui adaptações de folhetos de cordel, autos natalinos e espetáculos que incorporam elementos do mamulengo e outras manifestações populares.
Mestra Nice, homenageada na dança, é uma das principais responsáveis pela preservação e renovação das danças populares pernambucanas. Seu trabalho de pesquisa e ensino tem formado bailarinos que atuam tanto em grupos tradicionais quanto em companhias contemporâneas.
A Escola Pernambucana de Circo, homenageada na categoria circo, constitui um marco na formação circense do estado. Fundada com o objetivo de profissionalizar e democratizar o acesso às artes circenses, a escola tem formado gerações de artistas que hoje atuam em companhias nacionais e internacionais.
Rose Mary Martins, na ópera, é pioneira na difusão desta linguagem em Pernambuco. Seu trabalho como cantora, professora e produtora tem sido fundamental para a criação de um público e de uma cena operística no estado.
Maestro Duda, homenageado na música, é um dos maiores compositores, arranjadores e instrumentistas do frevo pernambucano. Sua obra inclui arranjos para orquestras sinfônicas, grupos de frevo e big bands, além de composições próprias que se tornaram clássicos do repertório carnavalesco.
Troféus e parcerias
Quanto ao Prêmio JGE Copergás será entregue no dia 4 de fevereiro no Teatro do Parque, com 30 troféus distribuídos em seis categorias, apontado como um termômetro da produção artística do estado.
A realização do JGE une diferentes instâncias através da parceria entre a Apacepe (Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco), o Sesc e um conjunto de apoiadores institucionais. Suape figura como patrocinador máster, enquanto Fundarpe (Governo do Estado de Pernambuco), Fundação de Cultura Cidade do Recife e Secretaria de Cultura da Prefeitura do Recife atuam como parceiros institucionais. A Copergás mantém o tradicional patrocínio do prêmio que encerra o festival.
Os ingressos variam entre R$ 10 e R$ 140, com opções de espetáculos gratuitos mediante doação de 1kg de alimento não perecível, democratizando o acesso à cultura.
SERVIÇO
Abertura : Moda e Manguebeat
Em 7 de janeiro no Teatro de Santa Isabel, pela primeira na história do festival, o JGE inicia celebrando a moda pernambucana.
Anamauê – Ecoando a Revolução
Estilista: Mendx
Conceito: 20 figurinos inspirados na estética do Movimento Mangue
Elenco: Artistas como Íris e Iara Campos, Pinho, Minininho, Fabiana Pirro e Louise França (filha de Chico Science)
Estrutura e Alcance do Festival
📍 Locais no Recife
Teatro de Santa Isabel
Teatro do Parque
Teatro Apolo
Teatro Hermilo Borba Filho
Teatro Barreto Júnior
Teatro Capiba
Arraial Ariano Suassuna
Teatro André Filho (Espaço Fiandeiros)
Casa de Alzira
Praça do Campo Santo
Cinema São Luiz
🌍 Expansão Regional
Jaboatão dos Guararapes
Camaragibe
Goiana
Limoeiro
🌎 Participação Internacional
Além das produções nacionais (Brasília, Rio de Janeiro, Maceió, São Paulo), o festival recebe obras da
Argentina
Portugal
Eslováquia
Destaques Especiais
🏆 Homenageados 2026
Teatro: José Mário Austragésilo e Severino Florêncio
Dança: Mestra Nice
Circo: Escola Pernambucana de Circo
Ópera: Rose Mary Martins
Música: Maestro Duda
🎭 Mostra Janeiro de Cenas Curtas
Local: Teatro Barreto Júnior (16-18 de janeiro)
Objetivo: Dar visibilidade a atores e autores iniciantes
Formato: 27 cenas de 8 a 15 minutos
Premiação: Melhores trabalhos, direção e atuações
🏅 Prêmio JGE Copergás
Data: 4 de fevereiro no Teatro do Parque
Categorias: 30 troféus em Teatro Adulto, Teatro Infantil, Dança, Circo e Música
Informações Práticas
🎫 Ingressos: R$ 10 a R$ 140 (disponíveis na Sympla)
🆓 Opções gratuitas: Mediante entrega de 1kg de alimento não perecível
🌐 Programação completa: www.festivaljge.com.br
Realização: Apacepe (Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco)
Parcerias: Sesc, Suape, Fundarpe, Fundação de Cultura Cidade do Recife
🗓️ PROGRAMAÇÃO POR DATA
07 DE JANEIRO
19h – ABERTURA DO 32º JANEIRO DE GRANDES ESPETACULOS (Teatro Santa Isabel) – Teatro Adulto – Livre
19h – OPHÉLIA (Teatro Hermilo Borba Filho) – Teatro Adulto – 14 anos
08 DE JANEIRO
16h30 – TATU-DO-BEM (Teatro Apolo) – Teatro Infantil – Livre
19h – A PAIXÃO SEGUNDO JOSÉ FRANCISCO FILHO (Teatro Hermilo Borba Filho) – Teatro Adulto – Livre
20h – DOM CASMURRO (Teatro Capiba) – Teatro Adulto – 14 anos
09 DE JANEIRO
18h – HERMANOS – UMA COMÉDIA DE IRMÃOS (Teatro Barreto Júnior) – Teatro Adulto – 14 anos
19h – MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS (Teatro do Parque) – Teatro Adulto – 14 anos
19h30 – A DIVINA & O ESPLENDOR – UMA FARÇA FORÇADA (Teatro Apolo) – Teatro Adulto – 12 anos
20h – AUTO DA COMPADECIDA – UMA FARSA MODERNESCA (Teatro Santa Isabel) – Teatro Adulto – 12 anos
20h – MISTURA NORDESTINA (Teatro Arraial Ariano Suassuna) – Música – Livre
20h – JANGA (Teatro Hermilo Borba Filho) – Música – Livre
20h – DOM CASMURRO (Teatro Capiba) – Teatro Adulto – 14 anos
10 DE JANEIRO
15h – Oficina: “Maestro Edson Rodrigues – Do Frevo ao Jazz” (Caixa Cultural) – Música – 14 anos – GRATUITO
16h30 – JEREMIAS E AS CARAMINHOLAS (Teatro Barreto Júnior) – Teatro Infantil – Livre
16h30 – EU, VOCÊ E O CIRCO ALAKAZAM (Teatro Hermilo Borba Filho) – Circo – Livre
18h – MOINHO (Teatro Capiba) – Teatro Adulto – 18 anos
19h30 – Maestro Duda – Uma Visão Nordestina (Caixa Cultural) – Música – Livre – GRATUITO
19h30 – POLI DA RAIZ AO CANTO (Teatro do Parque) – Música – Livre
20h – AUTO DA COMPADECIDA – UMA FARSA MODERNESCA (Teatro Santa Isabel) – Teatro Adulto – 12 anos
20h – O ALIENISTA – CASA DOS LOUCOS (Teatro Apolo) – Teatro Adulto – 12 anos
20h – PERNAMBUCO ARRETADO (Teatro Arraial Ariano Suassuna) – Música – Livre
11 DE JANEIRO
16h – VOSSA MAMULENGECÊNCIA (Teatro Capiba) – Teatro Adulto – 14 anos
16h30 – HISTÓRIAS PONTILHADAS (Caixa Cultural) – Teatro Infantil – Livre
16h30 – A PRINCESA DOS MARES (Teatro Santa Isabel) – Teatro Infantil – Livre
17h – NORDESTINADOS IN CIRCUS (Teatro Apolo) – Circo – Livre
17h – O ÚLTIMO CIGARRO (Teatro Arraial Ariano Suassuna) – Teatro Adulto – 12 anos
17h – SEM NOME O DESEMPREGADO (Teatro Hermilo Borba Filho) – Circo – Livre
17h – O SEGREDO DA ARCA DE TRANCOSO (Teatro do Parque) – Teatro Infantil – Livre
19h – VOSSA MAMULENGECÊNCIA (Teatro Capiba) – Teatro Adulto – 14 anos
13 DE JANEIRO
18h30 – WICKED (Teatro Santa Isabel) – Teatro Adulto – 12 anos
19h – Mary En em Riso e Caos (Casa de Alzira) – Circo – 16 anos
19h30 – HBLYNDA EM TRASITO (Teatro Hermilo Borba Filho) – Teatro Adulto – 16 anos
20h30 – LANÇAMENTO LIVRO “CEGONHA DE MIM” (Casa de Alzira) – Circo – Livre – GRATUITO
14 DE JANEIRO
18h30 – WICKED (Teatro Santa Isabel) – Teatro Adulto – 12 anos
19h – BEM ME QUERO (Casa de Alzira) – Circo – Livre
19h – TURBANTES (Teatro Capiba) – Dança – Livre
19h – ENCRUZILHADA AGRESTE (Teatro Hermilo Borba Filho) – Música – 12 anos
15 DE JANEIRO
19h – CABARÉ JANEIRO DE PALHAÇAS (Caixa Cultural) – Circo – 16 anos
19h – ATORES (Teatro Santa Isabel) – Teatro Adulto – 12 anos
19h30 – LUZ E FÉ (Teatro Capiba) – Música – Livre
20h15 – NOITE (Teatro Hermilo Borba Filho) – Teatro Adulto – 14 anos
16 DE JANEIRO
19h – AS TESTEMUNHAS DUO: A APARIÇÃO (Teatro Apolo) – Circo – Livre
19h30 – O DIÁRIO QUASE RIDÍCULO DE AURORA (Teatro Capiba) – Teatro Adulto – 14 anos
19h30 – Maestro Duda – Uma Visão Nordestina (Caixa Cultural) – Música – Livre – GRATUITO
19h30 – CANTIGAS A PEDRA DO REINO (Teatro Hermilo Borba Filho) – Teatro Adulto – 14 anos
19h30 – O LAGO DOS CISNES (Teatro Santa Isabel) – Dança – Livre
20h – MCP – O SONHO NÃO ACABOU (Teatro Arraial Ariano Suassuna) – Teatro Adulto – 14 anos
20h – SUZY BRASIL – UMA NOITE HORRIPILANTE (Teatro do Parque) – Teatro Adulto – 16 anos
17 DE JANEIRO
16h – MATILDA (Cine Teatro Samuel Campelo) – Teatro Infantil – Livre
18h – FRANCISCO – UM INSTRUMENTO DE PAZ (Teatro do Parque) – Teatro Adulto – 14 anos
19h – UMANA (Teatro Santa Isabel) – Circo – Livre
19h30 – Do Frevo ao Jazz (Caixa Cultural) – Música – Livre – GRATUITO
18 DE JANEIRO
11h – FÓRUM Entre Narizes e Fronteiras: Palhaçaria Feminina em Diálogo Brasil–Portugal (Caixa Cultural) – Circo – Livre – GRATUITO
14h – Oficina: Já que sou do pandeiro (Caixa Cultural) – Música – 14 anos – GRATUITO
15h30 – AS CHARLATONAS (Praça do Campo Santo Amaro) – Circo – Livre – GRATUITO
16h – A CIGARRA E A FORMIGA (Teatro do Parque) – Teatro Infantil – Livre
16h30 – HAMILET NO CIRCO (Teatro Apolo) – Teatro Infantil – Livre
16h30 – AS TESTEMUNHAS DUO: A APARIÇÃO (Sesc Camaragibe) – Circo – Livre – GRATUITO
17h – O PEQUENO PRINCIPE (Teatro Santa Isabel) – Teatro Infantil – Livre
18h – FEVEREIRO (Teatro Capiba) – Teatro Adulto – 16 anos
18h00 – A ORAÇÃO (Teatro Arraial Ariano Suassuna) – Circo – 16 anos
20 DE JANEIRO
10h – Oficina: O universo clássico-popular (Caixa Cultural) – Música – Livre – GRATUITO
14h – Oficina: O universo clássico-popular (Caixa Cultural) – Música – Livre – GRATUITO
19h – A BELA ADORMECIDA (Teatro Santa Isabel) – Dança – Livre
19h30 – DO JACKSON AO PANDEIRO por Lucinha Guerra (Caixa Cultural) – Música – Livre
21 DE JANEIRO
19h – ELAS CANTAM ELBA (Teatro do Parque) – Música – Livre
19h30 – Rock Bossa (Caixa Cultural) – Música – Livre
19h30 – PELA NOITE (Teatro Santa Isabel) – Teatro Adulto – 16 anos
20h – CÚMPLICES – TRANSGRESSÕES DE UM RICARDO III (Teatro Hermilo Borba Filho) – Teatro Adulto – 12 anos
22 DE JANEIRO
19h – CÚMPLICES – TRANSGRESSÕES DE UM RICARDO III (Teatro Hermilo Borba Filho) – Teatro Adulto – 12 anos
19h – UM MINUTO PRA DIZER QUE TE AMO (Teatro Santa Isabel) – Teatro Adulto – 14 anos
20h – FELIPE COSTTA TRIO – FREVO SANFONADO (Teatro Capiba) – Música – Livre
23 DE JANEIRO
19h – WEBSÉRIE MARY EN 20 ANOS (Youtube da Cia Animèe) – Circo – Livre – PELO YOUTUBE
19h – UM SÁBADO EM 30 (Teatro do Parque) – Teatro Adulto – Livre
19h30 – CONCERTO DE MÚSICA EUROPÉIA E LATINA (Teatro André Filho – Espaço Fiandeiros) – Música – Livre –
19h30 – MPB BRASIL (Teatro Santa Isabel) – Música – Livre
20h – MEDEIA – DA LAMA AO CAOS (Teatro Barreto Júnior) – Teatro Adulto – 16 anos
20h – CIRCO GODOT (Teatro Arraial Ariano Suassuna) – Teatro Adulto – Livre
20h – CÚMPLICES – TRANSGRESSÕES DE UM RICARDO III (Teatro Hermilo Borba Filho) – Teatro Adulto – 12 anos
24 DE JANEIRO
16h – CANTIGAS DE FIAR (Teatro André Filho – Espaço Fiandeiros) – Teatro Infantil – Livre
16h30 – CAMINHOS (Teatro Capiba) – Circo – 12 anos
18h – UM SÁBADO EM 30 (Teatro do Parque) – Teatro Adulto – Livre
19h – MM BEAUTY UNIVERSAL PERNAMBUCO (Teatro Barreto Júnior) – Dança – Livre – GRATUITO
19h – CORPOS EM TRAVESSIA (Teatro Apolo) – Dança – Livre
19h – CIRCO GODOT (Teatro Arraial Ariano Suassuna) – Teatro Adulto – Livre
20h – PURO TRANSE AO VIVO (Casa de Alzira) – Música – Livre
20h – MILAGRES (Teatro Hermilo Borba Filho) – Teatro Adulto – 12 anos
20h – ZAMBO (Teatro Santa Isabel) – Dança – Livre
25 DE JANEIRO
16h – CANTIGAS DE FIAR (Teatro André Filho – Espaço Fiandeiros) – Teatro Infantil – Livre
16h30 – TUDO COMEÇOU ASSIM (Teatro Apolo) – Teatro Infantil – Livre
17h – SÓ RESTA A POEIRA PRA TRÁS (Teatro Capiba) – Teatro Adulto – Livre
17h – CIRCO GODOT (Teatro Arraial Ariano Suassuna) – Teatro Adulto – Livre
18h – MM BEAUTY UNIVERSAL PERNAMBUCO (Teatro Barreto Júnior) – Dança – Livre – GRATUITO
18h – SANTERIA AFOXÉ OXUM PANDÁ (Teatro Santa Isabel) – Música – Livre
19h – MILAGRES (Teatro Hermilo Borba Filho) – Teatro Adulto – 12 anos
27 DE JANEIRO
17h – OS PROTETORES DO OCEANO (Teatro Capiba) – Teatro Infantil – Livre
18h30 – ROUBANDO A CENA (Teatro Arraial Ariano Suassuna) – Teatro Adulto – 12 anos
19h30 – FEUZA – ROCK / ÓPERA (Teatro do Parque) – Música – Livre
19h45 – SAUDADE, SENTIMENTO SEM TRADUÇÃO (Teatro Apolo) – Teatro Adulto – 12 anos
20h – MILAGRES (Galpão das Artes – Sesc Limoeiro) – Teatro Adulto – 12 anos – INGRESSO NO LOCAL
28 DE JANEIRO
16h – F.A.M.A – FELIZ ANIVERSÁRIO MEU AMOR (Teatro do Parque) – Teatro Adulto – Livre – GRATUITO
19h – AUTO DA COMPADECIDA – UMA FARSA MODERNESCA (Cine Teatro Samuel Campelo) – Teatro Adulto – 12 anos
19h30 – IMORAIS (Teatro Hermilo Borba Filho) – Teatro Adulto – 18 anos
19h30 – TUDO ACONTECE NA BAHIA (Teatro Santa Isabel) – Dança – Livre
20h – MILAGRES (Galpão das Artes – Sesc Limoeiro) – Teatro Adulto – 12 anos – INGRESSO NO LOCAL
29 DE JANEIRO
19h – AUTO DA COMPADECIDA – UMA FARSA MODERNESCA (Cine Teatro Samuel Campelo) – Teatro Adulto – 12 anos
19h – MEUS 20 MINUTOS DE RECREIO (Teatro Apolo) – Teatro Adulto – 14 anos
19h – ANTONIN ARTAUD – ENTRE A ORDEM E A VERTIGEM (Teatro Arraial Ariano Suassuna) – Teatro Adulto – 16 anos
19h – TEREZINHA CORAÇÃO DE BARRO (Teatro Santa Isabel) – Teatro Adulto – 12 anos
19h30 – SENHORA DO ENGENHO ENTRE A CRUZ E A TORÁ (Teatro André Filho – Espaço Fiandeiros) – Teatro Adulto – 14 anos
19h30 – PEDRAS, FLOR E ESPINHO (Teatro Barreto Júnior) – Teatro Adulto – 14 anos – INGRESSO NO LOCAL
20h – CÚMPLICES – TRANSGRESSÕES DE UM RICARDO III (Galpão das Artes – Sesc Limoeiro) – Teatro Adulto – 12 anos – INGRESSO NO LOCAL
30 DE JANEIRO
19h – AUTO DA COMPADECIDA – UMA FARSA MODERNESCA (Teatro do Parque) – Teatro Adulto – 12 anos
19h – O FUTURO DURA MUITO TEMPO (Teatro Arraial Ariano Suassuna) – Teatro Adulto – 16 anos
19h30 – SENHORA DO ENGENHO ENTRE A CRUZ E A TORÁ (Teatro André Filho – Espaço Fiandeiros) – Teatro Adulto – 14 anos
19h30 – PEDRAS, FLOR E ESPINHO (Teatro Barreto Júnior) – Teatro Adulto – 14 anos – INGRESSO NO LOCAL
19h30 – IGOR DE CARVALHO E MORENO VELOSO (Teatro Santa Isabel) – Música – Livre
20h – CASA VAZIA (Teatro Capiba) – Dança – 16 anos
20h – MEUS 20 MINUTOS DE RECREIO (Teatro Apolo) – Teatro Adulto – 14 anos
20h – Ọ̀ṢUN OXUM OCHUN – AFOXÉ OXUM PANDÁ + LUIZ DE AQUINO (Teatro Hermilo Borba Filho) – Música – Livre
31 DE JANEIRO
17h – AUTO DA COMPADECIDA – UMA FARSA MODERNESCA (Teatro do Parque) – Teatro Adulto – 12 anos
19h – CARTA A SPINOZA (Teatro Arraial Ariano Suassuna) – Teatro Adulto – Livre
19h – ANASTÁCIA (Teatro Santa Isabel) – Música – 16 anos
19h30 – O JARDIM DAS FLORES MORTAS (Teatro Apolo) – Teatro Adulto – 14 anos
20h – ASTEROIDE AP162 (Teatro Capiba) – Teatro Adulto – 14 anos
20h – CORAÇÃO SAUDOSIANO EM VERSO E CANTO (Teatro Hermilo Borba Filho) – Música – Livre
21h – ANASTÁCIA (Teatro Santa Isabel) – Música – 16 anos
1º DE FEVEREIRO
15h – FESTIVAL FLORESCER DE DANÇAS ÁRABES E FUSÕES (Teatro Barreto Júnior) – Dança – Livre
16h30 – SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO (Teatro Apolo) – Teatro Infantil – 14 anos
18h – FESTIVAL FLORESCER DE DANÇAS ÁRABES E FUSÕES (Teatro Barreto Júnior) – Dança – Livre
18h – FESTIVAL POLE DANCE DE PERNAMBUCO (Teatro Santa Isabel) – Dança – Livre
19h – BOCA SECA (Teatro Capiba) – Dança – 18 anos
19h – CIRCO SCIENCE DO MANGUE AO PICADEIRO (Teatro do Parque) – Circo – Livre
03 DE FEVEREIRO
20h – AUTO DA COMPADECIDA – UMA FARSA MODERNESCA (Sesc Ler Goiana) – Teatro Adulto – 12 anos – INGRESSO NO LOCAL
04 DE FEVEREIRO
19h – PRÊMIO JGE COPERGÁS (Teatro do Parque)



























