{"id":7809,"date":"2012-12-05T16:52:13","date_gmt":"2012-12-05T19:52:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=7809"},"modified":"2012-12-05T17:36:53","modified_gmt":"2012-12-05T20:36:53","slug":"o-que-vi-do-frtn-parte-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/o-que-vi-do-frtn-parte-i\/","title":{"rendered":"O que vi do FRTN &#8211; Parte I"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_7833\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/colagemabertura1.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-7833\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/colagemabertura1.jpg\" alt=\"\" title=\"Abertura do 15\u00ba Festival Recife do Teatro Nacional\" width=\"600\" height=\"600\" class=\"size-full wp-image-7833\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/colagemabertura1.jpg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/colagemabertura1-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/colagemabertura1-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7833\" class=\"wp-caption-text\">Abertura do 15\u00ba Festival Recife do Teatro Nacional. Fotos: Victor Juc\u00e1\/Divulga\u00e7\u00e3o e Pollyanna Diniz<\/p><\/div>\n<p><strong>A abertura<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o foi nada f\u00e1cil colocar o Festival Recife do Teatro Nacional nas ruas este ano. Reconhecidamente foi um empenho pessoal de Andr\u00e9 Brasileiro, ator, diretor, produtor e tamb\u00e9m presidente da Funda\u00e7\u00e3o de Cultura Cidade do Recife, de Simone Figueiredo, atriz e produtora antes de tudo, e secret\u00e1ria de Cultura do Recife, e da equipe envolvida na produ\u00e7\u00e3o. As dificuldades estavam estampadas &#8211; eles assumiram os cargos j\u00e1 no segundo trimestre do ano; a classe estava desmotivada, com raiva at\u00e9, principalmente por conta dos descasos com os pagamentos de cach\u00eas; os teatros com muitos problemas de equipamentos. Um prefeito &#8216;muito dif\u00edcil&#8217;, para ser gentil, que n\u00e3o teve nem a oportunidade de disputar a reelei\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Ent\u00e3o diante de todo esse cen\u00e1rio, fazer um festival que homenageia Marcus Siqueira (1940-1981), como disse Roberto L\u00facio, gerente operacional de artes c\u00eanicas da Prefeitura do Recife, no cat\u00e1logo da mostra, \u00e9 um ato pol\u00edtico. &#8220;(&#8230;) um ator e diretor teatral marcante, combativo, questionador, amante e defensor do teatro de grupo e do aspecto pedag\u00f3gico da arte do teatro&#8221;. <\/p>\n<p>\u00c9 preciso mesmo contextualizar para entender a emo\u00e7\u00e3o de Simone Figueiredo na abertura do festival, no palco do teatro de Santa Isabel, casa que ela j\u00e1 dirigiu. Para entender o porqu\u00ea da import\u00e2ncia ainda maior da celebra\u00e7\u00e3o, da reuni\u00e3o, de lotar o Santa Isabel logo na abertura. De ver as pessoas rindo e chorando. Vivendo o teatro.<\/p>\n<p><strong><em>Gonzag\u00e3o &#8211; A lenda<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Talvez tudo tenha a sua hora. E foram 15 anos de espera at\u00e9 que o diretor e dramaturgo pernambucano Jo\u00e3o Falc\u00e3o pudesse participar do Festival Recife do Teatro Nacional. Ele disse que sentia uma pontinha de inveja dos amigos que diziam que tinham participado do festival, que iam participar do festival. Como \u00e9 mesmo dif\u00edcil santo de casa fazer milagre! No teatro ent\u00e3o&#8230;santo de casa geralmente precisa se benzer bem muito! E foi lindo ver um Santa Isabel lotado aplaudindo Jo\u00e3o, em suspenso depois de uma apresenta\u00e7\u00e3o que tomou os corpos e as emo\u00e7\u00f5es por inteiro. (Na realidade, foram duas sess\u00f5es; como o grupo ainda est\u00e1 em cartaz no Rio, eles voltaram ainda na madrugada para apresentar o espet\u00e1culo l\u00e1 no dia seguinte).<\/p>\n<p><em>Gonzag\u00e3o &#8211; A lenda<\/em> tem o esp\u00edrito da celebra\u00e7\u00e3o, da homenagem. Como bem disse Ivana Moura, n\u00e3o h\u00e1 op\u00e7\u00f5es pelo risco. O caminho \u00e9 muito estruturado, a partir das m\u00fasicas, para que mesmo que voc\u00ea n\u00e3o tenha nenhuma rela\u00e7\u00e3o com o mito Luiz Gonzaga, seja alcan\u00e7ado de alguma forma. Imagina ent\u00e3o apresentar esse espet\u00e1culo aqui! S\u00e3o cerca de 50 m\u00fasicas que v\u00e3o alinhavando a tentativa de contar a hist\u00f3ria do Rei do Bai\u00e3o. Mas n\u00e3o h\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, em seguir fatos cronol\u00f3gicos, ou ser verdadeiramente fiel. Fica muito claro desde o in\u00edcio; at\u00e9 pela op\u00e7\u00e3o dramat\u00fargica: \u00e9 uma trupe teatral quem remonta a hist\u00f3ria de Gonzag\u00e3o. Em v\u00e1rias cenas h\u00e1 um jogo r\u00e1pido, eletrizante; \u00e9 at\u00e9 dif\u00edcil acompanhar, respirar, compreender todo o di\u00e1logo. A fala, o gesto, a m\u00fasica, a troca de papeis. <\/p>\n<div id=\"attachment_7839\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/gonzagao5.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-7839\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/gonzagao5.jpg\" alt=\"\" title=\"Gonzag\u00e3o - A lenda\" width=\"600\" height=\"400\" class=\"size-full wp-image-7839\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/gonzagao5.jpg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/gonzagao5-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7839\" class=\"wp-caption-text\"><i>Gonzag\u00e3o &#8211; A lenda<\/i>. Foto: Pollyanna Diniz<\/p><\/div>\n<p>\u00c9 um espet\u00e1culo que se constr\u00f3i a partir da for\u00e7a do grupo; n\u00e3o teria o mesmo impacto se as escolhas fossem pelos talentos individuais dos atores. E nisso Jo\u00e3o Falc\u00e3o \u00e9 craque, em formar um elenco que se complementa, que n\u00e3o briga em cena, que se acrescenta. Mas tenho que dizer qu\u00e3o foi bom ver Eduardo Rios, do Quadro de Cena, se superando, com um timing perfeito, levando a plateia junto com as suas hist\u00f3rias; e tamb\u00e9m conhecer o trabalho de outro pernambucano, petrolinense, Paulo de Melo. E, em se tratando de um musical, se h\u00e1 que se destacar algu\u00e9m \u00e9 a \u00fanica mulher no elenco: que voz linda e forte tem Laila Garin. <\/p>\n<p>Para completar, os figurinos de Kika Lopes s\u00e3o lindos, bem cuidados, um qu\u00ea de pop-hippie-chic; e a ilumina\u00e7\u00e3o de Renato Machado complementa a cena &#8211; muito bem marcada, entradas, sa\u00eddas, trocas de personagens, tiradas e piadinhas, tudo no momento certo. <\/p>\n<p>Uma montagem que come\u00e7a sem muitas pretens\u00f5es e que vai aos pouquinhos ganhando forma, invadindo qualquer espa\u00e7o que o espectador, sol\u00edcito ou n\u00e3o, tenha deixado entreaberto. <\/p>\n<p><strong>###<\/strong> Para quem perguntou, Jo\u00e3o Falc\u00e3o disse que tem muita vontade de fazer uma temporada aqui com esse espet\u00e1culo; mas n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o. O grupo ainda est\u00e1 em cartaz no Rio e pr\u00f3ximo ano vai para S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><strong><em>Absurdo<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Alguns espet\u00e1culos me lembram muito a minha m\u00e3e. Preciso dizer que embora ela goste de teatro, gosta mais de televis\u00e3o porque acha que consegue perceber a express\u00e3o dos atores em todos os detalhes. Odeia espet\u00e1culo &#8216;cabe\u00e7udo&#8217;. Fiquei pensando que teria levado a surra que n\u00e3o tomei quando crian\u00e7a se tivesse feito minha m\u00e3e ir ao teatro ver <em>Absurdo<\/em>, da Cia Atores de Laura. Imaginei ela perguntando: &#8220;Pollyanna, o que \u00e9 isso? Que hist\u00f3ria mais sem p\u00e9 nem cabe\u00e7a \u00e9 essa?&#8221;. &#8220;Satisfeita, Yolanda?&#8221;. O esp\u00edrito \u00e9 esse! <\/p>\n<div id=\"attachment_7843\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/absurdo5.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-7843\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/absurdo5.jpg\" alt=\"\" title=\"Absurdo\" width=\"600\" height=\"378\" class=\"size-full wp-image-7843\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/absurdo5.jpg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/absurdo5-300x189.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7843\" class=\"wp-caption-text\"><i>Absurdo<\/i>, da Cia Atores de Laura, do Rio de Janeiro. Foto: Pollyanna Diniz<\/p><\/div>\n<p>Os Atores de Laura apostam nas ideias do Teatro do Absurdo; uma cena que seria cotidiana, mas descolada do real, as situa\u00e7\u00f5es non sense, os di\u00e1logos aparentemente sem sentido. Talvez seja a dramaturgia que nem sempre consegue nos fazer caminhar pelo il\u00f3gico sem perder o interesse. Em alguns momentos, \u00e9 chato mesmo. <\/p>\n<p>A pe\u00e7a traz dois casais, que podem trocar de pares; eles dividem a mesma cena mesmo antes de se conhecerem e tamb\u00e9m, depois descobrimos, o mesmo filho. O jogo de apar\u00eancias, o medo contempor\u00e2neo, o consumismo, a hipocrisia est\u00e3o l\u00e1. Um cara que sai de casa h\u00e1 20 anos tentando encontrar a sua &#8220;verdadeira&#8221; casa, os di\u00e1logos cujos textos dizem uma coisa, mas representam outra completamente diferente. Sob dire\u00e7\u00e3o de Daniel Herz est\u00e3o Ana Paula Secco, Anderson Mello, Luiz Andr\u00e9 Alvim, Marcio Fonseca e Ver\u00f4nica Reis. Todos muito bem em cena &#8211; n\u00e3o h\u00e1 desn\u00edveis ou queda nas atua\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio \u00e9 a sala de uma casa e, mais especificamente, como elemento (des)agregador, a mesa; onde pode acontecer um vel\u00f3rio, um jantar sem comunica\u00e7\u00e3o, o esconderijo eterno do filho. Para mostrar mesmo que ningu\u00e9m \u00e9 normal; que a fotografia pode at\u00e9 dar ind\u00edcios, mas o teatro consegue ser muito mais efetivo na cr\u00edtica do cotidiano.<\/p>\n<div id=\"attachment_7846\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/maonaface1.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-7846\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/maonaface1.jpg\" alt=\"\" title=\"A m\u00e3o na face\" width=\"600\" height=\"403\" class=\"size-full wp-image-7846\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/maonaface1.jpg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/maonaface1-300x201.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7846\" class=\"wp-caption-text\"><i>A m\u00e3o na face<\/i>, do grupo Bagaceira, estreou no FRTN. Foto: Pollyanna Diniz<\/p><\/div>\n<p><strong><em>A m\u00e3o na face<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O cen\u00e1rio da nova montagem do Grupo Bagaceira, do Cear\u00e1, \u00e9 o camarim de uma boate. A cantora decadente acaba de sair do palco e agora quem se prepara para entrar \u00e9 um travesti. Enquanto est\u00e3o ali conversam sobre a vida. O texto de Rafael Martins nos d\u00e1 v\u00e1rios socos no est\u00f4mago ao longo da encena\u00e7\u00e3o; mas \u00e9 na oscila\u00e7\u00e3o entre a com\u00e9dia e o drama que est\u00e1 a chave para a montagem. D\u00e9mick Lopes (Gina) e Marta Aur\u00e9lia (Mara) conseguem segurar muito bem esse jogo. Podem sair de um embate de palavras dolorido, cheio de significados, para sonoras gargalhadas. <\/p>\n<p>\u00c9 um texto sens\u00edvel; que traz as incompletudes, as frustra\u00e7\u00f5es, a falta de amor, mas tamb\u00e9m a amizade, o carinho. No meio desses dois personagens est\u00e1 um homem que j\u00e1 morreu e que, ao que parece, era dividido pela cantora e pelo travesti. E com o tempo passando, at\u00e9 disso eles conseguem rir ou chorar. <\/p>\n<p>A dire\u00e7\u00e3o \u00e9 de Yuri Yamamoto. A constru\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio \u00e9 muito interessante. Traz o espectador pra bem pertinho; como voyer de uma rela\u00e7\u00e3o que pode ter muitas reviravoltas; mas onde as coisas n\u00e3o necessariamente es\u00e3o expl\u00edcitas. H\u00e1 paredes, mesmo que imagin\u00e1rias. S\u00e3o os espelhos que tentam revelar, mas s\u00f3 mostram os personagens j\u00e1 montados, o batom vermelho, a luz caindo aos poucos, a fuma\u00e7a do cigarro no ar.<\/p>\n<div id=\"attachment_7847\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/maonaface2.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-7847\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/maonaface2.jpg\" alt=\"\" title=\"M\u00e3o na face\" width=\"600\" height=\"400\" class=\"size-full wp-image-7847\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/maonaface2.jpg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/maonaface2-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7847\" class=\"wp-caption-text\">Demick Lopes faz um travesti e Marta Aur\u00e9lia uma cantora<\/p><\/div>\n<p>### No dia em que vi o espet\u00e1culo, a atriz Ceronha Pontes estava na plateia. O espet\u00e1culo, inclusive, foi dedicado a ela, que tamb\u00e9m \u00e9 cearense. Talvez a presen\u00e7a de Ceronha tenha despertado em mim algo que \u00e9 por demais \u00f3bvio. Como esse trabalho \u00e9 pr\u00f3ximo do coletivo Angu de Teatro! A tem\u00e1tica, o tratamento, a est\u00e9tica. Imposs\u00edvel n\u00e3o pensar que aqueles personagens cair\u00edam como luvas em Ceronha Pontes, M\u00e1rcia Cruz, Arilson Lopes, Vav\u00e1 Sch\u00f6n-Paulino. Deu ainda mais vontade de ver o projeto <em>Abuso<\/em>, que surgiu a partir do interc\u00e2mbio que as duas companhias fizeram atrav\u00e9s do edital do Ita\u00fa Cultural, ser levado aos palcos.<\/p>\n<p><strong><em>Matilde, la cambiadora de cuerpos <\/em><\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o vou mentir que a primeira coisa que me veio \u00e0 mente quando a hist\u00f3ria de <em>Matilde, la cambiadora de cuerpos<\/em> se estabeleceu no palco foi o blockbuster brasileiro <em>E se eu fosse voc\u00ea?<\/em>. \u00c9 meio assim mesmo. Uma bandida paraguaia tem o poder de trocar de corpo com quem ela quiser. \u00c9 s\u00f3 beijar a pessoa. E n\u00e3o \u00e9 que o delegado resolve apostar na hist\u00f3ria louca que o homem com corpo de mulher sentado \u00e0 sua frente conta? Da\u00ed para a hist\u00f3ria invadir as televis\u00f5es, jornais e programas de r\u00e1dio sensacionalistas \u00e9 um pulo. <\/p>\n<p>As atrizes Elaine Cardim e Tatiana de Lima se revezam nos papeis; \u00e9 atrav\u00e9s do gestual que incorporam os personagens, al\u00e9m de contar com a ajuda, por exemplo, de sapatos dispostos na lateral do cen\u00e1rio. \u00c9 na op\u00e7\u00e3o dramat\u00fargica por transformar a hist\u00f3ria numa cr\u00edtica \u00e0 imprensa que para mim est\u00e1 o erro da montagem. Pode at\u00e9 dar agilidade, permitir a utiliza\u00e7\u00e3o do v\u00eddeo, tornar a hist\u00f3ria mais engra\u00e7ada. Mas cai nas armadilhas reducionistas, na op\u00e7\u00e3o pelos caminhos menos tortuosos, por um enredo que n\u00e3o nos surpreende. Apesar do talento das atrizes, que arrancam gargalhadas do p\u00fablico.<\/p>\n<div id=\"attachment_7848\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/matilde.victorjuca.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-7848\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/matilde.victorjuca.jpg\" alt=\"\" title=\"Matilde, la cambiadora de cuerpos\" width=\"600\" height=\"400\" class=\"size-full wp-image-7848\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/matilde.victorjuca.jpg 640w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/matilde.victorjuca-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7848\" class=\"wp-caption-text\">Matilde, la cambiadora de cuerpos. Foto: Victor Juc\u00e1\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A abertura N\u00e3o foi nada f\u00e1cil colocar o Festival Recife do Teatro Nacional nas ruas este ano. 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