{"id":7045,"date":"2012-10-18T11:54:11","date_gmt":"2012-10-18T14:54:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=7045"},"modified":"2015-10-28T02:56:39","modified_gmt":"2015-10-28T05:56:39","slug":"urgencias-de-uma-trupe-mineira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/urgencias-de-uma-trupe-mineira\/","title":{"rendered":"Urg\u00eancias de uma trupe mineira"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_7049\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/grupoquatroloscinco3.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-7049\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-7049\" title=\"Grupo Quatroloscinco - Teatro do Comum\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/grupoquatroloscinco3.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/grupoquatroloscinco3.jpg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/grupoquatroloscinco3-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/grupoquatroloscinco3-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7049\" class=\"wp-caption-text\">Assis Benevenuto, Marcos Coletta, Rejane Faria e \u00cdtalo Laureano. Foto: Arquivo pessoal<\/p><\/div>\n<p>O grupo Quatroloscinco &#8211; Teatro do Comum nasceu em Belo Horizonte. Uma terra prop\u00edcia ao teatro do grupo. \u00c9 s\u00f3 lembrar do Galp\u00e3o e dos seus 30 anos na estrada. Mas a entrevista de Marcos Coletta &#8211; que \u00e9 ator, dramaturgo e assina tamb\u00e9m a dire\u00e7\u00e3o coletiva do espet\u00e1culo <em>Outro lado<\/em>, apresentado aqui no Recife semana passada dentro da programa\u00e7\u00e3o do Trema! &#8211; nos mostra um retrato que n\u00e3o \u00e9 distante: &#8220;As pol\u00edticas p\u00fablicas para a cultura em BH s\u00e3o extremamente prec\u00e1rias&#8221;. A entrevista tamb\u00e9m fala de teatro de grupo, teatro contempor\u00e2neo, anseios e urg\u00eancias.<\/p>\n<p><strong>ENTREVISTA \/\/ MARCOS COLETTA &#8211; GRUPO QUATROLOSCINCO &#8211; TEATRO DO COMUM<\/strong><\/p>\n<p><strong>Como o grupo se reuniu? Quais preocupa\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas e art\u00edsticas que voc\u00eas tinham h\u00e1 cinco anos? Quais delas se mantem e quais j\u00e1 se dissiparam?<\/strong><br \/>\nEm 2007, o grupo se reuniu como um n\u00facleo de estudos sobre o Teatro Latinoamericano, quando \u00e9ramos alunos do Curso de Teatro da UFMG. Este n\u00facleo era composto por Marcos Coletta, \u00cdtalo Laureano e Rejane Faria, al\u00e9m de S\u00e9rgio Andrade e Polyana Horta, que hoje n\u00e3o s\u00e3o mais do grupo. Em 2009, o Assis (que j\u00e1 era um colaborador externo do grupo) entrou efetivamente pra equipe. Quando come\u00e7amos a nos encontrar quer\u00edamos colocar em pr\u00e1tica toda a teoria e estudo que discut\u00edamos no curso de Teatro, j\u00e1 interessados por uma est\u00e9tica contempor\u00e2nea, por\u00e9m &#8220;comum&#8221;, ou seja, que pudesse ser fru\u00edda e lida por diversos tipos de espectador (iniciados ou n\u00e3o). Tamb\u00e9m t\u00ednhamos forte liga\u00e7\u00e3o com o teatro latinoamericano, nosso principal objeto de estudo. Ap\u00f3s esses cinco anos, percebo que seguimos os mesmos interesses do in\u00edcio, mas com um entendimento mais aprofundado e uma forma de abord\u00e1-lo artisticamente muito mais amadurecida. Hoje, uma das principais preocupa\u00e7\u00f5es do grupo como n\u00facleo de pesquisa \u00e9 construir nossa pr\u00f3pria identidade, nossa pr\u00f3pria assinatura como criadores.<\/p>\n<p><strong>Porque a decis\u00e3o por escrever textos pr\u00f3prios? Do que voc\u00eas t\u00eam urg\u00eancia de falar?<\/strong><br \/>\nO desejo pela dramaturgia autoral vem da necessidade de nos apropriar do que nos atravessa, passando pelo nosso filtro e por nossas experi\u00eancias. Se, por exemplo, nos interessamos muito por um texto de um tal autor, ao inv\u00e9s de montar o texto, fazemos um trabalho de degluti\u00e7\u00e3o e reapropria\u00e7\u00e3o das ideias e pontos que nele nos interessam. Nossa urg\u00eancia \u00e9 por falar do nosso lugar de enuncia\u00e7\u00e3o, trabalhar e defender nosso pr\u00f3prio discurso, afinado ao nosso contexto e \u00e0 nossa realidade, sempre ligado \u00e0s pessoalidades dos atores-criadores. Nossas cria\u00e7\u00f5es, apesar de autorais, s\u00e3o sempre alimentadas de dezenas de refer\u00eancias, sejam textos teatrais, filmes, literatura, imagens, e outras fontes diversas.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 relatos biogr\u00e1ficos nas montagens? De que forma realidade e fic\u00e7\u00e3o se \u201ccontaminam\u201d?<\/strong><br \/>\nSim. Nos dois espet\u00e1culos que mantemos em repert\u00f3rio tem muito da vida dos atores. Dos nossos dramas, sonhos e ang\u00fastias pessoais. Ambos os espet\u00e1culos brincam com os limites entre realidade e fic\u00e7\u00e3o, n\u00e3o somente no que \u00e9 contado, mas no como \u00e9 contado. As hist\u00f3rias pessoais se juntam a uma interpreta\u00e7\u00e3o &#8220;limpa&#8221;, buscando mais uma presen\u00e7a sincera do ator do que uma constru\u00e7\u00e3o de personagem. Isso coloca o acontecimento teatral e o espectador no limiar entre o que \u00e9 inventado, fict\u00edcio e o que \u00e9 real. Se \u00e9 que podemos dizer que h\u00e1 algo absolutamente &#8220;real&#8221; no mundo&#8230;<\/p>\n<div id=\"attachment_7055\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/outrolado41.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-7055\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-7055\" title=\"Outro lado\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/outrolado41.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"436\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/outrolado41.jpg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/outrolado41-300x218.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7055\" class=\"wp-caption-text\"><em>Outro lado<\/em> foi apresentada semana passada no Marco Camarotti, no Trema! Foto: Pollyanna Diniz<\/p><\/div>\n<p><strong>H\u00e1 papeis definidos dentro da companhia? A dire\u00e7\u00e3o coletiva, por exemplo, como isso acontece? N\u00e3o d\u00e1 confus\u00e3o?!<\/strong><br \/>\nH\u00e1 v\u00e1rios pap\u00e9is. Alguns mais definidos que outros. Principalmente no quesito produ\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que n\u00e3o contamos com uma equipe de produ\u00e7\u00e3o, apenas um produtora. Por isso, somos obrigados a sermos, al\u00e9m de atores, produtores, gestores, assessores de imprensa, planejadores, etc&#8230; Na cria\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, preferimos n\u00e3o delimitar pap\u00e9is a priori. Deixamos que esses pap\u00e9is surjam naturalmente. Nossa dire\u00e7\u00e3o \u00e9 totalmente coletiva, e tamb\u00e9m a cria\u00e7\u00e3o dramat\u00fargica, mesmo que a escrita do texto acabe ficando com um ou outro. Em <em>Outro lado<\/em>, por exemplo, eu e o Assis assinamos o texto, mas sua cria\u00e7\u00e3o foi muito compartilhada e discutida coletivamente. Obviamente acontecem muitas discuss\u00f5es, confus\u00f5es, momentos de total desorienta\u00e7\u00e3o, mas n\u00f3s j\u00e1 adquirimos certas habilidades pra trabalhar dessa forma, e, antes de tudo, h\u00e1 grande respeito pela opini\u00e3o e pela proposta do outro. \u00c9 claro que o fato de possuirmos tend\u00eancias e gostos est\u00e9ticos parecidos ajuda. Existem as diferen\u00e7as de cada ator, mas existe um olhar coletivo, que mira um mesmo fim, ou pelo menos uma equaliza\u00e7\u00e3o de nossos matizes criativos. A verdade \u00e9 que gostamos da diverg\u00eancia, da alteridade, do conflito, isso nos motiva a criar e nos coloca em permanente estado de alerta e desconforto &#8211; duas coisas que considero essenciais para o avan\u00e7o de nosso trabalho.<\/p>\n<p><strong>Como voc\u00eas encaram o teatro de grupo no pa\u00eds? Em BH, o teatro de grupo \u00e9 muito forte. Isso foi fundamental pra voc\u00eas? E no resto do pa\u00eds &#8211; como voc\u00eas enxergam, por exemplo, essa iniciativa do Magiluth de fazer essa mostra?<\/strong><br \/>\nEncaramos o teatro de grupo como uma alternativa digna e leg\u00edtima de sobreviver no mercado cultural, respeitando nossas ideologias art\u00edsticas e pol\u00edticas. Sempre dif\u00edcil e em crise, claro, mas digna. Em BH n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel falar de teatro sem falar de teatro de grupo. S\u00e3o muitos grupos s\u00f3lidos, com pesquisas relevantes, com sedes que se transformaram em centros culturais, e dezenas de grupos novos, com menos de 10 anos, que s\u00e3o fruto dessa tradi\u00e7\u00e3o do teatro de grupo e tamb\u00e9m dos cursos profissionalizantes de teatro de \u00f3tima qualidade que temos na cidade. Grupos de todo tipo de est\u00e9tica e pesquisa. Isso \u00e9 legal em BH, a diversidade. Apesar disso, <strong>as pol\u00edticas p\u00fablicas para a cultura em BH s\u00e3o extremamente prec\u00e1rias, a prefeitura e o governo n\u00e3o tem no\u00e7\u00e3o da cultura que pulsa na cidade e parecem seguir caminho contr\u00e1rio a todo esse movimento<\/strong>. Talvez isso tenha feito com que os grupos de BH tenham ganhado tanta for\u00e7a, pois sempre tiveram que lutar contra uma pol\u00edtica que valoriza muito pouco a arte a cultura. Al\u00e9m disso, Minas Gerais parece sofrer com um curioso ofuscamento por estar entre Rio e S\u00e3o Paulo. Muitas vezes ignoram o teatro feito em Minas. Costumamos brincar que \u00e9 culpa das montanhas mineiras, que n\u00e3o deixam as coisas sa\u00edrem muito daqui. Apesar da for\u00e7a interna, enfrentamos dificuldade pra circular e ter contato com o resto do pa\u00eds. Por isso achamos vitais a\u00e7\u00f5es como esta do Magiluth, ao propor o Trema. \u00c9 algo necess\u00e1rio e urgente &#8211; criar essas pontes de contato, di\u00e1logo e tr\u00e2nsito entre os grupos de teatro do pa\u00eds. \u00c9 importante tirar do eixo Rio-S\u00e3o Paulo a quase exclusividade sobre o mercado cultural do Pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>As rela\u00e7\u00f5es humanas s\u00e3o t\u00e3o inst\u00e1veis nesses dias. Porque no teatro isso seria diferente? Porque voc\u00eas ainda apostam no relacionamento de grupo?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o sei&#8230; Talvez por achar que ainda resta alguma utopia em nossas mentes p\u00f3s-modernas&#8230; Talvez por buscarmos alguma \u00e9tica, alguma filosofia de vida, que v\u00e1 al\u00e9m do simples trabalhar pra comer e pagar o aluguel. Eu, e acredito que os outros membros do Quatroloscinco, sou um pouco avesso ao &#8220;teatro de elenco&#8221; que acaba depois da presta\u00e7\u00e3o de contas pro patrocinador. Essa instabilidade, essa liquidez das coisas, das rela\u00e7\u00f5es, talvez nos fa\u00e7a agarrar em algo que nos pare\u00e7a mais s\u00f3lido, menos superficial, no nosso caso, o teatro de grupo. Talvez ainda tenhamos um &#8220;ran\u00e7o setentista&#8221; parafraseando uma amiga nossa aqui de BH, a atriz Marina Viana.<\/p>\n<p><strong>Qual a import\u00e2ncia do espectador para o trabalho de voc\u00eas? Que tipo de p\u00fablico voc\u00eas atingem?<\/strong><br \/>\nA rela\u00e7\u00e3o com o espectador \u00e9 uma de nossos principais interesses. Nossas pe\u00e7as s\u00e3o criadas para lugares pequenos, pra pouca gente, com o p\u00fablico bem perto da cena. Queremos que o espectador se sinta, de alguma forma, dentro daquele acontecimento. Aquela velha busca do olhar ativo, da co-cria\u00e7\u00e3o. Nosso p\u00fablico \u00e9 naturalmente de iniciados no meio cultural, estudantes de teatro, classe art\u00edstica, apesar disso n\u00e3o ser um alvo exclusivo, pois nunca quisemos fazer teatro s\u00f3 para uma fatia. Ultimamente, por causa de dois projetos de circula\u00e7\u00e3o que estamos realizando, temos recebido outro tipo de p\u00fablico &#8211; aquele que n\u00e3o vai muito ao teatro, e isso est\u00e1 sendo maravilhoso, pois confirmamos que o teatro que fazemos \u00e9 de f\u00e1cil comunica\u00e7\u00e3o, \u00e9 &#8220;comum&#8221;. <strong>H\u00e1 um fato curioso e contradit\u00f3rio: BH sofre com escassez de p\u00fablico mesmo com uma agenda cultural t\u00e3o abundante. Nossos maiores p\u00fablicos s\u00e3o fora de BH. Isso \u00e9 reflexo da falta de pol\u00edticas culturais pra forma\u00e7\u00e3o de p\u00fablico na cidade. H\u00e1 muito oferta e pouco consumo. Falta uma tradi\u00e7\u00e3o, um pensamento cultural na cidade que seja coletivo e democr\u00e1tico. <\/strong>Existe algo de provinciano em BH que precisa ser ultrapassado, essa coisa terr\u00edvel de que cultura \u00e9 privil\u00e9gio da elite, de que voc\u00ea precisar vestir roupa cara e elegante pra ir ao teatro.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00eas j\u00e1 vieram ao Nordeste?<\/strong><br \/>\nEstivemos pela primeira vez em 2009 para um projeto de interc\u00e2mbio com o Grupo Piollin em Jo\u00e3o Pessoa, convidados pela Cia Clara, realizadora do projeto. Ficamos uma semana na cidade e apresentamos <em>\u00c9 s\u00f3 uma formalidade<\/em> na sede do Piollin. Em 2010, participamos do FIAC-Bahia com<em> \u00c9 s\u00f3 uma formalidade<\/em>, em Salvador. Essas foram nossas \u00fanicas incurs\u00f5es pelo Nordeste. E agora, o Trema!<\/p>\n<p><strong>Que teatro contempor\u00e2neo \u00e9 esse que voc\u00eas fazem?<\/strong><br \/>\nPara al\u00e9m de qualquer enquadramento est\u00e9tico ou formal, &#8220;contempor\u00e2neo&#8221; para n\u00f3s \u00e9 uma quest\u00e3o de tempo e espa\u00e7o. Fazer um teatro que seja reflexo do nosso momento, da nossa forma de viver e se comportar, agora, neste instante, neste lugar. Isso \u00e9 o nosso &#8220;contempor\u00e2neo&#8221;.<\/p>\n<div id=\"attachment_7067\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Esoumaformalidade_por-nubia-abe.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-7067\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-7067\" title=\"\u00c9 s\u00f3 uma formalidade\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Esoumaformalidade_por-nubia-abe.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Esoumaformalidade_por-nubia-abe.jpg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Esoumaformalidade_por-nubia-abe-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7067\" class=\"wp-caption-text\"><em>\u00c9 s\u00f3 uma formalidade<\/em>. Foto: Nubia Abe<\/p><\/div>\n<p><strong>N\u00f3s vimos aqui <em>O outro lado<\/em>. E <em>\u00c9 s\u00f3 uma formalidade<\/em>? Do que trata?<\/strong><br \/>\n<em>\u00c9 s\u00f3 uma formalidade<\/em> foi nosso primeiro espet\u00e1culo de longa dura\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma cria\u00e7\u00e3o coletiva sobre as frustra\u00e7\u00f5es, os sonhos, as perdas, a sensa\u00e7\u00e3o de fracasso do ser humano, muitas vezes causadas pela obriga\u00e7\u00e3o que temos em cumprir certos rituais do mundo civilizado como uma receita para viver bem, como casar, ter um bom emprego, um carro na garagem, e morrer dentro de um bom caix\u00e3o, em um belo vel\u00f3rio&#8230; Uma pe\u00e7a ao mesmo tempo pol\u00edtica e existencial conduzida pelo discurso pessoal dos atores e por uma estrutura que intercala duas f\u00e1bulas: um homem que saiu de casa para defender uma ideologia e que agora precisa retornar para o enterro do pai e outro que se casou, possui um trabalho comum, uma vida ordin\u00e1ria, e que pretende se separar da esposa. Ambos experimentam o sentimento de fracasso, e agora refletem o rumo de suas vidas.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/SeloTremaYolanda-copy4.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7060\" title=\"Selo Trema!\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/SeloTremaYolanda-copy4.jpg\" alt=\"\" width=\"375\" height=\"113\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/SeloTremaYolanda-copy4.jpg 375w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/SeloTremaYolanda-copy4-300x90.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 375px) 100vw, 375px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O grupo Quatroloscinco &#8211; Teatro do Comum nasceu em Belo Horizonte. Uma terra prop\u00edcia ao teatro do grupo. \u00c9 s\u00f3 lembrar do Galp\u00e3o e dos seus 30 anos na estrada. 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