{"id":5685,"date":"2012-03-09T16:54:45","date_gmt":"2012-03-09T19:54:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=5685"},"modified":"2015-10-28T02:57:07","modified_gmt":"2015-10-28T05:57:07","slug":"o-perfeccionismo-no-palco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/o-perfeccionismo-no-palco\/","title":{"rendered":"O perfeccionismo no palco"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_5694\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/bobwilson.ivana2_.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-5694\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-5694 \" title=\"Krapp's last tape\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/bobwilson.ivana2_.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"370\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/bobwilson.ivana2_.jpg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/bobwilson.ivana2_-300x185.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-5694\" class=\"wp-caption-text\">Bob Wilson em cena em Krapp&#39;s last tape. Fotos: Ivana Moura<\/p><\/div>\n<p>Quando estava escrevendo sobre o festival de Porto Alegre para esse <a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/2012\/03\/04\/de-janeiro-a-janeiro-tem-festival\/\">post<\/a> sobre as principais mostras do pa\u00eds, lembrei que n\u00e3o compartilhei aqui uma das melhores coisas de 2011: a oportunidade de ver um espet\u00e1culo com Bob Wilson em cena (<em>Krapp&#8217;s last tape<\/em>) e ainda entrevist\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Foi quase uma maratona! Primeiro porque, perfeccionista como ele s\u00f3, decidiu cancelar a primeira apresenta\u00e7\u00e3o no festival; lembro que, depois de muito insistir, Ivana sacar a sua m\u00e1quina para tirar fotos, conseguimos assistir ao ensaio da montagem, no outro dia, \u00e0 tarde; \u00e0 noite, vimos o espet\u00e1culo. No dia seguinte, depois do almo\u00e7o, o Theatro S\u00e3o Pedro ainda estava fechado quando chegamos, eu, Ivana e Daniel Schenker para garimpar a nossa entrevista! E deu certo! Ele conversou uns quarenta minutos conosco e, ao final, a rep\u00f3rter\/blogueira (em momento tiete &#8211; juro que &#8216;quase&#8217; nunca fa\u00e7o iso) ainda pediu para tirar foto! Depois do imbr\u00f3glio, vamos \u00e0 entrevista.<\/p>\n<p>Entrevista \/\/ Bob Wilson<\/p>\n<p><strong>Como foi a cria\u00e7\u00e3o de Krapp\u00b4s Last Tape? <\/strong><br \/>\nCada produ\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente. Esta, felizmente, fui capaz de desenhar o cen\u00e1rio no teatro onde eu iria apresentar. Ent\u00e3o, constru\u00ed o cen\u00e1rio j\u00e1 na medida do que eu teria mesmo, exatamente. Muito rapidamente procurei uma mesa, o gravador na internet, achei caixas para guardar livros. E depois eu tinha a propor\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio, para que se eu estivesse noutro teatro, mais largo, pudesse adicionar, ter outra janela. Ent\u00e3o num per\u00edodo curto de tempo, eu tinha o cen\u00e1rio acertado. Depois eu fiz a luz. Fiz diferentes efeitos de luz para o quarto. Depois fui para o palco. Fiz um tipo de coreografia, antes de fazer o texto. Depois eu tinha algu\u00e9m no palco, maquiado, para que pudesse ver como era ter algu\u00e9m naquele quarto. A\u00ed comecei a colocar o som. Comecei com a chuva, os trov\u00f5es. Ou eu estava no palco, ou eu tinha algu\u00e9m fazendo o que eu tinha feito, para que eu pudesse ver. Fiz o \u00e1udio. E a\u00ed tinha o texto, os efeitos sonoros e tudo mais. E depois eu tive que aprender tudo, para ficar livre. O mais importante no meu trabalho \u00e9 o tempo. Quanto tempo eu espero antes de fazer isso (pegando o copo). Algo realmente r\u00e1pido ou algo devagar, movimentos suaves ou n\u00e3o&#8230; Eu tive que aprender e isso leva muito tempo para aprender.<\/p>\n<div id=\"attachment_5692\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/bobwilson.ivana1_.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-5692\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-5692 \" title=\"Krapp's last tape\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/bobwilson.ivana1_.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"338\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/bobwilson.ivana1_.jpg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/bobwilson.ivana1_-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-5692\" class=\"wp-caption-text\">Luz e som do espet\u00e1culo s\u00e3o impressionantes<\/p><\/div>\n<p><strong>Porque fazer o Krapp neste momento e n\u00e3o s\u00f3 como diretor, mas como ator?<\/strong><br \/>\nBem, de tempos em tempos, eu atuo e trabalho por mim mesmo. Porque eu acho que \u00e9 bom para mim, como um diretor, estar em contato dessa forma com o meu pr\u00f3prio trabalho. Eu realmente n\u00e3o gosto de atuar muito, mas acho que \u00e9 bom de tempos em tempos ter a mesma experi\u00eancia que os atores t\u00eam fazendo meu trabalho. Eu vou fazer 70 anos este ano e a pe\u00e7a \u00e9 com um homem de 70 anos. De algumas maneiras, meu trabalho \u00e9 pr\u00f3ximo ao trabalho do Beckett. Beckett gostava de Charles Chaplin, dos filmes mudos. Se voc\u00ea olhar um filme de Charles Chaplin, \u00e9 tudo denso, \u00e9 tudo tempo. Ele tinha que fazer, mais e mais, e mais, at\u00e9 ter o tempo correto. N\u00e3o havia nada natural ou psicol\u00f3gico. O rosto era pintado de branco e eles faziam a cena tr\u00e1gica como com\u00e9dia. \u00c9 diferente do teatro psicol\u00f3gico, naturalista, que eu odeio. Eu acho que pela conversa que eu tive com Beckett, ele gostava do teatro como um mundo artificial, n\u00e3o \u00e9 um mundo naturalista, \u00e9 outro mundo que ele cria. \u00c9 algo pr\u00f3ximo ao meu trabalho tamb\u00e9m. N\u00e3o \u00e9 Tennessee Williams, David Mamet, lidando com o naturalismo, o psicol\u00f3gico, \u00e9 outra maneira de fazer teatro e eu me sinto muito mais relacionado ao trabalho do Beckett, ao que ele fez como dramaturgo, como artista, do que a Tennessee Williams ou algu\u00e9m assim.<\/p>\n<p><strong>Se o senhor pudesse fazer o mesmo exerc\u00edcio de Krapp, ouvir uma fita gravada h\u00e1 30 anos, perceberia muitas mudan\u00e7as no seu trabalho?<\/strong><br \/>\nAcho que o trabalho art\u00edstico \u00e9 como uma \u00e1rvore, algumas vezes tem flores, outras vezes elas caem. Tem a esta\u00e7\u00e3o do inverno, da primavera. Mas acho que o meu trabalho \u00e9 um s\u00f3 em ess\u00eancia. C\u00e9zanne disse que ele estava sempre pintando a mesma coisa; Proust disse que ele estava sempre escrevendo a mesma novela; e Einstein disse uma vez, quando um rep\u00f3rter pediu para que ele repetisse o que ele tinha acabado de dizer, que n\u00e3o era necess\u00e1rio repetir, porque tudo fazia parte de um mesmo pensamento. Ent\u00e3o, em ess\u00eancia, o que estava acontecendo trinta anos atr\u00e1s \u00e9 um processo, de uma mesma coisa. Constantemente mudando. A \u00fanica coisa constante \u00e9 a mudan\u00e7a. Talvez parar e ouvir. Aquela seq\u00fc\u00eancia de sons que n\u00f3s acabamos de ouvir n\u00e3o vai acontecer nunca novamente. Ent\u00e3o, isso \u00e9 constante. A \u00fanica coisa realmente constante na vida \u00e9 a mudan\u00e7a. Mas em ess\u00eancia, \u00e9 o mesmo pensamento, que \u00e9 pensado novamente, como um rio, que continua sempre, mas que est\u00e1 sempre mudando, segundo a segundo.<\/p>\n<p><strong>O senhor se sente um homem de 70 anos?<\/strong><br \/>\nAlgumas manh\u00e3s, eu me sinto sim. Mas vejo pessoas de 70 anos e digo: &#8220;ah, meu Deus, olha aquele homem velho!&#8221; &#8211; e eu tenho a mesma idade! Mas ainda me sinto com seis anos ou algo assim, tentando amarrar meus sapatos, aprendendo como faz\u00ea-lo. Acho que, mentalmente, n\u00e3o me sinto mais velho. Minha vida \u00e9 meu trabalho. Ent\u00e3o \u00e9 sempre uma constante preocupa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 como se eu fosse para o escrit\u00f3rio, fosse ao trabalho e depois fosse para casa, visse televis\u00e3o, ficasse com o cachorro, ou o que quer seja. \u00c9 tudo parte de uma coisa s\u00f3: trabalho. E essa \u00e9 uma maneira de viver. E acho que sempre fui assim. Lembro que, quando eu tinha onze, doze anos, minha m\u00e3e estava com uma amiga ao telefone e disse: &#8220;eu n\u00e3o sei o que Bob est\u00e1 fazendo, mas ele tem muitos projetos&#8221;.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 uma fala recorrente com rela\u00e7\u00e3o ao teatro do Bob Wilson que diz que a imagem \u00e9 mais forte do que a palavra. Mas at\u00e9 que ponto o texto tamb\u00e9m est\u00e1 na imagem?<\/strong><br \/>\nPrimeiro, eu n\u00e3o concordo que a imagem ou o visual s\u00e3o mais importantes no meu trabalho do que o texto. Acho que trabalho mais aspectos visuais e sonoros do que a maioria das pessoas no teatro. As formas prim\u00e1rias pelas quais nos comunicamos no palco ou na vida \u00e9 pelo que vemos e ouvimos, as duas igualmente importantes. Meu teatro d\u00e1 a mesma import\u00e2ncia para o \u00e1udio, o texto, as coisas que ouvimos e vemos. O problema que sempre achamos no teatro e que eu tenho&#8230;\u00e9 que n\u00e3o conseguimos na realidade ouvir algo, porque somos visualmente distra\u00eddos. E n\u00e3o podemos realmente ver algo, porque somos distra\u00eddos pelo som. Ent\u00e3o, feche os olhos. Falando em geral, se n\u00f3s fechamos os olhos, n\u00f3s ouvimos melhor, porque estamos concentrados no som, n\u00e3o estamos distra\u00eddos pelas pessoas, por algu\u00e9m segurando a c\u00e2mera, fazendo esse pequeno movimento. Ent\u00e3o, se eu quero ver algo melhor, por exemplo, se eu estou vendo televis\u00e3o, eu desligo o som. Eu come\u00e7o a ver as not\u00edcias, coisas que eles est\u00e3o fazendo que normalmente eu n\u00e3o olharia ou n\u00e3o pensaria, quando estou ouvindo as not\u00edcias. O desafio como um realizador de teatro \u00e9: posso criar algo no palco que me ajude a ouvir melhor quando eu ligo o som? Ou algo que me ajude a ver melhor? Ou posso criar algo que, o que eu diga, me ajude a ouvir melhor? \u00c9 uma constru\u00e7\u00e3o. Uma constru\u00e7\u00e3o consciente. Eu terminei de dirigir uma \u00f3pera e era muito dif\u00edcil fazer com que alguns dos cantores n\u00e3o seguissem a m\u00fasica com os seus movimentos. A m\u00fasica vai mais r\u00e1pido, r\u00e1pido e r\u00e1pido. E eles querem se mover mais r\u00e1pido. Mas eles iriam se mover devagar, contra essa m\u00fasica r\u00e1pida. E isso cria uma tens\u00e3o entre o que estou vendo e ouvindo e talvez eu escute melhor do que quando estou ilustrando a m\u00fasica com o movimento. Ent\u00e3o o que estou vendo cria algo que me faz ouvir melhor. Eu posso dizer: &#8220;Eu quero matar voc\u00ea&#8221; (agressivamente) ou posso dizer (bem lentamente, suave, com um leve sorriso) &#8220;Eu quero matar voc\u00ea&#8221;. Talvez o sorriso seja mais amea\u00e7ador. Porque eu escuto &#8220;eu quero matar voc\u00ea&#8221; e eu vejo&#8230;(faz o movimento). Ent\u00e3o um sorriso n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um sorriso. A vida \u00e9 muito complicada. Eu aprendi uma grande li\u00e7\u00e3o anos atr\u00e1s com o meu amigo Daniel Stern. Ele fez mais de 250 filmes de m\u00e3es falando com os filhos, quando o beb\u00ea estava chorando. Era uma pesquisa do Departamento de Psicologia da Columbia University. Ent\u00e3o o beb\u00ea iria chorar e a m\u00e3e iria pegar o beb\u00ea e confort\u00e1-lo. E ele fez uma coisa curiosa. Pegava os filmes e diminu\u00eda a velocidade, ent\u00e3o voc\u00ea poderia ver frame por frame, o que estava acontecendo. E em oito de dez casos, a primeira rea\u00e7\u00e3o da m\u00e3e, no primeiro frame, \u00e9 que ela est\u00e1 (faz cara de terror). Em um segundo de tempo, \u00e9 muito complexo o que acontece entre m\u00e3e e filho. E quando as m\u00e3es v\u00eaem isso, elas ficam chocadas. &#8220;Mas eu amo minha crian\u00e7a&#8221;. Talvez o corpo esteja se movendo mais r\u00e1pido do que pensamos, mas h\u00e1 uma linguagem. O meu teatro \u00e9 um teatro mais formal. Romeu diz que ama Julieta&#8230; \u00e9 muito complicado. Um teatro mais formal d\u00e1 mais dist\u00e2ncia para que voc\u00ea possa ter tempo para reflex\u00e3o sobre muitas coisas. Eu tento n\u00e3o estabelecer uma interpreta\u00e7\u00e3o, para que cada um possa livremente fazer associa\u00e7\u00f5es, livremente pensar, e que aquilo possa ser diferente para cada um, para mim, como diretor, para o ator, para o p\u00fablico. Determinar uma ideia ou uma interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 uma mentira. <em>Hamlet<\/em> \u00e9 uma pe\u00e7a bastante complexa, mas fazer uma interpreta\u00e7\u00e3o de Hamlet \u00e9 negar todos os princ\u00edpios que normalmente associamos a um pr\u00edncipe. Meu teatro \u00e9 um teatro n\u00e3o interpretativo. Acho que a interpreta\u00e7\u00e3o limita a experi\u00eancia do que est\u00e1 acontecendo. O que \u00e9 mais importante \u00e9 a experi\u00eancia de estar fazendo algo. As pessoas dizem que, nas minhas pe\u00e7as, as pessoas se movem lentamente. Se eu movo minha m\u00e3o at\u00e9 o copo e eu movo mais lentamente do que normalmente fa\u00e7o, e eu penso que estou me movendo devagar, \u00e9 chato, mas se eu n\u00e3o penso sobre isso, e eu movo, tudo est\u00e1 acontecendo, toda energia do mundo est\u00e1 acontecendo nesse gesto. N\u00e3o h\u00e1 um conceito para tempo, \u00e9 o que voc\u00ea experimenta. E isso, como eu disse antes, est\u00e1 constantemente mudando. O que \u00e9 mais importante para mim, em fazer teatro, \u00e9 o que eu experimento naquele momento e que aquilo pode ser a minha express\u00e3o. No teatro formal voc\u00ea pode tocar a mesa&#8230; Eu posso tocar minha cabe\u00e7a e isso \u00e9 verdade e isso \u00e9 minha express\u00e3o. Eu posso atuar? Sim, mas isso \u00e9 verdade, eu sinto. No teatro formal, se voc\u00ea quer atuar, seus sentimentos, voc\u00ea tem que estar ciente de que voc\u00ea est\u00e1 atuando. &#8220;Voc\u00ea tem que pagar o aluguel&#8230;Eu n\u00e3o posso pagar o aluguel&#8221; (brincando com voz masculina e depois feminina). Ent\u00e3o voc\u00ea sabe que os atores est\u00e3o atuando, eles sabem, e isso \u00e9 verdade. E eu acho que o naturalismo \u00e9 geralmente uma mentira porque \u00e1rvores no palco s\u00e3o artificiais, as luzes, sua voz \u00e9 artificial.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando estava escrevendo sobre o festival de Porto Alegre para esse post sobre as principais mostras do pa\u00eds, lembrei que n\u00e3o compartilhei aqui uma das melhores coisas de 2011: a oportunidade de ver um espet\u00e1culo com Bob Wilson em cena (Krapp&#8217;s last tape) e ainda entrevist\u00e1-lo. Foi quase uma maratona! 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