{"id":5061,"date":"2012-01-06T11:26:35","date_gmt":"2012-01-06T14:26:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=5061"},"modified":"2012-01-06T11:26:35","modified_gmt":"2012-01-06T14:26:35","slug":"escracho-e-purpurina-contra-a-caretice","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/escracho-e-purpurina-contra-a-caretice\/","title":{"rendered":"Escracho e purpurina contra a caretice"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_5064\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/creditoAnaFarache3editada.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-5064\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/creditoAnaFarache3editada.jpg\" alt=\"\" title=\"Vivencial\" width=\"600\" height=\"399\" class=\"size-full wp-image-5064\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/creditoAnaFarache3editada.jpg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/creditoAnaFarache3editada-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-5064\" class=\"wp-caption-text\">Grupo Vivencial surgiu nas barbas da Igreja Cat\u00f3lica. Foto: Ana Farache\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p><em>Quatro d\u00e9cadas depois do surgimento dos grupos  teatrais Dzi Croquettes e Vivencial, suas hist\u00f3rias peculiares ganham homenagens, livros e filmes<\/em> <\/p>\n<p>Eles queriam fazer diferente. E conseguiram. As afinidades entre dois grupos que apontaram novos caminhos para o fazer teatral come\u00e7am com o direito que deram a si mesmos de questionar o estabelecido, no momento em que a repress\u00e3o vinda com o AI-5 (1968) ainda reverberava.<\/p>\n<p>Purpurina, c\u00edlios posti\u00e7os, salto alto e escracho. O Dzi Croquettes surgiu no Rio de Janeiro, em 1972, por iniciativa de pessoas que j\u00e1 estavam pr\u00f3ximas da arte, como Wagner Ribeiro, que queria reunir os amigos da escola de teatro para fazer um espet\u00e1culo. <\/p>\n<div id=\"attachment_5066\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Dzi_ClaudioGayaeClaudioTovareditada.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-5066\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Dzi_ClaudioGayaeClaudioTovareditada.jpg\" alt=\"\" title=\"Dzi Croquettes\" width=\"300\" height=\"432\" class=\"size-full wp-image-5066\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Dzi_ClaudioGayaeClaudioTovareditada.jpg 300w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Dzi_ClaudioGayaeClaudioTovareditada-208x300.jpg 208w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-5066\" class=\"wp-caption-text\">Cl\u00e1udio Gaya e Cl\u00e1udio Tovar, atores do Dzi Croquettes<\/p><\/div>\n<p>O Vivencial foi criado dois anos depois, em Olinda, nas barbas da Igreja Cat\u00f3lica. O l\u00edder e mentor Guilherme Coelho era um paraibano que queria ser monge no Tibet, mas foi parar no Mosteiro de S\u00e3o Bento. Encontrou outros &#8220;desindexados&#8221;, como costuma dizer, e, para celebrar os 10 anos da Associa\u00e7\u00e3o de Mo\u00e7as e Rapazes do Amparo (Arma), montou um espet\u00e1culo. A tens\u00e3o libert\u00e1ria que havia em cada um dos grupos manifestou-se no palco. &#8220;Em <em>Vivencial I<\/em>, nossa primeira montagem, a proposta era \u2018seja voc\u00ea mesmo, busque seu eixo, saia de casa, construa, mude o mundo\u2019&#8221;, conta.<\/p>\n<p>Mesmo tendo surgido depois, com proposta est\u00e9tica e conceitual semelhante, o Vivencial n\u00e3o tomou o grupo carioca como modelo. &#8220;Era a voz da contracultura. O teatro de revista, por exemplo, era muito forte aqui, com Barreto J\u00fanior. Era pornochanchada, eles faziam coisas muito engra\u00e7adas e esse escracho a gente achava interessante. Mas n\u00e3o copiava. Tinha o teatro de revista, Nelson Rodrigues, Maria Beth\u00e2nia, Secos &#038; Molhados, o pr\u00f3prio Dzi Croquettes, a androginia. O mundo estava respirando isso&#8221;, avalia Guilherme Coelho. &#8220;Acho que fomos muito mais influenciados pelo Dzi Croquettes na \u00e9poca do Diversiones, que era um caf\u00e9-concerto que abrimos. Os n\u00fameros de plateia, por exemplo, eram uma influ\u00eancia descarada do Dzi, embora n\u00e3o copi\u00e1ssemos, era inspira\u00e7\u00e3o&#8221;, reconhece o ator Henrique Celibi.<\/p>\n<p>Quase 40 anos depois da explos\u00e3o em cena do grupo carioca e do pernambucano, suas experi\u00eancias s\u00e3o lembradas em livros, filmes, men\u00e7\u00f5es. Em novembro de 2011, o Vivencial foi o homenageado do Festival Recife do Teatro Nacional, promovido pela Prefeitura do Recife, quando houve tamb\u00e9m o lan\u00e7amento da obra <em>Transgress\u00e3o em 3 atos \u2013 nos abismos do Vivencial<\/em>, assinada pelos jornalistas Alexandre Figueir\u00f4a, Cl\u00e1udio Bezerra e Stella Maris Saldanha. Nos pr\u00f3ximos meses, dever\u00e1 ser relembrado no cinema, j\u00e1 que \u00e9 &#8220;refer\u00eancia afetiva&#8221; para o filme <em>Tatuagem<\/em>, primeiro longa dirigido por Hilton Lacerda, que tem como protagonista Irandhir Santos. <\/p>\n<p>O Dzi, por sua vez, teve sua hist\u00f3ria recontada em detalhes e muitos depoimentos no document\u00e1rio que leva o nome do grupo, assinado por Tatiana Issa e Raphael Alvarez. <em>Dzi Croquettes<\/em> estreou no Brasil no Festival do Rio, em outubro de 2009, e saiu de l\u00e1 como o melhor document\u00e1rio, segundo o j\u00fari popular e tamb\u00e9m o oficial. Levou, ainda, o pr\u00eamio do p\u00fablico na Mostra Internacional de Cinema de S\u00e3o Paulo, no Cine Fest Goi\u00e2nia, no Torino GLBT Film Festival, e no Los Angeles Brazilian Film Festival.<\/p>\n<p><strong>Para sempre<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;A gente n\u00e3o deixa de ser Dzi Croquettes. A gente n\u00e3o \u00e9 ex-Dzi Croquettes, a gente \u00e9 pra sempre. A maneira de pensar, agir, fazer, continua comigo&#8221;, diz o ator Cl\u00e1udio Tovar. &#8220;N\u00e3o existe ex-Viveca&#8221;, confirma Suzana Costa, uma das musas do Vivencial, ao lado da bailarina cl\u00e1ssica que, quando percebeu, estava nos palcos &#8220;com os peitos de fora&#8221;, Ivonete Melo.<\/p>\n<div id=\"attachment_5069\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/creditoGilbertoMarcelino-2editada.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-5069\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/creditoGilbertoMarcelino-2editada.jpg\" alt=\"\" title=\"Vivencial\" width=\"600\" height=\"418\" class=\"size-full wp-image-5069\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/creditoGilbertoMarcelino-2editada.jpg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/creditoGilbertoMarcelino-2editada-300x209.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-5069\" class=\"wp-caption-text\">Vivencial n\u00e3o queria saber de r\u00f3tulos - nem na vida, nem no palco. Foto: Gilberto Marcelino\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Enquanto o Dzi Croquettes era formado s\u00f3 por homens \u2013 13, no total (embora as mulheres, fossem namoradas, tietes, estivessem sempre rondando) \u2013, o Vivencial tinha garotas na sua forma\u00e7\u00e3o. Agregou, ali\u00e1s, n\u00e3o s\u00f3 as mulheres. Quando, em 1978, no meio do mangue, no bairro de Salgadinho, constru\u00edram o Vivencial Diversiones, havia show de variedades e muitos travestis tamb\u00e9m se apresentavam. &#8220;Al\u00e9m de dar visibilidade positiva ao universo homossexual e se impor contra o autoritarismo pol\u00edtico e moral da \u00e9poca, o Vivencial realizou um trabalho de inclus\u00e3o social, oferecendo aos travestis uma oportunidade de seguir carreira art\u00edstica. Ao instalar um caf\u00e9-concerto numa comunidade pobre de Olinda, o grupo n\u00e3o s\u00f3 incorporou aquela realidade \u00e0 dramaturgia vivencial como tamb\u00e9m incluiu jovens do local nos seus espet\u00e1culos&#8221;, aponta Cl\u00e1udio Bezerra.<\/p>\n<p>Havia no Vivencial certo empirismo que se refletia na cena. &#8220;O teatro n\u00e3o era aquela coisa acad\u00eamica. Quando voc\u00ea perguntava pelo m\u00e9todo e ningu\u00e9m respondia, \u00e9 porque n\u00e3o tinha m\u00e9todo nenhum. Mas, como salva\u00e7\u00e3o pela palavra, foi a melhor coisa que aconteceu&#8221;, avalia Suzana Costa. J\u00e1 os Dzi tiveram a sorte de contar com o americano Lennie Dale, &#8220;pai do grupo&#8221;, embora eles tamb\u00e9m estivessem longe de qualquer f\u00f3rmula acad\u00eamica. &#8220;Quando fui assistir ao ensaio, notei que os meninos tinham, assim, uma garra, uma for\u00e7a de vontade t\u00e3o grande. O que faltava neles era uma t\u00e9cnica de dan\u00e7a&#8221;, contou Dale, numa antiga entrevista. &#8220;Ent\u00e3o, Lennie pegou os brasileiros \u2018mocoronga\u2019 e mandou pau em cima, oito horas de trabalho&#8221;, confirmou Wagner Ribeiro, tamb\u00e9m em antigo depoimento \u2013 tanto Lennie quanto Wagner j\u00e1 s\u00e3o falecidos. <\/p>\n<p>O Dzi e o Vivencial tinham em comum, no entanto, o improviso, o humor, o sentido cr\u00edtico no que levavam ao palco. Al\u00e9m, claro, da revolu\u00e7\u00e3o comportamental vivida nos palcos e fora deles. Eram contra o manique\u00edsmo. &#8220;A cultura dizia que homem era assim, mulher era assim e quem fosse diferente n\u00e3o tinha vez. E a gente disse n\u00e3o: \u2018Ser humano \u00e9 para brilhar e n\u00e3o para morrer de fome\u2019. As pessoas que eram diferentes eram obrigadas a entrar em pap\u00e9is sociais restritos&#8221;, pontua Guilherme Coelho. &#8220;O espet\u00e1culo deles n\u00e3o era um espet\u00e1culo gay. Havia uma sexualidade boa, masculina, feminina, homossexual. Havia uma possibilidade absoluta do exerc\u00edcio da sexualidade&#8221;, dep\u00f5e Pedro Cardoso, no document\u00e1rio <em>Dzi Croquettes<\/em>.<\/p>\n<p><strong>Afetividades<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_5074\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Dzi_Croquettes_em_cena_2.editada1.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-5074\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Dzi_Croquettes_em_cena_2.editada1.jpg\" alt=\"\" title=\"Dzi Croquettes\" width=\"300\" height=\"424\" class=\"size-full wp-image-5074\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Dzi_Croquettes_em_cena_2.editada1.jpg 300w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Dzi_Croquettes_em_cena_2.editada1-212x300.jpg 212w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-5074\" class=\"wp-caption-text\">Dzi Croquettes, as internacionais<\/p><\/div>\n<p>Essa liberdade, os dois grupos levaram para a vida que, nem de longe, foi pac\u00edfica, sem conflitos. At\u00e9 porque tanto os integrantes do Dzi Croquettes como do Vivencial moraram juntos. As rela\u00e7\u00f5es eram intensas, as emo\u00e7\u00f5es viviam \u00e0 flor da pele. Algumas Vivecas moraram juntas, antes mesmo da cria\u00e7\u00e3o do caf\u00e9-concerto.<br \/>\nAt\u00e9 por conta do Dzi Croquettes ter surgido no Rio de Janeiro, o alcance que os dois grupos tiveram foi diferente. Os Dzi foram \u00e0 Europa, tinham em Liza Minelli uma madrinha, fizeram temporada com teatro lotado em Paris. Com Rep\u00fablicas independentes, darling, que estreou em 1978, o Vivencial fez apresenta\u00e7\u00f5es em S\u00e3o Paulo, no Teatro de Arena Eug\u00eanio Kusnet, e no Rio de Janeiro, no Teatro Cacilda Becker. Era uma colagem de textos de jornais, cr\u00f4nicas, contos e poesias de Carlos Drummond de Andrade, Carlos Eduardo Novaes, Lu\u00eds Fernando Ver\u00edssimo e ainda depoimentos dos pr\u00f3prios atores. <\/p>\n<p>&#8220;O nome do espet\u00e1culo era uma coisa extremamente engajada e depois vinha uma &#8216;pinta&#8217;. A gente relativizava tudo. Em S\u00e3o Paulo, lembro o Pl\u00ednio Marcos, o Antunes Filho na plateia. E, depois, eles queriam saber como aquilo acontecia, porque para a gente era muito natural fazer teatro daquele jeito, usando todos os subs\u00eddios para fazer cen\u00e1rio, figurino. Transformando lixo em arte&#8221;, conta F\u00e1bio Coelho, bailarino do Vivencial.<\/p>\n<p>Tanto o Dzi Croquettes quanto o Vivencial foram sucesso de p\u00fablico, nem sempre de cr\u00edtica, embora os talentos fossem ineg\u00e1veis. Talvez por isso mesmo, por reunir tantas possibilidades art\u00edsticas, os dois grupos acabaram se desagregando. O Dzi come\u00e7ou a ruir por conta de uma briga que tomou propor\u00e7\u00f5es muito maiores do que a sua causa: um cen\u00e1rio que Cl\u00e1udio Tovar fez para uma apresenta\u00e7\u00e3o e Lennie Dale n\u00e3o gostou. O Vivencial tamb\u00e9m se desfez por conta de conflitos. &#8220;N\u00e3o podia faltar c\u00e9u para tanta estrela brilhar. Todos eram muito brilhantes, com muito ego. Cada um era uma entidade, todos tinham projetos, e n\u00f3s demos corda para esses projetos. Sempre poli o ego de todo mundo: \u2018Voc\u00ea \u00e9 linda, vai arrasar\u2019, enchia de purpurina. O Vivencial nasceu para brilhar&#8217;, afirma Guilherme Coelho. H\u00e1 um ditado, entre o c\u00f4mico e o malicioso, que afirma, bem ao estilo de deboche dos dois grupos: &#8220;Bicha n\u00e3o morre, vira purpurina&#8221;. O Dzi Croquettes e o Vivencial, nesse caso, s\u00f3 nesse, n\u00e3o fugiram \u00e0 regra.<\/p>\n<p><strong>(Mat\u00e9ria publicada na edi\u00e7\u00e3o de Janeiro da Revista Continente)<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_5077\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/HenriqueCelibiFabioCostaGuilhermeCoelho.creditoAcervopessoalHenriqueCelibieditada.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-5077\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/HenriqueCelibiFabioCostaGuilhermeCoelho.creditoAcervopessoalHenriqueCelibieditada.jpg\" alt=\"\" title=\"Vivencial\" width=\"600\" height=\"373\" class=\"size-full wp-image-5077\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/HenriqueCelibiFabioCostaGuilhermeCoelho.creditoAcervopessoalHenriqueCelibieditada.jpg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/HenriqueCelibiFabioCostaGuilhermeCoelho.creditoAcervopessoalHenriqueCelibieditada-300x186.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-5077\" class=\"wp-caption-text\">Henrique Celibi, F\u00e1bio Costa e Guilherme Coelho. Foto: Henrique Celibi\/acervo pessoal<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quatro d\u00e9cadas depois do surgimento dos grupos teatrais Dzi Croquettes e Vivencial, suas hist\u00f3rias peculiares ganham homenagens, livros e filmes Eles queriam fazer diferente. E conseguiram. 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