{"id":28180,"date":"2026-09-15T15:02:07","date_gmt":"2026-09-15T18:02:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=28180"},"modified":"2026-09-15T15:15:13","modified_gmt":"2026-09-15T18:15:13","slug":"jose-manoel-sobrinho-meio-seculo-de-teatro-como-projeto-de-vida-e-de-territorios-por-ivana-moura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/jose-manoel-sobrinho-meio-seculo-de-teatro-como-projeto-de-vida-e-de-territorios-por-ivana-moura\/","title":{"rendered":"Jos\u00e9 Manoel Sobrinho: <\/br>meio s\u00e9culo de teatro como <\/br>projeto de vida e de territ\u00f3rios <\/br> Por Ivana Moura"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_28182\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/WhatsApp-Image-2026-09-14-at-17.18.18-e1789487209439.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-28182\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-28182\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/WhatsApp-Image-2026-09-14-at-17.18.18-e1789487234240.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"562\"><\/a><p id=\"caption-attachment-28182\" class=\"wp-caption-text\">Jos\u00e9 Manoel Sobrinho re\u00fane nesta quinta-feira (17\/09), pessoas amigas, para celebrar 50 anos de teatro. Foto: Rog\u00e9rio Alves<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_28181\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/WhatsApp-Image-2026-09-14-at-17.18.19-e1789487083226.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-28181\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-28181\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/WhatsApp-Image-2026-09-14-at-17.18.19-e1789487083226.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"899\"><\/a><p id=\"caption-attachment-28181\" class=\"wp-caption-text\">Diretor, professor e gestor cultural, Z\u00e9 Manoel dirigiu mais de 100 espet\u00e1culos e formou mais de mil atores. Foto: Rog\u00e9rio Alves<\/p><\/div>\n<p>Alguns artistas fazem carreira; outros fazem hist\u00f3ria. Jos\u00e9 Manoel Sobrinho pertence ao segundo grupo. E n\u00e3o por acaso. Sua trajet\u00f3ria de 50 anos n\u00e3o se conta apenas em espet\u00e1culos, embora sejam mais de 100; conta-se na capacidade rara de transformar teatro em pol\u00edtica cultural, pol\u00edtica cultural em forma\u00e7\u00e3o de gente e forma\u00e7\u00e3o de gente em cena viva. Celebrar seus 50 anos de arte \u00e9, portanto, celebrar uma parte decisiva da hist\u00f3ria do teatro pernambucano contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p>A origem explica muito. Agrestino de Bezerros, filho de um pai viajante, Z\u00e9 Manoel mudou-se 30 vezes at\u00e9 os 11 anos, num vai-e-vem entre Bezerros, Pesqueira, Gravat\u00e1, Vit\u00f3ria de Santo Ant\u00e3o, Jaboat\u00e3o, Sirinha\u00e9m e Recife. Essa inf\u00e2ncia n\u00f4made talvez lhe tenha dado cedo duas li\u00e7\u00f5es que atravessam toda a sua obra. A de que o fazer art\u00edstico n\u00e3o pertence a um \u00fanico lugar e a de que a cultura precisa circular para existir. Aos 14 anos, o teatro chegou pelas m\u00e3os de uma professora de portugu\u00eas no Col\u00e9gio Paola Frassinetti, em Prazeres; a inicia\u00e7\u00e3o definitiva veio com o Teatro Experimental de Olinda e Valdi Coutinho, a quem ele credita &#8220;todas as oportunidades&#8221;. Foi ali que o jovem ator percebeu que o teatro podia problematizar a vida. E decidiu que aquilo seria seu of\u00edcio.<\/p>\n<p>O ator, por\u00e9m, deu lugar ao encenador por necessidade. Faltavam diretores para os grupos da periferia, e foi preciso assumir a dire\u00e7\u00e3o como uma urg\u00eancia coletiva. Essa virada \u00e9 emblem\u00e1tica do seu modo de operar &#8211; o artista que se faz na lacuna, que converte aus\u00eancia em inven\u00e7\u00e3o. Em 1979, com Carlos Lira e M\u00e1rio Ant\u00f4nio Miranda, fundou em Prazeres, Jaboat\u00e3o dos Guararapes, a TTTr\u00eas Produ\u00e7\u00f5es Art\u00edsticas, e com ela o Movimento de Teatro Perif\u00e9rico, articulando a Regi\u00e3o Metropolitana do Recife numa \u00e9poca em que Jaboat\u00e3o vivia um vazio c\u00eanico. A sede do grupo era a sua pr\u00f3pria casa, onde tamb\u00e9m nasceu a Biblioteca Orlando Miranda de Carvalho. Mais de quatro d\u00e9cadas depois, a TTTr\u00eas segue ativa, um raro exemplo de continuidade na cena independente do estado.<\/p>\n<p>Teatro, gest\u00e3o e milit\u00e2ncia sempre caminharam juntos na sua biografia, inclusive na presid\u00eancia da Feteape, a Federa\u00e7\u00e3o de Teatro de Pernambuco, primeira entidade representativa da sociedade civil nas artes c\u00eanicas do estado, fundada em 1976. Quando ocupou cargo nos anos 1980 chegou a ser <em>persona non grata<\/em> na Funda\u00e7\u00e3o de Cultura do Recife por defender a categoria, ironia que ele pr\u00f3prio conta com humor d\u00e9cadas depois.<\/p>\n<div id=\"attachment_28183\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/sistema-25c.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-28183\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-28183\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/sistema-25c-e1789491188218.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"401\"><\/a><p id=\"caption-attachment-28183\" class=\"wp-caption-text\">Espet\u00e1culo Sistema 25. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-size: 1rem;\">\u00c0 frente da Feteape coordenou os projetos <\/span><em style=\"font-size: 1rem;\">Coringa<\/em><span style=\"font-size: 1rem;\"> e <\/span><em style=\"font-size: 1rem;\">Alvar\u00e1 de Express\u00e3o<\/em><span style=\"font-size: 1rem;\">, levando arte a oito pres\u00eddios de Pernambuco. Essa experi\u00eancia, vivida entre extremos e dores, marcou fundo sua vis\u00e3o de mundo: &#8220;Vi a arte mudando a vida das pessoas, se n\u00e3o para mudar a condi\u00e7\u00e3o, mas para fazer refletir sobre os pactos de conviv\u00eancia.&#8221; Ela desembocaria, mais tarde, em um dos trabalhos mais emblem\u00e1ticos de sua carreira: <\/span><em style=\"font-size: 1rem;\">Sistema 25<\/em><span style=\"font-size: 1rem;\">, sobre o sistema prisional brasileiro, inspirado no conto <em>Em Osasco<\/em>, de Pl\u00ednio Marcos. A montagem reuniu 25 atores, seis compositores e cerca de 30 cenas constru\u00eddas coletivamente num processo que o diretor chamou de <em>Jogos de Aproxima\u00e7\u00e3o<\/em>&nbsp;&#8211; um teatro de resist\u00eancia puro sangue, realizado sem patroc\u00ednio, movido pela paix\u00e3o dos atores e a milit\u00e2ncia do encenador.<\/span><\/p>\n<p>O cap\u00edtulo mais longo e estruturante foi o Sesc-PE. Foram 42 anos (de 1977 a 2020) que o viram passar de prestador de servi\u00e7os a professor, coordenador e, finalmente, gerente de Cultura, o posto mais alto do organograma da \u00e1rea. Sob sua lideran\u00e7a, o Sesc pernambucano deixou de ser uma institui\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os para se tornar um dos principais vetores de forma\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o cultural do estado: cursos, festivais, equipamentos e uma capilaridade impressionante com o interior, que ele sempre defendeu como marca inegoci\u00e1vel. Mais de mil alunos passaram por suas aulas em todo o Brasil. Seu nome permanece vivo no Espa\u00e7o Cultural F\u00e1brica de Cria\u00e7\u00e3o Popular Jos\u00e9 Manoel Sobrinho, do Sesc em Triunfo.<\/p>\n<p>Mas os 42 anos de Sesc n\u00e3o foram s\u00f3 de Sesc.&nbsp;Ainda dentro deles, em meados dos anos 1990, um convite da Prefeitura de Camaragibe abriu a Jos\u00e9 Manoel uma segunda escola, a do poder p\u00fablico. Ele chegou para dar um curso de teatro, tr\u00eas turmas nascidas de um compromisso de campanha; e antes de encerrar as aulas, j\u00e1 era diretor de Cultura da cidade. Ficou dez anos. Quando a gest\u00e3o do prefeito Paulo Santana criou a Funda\u00e7\u00e3o de Cultura, Turismo e Esportes, passou um ano como vice-presidente e seis como presidente. Ali, no corpo a corpo de uma cidade pequena e de or\u00e7amento curto, ele aprendeu que a pol\u00edtica cultural se decide primeiro no munic\u00edpio; e que \u00e9 l\u00e1 que ela se torna concreta, ou n\u00e3o passa de inten\u00e7\u00e3o. Camaragibe reservou 5% do or\u00e7amento para a Cultura, n\u00famero raro no pa\u00eds, e ergueu as bases de um Sistema Municipal de Cultura, mesmo com resist\u00eancia na C\u00e2mara e dinheiro escasso. &#8220;Camaragibe foi uma grande escola de gest\u00e3o da Cultura para quem viveu a experi\u00eancia&#8221;, diz. Quem o ouve hoje articular munic\u00edpio, estado e na\u00e7\u00e3o como uma cadeia \u00fanica de responsabilidades ouve algu\u00e9m que aprendeu essa li\u00e7\u00e3o no ch\u00e3o de Camaragibe.<\/p>\n<p>A sa\u00edda do Sesc, aos 62 anos, poderia ter sido um ponto final. Foi, ao contr\u00e1rio, um recome\u00e7o. E a\u00ed reside outra constante de sua trajet\u00f3ria: a recusa ao imobilismo. Em 2021, presidiu por um ano (de 1\u00ba de janeiro a 30 de dezembro) a Funda\u00e7\u00e3o de Cultura Cidade do Recife (FCCR), bra\u00e7o executivo da pol\u00edtica cultural municipal no primeiro mandato do prefeito Jo\u00e3o Campos, cargo que deixou no fim daquele mesmo ano. Hoje atua como assessor parlamentar de cultura no gabinete da vereadora Cida Pedrosa e est\u00e1 empenhado na campanha dela a deputada estadual pelo PCdoB, nas elei\u00e7\u00f5es de outubro. Em 2025, concluiu o mestrado em educa\u00e7\u00e3o na UFPE, com disserta\u00e7\u00e3o sobre a pol\u00edtica de cultura na rede p\u00fablica de ensino do Recife &#8211; fechando, aos 50 anos de teatro, um ciclo que ele pr\u00f3prio reconhece ter deixado para tarde. Formou-se em Letras apenas aos 50 anos, depois de entrar e sair de v\u00e1rias faculdades, sempre adiado pelas viagens e pela cena.&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_28186\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/como-a-lua-foto-laryssa-moura-e1789493220522.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-28186\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-28186\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/como-a-lua-foto-laryssa-moura-e1789493220522.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"420\"><\/a><p id=\"caption-attachment-28186\" class=\"wp-caption-text\">Como a Lua, montagem de 2014. Foto Laryssa Moura \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>No teatro para crian\u00e7as e jovens, campo em que poucos sustentam uma obra por tanto tempo, ele encontrou em Vladimir Capella um autor para toda uma vida. O paulista defende um teatro sem faixa et\u00e1ria, e Jos\u00e9 Manoel fez dessa defesa a sua. Dele dirigiu a delicadeza de <em>Como a Lua<\/em>, que fala de nascimento e morte sem subestimar a plateia, montada em 1984 e remontada em 2014 com m\u00fasica de Jo\u00e3o Falc\u00e3o; a longevidade rara de <em>Avoar<\/em>, mais de dez anos ininterruptos em cartaz; e ainda <em>Com Panos e Lendas<\/em> e <em>P\u00edramo e Tisbe<\/em>. Assinou <em>O M\u00e1gico de Oz<\/em>, <em>O Menino do Dedo Verde<\/em> e <em>Cantigas ao Pequeno Pr\u00edncipe<\/em>. Em 1993, levou \u00e0 cena <em>As Incr\u00edveis Aventuras do Bar\u00e3o Langsdorff<\/em>, de Sidnei Cruz, sobre o naturalista alem\u00e3o que percorreu o Brasil no s\u00e9culo 19. Mais recentemente, encenou <em>Ave Guriat\u00e3<\/em>, de Robson Teles, livre inspira\u00e7\u00e3o do cordel de Marcus Accioly, com alunos do Curso de Interpreta\u00e7\u00e3o para Teatro do Sesc.<\/p>\n<p>Na cena adulta, as escolhas tamb\u00e9m dizem quem ele \u00e9. <em>Sistema 25<\/em>, a partir de Pl\u00ednio Marcos, com 25 atores e dramaturgia constru\u00edda em sala de ensaio, \u00e9 o retrato de um teatro de resist\u00eancia feito sem patroc\u00ednio. <em>Esquecidos por Deus<\/em>, mon\u00f3logo sobre o livro de C\u00edcero Belmar, com Murilo Freire, investiga mem\u00f3ria e apagamento. <em>Formigas bebem absinto no armaz\u00e9m do caos<\/em>, do paraibano Everaldo Vasconcelos, mergulha nas rela\u00e7\u00f5es humanas em crise. <em>Janos Adler<\/em>, de Luiz Felipe Botelho, enfrentou o tema do HIV no in\u00edcio dos anos 1990, quando o assunto ainda era tabu. E <em>Sobre os Ombros de B\u00e1rbara<\/em>, no ano passado, devolveu corpo e voz a B\u00e1rbara de Alencar por Augusta Ferraz.<\/p>\n<p>O repert\u00f3rio, ali\u00e1s, nunca se deixou aprisionar por uma \u00fanica origem. Montou pernambucanos como Alexandrino Souto, Luiz Felipe Botelho, Marcus Accioly, Robson Teles e C\u00edcero Belmar; paraibanos como Br\u00e1ulio Tavares (<em>Trupizupe, o Raio da Silibrina<\/em>), Altimar Pimentel (<em>Viva a Nau Catarineta<\/em>) e Everaldo Vasconcelos; paulistas como Capella, Pl\u00ednio Marcos, Oswald de Andrade e Fauzi Arap; e o ga\u00facho \u00c9rico Ver\u00edssimo, cujo <em>O Deus \u00danico<\/em>&nbsp;marcou sua primeira a\u00e7\u00e3o em teatro, em 1974.<\/p>\n<p>Hoje, em fase de produ\u00e7\u00e3o de <em>Araras Vermelhas<\/em>, novo espet\u00e1culo a partir da obra hom\u00f4nima de Cida Pedrosa (livro finalista do Pr\u00eamio Jabuti), dividindo com Samuel Bennaton a dire\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo e com Colette Dantas e Rog\u00e9rio Alves no elenco, Z\u00e9 Manoel segue fazendo o que sempre fez: reunir pessoas em torno da arte. O encontro desta quinta-feira, na Rua Mamede Sim\u00f5es, com m\u00fasica, conversa no Bar Super 8 e a presen\u00e7a de ex-alunos, autores, m\u00fasicos e amigos, \u00e9 o retrato fiel do artista que investe na conviv\u00eancia e na troca. &#8220;50 anos de teatro, sem nenhum intervalo. Meu Deus, eu nem acredito. Por isso que eu quero comemorar. Mere\u00e7o esse momento.&#8221; Merece &#8211; e a cena pernambucana comemora com ele.<\/p>\n<div id=\"attachment_28188\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/WhatsApp-Image-2026-09-15-at-14.29.08-e1789494276101.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-28188\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-28188\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/WhatsApp-Image-2026-09-15-at-14.29.08-e1789494276101.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"630\"><\/a><p id=\"caption-attachment-28188\" class=\"wp-caption-text\">Samuel Bennaton, Rog\u00e9rio Alves, Jos\u00e9 Manoel e Colette Dantas no ensaio de Araras Vermelhas. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<h3>Servi\u00e7o<\/h3>\n<p><strong>O qu\u00ea:<\/strong> Encontro pelos 50 anos de teatro de Jos\u00e9 Manoel Sobrinho<br \/>\n<strong>Quando:<\/strong> quinta-feira, 17 de setembro, a partir das 18h<br \/>\n<strong>Onde:<\/strong> Rua Mamede Sim\u00f5es, Recife<br \/>\n<strong>Programa\u00e7\u00e3o:<\/strong> apresenta\u00e7\u00f5es musicais com artistas convidados e conversa com o homenageado no Bar Super 8<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alguns artistas fazem carreira; outros fazem hist\u00f3ria. Jos\u00e9 Manoel Sobrinho pertence ao segundo grupo. E n\u00e3o por acaso. 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