{"id":27879,"date":"2026-03-23T14:26:14","date_gmt":"2026-03-23T17:26:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=27879"},"modified":"2026-03-23T14:26:14","modified_gmt":"2026-03-23T17:26:14","slug":"a-gramatica-do-odio-como-sentenca-critica-vigiada-e-punida-por-ivana-moura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/a-gramatica-do-odio-como-sentenca-critica-vigiada-e-punida-por-ivana-moura\/","title":{"rendered":"A gram\u00e1tica do \u00f3dio como senten\u00e7a <\/br> Cr\u00edtica: Vigiada e punida <\/br> Por Ivana Moura"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_27881\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/55155545979_a8a256757e_c-e1774272713856.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27881\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27881\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/55155545979_a8a256757e_c-e1774272713856.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"430\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27881\" class=\"wp-caption-text\"><strong><em>Vigiada e punida<\/em><\/strong> insiste em nos fazer ouvir a mat\u00e9ria baixa da crueldade p\u00fablica. Foto: Silvia Machado&nbsp;<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_27880\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/55155685140_26224d4635_c-e1774272445973.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27880\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27880\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/55155685140_26224d4635_c-e1774272445973.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"430\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27880\" class=\"wp-caption-text\">Entre o coro e o corpo, a pe\u00e7a exp\u00f5e a engrenagem que transforma o insulto em norma social. Foto: Silvia Machado \/ MITsp 2026<\/p><\/div>\n<p>As palavras s\u00e3o cortantes, desumanizadoras, muitas vezes chulas, ditas para acertar o corpo encarado como erro por quem ataca. \u201cGorda\u201d, \u201cl\u00e9sbica\u201d, \u201cracializada\u201d, \u201cdeformada\u201d surgem como proj\u00e9til, como senten\u00e7a lan\u00e7ada para reduzir algu\u00e9m \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de alvo. Em <strong><em>Vigiada e punida<\/em><\/strong>, espet\u00e1culo apresentado na <strong><em>11\u00aa MITsp &#8211; Mostra Internacional de Teatro de S\u00e3o Paulo<\/em><\/strong>&nbsp;como parte da programa\u00e7\u00e3o internacional, o que sobe ao palco \u00e9 uma experi\u00eancia da persegui\u00e7\u00e3o: misoginia, gordofobia, lesbofobia, racismo, incita\u00e7\u00e3o ao suic\u00eddio, ass\u00e9dio. Tudo isso chega com viol\u00eancia. E a opera\u00e7\u00e3o mais radical da montagem \u00e9 que essa viol\u00eancia \u00e9 cantada.<\/p>\n<p>H\u00e1 a\u00ed uma escolha formal forte. O discurso de \u00f3dio vem com corpo sonoro, repeti\u00e7\u00e3o, peso respirat\u00f3rio. Um coro de cerca de vinte cantores, inicialmente encapuzados, entoa insultos reais dirigidos a Safia Nolin. Diante dessa massa vocal, ela surge com Katia L\u00e9vesque, e a assimetria se imp\u00f5e desde o in\u00edcio. N\u00e3o \u00e9 o indiv\u00edduo diante de \u201copini\u00f5es divergentes\u201d, mas um corpo diante de uma m\u00e1quina social de puni\u00e7\u00e3o. O coro, aqui, \u00e9 mais que multid\u00e3o. Ele \u00e9 a face sens\u00edvel de uma norma, o modo pelo qual uma coletividade faz saber que certos corpos n\u00e3o deveriam ocupar o centro, nem a cena, nem a visibilidade.<\/p>\n<p>O t\u00edtulo do espet\u00e1culo acena a Foucault. <em>Vigiar e punir<\/em> n\u00e3o \u00e9 castigar depois do ato; \u00e9 produzir sujeitos govern\u00e1veis antes e durante, por meio de um campo amplo de coer\u00e7\u00f5es. Em cena, o \u00f3dio quer machucar, mas vai al\u00e9m. Quer endireitar, reduzir, fazer caber. Quer enquadrar um corpo julgado como excessivo, impr\u00f3prio, fora da norma. Nesse sentido, a viol\u00eancia dirigida a Safia n\u00e3o n\u00e3o pode ser reduzida \u00e0 explos\u00e3o emocional de <em>haters<\/em> descontrolados. Essa viol\u00eancia funciona como uma pedagogia cruel da conformidade. H\u00e1 uma condena\u00e7\u00e3o espalhada no coment\u00e1rio, na piada, na amea\u00e7a, na inj\u00faria reiterada. E a montagem aposta nessa press\u00e3o como cerco coral.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 justamente a\u00ed que o trabalho pede um exame mais exigente. Uma an\u00e1lise da multid\u00e3o ajuda a entender parte do fen\u00f4meno: desindividualiza\u00e7\u00e3o, cont\u00e1gio, difus\u00e3o de responsabilidade. Um grupo protegido pelo anonimato ousa mais, exagera mais, desce mais baixo. S\u00f3 que isso n\u00e3o \u00e9 tudo. O \u00f3dio online n\u00e3o \u00e9 somente \u201cgente an\u00f4nima tocando o terror\u201d. Ele envolve recompensa de visibilidade, porque a fala cruel rende aten\u00e7\u00e3o, riso, circula\u00e7\u00e3o e pertencimento; envolve pedagogia p\u00fablica, porque se aprende a odiar em p\u00fablico, a performar humilha\u00e7\u00e3o, a comentar para uma plateia; e envolve economia de plataforma, porque a fala extrema circula melhor e o choque se converte em moeda. <strong><em>Vigiada e punida<\/em><\/strong> nos faz sentir esse \u00f3dio com contund\u00eancia. Talvez pudesse nos fazer entender com mais for\u00e7a o mecanismo que torna esse \u00f3dio rent\u00e1vel, repet\u00edvel e socialmente autorizado.<\/p>\n<p>E essa engrenagem n\u00e3o diz respeito apenas aos que insultam diretamente. Ela alcan\u00e7a tamb\u00e9m os que assistem, os que compartilham, os que riem, os que deixam passar, os que naturalizam, os que se resguardam na posi\u00e7\u00e3o confort\u00e1vel de quem \u201cn\u00e3o faria isso\u201d. H\u00e1 uma responsabilidade disseminada na circula\u00e7\u00e3o p\u00fablica da humilha\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se trata de igualar agressor e espectador, mas de reconhecer que o ambiente que permite a inf\u00e2mia n\u00e3o se sustenta s\u00f3 por quem o profere. Sustenta-se tamb\u00e9m por quem o consome sem fric\u00e7\u00e3o, por quem o trata como ru\u00eddo inevit\u00e1vel da vida p\u00fablica, por quem terceiriza para \u201ca internet\u201d aquilo que \u00e9 pr\u00e1tica social muito concreta.<\/p>\n<p>A pol\u00edcia que n\u00e3o acolhe, a m\u00eddia, as redes, a opini\u00e3o p\u00fablica, o duplo padr\u00e3o institucional &#8211; isto \u00e9, o fato de algumas figuras p\u00fablicas receberem prote\u00e7\u00e3o e escuta enquanto outras s\u00e3o deixadas \u00e0 pr\u00f3pria sorte &#8211; est\u00e3o no horizonte da obra. Mas me parece que permanecem mais como moldura interpretativa do que como for\u00e7a dramat\u00fargica plenamente inscrita na cena. A estrutura do \u00f3dio pede que se v\u00e1 al\u00e9m de sua superf\u00edcie verbal. O coro contra o indiv\u00edduo \u00e9 uma imagem potente, e os marcadores est\u00e3o ali, inscritos nos corpos em cena e nas palavras que os atravessam. Ainda assim, talvez faltasse uma inflex\u00e3o mais cerrada sobre a complexidade espec\u00edfica da viol\u00eancia dirigida a pessoas que carregam esses marcadores. Porque o alvo n\u00e3o \u00e9 qualquer indiv\u00edduo. \u00c9 um corpo gordo, l\u00e9sbico, dissidente, racializado. E \u00e9 por isso que a agress\u00e3o, ali, n\u00e3o se esgota em maldade individual, ela condensa uma hist\u00f3ria social de corre\u00e7\u00e3o, exclus\u00e3o e disciplinamento.<\/p>\n<p>Os ataques desprez\u00edveis chegam ao corpo de quem as recebe de modo avassalador, esmagador, por vezes quase irrespir\u00e1vel. E, por isso mesmo, a pe\u00e7a produz identifica\u00e7\u00e3o em quem sofre, sofreu ou \u00e9 sens\u00edvel a esse tipo de viol\u00eancia. Mas essa identifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 homog\u00eanea. Nem todos s\u00e3o atravessados do mesmo modo. Para alguns, trata-se de reconhecer uma dor vivida; para outros, de se aproximar dela por empatia; para outros ainda, de testar o limite do pr\u00f3prio desconforto. E l\u00f3gico que h\u00e1 outras possibilidades. H\u00e1 m\u00e9rito em n\u00e3o deixar essa escuta inteiramente confort\u00e1vel. Ainda assim, a passagem do singular ao comum nem sempre se completa com a mesma for\u00e7a com que a agress\u00e3o \u00e9 cantada.<\/p>\n<p>Um dos gestos mais fortes de<strong><em> Vigiada e punida<\/em> <\/strong>\u00e9 trazer \u00e0 tona os nomes dos agressores. H\u00e1 nisso coragem de ato pol\u00edtico. Nomear \u00e9 retirar o conforto abstrato da express\u00e3o \u201ca internet fez isso\u201d. N\u00e3o: foram pessoas. Houve assinatura, houve emiss\u00e3o, houve escolha. Nomear transforma a inj\u00faria em algo material. Devolve dimens\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia e recusa que ela seja dissolvida na n\u00e9voa impessoal das plataformas. Mas esse gesto tamb\u00e9m precisa ser problematizado. Porque, se por um lado ele responsabiliza, por outro pode concentrar excessivamente a resposta num invent\u00e1rio de culpados. O ponto n\u00e3o \u00e9 recuar da nomea\u00e7\u00e3o, e sim medir seu alcance. Ela amplia a compreens\u00e3o da engrenagem ou a comprime na exposi\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos? A coragem do gesto \u00e9 ineg\u00e1vel. Sua ambival\u00eancia tamb\u00e9m.<\/p>\n<div id=\"attachment_27883\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/55154410407_23d7d5499c_c.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27883\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27883\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/55154410407_23d7d5499c_c-e1774272843576.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"430\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27883\" class=\"wp-caption-text\">Uma an\u00e1lise sobre como <strong><em>Vigiada e punida<\/em> <\/strong>retira o \u00f3dio da abstra\u00e7\u00e3o da rede e o devolve ao osso da presen\u00e7a.&nbsp;&nbsp;<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_27882\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/55155464383_bd0d141b35_c-e1774272912712.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27882\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27882\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/55155464383_bd0d141b35_c-e1774272912712.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"430\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27882\" class=\"wp-caption-text\">Safia Nolin e Katia L\u00e9vesque como apoio, desdobramento ou promessa de ternura. Foto: Silvia Machado&nbsp;<\/p><\/div>\n<p>As imagens da encena\u00e7\u00e3o permanecem. As balaclavas, os rostos que aos poucos se revelam, as arquibancadas, o corpo de Safia sentado diante da enxurrada verbal, a presen\u00e7a de Katia L\u00e9ves como apoio, espelho, desdobramento ou promessa de ternura. H\u00e1 cenas em que as duas se massageiam, comem macarr\u00e3o, insistem em gestos de cotidiano, cuidado e prazer m\u00ednimo. \u00c9 como se o espet\u00e1culo tentasse contrapor ao aparato do insulto um pequeno laborat\u00f3rio de reexist\u00eancia corporal. H\u00e1 destreza nesse contraste entre a brutalidade do que se canta e a insist\u00eancia mi\u00fada de atos ordin\u00e1rios. O corpo ofendido continua comendo, banhando-se, encostando em outro corpo, respirando. Isso tem for\u00e7a. E tem pot\u00eancia porque recusa que a viol\u00eancia esgote a vida poss\u00edvel daquele corpo.<\/p>\n<p>Em certos momentos, uma aproxima\u00e7\u00e3o caricatural da massa agressora produzem um riso tenso, desconfort\u00e1vel. Esse riso exp\u00f5e o quanto a viol\u00eancia seduz, agrega, d\u00e1 pertencimento. Mostra que humilhar em p\u00fablico tamb\u00e9m pode operar como forma de comunh\u00e3o. O risco aparece quando essa opera\u00e7\u00e3o se aproxima demais da caricatura. O agressor grotesco oferece ao p\u00fablico uma sa\u00edda f\u00e1cil: rir do outro para se separar dele. E o efeito \u00e9 delicado. A viol\u00eancia \u00e9 projetada num outro monstruoso, enquanto permanece menos examinada a zona cinzenta em que quase todos, em graus diferentes, participam da circula\u00e7\u00e3o p\u00fablica da humilha\u00e7\u00e3o &#8211; comentando, consumindo, compartilhando, deixando passar, transformando crueldade em paisagem.<\/p>\n<p>Por isso a quest\u00e3o do coletivo segue decisiva. <strong><em>Vigiada e punida<\/em><\/strong> constr\u00f3i o coletivo como multid\u00e3o agressora: o coro \u00e9 m\u00e1quina social de puni\u00e7\u00e3o. Constr\u00f3i tamb\u00e9m, em escala muito menor, um n\u00facleo de amparo: duas mulheres que se apoiam, que se sustentam, que n\u00e3o deixam a outra cair sozinha. Mas a assimetria entre esses dois polos \u00e9 eloquente. De um lado, a for\u00e7a num\u00e9rica, vocal, disciplinadora da massa. De outro, a intimidade da sustenta\u00e7\u00e3o. A pe\u00e7a n\u00e3o apaga essa despropor\u00e7\u00e3o &#8211; e faz bem em n\u00e3o apag\u00e1-la. O problema \u00e9 que seu \u201capelo \u00e0 a\u00e7\u00e3o coletiva\u201d parece se deter mais na imagem \u00e9tica do amparo do que na formula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do enfrentamento.&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Vigiada e punida<\/em><\/strong> insiste em nos fazer ouvir a mat\u00e9ria baixa da crueldade p\u00fablica. Sua pot\u00eancia maior talvez esteja no ponto em que nos obriga a perceber que o \u00f3dio n\u00e3o \u00e9 um desvio da linguagem p\u00fablica contempor\u00e2nea. Em muitos casos, esse \u00f3dio, j\u00e1 \u00e9 uma de suas gram\u00e1ticas correntes. A viol\u00eancia continua a pulsar fora do palco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>FICHA T\u00c9CNICA<\/strong><\/h3>\n<p><strong>Libreto:<\/strong>&nbsp;Safia Nolin, Jean-Philippe Baril Gu\u00e9rard<br \/>\n<strong>M\u00fasica:<\/strong>&nbsp;Safia Nolin, Vincent Legault<br \/>\n<strong>Cria\u00e7\u00e3o e dire\u00e7\u00e3o:<\/strong>&nbsp;Philippe Cyr<br \/>\n<strong>Orienta\u00e7\u00e3o dramat\u00fargica:<\/strong>&nbsp;Anne-Marie Voisard<br \/>\n<strong>Com:<\/strong>&nbsp;Safia Nolin, Katia L\u00e9vesque<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o do coro local:<\/strong>&nbsp;Tiago Pinheiro<br \/>\n<strong>Coro:<\/strong>&nbsp;Mathieu Abel, Cristine Cimon Fortier, David Cronkite, Ryan Doyle Vald\u00e9s, \u00c9tienne Guertin, Claudine Ledoux, Kimberly Lynch, Florence Tremblay e artistas do coro local<br \/>\n<strong>Coro local<\/strong>: Augusto Lima, C\u00e1ssio Pereira, Chiara Guttieri, Claudio Marques, Eliane Aquino, F\u00e1bio Vianna Peres, Felipe Panelli, Jonas Mendes, Leonardo Koscianski, Lu\u00edsa Santana, Narilane Camacho, Patricia Nacle, Wilian Manoel<br \/>\n<strong>Cenografia:<\/strong>&nbsp;Odile Gamache<br \/>\n<strong>Design de ilumina\u00e7\u00e3o:<\/strong>&nbsp;C\u00e9dric Delorme-Bouchard<br \/>\n<strong>Diretor assistente:&nbsp;<\/strong>Andr\u00e9e-Anne Garneau&nbsp;<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o de palco:<\/strong>&nbsp;F\u00e9lix-Antoine Gauthier<br \/>\n<strong>V\u00eddeo:<\/strong>&nbsp;Zachary No\u00ebl-Ferland<br \/>\n<strong>Luz:<\/strong>&nbsp;Jo\u00eblle LeBlanc<br \/>\n<strong>Som:<\/strong>&nbsp;Jules Potier<br \/>\n<strong>Pesquisa:<\/strong>&nbsp;Ariane Thibault-Vanasse<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o:<\/strong>&nbsp;Catherine Comeau<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica:<\/strong>&nbsp;Ariane Roy<br \/>\n<em>Uma cria\u00e7\u00e3o do Prospero, em coprodu\u00e7\u00e3o com a l\u2019Homme allumette, o Th\u00e9\u00e2tre Fran\u00e7ais du Centre National des Arts (Ottawa) e o Les Plateaux Sauvages (Paris), em colabora\u00e7\u00e3o com o Th\u00e9\u00e2tre du Trident (Quebec). Desenvolvido com o apoio do Fundo Nacional de Cria\u00e7\u00e3o do National Arts Centre.<\/em><br \/>\n<em>Vigiada e Punida&nbsp;foi criado no \u00e2mbito do Festival TransAm\u00e9riques (FTA), em 2024.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As palavras s\u00e3o cortantes, desumanizadoras, muitas vezes chulas, ditas para acertar o corpo encarado como erro por quem ataca. \u201cGorda\u201d, \u201cl\u00e9sbica\u201d, \u201cracializada\u201d, \u201cdeformada\u201d surgem como proj\u00e9til, como senten\u00e7a lan\u00e7ada para reduzir algu\u00e9m \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de alvo. 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