{"id":27618,"date":"2025-12-17T13:56:26","date_gmt":"2025-12-17T16:56:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=27618"},"modified":"2025-12-17T13:56:26","modified_gmt":"2025-12-17T16:56:26","slug":"vital-santos-e-a-urgencia-de-um-teatro-que-grita-por-ivana-moura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/vital-santos-e-a-urgencia-de-um-teatro-que-grita-por-ivana-moura\/","title":{"rendered":"Vital Santos e a urg\u00eancia <\/br> de um teatro que grita <\/br> Por Ivana Moura"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_27622\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/vital_santos_foto_jorge_clesio-e1765969227432.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27622\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-27622 size-full\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/vital_santos_foto_jorge_clesio-e1765969227432.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"450\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27622\" class=\"wp-caption-text\">Vital Santos, dramaturgo e encenador caruaruense. Foto: Jorge Cl\u00e9zio \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_27626\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Leidson-Ferraz-foto-divulgac\u0327a\u0303o-Cadu-Mace\u0302do-1-scaled-e1765978941284.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27626\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-27626 size-full\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Leidson-Ferraz-foto-divulgac\u0327a\u0303o-Cadu-Mace\u0302do-1-scaled-e1765978941284.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"450\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27626\" class=\"wp-caption-text\">Leidson Ferraz, autor do livro <strong><em>Dramaturgia Vital: o teatro popular e musical do pernambucano Vital Santos<\/em><\/strong><\/p><\/div>\n<p>&#8220;O dramaturgo e diretor Vital Santos continua mandando seus sinais. De alerta, de protesto, de indigna\u00e7\u00e3o contra as desigualdades sociais e de solidariedade com a condi\u00e7\u00e3o humana. Sua arma comp\u00f5e-se de verbo, das imagens, do canto e dan\u00e7a atrav\u00e9s do teatro. [&#8230;] Para Vital Santos, o palco deve servir de tribuna de discuss\u00e3o dos problemas dos seres humanos. Foi assim com <strong><em>Auto das Sete Luas de Barro<\/em><\/strong>, <strong><em>A \u00c1rvore dos Mamulengos<\/em><\/strong> ou <strong><em>Concerto Para Virgulino Sem Orquestra<\/em><\/strong>, algumas das pe\u00e7as escritas e dirigidas por ele. Sua tem\u00e1tica social alia-se \u00e0 linguagem po\u00e9tica para atingir a sensibilidade do espectador, provocar reflex\u00f5es e mudan\u00e7as de atitudes&#8230;&#8221; Em dezembro de 1994, quando escrevi sobre <strong><em>No Fim do Beco h\u00e1 um Bosque <\/em><\/strong>para o <strong><em>Diario de Pernambuco<\/em>, <\/strong>n\u00e3o imaginava que minhas palavras se tornariam quase prof\u00e9ticas.<\/p>\n<p>Tr\u00eas d\u00e9cadas depois, a voz de Vital Santos (pernambucano de Caruaru, falecido em 2013, aos 68 anos) ecoa mais uma vez. Agora n\u00e3o mais do <strong>eterno palco ef\u00eamero, <\/strong>mas das p\u00e1ginas permanentes de uma cole\u00e7\u00e3o que perpetua sua dramaturgia. Sua obra que por tanto tempo se manteve na fugacidade da cena e na mem\u00f3ria dos que a testemunharam, finalmente ganha o registro que merece. A cole\u00e7\u00e3o <strong><em>Dramaturgia Vital: o teatro popular e musical do pernambucano Vital Santos<\/em>, <\/strong>com organiza\u00e7\u00e3o, contextualiza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e an\u00e1lise das obras do jornalista, historiador e doutor em Artes C\u00eanicas Leidson Ferraz, \u00e9 um ato de justi\u00e7a \u00e0 mem\u00f3ria de um criador essencial. S\u00e3o dezessete pe\u00e7as completas, reunidas em dois volumes que somam 848 p\u00e1ginas e quase 200 fotografias raras. O lan\u00e7amento ocorre nos dias 17 e 18 de dezembro de 2025, no Recife e em Caruaru.<\/p>\n<p>Leidson Ferraz, que teve a oportunidade e o privil\u00e9gio de atuar sob a dire\u00e7\u00e3o de Vital em <em><strong>O Pr\u00edncipe dos Mares de Olinda Contra a F\u00faria das \u00c1guas<\/strong><\/em>, conhecia de perto essa urg\u00eancia. Como pesquisador, ele j\u00e1 havia documentado a trajet\u00f3ria do Grupo Feira de Teatro Popular em <strong><em>Mem\u00f3rias da Cena Pernambucana<\/em><\/strong>. Ferraz dedicou anos ao projeto, movido pelo rigor acad\u00eamico e uma profunda admira\u00e7\u00e3o. E contou que j\u00e1 conhecia o desejo de Vital de publicar todas as pe\u00e7as, embora muitas tenham se perdido ao longo do tempo.<\/p>\n<p>O registro permanente desses textos que moldaram a cena nacional das d\u00e9cadas de 1970 a 2010 merece sauda\u00e7\u00e3o, pois muitas pe\u00e7as desse autor que ganhou pr\u00eamios como o Moli\u00e8re, o Mambembe e o APCA estavam dispersas, inacess\u00edveis em formato de livro e corriam o risco de se apagar.<\/p>\n<p>O projeto de edi\u00e7\u00e3o foi vencedor do primeiro lugar na categoria <em>Preserva\u00e7\u00e3o de Acervos e Mem\u00f3ria<\/em> do edital Funarte Retomada 2023 e representa um marco na salvaguarda do teatro brasileiro. <span style=\"font-size: 1rem;\">O t\u00edtulo <\/span><strong style=\"font-size: 1rem;\"><em>Dramaturgia Vital<\/em><\/strong><span style=\"font-size: 1rem;\"> \u00e9 um achado, pois aponta para a autoria de Vital Santos e, ao mesmo tempo, para a natureza pulsante e essencial de sua obra.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_27627\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Cantigas-do-Sol-Dom-Quixote-de-Cordel-Fotografo-Ce\u0301lio-Pontes-e1765979661859.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27627\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27627\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Cantigas-do-Sol-Dom-Quixote-de-Cordel-Fotografo-Ce\u0301lio-Pontes-e1765979661859.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"450\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27627\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Cantigas do Sol Dom Quixote de Cordel<\/strong> Foto: Ce\u0301lio Pontes \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>A capacidade de traduzir a vida de pessoas simples est\u00e1 na ess\u00eancia do teatro de Vital Santos. O fio condutor de sua dramaturgia era a uma concretude da condi\u00e7\u00e3o do povo brasileiro, com um olhar muito atento para o Nordeste. E com uma poesia desconcertante. Suas pe\u00e7as s\u00e3o radiografias de como homens e mulheres enfrentam a fome, a seca, a explora\u00e7\u00e3o, a viol\u00eancia urbana, e como, em meio a tudo isso, insistem em amar, sonhar e resistir. S\u00e3o personagens que se recusam a ser invis\u00edveis.<\/p>\n<p>\u00c9 importante ressaltar: Vital n\u00e3o se propunha a &#8220;dar voz&#8221; a essas pessoas, termo problem\u00e1tico e em desuso nas an\u00e1lises contempor\u00e2neas. Ele criava um teatro que pulsava das pr\u00f3prias formas de express\u00e3o populares, refletindo suas experi\u00eancias e modos de ser. Sua est\u00e9tica era uma tape\u00e7aria rica, tecida com fios de cordel, a alegria do mamulengo, a for\u00e7a do reisado, a dan\u00e7a do bumba-meu-boi e as melodias das cantigas de trabalho. Santos utilizava os materiais culturais de Caruaru e regi\u00e3o para abordar quest\u00f5es que tocam qualquer ser humano, ou seja, a busca por dignidade, o sonho de uma vida melhor, a luta contra a opress\u00e3o. O drama de um migrante nordestino em <strong><em>Olha Pro C\u00e9u, Meu Amor<\/em><\/strong>&nbsp;dialoga diretamente com o trabalhador explorado em qualquer parte do mundo.<\/p>\n<p>A den\u00fancia social, como observei em <strong><em>No Fim do Beco h\u00e1 um Bosque<\/em><\/strong>, permeia sua dramaturgia, mas nunca de forma panflet\u00e1ria. A cr\u00edtica surge das pr\u00f3prias situa\u00e7\u00f5es dram\u00e1ticas. A explora\u00e7\u00e3o dos artistas em <strong><em>Auto das Sete Luas de Barro<\/em><\/strong>, as lutas camponesas em <em><strong>A Noite dos Tambores Silenciosos<\/strong><\/em>, a degrada\u00e7\u00e3o urbana em <strong><em>No Fim do Beco h\u00e1 um Bosque<\/em><\/strong>. Vital honrava a capacidade de sobreviv\u00eancia e a for\u00e7a criativa do povo. Seus personagens, mesmo no extremo, mantinham a dignidade, a esperan\u00e7a e o humor. N\u00e3o era romantiza\u00e7\u00e3o, mas o reconhecimento de que, onde h\u00e1 opress\u00e3o, h\u00e1 luta; onde h\u00e1 desespero, h\u00e1 inven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como encenador, Vital era um maestro, um alquimista da cena. Sabia como poucos movimentar os corpos dos atores e atrizes com poesia e precis\u00e3o, transformando cada espet\u00e1culo em uma experi\u00eancia f\u00edsica e sensorial. Suas montagens eram quadros vivos, onde a m\u00fasica e a dan\u00e7a eram o pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o pulsante da narrativa. O palco sob Vital era um lugar de milagres: luzes que pintavam paisagens, objetos de sucata que ganhavam alma, um bal\u00e9 de movimentos que extra\u00eda a riqueza das dan\u00e7as nordestinas.&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_27628\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/foto-concerto-para-virgulino_page-0001x-e1765981226311.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27628\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27628\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/foto-concerto-para-virgulino_page-0001x-e1765981226311.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"405\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27628\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Concerto Para Virgulino Sem Orquestra<\/strong><\/p><\/div>\n<h2><strong>Vital, o Mestre do Exagero Criativo<\/strong><\/h2>\n<p>Vital Santos era, acima de tudo, humano. E como (quase) todo bom contador de hist\u00f3rias nordestino, ele n\u00e3o se furtava de apimentar a narrativa, de dar um &#8220;tom&#8221; extra aos acontecimentos ou, por vezes, de simplesmente inventar. Sabia que o teatro vive de impacto, de emo\u00e7\u00e3o e de uma boa hist\u00f3ria, mesmo que esta ganhasse contornos fabulosos em sua boca.<\/p>\n<p>Vital gostava de &#8220;aumentar as coisas&#8221;, de &#8220;valorizar os acontecimentos&#8221; para &#8220;ficar bem na fita&#8221;. Ele atribu\u00eda a <strong><em>Concerto Para Virgulino Sem Orquestra<\/em><\/strong>, por exemplo, premia\u00e7\u00f5es e elogios de cr\u00edticos renomados como Barbara Heliodora e Yan Michalski, mesmo que tais comprova\u00e7\u00f5es nunca fossem encontradas nos arquivos. A pesquisa de Leidson Ferraz confirma que &#8220;esses &#8216;louros e confetes&#8217; que Vital Santos jogava para si n\u00e3o causavam dano maior&#8221;, mas sim refor\u00e7avam o mito do artista que ele constru\u00eda com maestria. Ele era um dramaturgo que n\u00e3o hesitava em usar de licen\u00e7a po\u00e9tica para si mesmo, um toque de &#8220;megalomania&#8221; criativa para tornar sua figura ainda mais cativante.<\/p>\n<p>Outros detalhes revelam seu temperamento \u00fanico. A inclus\u00e3o de uma galinha de verdade no palco em <em><strong>Olha Pro C\u00e9u, Meu Amor<\/strong><\/em>, causando frisson entre os produtores; suas mudan\u00e7as repentinas em ensaios, que faziam o elenco &#8220;n\u00e3o gostar&#8221;, mas que eram a marca de seu perfeccionismo; e a c\u00e9lebre disputa com Ant\u00f4nio Guinho sobre a autoria de <em><strong>Uma Can\u00e7\u00e3o Para Othello, <\/strong><\/em>mostrando que sua paix\u00e3o era t\u00e3o grandiosa quanto suas cria\u00e7\u00f5es \u2013 e, por vezes, t\u00e3o tempestuosa. A arte de Vital era viva, e sua vida era, em si, um grande espet\u00e1culo.<\/p>\n<h1>&nbsp;Experi\u00eancias e Percep\u00e7\u00f5es Sobre Vital Santos<\/h1>\n<p>A complexidade da figura de Vital Santos transparece nas vozes daqueles que o acompanharam de perto, revelando um artista de g\u00eanio forte e m\u00e9todos exigentes. Gilberto Brito, que estreou como ator sob a dire\u00e7\u00e3o de Vital em 1974, embora o reconhe\u00e7a como um &#8220;mestre&#8221;, n\u00e3o poupa palavras ao descrev\u00ea-lo como um &#8220;homem de muita vaidade, eg\u00f3latra e centralizador a criar hist\u00f3rias megaloman\u00edacas&#8221;. Brito \u00e9 contundente ao classificar uma remontagem de <strong><em>Rua do Lixo, 24<\/em><\/strong>&nbsp;por Vital, nos anos 90, como &#8220;desastrosa, j\u00e1 sem o vigor e o impacto de suas realiza\u00e7\u00f5es passadas&#8221;.<\/p>\n<p>Sebasti\u00e3o Alves, o Mestre Seb\u00e1, cuja pr\u00f3pria hist\u00f3ria de vida inspirou a pe\u00e7a <em><strong>Olha Pro C\u00e9u, Meu Amor<\/strong><\/em>&nbsp;e que at\u00e9 hoje mant\u00e9m vivo o legado de Vital, descreve o diretor como &#8220;perfeccionista e exigente&#8221;. Embora reconhe\u00e7a o &#8220;cuidado que mantinha com seus espet\u00e1culos&#8221;, Seb\u00e1 aponta que &#8220;muitos da equipe n\u00e3o gostavam&#8221; das &#8220;mudan\u00e7as constantes que [ele] fazia na cena&#8221;, evidenciando que o processo criativo de Vital tamb\u00e9m gerava atritos e tens\u00f5es.<\/p>\n<p>Essa mesma intensidade, capaz de encantar e testar limites, foi sentida por F\u00e1tima Aguiar. Embora inicialmente &#8220;arrebatada pela profus\u00e3o de criatividade c\u00eanica&#8221; de obras como <strong><em>O Sol Feriu a Terra e a Chaga se Alastrou<\/em><\/strong>, ela vivenciou o &#8220;lado dif\u00edcil de conviv\u00eancia&#8221; e o perfeccionismo exaustivo de Vital. F\u00e1tima descreve a estreia de <strong><em>Auto das Sete Luas de Barro<\/em><\/strong> como &#8220;complicada&#8221; e a rela\u00e7\u00e3o em <strong><em>Concerto Para Virgulino Sem Orquestra<\/em><\/strong>como &#8220;bastante desgastada&#8221;, culminando em um &#8220;duro golpe&#8221; quando Vital levou a montagem ao Rio de Janeiro sem o elenco original. Ela lembra que <strong><em>O Pr\u00edncipe dos Mares de Olinda<\/em><\/strong>&#8220;resultou num certo fracasso&#8221; de p\u00fablico. Apesar das dificuldades, isso n\u00e3o &#8220;invalida a admira\u00e7\u00e3o que tenho pelas suas cria\u00e7\u00f5es&#8221;, ressalva F\u00e1tima.<\/p>\n<p>J\u00e1 Samuel Santos, que encontrou em Vital sua &#8220;universidade&#8221; e &#8220;teatro escola&#8221;, destaca o &#8220;perfeccionismo&#8221; e a forma como Vital &#8220;primava pela coordena\u00e7\u00e3o po\u00e9tica da cena&#8221;, dedicando-se a &#8220;lapidar, mexer, descobrir a melhor maneira de apresent\u00e1-la ao p\u00fablico&#8221;. Samuel enfatiza que o trabalho com Vital exigia &#8220;desapego com o tempo e estar dispon\u00edvel para as constru\u00e7\u00f5es e desconstru\u00e7\u00f5es das cenas&#8221;, ressaltando a aus\u00eancia de um m\u00e9todo formal, mas a presen\u00e7a de uma &#8220;forma de construir suas pe\u00e7as com alto grau de interesse a cada cena&#8221;.<\/p>\n<h2><strong>Consagra\u00e7\u00e3o e Controv\u00e9rsia<\/strong><\/h2>\n<div id=\"attachment_27629\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/14-Auto-das-Sete-Luas-de-Barro-Seba\u0301-como-Vitalino-1-scaled-e1765981587698.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27629\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27629\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/14-Auto-das-Sete-Luas-de-Barro-Seba\u0301-como-Vitalino-1-scaled-e1765981587698.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"379\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27629\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Auto das Sete Luas de Barro. <\/strong>Seba\u0301 como Vitalino<\/p><\/div>\n<p>Entre as 17 obras resgatadas, duas sempre se destacaram pela intensidade de sua recep\u00e7\u00e3o, uma pela aclama\u00e7\u00e3o un\u00e2nime e a outra pela pol\u00eamica gerada. <strong><em>A<strong>ut<\/strong>o das Sete Luas de Barro<\/em><\/strong>&nbsp;\u00e9, sem d\u00favida, a obra que catapultou Vital Santos ao patamar dos grandes nomes do teatro brasileiro. Reconhecida como uma &#8220;fantasia dram\u00e1tica e musical&#8221;, a pe\u00e7a narra a vida do Mestre Vitalino, o c\u00e9lebre ceramista de Caruaru, e, por extens\u00e3o, a luta e o sofrimento dos artistas populares do Nordeste.<\/p>\n<p>Minhas lembran\u00e7as dessa obra s\u00e3o v\u00edvidas. Ela n\u00e3o apenas conquistou a cr\u00edtica, mas arrebatou o p\u00fablico por onde passou. O cr\u00edtico Yan Michalski, do <em>Jornal do Brasil<\/em>, elogiou-a efusivamente, chamando-a de &#8220;um barro que vale ouro&#8221; e destacando sua &#8220;absoluta originalidade no conte\u00fado e na forma&#8221;. Ele ressaltou a capacidade de Vital Santos de combinar a &#8220;inspira\u00e7\u00e3o de velhas tradi\u00e7\u00f5es populares do Nordeste, a preocupa\u00e7\u00e3o com os contrastes e conflitos sociais que afligem a regi\u00e3o hoje em dia, e uma inventiva c\u00eanica capaz de sensibilizar o p\u00fablico de qualquer regi\u00e3o do pa\u00eds&#8221;. A forma como os atores se transformavam em bonecos de barro, imitando as cer\u00e2micas de Vitalino, foi particularmente celebrada por sua &#8220;inusitada beleza formal&#8221;.<\/p>\n<p>Outros cr\u00edticos, como Cl\u00f3vis Garcia (<em>O Estado de S. Paulo<\/em>), a consideraram uma obra excepcional por sua capacidade de unir uma apresenta\u00e7\u00e3o c\u00eanica bem realizada com uma poderosa mensagem social, denunciando a explora\u00e7\u00e3o dos artistas populares sem cair no &#8220;lixo cenogr\u00e1fico&#8221;. Carmelinda Guimar\u00e3es (<em>A Tribuna<\/em>) a classificou como a &#8220;grande revela\u00e7\u00e3o&#8221; do <em>Projeto Mambemb\u00e3o<\/em>, um espet\u00e1culo de &#8220;elevado n\u00edvel profissional&#8221; e &#8220;grande beleza est\u00e9tica&#8221;.<\/p>\n<p>O reconhecimento se materializou em importantes premia\u00e7\u00f5es, como o <em>Trof\u00e9u Mambembe<\/em> (melhor diretor para Vital Santos e categoria especial para o Grupo Folguedo de Arte Popular), o <em>Pr\u00eamio Moli\u00e8re<\/em> (melhor diretor) e o <em>Pr\u00eamio APCA<\/em> (categoria especial) em 1980. A pe\u00e7a foi um divisor de \u00e1guas, mostrando a for\u00e7a do teatro vindo do interior do pa\u00eds. Mesmo d\u00e9cadas depois, como eu destaquei no <em>Diario de Pernambuco<\/em> em 1993, a obra &#8220;ainda comove a quem o assiste&#8221; e se mant\u00e9m atual, sendo uma &#8220;pequena obra-prima&#8221; que aborda a odisseia dos artes\u00e3os populares e suas dificuldades. O texto continua sendo levado \u00e0 cena por grupos, incluindo a atual Companhia Feira de Teatro Popular, de Caruaru, provando a perenidade de seu impacto.<\/p>\n<p>A adapta\u00e7\u00e3o de Vital Santos para a cl\u00e1ssica trag\u00e9dia de Shakespeare, <strong><em>Uma Can\u00e7\u00e3o Para Othello<\/em><\/strong>, chamou a aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas por sua aud\u00e1cia em transpor o drama para o cen\u00e1rio pernambucano, especificamente a comunidade de pescadores de Bras\u00edlia Teimosa, mas tamb\u00e9m pela intensa pol\u00eamica que a cercou.<\/p>\n<p>A pe\u00e7a, escrita em parceria com Ant\u00f4nio Guinho, narra a hist\u00f3ria de Othello, um l\u00edder negro do Maracatu Agulha de Prata e presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Moradores, que se apaixona por Desd\u00eamona, filha de um racista Brab\u00e2ncio. A inveja de Tiago, um falso amigo de Othello, tece uma trama de desconfian\u00e7a e trai\u00e7\u00e3o que culmina em trag\u00e9dia. A obra mescla a cultura popular nordestina &#8211; Maracatu, palafitas, o mar revolto personificado &#8211; com refer\u00eancias shakespearianas, incluindo a introdu\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Shakespeare como um anjo no Cemit\u00e9rio dos Ingleses e as bruxas de Macbeth transformadas em m\u00e3es de santo.<\/p>\n<p>Contudo, a produ\u00e7\u00e3o desta obra foi marcada por &#8220;in\u00fameros problemas&#8221; e uma &#8220;dor de cabe\u00e7a&#8221; significativa para Vital Santos. A parceria entre Vital e Ant\u00f4nio Guinho, embora iniciada com um pr\u00eamio de Incentivo \u00e0 Dramaturgia do Minist\u00e9rio da Cultura em 1996, deteriorou-se. A estreia original no Recife, em 1999, foi adiada, e uma segunda montagem em Caruaru, com um elenco mesclado de atores do Recife e da Companhia Feira de Teatro Popular, teve sua carreira &#8220;interrompida bruscamente por conta de amea\u00e7as de processo judicial&#8221;.<\/p>\n<p>O estopim da pol\u00eamica foi a disputa sobre a autoria, com Guinho alegando ter escrito 90% do texto e sentindo-se desrespeitado pela forma como a obra era creditada. Segundo fontes, a men\u00e7\u00e3o de &#8220;coautoria&#8221; em Caruaru foi a gota d&#8217;\u00e1gua, levando Guinho a impedir uma r\u00e9cita no Recife por meio de um oficial de Justi\u00e7a e a amea\u00e7ar Vital com um processo legal. Essa disputa resultou em um &#8220;rompimento da amizade que n\u00e3o se refez&#8221; e, como a filha de Vital Santos, Isabela Sobral, confirmou, gerou execu\u00e7\u00f5es fiscais que &#8220;deram muita dor de cabe\u00e7a \u00e0 fam\u00edlia, at\u00e9 mesmo depois da morte dele&#8221;.<\/p>\n<p>Apesar dos problemas, a obra teve um impacto not\u00e1vel. O pr\u00f3prio Leidson Ferraz&nbsp; (escrevendo para a revista eletr\u00f4nica @ponte) e outros cr\u00edticos \u00e0 \u00e9poca reconheceram a aud\u00e1cia da adapta\u00e7\u00e3o e a beleza do simples na encena\u00e7\u00e3o, com a &#8220;cara, a cor e o som do Recife&#8221;. Anos depois, em 2012, Vital Santos assinou sozinho uma vers\u00e3o da pe\u00e7a, <strong><em>Can\u00e7\u00e3o Para Othello<\/em><\/strong>, encenada em Santos\/SP, sob a dire\u00e7\u00e3o de Tanah Corr\u00eaa, o que sugere uma reescrita ou reivindica\u00e7\u00e3o total da autoria ap\u00f3s a pol\u00eamica.<\/p>\n<div id=\"attachment_27630\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Rua-do-Lixo-24-1976-fami\u0301lia-1-e1765981771555.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27630\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27630\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Rua-do-Lixo-24-1976-fami\u0301lia-1-e1765981771555.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"410\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27630\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Rua do Lixo, 24<\/strong>, de 1976<\/p><\/div>\n<p>Um dos principais objetivos da cole\u00e7\u00e3o \u00e9 estimular novas montagens das obras de Vital Santos em todo o pa\u00eds. Quase todas musicais (e muitas in\u00e9ditas em livro at\u00e9 agora), as pe\u00e7as poder\u00e3o ser encenadas gratuitamente por grupos amadores, escolas e universidades, desde que a estreia seja comunicada \u00e0 filha do artista, detentora dos direitos autorais. Ent\u00e3o, a cole\u00e7\u00e3o abre novas portas para a perpetua\u00e7\u00e3o de um legado que, como diz Leidson, &#8220;merecia ter sua trajet\u00f3ria de vida art\u00edstica e parte das suas inesquec\u00edveis pe\u00e7as registradas em livro, como ele bem queria. Do povo para o povo&#8221;.<\/p>\n<p>Embora Vital Santos j\u00e1 seja reconhecido nacionalmente, Ferraz acredita que o projeto amplia ainda mais a presen\u00e7a de seu nome no imagin\u00e1rio teatral brasileiro. &#8220;H\u00e1 pe\u00e7as dele que considero verdadeiras obras-primas. Elas merecem novos olhares, novas encena\u00e7\u00f5es&#8221;, afirma. &#8220;Espero que os livros despertem o interesse pelas escritas e pelas montagens de Vital, que instiguem outros artistas a dialogar com essa obra. Quem sabe, assim, ele continue sendo sempre uma refer\u00eancia para quem pensa um teatro musical genuinamente brasileiro &#8211; algo pelo qual ele lutou a vida inteira.&#8221;<\/p>\n<p>Os eventos de lan\u00e7amento prometem ser uma verdadeira confraterniza\u00e7\u00e3o da turma do teatro pernambucano, com a participa\u00e7\u00e3o de DJs, cenas de <strong><em>Auto das Sete Luas de Barro<\/em><\/strong>&nbsp;pela Companhia Feira de Teatro Popular, e a presen\u00e7a de tradutoras de Libras para inclus\u00e3o da comunidade surda. Em Caruaru, a renda da venda dos livros ser\u00e1 revertida para a manuten\u00e7\u00e3o do Theatro Mamuseb\u00e1, capitaneado pelo Mestre Seb\u00e1, evidenciando o compromisso do projeto com a sustentabilidade da cultura local.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a oportunidade de conhecer a profundidade, o humor, a poesia e a relev\u00e2ncia social da obra de Vital Santos, um artista que, com sua inventividade, continua a inspirar e a enriquecer o cen\u00e1rio cultural do Brasil.<\/p>\n<h1><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Livros-Dramaturgia-Vital-e1765981877857.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-27631\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Livros-Dramaturgia-Vital-e1765981877857.png\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"533\"><\/a><\/h1>\n<h1>O Universo Dramat\u00fargico:<br \/>\nAs 17 Pe\u00e7as Publicadas<\/h1>\n<p>A cole\u00e7\u00e3o, que totaliza 848 p\u00e1ginas e quase 200 fotografias raras, oferece um panorama completo da produ\u00e7\u00e3o de Vital Santos:<\/p>\n<p><em><strong>Auto das Sete Luas de Barro<\/strong> <\/em>(1979): Obra-prima sobre Mestre Vitalino que catapultou Vital ao patamar nacional. Fantasia dram\u00e1tica e musical sobre a explora\u00e7\u00e3o dos artistas populares do Nordeste.<\/p>\n<p><em><strong>A Noite dos Tambores Silenciosos<\/strong><\/em> (1981): Musical nordestino sobre lutas camponesas p\u00f3s-1964. Segue Cravo Branco, exilado que retorna a Olinda delirando entre lembran\u00e7as da repress\u00e3o.<\/p>\n<p><em><strong>Olha Pro C\u00e9u, Meu Amor<\/strong><\/em> (1983): &#8220;\u00d3pera circense&#8221; sobre compositor de Caruaru que vai ao Rio sonhando ter m\u00fasicas gravadas por Roberto Carlos. Explora desafios dos migrantes nordestinos.<\/p>\n<p><em><strong>Concerto Para Virgulino Sem Orquestra<\/strong><\/em> (1994): &#8220;\u00d3pera cordel&#8221; que estabelece paralelos entre Jesus Cristo e Lampi\u00e3o, retratando volta do cangaceiro para salvar o povo nordestino.<\/p>\n<p><em><strong>No Fim do Beco h\u00e1 um Bosque<\/strong><\/em> (1994): Drama pol\u00edtico em favela brasileira. Luta por espa\u00e7o digno em meio \u00e0 mis\u00e9ria urbana, buscando esperan\u00e7a atrav\u00e9s da organiza\u00e7\u00e3o coletiva.<\/p>\n<p><strong><em>Cantigas do Sol &#8211; Dom Quixote de Cordel<\/em><\/strong> (2009): &#8220;Cantata popular&#8221; usando Luiz Gonzaga como fio condutor para cr\u00edtica da pol\u00edtica da seca no Nordeste.<\/p>\n<p><strong>As Proezas do Rei Saul na Terra de Caruaru<\/strong> (2007): &#8220;\u00d3pera bai\u00e3o&#8221; farsesca em reino medieval fict\u00edcio, narrada por cordelista.<\/p>\n<p><strong>O Pr\u00edncipe dos Mares de Olinda Contra a F\u00faria das \u00c1gua<\/strong>s (1997): \u00danica obra infantojuvenil, alegoria sobre preserva\u00e7\u00e3o cultural criticando degrada\u00e7\u00e3o de Olinda.<\/p>\n<p><strong>Uma Can\u00e7\u00e3o Para Othello<\/strong> (1996): Adapta\u00e7\u00e3o audaciosa de Shakespeare para Bras\u00edlia Teimosa, transformando Othello em l\u00edder de maracatu.<\/p>\n<p><strong>Feira de Caruaru <\/strong>(1968): Retrato da cidade natal que causou alvoro\u00e7o no munic\u00edpio, marco na carreira de Vital.<\/p>\n<p><strong>Rua do Lixo, 24 <\/strong>(1969): Montagem ic\u00f4nica sobre condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias urbanas que deu origem ao Grupo Feira de Teatro Popular.<\/p>\n<p><strong>A Menor Pausa<\/strong>: Pe\u00e7a dos &#8220;\u00e1ureos tempos&#8221; que consolidou Vital como dramaturgo.<\/p>\n<p><strong>A \u00c1rvore dos Mamulengos<\/strong>: Demonstra conex\u00e3o com tradi\u00e7\u00f5es populares nordestinas e teatro de bonecos.<\/p>\n<p><strong>O Sol Feriu a Terra e a Chaga se Alastrou<\/strong>: Obra de grande criatividade c\u00eanica abordando sofrimento nordestino com linguagem po\u00e9tica.<\/p>\n<p><strong>Solte o Boi na Rua<\/strong>: Texto que marcou in\u00edcio de Mestre Seb\u00e1 no teatro.<\/p>\n<p><strong>Apari\u00e7\u00e3o e Vagabundo<\/strong>: Pe\u00e7a ensaiada por meses que, paradoxalmente, &#8220;sequer estreou&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Bom Dia, Carmen Miranda!<\/strong>: Obra in\u00e9dita inclu\u00edda na cole\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h1>SERVI\u00c7O<br \/>\nLAN\u00c7AMENTOS DOS LIVROS <em>DRAMATURGIA VITAL<\/em><\/h1>\n<p><strong>RECIFE<\/strong><\/p>\n<p><strong>Data<\/strong>: 17 de dezembro de 2025 (quarta-feira), 19h<br \/>\n<strong>Local<\/strong>: SESC Santo Amaro (Rua Treze de Maio, 455, Santo Amaro \u2013 Recife)<br \/>\n<strong>Programa\u00e7\u00e3o<\/strong>: DJ Vibra + cena da pe\u00e7a <strong><em>Auto das Sete Luas de Barro<\/em><\/strong>&nbsp;com a Companhia Feira de Teatro Popular<br \/>\nAcessibilidade: Tradutoras de Libras<\/p>\n<p><strong>CARUARU<\/strong><\/p>\n<p><strong>Data<\/strong>: 18 de dezembro de 2025 (quinta-feira), 19h<br \/>\n<strong>Local<\/strong>: SESC Caruaru Teatro Rui Limeira Rosal (Rua Rui Limeira Rosal, s\/n, Petr\u00f3polis \u2013 Caruaru)<br \/>\n<strong>Programa\u00e7\u00e3o<\/strong>: DJ Rud\u00e1 + cena da pe\u00e7a <strong><em>Auto das Sete Luas de Barro<\/em>&nbsp;<\/strong>com a Companhia Feira de Teatro Popular<br \/>\n<strong>Acessibilidade<\/strong>: Tradutoras de Libras<br \/>\n<strong>Especial<\/strong>: Renda da venda dos livros ser\u00e1 destinada \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o do Theatro Mamuseb\u00e1<br \/>\n<strong>PRE\u00c7OS DOS LIVRO<\/strong>S: R$ 30 cada volume R$ 50 os dois volumes juntos<br \/>\n<strong>REALIZA\u00c7\u00c3O<\/strong>: Funarte<br \/>\n<strong>APOIO<\/strong>: SESC\/PE<br \/>\n<strong>COLABORA\u00c7\u00c3O<\/strong>: Vereadora Cida Pedrosa<br \/>\n<strong>PROJETO GR\u00c1FICO<\/strong>: Cl\u00e1udio Lira<br \/>\n<strong>CONTATOS<\/strong>:Leidson Ferraz: E-mail: leidson.ferraz@gmail.com<br \/>\n<strong>Instagram<\/strong>: @leidsonferraz<br \/>\n<strong>Site<\/strong>: <a href=\"http:\/\/www.leidsonferraz.com.br\">www.leidsonferraz.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;O dramaturgo e diretor Vital Santos continua mandando seus sinais. 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