{"id":27601,"date":"2025-12-16T17:49:00","date_gmt":"2025-12-16T20:49:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=27601"},"modified":"2025-12-17T17:05:43","modified_gmt":"2025-12-17T20:05:43","slug":"no-palco-com-as-minhas-ancestrais-critica-avos-por-pollyanna-diniz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/no-palco-com-as-minhas-ancestrais-critica-avos-por-pollyanna-diniz\/","title":{"rendered":"No palco com as minhas ancestrais*<\/br> Cr\u00edtica: Av\u00f3s<\/br> Por Pollyanna Diniz*"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_27605\" style=\"width: 635px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/no-palco-com-as-minhas-ancestrais-critica-avos-por-pollyanna-diniz\/avos-anderson-stevens-2\/\" rel=\"attachment wp-att-27605\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27605\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-27605 size-large\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Avos-Anderson-Stevens-2-1024x683.jpeg\" alt=\"\" width=\"625\" height=\"417\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27605\" class=\"wp-caption-text\">Olga Ferrario em Av\u00f3s. Foto: Anderson Stevens<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quantas mulheres cabem no corpo de uma mulher? Quem s\u00e3o as que vieram antes de n\u00f3s e est\u00e3o entranhadas em nossos corpos? Qu\u00e3o perto podemos chegar delas? O que nos diriam? Nelas, quanto ver\u00edamos de n\u00f3s? A atriz <strong>Olga Ferrario<\/strong> compartilha a experi\u00eancia de mergulhar no tempo a partir da cosmovis\u00e3o de que somos come\u00e7o, meio e come\u00e7o. <\/span><strong><i>Av\u00f3s<\/i><\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">, espet\u00e1culo que surgiu no contexto da pandemia de covid-19, sendo apresentado ao vivo, de modo virtual, estreou oficialmente nos palcos f\u00edsicos nesta \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do <strong>Festival Recife do Teatro Nacional<\/strong>, no Teatro Hermilo Borba Filho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A atriz diz que aquela n\u00e3o \u00e9 uma hist\u00f3ria. Que tudo est\u00e1 dado e nada precisa ser decifrado. Mas, ao mesmo tempo, se refere ao mist\u00e9rio: \u201cNo corpo das minhas av\u00f3s eu tenho a sensa\u00e7\u00e3o de que o mist\u00e9rio \u00e9 coisa simples\u201d. O que acontece em <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Av\u00f3s<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00e9 hist\u00f3ria grafada no corpo: um corpo-hist\u00f3ria que \u00e9 movimento cont\u00ednuo, mem\u00f3ria de passado e futuro, que se expande no presente, que extrapola o que acontece \u201cdentro\u201d em poesia visual. Al\u00e9m do texto propriamente dito pela atriz, a dan\u00e7a, a m\u00fasica e as influ\u00eancias do cinema ajudam a compor essa dramaturgia po\u00e9tica que constr\u00f3i imagens simples e significativas, como uma mulher que gira em torno de si mesma com os bra\u00e7os abertos, uma pedra sendo sustentada por um dos p\u00e9s, o movimento repetitivo da queda, a mulher que dan\u00e7a de mai\u00f4 branco na frente da tela, como duplo de si mesma, o mar que parece sair da proje\u00e7\u00e3o e invadir a mulher.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dramaturgicamente, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Av\u00f3s<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00e9 dividida em &#8220;c\u00f4modos&#8221;. Faz todo sentido &#8211; corpo \u00e9 hist\u00f3ria, corpo \u00e9 casa. O primeiro desses c\u00f4modos \u00e9 \u201cmaternidade\u201d, ao que se seguem \u201cmem\u00f3ria\u201d, o c\u00f4modo chamado de \u201cinc\u00f4modo\u201d, o \u201cparto\u201d e \u201cav\u00f3s\u201d. Embora a ideia de c\u00f4modo possa remeter \u00e0 compartimenta\u00e7\u00e3o, a uma separa\u00e7\u00e3o tem\u00e1tica, o movimento \u00e9 de conflu\u00eancia, ent\u00e3o naturalmente esses c\u00f4modos est\u00e3o imbricados. A dan\u00e7a \u00e9 o motor do espet\u00e1culo, o corpo que dan\u00e7a e desliza entre esses c\u00f4modos, que imp\u00f5e fluidez e liberdade a partir dos movimentos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No primeiro deles, a atriz \u2013 que tamb\u00e9m \u00e9 bailarina e palha\u00e7a \u2013 transforma a queda em dan\u00e7a. Tendo uma cadeira como elemento cenogr\u00e1fico, o corpo cai repetidas vezes, como se a maternidade predispusesse a queda, a falta de controle, a suposta falha de tentar sustentar o movimento e n\u00e3o conseguir. Nesse mesmo desenho coreogr\u00e1fico, instantes antes, Olga dan\u00e7a com algumas pedras dispostas no palco, uma pequena barreira. Tenta equilibrar a pedra num dos p\u00e9s enquanto procura expandir os movimentos, que se tornam tateantes. S\u00e3o pedras que sustentam ou pedras que impedem? Pedras que mostram o caminho ou obst\u00e1culos? A pedra tamb\u00e9m \u00e9 filho, embalado no colo pelo movimento ritmado do corpo.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_27608\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/no-palco-com-as-minhas-ancestrais-critica-avos-por-pollyanna-diniz\/avos-marcos-pastich-1\/\" rel=\"attachment wp-att-27608\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27608\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-27608 size-full\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Avos-Marcos-Pastich-1-e1766001875640.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27608\" class=\"wp-caption-text\">O movimento de queda como met\u00e1fora da maternidade. Foto: Marcos Pastich\/PCR<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As av\u00f3s e suas hist\u00f3rias ocupam o espa\u00e7o do teatro desde o in\u00edcio, a princ\u00edpio por \u00e1udios, depois a partir de falas da atriz, numa mudan\u00e7a de vozes em que nem sempre h\u00e1 uma separa\u00e7\u00e3o clara entre essas personagens, duas av\u00f3s e neta que coexistem por meio desse corpo \u00fanico. Mas h\u00e1 o dispositivo do v\u00eddeo, que personifica e d\u00e1 materialidade a essas figuras atrav\u00e9s dos seus depoimentos. As duas av\u00f3s s\u00e3o entrevistadas pela neta \u2013 falam de momentos do passado, de maternidade, de dificuldades enfrentadas, do cotidiano, e d\u00e3o conselhos \u2013 solicitados pela neta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&nbsp;Uma delas diz que teve seis filhos de parto vaginal e que amamentou todos em livre demanda. A outra, num depoimento forte, conta da perda dos filhos e que o trabalho como professora em sala de aula fez com ela conseguisse lidar com o luto: diz que ia gritando de dor dentro do carro que dirigia, com os vidros fechados, sem ar-condicionado, durante todo o trajeto. Uma delas d\u00e1 o conselho de fazer o bem. A outra lembra da possibilidade de ressuscitar dos mortos depois do enfrentamento de um grande obst\u00e1culo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m de uma carta de ensinamentos de sabedoria, homenagens e agradecimentos a essas av\u00f3s, Olga sustenta que \u201ca vida est\u00e1 sempre revivendo\u201d, como diz uma de suas av\u00f3s. E uma m\u00e3e se torna av\u00f3. Uma filha se torna m\u00e3e. Um trecho do parto do seu filho mais velho, Davi, \u00e9 exibido no tel\u00e3o. No registro, Olga \u00e9 amparada o tempo inteiro por sua m\u00e3e, L\u00edvia Falc\u00e3o, tamb\u00e9m atriz. Ao mesmo tempo em que Olga nascia m\u00e3e e paria o filho, a m\u00e3e dela paria um neto. O movimento que \u00e9 come\u00e7o, meio e come\u00e7o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na ficha t\u00e9cnica, o espet\u00e1culo se revela uma constru\u00e7\u00e3o familiar: a dire\u00e7\u00e3o \u00e9 assinada pela cineasta D\u00e9a Ferraz, companheira do pai de Olga, o ator Cl\u00e1udio Ferrario; por L\u00edvia Falc\u00e3o, m\u00e3e da atriz; e por Silvia G\u00f3es, bailarina, atriz, dramaturga, parceira de trabalho de L\u00edvia e Olga h\u00e1 muitos anos. A dramaturgia \u00e9 de Olga e de Silvia G\u00f3es. A trilha sonora original foi criada por Hugo Coutinho, pai dos dois filhos de Olga. E a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 de Cl\u00e1udio Ferrario e da filha. O desenho de luz \u00e9 de Luciana Raposo e a opera\u00e7\u00e3o de som e proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de Marina Santos. A luz, inclusive, \u00e9 um espa\u00e7o de aconchego no espet\u00e1culo, com seus azuis da mem\u00f3ria, amarelos de sol aberto, e ambi\u00eancias que criam contextos de intimidade ao longo da pe\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A afetividade e a delicadeza, que s\u00e3o parte da for\u00e7a do trabalho, marcam a dramaturgia de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Av\u00f3s<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Mesmo quando o momento \u00e9 de tentar falar e reagir \u00e0s invisibilidades que as mulheres foram submetidas ao longo dos s\u00e9culos pelo patriarcado, essa proje\u00e7\u00e3o n\u00e3o se desprende da sutileza do espet\u00e1culo. Logo no in\u00edcio, a atriz diz que queria chegar o mais perto poss\u00edvel das av\u00f3s, mas sem feri-las. E nesse limiar est\u00e1 uma das pot\u00eancias que n\u00e3o explodem no espet\u00e1culo. No c\u00f4modo \u201cinc\u00f4modo\u201d, o corpo-hist\u00f3ria dessa mulher pergunta se pode falar, diz que queria, ou melhor, que quer falar. Mas o outro dormiu. Ao mesmo tempo, ainda \u00e9 uma fala carregada de culpas e desculpas. \u00c9 como se o ambiente fosse muito mais prop\u00edcio \u00e0 ternura, ao resgate das nossas mem\u00f3rias ancestrais a partir daquelas que est\u00e3o no palco, ao renascimento, mas atenuasse a possibilidade de qualquer conflito. N\u00e3o h\u00e1 virada dramat\u00fargica nesse ponto, mesmo que o movimento do espet\u00e1culo seja o do enovelamento entre Olga e suas av\u00f3s.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_27606\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/no-palco-com-as-minhas-ancestrais-critica-avos-por-pollyanna-diniz\/avos-anderson-stevens-3\/\" rel=\"attachment wp-att-27606\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27606\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-27606 size-full\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Avos-Anderson-Stevens-3-e1766001843311.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27606\" class=\"wp-caption-text\">Olga Ferrario \u00e9 corpo-hist\u00f3ria em Av\u00f3s. Foto: Anderson Stevens<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por fim, no c\u00f4modo \u201cav\u00f3s\u201d,<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">Olga assume as av\u00f3s como personagens. Empresta o seu corpo-hist\u00f3ria para mimetizar essas mulheres, dizendo trechos de algumas das entrevistas que j\u00e1 ouvimos ao longo do espet\u00e1culo na voz das pr\u00f3prias av\u00f3s, seja em \u00e1udio ou em v\u00eddeo. Em seguida, na altern\u00e2ncia de vozes, assume o protagonismo e diz o que aprendeu com essas mulheres, o que leva delas.<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Av\u00f3s<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00e9 um acalanto ao cora\u00e7\u00e3o. Um cafun\u00e9 que gostar\u00edamos de ter a chance de fazer em cabe\u00e7as de cabelos brancos. Sa\u00edmos do teatro querendo abra\u00e7ar e ouvir as nossas, lado a lado, em esp\u00edrito, em mem\u00f3ria. Olga Ferrario abre uma fresta no tempo convidando os nossos corpos a darem espa\u00e7o a esse corpo-hist\u00f3ria, a carregar a nossa ancestralidade, a transcender os limites.<\/span><\/p>\n<p><b>* A cobertura cr\u00edtica da programa\u00e7\u00e3o do 24\u00ba Festival Recife do Teatro Nacional \u00e9 apoiada pela Prefeitura do Recife.<\/b><\/p>\n<div id=\"attachment_27609\" style=\"width: 1290px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/no-palco-com-as-minhas-ancestrais-critica-avos-por-pollyanna-diniz\/avos-anderson-stevens-1\/\" rel=\"attachment wp-att-27609\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27609\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27609\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Avos-Anderson-Stevens-1.jpeg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"854\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27609\" class=\"wp-caption-text\">A dan\u00e7a \u00e9 motor do espet\u00e1culo, dividido dramaturgicamente em &#8220;c\u00f4modos&#8221;. Foto: Anderson Stevens<\/p><\/div>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Ficha t\u00e9cnica:<\/strong><\/span><br \/>\n<em>Av\u00f3s<\/em><br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o:<\/strong> D\u00e9a Ferraz, L\u00edvia Falc\u00e3o e Silvia G\u00f3es<br \/>\n<strong>Dramaturgia:<\/strong> Olga Ferrario e Silvia G\u00f3es<br \/>\n<strong>Trilha sonora original:<\/strong> Hugo Coutinho<br \/>\n<strong>Produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Cl\u00e1udio Ferrario e Olga Ferrario<br \/>\n<strong>Desenho de luz e opera\u00e7\u00e3o:<\/strong> Luciana Raposo<br \/>\n<strong>Opera\u00e7\u00e3o de som e proje\u00e7\u00e3o:<\/strong> Marina Santos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quantas mulheres cabem no corpo de uma mulher? Quem s\u00e3o as que vieram antes de n\u00f3s e est\u00e3o entranhadas em nossos corpos? Qu\u00e3o perto podemos chegar delas? O que nos diriam? Nelas, quanto ver\u00edamos de n\u00f3s? 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