{"id":27553,"date":"2025-12-05T14:50:16","date_gmt":"2025-12-05T17:50:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=27553"},"modified":"2025-12-10T06:21:24","modified_gmt":"2025-12-10T09:21:24","slug":"palhacaria-feminista-resgata-pioneirismo-inviabilizado-de-zazel-critica-a-mulher-bala-por-ivana-moura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/palhacaria-feminista-resgata-pioneirismo-inviabilizado-de-zazel-critica-a-mulher-bala-por-ivana-moura\/","title":{"rendered":"Palha\u00e7aria feminista <\/br>resgata pioneirismo <\/br>inviabilizado de Zazel <\/br> Cr\u00edtica: A Mulher Bala <\/br>Por Ivana Moura"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_27541\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-01-at-13.34.05-3-scaled-e1764763239828.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27541\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27541\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-01-at-13.34.05-3-scaled-e1764763239828.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27541\" class=\"wp-caption-text\"><strong>A Mulher Bala<\/strong>, espet\u00e1culo de palha\u00e7aria que se apresenta em locais alternativos. Foto: Marcos Pastich\/PCR<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_27540\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-01-at-13.34.06-scaled-e1764792108159.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27540\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-27540 size-full\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-01-at-13.34.06-scaled-e1764792108159.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27540\" class=\"wp-caption-text\">Serafim, o atrapalhado ajudante da palha\u00e7a Fun\u00fancia. Foto: Marcos Pastich\/PCR<\/p><\/div>\n<p><strong><em>A Mulher Bala,<\/em><\/strong> da artista Priscila Senegalho, n\u00e3o precisa de canh\u00e3o real para atingir o alvo: mira na mem\u00f3ria coletiva e dispara verdades deliberadamente obscurecidas. Este espet\u00e1culo opera um duplo movimento -biogr\u00e1fico e pol\u00edtico &#8211; que reconecta a linhagem da palha\u00e7aria feminina e feminista. Sem grandes aparatos, mas com a contund\u00eancia da intelig\u00eancia c\u00f4mica, o trabalho faz do corpo, da presen\u00e7a e do jogo com a plateia o seu arsenal principal.<\/p>\n<p>Mas vamos voltar no tempo, para situar melhor essa resposta art\u00edstica da palha\u00e7aria feminina e feminista.&nbsp;<\/p>\n<p>Londres, abril de 1877. No Royal Aquarium, a jovem de 14 anos Rosa Matilda Richter, conhecida artisticamente como Zazel ou La Petite Lulu, protagonizava um evento que marcaria definitivamente o entretenimento mundial. Tornava-se a primeira pessoa a executar o que se convencionou chamar Bala Humana &#8211; feito que a projetaria numa carreira internacional marcada por acidentes recorrentes e dores cr\u00f4nicas.<\/p>\n<p>O n\u00famero, idealizado por William Leonard Hunt (O Grande Farini), baseava-se numa patente de 1871 para &#8220;um aparelho para projetar pessoas no ar&#8221;. O mecanismo empregava um sistema engenhoso de molas de borracha e ar comprimido, impulsionando Zazel entre 6 e 21 metros at\u00e9 uma rede de prote\u00e7\u00e3o. Cada apresenta\u00e7\u00e3o gerava aten\u00e7\u00e3o massiva, incluindo figuras ilustres \u00e0 \u00e9poca, fascinadas pela combina\u00e7\u00e3o de perigo e ousadia.<\/p>\n<p>Entretanto, por tr\u00e1s dessa imagem ic\u00f4nica desenrolava-se uma trama de explora\u00e7\u00e3o empresarial. Farini, promotor reconhecidamente inescrupuloso que supostamente j\u00e1 havia explorado outras pessoas vulner\u00e1veis &#8211; incluindo uma crian\u00e7a indochinesa com hipertricose exibida como &#8220;elo perdido&#8221; -, enxergou na adolescente apenas oportunidade lucrativa. Apesar da resist\u00eancia do pai Ernst, preocupado com a seguran\u00e7a da filha, Farini conseguiu convencer a m\u00e3e a assinar o contrato. Estabelecia-se assim um neg\u00f3cio que objetificava o corpo feminino (Zazel saltava semidespida para caber no canh\u00e3o), sonegava pagamentos e submetia a jovem artista a riscos constantes &#8211; trajet\u00f3ria que culminaria em acidentes graves e afastamento precoce dos palcos.<\/p>\n<p>Progressivamente, o pioneirismo de Zazel foi sendo invisibilizado atrav\u00e9s de uma opera\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de apropria\u00e7\u00e3o narrativa. O rebatismo posterior como &#8220;Homem Bala&#8221; exemplifica de forma cristalina como estruturas patriarcais manipulam mem\u00f3rias coletivas, diluindo contribui\u00e7\u00f5es femininas.<\/p>\n<div id=\"attachment_27537\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-01-at-13.34.08-1-scaled-e1764764028662.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27537\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27537\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-01-at-13.34.08-1-scaled-e1764764028662.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"900\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27537\" class=\"wp-caption-text\">Priscila Senegalho aposta na palha\u00e7aria feminista como resgate, autoria e subvers\u00e3o. Foto: Marcos Pastich\/PCR<\/p><\/div>\n<p>O espet\u00e1culo&nbsp;<strong><em>A Mulher Bala<\/em><\/strong> integra um movimento mais amplo de reescrita do arquivo c\u00f4mico e circense protagonizado por artistas mulheres no Brasil contempor\u00e2neo. Essa reescrita articula duas frentes simult\u00e2neas: reatribui cr\u00e9dito e protagonismo a criadoras cujas contribui\u00e7\u00f5es foram desmemoriadas, subalternizadas ou folclorizadas; paralelamente, atualiza a linguagem da palha\u00e7aria para expor e desmontar, atrav\u00e9s do humor, as estruturas de poder que perpetraram esse apagamento.<\/p>\n<p>A retomada do n\u00famero da <em>Bala Humana<\/em> por Priscila Senegalho em 2022, a partir de sua palha\u00e7a Fun\u00fancia, persegue essa repara\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica. No entanto, a dramaturgia poderia ter manuseado com maior incisividade a dimens\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o empresarial que atravessou a trajet\u00f3ria da artista homenageada, aprofundando a an\u00e1lise cr\u00edtica sobre as condi\u00e7\u00f5es de trabalho feminino no entretenimento oitocentista em di\u00e1logo com os nossos dias.<\/p>\n<p>Desenvolvida por Priscila Senegalho e Margarita Palha\u00e7a, a<span style=\"font-size: 1rem;\"> arquitetura dramat\u00fargica alterna epis\u00f3dios sobre Zazel convertidos em conta\u00e7\u00e3o c\u00f4mica, jogos de risco controlado nos quais Fun\u00fancia convoca o p\u00fablico como rede e testemunha, al\u00e9m de refr\u00f5es f\u00edsicos que operam como &#8220;gatilhos de mem\u00f3ria&#8221;. O cl\u00edmax de substitui\u00e7\u00e3o materializa-se por imagina\u00e7\u00e3o compartilhada &#8211; n\u00e3o \u00e9 a artista quem &#8220;voa&#8221;, mas a plateia que se desloca imaginativamente, reescrevendo a cena original.&nbsp;<\/span>Observa-se uma economia deliberada de texto falado. O discurso aparece, mas cede espa\u00e7o ao acontecimento f\u00edsico.&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_27543\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-01-at-13.34.05-1-scaled-e1764788689176.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27543\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27543\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-01-at-13.34.05-1-scaled-e1764788689176.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27543\" class=\"wp-caption-text\">A despretens\u00e3o como estrat\u00e9gia c\u00eanica. Foto: Marcos Pastich\/PCR<\/p><\/div>\n<p>Karine Lops concebe uma cenografia composta por elementos essenciais, como pequena tenda circense, tapete ornamentado, r\u00e9plica de canh\u00e3o, escada e retrato de Rosa Matilda Richter. A simplicidade busca destacar a performance central, refor\u00e7ando a conex\u00e3o com a mem\u00f3ria de Zazel atrav\u00e9s de refer\u00eancias aos circos itinerantes tradicionais.<\/p>\n<p>Sonoramente, Aline Machado e Fernando Ventureli desenvolvem trilha e sonoplastia que funcionam como &#8220;agulhas&#8221; costurando expectativa e sublinhando viradas dramat\u00fargicas.&nbsp;A despretens\u00e3o deliberada que marca dramaturgia, cenografia e interpreta\u00e7\u00e3o valoriza a espontaneidade, gerando atmosfera intimista que aproxima o p\u00fablico da narrativa central.<\/p>\n<p>Demonstrando dom\u00ednio do tempo c\u00f4mico, precis\u00e3o no manejo da pausa e qualidade de escuta do espa\u00e7o p\u00fablico, a palha\u00e7a Fun\u00fancia transforma imprevistos em mat\u00e9ria dramat\u00fargica. Sua t\u00e9cnica de &#8220;subir&#8221; e &#8220;baixar&#8221; o risco atrav\u00e9s do olhar, da corporeidade e de repeti\u00e7\u00f5es calculadas estabelece cumplicidade.<\/p>\n<p>Renato Paio, por sua vez, atua como presen\u00e7a-ponte entre cena e plateia, funcionando simultaneamente como c\u00famplice e contraponto que amplifica situa\u00e7\u00f5es sem competir pelo foco. Encarna alternadamente o t\u00e9cnico &#8220;guardi\u00e3o do protocolo&#8221; e o c\u00famplice que oferece suporte para que a palha\u00e7a construa seu voo. Essa ambival\u00eancia traduz a tens\u00e3o central do trabalho, ou seja a presen\u00e7a masculina como apoio, jamais como controle.<\/p>\n<div id=\"attachment_27539\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-01-at-13.34.07-scaled-e1764789100778.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27539\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27539\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-01-at-13.34.07-scaled-e1764789100778.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27539\" class=\"wp-caption-text\">Espet\u00e1culo foi apresentado no Recife nos parques da Tamarineira e da Macaxeira. Foto: Marcos Pastich\/PCR<\/p><\/div>\n<p>Durante as apresenta\u00e7\u00f5es no <strong><em>24\u00ba Festival Recife do Teatro Nacional<\/em><\/strong> (29 e 30 de novembro de 2025), em diferentes espa\u00e7os recifenses evidenciaram como a territorialidade molda a experi\u00eancia art\u00edstica, revelando tanto potencialidades quanto obst\u00e1culos concretos da descentraliza\u00e7\u00e3o cultural.<\/p>\n<p>No Parque da Tamarineira, o p\u00fablico espont\u00e2neo integrou-se \u00e0 plateia, beneficiando-se do ambiente parcialmente sombreado pela vegeta\u00e7\u00e3o. Mesmo na aus\u00eancia de infraestrutura b\u00e1sica como cadeiras &#8211; lacuna que gerou reclama\u00e7\u00f5es pontuais -, o perfil arejado e o fluxo intenso de transeuntes criaram din\u00e2mica de ades\u00e3o significativa e participa\u00e7\u00e3o infantil .<\/p>\n<p>Diversamente, o Parque da Macaxeira apresentou desafios mais severos: sol intenso, escassez de sombras e aus\u00eancia de estrutura b\u00e1sica. Tornou-se necess\u00e1rio que a produtora-anja &#8211; profissional contratada pelo festival para acompanhar os grupos nos deslocamentos e outras a\u00e7\u00f5es &#8211; convocasse espectadores atrav\u00e9s de microfone e persuas\u00e3o direta, abordando jogadores de futebol e transeuntes para formar plateia m\u00ednima. Simultaneamente, a concorr\u00eancia sonora com ru\u00eddos locais e a falta de amplifica\u00e7\u00e3o adequada comprometeram momentos-chave do trabalho.<\/p>\n<p>A descentraliza\u00e7\u00e3o cultural efetiva requer divulga\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria antecipada e territorializada, infraestrutura m\u00ednima (sombreamento, energia, amplifica\u00e7\u00e3o), articula\u00e7\u00e3o pr\u00e9via com lideran\u00e7as e equipamentos locais, estrat\u00e9gias adaptadas \u00e0s especificidades territoriais, equipe de mobiliza\u00e7\u00e3o capacitada e planos de conting\u00eancia para adversidades clim\u00e1ticas e log\u00edsticas.<\/p>\n<p>Trata-se de protocolos que a organiza\u00e7\u00e3o do <strong><em>Festival Recife do Teatro Nacional<\/em><\/strong> domina tecnicamente, tendo os implementado com \u00eaxito em outras edi\u00e7\u00f5es e locais. Todavia, no caso espec\u00edfico dessas apresenta\u00e7\u00f5es de <strong><em>A Mulher Bala<\/em><\/strong>, tais procedimentos n\u00e3o foram adequadamente executados.&nbsp;<\/p>\n<p>Mas vamos encerrar esse texto falando da for\u00e7a art\u00edstica de <strong><em>A Mulher Bala, <\/em><\/strong>sua qualidade interpretativa que transforma uma homenagem em dispositivo cr\u00edtico. O trabalho celebra Zazel, questiona as estruturas que a invisibilizaram, criando um espelho entre passado e presente que ilumina continuidades inc\u00f4modas na explora\u00e7\u00e3o do trabalho art\u00edstico feminino.<\/p>\n<p>Fun\u00fancia reivindica lugar em uma linhagem de mulheres que sempre dirigiram a l\u00f3gica do jogo, mesmo quando suas assinaturas foram apagadas dos registros oficiais. Essa continuidade n\u00e3o \u00e9 rom\u00e2ntica, mas pol\u00edtica &#8211; reconhece que palha\u00e7as, acrobatas, equilibristas e inventoras de n\u00fameros sempre existiram, desenvolvendo t\u00e9cnicas, criando linguagens e definindo est\u00e9ticas que depois, muitas vezes, foram creditadas a outros.<\/p>\n<p>A pe\u00e7a afirma que as mulheres nunca foram apenas muni\u00e7\u00e3o do show; sempre foram quem mira, dispara e assina o trajeto. O que mudou n\u00e3o foi sua capacidade criativa, mas sua possibilidade de reivindicar autoria. <strong><em>A Mulher Bala<\/em><\/strong> \u00e9, nesse sentido, um ato de justi\u00e7a po\u00e9tica que devolve \u00e0 mem\u00f3ria coletiva uma verdade deliberadamente obscurecida: por tr\u00e1s de cada &#8220;homem bala&#8221; havia, muito provavelmente, uma mulher que criou o n\u00famero, correu o risco e pagou o pre\u00e7o &#8211; f\u00edsico, emocional e simb\u00f3lico &#8211; da inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>** A cobertura cr\u00edtica da programa\u00e7\u00e3o do 24\u00ba Festival Recife do Teatro Nacional \u00e9 apoiada pela Prefeitura do Recife<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_27538\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-01-at-13.34.08-scaled-e1764792965734.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27538\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27538\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/WhatsApp-Image-2025-12-01-at-13.34.08-scaled-e1764792965734.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"900\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27538\" class=\"wp-caption-text\">Imagem da apresenta\u00e7\u00e3o no Parque da Macaxeira. Foto: Marcos Pastich\/PCR<\/p><\/div>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Ficha t\u00e9cnica:<\/strong><\/span><br \/>\n<em>A Mulher Bala<\/em><br \/>\n<strong>Roteiro:<\/strong> Priscila Senegalho e Margarita Palha\u00e7a<br \/>\n<strong>Atua\u00e7\u00e3o:<\/strong> Palha\u00e7a Fun\u00fancia e Renato Paio<br \/>\n<strong>Cen\u00e1rio e figurino:<\/strong> Karine Lops<br \/>\n<strong>Trilha sonora:<\/strong> Aline Machado<br \/>\n<strong>Sonoplastia:<\/strong> Fernando Ventureli<br \/>\n<strong>Foto e v\u00eddeo:<\/strong> Daniel Felipe<br \/>\n<strong>Produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Trupe do Fuxico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Mulher Bala, da artista Priscila Senegalho, n\u00e3o precisa de canh\u00e3o real para atingir o alvo: mira na mem\u00f3ria coletiva e dispara verdades deliberadamente obscurecidas. 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