{"id":27460,"date":"2025-11-26T14:48:33","date_gmt":"2025-11-26T17:48:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=27460"},"modified":"2025-12-01T13:45:18","modified_gmt":"2025-12-01T16:45:18","slug":"entre-cisnes-e-aves-de-rapina-critica-16-gramas-peca-para-emagrecer-por-annelise-schwarcz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/entre-cisnes-e-aves-de-rapina-critica-16-gramas-peca-para-emagrecer-por-annelise-schwarcz\/","title":{"rendered":"Entre cisnes e aves de rapina <\/br> Cr\u00edtica:  16 gramas: <\/br> pe\u00e7a para Emagrecer <\/br> Por Annelise Schwarcz*"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<p style=\"text-align: right;\">Eu vivi com raiva, a ignorando, me alimentado dela, aprendendo a us\u00e1-la antes de ela destruir minhas vis\u00f5es, durante a maior parte da minha vida. Uma vez respondi em sil\u00eancio, com medo do peso. Meu medo da raiva n\u00e3o me ensinou nada. Seu medo da raiva n\u00e3o ir\u00e1 te ensinar nada tamb\u00e9m.<br \/>\n<strong>Audre Lorde<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<div id=\"attachment_27461\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-23-at-10.29.00-1-scaled-e1764160871489.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27461\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27461\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-23-at-10.29.00-1-scaled-e1764160871489.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27461\" class=\"wp-caption-text\"><strong>116 gramas: pe\u00e7a para Emagrecer<\/strong>, com Let\u00edcia Rodrigues. Foto de Marcos Pastich\/PCR.<\/p><\/div>\n<p>\u201cEu nunca vi uma puls\u00e3o de morte t\u00e3o desnuda em cena.\u201d Escrevi para um amigo ap\u00f3s sair de <i><strong>116 gramas: pe\u00e7a para emagrecer<\/strong>. <\/i>N\u00e3o que eu possa falar com muita propriedade sobre o que \u00e9 puls\u00e3o de morte e \u00e9 certo que, caso eu pare para pensar, eu v\u00e1 me lembrar de mais meia d\u00fazia de pe\u00e7as que eu poderia estampar com esse slogan: \u201cque bela maneira de encenar a puls\u00e3o de morte\u201d. O fato \u00e9 que eu respeito muito a intui\u00e7\u00e3o e gosto de manter frescas as primeiras palavras, as primeiras impress\u00f5es. E foi assim que veio. Dito isso, sendo verdade ou n\u00e3o, fiquemos com essa frase inicial. Entendo puls\u00e3o de morte \u2013 talvez at\u00e9 de forma muito vulgar \u2013 como a tend\u00eancia \u00e0 autodestrui\u00e7\u00e3o, ao desligamento, \u00e0 aniquila\u00e7\u00e3o, ao desfazer-se. O que n\u00e3o significa que n\u00e3o haja a possibilidade de criar, construir e produzir atravessada\/o por essa tend\u00eancia. Esse \u00e9 o ponto aqui. Tem liga\u00e7\u00f5es que s\u00f3 podem ser feitas ap\u00f3s alguns desligamentos; caminhos que s\u00f3 podem ser atravessados depois de termos deixado para tr\u00e1s certa bagagem. Ou ainda, para ficar com as palavras de Gilberto Gil:&nbsp; \u201ctem que morrer para germinar\u201d.&nbsp;<\/p>\n<p>A protagonista de <i><strong>116 gramas: pe\u00e7a para emagrecer<\/strong>, <\/i>uma personagem chamada \u201ca Gorda\u201d, \u00e9 resultado de um encontro entre a autofic\u00e7\u00e3o e a autobiografia da atriz e dramaturga Let\u00edcia Rodrigues, que assina tamb\u00e9m a dire\u00e7\u00e3o da montagem, em parceria com Jo\u00e3o Pedro Ribeiro. Ao longo do espet\u00e1culo, vemos no palco, junto com a atriz, apenas um biombo transparente, uma amarra\u00e7\u00e3o de pl\u00e1stico branco que remete a um saco de pancadas ou uma ave, uma roupa preta de bailarina e um tel\u00e3o ao fundo. S\u00e3o as opera\u00e7\u00f5es de luz e som feitas por Felipe Stucchi e Lana Scott, respectivamente, as respons\u00e1veis por adicionar textura e dinamismo \u00e0s cenas.&nbsp;<\/p>\n<p>A chegada da atriz, vinda do fundo da plateia, interrompe os dez minutos de lavagem cerebral a que n\u00f3s, espectadores e espectadoras, est\u00e1vamos sendo submetidos\/as enquanto aguard\u00e1vamos o in\u00edcio do espet\u00e1culo assistindo a um compilado de propagandas da Pepsi nas quais Britney Spears participou. O foco, na maioria dos planos, era a fina silhueta de Britney ou das demais cantoras com ela, como na propaganda com Pink e Beyonc\u00e9 cantando <em>We will rock you<\/em>. A pe\u00e7a j\u00e1 havia come\u00e7ado. J\u00e1 est\u00e1vamos sendo introduzidos\/as a um dos principais eixos da pe\u00e7a: a press\u00e3o est\u00e9tica sobre os corpos de mulheres e os efeitos f\u00edsicos e ps\u00edquicos deixados pelas tentativas de se adaptar.&nbsp;<\/p>\n<p>A montagem \u2013 que comp\u00f5e a programa\u00e7\u00e3o do <strong><em>24\u00aa Festival Recife Nacional de Teatro<\/em><\/strong>, cujo tema \u00e9&nbsp; \u201cVozes Femininas\u201d \u2013 cresce em relev\u00e2ncia nesse cen\u00e1rio. Ao falar sobre Britney Spears ou Gisele B\u00fcndchen como refer\u00eancias da adolesc\u00eancia, a personagem traz luz \u00e0 forma como n\u00f3s, enquanto mulheres, crescemos com essas refer\u00eancias femininas de magreza, branquitude e fragilidade, expostas irrefletidamente a todos esses padr\u00f5es e, hoje, vemos que nem mesmo aquelas mulheres que definiram para as demais o que \u00e9 um ideal de beleza, conseguiram sobreviver a esse padr\u00e3o. Mesmo a Britney \u00e9 v\u00edtima da estrutura que ela \u2013 conscientemente ou n\u00e3o \u2013 refor\u00e7ou durante anos e que segue produzindo novas v\u00edtimas; mo\u00edda pelo mesmo sistema que a levou \u00e0 fama.&nbsp;<\/p>\n<p>O sonho da Gorda, como nos diz a personagem, era ser atriz; dan\u00e7ar e causar o efeito que Britney causava. Ela \u2013 que j\u00e1 teve o \u00cdndice de Massa Corp\u00f3rea (IMC) 50, o que corresponde \u00e0 obesidade m\u00f3rbida de acordo com os n\u00fameros estipulados pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade \u2013 tinha que emagrecer, mas n\u00e3o sustentava ir para crossfit, nadar, lutar, essas coisas todas achava um saco e acabava abandonando. Ent\u00e3o ela decide criar uma pe\u00e7a para emagrecer, porque se ela tivesse que fazer todo esse esfor\u00e7o f\u00edsico, que fosse em um palco, que fosse uma pe\u00e7a. Ap\u00f3s muitos c\u00e1lculos e pesquisas, a Gorda conclui que ela precisa perder 116 gramas por pe\u00e7a para atingir aquilo que foi estipulado como o peso\/o IMC ideal. Para isso, \u00e9 preciso dan\u00e7ar, lutar, se agitar, fazer polichinelo, pensar, etc. Tudo isso realizado em cena, ap\u00f3s se pesar nua em uma balan\u00e7a e dizer em voz alta o quanto est\u00e1 pesando naquela apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E \u00e9 a\u00ed que entra com for\u00e7a a puls\u00e3o de morte descrita no par\u00e1grafo inicial: a vertigem entre o desejo de emagrecer, pois supostamente ela s\u00f3 seria feliz quando fosse magra, caminhando junto com a ideia de que para isso \u00e9 preciso \u201celiminar metade de mim\u201d, de que vai perder 116g em 116g at\u00e9 n\u00e3o restar mais nada. Apesar do medo de emagrecer e do medo de n\u00e3o se reconhecer ap\u00f3s anos conformando sua subjetividade em torno do \u201cser gorda\u201d, a personagem segue fazendo exerc\u00edcios f\u00edsicos enquanto repete in\u00fameras vezes o quanto odeia o pr\u00f3prio corpo, como odeia ser gorda e como odeia a ideia de ter que ser \u201cbody positive\u201d (aceitar e amar o pr\u00f3prio corpo, positivando at\u00e9 mesmo as caracter\u00edsticas fora do padr\u00e3o de beleza). Ela segue fazendo polichinelos, deixando a pele sobressalente espanc\u00e1-la a cada salto, o som de tapas ritmados que o polichinelo produz ou como na cena em que empreende uma luta contra uma sacola de pl\u00e1stico \u2013 que dentro da pe\u00e7a faz o papel de um cisne, remetendo ao bal\u00e9 <i>Lago dos Cisnes<\/i> que ela nunca pode dan\u00e7ar enquanto bailarina devido ao seu peso \u2013 ao som de <i>Hit me baby one more time <\/i>de Britney Spears mixado com violinos de bal\u00e9 cl\u00e1ssico.&nbsp;<\/p>\n<p>A raiva do mundo \u2013 das cadeiras de pl\u00e1stico, das catracas de \u00f4nibus, das pessoas que dizem que ela \u00e9 bonita de rosto ou das lojas de departamento que s\u00f3 produzem roupas femininas com z\u00edperes fr\u00e1geis \u2013&nbsp; se mistura com uma raiva de si mesma, mas essa raiva n\u00e3o estagna num lugar ressentido ou amargurado. Pelo contr\u00e1rio: abre espa\u00e7o. N\u00e3o encontrando as oportunidades para dan\u00e7ar bal\u00e9 ou ser atriz em um mundo de angels da Victoria\u2019s Secret, a raiva da Gorda se torna um motor para criar sua cena, seu palco, seu bal\u00e9, seus termos e, nesse processo, fazer as pazes consigo e com o mundo que a rejeitou. Nessa chave de interpreta\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel ler o espet\u00e1culo como uma fresta para a intimidade de algu\u00e9m \u2013 momento em que a fic\u00e7\u00e3o soa demasiadamente biogr\u00e1fica. A montagem n\u00e3o pretende falar em nome das pessoas gordas enquanto um coletivo homog\u00eaneo e nem se pretende uma cartilha did\u00e1tica. E, na minha perspectiva, esse \u00e9 um ponto forte da montagem: estamos assistindo a uma singularidade, isto \u00e9, \u00e0 forma singular que essa pessoa empreendeu uma sa\u00edda de um circuito asfixiante. N\u00f3s, enquanto plateia, independente da nossa rela\u00e7\u00e3o com a balan\u00e7a, assistimos como voyeurs o desnudar-se n\u00e3o apenas das roupas da Gorda, mas de todo um fluxo de pensamentos \u00edntimos sobre ela mesma e sobre o mundo: suas met\u00e1foras, seus gostos, desgostos, hist\u00f3rias, refer\u00eancias, etc.&nbsp;<\/p>\n<p>A met\u00e1fora do Prometeu ao contr\u00e1rio \u00e9 particularmente tocante. No mito grego, ap\u00f3s ter roubado o fogo dos deuses e dado aos homens, o tit\u00e3 Prometeu \u00e9 castigado por Zeus e tem todo dia seu f\u00edgado comido por um p\u00e1ssaro, mas \u00e0 noite o f\u00edgado se regenera. Assim segue pelo restante da sua exist\u00eancia imortal. No caso da protagonista, o p\u00e1ssaro a alimenta. Todo dia ela emagrece um pouco e toda noite esse p\u00e1ssaro deposita comida em sua boca e a engorda mais. \u201cComer, comer at\u00e9 morrer\u201d, ela cantarola.&nbsp;<\/p>\n<p>Digamos, com o perd\u00e3o do trocadilho, que a montagem n\u00e3o tem medo de deixar o peso acontecer. Os expurgos de raiva da Gorda s\u00e3o seguidos por sil\u00eancios, respiros, pausas para beber \u00e1gua que n\u00e3o se preocupam em correr com algum al\u00edvio c\u00f4mico para desfazer o desconforto. Os momentos de humor, como a longa viagem em torno da sociedade secreta dos Illuminati, por exemplo, n\u00e3o vem para desfazer o n\u00f3. Pelo contr\u00e1rio, adiciona mais uma volta, como uma esp\u00e9cie de desvio: endere\u00e7ando cr\u00edticas a essa sociedade secreta, a dramaturgia poupa a plateia de ouvir diretamente suas cr\u00edticas \u00e0 sociedade [nada secreta] do nosso conv\u00edvio. O deboche em torno dos procedimentos est\u00e9ticos a que figuras p\u00fablicas precisam se submeter para continuarem na m\u00eddia n\u00e3o entra em contradi\u00e7\u00e3o com os humores mobilizados em cenas anteriores ou posteriores. Todos os afetos habitam as mesmas paisagens, comp\u00f5em uma mesma coreografia: o bal\u00e9 do Lago dos Cisnes com as aves de rapina.<\/p>\n<p><strong>*A cobertura cr\u00edtica da programa\u00e7\u00e3o do 24\u00ba Festival Recife do Teatro Nacional \u00e9 apoiada pela Prefeitura do Recife<\/strong><\/p>\n<h2><span style=\"text-decoration: underline;\">Ficha t\u00e9cnica:<\/span><\/h2>\n<p><strong>Idealiza\u00e7\u00e3o, dramaturgia e atua\u00e7\u00e3o<\/strong>: Let\u00edcia Rodrigues<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o<\/strong>: Let\u00edcia Rodrigues e Jo\u00e3o Pedro Ribeiro<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o de arte<\/strong>: Eliseu Weide<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o de movimento e coreografia<\/strong>: Luaa Gabanini<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o musical<\/strong>: Nat\u00e1lia Nery<br \/>\n<strong>Composi\u00e7\u00e3o e arranjo de trilha sonora<\/strong>: Lana Scott e Nat\u00e1lia Nery<br \/>\n<strong>Grava\u00e7\u00e3o e mixagem<\/strong>: Lana Scott<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o audiovisual<\/strong>: Lana Scott<br \/>\n<strong>T\u00e9cnica e opera\u00e7\u00e3o de som<\/strong>: Lana Scott<br \/>\n<strong>Motion graphics<\/strong>: Pablo Vieira<br \/>\n<strong>Mapping e opera\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo<\/strong>: Lana Scott<br \/>\n<strong>Desenho de luz<\/strong>: Camille Laurent<br \/>\n<strong>Opera\u00e7\u00e3o de luz<\/strong>: Felipe Stucchi<br \/>\n<strong>Coordena\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o<\/strong>: leo Birche<br \/>\n<strong>Produ\u00e7\u00e3o<\/strong>: J\u00e9ssyca Rianho<br \/>\n<strong>Comunica\u00e7\u00e3o visual e fotografia<\/strong>: Maria Luiza Graner<br \/>\n<strong>Planejamento estrat\u00e9gico de divulga\u00e7\u00e3o<\/strong>: Thiago Dias<br \/>\n<strong>Assessoria de imprensa<\/strong>: Pombo Correio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu vivi com raiva, a ignorando, me alimentado dela, aprendendo a us\u00e1-la antes de ela destruir minhas vis\u00f5es, durante a maior parte da minha vida. 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