{"id":27432,"date":"2025-11-21T18:35:32","date_gmt":"2025-11-21T21:35:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=27432"},"modified":"2025-12-10T18:18:40","modified_gmt":"2025-12-10T21:18:40","slug":"forca-e-resistencia-de-lady-tempestade-no-palco-recifense","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/forca-e-resistencia-de-lady-tempestade-no-palco-recifense\/","title":{"rendered":"For\u00e7a e resist\u00eancia <\/br> de Lady Tempestade <\/br>no palco recifense <\/br>Cr\u00edtica do espet\u00e1culo por Ivana Moura"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_27433\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/IMG-20251121-WA00071-e1763757568196.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27433\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27433\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/IMG-20251121-WA00071-e1763757568196.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27433\" class=\"wp-caption-text\">Andr\u00e9a Belt\u00e3o em <strong><em>Lady Tempestade<\/em><\/strong>. Foto: Marcos Pastich \/ PCR<\/p><\/div>\n<p><em>Madeira do Rosarinho (Madeira que cupim n\u00e3o r\u00f3i)<\/em> traduz o ethos pernambucano: for\u00e7a, garra, determina\u00e7\u00e3o e orgulho, tudo junto e misturado. Nascida como resposta a uma injusti\u00e7a &#8211; quando o bloco perdeu um concurso em 1963 para o Batutas de S\u00e3o Jos\u00e9, numa decis\u00e3o considerada parcial &#8211; a can\u00e7\u00e3o foi al\u00e9m do seu contexto original.<\/p>\n<p>O verso &#8220;Queiram ou n\u00e3o queiram os ju\u00edzes, o nosso bloco \u00e9 de fato campe\u00e3o&#8221; ecoou para al\u00e9m do carnaval, consolidando-se como hino de afirma\u00e7\u00e3o coletiva, for\u00e7a diante da opress\u00e3o. Integrada \u00e0 trilha sonora de <strong><em>Lady Tempestade<\/em><\/strong>, \u00e9 executada no meio da pe\u00e7a e foi ouvida em sil\u00eancio reverente na estreia do <strong><em>24\u00ba Festival Recife do Teatro Nacional<\/em><\/strong> &#8211; demonstra\u00e7\u00e3o de respeito e comunh\u00e3o com a luta retratada.<\/p>\n<p>Cria\u00e7\u00e3o Art\u00edstica de Alta Voltagem &#8211; <strong><em>Lady Tempestade<\/em><\/strong> \u00e9 um mon\u00f3logo teatral que n\u00e3o reproduz biograficamente a vida de M\u00e9rcia Albuquerque, mas surge como cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica potente inspirada nos di\u00e1rios pessoais da advogada pernambucana. Uma fic\u00e7\u00e3o dramat\u00fargica de S\u00edlvia Gomez que honra a mem\u00f3ria de quem defendeu mais de 500 presos pol\u00edticos durante a ditadura militar.<\/p>\n<p>A dramaturgia revela maturidade impressionante &#8211; uma jovem com sabedoria c\u00eanica invej\u00e1vel, capaz de criar jogos teatrais, desconcertar com dribles narrativos e demonstrar a for\u00e7a transformadora da palavra.<\/p>\n<p>Essas coisas aconteceram acontecem acontecer\u00e3o, articula a protagonista, lembrando a todos n\u00f3s que o jogo n\u00e3o est\u00e1 ganho. Vemos no palco uma luta angustiante de uma mulher contra uma m\u00e1quina de triturar brasileiros pensantes que defendiam justi\u00e7a social. Ela, que avan\u00e7a exausta contra os gafanhotos que est\u00e3o em toda parte.<\/p>\n<p>A m\u00e3o de Yara de Novaes na dire\u00e7\u00e3o permite que a hist\u00f3ria de M\u00e9rcia respire e sangre no palco. S\u00edlvia Gomez, sua sobrinha, j\u00e1 trabalhou com a diretora em outras montagens &#8211; existe uma intimidade art\u00edstica entre elas que se traduz em colabora\u00e7\u00e3o criativa fluida e org\u00e2nica.<\/p>\n<p>Juntas, constroem um espet\u00e1culo que preserva a dignidade da mem\u00f3ria de M\u00e9rcia atrav\u00e9s de uma abordagem que doseia densidade hist\u00f3rica com momentos de respira\u00e7\u00e3o e umas fa\u00edscas de humor. A dire\u00e7\u00e3o de Novaes \u00e9 din\u00e2mica e envolvente: vai costurando estados mentais, subverte tempos, conecta e desconecta personagens numa dan\u00e7a c\u00eanica precisa. \u00c9 m\u00e9todo nos v\u00e1rios postos.&nbsp;<\/p>\n<p>A trama se inicia quando a int\u00e9rprete (Andr\u00e9a Beltr\u00e3o) recebe de forma inesperada os manuscritos dos di\u00e1rios de M\u00e9rcia. Esse encontro fortuito desencadeia um mergulho reflexivo entre passado e presente, estabelecendo liga\u00e7\u00f5es com cap\u00edtulos silenciados da hist\u00f3ria brasileira.<\/p>\n<p>A cenografia utiliza simbologias po\u00e9ticas: uma caixa de papel\u00e3o dos correios e x\u00edcaras ofertadas que apontam para madrugadas insones de M\u00e9rcia. H\u00e1 surpresas do &#8220;subsolo&#8221; que surpreendem ao final.&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_27435\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/IMG-20251121-WA0002-e1763759166857.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27435\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27435\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/IMG-20251121-WA0002-e1763759166857.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27435\" class=\"wp-caption-text\">Em cena com seu filho Chico, que faz a sonoplastia<\/p><\/div>\n<p>20 de novembro de 2025, Teatro de Santa Isabel, Recife. Momento extraordin\u00e1rio &#8211; aquilo que s\u00f3 o teatro, arte da presen\u00e7a na presen\u00e7a, pode proporcionar. Andr\u00e9a Beltr\u00e3o no palco, Yara de Novaes (dire\u00e7\u00e3o), S\u00edlvia Gomez (dramaturgia), Ver\u00f4nica Prates e Valencia Losada (produ\u00e7\u00e3o) nos bastidores. Casa lotada, p\u00fablico extasiado, choros baixinhos ecoando durante a apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A atriz, dona de t\u00e9cnica invej\u00e1vel, traz as for\u00e7as da natureza para sua interpreta\u00e7\u00e3o &#8211; raios, trov\u00f5es, rel\u00e2mpagos, a raiva da senhora tempestade. Trabalha voz, fisicalidade, inten\u00e7\u00f5es, transitando entre as personagens M\u00e9rcia e A. (com suas alus\u00f5es aos gafanhotos).<\/p>\n<p>Uma quest\u00e3o sens\u00edvel merece destaque: frequentemente causa inc\u00f4modo quando artistas sudestinos interpretam personagens nordestinas, geralmente pela artificialidade do sotaque constru\u00eddo. Nesta montagem, contudo, o sotaque que Andr\u00e9a Beltr\u00e3o carrega em determinados momentos e ganha dimens\u00e3o de propriedade e consci\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 imita\u00e7\u00e3o ou caricatura, mas apropria\u00e7\u00e3o respeitosa que nasce da verdade da figura retratada e da entrega integral da int\u00e9rprete. A pros\u00f3dia nordestina emerge organicamente, sem for\u00e7ar, sem soar posti\u00e7a &#8211; resultado de um trabalho de pesquisa e sensibilidade que honra tanto M\u00e9rcia quanto o territ\u00f3rio que ela representa.<\/p>\n<p>Durante a apresenta\u00e7\u00e3o, um celular tocou na plateia. Beltr\u00e3o segurou o tempo, atrasou propositalmente a partitura, se ajeitou, e num movimento de cabe\u00e7a fez os \u00f3culos voarem at\u00e9 nossos p\u00e9s &#8211; demonstra\u00e7\u00e3o de presen\u00e7a c\u00eanica e dom\u00ednio do palco. Precisa ser atriz extraordin\u00e1ria para dan\u00e7ar aquela sofr\u00eancia e transformar o rid\u00edculo da situa\u00e7\u00e3o em versos que viram protesto.<\/p>\n<p>A trilha sonora, executada ao vivo por Chico Beltr\u00e3o (seu filho), cria um elo poderoso com todas as m\u00e3es que tentam proteger seus filhos, especialmente aquelas que os perderam para a barb\u00e1rie &#8211; met\u00e1fora maternal que atravessa gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<div id=\"attachment_27434\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/IMG-20251121-WA0031-e1763758594907.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27434\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27434\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/IMG-20251121-WA0031-e1763758594907.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"899\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27434\" class=\"wp-caption-text\">Santa Isabel lotado, o p\u00fablico da luta e do luto. Foto: Foto: Marcos Pastich \/ PCR<\/p><\/div>\n<p>Uma das aberturas mais impactantes da hist\u00f3ria do <strong><em>Festival Recife do Teatro Naciona<\/em><\/strong>l. A prefeitura atendeu cerca de 540 pessoas &#8211; um p\u00fablico que misturava frequentadores habituais de teatro com jovens engajados politicamente e pessoas que nunca haviam entrado num teatro, motivadas pelo componente hist\u00f3rico-pol\u00edtico.<\/p>\n<p>Exemplo tocante: uma filha de preso pol\u00edtico que descobriu a verdadeira hist\u00f3ria do pai somente este ano. Cresceu acreditando que ele era bandido, descobriu que era um resistente, e assistiu teatro pela primeira vez.<\/p>\n<p><strong>Conex\u00f5es: M\u00e9rcia e Soledad<\/strong> &#8211; A hist\u00f3ria de M\u00e9rcia se entrela\u00e7a com outras trajet\u00f3rias da resist\u00eancia. A advogada foi respons\u00e1vel pelo reconhecimento dos corpos de seis integrantes da VPR (Vanguarda Popular Revolucion\u00e1ria) no IML, incluindo Soledad Barrett Viedma.<\/p>\n<p>Em <strong><em>Soledad<\/em><\/strong>, espet\u00e1culo com a atriz Hilda Torres, dire\u00e7\u00e3o de Mal\u00fa Baz\u00e1n, h\u00e1 uma cena onde a artista algema Soledad (representada por uma boneca) narrando: &#8220;A advogada M\u00e9rcia Albuquerque foi ao IML e encontrou o corpo de Soledad&#8221; &#8211; momento que conecta as duas lutas, as duas mem\u00f3rias, as duas resist\u00eancias.<\/p>\n<div id=\"attachment_27436\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/IMG-20251121-WA0019-e1763759428705.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27436\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27436\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/IMG-20251121-WA0019-e1763759428705.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27436\" class=\"wp-caption-text\">Interpreta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e encantadora<\/p><\/div>\n<p><em><strong>Humanidade Sempre em Risco &#8211; <\/strong><\/em>H\u00e1 m\u00faltiplas entradas para este espet\u00e1culo &#8211; pol\u00edticas, est\u00e9ticas, sociais &#8211; todas fascinantes. A pe\u00e7a emociona pela humanidade das personagens, uma humanidade sempre em risco, e faz imaginar a dor inexor\u00e1vel de quem perdeu entes queridos, de quem viu transformada em p\u00f3 sua pr\u00f3pria humanidade.<\/p>\n<p><strong><em>Lady Tempestade<\/em><\/strong>&nbsp;estabelece pontes entre passado autorit\u00e1rio e desafios democr\u00e1ticos contempor\u00e2neos, questionando como as viol\u00eancias estatais se perpetuam. &#8220;Essas coisas aconteceram acontecem acontecer\u00e3o&#8221;. Nossa humanidade permanece em perigo, nossa jovem democracia sempre em risco.<\/p>\n<p>Uma montagem de envergadura. Essa cria\u00e7\u00e3o d\u00e1 motivos para m\u00faltiplas an\u00e1lises e considera\u00e7\u00f5es que atravessam quest\u00f5es de mem\u00f3ria, resist\u00eancia, t\u00e9cnica teatral e urg\u00eancias contempor\u00e2neas.<\/p>\n<p>A recep\u00e7\u00e3o tem sido eloquente: indica\u00e7\u00f5es a pr\u00eamio demonstram o reconhecimento t\u00e9cnico. Mais revelador ainda \u00e9 o impacto junto ao p\u00fablico &#8211; casas lotadas, l\u00e1grimas durante as apresenta\u00e7\u00f5es, e o fen\u00f4meno de atrair espectadores que nunca haviam pisado em um teatro, mobilizados pela for\u00e7a pol\u00edtica da narrativa.<\/p>\n<p>Desde a estreia no Rio de Janeiro, em janeiro de 2024, o espet\u00e1culo tem percorrido o pa\u00eds gerando discuss\u00f5es necess\u00e1rias.&nbsp;<strong><em>Lady Tempestade<\/em><\/strong>&nbsp;consegue o que poucos espet\u00e1culos alcan\u00e7am &#8211; ser simultaneamente rigoroso artisticamente e acess\u00edvel politicamente. A pe\u00e7a opera numa zona de risco controlado: evoca fantasmas, denuncia, emociona. \u00c9 teatro que nos fazer pensar e sentir, simultaneamente, sobre quem fomos, quem somos e quem podemos ser. E h\u00e1 muito por dizer.<\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong><u><em>Ficha T\u00e9cnica<\/em><\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong>Lady Tempestade&nbsp;<\/strong>com&nbsp;<em>Andrea Beltr\u00e3o<\/em><\/p>\n<p><strong>Dire\u00e7\u00e3o:<\/strong>&nbsp;Yara de Novaes<br \/>\n<strong>Dramaturgia:<\/strong>&nbsp;Silvia Gomez<br \/>\n<strong>Cenografia:<\/strong>&nbsp;Dina Salem Levy<br \/>\n<strong>Desenho de luz:<\/strong>&nbsp;Ricardo V\u00edvian e Sarah Salgado<br \/>\n<strong>Cria\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o de trilha sonora:<\/strong>&nbsp;Chico Beltr\u00e3o<br \/>\n<strong>Desenho de som:<\/strong>&nbsp;Arthur Ferreira<br \/>\n<strong>Figurinos:<\/strong>&nbsp;Marie Salles<br \/>\n<strong>Assistente de dire\u00e7\u00e3o:<\/strong>&nbsp;Murillo Basso<br \/>\n<strong>Assistente de cenografia:<\/strong>&nbsp;Alice Cruz<br \/>\n<strong>Operador de luz:&nbsp;<\/strong>Sarah Salgado e Luana Della Crist<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o de Palco e Pintura de Arte:&nbsp;<\/strong>Ant\u00f4nio Lima<br \/>\n<strong>Contrarregra:<\/strong>&nbsp;Nivaldo Vieira e M\u00e1rcio Rodrigues<br \/>\n<strong>Fotografia:<\/strong>&nbsp;Nana Moraes<br \/>\n<strong>Fotografia de Cena:<\/strong>&nbsp;Nana Moraes e Felipe Ovelha<br \/>\n<strong>V\u00eddeos:&nbsp;<\/strong>Gil Tuchtenhagen<br \/>\n<strong>Projeto Gr\u00e1fico:&nbsp;<\/strong>Fabio Arruda e Rodrigo Bleque | Cub\u00edculo<br \/>\n<strong>Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o:<\/strong>&nbsp;Vanessa Cardoso | Factoria Comunica\u00e7\u00e3o<br \/>\n<strong>Assessoria de Imprensa:<\/strong>&nbsp;Daniella Cavalcanti<br \/>\n<strong>Administra\u00e7\u00e3o do Perfil Andrea Beltr\u00e3o (Instagram):<\/strong>&nbsp;Rosa Beltr\u00e3o<br \/>\n<strong>Gest\u00e3o de Performance:<\/strong>&nbsp;Lead Performance<br \/>\n<strong>Produ\u00e7\u00e3o:<\/strong>&nbsp;Quintal Produ\u00e7\u00f5es<br \/>\n<strong>Diretora Geral:<\/strong>&nbsp;Ver\u00f4nica Prates<br \/>\n<strong>Coordenadora de Projetos:<\/strong>&nbsp;Valencia Losada<br \/>\n<strong>Produtora Executiva:<\/strong>&nbsp;Camila Camuso<br \/>\n<strong>Realiza\u00e7\u00e3o:<\/strong>&nbsp;Sesc S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Madeira do Rosarinho (Madeira que cupim n\u00e3o r\u00f3i) traduz o ethos pernambucano: for\u00e7a, garra, determina\u00e7\u00e3o e orgulho, tudo junto e misturado. 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