{"id":27280,"date":"2025-10-28T22:20:01","date_gmt":"2025-10-29T01:20:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=27280"},"modified":"2025-10-28T22:20:01","modified_gmt":"2025-10-29T01:20:01","slug":"germaine-acogny-e-a-urgencia-da-ancestralidade-critica-a-un-endroit-du-debut","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/germaine-acogny-e-a-urgencia-da-ancestralidade-critica-a-un-endroit-du-debut\/","title":{"rendered":"Germaine Acogny <\/br> e a urg\u00eancia da ancestralidade <\/br> Cr\u00edtica: \u00c0 un endroit du d\u00e9but"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_27289\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/WhatsApp-Image-2025-10-28-at-15.02.26-e1761690346637.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27289\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27289\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/WhatsApp-Image-2025-10-28-at-15.02.26-e1761690346637.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27289\" class=\"wp-caption-text\">Solo autobiogr\u00e1fico e ficcional. Foto: Marcos Pastich\/PCR<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_27282\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/A-UN-ENDROIT-DU-DEBUT-FOTO-THOMAS-DORN-e1761652217316.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27282\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27282\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/A-UN-ENDROIT-DU-DEBUT-FOTO-THOMAS-DORN-e1761652217316.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27282\" class=\"wp-caption-text\"><strong>\u00c0 un endroit du d\u00e9but.<\/strong> Foto: Thomas Dorn<\/p><\/div>\n<p>Quando Germaine Acogny, 81 anos, pisa no palco, ativa-se uma constela\u00e7\u00e3o viva de saberes milenares. Seu corpo carrega d\u00e9cadas de cria\u00e7\u00e3o e reinven\u00e7\u00e3o africanas, capazes de resistir ao projeto colonial de apagamento, guardando gestualidades rituais, cosmogonias e t\u00e9cnicas de movimento que atravessam gera\u00e7\u00f5es. Em <strong><em>\u00c0 un endroit du d\u00e9but (Em algum lugar no in\u00edcio)<\/em><\/strong>, solo autobiogr\u00e1fico e ficcional apresentado neste domingo (26\/10) no Teatro Santa Isabel, no Recife, como encerramento do <strong><em>Festival Internacional de Dan\u00e7a do Recife<\/em><\/strong> e do <strong><em>Festival de Teatro do Agreste &#8211; Feteag<\/em><\/strong>, essa jornada se transforma em investiga\u00e7\u00e3o c\u00eanica que articula dan\u00e7a, narrativa teatral e proje\u00e7\u00f5es visuais. A plateia robusta, embora com espa\u00e7os ainda dispon\u00edveis no hist\u00f3rico teatro pernambucano, acompanhou uma das vozes mais essenciais da dan\u00e7a contempor\u00e2nea mundial em atividade.<\/p>\n<p>A obra tece sobreposi\u00e7\u00f5es temporais onde mem\u00f3rias pessoais, legados familiares e processos hist\u00f3ricos se abra\u00e7am. A corporalidade que materializa c\u00f3digos ancestrais encontra suas ra\u00edzes numa biografia atravessada por contradi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas. Filha de um administrador colonial franc\u00f3fono e neta de uma sacerdotisa iorub\u00e1, Acogny habita um territ\u00f3rio h\u00edbrido onde novas formas culturais emergem da negocia\u00e7\u00e3o complexa entre tradi\u00e7\u00e3o e contemporaneidade. \u00c9 a partir desse espa\u00e7o de conflu\u00eancia identit\u00e1ria que sua t\u00e9cnica busca uma articula\u00e7\u00e3o criativa entre dan\u00e7as africanas e m\u00e9todos europeus.<\/p>\n<p>Cada movimento que ela executa concretiza essa arquitetura temporal, materializando conhecimentos herdados atrav\u00e9s de uma corporalidade espec\u00edfica. Inspirada na divindade-p\u00edton do Benim, sua coluna vertebral se transforma na &#8220;cobra da vida&#8221; &#8211; eixo organizador m\u00f3vel e ondulado que conecta c\u00e9u e terra, desafiando paradigmas euroc\u00eantricos de movimento. O corpo torna-se cosmos atrav\u00e9s de met\u00e1foras como o peito como &#8220;sol&#8221;, o bumbum como &#8220;lua&#8221;, os quadris como &#8220;estrelas&#8221;. Nessa geografia corporal em constante movimento, energia circula e c\u00f3digos ancestrais ganham forma no gesto.<\/p>\n<p>O espet\u00e1culo inicia-se com Germaine Acogny evocando os escritos in\u00e9ditos de seu pai, Togoun Servais Acogny, funcion\u00e1rio colonial que documentou sua pr\u00f3pria trajet\u00f3ria de &#8220;desconstru\u00e7\u00e3o&#8221; cultural. Estes manuscritos tornam-se mat\u00e9ria-prima para uma investiga\u00e7\u00e3o sobre os custos subjetivos da assimila\u00e7\u00e3o colonial. Em seguida, ela invoca as mem\u00f3rias de sua av\u00f3 Aloopho, sacerdotisa vodu de quem seria a reencarna\u00e7\u00e3o, segundo os moradores da aldeia que gritavam &#8220;Iya Tund\u00e9! Iya Tund\u00e9!&#8221; (a m\u00e3e voltou!) em seu nascimento.<\/p>\n<div id=\"attachment_27288\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/WhatsApp-Image-2025-10-28-at-15.02.25-e1761690205401.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27288\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27288\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/WhatsApp-Image-2025-10-28-at-15.02.25-e1761690205401.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27288\" class=\"wp-caption-text\">O espet\u00e1culo \u00e9 rico em imagens, que permitem muitas interpreta\u00e7\u00f5es. Foto: Marcos Pastich\/ PCR<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_27286\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/WhatsApp-Image-2025-10-28-at-15.02.23-e1761690255849.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27286\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27286\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/WhatsApp-Image-2025-10-28-at-15.02.23-e1761690255849.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27286\" class=\"wp-caption-text\">.As m\u00e3os de Germaine dan\u00e7am constantemente, Foto: Marcos Pastich\/PCR<\/p><\/div>\n<p>A narrativa desenvolve-se de forma n\u00e3o-linear, privilegiando associa\u00e7\u00f5es emocionais sobre cronologias factuais. Os elementos cenogr\u00e1ficos colaboram nessa estrat\u00e9gia: telas de v\u00eddeo criam m\u00faltiplas temporalidades; um livro, uma almofada e uma poltrona funcionam como \u00e2ncoras materiais para diferentes momentos. E a dan\u00e7a est\u00e1 em toda parte, de gestos largos aos contidos,&nbsp; das intensidades \u00e0 pulsa\u00e7\u00f5es suaves. As m\u00e3os de Germaine dan\u00e7am constantemente, mesmo quando ela est\u00e1 sentada.<\/p>\n<p>Em colabora\u00e7\u00e3o com o diretor Mika\u00ebl Serre, ela entrela\u00e7a sua hist\u00f3ria pessoal com elementos da trag\u00e9dia grega, especialmente evocando Medeia. A princesa da C\u00f3lquida que abandona sua terra natal por amor e \u00e9 posteriormente rejeitada ecoa as experi\u00eancias de deslocamento e rupturas afetivas que marcam a biografia de Acogny. O espet\u00e1culo transforma a core\u00f3grafa numa Medeia contempor\u00e2nea que, em vez de destruir, reconstr\u00f3i e transmite conhecimento ancestral atrav\u00e9s da dan\u00e7a.<\/p>\n<p>A realidade feminina africana aparece como uma das dimens\u00f5es mais complexas do espet\u00e1culo. Quando a bailarina e core\u00f3grafa declara que &#8220;o poder \u00e9 transmitido de mulher para mulher&#8221;, mas simultaneamente afirma que &#8220;a mulher \u00e9 a esp\u00e9cie mais miser\u00e1vel do mundo&#8221;, ela articula uma contradi\u00e7\u00e3o profunda que ecoa nas din\u00e2micas patriarcais globais. Seus gestos carregam corporalmente as viol\u00eancias entrecruzadas &#8211; colonial, racial, patriarcal &#8211; demonstrando como mulheres negras africanas constroem estrat\u00e9gias de resist\u00eancia que criticam tanto feminismos que ignoram dimens\u00f5es raciais quanto movimentos anticoloniais que silenciam pautas de g\u00eanero.<\/p>\n<p>Em determinado momento do espet\u00e1culo, Acogny rasga a almofada, liberando penas que voam pelo palco. A m\u00fasica de Fabrice Bouillon <em>LaForest<\/em>&nbsp;percorre o espet\u00e1culo.<\/p>\n<p>O cl\u00edmax emocional acontece quando Acogny, ap\u00f3s exprimir sua f\u00faria de Medeia, pronuncia &#8220;Papai, eu te perdoo!&#8221;. O momento \u00e9 atravessado pela complexidade das rela\u00e7\u00f5es familiares entrela\u00e7adas \u00e0 hist\u00f3ria colonial.<\/p>\n<div id=\"attachment_27285\" style=\"width: 1290px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/WhatsApp-Image-2025-10-28-at-15.02.22.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27285\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-27285 size-full\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/WhatsApp-Image-2025-10-28-at-15.02.22.jpeg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"854\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/WhatsApp-Image-2025-10-28-at-15.02.22.jpeg 1280w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/WhatsApp-Image-2025-10-28-at-15.02.22-300x200.jpeg 300w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/WhatsApp-Image-2025-10-28-at-15.02.22-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/WhatsApp-Image-2025-10-28-at-15.02.22-768x512.jpeg 768w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/WhatsApp-Image-2025-10-28-at-15.02.22-624x416.jpeg 624w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-27285\" class=\"wp-caption-text\">Sess\u00e3o encerrou dois festivais no Teatro de Santa Isabel, no Recife. Foto: Marcos Pastich \/ PCR<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-size: 1rem;\"><strong><em>\u00c0 un endroit du d\u00e9but<\/em><\/strong> dialoga com debates atuais sobre descoloniza\u00e7\u00e3o e direitos das mulheres. A obra evoca quest\u00f5es complexas como construir identidades que honrem legados sem se aprisionarem neles? Como as mulheres podem ser simultaneamente guardi\u00e3s e transformadoras de suas culturas?<\/span><\/p>\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o no Santa Isabel proporcionou um encontro raro com uma pioneira que continua expandindo fronteiras art\u00edsticas e pol\u00edticas. Ao final, aplausos efusivos ecoaram pelo teatro. Germaine Acogny recebeu flores da secret\u00e1ria de cultura do Recife, Milou Megale, e do diretor do Feteag, Fabio Pascoal. <strong><em>\u00c0 un endroit du d\u00e9but<\/em> <\/strong>celebra Germaine Acogny como uma voz art\u00edstica fundamental, materializando em movimento a cartografia afetiva de experi\u00eancias continentais.<\/p>\n<h2>Ficha t\u00e9cnica<\/h2>\n<p><strong>Interpreta\u00e7\u00e3o e Dan\u00e7a<\/strong>: Germaine Acogny<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o C\u00eanica<\/strong>: Mika\u00ebl Serre<br \/>\n<strong>Diretor T\u00e9cnico<\/strong>: Helmut Vogt<br \/>\n<strong>M\u00fasica<\/strong>: Fabrice Bouillon &#8220;LaForest&#8221;<br \/>\n<strong>Operador de v\u00eddeo<\/strong>: Nicol\u00e1s Kretz<br \/>\n<strong>Ilumina\u00e7\u00e3o<\/strong>: Marco Wehrspann<\/p>\n<p><iframe title=\"A un endroit du debut - Germaine Acogny - Mika\u00ebl Serre - YouTube\" width=\"625\" height=\"352\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/lvPmFOhdEsY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<br \/>\nBHABHA, Homi K. O Local da Cultura. Tradu\u00e7\u00e3o de Myriam \u00c1vila, Eliana Louren\u00e7o de Lima Reis, Gl\u00e1ucia Renate Gon\u00e7alves. Belo Horizonte: Editora UFMG, 1998. (Publica\u00e7\u00e3o original: The Location of Culture, Routledge, 1994).<br \/>\nBRAUDEL, Fernand. Hist\u00f3ria e Ci\u00eancias Sociais: A Longa Dura\u00e7\u00e3o. Annales. \u00c9conomies, Soci\u00e9t\u00e9s, Civilisations, 1958.<br \/>\nCOLONNA, Vincent. Autofiction &amp; Autres Mythomanies Litt\u00e9raires. Paris: Tristram, 2004.<br \/>\nDOUBROVSKY, Serge. Fils. Paris: \u00c9ditions Galil\u00e9e, 1977.<br \/>\nGONZALEZ, L\u00e9lia. Racismo e Sexismo na Cultura Brasileira. Revista Ci\u00eancias Sociais Hoje, ANPOCS, 1984.<br \/>\nHANNA, Thomas. Somatics: Reawakening the Mind&#8217;s Control of Movement, Flexibility, and Health. New York: Perseus Books, 1988.<br \/>\nLEPECKI, Andr\u00e9. Exaurir a Dan\u00e7a: Performance e a Pol\u00edtica do Movimento. S\u00e3o Paulo: Editora Contracampo, 2006.<br \/>\nOLANIYAN, Tejumola. Arrest the Music!: Fela and his Rebel Art and Politics. Bloomington: Indiana University Press, 2004.<br \/>\nOY\u011aW\u00d9M\u00cd, Oy\u00e8r\u00f3nk\u1eb9\u0301. The Invention of Women: Making an African Sense of Western Gender Discourses. Minneapolis: University of Minnesota Press, 1997.<br \/>\nSWANSON, Amy. Codifying African dance: the Germaine Acogny technique and antinomies of postcolonial cultural production. Critical African Studies, 2019.<br \/>\nTAYLOR, Diana. O Arquivo e o Repert\u00f3rio: Performance e Mem\u00f3ria Cultural nas Am\u00e9ricas. Tradu\u00e7\u00e3o de Eliana Louren\u00e7o de Lima Reis. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2013. (Publica\u00e7\u00e3o original: The Archive and o Repertoire: Performing Cultural Memory in the Americas, Duke University Press, 2003).<br \/>\nWYNTER, Sylvia. Unsettling the Coloniality of Being\/Power\/Truth\/Freedom: Towards the Human, After Man, Its Overrepresentation. CR: The New Centennial Review, vol. 3, no. 3, 2003, pp. 257-337.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando Germaine Acogny, 81 anos, pisa no palco, ativa-se uma constela\u00e7\u00e3o viva de saberes milenares. Seu corpo carrega d\u00e9cadas de cria\u00e7\u00e3o e reinven\u00e7\u00e3o africanas, capazes de resistir ao projeto colonial de apagamento, guardando gestualidades rituais, cosmogonias e t\u00e9cnicas de movimento que atravessam gera\u00e7\u00f5es. 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