{"id":27162,"date":"2025-10-19T06:09:24","date_gmt":"2025-10-19T09:09:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=27162"},"modified":"2025-10-19T07:58:47","modified_gmt":"2025-10-19T10:58:47","slug":"desconstrucao-das-imagens-de-controle-na-performance-de-gaelle-bourges-critica-a-mon-seul-desir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/desconstrucao-das-imagens-de-controle-na-performance-de-gaelle-bourges-critica-a-mon-seul-desir\/","title":{"rendered":"Desconstru\u00e7\u00e3o das imagens de controle <\/br>na performance de Ga\u00eblle Bourges <\/br> Cr\u00edtica: \u00c0 mon seul d\u00e9sir"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_27098\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/A-mon-seul-desir-de-Gaelle-Bourges-Franca-\u2013-Credito-Danielle-Voirin-2-e1759854389606.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27098\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27098\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/A-mon-seul-desir-de-Gaelle-Bourges-Franca-\u2013-Credito-Danielle-Voirin-2-e1759854389606.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27098\" class=\"wp-caption-text\"><strong>A mon seul d\u00e9sir<\/strong>, de Ga\u00eblle Bourges (Fran\u00e7a). Foto: Danielle Voirin \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Na hist\u00f3ria da arte ocidental, cada representa\u00e7\u00e3o visual carrega consigo valores pol\u00edticos que se consolidam atrav\u00e9s da difus\u00e3o e da consagra\u00e7\u00e3o cultural. Quando a core\u00f3grafa francesa Ga\u00eblle Bourges reativa performaticamente a tape\u00e7aria medieval <em>A Dama e o Unic\u00f3rnio<\/em> (c. 1490) em seu espet\u00e1culo <strong><em>\u00c0 mon seul d\u00e9sir<\/em><\/strong>, ela interroga esse repert\u00f3rio visual que continua moldando nossa compreens\u00e3o do feminino.<\/p>\n<p>Exploradora da hist\u00f3ria da arte, Bourges se mostra uma cart\u00f3grafa cr\u00edtica que mapeia a sedimenta\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica das representa\u00e7\u00f5es de g\u00eanero, criando di\u00e1logos tensionados entre o da obra original na contemporaneidade.<\/p>\n<p>A tape\u00e7aria <em>A Dama e o Unic\u00f3rnio<\/em>, obra-prima do final do s\u00e9culo XV conservada no Museu de Cluny no Quartier Latin, em Paris, constitui o objeto arqueol\u00f3gico privilegiado desta desconstru\u00e7\u00e3o cr\u00edtica. O t\u00edtulo do espet\u00e1culo &#8211; <strong><em>\u00c0 mon seul d\u00e9sir<\/em><\/strong>&nbsp;&#8211; prov\u00e9m diretamente da inscri\u00e7\u00e3o presente no enigm\u00e1tico sexto painel desta tape\u00e7aria, cujos cinco primeiros alegorizam sucessivamente as rela\u00e7\u00f5es da dama com os cinco sentidos tradicionais, culminando no mist\u00e9rio desse sexto sentido indeterminado.<\/p>\n<p>O espet\u00e1culo inicia com uma composi\u00e7\u00e3o visual precisa. Quatro performers nuas &#8211; Ga\u00eblle Bourges, Agn\u00e8s Butet, Marianne Chargois e Alice Roland &#8211; executam movimenta\u00e7\u00f5es de lentid\u00e3o ritual\u00edstica diante de uma extensa cortina de veludo vermelho que se estende de um lado ao outro do palco (no caso da apresenta\u00e7\u00e3o na programa\u00e7\u00e3o do <em><strong>Feteag<\/strong><\/em>, no Teatro Luiz Mendon\u00e7a, no Parque Dona Lindu, no Recife, nos dias 9 e 10 de outubro), criando uma passarela para a evolu\u00e7\u00e3o das int\u00e9rpretes.<\/p>\n<p>As quatro artistas, cuja coreografia foi desenvolvida colaborativamente por Carla Bottiglieri, Ga\u00eblle Bourges, Agn\u00e8s Butet e Alice Roland, executam movimenta\u00e7\u00f5es minuciosas: abaixam-se graciosamente, estendem os bra\u00e7os em gestos calculados, cravam delicadamente flores coloridas no tecido vermelho, criando desenhos ef\u00eameros que se desfazem e se refazem ao longo da apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Durante essas sequ\u00eancias iniciais, escutamos um longo coment\u00e1rio em portugu\u00eas que descreve e analisa a tape\u00e7aria original. A narrativa em portugu\u00eas foi desenvolvida por Nathalia Kloos, com tradu\u00e7\u00e3o do texto realizada por Lia Imanishi e Nathalia Kloos. O texto combina informa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas com interpreta\u00e7\u00f5es cr\u00edticas contempor\u00e2neas, conectando a hist\u00f3ria da arte com teorias atuais sobre performance e representa\u00e7\u00e3o. Acompanhamos o \u00e1udio enquanto observamos o movimento das int\u00e9rpretes, criando nossa pr\u00f3pria rela\u00e7\u00e3o entre o que ouvimos e o que vemos.<\/p>\n<p>Bourges, Butet, Chargois e Roland utilizam m\u00e1scaras que representam os animais presentes na tape\u00e7aria &#8211; le\u00e3o, raposa, macaco, unic\u00f3rnio e coelho. Quando assumem essas identidades animais, as int\u00e9rpretes demonstram uma precis\u00e3o t\u00e9cnica impressionante, adotando posturas e movimentos do animal. A trilha sonora, criada por St\u00e9phane Monteiro a.k.a XtroniK e Erwan Keravec, com dire\u00e7\u00e3o de som e dire\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica geral de St\u00e9phane Monteiro, acompanha essas transforma\u00e7\u00f5es corporais. O design de luz, concebido por Abigail Fowler e Ludovic Rivi\u00e8re, com t\u00e9cnica de luz de Maureen Sizun Vom Dorp, cria atmosferas que real\u00e7am cada metamorfose animal.<\/p>\n<div id=\"attachment_27163\" style=\"width: 1311px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/09102025-A-Mon-Seul-Desir-49.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27163\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27163\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/09102025-A-Mon-Seul-Desir-49.jpg\" alt=\"\" width=\"1301\" height=\"868\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27163\" class=\"wp-caption-text\">Int\u00e9rpretes utilizam m\u00e1scaras de animais. Foto: Walton Ribeiro \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Mobilizo o conceito &#8220;imagens de controle&#8221; desenvolvido por Patricia Hill Collins para encarar a complexidade pol\u00edtica da opera\u00e7\u00e3o que Bourges realiza. Essa escolha alinha-se com a dimens\u00e3o cr\u00edtica feminista que a pr\u00f3pria diretora j\u00e1 havia sinalizado em suas declara\u00e7\u00f5es sobre a obra.<\/p>\n<p>Esse conceito permitiu mostrar persist\u00eancias estruturais significativas. As dicotomias medievais (virgem\/prostituta, pura\/impura, espiritual\/carnal) funcionam como antecedentes hist\u00f3ricos das binaridades hier\u00e1rquicas contempor\u00e2neas. Essas representa\u00e7\u00f5es estereotipadas funcionam como tecnologias de domina\u00e7\u00e3o. Na obra de Bourges, essas din\u00e2micas ganham materialidade atrav\u00e9s da tens\u00e3o entre o unic\u00f3rnio (pureza\/virgindade) e os coelhos (sexualidade \/transgress\u00e3o).<\/p>\n<p>Dessa forma, Bourges torna vis\u00edvel esse mecanismo quando suas performers alternam entre sacralidade contemplativa (flores, gestos lentos, postura pict\u00f3rica) e transforma\u00e7\u00e3o animal s\u00fabita atrav\u00e9s das m\u00e1scaras. Cada mudan\u00e7a demonstra como as imagens de controle operam por oposi\u00e7\u00e3o bin\u00e1ria: a mulher s\u00f3 pode ser santa em contraste com a pecadora, pura em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 lasciva.<\/p>\n<div id=\"attachment_27164\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/08102025-A-Mon-Seul-Desir-47-scaled-e1760562921782.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27164\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27164\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/08102025-A-Mon-Seul-Desir-47-scaled-e1760562921782.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27164\" class=\"wp-caption-text\">Diretora Bourges no ensaio com o coro<\/p><\/div>\n<p>Quando o unic\u00f3rnio rasga definitivamente o pano vermelho, toda a arquitetura c\u00eanica se transforma. O palco se expande revelando sua amplitude total, e com ela emerge um contraste brutal: a criatura da pureza &#8220;entoa&#8221; <strong><em>The End<\/em><\/strong>&nbsp;dos The Doors enquanto uma multiplicidade de corpos despidos &#8211; cada um carregando suas particularidades f\u00edsicas e et\u00e1rias &#8211; irrompe em saltos fren\u00e9ticos usando m\u00e1scaras de coelho. A rigorosa conten\u00e7\u00e3o gestual desmorona sob o peso de uma festividade alucinante. Surgem em ondas sucessivas estes &#8220;coelhinhos lascivos&#8221;, proliferando-se numa dan\u00e7a obsessiva. Luzes estrobosc\u00f3picas fragmentam a vis\u00e3o e uma trilha sonora fren\u00e9tica mescla gregoriano, rock pesado e batidas eletr\u00f4nicas &#8211; criando um espet\u00e1culo de beleza perturbadora.<\/p>\n<p>Esta avalanche de figuras mascaradas constitui uma revolta est\u00e9tica contra os mecanismos de domestica\u00e7\u00e3o visual previamente estabelecidos. Atrav\u00e9s da imagem ancestral do coelho &#8211; animal cujo simbolismo oscila entre fecundidade desenfreada e lux\u00faria incontida &#8211; a obra constr\u00f3i uma contraofensiva ao dom\u00ednio corporal. Onde antes reinava a disciplina gestual, instala-se agora um transe coletivo que celebra o excesso como forma de resist\u00eancia po\u00e9tica.<\/p>\n<h2>Celebra\u00e7\u00e3o Coletiva do Desejo<\/h2>\n<p>No final do espet\u00e1culo, trinta e duas pessoas selecionadas no Recife e Caruaru formam uma far\u00e2ndola (dan\u00e7a em roda ou grupo festivo e barulhento) de coelhos \u2014 uma dan\u00e7a coletiva inspirada na tape\u00e7aria original, com cerca de 15 minutos de dura\u00e7\u00e3o. Entre os participantes do elenco local est\u00e3o Alberto Barbosa de Albuquerque, Alefe Robson Maur\u00edcio da Silva, Amanda de Paula Pegado, Anderson Luis de Lima Fonseca, Brenda Alves Ribeiro, Carlos Daniel Silva Ferreira, Carolayne Tayane de Lima, Evellyn Eduarda Gon\u00e7alves Silva, Everson Reynods Melo Lima, Gabriel da Silva Machado, Jares dos Santos Silva, J\u00e9ssica Cavalcanti da Silva Calado, Jo\u00e3o Pedro de Melo Silva, Kauan Vitor Nascimento de Carvalho, Lara Ribeiro Mano de Lima, Larissa dos Anjos Le\u00e3o, Lucas Carvalho Cordeiro, Lucas Ferreira da Silva, Lucas Vin\u00edcius Silva de Lima, Luiz Diego Garcia Ubirajara, Maria Augusta Teles Menelau, Maria Fernanda Nascimento dos Santos, Mayra Clara Vitorino, Mikaely Patricio de Farias Carvalho, Mikelayne P. De Farias Carvalho, Nayanne Alana Nanes de Albuquerque, Rebeca Bezerra Coelho, Rychard Klysman de Arruda Cintra, Thajjana Ellen Louren\u00e7o da Silva, Tiago Francisco da Silva, Wagner Wellington da Silva Vasconcelos e Nilo Pedrosa. Essas pessoas entram em cena usando somente uma m\u00e1scara de animal.<\/p>\n<p>Ao convocar essa diversidade corporal para a dan\u00e7a que encerra o espet\u00e1culo, Bourges opera uma subvers\u00e3o definitiva das representa\u00e7\u00f5es medievais: onde a tape\u00e7aria original celebrava um ideal corporal feminino espec\u00edfico e controlado, a performance contempor\u00e2nea afirma a multiplicidade e a transgress\u00e3o como formas de resist\u00eancia \u00e0s imagens de controle que ainda moldam nossa compreens\u00e3o do feminino. O &#8220;seul d\u00e9sir&#8221; da dama medieval se transforma, assim, numa celebra\u00e7\u00e3o coletiva do desejo como for\u00e7a de liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>FICHA ART\u00cdSTICA<\/h2>\n<p><em><strong>\u00c0 mon seul d\u00e9sir<\/strong><\/em><br \/>\nEspet\u00e1culo baseado na s\u00e9rie de seis tape\u00e7arias <strong><em>A Dama e o Unic\u00f3rnio<\/em><\/strong><br \/>\n<strong>Concep\u00e7\u00e3o e narrativa:<\/strong> Ga\u00eblle Bourges<br \/>\n<strong>Coreografia<\/strong>: Carla Bottiglieri, Ga\u00eblle Bourges, Agn\u00e8s Butet e Alice Roland<br \/>\n<strong>Com<\/strong>: Ga\u00eblle Bourges, Agn\u00e8s Butet, Marianne Chargois e Alice Roland<br \/>\n<strong>Coordena\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o<\/strong> (Brasil): J\u00falia Gomes<br \/>\n<strong>Administra\u00e7\u00e3o geral<\/strong>: Marie Collombelle<br \/>\n<strong>Apresenta\u00e7\u00e3o em Pernambuco \/ Brasil<\/strong><br \/>\n<strong>Local<\/strong>: Teatro Luiz Mendon\u00e7a, Parque Dona Lindu, Recife<br \/>\n<strong>Datas<\/strong>: 9 e 10 de outubro<br \/>\n<strong>Programa\u00e7\u00e3o<\/strong>: Feteag<br \/>\n<strong>Elenco Local<\/strong> (Besti\u00e1rio Final)<br \/>\nAlberto Barbosa de Albuquerque \u2022 Alefe Robson Maur\u00edcio da Silva \u2022 Amanda de Paula Pegado \u2022 Anderson Luis de Lima Fonseca \u2022 Brenda Alves Ribeiro \u2022 Carlos Daniel Silva Ferreira \u2022 Carolayne Tayane de Lima \u2022 Evellyn Eduarda Gon\u00e7alves Silva \u2022 Everson Reynods Melo Lima \u2022 Gabriel da Silva Machado \u2022 Jares dos Santos Silva \u2022 J\u00e9ssica Cavalcanti da Silva Calado \u2022 Jo\u00e3o Pedro de Melo Silva \u2022 Kauan Vitor Nascimento de Carvalho \u2022 Lara Ribeiro Mano de Lima \u2022 Larissa dos Anjos Le\u00e3o \u2022 Lucas Carvalho Cordeiro \u2022 Lucas Ferreira da Silva \u2022 Lucas Vin\u00edcius Silva de Lima \u2022 Luiz Diego Garcia Ubirajara \u2022 Maria Augusta Teles Menelau \u2022 Maria Fernanda Nascimento dos Santos \u2022 Mayra Clara Vitorino \u2022 Mikaely Patricio de Farias Carvalho \u2022 Mikelayne P. 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