{"id":27095,"date":"2025-10-08T12:57:14","date_gmt":"2025-10-08T15:57:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=27095"},"modified":"2025-10-14T09:21:57","modified_gmt":"2025-10-14T12:21:57","slug":"a-forca-politica-e-estetica-do-feteag-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/a-forca-politica-e-estetica-do-feteag-2025\/","title":{"rendered":"A for\u00e7a pol\u00edtica e est\u00e9tica do Feteag 2025"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_27098\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/A-mon-seul-desir-de-Gaelle-Bourges-Franca-\u2013-Credito-Danielle-Voirin-2-e1759854389606.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27098\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27098\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/A-mon-seul-desir-de-Gaelle-Bourges-Franca-\u2013-Credito-Danielle-Voirin-2-e1759854389606.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27098\" class=\"wp-caption-text\"><strong>A mon seul d\u00e9sir<\/strong>, de Ga\u00eblle Bourges (Fran\u00e7a), abre programa\u00e7\u00e3o. Foto: Danielle Voirin \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_27097\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Cocina-Publica-do-Teatro-Container-Chile-Credito-Adelano-e1759859975671.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27097\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27097\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Cocina-Publica-do-Teatro-Container-Chile-Credito-Adelano-e1759859975671.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27097\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Cocina Publica<\/strong>, do Teatro Container (Chile). Foto: Adelano<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_27100\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/UN-ENDROIT-DU-DEBUT_thomas_dorn-e1759860070337.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27100\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27100\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/UN-ENDROIT-DU-DEBUT_thomas_dorn-e1759860070337.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27100\" class=\"wp-caption-text\">Germaine Acogny, que encerra o festival, \u00e9 uma das grandes refer\u00eancias mundiais da dan\u00e7a contempor\u00e2nea. Foto: Thomas Dorn<\/p><\/div>\n<p>Abrir um festival com uma pe\u00e7a francesa que reflete sobre representa\u00e7\u00f5es femininas medievais expressa um posicionamento curatorial questionador das desigualdades. Levar teatro contempor\u00e2neo que discute a alimenta\u00e7\u00e3o no mundo para um assentamento de luta pela terra tem tamb\u00e9m algo de subversivo. Encerrar a programa\u00e7\u00e3o com uma bailarina senegalesa de 81 anos que revolucionou a dan\u00e7a em seu pa\u00eds afirma uma vis\u00e3o de mundo que aposta na circula\u00e7\u00e3o de saberes. O <strong><em>Festival de Teatro do Agreste<\/em><\/strong>, em sua 34\u00aa edi\u00e7\u00e3o, estabelece di\u00e1logos diretos entre cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica contempor\u00e2nea e as urg\u00eancias sociais do nosso tempo.<\/p>\n<p>Dirigido por Fabio Pascoal, o <strong><em>Feteag 2025<\/em><\/strong> re\u00fane 21 espet\u00e1culos de 9 e 26 de outubro, entre nacionais e internacionais, todos com entrada gratuita. A sele\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as aponta para inquieta\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas sobre exclus\u00e3o, resist\u00eancia e identidade que perpassam as cria\u00e7\u00f5es escolhidas.<\/p>\n<p>A sele\u00e7\u00e3o desta edi\u00e7\u00e3o opera segundo uma l\u00f3gica que articula diversidade geogr\u00e1fica com urg\u00eancias tem\u00e1ticas. A curadoria geral, conduzida por Fabio Pascoal, aproveitou estrategicamente a Temporada <strong><em>Fran\u00e7a-Brasil 2025<\/em><\/strong> para trazer cria\u00e7\u00f5es de Burkina Faso (\u00c1frica Ocidental), Camar\u00f5es (\u00c1frica Central) e Guadalupe (Caribe franc\u00eas), al\u00e9m da pr\u00f3pria Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Esta escolha curatorial carrega uma compreens\u00e3o particular sobre como usar as rela\u00e7\u00f5es bilaterais para amplificar vozes frequentemente marginalizadas nos circuitos internacionais.<\/p>\n<p>A mostra principal leva o nome de Argemiro Pascoal, um dos fundadores do Teatro Experimental de Arte &#8211; TEA, realizador do <strong><em>Feteag<\/em><\/strong>.&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_27101\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/LES-SANS-FOTO-JULIE-CHERKI-e1759860635151.png\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27101\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27101\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/LES-SANS-FOTO-JULIE-CHERKI-e1759860635151.png\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"405\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27101\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Les Sans<\/strong> adapta o pensamento de Frantz Fanon para o teatro. Foto: Julie Cherki \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p><strong><em>Les Sans<\/em><\/strong> (<strong><em>Os Sem<\/em><\/strong>), do coletivo Les R\u00e9cr\u00e9\u00e2trales-ELAN, de Burkina Faso, investiga diretamente a quest\u00e3o dos sem-teto e exclu\u00eddos sociais atrav\u00e9s de linguagem c\u00eanica que combina tradi\u00e7\u00f5es orais africanas com teatro pol\u00edtico contempor\u00e2neo. A pe\u00e7a adapta o pensamento de Frantz Fanon para o teatro atrav\u00e9s do reencontro de dois ex-companheiros de luta. Ali Kiswinsida Ou\u00e9draogo explora o conflito entre Franck e Tiibo, interpretados por Ali K. Ou\u00e9draogo e No\u00ebl Minougou, onde um mant\u00e9m ideais revolucion\u00e1rios enquanto o outro foi cooptado pelo sistema que combatiam. Sob dire\u00e7\u00e3o de Freddy Sabimbona, a obra interroga as limita\u00e7\u00f5es da independ\u00eancia burkinab\u00ea, investigando se a liberta\u00e7\u00e3o formal constitui verdadeira descoloniza\u00e7\u00e3o ou apenas mudan\u00e7a de m\u00e1scaras do poder colonial.<\/p>\n<p>Quando esta cria\u00e7\u00e3o dialoga com <strong><em>La Cocina P\u00fablica<\/em><\/strong>, do grupo chileno Teatro Container, estabelece-se uma reflex\u00e3o transnacional sobre precariedade e solidariedade. A obra chilena prop\u00f5e a prepara\u00e7\u00e3o coletiva de uma refei\u00e7\u00e3o como ato pol\u00edtico e comunit\u00e1rio, questionando quem tem direito \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o e ao espa\u00e7o p\u00fablico atrav\u00e9s de performance participativa que dissolve fronteiras entre arte e vida cotidiana.<\/p>\n<div id=\"attachment_27076\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/FOTO-THOMAS-GREIL-A-MONSEUL-DESIR-e1759524102818.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27076\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27076\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/FOTO-THOMAS-GREIL-A-MONSEUL-DESIR-e1759524102818.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27076\" class=\"wp-caption-text\">Ga\u00eblle Bourges prop\u00f5e a desconstru\u00e7\u00e3o de Imagin\u00e1rios conservadores sobre o Feminino. Foto: Thomas Greil&nbsp;&nbsp;<\/p><\/div>\n<p><strong><em>\u00c0 mon seul d\u00e9sir<\/em><\/strong>, de Ga\u00eblle Bourges, que abre o festival, parte da tape\u00e7aria medieval <em>A Dama e o Unic\u00f3rnio<\/em> para reavaliar constru\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas sobre feminilidade. A core\u00f3grafa francesa examina como a cultura europeia associou mulheres ao mundo vegetal e animal, perpetuando ideais de virgindade e pureza atrav\u00e9s de imagens aparentemente po\u00e9ticas.<\/p>\n<p>Bourges desenvolve uma investiga\u00e7\u00e3o coreogr\u00e1fica que exp\u00f5e as viol\u00eancias simb\u00f3licas embutidas nessas representa\u00e7\u00f5es rom\u00e2nticas, utilizando movimento e voz para evidenciar como tape\u00e7arias medievais funcionavam como dispositivos de controle sobre corpos femininos. Sua pesquisa conecta-se com debates contempor\u00e2neos sobre representa\u00e7\u00e3o e autonomia feminina, oferecendo ao p\u00fablico brasileiro uma an\u00e1lise sobre como imagin\u00e1rios europeus ainda influenciam percep\u00e7\u00f5es sobre feminilidade.<\/p>\n<div id=\"attachment_27099\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/UN-ENDROIT-DU-DEBUT-GermaineAcogny_SomewhereattheBeginningcThomasDorn_15-e1759864499435.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27099\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27099\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/UN-ENDROIT-DU-DEBUT-GermaineAcogny_SomewhereattheBeginningcThomasDorn_15-e1759864499435.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27099\" class=\"wp-caption-text\"><strong><em>Un endroit du d\u00e9but<\/em><\/strong> com Germaine Acogny. Foto: Thomas Dorn<\/p><\/div>\n<p>Por sua vez, Germaine Acogny, que encerra o festival no Teatro Santa Isabel, \u00e9 uma das grandes refer\u00eancias mundiais da dan\u00e7a contempor\u00e2nea. Nascida no Senegal em 1944, ela fundou a primeira escola de dan\u00e7a contempor\u00e2nea da \u00c1frica Ocidental em 1977 e desenvolveu uma t\u00e9cnica pr\u00f3pria que combina dan\u00e7as tradicionais africanas com metodologias contempor\u00e2neas ocidentais.<\/p>\n<p>Em <strong><em>Un endroit du d\u00e9but<\/em><\/strong>, criado com Mika\u00ebl Serre, ela explora mem\u00f3rias corporais e ancestralidade atrav\u00e9s de movimenta\u00e7\u00e3o que articula gestualidade ritual com linguagem c\u00eanica contempor\u00e2nea. Aos 81 anos, permanece ativa como pesquisadora corporal e formadora, tendo influenciado gera\u00e7\u00f5es de bailarinos e core\u00f3grafos em todo o mundo atrav\u00e9s de sua escola, onde formou centenas de artistas. Escrevi uma cr\u00edtica a partir do trabalho gravado da artista em v\u00eddeo e que integrou a edi\u00e7\u00e3o de 2021 do festival <strong><em>Janeiro de Grandes Espet\u00e1culos<\/em><\/strong>. Leia texto <a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/danca-das-origens-critica-do-espetaculo-a-un-endroit-du-debut\/\">AQU<\/a>I.<\/p>\n<h2>Assentamento Normandia: Arte em Territ\u00f3rio de Resist\u00eancia<\/h2>\n<div id=\"attachment_27104\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/cocina_3-1-e1759916825152.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27104\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27104\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/cocina_3-1-e1759916825152.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27104\" class=\"wp-caption-text\">Espet\u00e1culo trabalha a ideia de patrim\u00f4nio alimentar compartilhado<\/p><\/div>\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o de <strong><em>La Cocina P\u00fablica<\/em><\/strong>&nbsp;no Assentamento Normandia, em Caruaru, estabelece uma das escolhas mais incisivas desta edi\u00e7\u00e3o. O Assentamento Normandia constitui um territ\u00f3rio conquistado atrav\u00e9s da luta do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), expressando d\u00e9cadas de organiza\u00e7\u00e3o popular pela reforma agr\u00e1ria na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Programar uma obra sobre alimenta\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria para este espa\u00e7o cria camadas de significado que expandem o art\u00edstico e o pol\u00edtico. O Teatro Container, grupo chileno respons\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o, desenvolve h\u00e1 anos pesquisas sobre arte e alimenta\u00e7\u00e3o como atos pol\u00edticos, investigando como o preparo e partilha de comida funcionam como tecnologias de organiza\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p><strong><em>La Cocina P\u00fablica<\/em><\/strong>&nbsp;transforma o preparo coletivo de uma refei\u00e7\u00e3o em ritual de partilha e reflex\u00e3o sobre direitos b\u00e1sicos, utilizando metodologia participativa que convoca o p\u00fablico para a\u00e7\u00f5es concretas. No contexto do assentamento, onde a conquista da terra relaciona-se diretamente com o direito \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, a cria\u00e7\u00e3o ganha resson\u00e2ncias particulares sobre soberania alimentar e autonomia popular.<\/p>\n<h2>Mostra PE: Diversidade da Cena Local<\/h2>\n<p>A <em><strong>Mostra PE<\/strong><\/em>, com curadoria de Vika Schabbach e Igor Lopes, selecionou cinco trabalhos entre 57 inscri\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s de chamada p\u00fablica. Schabbach, cr\u00edtica e pesquisadora teatral, e Igor Lopes, diretor e dramaturgo, constru\u00edram uma sele\u00e7\u00e3o que busca evidenciar a pot\u00eancia criativa da produ\u00e7\u00e3o pernambucana contempor\u00e2nea.<\/p>\n<div id=\"attachment_24432\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/ITAEOTA-grupo-totem-e1665246241753.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-24432\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-24432\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/ITAEOTA-grupo-totem-e1665246241753.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"493\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/ITAEOTA-grupo-totem-e1665246241753.jpg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/ITAEOTA-grupo-totem-e1665246241753-300x247.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-24432\" class=\"wp-caption-text\"><strong><em>Ita\u00eaot\u00e1, <\/em><\/strong>do Grupo Totem<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_26663\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/BOLOR-e1752935048401.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-26663\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-26663\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/BOLOR-e1752935048401.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-26663\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Bolor<\/strong>. Foto: Morgana Narjara<\/p><\/div>\n<p><strong><em>Ita\u00eaot\u00e1, <\/em><\/strong>do Grupo Totem, apresenta o resultado de seis anos de investiga\u00e7\u00e3o art\u00edstica que conecta ancestralidade ind\u00edgena e africana com urg\u00eancias contempor\u00e2neas. Este espet\u00e1culo de teatro-dan\u00e7a utiliza rituais coletivos e elementos como urucum para propor caminhos de regenera\u00e7\u00e3o social diante do colapso civilizat\u00f3rio, materializando a pesquisa <em>Metamorfismo de (R)exist\u00eancia<\/em>&nbsp;atrav\u00e9s de performance que dissolve fronteiras entre linguagens art\u00edsticas.<\/p>\n<p><strong><em>Bolor<\/em><\/strong>&nbsp;(Gabi Holanda, Guilherme Allain e Isabela Severi) confronta diretamente a mitologia freyreana do a\u00e7\u00facar, empregando fungos como protagonistas metaf\u00f3ricos de processos de decomposi\u00e7\u00e3o e renascimento. A cria\u00e7\u00e3o aponta a viol\u00eancia estrutural da <em>plantation<\/em> a\u00e7ucareira atrav\u00e9s de est\u00e9tica da decomposi\u00e7\u00e3o que valoriza redes subterr\u00e2neas de resist\u00eancia, dialogando criticamente com pensadores como Malcom Ferdinand e Anna Tsing para imaginar futuros decoloniais.<\/p>\n<p>&nbsp;Joesile Cordeiro navega pela mem\u00f3ria afetiva de ser um jovem gay em busca de reconex\u00e3o com sua inf\u00e2ncia perdida na encena\u00e7\u00e3o <strong>Tempo de vagalume<\/strong>. Esta performance autobiogr\u00e1fica criada em Garanhuns constr\u00f3i pontes po\u00e9ticas entre passado e presente atrav\u00e9s de teatro intimista que busca transformar experi\u00eancia pessoal em pensamento coletiva sobre identidade e pertencimento LGBTQIA+.<\/p>\n<p>Eron Villar e DJ Vibra protagonizam o encontro entre m\u00fasica contempor\u00e2nea e teatro \u00e9pico que ressignifica o legado pol\u00edtico de Malcolm X para o contexto brasileiro em <em><strong>Se eu fosse Malcolm?<\/strong><\/em>&nbsp; A performance articula cr\u00edtica decolonial e quest\u00f5es de ra\u00e7a e g\u00eanero atrav\u00e9s de linguagem c\u00eanico-musical que dissolve fronteiras entre som e cena, construindo um perspectiva antirracista contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p><strong><em>Circo Godot<\/em><\/strong> (Cia. Circo Godot de Teatro) acompanha dois artistas de rua em suas perip\u00e9cias cotidianas, explorando rela\u00e7\u00f5es de poder e subsist\u00eancia atrav\u00e9s de humor que transita entre o universal e o particular. A com\u00e9dia convoca o esp\u00edrito itinerante do teatro dos espa\u00e7os n\u00e3o convencionais para questionar hierarquias sociais atrav\u00e9s da jornada de Gatropo e Tropino.<\/p>\n<h2>Corpo, Mem\u00f3ria e Resist\u00eancia<\/h2>\n<div id=\"attachment_27110\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/foto-raissa-dourado-e1759918637790.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27110\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-27110 size-full\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/foto-raissa-dourado-e1759918637790.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"523\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27110\" class=\"wp-caption-text\"><strong><em>Aquelas &#8211; uma dieta para caber no mundo <\/em><\/strong><em>convida para um jantar para falar de uma santa popular assassinada. <\/em>Foto Raissa Dourado<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_27106\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/CAVUCAR-FOTO-HENRIQUE-CARDOZO4-e1759923261553.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27106\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27106\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/CAVUCAR-FOTO-HENRIQUE-CARDOZO4-e1759923261553.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27106\" class=\"wp-caption-text\">Monique Cardoso investiga invisibiliza\u00e7\u00e3o da beata Maria de Ara\u00fajo, protagonista do Milagre da H\u00f3stia em 1889, no espet\u00e1culo <strong>Cavucar<\/strong>. Foto: Henrique Cardozo \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>As cria\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais estabelecem di\u00e1logos tem\u00e1ticos que ultrapassam fronteiras geogr\u00e1ficas, trazendo inquieta\u00e7\u00f5es compartilhadas sobre corpo, mem\u00f3ria e resist\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n<p>O Manada Teatro, do Cear\u00e1, desenvolve <strong><em>Cavucar<\/em><\/strong>, do projeto Pote e Navalha, atrav\u00e9s da performance solo de Monique Cardoso, que tamb\u00e9m assina dire\u00e7\u00e3o em parceria com Murillo Ramos, sobre dramaturgia de T\u00e9rcia Montenegro. A obra ficcionaliza poss\u00edvel descoberta dos restos mortais da beata Maria de Ara\u00fajo, protagonista do Milagre da H\u00f3stia em 1889, provocando e tensionando as viola\u00e7\u00f5es eclesi\u00e1sticas que resultaram no desaparecimento de seus vest\u00edgios e invisibilidade na hist\u00f3ria de Juazeiro do Norte. A encena\u00e7\u00e3o utiliza elemento fant\u00e1stico para convocar o p\u00fablico a fabular os fatos e reconstruir a hist\u00f3ria atrav\u00e9s de suposi\u00e7\u00f5es que questionam a constru\u00e7\u00e3o de um dos maiores centros de f\u00e9 cat\u00f3lica do mundo.<\/p>\n<p><strong><em>Aquelas &#8211; uma dieta para caber no mundo<\/em><\/strong>&nbsp;reconstr\u00f3i a trajet\u00f3ria de Maria de Bil, santa popular de V\u00e1rzea Alegre assassinada em 1926 pelo companheiro, atrav\u00e9s de performance participativa dirigida por Murillo Ramos e interpretada por Juliana Veras e Monique Cardoso. O espet\u00e1culo convida o p\u00fablico a participar do preparo de jantar envolvendo facas, carne, sangue oferecidos \u00e0 mesa com os corpos das pr\u00f3prias atrizes, construindo encena\u00e7\u00e3o delicada e cruel que apresenta caleidosc\u00f3pio das viol\u00eancias machistas atrav\u00e9s de quadros performativos que misturam hist\u00f3ria da santa com pessoalidades das int\u00e9rpretes.<\/p>\n<div id=\"attachment_27108\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/sonho-de-uma-noite-de-vera-771o-cred-caique-cunha.jpg-scaled-1-e1759924455684.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27108\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27108\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/sonho-de-uma-noite-de-vera-771o-cred-caique-cunha.jpg-scaled-1-e1759924455684.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27108\" class=\"wp-caption-text\"><strong><em>Sonho de uma noite de ver\u00e3o,&nbsp;<\/em><\/strong><em>montagem da Trupe Ave Lola, no Paran\u00e1<\/em>. Foto: Caique Cunha \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>A Trupe Ave Lola (PR) desenvolve duas experi\u00eancias distintas da dramaturgia cl\u00e1ssica e contempor\u00e2nea sob dire\u00e7\u00e3o de Ana Rosa Genari Tezza. <strong><em>Sonho de uma noite de ver\u00e3o<\/em><\/strong>&nbsp;revisita Shakespeare atrav\u00e9s de encena\u00e7\u00e3o popular com tradu\u00e7\u00e3o de B\u00e1rbara Heliodora, reunindo nove artistas em cena &#8211; Cesar Matheus, Helena de Jorge Portela, Helena Tezza, Kau\u00ea Persona, Larissa de Lima, Marcelo Rodrigues, Pedro Ramires, Wenry Bueno e Willa Thomas &#8211; e m\u00fasica original composta por Arthur Jaime, Breno Monte Serrat e Julia Kl\u00fcber, executada ao vivo pelos m\u00fasicos Arthur Jaime e Breno Monte Serrat, criando atmosfera festiva que convida o p\u00fablico a testemunhar momentos de paix\u00e3o, magia e loucura atrav\u00e9s de linguagem teatral popular.<\/p>\n<p>J\u00e1 com <strong><em>O Vira-lata, <\/em><\/strong>a Trupe Ave Lola explora amizade improv\u00e1vel entre uma jovem rom\u00e2ntica que sonha com grande amor e um homem-cachorro maltratado pela fome e desamparo, questionando conven\u00e7\u00f5es sociais quando surge um pretendente desconhecido que desperta ci\u00fames do fiel amigo, construindo f\u00e1bula contempor\u00e2nea sobre solidariedade, abandono e os conflitos entre sonhos rom\u00e2nticos e lealdade verdadeira.<\/p>\n<div id=\"attachment_27109\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/EDIPO-REC-por-ESTUDIO-ORRA-_-ZE-REBELATTO-E-GABRIELA-PASSOS_04-scaled-1-e1759922145956.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27109\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27109\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/EDIPO-REC-por-ESTUDIO-ORRA-_-ZE-REBELATTO-E-GABRIELA-PASSOS_04-scaled-1-e1759922145956.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"419\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27109\" class=\"wp-caption-text\">&nbsp;Lucas Torres e Bruno Parmera em <strong><em>\u00c9dipo REC.<\/em><\/strong> Foto: Est\u00fadio Orra: Z\u00e9 Rebelatto e Grabriela Passos&nbsp;<\/p><\/div>\n<p>O Grupo Magiluth, de Pernambuco, em seu 16\u00ba trabalho que celebra duas d\u00e9cadas de pesquisa continuada, comparece ao <strong><em>Feteag<\/em> <\/strong>com&nbsp; <strong><em>\u00c9dipo REC<\/em><\/strong>, um trabalho com dire\u00e7\u00e3o de Luiz Fernando Marques e dramaturgia de Giordano Castro. O elenco composto por Bruno Parmera, Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres, M\u00e1rio Sergio Cabral, Nash Laila e Pedro Wagner constr\u00f3i releitura n\u00e3o-linear da trag\u00e9dia sofocliana que joga com a cronologia para questionar a no\u00e7\u00e3o de tempo no teatro.<\/p>\n<p>Tebas transforma-se no Recife fantasmag\u00f3rico onde o Corifeu \u00e9 representado pela c\u00e2mera, espelhando a produ\u00e7\u00e3o excessiva de imagens contempor\u00e2neas das redes sociais e c\u00e2meras de seguran\u00e7a. A linguagem audiovisual busca inspira\u00e7\u00e3o no cinema experimental, desde <strong><em>\u00c9dipo Rex<\/em><\/strong> (1967) de Pasolini at\u00e9 <strong><em>F<\/em><em>uneral das Rosas<\/em><\/strong>&nbsp;(969) de Matsumoto, questionando se teatro e cinema conseguem dar conta das m\u00faltiplas trag\u00e9dias contempor\u00e2neas e por que o p\u00fablico sairia de casa para assistir hist\u00f3ria t\u00e3o antiga.<\/p>\n<p>Mas mesmo a vida sendo decepcionante, como proclama o personagem de Erivaldo Oliveira, tem festa nesta Tebas-Recife-Caruaru no primeiro ato desta pe\u00e7a-peste, que convoca seu povo a dan\u00e7ar at\u00e9 o p\u00e9 inchar.<\/p>\n<h2>Cartografias Franc\u00f3fonas: Trabalho, Identidade e Mem\u00f3ria Colonial<\/h2>\n<div id=\"attachment_27112\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/QUAI-DE--e1759928529134.png\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27112\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27112\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/QUAI-DE--e1759928529134.png\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"273\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27112\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Le Quai de Ouistreham<\/strong> fala da situa\u00e7\u00e3o de mulheres que trabalham em empregos prec\u00e1rios e invis\u00edveis<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_27115\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/l-opera-du-villageois-zora-snake-danse-pour-les-incivilises-FOTO-Agir-pour-le-Vivant-e1759929074398.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27115\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27115\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/l-opera-du-villageois-zora-snake-danse-pour-les-incivilises-FOTO-Agir-pour-le-Vivant-e1759929074398.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27115\" class=\"wp-caption-text\">Zora Snake em <em><strong>L&#8217;Op\u00e9ra du villageois<\/strong><\/em>. Foto: Agir pour le Vivant<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_27116\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/WhatsApp-Image-2025-10-08-at-10.19.55-e1759929862481.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27116\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27116\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/WhatsApp-Image-2025-10-08-at-10.19.55-e1759929862481.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"399\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27116\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Corpos<\/strong>, da Cie Mangrove, (Guadalupe\/Brasil). Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>As cria\u00e7\u00f5es franc\u00f3fonas constroem considera\u00e7\u00f5es convergentes sobre precariedade, identidade e legados coloniais atrav\u00e9s de perspectivas est\u00e9ticas diversificadas.<\/p>\n<p><strong><em>Le Quai de Ouistreham<\/em><\/strong>, da Compagnie la R\u00e9solue, da Fran\u00e7a, adapta investiga\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica de Florence Aubenas sobre mulheres que trabalham em empregos prec\u00e1rios e invis\u00edveis, especialmente na limpeza e na manuten\u00e7\u00e3o, e que vivem \u00e0 sombra da crise econ\u00f4mica. Dirigido por Louise Vignaud, com atua\u00e7\u00e3o de Magali Bonat.<\/p>\n<p><strong><em>L&#8217;Op\u00e9ra du villageois, <\/em><\/strong>da Compagnie Zora Snake, de Camar\u00f5es, manifesta resist\u00eancia atrav\u00e9s de performance-ritual que ressuscita pot\u00eancia das m\u00e1scaras africanas roubadas pelos museus europeus. Zora Snake atravessa dimens\u00e3o sagrada para questionar pilhagem cultural colonial, utilizando bandeira da Uni\u00e3o Europeia, rituais com ouro e sal para despertar for\u00e7a ancestral das comunidades alde\u00e3s consideradas &#8220;incivilizadas&#8221;.<\/p>\n<p><em><strong>Corpos<\/strong><\/em>&nbsp;(Cie Mangrove, Guadalupe\/Brasil) explora estigmatiza\u00e7\u00e3o do corpo negro atrav\u00e9s de laborat\u00f3rio coreogr\u00e1fico desenvolvido por Hubert Petit-Phar e Augusto Soledade, questionando representa\u00e7\u00f5es corporais e sexuais no cruzamento entre culturas caribenhas e brasileiras, investigando singularidades corporais diante de fronteiras est\u00e9ticas e pol\u00edticas contempor\u00e2neas.<\/p>\n<div id=\"attachment_27113\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/A-VERDADE-VENCERA.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27113\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27113\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/A-VERDADE-VENCERA.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/A-VERDADE-VENCERA.jpg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/A-VERDADE-VENCERA-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-27113\" class=\"wp-caption-text\">palestra-performance <strong><em>La V\u00e9rit\u00e9 vaincra \/ A Verdade Vencer\u00e1 <\/em><\/strong>recria entrevista de <strong>Lula<\/strong> a Ivana Jinkings&nbsp;<\/p><\/div>\n<p><strong><em>La V\u00e9rit\u00e9 vaincra \/ A Verdade Vencer\u00e1<\/em><\/strong>, da Cie Kast\u00f4rAgile, (Fran\u00e7a) desenvolve palestra-performance que adapta o livro hom\u00f4nimo de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, baseando-se nas entrevistas concedidas \u00e0 editora Ivana Jinkings em janeiro de 2018, momento crucial anterior \u00e0 pris\u00e3o do ex-presidente. Gilles Pastor transforma documento pol\u00edtico em teatro de resist\u00eancia atrav\u00e9s das interpreta\u00e7\u00f5es de Aliz\u00e9e Bing\u00f6ll\u00fc e Jean-Philippe Sal\u00e9rio, que recriam cenicamente os di\u00e1logos sobre julgamento, vida pessoal e trajet\u00f3ria pol\u00edtica de Lula.<\/p>\n<p>A obra materializa voz de resist\u00eancia do homem afastado injustamente da arena pol\u00edtica, expondo raiva sagrada contra injusti\u00e7as atrav\u00e9s de linguagem c\u00eanica que articula testemunho pessoal com den\u00fancia estrutural. No contexto do <em><strong>Feteag<\/strong><\/em>, esta cria\u00e7\u00e3o franc\u00f3fona estabelece pontes diretas entre p\u00fablico brasileiro e reflex\u00e3o internacional sobre democracia e autoritarismo, questionando como arte pode amplificar vozes silenciadas pelo poder judici\u00e1rio e construir solidariedade transnacional diante de persegui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas contempor\u00e2neas.<\/p>\n<h2>Experi\u00eancias Imersivas e Linguagens Expandidas<\/h2>\n<div id=\"attachment_27118\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/DANCEMOS-QUE-O-MUNDO-SE-ACABE-e1759934766450.png\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27118\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27118\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/DANCEMOS-QUE-O-MUNDO-SE-ACABE-e1759934766450.png\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"336\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27118\" class=\"wp-caption-text\"><strong><em>Dancemos&#8230; que o mundo se acaba<\/em><\/strong>!, da BiNeural-MonoKultur, da Argentina. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_27119\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/FABULAS-DE-NOSSAS-FURIAS-FOTO-ROGERIO-ALVES-e1759934983424.png\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27119\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27119\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/FABULAS-DE-NOSSAS-FURIAS-FOTO-ROGERIO-ALVES-e1759934983424.png\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"479\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27119\" class=\"wp-caption-text\"><strong>F\u00e1bulas de nossas f\u00farias <\/strong>explora o universo gay. Foto: Rog\u00e9rio Alves \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_27121\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/neva-marianne2-e1759936140683.png\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27121\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-27121\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/neva-marianne2-e1759936140683.png\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"661\"><\/a><p id=\"caption-attachment-27121\" class=\"wp-caption-text\">pe\u00e7a <strong>Neva<\/strong>, de Guillermo Calder\u00f3n, em montagem de Marianne Consentino (PE)<\/p><\/div>\n<p>Tr\u00eas cria\u00e7\u00f5es exploram possibilidades de imers\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de dispositivos que expandem linguagens teatrais tradicionais. <strong><em>Dancemos&#8230; que o mundo se acaba<\/em><\/strong>!, da BiNeural-MonoKultur, da Argentina, prop\u00f5e \u00e1udio-obra interativa que transforma p\u00fablico em dan\u00e7arinos, questionando coreomanias, epidemias de dan\u00e7a e comportamentos coletivos atrav\u00e9s de jogo que reflete sobre sedu\u00e7\u00e3o, pandemia e medo de dan\u00e7ar sozinho.<\/p>\n<p><strong><em>F\u00e1bulas de nossas f\u00farias<\/em><\/strong>&nbsp;(Coletivo Atores \u00e0 Deriva, RN) articula conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias com afirma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da raiva como elemento transformador, inspirando-se em Paulo Freire para questionar hierarquias conservadoras atrav\u00e9s de viados que justificam suas f\u00farias expondo modos de amar, invertendo l\u00f3gicas que classificam &#8220;bichos&#8221; em estruturas de poder.<\/p>\n<p><em><strong>Neva, <\/strong><\/em>montagem de Marianne Consentino (PE), ambienta-se no Domingo Sangrento de 1905 em S\u00e3o Petersburgo, friccionando arte e pol\u00edtica atrav\u00e9s de tr\u00eas atores refugiados em teatro durante massacre nas ruas. A pe\u00e7a de Guillermo Calder\u00f3n questiona a serventia do teatro atrav\u00e9s de Olga Knipper, vi\u00fava de Tchekhov, que encena repetidamente a morte do marido enquanto cidade desaba, oscilando entre necessidade absoluta e total irrelev\u00e2ncia da arte.<\/p>\n<h2>Forma\u00e7\u00e3o de p\u00fablico como letramento c\u00eanico<\/h2>\n<p>No que se refere \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de p\u00fablico, a <em><strong>Mostra Erenice Lisboa<\/strong><\/em>, voltada para estudantes da rede p\u00fablica, desenvolve uma compreens\u00e3o espec\u00edfica sobre letramento teatral. Atrav\u00e9s das apresenta\u00e7\u00f5es de <strong><em>O Vira-lata<\/em><\/strong>, da Trupe Ave Lola, seguidas de conversas entre artistas e estudantes, o festival promove o desenvolvimento de repert\u00f3rios simb\u00f3licos e cr\u00edticos.<\/p>\n<p>Este letramento teatral envolve a constru\u00e7\u00e3o de ferramentas interpretativas que permitam aos jovens ter apreciar as cria\u00e7\u00f5es <span style=\"font-size: 1rem;\">teatrais em suas potencialidades expressivas. As conversas p\u00f3s-apresenta\u00e7\u00e3o funcionam como espa\u00e7os de processamento coletivo da experi\u00eancia est\u00e9tica, fundamentais para a forma\u00e7\u00e3o de p\u00fablico cr\u00edtico e engajado com as artes c\u00eanicas.<\/span><\/p>\n<h2>Atividades Formativas: Aprendizado e Troca de Saberes<\/h2>\n<p>Paralelamente, as oficinas propostas pelo festival desenvolvem l\u00f3gicas distintas mas complementares de forma\u00e7\u00e3o art\u00edstica. A oficina com Ga\u00eblle Bourges permite aprofundamento na pesquisa espec\u00edfica da artista francesa sobre feminilidade e constru\u00e7\u00e3o de imagens corporais. J\u00e1 a oficina do Teatro Container integra os participantes no processo de montagem de <strong><em>La Cocina P\u00fablica<\/em><\/strong>, criando v\u00ednculos entre forma\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e pr\u00e1tica art\u00edstica concreta.<\/p>\n<p><strong><em>Vendas e Morda\u00e7as<\/em><\/strong>, oficina exclusiva para mulheres conduzida por Faeina Jorge, Juliana Veras e Monique Cardoso, prop\u00f5e viv\u00eancia sensorial e afetiva em torno de identidades femininas atrav\u00e9s de exerc\u00edcios que articulam corpo, voz e mem\u00f3ria pessoal. Por outro lado, o workshop <strong><em>Corpos e Territ\u00f3rios<\/em><\/strong>, ministrado por Hubert Peti-Phar, articula fundamentos culturais brasileiros e guadalupenses atrav\u00e9s de pr\u00e1ticas corporais que dialogam com tradi\u00e7\u00f5es ancestrais e princ\u00edpios contempor\u00e2neos da dan\u00e7a.<\/p>\n<div id=\"attachment_27122\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a style=\"font-weight: bold; background-color: transparent; font-size: 1rem;\" href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/INQUIETA-LARISSA-e1759936921215.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-27122\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-27122 size-full\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/INQUIETA-LARISSA-e1759936921215.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"674\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/INQUIETA-LARISSA-e1759936921215.jpg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/INQUIETA-LARISSA-e1759936921215-267x300.jpg 267w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/INQUIETA-LARISSA-e1759936921215-300x337.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-27122\" class=\"wp-caption-text\">Larissa Lisboa apreenta espet\u00e1cuo Inquieta, com participa\u00e7\u00e3o de Gabi da Pele Preta<\/p><\/div>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o musical est\u00e1 garantida com o espet\u00e1culo <em><strong>Inquieta<\/strong><\/em>, performance de Larissa Lisboa com participa\u00e7\u00e3o de Gabi da Pele Preta, evidenciando nova cena musical pernambucana focada em compositoras negras e LGBTQIA+. Larissa Lisboa, cantora e multi-instrumentista recifense, constr\u00f3i repert\u00f3rio que mistura cria\u00e7\u00f5es autorais com obras de compositoras contempor\u00e2neas locais, enquanto Gabi da Pele Preta, de Caruaru, desenvolve sonoridade inovadora que mescla maracatu, coco, afox\u00e9 com jazz, soul e reggae, celebrando identidade negra atrav\u00e9s de conscientiza\u00e7\u00e3o social musicada.<\/p>\n<h2>Sustentabilidade e Articula\u00e7\u00e3o Institucional<\/h2>\n<p>Quanto \u00e0 sustentabilidade, a rede de apoios do FETEAG 2025 demonstra capacidade articulat\u00f3ria entre diferentes esferas: federal (Minist\u00e9rio da Cultura), estadual (Funcultura, Fundarpe), municipal (Funda\u00e7\u00e3o de Cultura de Caruaru) e privada (Banco do Nordeste, Rede Ita\u00fa, Vale). A parceria com o Consulado Geral da Fran\u00e7a viabiliza a programa\u00e7\u00e3o franc\u00f3fona dentro da Temporada Fran\u00e7a-Brasil 2025, demonstrando como acordos bilaterais podem amplificar recursos para programa\u00e7\u00e3o cultural.<\/p>\n<p>Com 34 edi\u00e7\u00f5es no curr\u00edculo, o <strong><em>Feteag<\/em> <\/strong>confirma a qualidade art\u00edstica com relev\u00e2ncia social, diversidade internacional com fortalecimento da produ\u00e7\u00e3o local, forma\u00e7\u00e3o de p\u00fablico com experimenta\u00e7\u00e3o est\u00e9tica. Esta programa\u00e7\u00e3o evidencia como festivais podem funcionar como plataformas de articula\u00e7\u00e3o entre diferentes mundos \u2013 art\u00edsticos, sociais, educacionais, pol\u00edticos. Neste contexto, o festival afirma o teatro como necessidade social e pol\u00edtica em tempos de urg\u00eancia democr\u00e1tica, construindo experi\u00eancias coletivas de pensamento e sensibilidade.<\/p>\n<h1>Programa\u00e7\u00e3o Completa do FETEAG 2025<\/h1>\n<h1>RECIFE<br \/>\n09 e 10\/10<\/h1>\n<p><em><strong>\u00c0 mon seul d\u00e9sir (Ao meu \u00fanico desejo)<\/strong><\/em>,<br \/>\nde Ga\u00eblle Bourges (Fran\u00e7a)<br \/>\n<strong>Local<\/strong>: Teatro Luiz Mendon\u00e7a | <strong>Hor\u00e1rio<\/strong>: 20h | <strong>Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong>: 18 anos<\/p>\n<h1>CARUARU<br \/>\n15\/10<\/h1>\n<p><strong><em>Dancemos&#8230; que o mundo se acaba!<\/em><\/strong>,<br \/>\nde BiNeural-MonoKultur (Argentina)<br \/>\n<strong>Local<\/strong>: Esta\u00e7\u00e3o Ferrovi\u00e1ria | <strong>Hor\u00e1rio<\/strong>: 19h | <strong>Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong>: Livre<\/p>\n<p><strong><em>\u00c9dipo REC<\/em><\/strong>, do Grupo Magiluth (PE)<br \/>\n<strong>Local<\/strong>: Teatro Lycio Neves | <strong>Hor\u00e1rio<\/strong>: 20h | <strong>Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong>: 18 anos<\/p>\n<h1>16\/10<\/h1>\n<p><strong><em>F\u00e1bulas de nossas f\u00farias<\/em><\/strong>, de Cia de Atores \u00e0 Deriva (RN)<br \/>\n<strong>Local<\/strong>: Teatro Lycio Neves | <strong>Hor\u00e1rio<\/strong>: 20h | <strong>Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong>: 16 anos<\/p>\n<h1>17\/10<\/h1>\n<p><strong>NEVA<\/strong>,<br \/>\nde Marianne Consentino (PE)<br \/>\n<strong>Local<\/strong>: Teatro Lycio Neves | <strong>Hor\u00e1rio<\/strong>: 20h | <strong>Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong>: 16 anos<\/p>\n<h1>18 e 19\/10<\/h1>\n<p><strong><em>Sonho de uma noite de ver\u00e3o<\/em><\/strong>,<br \/>\nda Trupe Ave Lola (PR)<br \/>\n<strong>Local<\/strong>: Teatro Rui Limeira Rosal | <strong>Hor\u00e1rio<\/strong>: 17h | <strong>Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong>: 12 anos<\/p>\n<p><strong><em>A<\/em><\/strong><strong style=\"font-style: italic;\"> Cozinha P\u00fablica (La Cocina P\u00fablica)<\/strong>,<br \/>\nTeatro Container (Chile)<br \/>\n<strong>Local<\/strong>: Centro de Forma\u00e7\u00e3o Paulo Freire (Assentamento Normandia) | <strong>Hor\u00e1rio<\/strong>: 17h | <strong>Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong>: Livre<\/p>\n<h1>20 a 24\/10<\/h1>\n<p><em><strong>O Vira-lata<\/strong><\/em>,<br \/>\nda Trupe Ave Lola (PR) &#8211;&nbsp;<br \/>\n<strong>Local<\/strong>: Teatro Lycio Neves | <strong>Hor\u00e1rio<\/strong>: 9h | <strong>Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong>: Livre<\/p>\n<h1>20\/10<\/h1>\n<p><em><strong>Ita\u00eaot\u00e1<\/strong><\/em>,<br \/>\ndo Grupo Totem (PE)<br \/>\n<strong>Local<\/strong>: Teatro Rui Limeira Rosal | <strong>Hor\u00e1rio<\/strong>: 19h | <strong>Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong>: 12 anos<\/p>\n<p><em><strong>Cavucar<\/strong><\/em>,<br \/>\nda MANADA Teatro (CE)<br \/>\n<strong>Local<\/strong>: Teatro Lycio Neves | <strong>Hor\u00e1rio<\/strong>: 21h | <strong>Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong>: 14 anos<\/p>\n<h1>21\/10<\/h1>\n<p><em><strong>Circo Godot<\/strong><\/em>,<br \/>\nda Cia. Circo Godot de Teatro (PE)<br \/>\n<strong>Local<\/strong>: Teatro Rui Limeira Rosal | <strong>Hor\u00e1rio<\/strong>: 19h | <strong>Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong>: Livre<\/p>\n<p><em><strong>Aquelas &#8211; uma dieta para caber no mundo<\/strong><\/em>,<br \/>\ndo MANADA Teatro (CE)<br \/>\n<strong>Local<\/strong>: Teatro Lycio Neves | <strong>Hor\u00e1rio<\/strong>: 21h | <strong>Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong>: 14 anos<\/p>\n<h1>22\/10<\/h1>\n<p><strong><em>Se eu fosse Malcolm?<\/em><\/strong>,<br \/>\nde Eron Villar &amp; DJ Vibra (PE)<br \/>\n<strong>Local<\/strong>: Teatro Rui Limeira Rosal | <strong>Hor\u00e1rio<\/strong>: 19h | <strong>Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong>: 14 anos<\/p>\n<p><em><strong>Le Quai de Ouistreham (O cais de Ouistreham)<\/strong><\/em>,<br \/>\nda Compagnie la R\u00e9solue (Fran\u00e7a)<br \/>\nLocal: Teatro Lycio Neves | Hor\u00e1rio: 21h | Classifica\u00e7\u00e3o: 14 anos<\/p>\n<h1>23\/10<\/h1>\n<p><em><strong>Tempo de vagalume<\/strong><\/em>,<br \/>\nde Joesile Cordeiro (PE)<br \/>\n<strong>Local<\/strong>: Teatro Rui Limeira Rosal | <strong>Hor\u00e1rio<\/strong>: 19h | <strong>Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong>: 14 anos<\/p>\n<p><strong><em>A Verdade Vencer\u00e1\/LULA (La V\u00e9rit\u00e9 vaincra\/LULA)<\/em><\/strong>,<br \/>\nde Gilles Pastor \u2013 Kast\u00f4rAgile (Fran\u00e7a)<br \/>\n<strong>Local<\/strong>: Teatro Lycio Neves | <strong>Hor\u00e1rio<\/strong>: 21h | <strong>Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong>: 14 anos<\/p>\n<h1>24\/10<\/h1>\n<p><em><strong>Bolor<\/strong><\/em>,<br \/>\nde Gabi Holanda, Guilherme Allain e Isabela Severi (PE)<br \/>\n<strong>Local<\/strong>: Teatro Rui Limeira Rosal | <strong>Hor\u00e1rio<\/strong>: 19h | <strong>Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong>: 12 anos<\/p>\n<p><strong><em>Les Sans (Os sem)<\/em><\/strong>,<br \/>\nde Les R\u00e9cr\u00e9\u00e2trales-ELAN (Burkina Faso)<br \/>\n<strong>Local<\/strong>: Teatro Lycio Neves | <strong>Hor\u00e1rio<\/strong>: 21h | <strong>Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong>: 14 anos<\/p>\n<h1>25\/10<\/h1>\n<p><em><strong>L&#8217;Op\u00e9ra du villageois<\/strong><\/em> (<strong><em>A \u00f3pera do campon\u00eas<\/em><\/strong>),<br \/>\nda Compagnie Zora Snake (Camar\u00f5es)<br \/>\n<strong>Local<\/strong>: Esta\u00e7\u00e3o Ferrovi\u00e1ria | <strong>Hor\u00e1rio<\/strong>: 17h | <strong>Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong>: Livre<\/p>\n<p><em><strong>Corpos<\/strong><\/em>,<br \/>\nda Cie Mangrove (Guadalupe\/Brasil)<br \/>\n<strong>Local<\/strong>: Teatro Rui Limeira Rosal | <strong>Hor\u00e1rio<\/strong>: 19h | <strong>Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong>: 12 anos<\/p>\n<p><em><strong>Inquieta<\/strong><\/em>&nbsp;(M\u00fasica),<br \/>\nde Larissa Lisboa com Gabi da Pele Preta (PE)<br \/>\n<strong>Local<\/strong>: Teatro Lycio Neves | <strong>Hor\u00e1rio<\/strong>: 21h | <strong>Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong>: 16 anos<\/p>\n<h1>RECIFE<br \/>\n26\/10<\/h1>\n<p><strong><em>\u00c0 un endroit du d\u00e9but<\/em><\/strong> (<strong><em>Em algum lugar no in\u00edcio<\/em><\/strong>),<br \/>\nde Germaine Acogny e Mika\u00ebl Serre (Senegal\/Fran\u00e7a)<br \/>\n<strong>Local<\/strong>: Teatro de Santa Isabel | <strong>Hor\u00e1rio<\/strong>: 19h | <strong>Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong>: 14 anos<\/p>\n<h1>Oficinas e Atividades Formativas<\/h1>\n<p>Workshop <strong><em>Corpos e Territ\u00f3rios<\/em><\/strong>&nbsp;&#8211; Hubert Peti-Phar<br \/>\n<em><strong>Oficina de Cria\u00e7\u00e3o<\/strong><\/em> &#8211; Teatro Container<br \/>\n<em><strong>Pesquisa Corporal<\/strong><\/em> &#8211; Ga\u00eblle Bourges<br \/>\n<strong><em>Vendas e Morda\u00e7as<\/em><\/strong>&nbsp;&#8211; Faeina Jorge, Juliana Veras e Monique Cardoso (exclusiva para mulheres)<\/p>\n<h1>Servi\u00e7o<\/h1>\n<p>&#x1f4cd; <strong>Per\u00edodo<\/strong>: 09 a 26 de outubro de 2025<br \/>\n&#x1f3ad; <strong>Entrada<\/strong>: Gratuita mediante retirada de ingressos no Sympla<br \/>\n&#x1f3db;&#xfe0f; <strong>Locais<\/strong>: Teatro Santa Isabel (Recife), Teatro Luiz Mendon\u00e7a (Recife), Teatro Lycio Neves (Caruaru), Teatro Rui Limeira Rosal (Caruaru), Esta\u00e7\u00e3o Ferrovi\u00e1ria (Caruaru), Centro de Forma\u00e7\u00e3o Paulo Freire &#8211; Assentamento Normandia (Caruaru)<br \/>\n&#x1f3af; <strong>Dire\u00e7\u00e3o Geral<\/strong>: Fabio Pascoal<br \/>\n&#x1f465; <strong>Curadoria Mostra PE<\/strong>: Vika Schabbach e Igor Lopes<br \/>\n&#x1f4b0; <strong>Apoio<\/strong>: Minist\u00e9rio da Cultura, Funcultura, Fundarpe, Funda\u00e7\u00e3o de Cultura de Caruaru, Banco do Nordeste, Rede Ita\u00fa, Vale, Consulado Geral da Fran\u00e7a<br \/>\n&#x2139;&#xfe0f; <strong>Mais informa\u00e7\u00f5es<\/strong>: @feteag<\/p>\n<p><iframe title=\"A mon seul d\u00e9sir \/ To my only desire\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/150999657?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"625\" height=\"352\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Abrir um festival com uma pe\u00e7a francesa que reflete sobre representa\u00e7\u00f5es femininas medievais expressa um posicionamento curatorial questionador das desigualdades. Levar teatro contempor\u00e2neo que discute a alimenta\u00e7\u00e3o no mundo para um assentamento de luta pela terra tem tamb\u00e9m algo de subversivo. 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