{"id":26768,"date":"2025-08-02T00:12:54","date_gmt":"2025-08-02T03:12:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=26768"},"modified":"2025-08-02T01:17:05","modified_gmt":"2025-08-02T04:17:05","slug":"o-que-a-revolucao-haitiana-nos-ensina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/o-que-a-revolucao-haitiana-nos-ensina\/","title":{"rendered":"Ayiti: o espet\u00e1culo da revolu\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_26770\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Marina-Cavalcante-foto-Marconi-Bispo-tem-45-producoes-cenicas-na-carreira-artistico-cultural-e1754076147196.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-26770\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-26770\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Marina-Cavalcante-foto-Marconi-Bispo-tem-45-producoes-cenicas-na-carreira-artistico-cultural-e1754076147196.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"399\"><\/a><p id=\"caption-attachment-26770\" class=\"wp-caption-text\"><strong><em>Ayiti, a montanha que assombra o mundo<\/em><\/strong> se desenvolve em um contexto de crescente questionamento \u00e0s narrativas hist\u00f3ricas hegem\u00f4nicas. Foto: Marina Cavalcante \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>A Revolu\u00e7\u00e3o Haitiana (1791-1804) foi uma insurrei\u00e7\u00e3o que desafiou as bases ideol\u00f3gicas do colonialismo europeu e demonstrou a fal\u00eancia moral do sistema escravocrata. Contudo, permanece sistematicamente marginalizada nos curr\u00edculos escolares das elites acad\u00eamicas e dos Estados nacionais. Neste s\u00e1bado, 2 de agosto, Marconi Bispo apresenta no Teatro Solo Gens, no Recife Antigo, a pr\u00e9-estreia de <em><strong>Ayiti, a montanha que assombra o mundo. <\/strong><\/em>O espet\u00e1culo resgata essa mem\u00f3ria silenciada e marca os 30 anos de carreira de desse artista,&nbsp; uma voz coerente e l\u00facida do teatro pol\u00edtico que fala a partir de Pernambuco e do Nordeste brasileiro.<\/p>\n<p>O ator confronta diretamente o c\u00e2none historiogr\u00e1fico ocidental ao colocar em cena o que o antrop\u00f3logo haitiano Michel-Rolph Trouillot definiu como &#8220;o evento impens\u00e1vel da modernidade&#8221; &#8211; uma revolu\u00e7\u00e3o que a mentalidade colonial n\u00e3o conseguia nem mesmo conceber como possibilidade hist\u00f3rica. A montagem questiona por que uma revolu\u00e7\u00e3o t\u00e3o impactante permanece ausente dos sistemas educacionais globais.<\/p>\n<p>Enquanto a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa (1789-1799) ocupa lugar central nos estudos hist\u00f3ricos mundiais, poucos conhecem o movimento simult\u00e2neo que, nas Antilhas, superou em radicalidade os pr\u00f3prios jacobinos parisienses. Esta disparidade n\u00e3o \u00e9 acidental: revela o car\u00e1ter euroc\u00eantrico da produ\u00e7\u00e3o do conhecimento hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o haitiana foi mais radical porque os escravizados de Saint-Domingue (atual Haiti) levaram os ideais iluministas \u00e0s suas consequ\u00eancias l\u00f3gicas finais. Enquanto os revolucion\u00e1rios franceses mantiveram a escravid\u00e3o nas col\u00f4nias e exclu\u00edram mulheres e pobres dos direitos pol\u00edticos, os insurgentes haitianos aboliram simultaneamente escravid\u00e3o, colonialismo e hierarquias raciais. Entre 1791 e 1804, aproximadamente 500 mil africanos escravizados derrotaram militarmente Fran\u00e7a, Espanha e Inglaterra, expulsaram os colonizadores e fundaram a primeira rep\u00fablica negra independente das Am\u00e9ricas.<\/p>\n<div id=\"attachment_26769\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Ines-Costa-foto-Em-pesquisa-o-espetaculo-Ayiti-a-montanha-que-assombra-o-mundo-caminha-para-ser-o-primeiro-no-Estado-de-Pernambuco-sobre-a-revolucao-haitiana.-e1754072798403.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-26769\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-26769\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Ines-Costa-foto-Em-pesquisa-o-espetaculo-Ayiti-a-montanha-que-assombra-o-mundo-caminha-para-ser-o-primeiro-no-Estado-de-Pernambuco-sobre-a-revolucao-haitiana.-e1754072798403.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"399\"><\/a><p id=\"caption-attachment-26769\" class=\"wp-caption-text\">Pernambucano Marconi Bispo leva aos palcos a insurrei\u00e7\u00e3o que apavorou imp\u00e9rios e inspirou liberdades. Foto: In\u00eas Costa \/ Divulga\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/p><\/div>\n<p>Michel-Rolph Trouillot, autor de <em>Silencing the Past: Power and the Production of History<\/em>&nbsp;(1995), argumenta que &#8220;a Revolu\u00e7\u00e3o Haitiana \u00e9 o acontecimento mais revolucion\u00e1rio na hist\u00f3ria das revolu\u00e7\u00f5es&#8221; precisamente porque representa uma ruptura ontol\u00f3gica &#8211; isto \u00e9, uma quebra fundamental na pr\u00f3pria concep\u00e7\u00e3o de realidade &#8211; no pensamento ocidental. Trouillot, professor de antropologia na Universidade Johns Hopkins (Baltimore, Estados Unidos) at\u00e9 sua morte em 2012, demonstra como essa revolu\u00e7\u00e3o foi sistematicamente apagada por contradizer as bases ideol\u00f3gicas da supremacia branca &#8211; sistema de poder que estabelece a superioridade racial europeia como fundamento natural da organiza\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>Sob a lideran\u00e7a de figuras extraordin\u00e1rias como Toussaint Louverture (1743-1803) \u2013 ex-escravizado que se tornou autodidata em latim, franc\u00eas, hist\u00f3ria militar e filosofia pol\u00edtica \u2013, Jean-Jacques Dessalines (1758-1806) \u2013 general que proclamou a independ\u00eancia haitiana e se tornou o primeiro governante do pa\u00eds livre \u2013, e Henri Christophe (1767-1820) \u2013 que construiu fortalezas monumentais ainda hoje patrim\u00f4nio da UNESCO \u2013, os revolucion\u00e1rios haitianos derrotaram os ex\u00e9rcitos de Napole\u00e3o Bonaparte e proclamaram a aboli\u00e7\u00e3o total da escravid\u00e3o 64 anos antes do Brasil.<\/p>\n<p>O impacto global foi imediato e aterrorizante para as pot\u00eancias escravistas. Thomas Jefferson, terceiro presidente americano e propriet\u00e1rio de mais de 600 escravizados, conforme documenta a obra <em>Master of the Mountain<\/em>&nbsp;(2012) do historiador Henry Wiencek, imp\u00f4s embargo comercial total ao Haiti e se recusou a reconhecer sua independ\u00eancia. A Fran\u00e7a, por sua vez, exigiu uma indeniza\u00e7\u00e3o de 150 milh\u00f5es de francos (equivalente a cerca de 21 bilh\u00f5es de d\u00f3lares atuais) pela &#8220;perda de propriedade&#8221; \u2013 os pr\u00f3prios ex-escravizados \u2013, d\u00edvida que estrangulou economicamente o pa\u00eds at\u00e9 1947.<\/p>\n<p>Por que essa revolu\u00e7\u00e3o permanece ausente dos curr\u00edculos escolares brasileiros e mundiais? A resposta encontra-se na pr\u00f3pria natureza transformadora radical do epis\u00f3dio &#8211; sua capacidade de romper completamente com as estruturas de poder estabelecidas. Como explicar que africanos &#8220;primitivos&#8221; \u2013 segundo a ideologia colonial \u2013 derrotaram a &#8220;civilizada&#8221; Europa? Como justificar a manuten\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o ap\u00f3s escravizados demonstrarem sua capacidade revolucion\u00e1ria e organizativa?<\/p>\n<p>Cyril Lionel Robert James (1901-1989), autor de <em>The Black Jacobins: Toussaint L&#8217;Ouverture and the San Domingo Revolution<\/em>&nbsp;(1938), obra considerada pioneira nos estudos p\u00f3s-coloniais, demonstra magistralmente como os revolucion\u00e1rios haitianos aplicaram os princ\u00edpios da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa com uma coer\u00eancia que os pr\u00f3prios franceses n\u00e3o tiveram. Enquanto Robespierre guilhotinava aristocratas mas mantinha a escravid\u00e3o colonial, Toussaint abolia a escravid\u00e3o e estabelecia igualdade racial absoluta.<\/p>\n<h2>A Perspectiva Decolonial de Marconi Bispo<\/h2>\n<div id=\"attachment_26771\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Leandro-Lima-foto-Alem-de-ator-e-encenador-o-pernambucano-Marconi-Bisto-e-produtor-cultural-e1754078976702.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-26771\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-26771\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Leandro-Lima-foto-Alem-de-ator-e-encenador-o-pernambucano-Marconi-Bisto-e-produtor-cultural-e1754078976702.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"399\"><\/a><p id=\"caption-attachment-26771\" class=\"wp-caption-text\">Bispo tem 45 produ\u00e7\u00f5es c\u00eanicas na trajet\u00f3ria. Foto: Leandro Lima \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_26772\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Lucas-Emanuel-foto-Marconi-Bispo-reune-vivencias-com-companhias-diretoras-e-diretores-do-estado-de-Pernambuco.-scaled-e1754079020257.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-26772\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-26772\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Lucas-Emanuel-foto-Marconi-Bispo-reune-vivencias-com-companhias-diretoras-e-diretores-do-estado-de-Pernambuco.-scaled-e1754079020257.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-26772\" class=\"wp-caption-text\">Dramaturgia entrela\u00e7a performance corporal, percuss\u00f5es de matriz africana, poesia oral e dan\u00e7a ritual. Foto: Lucas Emanuel \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p><strong><em>Ayiti, a montanha que assombra o mundo<\/em><\/strong> nasce de um contexto de crescente questionamento \u00e0s narrativas hist\u00f3ricas hegem\u00f4nicas. Marconi Bispo constr\u00f3i uma dramaturgia que entrela\u00e7a performance corporal, percuss\u00f5es de matriz africana, poesia oral e dan\u00e7a ritual, estruturando o espet\u00e1culo como o que a te\u00f3rica Leda Maria Martins denomina &#8220;oralitura&#8221; \u2013 conceito que reconhece as tradi\u00e7\u00f5es orais africanas como epistemologias leg\u00edtimas, desenvolvido em obras como <em>Afrografias da Mem\u00f3ria<\/em>&nbsp;(1997).<\/p>\n<p>&#8220;Por que sabemos t\u00e3o pouco sobre a revolu\u00e7\u00e3o que fundou a primeira na\u00e7\u00e3o negra de ex-escravizados a derrotar invasores, expulsar colonizadores, abolir escravid\u00e3o e proclamar soberania absoluta?&#8221;, questiona Bispo. A pergunta funciona como fio condutor dramat\u00fargico porque sua resposta revela os mecanismos de apagamento que ainda operam na contemporaneidade.<\/p>\n<p>O artista estabelece conex\u00f5es hist\u00f3ricas concretas entre Haiti e Pernambuco atrav\u00e9s de uma metodologia que denomina &#8220;cartografia afroatl\u00e2ntica&#8221;. Ambos territ\u00f3rios compartilham heran\u00e7as iorub\u00e1s, experi\u00eancias quilombolas e tradi\u00e7\u00f5es de resist\u00eancia que atravessaram o Atl\u00e2ntico. A Revolu\u00e7\u00e3o Haitiana ecoou diretamente no Quilombo dos Palmares (s\u00e9culo XVII, Serra da Barriga\/AL), na Revolta dos Mal\u00eas (1835, Salvador\/BA) \u2013 insurrei\u00e7\u00e3o de escravizados mu\u00e7ulmanos que planejavam tomar o poder na Bahia \u2013, e na Cabanagem (1835-1840, Par\u00e1) \u2013 revolta popular que chegou a controlar a prov\u00edncia paraense por quase um ano.<\/p>\n<h2>A Colabora\u00e7\u00e3o Acad\u00eamica Internacional<\/h2>\n<p>A dramaturgia compartilhada com Kamai Freire adiciona rigor acad\u00eamico internacional ao projeto. Freire, maestro e sacerdote de candombl\u00e9 que desenvolve pesquisa doutoral sobre m\u00fasica e espiritualidade na Revolu\u00e7\u00e3o Haitiana pela Universidade HfM Franz Liszt Weimar \u2013 institui\u00e7\u00e3o alem\u00e3 especializada em m\u00fasica fundada em 1872 na cidade de Weimar \u2013, traz perspectivas que conectam sonoridades africanas, liturgias haitianas e cosmogonias afro-brasileiras.<\/p>\n<p>Esta colabora\u00e7\u00e3o interliga diferentes tradi\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas e saberes ancestrais, criando uma obra que dialoga simultaneamente com a pesquisa universit\u00e1ria europeia, as tradi\u00e7\u00f5es orais africanas e as experi\u00eancias diasp\u00f3ricas contempor\u00e2neas.&nbsp;No final de 2024, entre os meses de outubro e dezembro, o artista pernambucano desenvolveu uma resid\u00eancia art\u00edstica no Porto, Portugal, viabilizada atrav\u00e9s de uma parceria institucional que envolveu a Circolando Cooperativa Cultural, Central El\u00e9trica, Programa InResidence e C\u00e2mara Municipal do Porto. Esta imers\u00e3o investigativa na cidade portuguesa aprofundou sua pesquisa sobre as reverbera\u00e7\u00f5es atl\u00e2nticas da insurrei\u00e7\u00e3o haitiana e suas conex\u00f5es com o imagin\u00e1rio colonial luso-brasileiro.<\/p>\n<h2>Tr\u00eas D\u00e9cadas de Arte Pol\u00edtica Consistente<\/h2>\n<p>Marconi Bispo completa 30 anos de carreira em 2025, consolidando tr\u00eas d\u00e9cadas de teatro pol\u00edtico. Sua trajet\u00f3ria de 45 produ\u00e7\u00f5es c\u00eanicas evidencia uma consist\u00eancia art\u00edstica constru\u00edda sobre compromissos \u00e9ticos com as quest\u00f5es raciais e territoriais. Ao longo dessas tr\u00eas d\u00e9cadas, o artista desenvolveu um conceito de transforma\u00e7\u00e3o art\u00edstica permanente baseado na constante renova\u00e7\u00e3o das formas est\u00e9ticas como instrumento de mudan\u00e7a social \u2013 perspectiva que encontra eco na pedagogia teatral de Paulo Freire e nas propostas de democratiza\u00e7\u00e3o cultural de Augusto Boal.<\/p>\n<p>Formado pela UFPE em 1999, Bispo desenvolveu uma metodologia que articula teatro brechtiano, ritual\u00edstica afro-brasileira e pedagogia freiriana. Como sacerdote iniciado para \u00ccy\u00e9m\u1ecdj\u00e1 e \u1eccb\u00e0l\u00f9f\u1ecd\u0300n (2004) e \u1eccr\u00fanm\u00ecl\u00e0 B\u00e0b\u00e1 If\u00e1 (2023), sua cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica funciona como canal de ancestralidade e ferramenta de cura coletiva \u2013 conceito fundamentado nos estudos de Muniz Sodr\u00e9 sobre a &#8220;ci\u00eancia social afro-brasileira&#8221; (<em>Pensar Nag\u00f4<\/em>, 2017), que demonstra como as tradi\u00e7\u00f5es iorub\u00e1s operam processos terap\u00eauticos comunit\u00e1rios.<\/p>\n<p>A pr\u00e9-estreia re\u00fane importantes nomes da cultura pernambucana: Thulio Xamb\u00e1 e Beto Xamb\u00e1, do Grupo Bongar, trazem percuss\u00f5es que conectam Recife \u00e0s sonoridades da resist\u00eancia haitiana. Os tambores desempenharam papel fundamental na comunica\u00e7\u00e3o entre insurgentes durante a revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Brunna Martins, Kadydja Erlen e Arthur Canavarro integram um elenco que representa a diversidade geracional do teatro negro nordestino. Esta alian\u00e7a materializa redes de solidariedade art\u00edstica que espelham as pr\u00f3prias redes clandestinas que sustentaram a comunica\u00e7\u00e3o entre diferentes regi\u00f5es de Saint-Domingue durante a revolu\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n<p>&#x26a1; <strong>SERVI\u00c7O<\/strong><br \/>\n&#x1f3ad; ESPET\u00c1CULO &#8220;AYITI, A MONTANHA QUE ASSOMBRA O MUNDO&#8221;<br \/>\n&#x1f4c5; 2 de agosto (s\u00e1bado) | &#x23f0; 19h<br \/>\n&#x1f4cd; Solo Gens &#8211; Rua do Apolo, 70, Recife Antigo<br \/>\n&#x1f3ab; R$ 20 (meia) | R$ 40 (inteira)<br \/>\n&#x1f4e7; marconibispo77@gmail.com | &#x1f4f1; @marconi.bispo<\/p>\n<p>&#x1f525; FICHA T\u00c9CNICA<br \/>\n<strong>Concep\u00e7\u00e3o e Interpreta\u00e7\u00e3o<\/strong>: Marconi Bispo<br \/>\n<strong>Dramaturgia<\/strong>: Marconi Bispo e Kamai Freire<br \/>\n<strong>Coordena\u00e7\u00e3o de Pesquisa<\/strong>: Kamai Freire<br \/>\n<strong>Audiovisual<\/strong>: Arthur Canavarro, Diego Amorim, Fernando Camaroti, Hassan Santos<br \/>\n<strong>Proje\u00e7\u00e3o e Ilumina\u00e7\u00e3o<\/strong>: Jo\u00e3o Guilherme de Paula<br \/>\n<strong>Assessoria de Imprensa<\/strong>: Daniel Lima<br \/>\n<strong>Participa\u00e7\u00f5es<\/strong>: Arthur Canavarro, Beto Xamb\u00e1, Brunna Martins, Kadydja Erlen, Thulio Xamb\u00e1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Revolu\u00e7\u00e3o Haitiana (1791-1804) foi uma insurrei\u00e7\u00e3o que desafiou as bases ideol\u00f3gicas do colonialismo europeu e demonstrou a fal\u00eancia moral do sistema escravocrata. 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