{"id":26729,"date":"2025-07-30T17:26:52","date_gmt":"2025-07-30T20:26:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=26729"},"modified":"2025-07-31T20:12:45","modified_gmt":"2025-07-31T23:12:45","slug":"um-leao-de-prata-para-carolina-bianchi-e-a-internacionalizacao-do-teatro-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/um-leao-de-prata-para-carolina-bianchi-e-a-internacionalizacao-do-teatro-brasileiro\/","title":{"rendered":"Um Le\u00e3o de Prata <\/br> para Carolina Bianchi <\/br> e a internacionaliza\u00e7\u00e3o do teatro brasileiro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_26732\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-28-at-09.47.18-e1753811238894.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-26732\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-26732\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-28-at-09.47.18-e1753811238894.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"398\"><\/a><p id=\"caption-attachment-26732\" class=\"wp-caption-text\">Carolina Bianchi mostra a for\u00e7a de uma trajet\u00f3ria constru\u00edda na persist\u00eancia. Foto Mayra Azzi.\/ @may_azzi<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_26733\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-29-at-15.39.44-e1753816624685.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-26733\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-26733\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-29-at-15.39.44-e1753816624685.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"427\"><\/a><p id=\"caption-attachment-26733\" class=\"wp-caption-text\"><strong><em>Bienal de Dan\u00e7a de Veneza<\/em><\/strong>, Em 19 de julho de 2025 Carolina Bianchi recebeu o <strong>L<em><strong>e<\/strong>\u00e3o de Prata<\/em><\/strong> no prestigioso Sal\u00e3o das Colunas de Ca&#8217; Giustinian. Foto: Andrea Avezz\u00f9 \/ Official photographer of the Venice Biennale<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_26734\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-29-at-15.37.05-e1753816602288.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-26734\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-26734\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-29-at-15.37.05-e1753816602288.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"425\"><\/a><p id=\"caption-attachment-26734\" class=\"wp-caption-text\">Core\u00f3grafa norte-americana Twyla Tharp (D) revolucionou a dan\u00e7a do s\u00e9culo XX;, enquanto Bianchi&nbsp; forja novas linguagens para o s\u00e9culo XXI. Foto: Andrea Avezz\u00f9 \/ Official photographer of the Venice Biennale<\/p><\/div>\n<p>&#8220;Extraordin\u00e1ria artista, diretora, escritora e criadora de imagens que frequentemente utiliza seu corpo como elemento central de seu trabalho, desenvolvendo experi\u00eancias profundamente pessoais, viscerais e coreogr\u00e1ficas que nos atravessam e interpelam&#8221;. Foi assim que Wayne McGregor, diretor art\u00edstico da <strong><em>Bienal de Dan\u00e7a de Veneza<\/em><\/strong>, definiu Carolina Bianchi ao entregar-lhe o <strong><em>Le\u00e3o de Prata<\/em><\/strong> em 19 de julho de 2025, durante a cerim\u00f4nia realizada no prestigioso Sal\u00e3o das Colunas de Ca&#8217; Giustinian.<\/p>\n<p>As palavras de McGregor capturam a ess\u00eancia de um trabalho que transforma vulnerabilidade em pot\u00eancia criativa, estabelecendo Carolina como uma das vozes mais intransigentes da performance contempor\u00e2nea mundial. O reconhecimento veneziano posiciona a artista brasileira entre os nomes que est\u00e3o redefinindo as fronteiras entre teatro, dan\u00e7a e arte corporal.<\/p>\n<p>A premia\u00e7\u00e3o de Carolina ocorreu no mesmo evento em que a lend\u00e1ria core\u00f3grafa norte-americana Twyla Tharp foi agraciada com o <strong><em>Le\u00e3o de Ouro<\/em><\/strong> pelo conjunto de sua carreira. McGregor exaltou Tharp destacando que &#8220;suas contribui\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias para a ecologia global da dan\u00e7a s\u00e3o incompar\u00e1veis em seu trabalho, que combina rigor e ludicidade, disciplina cl\u00e1ssica e t\u00e9cnica de bal\u00e9, misturando g\u00eaneros com facilidade audaciosa e expandindo nossa compreens\u00e3o das capacidades desta ferramenta extraordin\u00e1ria que todos possu\u00edmos: o corpo humano&#8221;.<\/p>\n<p>A simultaneidade dos pr\u00eamios cria um di\u00e1logo geracional fascinante: de um lado, Tharp, que revolucionou a dan\u00e7a do s\u00e9culo XX; do outro, Carolina, que forja novas linguagens para o s\u00e9culo XXI. Ambas utilizam o corpo como territ\u00f3rio de investiga\u00e7\u00e3o, mas Carolina adiciona uma dimens\u00e3o pol\u00edtica e autobiogr\u00e1fica que ressignifica completamente a tradi\u00e7\u00e3o da performance feminina.<\/p>\n<p>O festival veneziano, que se estendeu de 17 de julho a 2 de agosto de 2025, ratificou assim a relev\u00e2ncia internacional de uma gera\u00e7\u00e3o de artistas que redefinem os limites da arte corporal. Conforme destacado por McGregor, os premiados &#8220;recebem um pr\u00eamio financeiro para apoiar seu pr\u00f3ximo grande projeto&#8221; &#8211; suporte material que pode ser decisivo para que Carolina continue desenvolvendo uma arte que exige recursos consider\u00e1veis e tempo de matura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Avignon 2023: O Momento de Inflex\u00e3o Internacional<\/h2>\n<div id=\"attachment_26736\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-29-at-16.52.04-e1753819075408.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-26736\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-26736\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-29-at-16.52.04-e1753819075408.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"397\"><\/a><p id=\"caption-attachment-26736\" class=\"wp-caption-text\"><strong><em>A Noiva e o Boa Noite Cinderela <\/em><\/strong><em>estreou no Festival de Avignon de 2023.<\/em><em> Fo<\/em>to @christophe.raynauddelage<\/p><\/div>\n<p>O <em><strong>Festival de Avignon de 2023<\/strong><\/em> marcou definitivamente a inser\u00e7\u00e3o de Carolina Bianchi no circuito art\u00edstico europeu. <strong><em>A Noiva e o Boa Noite Cinderela<\/em><\/strong>, primeiro cap\u00edtulo da <strong><em>Trilogia Cadela For\u00e7a<\/em><\/strong>, causou profundo impacto em p\u00fablicos e cr\u00edticos, estabelecendo uma nova refer\u00eancia para a performance contempor\u00e2nea feminina.<\/p>\n<p>Como testemunha direta daquele momento hist\u00f3rico &#8211; estive presente em Avignon cobrindo o festival para o site <strong><em>Satisfeita, Yolanda?<\/em><\/strong> -, posso afirmar que o espet\u00e1culo criou uma reverbera\u00e7\u00e3o \u00fanica no ambiente art\u00edstico franc\u00eas. A obra, que investiga a viol\u00eancia sexual atrav\u00e9s do pr\u00f3prio corpo da artista em estado de inconsci\u00eancia farmacol\u00f3gica, investiu numa linguagem in\u00e9dita que dialoga com pioneiras como Marina Abramovi\u0107 e Gina Pane, estabelecendo territ\u00f3rios completamente novos de investiga\u00e7\u00e3o c\u00eanica.<\/p>\n<blockquote><p>Leia <a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/viagem-ao-abismo-critica-da-peca-a-noiva-e-o-boa-noite-cinderela-de-carolina-bianchi-e-do-coletivo-cara-de-cavalo\/\">AQUI<\/a> a cr\u00edtica do espet\u00e1culo <strong><em>A Noiva e o Boa Noite Cinderela, <\/em><\/strong>que estreou em Avignon, publicado em 23 de julho de 2023, escrito por Ivana Moura.<\/p>\n<p>Confira <a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/depois-de-um-ato-tao-violento-nao-se-entende-o-que-e-o-amor-entrevista-carolina-bianchi\/\">AQUI<\/a> a entrevista feita por Ivana Moura durante o festival de Avignon 2023 com Carolina Bianchi e postado em 24 de julho de 2023.<\/p><\/blockquote>\n<p>O sucesso franc\u00eas abriu as portas do circuito europeu, levando a obra aos principais festivais do continente e culminando com o <strong><em>Prix du Syndicat de la Critique<\/em><\/strong>, que elegeu a montagem <strong><em>A Noiva e o Boa Noite Cinderela &#8211; Cadela For\u00e7a &#8211; Cap\u00edtulo I<\/em><\/strong> como Melhor Estreia Internacional da temporada 2023\/24 da Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Longe de ser um fen\u00f4meno s\u00fabito, o reconhecimento internacional da dramaturga e performer ga\u00facha reflete mais de uma d\u00e9cada de trabalho \u00e1rduo e investiga\u00e7\u00e3o art\u00edstica que come\u00e7ou em Porto Alegre, passou pelos palcos alternativos de S\u00e3o Paulo e encontrou na Europa o terreno f\u00e9rtil para florescer plenamente.<\/p>\n<h2><em>A Irmandade<\/em> (<em>The Brotherhood<\/em>)<br \/>\nTeatro como confiss\u00e3o e investiga\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<div id=\"attachment_26738\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-28-at-09.45.52-e1753819422966.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-26738\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-26738 size-full\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-28-at-09.45.52-e1753819422966.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"388\"><\/a><p id=\"caption-attachment-26738\" class=\"wp-caption-text\">Segundo cap\u00edtulo da <strong>Trilogia Cadela For\u00e7a<\/strong> investiga os mecanismos da masculinidade t\u00f3xica. Foto Mayra Azzi<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_26737\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-28-at-09.49.20-e1753819400777.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-26737\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-26737\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-28-at-09.49.20-e1753819400777.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"398\"><\/a><p id=\"caption-attachment-26737\" class=\"wp-caption-text\">Mesmo sendo uma ode ao teatro, <strong><em>The Brotherhood <\/em><\/strong><em>questiona tamb\u00e9m as<\/em> origens hist\u00f3ricas da misoginia no pr\u00f3prio teatro. Foto: Mayra Azzi \/ Dvivulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Em maio de 2025, nos palcos do <em>Kunstenfestivaldesarts<\/em> em Bruxelas, Carolina Bianchi apresentou <strong><em>A Irmandade<\/em><\/strong> (<strong><em>The Brotherhood<\/em><\/strong>), segundo cap\u00edtulo da <strong><em>Trilogia Cadela For\u00e7a<\/em><\/strong>. A obra, posteriormente apresentada em Viena, Amsterd\u00e3 em Barcelona e em Veneza, volta-se para os mecanismos da masculinidade t\u00f3xica.<\/p>\n<p>O espet\u00e1culo dialoga diretamente com o conceito de &#8220;fraternidade&#8221; desenvolvido pela antrop\u00f3loga argentina Rita Segato em sua obra <strong><em>La Guerra contra las Mujeres<\/em><\/strong> (2016). Para Segato, a &#8220;fraternidade&#8221; ou &#8220;corpora\u00e7\u00e3o masculina&#8221; representa um sistema de pactos entre homens que opera como estrutura fundamental do patriarcado. Segundo a pesquisadora, essa irmandade masculina funciona atrav\u00e9s de &#8220;lealdades horizontais&#8221; que unem os homens independentemente de outras diferen\u00e7as sociais, criando um <em>front<\/em> comum para manter o controle sobre as mulheres e perpetuar a viol\u00eancia de g\u00eanero.<\/p>\n<p>Para compreender a dimens\u00e3o e o impacto desta encena\u00e7\u00e3o que aprofunda a investiga\u00e7\u00e3o iniciada com <strong><em>A<\/em><em><strong>&nbsp;<\/strong>Noiva e o Boa Noite Cinderela &#8211; Cadela For\u00e7a &#8211; Cap\u00edtulo I<\/em><\/strong> , selecionei quatro cr\u00edticas de ve\u00edculos especializados de diferentes pa\u00edses: <em>Theaterkrant<\/em> (Holanda), <em>Revista Rialta<\/em> (Espanha), <em>Lib\u00e9ration<\/em> (Fran\u00e7a) e <em>Sceneweb.fr<\/em> (Fran\u00e7a). Foram escolhas aleat\u00f3rias, a partir do que tive acesso na internet. Juntas, essas an\u00e1lises revelam como <strong><em>A Irmandade<\/em><\/strong>&nbsp;se estabeleceu como um marco desestabilizador no teatro europeu contempor\u00e2neo, questionando as estruturas de poder masculino tanto na sociedade quanto nas artes.<\/p>\n<h2>A Anatomia da Fraternidade Masculina<\/h2>\n<div id=\"attachment_26748\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-30-at-10.22.50-e1753889761123.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-26748\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-26748\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-30-at-10.22.50-e1753889761123.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"398\"><\/a><p id=\"caption-attachment-26748\" class=\"wp-caption-text\">Os homens t\u00eam liberdade&#8230;Foto: Mayra Azzi \/ Dvivulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>&#8220;O purgat\u00f3rio de sua jornada dantesca&#8221; &#8211; assim Karin Veraart, do <em>Theaterkrant<\/em> holand\u00eas, contextualiza <strong><em>A Irmandade<\/em><\/strong>, onde Carolina &#8220;examina diversas express\u00f5es de masculinidade, &#8216;virilidade&#8217;, inclusive em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 arte, e tamb\u00e9m como um sistema de linguagem perpetua o patriarcado&#8221;. Uma cena em particular impressiona Veraart: &#8220;a fraternidade de rituais como inicia\u00e7\u00f5es, trotes, homenagens e brincadeiras compartilhadas. Aqui, os oito homens da companhia t\u00eam liberdade: eles dan\u00e7am, brincam e gesticulam com uma vingan\u00e7a, irritantemente identific\u00e1vel, quase imposs\u00edvel de assistir&#8221;.<\/p>\n<p>Em outro aprofundamento, Martha Luisa Hern\u00e1ndez Cadenas, da Revista <em>Rialta<\/em> espanhola, observa que &#8220;Bianchi apresenta a fraternidade como um pacto intransigente; \u00e9 praticamente o presente que &#8216;proteger\u00e1&#8217; cada crian\u00e7a ao longo da vida&#8221;. Para Cadenas, a obra exp\u00f5e &#8220;a performatividade do masculino como irmandade, o fasc\u00ednio pelos g\u00eanios, a mentira, a viol\u00eancia e o estupro&#8221;, criando uma investiga\u00e7\u00e3o que vai al\u00e9m da den\u00fancia para questionar as estruturas fundacionais da cultura patriarcal.<\/p>\n<p>&#8220;Como \u00e9 poss\u00edvel que olhemos e escutemos com tanta admira\u00e7\u00e3o e defer\u00eancia aqueles que eles chamam de &#8216;mestres&#8217;?&#8221; A pergunta de Nadja Pobel, do <em>Sceneweb.fr<\/em> franc\u00eas, identifica o cerne mais perturbador de <strong><em>A Irmandade<\/em><\/strong>: o desmonte da adora\u00e7\u00e3o aos &#8220;grandes mestres&#8221; da hist\u00f3ria teatral. Pobel destaca como Carolina &#8220;coloca em cena com for\u00e7a a aniquila\u00e7\u00e3o das mulheres pelos homens, qualquer que seja o grau de preda\u00e7\u00e3o (&#8230;) em nome da arte&#8221;.<\/p>\n<p>Anne Diatkine, do <em>Lib\u00e9ration<\/em>, descreve uma cena emblem\u00e1tica onde Carolina &#8220;brande um imenso p\u00eanis f\u00facsia que coloca entre as pernas e se masturba com gritos altos, durante a transmiss\u00e3o de um arquivo de r\u00e1dio de um grande mestre particularmente confuso&#8221;. A cr\u00edtica observa o &#8220;constrangimento n\u00e3o pela cena de masturba\u00e7\u00e3o, mas por seu paralelo com as palavras de Kantor&#8221;, revelando como a obra exp\u00f5e a obscenidade oculta na venera\u00e7\u00e3o acr\u00edtica dos &#8220;g\u00eanios&#8221; masculinos.<\/p>\n<p>Duas &#8220;cenas-chave&#8221; identificadas pela cr\u00edtica espanhola Cadenas aprofundam essa an\u00e1lise: a entrevista com um diretor fict\u00edcio alem\u00e3o e o painel de intelectuais. No di\u00e1logo com o diretor de sucesso, emergem &#8220;os relacionamentos abusivos com as atrizes de seu elenco, a explora\u00e7\u00e3o do corpo feminino e a omiss\u00e3o de cr\u00e9ditos que as mulheres merecem&#8221;. O arqu\u00e9tipo criado por Carolina \u00e9 &#8220;t\u00e3o fiel que parece real&#8221;, funcionando como uma s\u00edntese devastadora dos mecanismos de poder no teatro contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p>O que torna <strong><em>A Irmandade<\/em><\/strong>&nbsp;particularmente desestabilizadora \u00e9 a honestidade brutal de Carolina em expor seus pr\u00f3prios paradoxos. Pobel elogia essa dimens\u00e3o: &#8220;como ela p\u00f4de amar tanto Jan Fabre? Como ela pode lidar, agora, com o fato de ser parte integrante dessa irmandade teatral da qual recebe &#8216;recompensas&#8217;?&#8221; Esta autocr\u00edtica impede que o trabalho se torne &#8220;banal&#8221; ou um simples &#8220;acerto de contas&#8221;, elevando-o a uma reflex\u00e3o mais complexa sobre cumplicidade e resist\u00eancia.<\/p>\n<p>Veraart observa que Carolina &#8220;indica que certamente n\u00e3o est\u00e1 isenta de pecados. S\u00e3o as contradi\u00e7\u00f5es, os conflitos, as consequ\u00eancias que ela quer expor e questionar&#8221;. A artista n\u00e3o se posiciona como v\u00edtima pura, mas como algu\u00e9m que reconhece estar inserida nas mesmas estruturas que critica, criando uma camada de complexidade que desafia tanto o p\u00fablico quanto a pr\u00f3pria artista.<\/p>\n<p>Essa radicalidade intransigente coloca Carolina em uma linhagem espec\u00edfica do teatro europeu contempor\u00e2neo, pr\u00f3xima a artistas como Ang\u00e9lica Liddell. Como a performer catal\u00e3, Carolina desenvolve uma proposta radical e excessiva que pode polarizar rea\u00e7\u00f5es: ou cativar completamente, ou ser rejeitada sem meio-termo.<\/p>\n<h2>A Dramaturgia da Viol\u00eancia Hist\u00f3rica<\/h2>\n<div id=\"attachment_26749\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-30-at-10.23.31-e1753891018371.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-26749\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-26749\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-30-at-10.23.31-e1753891018371.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"397\"><\/a><p id=\"caption-attachment-26749\" class=\"wp-caption-text\">Carolina Bianchi exp\u00f5e uma genealogia da viol\u00eancia contra as mulheres que atravessa s\u00e9culos. Foto: Mayra Azzi&nbsp;<\/p><\/div>\n<p><strong><em>A Irmandade<\/em><\/strong>&nbsp;constr\u00f3i uma genealogia da viol\u00eancia contra as mulheres que atravessa s\u00e9culos. Cadenas destaca como Carolina evoca &#8220;Ana Mendieta, Sylvia Plath, Gis\u00e8le P\u00e9licot, Pers\u00e9fone e, especialmente, Sarah Kane&#8221;, criando n\u00e3o &#8220;um cat\u00e1logo, mas tecendo, sem gritos ou f\u00faria, com for\u00e7a e clareza, uma hist\u00f3ria da viol\u00eancia de uns contra os outros&#8221;.<\/p>\n<p>A cr\u00edtica espanhola conecta o trabalho de Carolina com casos contempor\u00e2neos devastadores: &#8220;Ana Mendieta caiu do 34\u00ba andar do apartamento que dividia com seu parceiro, o tamb\u00e9m artista Carl Andre, que foi absolvido da acusa\u00e7\u00e3o de feminic\u00eddio e desfrutou da cumplicidade da comunidade art\u00edstica&#8221;. Esses casos hist\u00f3ricos e contempor\u00e2neos se entrela\u00e7am na dramaturgia de Carolina, revelando a continuidade da viol\u00eancia patriarcal atrav\u00e9s dos tempos.<\/p>\n<p>Todas as cr\u00edticas destacam a dimens\u00e3o acad\u00eamica rigorosa do trabalho. Veraart observa que Carolina &#8220;documentou meticulosamente sua pesquisa; na primeira parte de <strong><em>Irmandade<\/em><\/strong>, ela carrega seu livro de 500 p\u00e1ginas pelo palco&#8221;. Pobel complementa: &#8220;O pensamento predomina sobre as a\u00e7\u00f5es. As palavras constituem a estrutura fundamental deste cap\u00edtulo, amplamente apoiadas por sua pesquisa acad\u00eamica&#8221;.<\/p>\n<p>Diatkine descreve a cena onde &#8220;sete garotos (&#8230;) engolir\u00e3o suas palavras, sua tese de 500 p\u00e1ginas rasgada&#8221;, criando uma met\u00e1fora poderosa sobre como o conhecimento produzido por mulheres \u00e9 sistematicamente desvalorizado e destru\u00eddo pelos homens que det\u00eam o poder de legitima\u00e7\u00e3o acad\u00eamica e art\u00edstica.<\/p>\n<p>As quatro cr\u00edticas convergem ao descrever o impacto visceral da obra. Veraart define &#8220;A Irmandade&#8221; como &#8220;dolorosa, mas \u00e9 assim que deveria ser: uma catarse&#8221;. Diatkine fala de um &#8220;mon\u00f3logo denso e proteico de tr\u00eas horas e quarenta minutos&#8221; que &#8220;produz uma sensa\u00e7\u00e3o de pavor&#8221;. Pobel conclui que se trata de &#8220;um espet\u00e1culo intenso que deixar\u00e1 marcas duradouras&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Cadenas oferece uma s\u00edntese po\u00e9tica do impacto: <strong><em>A Irmandade<\/em> <\/strong>est\u00e1 repleta de vozes, flashes, horas no chuveiro, suic\u00eddios em sua vingan\u00e7a prematura, balbucios, mulheres an\u00f4nimas em fitas de v\u00eddeo onde s\u00e3o violentamente penetradas (&#8230;) Bianchi transforma sua dor em linguagem; ele n\u00e3o apenas a autotematizou, mas tamb\u00e9m construiu seu pr\u00f3prio artif\u00edcio&#8221;.<\/p>\n<blockquote><p><strong>LINKS DAS CR\u00cdTICAS<\/strong><br \/>\n<strong>Theaterkrant<\/strong> \u2013 Holanda \u2013 Cr\u00edtica de <a href=\"https:\/\/www.theaterkrant.nl\/author\/karinv\/\">Karin Veraart&nbsp;<\/a><a href=\"https:\/\/www.theaterkrant.nl\/recensie\/the-brotherhood\/carolina-bianchi-y-cara-de-cavalo\/\">Theaterkrant<\/a><br \/>\nRevista <strong>Rialta<\/strong> \u2013 Espanha Cr\u00edtica Martha Luisa Hern\u00e1ndez Cadenas <a href=\"https:\/\/rialta.org\/carolina-bianchi-the-brotherhood-lengua-del-mundo\/\">Rialta<\/a><br \/>\n<strong>Lib\u00e9ration<\/strong> &#8211; Fran\u00e7a &#8211; Cr\u00edtica Anne Diatkine <a href=\"https:\/\/www.liberation.fr\/culture\/the-brotherhood-de-carolina-bianchi-lame-tranchante-20250512_SUHDOW3Z45HGBG3KYCP2P2JBAI\/\">Lib\u00e9ration<\/a><br \/>\n<strong>Sceneweb.fr<\/strong> &#8211; Fran\u00e7a &#8211; Cr\u00edtica Nadja Pobel \u2013<a href=\"https:\/\/sceneweb.fr\/the-brotherhood-de-carolina-bianchi\/\">Sceneweb.fr<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p>Entretanto, <strong><em>A Irmandade<\/em><\/strong>&nbsp;desenvolve uma camada reflexiva inesperada que transforma o trabalho numa verdadeira carta de amor ao pr\u00f3prio teatro. Ao dissecar os mecanismos de poder masculino inscritos na arte teatral, a obra simultaneamente se volta para dentro, questionando o teatro como institui\u00e7\u00e3o e celebrando-o como possibilidade transformadora. Em seu perfil no <em>Instagram<\/em>, Carolina revelou essa dimens\u00e3o metateatral do trabalho, definindo-o como uma &#8220;declara\u00e7\u00e3o sensual, confusa, sombria, perversa e totalmente complexa&#8221; ao teatro.<\/p>\n<p>Esta dimens\u00e3o amorosa do espet\u00e1culo emerge da pr\u00f3pria metodologia de investiga\u00e7\u00e3o da artista, que n\u00e3o se limita a denunciar estruturas opressivas, mas busca compreender como a arte pode simultaneamente reproduzir e subverter essas mesmas estruturas. O teatro torna-se, assim, objeto de desejo e cr\u00edtica, paix\u00e3o e resist\u00eancia, revelando a complexidade de uma artista que ama profundamente aquilo que tamb\u00e9m precisa destruir para reconstruir.<\/p>\n<h2>O Coletivo Cara de Cavalo: Dez Anos de Resist\u00eancia Criativa<\/h2>\n<div id=\"attachment_26751\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-28-at-09.45.52-1-e1753891841452.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-26751\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-26751\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-28-at-09.45.52-1-e1753891841452.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"388\"><\/a><p id=\"caption-attachment-26751\" class=\"wp-caption-text\">Coletivo Cara de Cavalo desenvolveu uma pesquisa consistente na cena paulistana. Foto: Mayra Azzi&nbsp;&nbsp;<\/p><\/div>\n<p>A hist\u00f3ria de Carolina Bianchi est\u00e1 intimamente conectada ao coletivo Cara de Cavalo, que completa dez anos em 2025. Durante uma d\u00e9cada, o grupo desenvolveu uma pesquisa consistente na cena independente paulistana, enfrentando as limita\u00e7\u00f5es estruturais e financeiras que caracterizam a produ\u00e7\u00e3o cultural brasileira.<\/p>\n<p>Em post recente no <em>Instagram<\/em>, Carolina celebrou essa trajet\u00f3ria: &#8220;Cara de Cavalo completa 10 anos este ano. Comemoro e continuo a trabalhar duro com este grupo de pessoas que admiro profundamente.&#8221; A reflex\u00e3o da artista sobre o pr\u00eamio veneziano tamb\u00e9m revela sua consci\u00eancia sobre a dimens\u00e3o coletiva do trabalho: &#8220;Na semana passada tivemos um <strong><em>Le\u00e3o de Prata<\/em><\/strong> na <strong><em>Bienal de Veneza<\/em> <\/strong>&#8211; que alegria violenta! Sinto-me profundamente honrada e sinto-me inegavelmente pequena.&#8221;<\/p>\n<p>Em 2017, durante o <em>Festival TREMA!<\/em> no Recife, Carolina j\u00e1 demonstrava a radicalidade de sua pesquisa art\u00edstica em <strong><em>Utopyas For Every Day Life<\/em><\/strong>, uma instala\u00e7\u00e3o perform\u00e1tica de tr\u00eas horas realizada em parceria com Fl\u00e1via Pinheiro. O trabalho, que questionava as fronteiras entre vida e arte, utilizava o corpo como arma de combate contra o machismo e a viol\u00eancia de g\u00eanero numa sociedade heteronormativa. Durante 180 minutos ininterruptos, as artistas exploravam estados de resist\u00eancia e cria\u00e7\u00e3o, permitindo ao p\u00fablico movimentar-se livremente pelo espa\u00e7o e participar da experi\u00eancia. Em minha <a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/o-protagonismo-e-das-minas-meu\/\">cr\u00edtica<\/a>, destaquei como a dupla &#8220;gritava com o suor dos poros contra o machismo&#8221; e &#8220;avan\u00e7ava em pernadas para forjar nos deslocamentos a relev\u00e2ncia da produ\u00e7\u00e3o feminina&#8221;, antecipando quest\u00f5es que se tornariam centrais na <strong><em>Trilogia Cadela For\u00e7a<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p><em><strong>Lobo<\/strong><\/em>, que estreou em S\u00e3o Paulo em 2019, j\u00e1 sinalizava a pot\u00eancia investigativa do grupo. Na pe\u00e7a, Carolina dividia o palco com 16 homens em sequ\u00eancias perform\u00e1ticas intensas que combinavam corrida, queda, sexo e poesia de Emily Dickinson.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a de Carolina para Amsterd\u00e3 em 2020, para cursar mestrado, criou uma din\u00e2mica transnacional que hoje permite ao grupo operar simultaneamente entre Brasil e Europa, mantendo suas ra\u00edzes enquanto explora novas possibilidades de cria\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o. Fundamental nesse processo tem sido o trabalho de produ\u00e7\u00e3o de Carla Estefan e da Metro Gest\u00e3o Cultural, respons\u00e1veis pela viabiliza\u00e7\u00e3o da complexa log\u00edstica internacional que permite ao coletivo manter sua presen\u00e7a em festivais e palcos europeus.<\/p>\n<p>O reconhecimento de Carolina Bianchi em Veneza integra um movimento crescente de artistas brasileiros que conquistam espa\u00e7o no circuito internacional atrav\u00e9s da especificidade de suas pesquisas. N\u00e3o se trata de um fen\u00f4meno massivo, mas de trajet\u00f3rias individuais (ou de companhias) que, somadas, come\u00e7am a desenhar novas possibilidades para a arte c\u00eanica nacional em contexto global.<\/p>\n<h2>Ficha T\u00e9cnica<\/h2>\n<p><strong><em>A Irmandade \u2013 Trilogia Cadela For\u00e7a \u2013 Cap\u00edtulo II<\/em><\/strong><br \/>\n<strong>Concep\u00e7\u00e3o, textos e dire\u00e7\u00e3o<\/strong>: Carolina Bianchi<br \/>\n<strong>Elenco<\/strong>: Chico Lima, Flow Kountouriotis, Jos\u00e9 Artur, Kai Wido Meyer, Lucas Delfino, Rafael Limongelli, Rodrigo Andreolli, Tom\u00e1s Decina, Carolina Bianchi<br \/>\n<strong>Colaboradora de dramaturgia e pesquisa<\/strong>: Carolina Mendon\u00e7a<br \/>\n<strong>Di\u00e1logo te\u00f3rico e dramat\u00fargico<\/strong>: Silvia Bottiroli<br \/>\n<strong>Tradu\u00e7\u00e3o para o ingl\u00eas<\/strong>: Marina Matheus<br \/>\n<strong>Tradu\u00e7\u00e3o para o franc\u00eas<\/strong>: Thomas Resendes<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, cria\u00e7\u00e3o sonora e m\u00fasica original<\/strong>: Miguel Caldas<br \/>\n<strong>Assistente de dire\u00e7\u00e3o<\/strong>: Murilo Basso<br \/>\n<strong>Cenografia<\/strong>: Carolina Bianchi, Luisa Callegari<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o de arte e figurinos<\/strong>: Luisa Callegari<br \/>\n<strong>Ilumina\u00e7\u00e3o<\/strong>: Jo Rios<br \/>\n<strong>V\u00eddeos e proje\u00e7\u00f5es<\/strong>: Montserrat Fonseca Llach<br \/>\n<strong>Ressurrei\u00e7\u00e3o coreogr\u00e1fica do pr\u00f3logo e assessoria de movimento<\/strong>: Jimena P\u00e9rez Salerno<br \/>\n<strong>C\u00e2mera ao vivo e apoio art\u00edstico<\/strong>: Larissa Ballarotti<br \/>\n<strong>Estagi\u00e1ria<\/strong>: Fernanda Libman<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o de palco e apoio \u00e0 produ\u00e7\u00e3o<\/strong>: AnaCris Medina<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o de Produ\u00e7\u00e3o, Ger\u00eancia de Tournee e Comunica\u00e7\u00e3o<\/strong>: Carla Estefan<br \/>\n<strong>Produ\u00e7\u00e3o<\/strong>: Metro Gest\u00e3o Cultural; Carolina Bianchi Y Cara de Cavalo<br \/>\n<strong>Coprodu\u00e7\u00e3o<\/strong>: KVS Koninklijke Vlaamse Schouwburg -Brussels, Theater Utrecht, La Villette \u2013Paris, Festival d\u2019Automne \u00e0 Paris, Com\u00e9die de Gen\u00e8ve, Internationales Sommer Festival Kampnagel, Les C\u00e9lestins \u2013Th\u00e9\u00e2tre de Lyon, Kunstenfestivaldesarts, Wiener Festwochen, Holland Festival, Frascati Producties HAU Hebbel am Ufer -Berlin, and Maillon, Th\u00e9\u00e2tre de Strasbourg &#8211; Sc\u00e8ne europ\u00e9enne.<\/p>\n<h2>Agenda de Apresenta\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>Volkstheater, <strong>Viena<\/strong> &#8211; Wiener Festwochen<br \/>\n1 e 2 de junho de 2025<\/p>\n<p>Holland Festival, <strong>Amsterd\u00e3<\/strong><br \/>\n18 a 20 de junho de 2025<\/p>\n<p>GREC, <strong>Barcelona<\/strong><br \/>\n11 e 12 de julho de 2025<\/p>\n<p>Bienal de Dan\u00e7a de <strong>Veneza<\/strong><br \/>\n18 a 20 de julho de 2025<\/p>\n<p>Kampnagel Sommerfestival, <strong>Hamburgo<\/strong><br \/>\n14 a 16 de agosto de 2025<\/p>\n<p>HAU, <strong>Berlim<\/strong><br \/>\n30 de outubro e 1\u00ba de novembro de 2025<\/p>\n<p>Les C\u00e9lestins, Teatro <strong>Lyon<\/strong><br \/>\n6 a 8 de novembro de 2025<\/p>\n<p>Maillon, Teatro de <strong>Estrasburgo<\/strong><br \/>\n13 a 15 de novembro de 2025<\/p>\n<p>La Villette &#8211; Festival de Outono em <strong>Paris<\/strong><br \/>\n19 a 30 de novembro de 2025<\/p>\n<p>Com\u00e9die de <strong>Gen\u00e8ve<\/strong><br \/>\n22 a 25 de abril de 2026<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &#8220;Extraordin\u00e1ria artista, diretora, escritora e criadora de imagens que frequentemente utiliza seu corpo como elemento central de seu trabalho, desenvolvendo experi\u00eancias profundamente pessoais, viscerais e coreogr\u00e1ficas que nos atravessam e interpelam&#8221;. Foi assim que Wayne McGregor, diretor art\u00edstico da Bienal de Dan\u00e7a de Veneza, definiu Carolina Bianchi ao entregar-lhe o Le\u00e3o de Prata em [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[1,5113,4663],"tags":[8424,8428,8405,8426,8454,5163,5369,6067,7479,8411,8395,8418,8419,8417,8413,8404,8402,8396,8397,8415,8408,8410,7476,8421,8434,8398,8430,8420,7481,8431,8401,8403,8429,8427,7480,8433,5167,8435,8400,8432,8409,8399,8425,8423,8416],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26729"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26729"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26729\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26763,"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26729\/revisions\/26763"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26729"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26729"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26729"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}