{"id":2672,"date":"2011-05-17T00:05:45","date_gmt":"2011-05-17T03:05:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=2672"},"modified":"2011-05-17T15:30:20","modified_gmt":"2011-05-17T18:30:20","slug":"politica-nao-vai-ao-teatro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/politica-nao-vai-ao-teatro\/","title":{"rendered":"Pol\u00edtica n\u00e3o vai ao teatro"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_2673\" style=\"width: 597px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/minha_cidade.manuelagalindo.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-2673\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/minha_cidade.manuelagalindo.jpg\" alt=\"\" title=\"Minha cidade\" width=\"587\" height=\"400\" class=\"size-full wp-image-2673\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/minha_cidade.manuelagalindo.jpg 587w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/minha_cidade.manuelagalindo-300x204.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 587px) 100vw, 587px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-2673\" class=\"wp-caption-text\">Pe\u00e7a Minha cidade foi contemplada, mas ainda n\u00e3o recebeu o fomento \u00e0s artes c\u00eanicas da Prefeitura do Recife<\/p><\/div>\n<p>H\u00e1 um paradoxo na cadeia produtiva do teatro no Recife. Mais ousados para experimentar e construir uma linguagem c\u00eanica pr\u00f3pria, os grupos tomam for\u00e7a, iniciativas alternativas surgem; os festivais conseguem se consolidar. Economicamente, no entanto, essa arte dos palcos e das ruas est\u00e1 enfraquecida. Relegada a segundo plano pelas pol\u00edticas culturais, principalmente por parte da Prefeitura do Recife.<\/p>\n<p>&#8220;Isso \u00e9 um angu de caro\u00e7o que n\u00e3o tem tamanho. Porque ao menos o Governo do Estado, atrav\u00e9s da Fundarpe, tem o Funcultura, que embora precise ser aprimorado, \u00e9 um modelo melhor. Na prefeitura, o regime \u00e9 outro. O di\u00e1logo inexiste. O Sistema de Incentivo \u00e0 Cultura (SIC) aprova projetos para que possamos captar junto \u00e0 empresas e a\u00ed ela tem desconto de <del datetime=\"2011-05-17T17:22:43+00:00\">ICMS<\/del> (ISS\/erro nosso e n\u00e3o do entrevistado!). Na esfera federal, com empresas do porte da Petrobras, isso pode funcionar. Mas n\u00e3o na esfera municipal, com produ\u00e7\u00f5es e empresas menores&#8221;, explica Andr\u00e9 Filho, diretor da companhia Fiandeiros.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s discutimos o SIC h\u00e1 dez anos e nada acontece&#8221;, diz Paula de Renor, uma das produtoras do Janeiro de Grandes Espet\u00e1culos (festival realizado pela Associa\u00e7\u00e3o de Produtores de Artes C\u00eanicas de Pernambuco). &#8220;A Secretaria de Cultura do Recife n\u00e3o tem dinheiro e, consequentemente, n\u00e3o tem for\u00e7a e nem autonomia. H\u00e1 um distanciamento vis\u00edvel entre a Funda\u00e7\u00e3o de Cultura, que det\u00e9m o dinheiro, e a secretaria. Nesse governo, n\u00e3o se encontrou o lugar da cultura&#8221;, complementa.<\/p>\n<p>As reclama\u00e7\u00f5es sobre o SIC s\u00e3o apenas a ponta do iceberg. A Prefeitura do Recife tamb\u00e9m acumula d\u00edvidas. O Pr\u00eamio de Fomento \u00e0s Artes C\u00eanicas, que destina anualmente uma verba de R$ 100 mil para ser dividida entre cinco produ\u00e7\u00f5es &#8211; que podem ser teatro, dan\u00e7a e circo &#8211; est\u00e1 com o seu pagamento atrasado h\u00e1 mais de um ano. O resultado da edi\u00e7\u00e3o 2009 foi divulgado em mar\u00e7o do ano passado, mas at\u00e9 agora os contemplados n\u00e3o receberam os pagamentos.<\/p>\n<p>O valor de R$ 100 mil \u00e9 o mesmo desde que o fomento foi criado, em 2001, pelo ex-prefeito Jo\u00e3o Paulo. &#8220;Quando falamos nos festivais pelo pa\u00eds afora que o nosso fomento tem esse valor, as pessoas n\u00e3o acreditam! Destinar R$ 20 mil para realizar uma montagem \u00e9 um desrespeito com a classe&#8221;, afirma Andr\u00e9 Filho.<\/p>\n<p>Ainda sem ter o pr\u00eamio depositado na conta banc\u00e1ria, Ana Elizabeth Japi\u00e1 decidiu que continuaria o projeto de montar o espet\u00e1culo infantil <em>Minha cidade<\/em>, que estreou em setembro do ano passado. Resultado: est\u00e1 pagando um empr\u00e9stimo e ainda tem d\u00edvidas para quitar. &#8220;Acreditei que a Prefeitura do Recife honraria suas d\u00edvidas. N\u00f3s s\u00f3 conseguimos pagar a estrutura material da pe\u00e7a, mas n\u00e3o os servi\u00e7os. \u00c9 um constrangimento e n\u00f3s perdemos o nosso cr\u00e9dito&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Mesmo com o pagamento do fomento de 2009 atrasado, a Prefeitura lan\u00e7ou o de 2010, que teve as suas inscri\u00e7\u00f5es encerradas, de acordo com o edital, no dia 28 de fevereiro. &#8220;N\u00f3s pretendemos reunir os contemplados de 2009 e entrar com uma a\u00e7\u00e3o para que esse edital de 2010 seja cancelado at\u00e9 que o anterior seja pago, o que \u00e9 l\u00f3gico&#8221;, finaliza.<\/p>\n<div id=\"attachment_2677\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/ato.magiluth.eliscosta.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-2677\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/ato.magiluth.eliscosta.jpg\" alt=\"\" title=\"Ato\" width=\"550\" height=\"421\" class=\"size-full wp-image-2677\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/ato.magiluth.eliscosta.jpg 550w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/ato.magiluth.eliscosta-300x229.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-2677\" class=\"wp-caption-text\">Espet\u00e1culo Ato, do Magiluth, nunca recebeu a verba de circula\u00e7\u00e3o do projeto Recife Palco Brasil<\/p><\/div>\n<p><strong>Como \u00e9 dif\u00edcil fazer cultura no Recife<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 faz parte do cotidiano da produtora Paula de Renor. Ela acorda, senta na mesinha ao lado do telefone. As liga\u00e7\u00f5es s\u00e3o para a Funda\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico de Pernambuco (Fundarpe) e para a Prefeitura do Recife, que est\u00e3o devendo ao festival Janeiro de Grandes Espet\u00e1culos. &#8220;N\u00f3s realizamos projetos, assinamos conv\u00eanios. E, embora seja previsto, n\u00e3o existe um prazo real para que os pagamentos sejam feitos&#8221;, avalia.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 uma cobran\u00e7a de profissionalismo por parte dos produtores, mas o governo n\u00e3o faz o mesmo. Todos os grupos locais que participaram do festival ainda esperam pagamento. As pessoas acreditam que o governo n\u00e3o pagou, porque confiam na gente. Mas, ainda assim, diariamente recebemos e-mail, as pessoas querem prazos e n\u00f3s n\u00e3o temos&#8221;, diz. O Governo do Estado deve R$ 250 mil ao festival e a Prefeitura do Recife quitou 60% da d\u00edvida total de R$ 85 mil.<\/p>\n<p>Os grupos pernambucanos que se destacaram no Janeiro de Grandes Espet\u00e1culos tamb\u00e9m aguardam outra decis\u00e3o da Prefeitura do Recife. Luciano Alabarse, coordenador do Porto Alegre em Cena, fez um convite para que fosse realizada uma mostra paralela s\u00f3 com espet\u00e1culos de teatro, dan\u00e7a e m\u00fasica do Recife durante o festival ga\u00facho. As passagens seriam pagas atrav\u00e9s do conv\u00eanio Recife Palco Brasil, idealizado para que grupos pernambucanos pudessem fazer uma circula\u00e7\u00e3o nacional, mas a Secretaria de Cultura ainda n\u00e3o deu uma posi\u00e7\u00e3o definitiva.<\/p>\n<p>O Recife Palco Brasil foi a concretiza\u00e7\u00e3o de um pleito feito por anos pelos artistas da cidade. Foi criado em 2007, no governo do ex-prefeito Jo\u00e3o Paulo. No primeiro ano, disponibilizou R$ 50 mil para serem divididos entre tr\u00eas grupos; e R$ 100 mil em 2008, para 15 companhias. Em 2009, quando Jo\u00e3o da Costa assumiu a prefeitura, houve a promessa de que a Apacepe receberia R$ 30 mil para viabilizar o projeto, o que n\u00e3o aconteceu.<\/p>\n<p>O Grupo Magiluth, em atua\u00e7\u00e3o h\u00e1 sete anos na cidade, aguarda desde ent\u00e3o o pagamento do Recife Palco Brasil. O grupo receberia verba de passagens para apresentar o espet\u00e1culo Ato em Porto Alegre, Bras\u00edlia, Maranh\u00e3o e Fortaleza. A companhia gastou cerca de R$ 15 mil, mas n\u00e3o recebeu o valor. &#8220;Nunca ganhamos incentivo p\u00fablico para montar nenhum espet\u00e1culo e tiramos esse valor do nosso pr\u00f3prio bolso, com a promessa de que seria pago&#8221;, conta o ator Giordano Castro.<br \/>\n&#8220;Em 2010, o conv\u00eanio foi realizado atrav\u00e9s de passagens e quatro grupos conseguiram circular, mas o valor n\u00e3o aumentou. Este ano, ainda n\u00e3o temos resposta. \u00c9 um retrocesso para a classe que lutou tanto por esse conv\u00eanio&#8221;, afirma Paula.<\/p>\n<p><strong>Pouco investimento se reflete nos equipamentos<\/strong><\/p>\n<p>Os poucos investimentos da administra\u00e7\u00e3o municipal no teatro se refletem tamb\u00e9m nas condi\u00e7\u00f5es das casas de espet\u00e1culos. O grupo Magiluth fez uma temporada recente com o espet\u00e1culo <em>O canto de Greg\u00f3rio<\/em> no Teatro Hermilo Borba Filho e pode comprovar a precariedade dos equipamentos. &#8220;Os refletores e o som est\u00e3o defasados, sucateados&#8221;. conta o ator Giordano Castro.<\/p>\n<p>&#8220;Os teatros Apolo e Hermilo precisam dividir os poucos equipamentos que t\u00eam. Al\u00e9m disso, as pessoas que trabalham nesses locais precisam de aperfei\u00e7oamento t\u00e9cnico&#8221;, conta Viviane Bezerra, que fez uma resid\u00eancia de tr\u00eas meses ano passado no Apolo Hermilo com a Trupe de Copas para a montagem de <em>Quase s\u00f3lidos<\/em>.<\/p>\n<p>Com o Teatro do Parque fechado para uma reforma que ainda n\u00e3o come\u00e7ou, o rec\u00e9m-inaugurado Teatro Luiz Mendon\u00e7a precisaria abarcar uma demanda de produ\u00e7\u00f5es que n\u00e3o tem espa\u00e7o na cidade, mas a casa ainda n\u00e3o disp\u00f5e de uma equipe t\u00e9cnica e administrativa completa para operar.<\/p>\n<p>Ano passado, durante as comemora\u00e7\u00f5es pelos 160 anos do Teatro de Santa Isabel, a classe art\u00edstica j\u00e1 mostrava a insatisfa\u00e7\u00e3o diante da &#8220;aus\u00eancia&#8221; de uma pol\u00edtica cultural espec\u00edfica para a \u00e1rea por parte da Prefeitura do Recife. O estopim da crise foi a programa\u00e7\u00e3o da semana comemorativa, que n\u00e3o contemplava as artes c\u00eanicas pernambucanas. &#8220;Mas esse foi apenas o ponto de partida. A nossa manifesta\u00e7\u00e3o, que reuniu uma parcela significativa da classe art\u00edstica, foi para que a prefeitura estruturasse uma pol\u00edtica p\u00fablica&#8221;, afirma o diretor Samuel Santos.<\/p>\n<p><strong>Confira o e-mail enviado para a Prefeitura do Recife pela reportagem e as respostas da secretaria de Cultura do Recife:<\/strong><\/p>\n<p><strong>1) Qual a previs\u00e3o para que o fomento \u00e0s artes c\u00eanicas, que teve o resultado divulgado em mar\u00e7o do ano passado, seja pago? Existe alguma previs\u00e3o do montante desse fomento &#8211; R$ 100 mil, para ser dividido entre cinco grupos &#8211; ser aumentado?<\/strong> <\/p>\n<p>O pr\u00eamio de Fomento \u00e0s Artes C\u00eanicas ser\u00e1 pago at\u00e9 o final desse m\u00eas.  A amplia\u00e7\u00e3o do pr\u00eamio para a pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 proposta pela Secult\/FCCR ao Conselho Municipal de Pol\u00edtica Cultural. <\/p>\n<p><strong>2) Existe algum projeto para que o Recife Palco Brasil seja institucionalizado, alguma verba pr\u00e9-definida para este apoio? Este ano, o diretor do festival de Porto Alegre prop\u00f4s aos artistas da cidade, durante o festival Janeiro de Grandes Espet\u00e1culos, a realiza\u00e7\u00e3o de uma semana de artistas pernambucanos durante o festival, que \u00e9 internacional, um dos maiores do pa\u00eds. A Prefeitura disse que apoiaria com passagens para os artistas, mas at\u00e9 agora isso n\u00e3o se concretizou. Voc\u00eas v\u00e3o ajudar de alguma forma? Qual a import\u00e2ncia de uma a\u00e7\u00e3o dessas? <\/strong><\/p>\n<p>O Recife Palco Brasil \u00e9 um projeto de Apacepe em parceria com o Janeiro de Grandes Espet\u00e1culos, logo, n\u00e3o cabe \u00e0 Prefeitura institucionalizar o projeto. Como fazemos desde 2007, vamos apoiar mais uma edi\u00e7\u00e3o do Palco Brasil. O valor do apoio ser\u00e1 definido de forma a permitir a participa\u00e7\u00e3o dos artistas pernambucanos no Festival de Porto Alegre. <\/p>\n<p><strong>3) Ainda h\u00e1 uma d\u00edvida do ano de 2009 do Recife Palco Brasil, quando artistas viajaram (como o grupo Magiluth) e a prefeitura prometeu que apoiaria. Mas isso nunca foi feito. Existe alguma previs\u00e3o para que esse pagamento seja realizado? <\/strong><\/p>\n<p>Em 2009, o Recife Palco Brasil recebeu, via Apacepe, um apoio da Prefeitura no valor de R$ 30 mil (empenho de n\u00famero 3784). O referido empenho, no entanto, foi cancelado porque a entidade n\u00e3o entregou a presta\u00e7\u00e3o de contas referente ao patroc\u00ednio.    <\/p>\n<p><strong>4) Sabemos que os nossos teatros est\u00e3o sucateados. Soube, por exemplo, que est\u00e1 sendo realizada uma licita\u00e7\u00e3o para a compra de duas mesas de luz &#8211; uma para o Santa Isabel e outra para o Teatro Apolo; mas s\u00f3 o Centro Apolo Hermilo tem dois teatros e n\u00e3o um. A \u00faltima reforma da casa, inclusive com compra de equipamentos t\u00e9cnicos, foi em 2000. Existe alguma previs\u00e3o de compra de material t\u00e9cnico suficiente para essas casas? <\/strong><\/p>\n<p>Nenhum teatro administrado pela prefeitura est\u00e1 &#8220;sucateado&#8221;. O Santa Isabel e o Luiz Mendon\u00e7a est\u00e3o \u00e0 altura, em termos de conserva\u00e7\u00e3o, dos melhores palcos do pa\u00eds. O Barreto J\u00fanior e o Apolo\/Hermilo t\u00eam problemas pontuais, mas que, nem de longe, os transformam em casas de espet\u00e1culo &#8220;sucateadas&#8221;. Al\u00e9m das duas mesas de som\/luz j\u00e1 licitadas, vamos investir no refor\u00e7o da ilumina\u00e7\u00e3o do Apolo\/Hermilo e na reforma e amplia\u00e7\u00e3o da caixa c\u00eanica do Teatro do Nascedouro.  <\/p>\n<p><strong>5) O teatro do Parque est\u00e1 fechado (o que dificulta ainda mais que as montagens circulem pela cidade), mas at\u00e9 agora a reforma n\u00e3o come\u00e7ou. Porque? Existe uma previs\u00e3o? <\/strong><\/p>\n<p>A reforma do Teatro do Parque come\u00e7ar\u00e1 no segundo semestre de 2011 e abrigar\u00e1, entre outras obras, a recupera\u00e7\u00e3o da caixa c\u00eanica, do telhado e da cabine cinematogr\u00e1fica. O t\u00e9rmino das obras est\u00e1 previsto para janeiro de 2012.<\/p>\n<p><strong>6) O Teatro Luiz Mendon\u00e7a est\u00e1 funcionando com pessoal emprestado, principalmente do Santa Isabel. Existe alguma previs\u00e3o para que o Teatro Luiz Mendon\u00e7a tenha a sua pr\u00f3pria equipe administrativa e t\u00e9cnica?<\/strong><\/p>\n<p>S\u00f3 poder\u00edamos contratar funcion\u00e1rios para o Dona Lindu depois da aprova\u00e7\u00e3o, pela C\u00e2mara de Vereadores, da cria\u00e7\u00e3o dos cargos correspondentes \u00e0 sua estrutura funcional. Isso se deu apenas na semana passada. Os funcion\u00e1rios ser\u00e3o contratados nos pr\u00f3ximos dias.<\/p>\n<p><strong>7) Os artistas reclamam que, h\u00e1 dez anos, discutem o SIC. Existe alguma previs\u00e3o para que o SIC seja reavaliado? Voc\u00eas estudam alguma mudan\u00e7a nesse modelo? <\/strong><\/p>\n<p>Embora o assunto tenha sido tratado na mat\u00e9ria publicada na edi\u00e7\u00e3o de hoje (16\/05) do DP (Diario de Pernambuco), reiteramos que j\u00e1 est\u00e1 em atua\u00e7\u00e3o uma comiss\u00e3o de reformula\u00e7\u00e3o do Sistema de Incentivo \u00e0 Cultura, iniciativa do Conselho Municipal de Pol\u00edtica Cultural, e que inclusive j\u00e1 se iniciou o debate sobre o tema, em conson\u00e2ncia com as diretrizes do Minist\u00e9rio da Cultura.<\/p>\n<p><strong> O Janeiro de Grandes Espet\u00e1culos, realizado em janeiro deste ano, s\u00f3 recebeu 60% do apoio financeiro prometido pela Prefeitura. Qual a previs\u00e3o para que esse pagamento seja realizado? <\/strong><\/p>\n<p>O Janeiro de Grandes Espet\u00e1culos recebeu 70% do pagamento em mar\u00e7o. A parcela final, condicionada \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de contas, foi encaminhada para pagamento no dia 12 de maio. O total do patroc\u00ednio \u00e9 de R$ 85 mil.<\/p>\n<p><strong>Confira tamb\u00e9m a resposta da Fundarpe sobre o atraso no pagamento da verba destinada ao Janeiro de Grandes Espet\u00e1culos:<\/strong><br \/>\n&#8220;Desse valor devido, R$ 100 mil j\u00e1 foram empenhados e pagos no in\u00edcio do ano. Falta o pagamento de R$ 150 mil que est\u00e1 entre as pend\u00eancias da Fundarpe, mas isso est\u00e1 sendo estudado e a previs\u00e3o \u00e9 de que, at\u00e9 junho, esteja tudo pago&#8221;.<\/p>\n<p>(Essa mat\u00e9ria faz parte da s\u00e9rie <em>D\u00edvida cultural<\/em>, que est\u00e1 sendo publicada no Diario de Pernambuco e no www.diariodepernambuco.com.br)<\/p>\n<p>Aproveite para votar na nossa enquete! Deixe a sua avalia\u00e7\u00e3o sobre a pol\u00edtica p\u00fablica para a \u00e1rea de artes c\u00eanicas empreendida pela Prefeitura do Recife.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 um paradoxo na cadeia produtiva do teatro no Recife. 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