{"id":26522,"date":"2025-06-04T18:16:04","date_gmt":"2025-06-04T21:16:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=26522"},"modified":"2025-06-04T18:16:04","modified_gmt":"2025-06-04T21:16:04","slug":"o-festivo-como-ato-politico-critica-as-cores-da-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/o-festivo-como-ato-politico-critica-as-cores-da-america-latina\/","title":{"rendered":"O festivo como ato pol\u00edtico <\/br> Cr\u00edtica: As cores da Am\u00e9rica Latina\u00a0"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_26530\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/54563935235_ed98e77ee8_c.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-26530\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-26530\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/54563935235_ed98e77ee8_c-e1748964288711.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-26530\" class=\"wp-caption-text\">Montagem combina v\u00e1rias matrizes culturais. Foto: Adriana Marchiori \/ Sesc\/RS<\/p><\/div>\n<p><em><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-11.52.17.jpeg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-26485 alignleft\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-11.52.17.jpeg\" alt=\"\" width=\"202\" height=\"97\"><\/a><\/em>Premiada no 34\u00b0 Pr\u00eamio Shell de Teatro como Destaque Nacional e concebida a partir do Concurso-Pr\u00eamio Manaus 2022 Thiago de Mello, a cria\u00e7\u00e3o <em>As Cores da Am\u00e9rica Latina<\/em> ressignifica tradi\u00e7\u00f5es populares consagradas em uma nova composi\u00e7\u00e3o c\u00eanica que potencializa sua expressividade pol\u00edtica. Sob dire\u00e7\u00e3o de F\u00e1bio Moura e Talita Menezes, a Panorando Cia e Produtora de Manaus entrela\u00e7a o Cavalo-Marinho (Pernambuco\/Para\u00edba), La Tirana (Chile), Huaconada (Peru) e o Fof\u00e3o (Maranh\u00e3o), reimaginando fronteiras atrav\u00e9s da diversidade latino-americana.<\/p>\n<p>Apresentada no Teatro Renascen\u00e7a, em Porto Alegre, nos dias 31 de maio e 1\u00ba de junho, como parte da programa\u00e7\u00e3o do Palco Girat\u00f3rio \u2013 19\u00ba Festival Porto Alegre, a montagem integra um circuito que amplia seu di\u00e1logo com diferentes p\u00fablicos. A obra estabelece uma intersec\u00e7\u00e3o entre dan\u00e7a, teatro e artes visuais com performances marcadas por est\u00e9tica de cores intensas e m\u00e1scaras que transformam o espa\u00e7o c\u00eanico em territ\u00f3rio de celebra\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria e reflex\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<div id=\"attachment_26528\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/54563935215_1ebf080d65_c-e1748964382364.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-26528\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-26528\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/54563935215_1ebf080d65_c-e1748964382364.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-26528\" class=\"wp-caption-text\">Espet\u00e1culo conta com int\u00e9rpretes-criadores Ana Carolina Nunes, Fernando C. Branco, Marcos Telles, Reysson Brand\u00e3o e Talita Menezes. Foto: Adriana Marchiori \/ Sesc\/RS<\/p><\/div>\n<p>Origin\u00e1rio da Zona da Mata nordestina, o Cavalo-Marinho combina teatro, dan\u00e7a e m\u00fasica em uma estrutura que pode durar mais de oito horas, com dezenas de personagens (Capit\u00e3o, Mateus, Catirina, entre outros) e rica trama de toadas, loas e passos espec\u00edficos. No espet\u00e1culo, contribui com sua narrativa n\u00e3o-linear e corporeidade desenvolvida pelos brincantes, marcada pelo jogo entre equil\u00edbrio e desequil\u00edbrio.<\/p>\n<p>Celebrada anualmente na vila de La Tirana, na Regi\u00e3o de Tarapac\u00e1, norte do Chile, a Fiesta de La Tirana constitui-se como festival religioso em honra \u00e0 Virgem do Carmo, onde coexistem elementos ind\u00edgenas, ciganos e espanh\u00f3is. Suas dan\u00e7as mascaradas de diabladas e chunchos inspiram cores vibrantes, a rela\u00e7\u00e3o entre sagrado e profano e a musicalidade andina que estrutura v\u00e1rias cenas.<\/p>\n<p>A Huaconada, dan\u00e7a ritual da regi\u00e3o de Jun\u00edn, Peru, reconhecida como Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial da Humanidade, \u00e9 executada por dan\u00e7arinos com m\u00e1scaras caracter\u00edsticas que chicoteiam o ar para afastar maus esp\u00edritos. O espet\u00e1culo extrai destas m\u00e1scaras, que representam anci\u00e3os com autoridade moral, uma presen\u00e7a c\u00eanica que oscila entre o humano e o sobre-humano.<\/p>\n<p>O Fof\u00e3o do carnaval maranhense, com sua m\u00e1scara de grandes bochechas, nariz avermelhado e cabelos coloridos, frequentemente veste macac\u00f5es multicoloridos e carrega um bast\u00e3o. Esta figura simultaneamente c\u00f4mica e assustadora inspira diretamente a visualidade do espet\u00e1culo, com as m\u00e1scaras utilizadas pelos performers reinventando esta tradi\u00e7\u00e3o em contexto contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p>Este entrela\u00e7amento de refer\u00eancias culturais gera uma linguagem c\u00eanica enraizada na tradi\u00e7\u00e3o e aberta \u00e0 experimenta\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p>Este entrela\u00e7amento de refer\u00eancias culturais exerce uma reelabora\u00e7\u00e3o criativa que gera uma nova linguagem c\u00eanica, simultaneamente enraizada na tradi\u00e7\u00e3o e aberta \u00e0 experimenta\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea.<\/p>\n<div id=\"attachment_26533\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/54563935365_24b0c9eee9_c-e1748964208405.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-26533\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-26533\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/54563935365_24b0c9eee9_c-e1748964208405.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-26533\" class=\"wp-caption-text\">Espet\u00e1culo defende o festivo como ato pol\u00edtico. Foto: Adriana Marchiori \/ Sesc\/RS<\/p><\/div>\n<p>A festa popular historicamente constitui-se como espa\u00e7o de liberdade e transgress\u00e3o, onde hierarquias s\u00e3o temporariamente invertidas e normas sociais suspensas. Atrav\u00e9s da mescla de tradi\u00e7\u00f5es diversas, <em>As Cores da Am\u00e9rica Latina<\/em> materializa esse potencial insurgente. Revestidos por m\u00e1scaras e figurinos, os corpos dos int\u00e9rpretes adquirem qualidade h\u00edbrida, ocupando um espa\u00e7o de transforma\u00e7\u00e3o constante.<\/p>\n<p>A atmosfera da montagem, din\u00e2mica e polif\u00f4nica, constitui simultaneamente express\u00e3o cultural e manifesto pol\u00edtico. Como observa Mikhail Bakhtin em sua an\u00e1lise da cultura popular, particularmente significativa \u00e9 a ambival\u00eancia do riso popular, simultaneamente alegre e sarc\u00e1stico, negativo e afirmativo. Tal ambival\u00eancia permeia <em>As Cores da Am\u00e9rica Latina<\/em> quando a obra aborda morte e nascimento atrav\u00e9s da linguagem da celebra\u00e7\u00e3o, explorando contradi\u00e7\u00f5es inerentes tanto \u00e0 exist\u00eancia humana quanto \u00e0 realidade social latino-americana.<\/p>\n<h2>Fronteiras e Zonas de Contato Cultural<\/h2>\n<p>Ileana Di\u00e9guez Caballero, em Cen\u00e1rios Liminares, desenvolve uma proposta te\u00f3rica f\u00e9rtil para pensar a obra. Sua concep\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas c\u00eanicas que habitam zonas fronteiri\u00e7as entre disciplinas, culturas e realidades sociais oferece um marco interpretativo que ilumina o trabalho da Panorando.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o estabelece um territ\u00f3rio c\u00eanico que emerge do encontro entre dan\u00e7a, teatro e ritual. Este hibridismo corresponde tamb\u00e9m a um cruzamento de fronteiras geogr\u00e1ficas, onde manifesta\u00e7\u00f5es amaz\u00f4nicas dialogam com express\u00f5es nordestinas e andinas.<\/p>\n<p>O conceito de liminaridade, desenvolvido por Victor Turner, encontra eco na obra da Panorando: os int\u00e9rpretes, transformados por m\u00e1scaras e figurinos, tornam-se entidades entre estados, permitindo a manifesta\u00e7\u00e3o de possibilidades existenciais normalmente invis\u00edveis no cotidiano.<\/p>\n<div id=\"attachment_26534\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/54563935485_1d6fd0059c_c-e1748964177288.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-26534\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-26534\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/54563935485_1d6fd0059c_c-e1748964177288.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-26534\" class=\"wp-caption-text\">Obra aposta na corporeidade e subvers\u00e3o. Foto: Adriana Marchiori \/ Sesc\/RS<\/p><\/div>\n<p>Os corpos dos int\u00e9rpretes-criadores (Ana Carolina Nunes, Fernando C. Branco, Marcos Telles, Reysson Brand\u00e3o e Talita Menezes) estabelecem-se como territ\u00f3rios de contesta\u00e7\u00e3o e afirma\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria. Seus movimentos inspirados em animais e ritmos latino-americanos comunicam resist\u00eancia e pertencimento cultural, revelando a pot\u00eancia pol\u00edtica do movimento quando transp\u00f5e o familiar para o extraordin\u00e1rio.<\/p>\n<p>A dimens\u00e3o visual concebida por F\u00e1bio Moura, com figurinos coloridos de L\u00fa de Menezes e m\u00e1scaras renovadoras, cria seres h\u00edbridos. O cen\u00e1rio \u2013 painel de tecidos diversos com luzes ambaradas \u2013 evoca simultaneamente o dom\u00e9stico e o m\u00e1gico. Estes elementos funcionam como &#8220;dispositivos de mem\u00f3ria&#8221;, ativando refer\u00eancias que resistem ao apagamento.<\/p>\n<p>Da pesquisa musical de Talita Menezes emerge uma proposta de interculturalidade cr\u00edtica, onde diferentes matrizes culturais dialogam sem perder suas especificidades. Este aspecto dialoga com o pensamento decolonial latino-americano e a no\u00e7\u00e3o de &#8220;pensamento fronteiri\u00e7o&#8221; de Walter Mignolo, propondo um espa\u00e7o onde tradi\u00e7\u00f5es podem coexistir em suas diferen\u00e7as.<\/p>\n<p>As fronteiras culturais s\u00e3o reimaginadas como zonas de contato e cria\u00e7\u00e3o, desafiando tanto o universalismo euroc\u00eantrico quanto os essencialismos identit\u00e1rios, valorizando saberes tradicionalmente marginalizados sem romantiz\u00e1-los.<\/p>\n<div class=\"mceTemp\">&nbsp;<\/div>\n<div id=\"attachment_26525\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/54563842643_42b27a5826_c-e1748964492381.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-26525\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-26525\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/54563842643_42b27a5826_c-e1748964492381.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-26525\" class=\"wp-caption-text\">A alegria como estrat\u00e9gia de sobreviv\u00eancia. Foto: Adriana Marchiori \/ Sesc\/RS&nbsp;<\/p><\/div>\n<p>A alegria manifesta constitui-se como estrat\u00e9gia pol\u00edtica deliberada. A experi\u00eancia de contentamento democratiza o acesso \u00e0 reflex\u00e3o pol\u00edtica atrav\u00e9s da emo\u00e7\u00e3o est\u00e9tica, criando um espa\u00e7o onde a transmiss\u00e3o de saberes acontece pelo prazer, n\u00e3o pela imposi\u00e7\u00e3o discursiva.<\/p>\n<p><em>As Cores da Am\u00e9rica Latina<\/em> adquire particular relev\u00e2ncia em um contexto de crescente polariza\u00e7\u00e3o, recordando-nos que a festa constitui potente ato pol\u00edtico de afirma\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria, resist\u00eancia cultural e imagina\u00e7\u00e3o de futuros poss\u00edveis para a Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p><strong>FICHA T\u00c9CNICA <\/strong><br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o<\/strong>: F\u00e1bio Moura <strong>e<\/strong>&nbsp;Talita Menezes<br \/>\n<strong>Coreografia<\/strong>: Cria\u00e7\u00e3o coletiva<br \/>\n<strong>Int\u00e9rpretes-criadores<\/strong>: Ana Carolina Nunes, Fernando C. Branco, Marcos Telles, Reysson Brand\u00e3o e Talita Menezes<br \/>\n<strong>Visualidades<\/strong>: F\u00e1bio Moura<br \/>\n<strong>Pesquisa musical<\/strong>: Talita Menezes<br \/>\n<strong>Confec\u00e7\u00e3o de figurino<\/strong>: L\u00fa de Menezes<br \/>\n<strong>Produ\u00e7\u00e3o e ilumina\u00e7\u00e3o<\/strong>: F\u00e1bio Moura<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias&nbsp;<\/strong><br \/>\nBAKHTIN, Mikhail. A Cultura Popular na Idade M\u00e9dia e no Renascimento. S\u00e3o Paulo: Hucitec, 1987.<br \/>\nCABALLERO, Ileana Di\u00e9guez. Cen\u00e1rios Liminares: teatralidades, performances e pol\u00edtica. Uberl\u00e2ndia: EDUFU, 2011.<br \/>\nTURNER, Victor. O Processo Ritual: Estrutura e Anti-Estrutura. Petr\u00f3polis: Vozes, 1974.<br \/>\nMIGNOLO, Walter. Hist\u00f3rias Locais\/Projetos Globais. Belo Horizonte: UFMG, 2003.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Este conte\u00fado foi produzido no contexto do&nbsp;<em>Palco Girat\u00f3rio \u2013 19\u00ba Festival Porto Alegre<\/em><\/h2>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Premiada no 34\u00b0 Pr\u00eamio Shell de Teatro como Destaque Nacional e concebida a partir do Concurso-Pr\u00eamio Manaus 2022 Thiago de Mello, a cria\u00e7\u00e3o As Cores da Am\u00e9rica Latina ressignifica tradi\u00e7\u00f5es populares consagradas em uma nova composi\u00e7\u00e3o c\u00eanica que potencializa sua expressividade pol\u00edtica. 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