{"id":26483,"date":"2025-05-28T11:06:19","date_gmt":"2025-05-28T14:06:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=26483"},"modified":"2025-06-04T08:49:11","modified_gmt":"2025-06-04T11:49:11","slug":"na-ginga-da-resistencia-critica-do-espetaculo-encruzilhada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/na-ginga-da-resistencia-critica-do-espetaculo-encruzilhada\/","title":{"rendered":"Na ginga da resist\u00eancia <\/br> Cr\u00edtica do espet\u00e1culo Encruzilhada"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_26488\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-10.59.52-1-e1748298401374.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-26488\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-26488\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-10.59.52-1-e1748298401374.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"705\"><\/a><p id=\"caption-attachment-26488\" class=\"wp-caption-text\">Grupo de Caxias (RS), traduz em movimento a pot\u00eancia dos corpos perif\u00e9ricos, transformando o samba, a arquitetura das favelas e as refer\u00eancias a Exu em uma contundente manifesta\u00e7\u00e3o art\u00edstica decolonial. Foto: Paulo Pretz<\/p><\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-11.52.17.jpeg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-26485 size-full\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-11.52.17.jpeg\" alt=\"\" width=\"202\" height=\"97\"><\/a>O espet\u00e1culo de dan\u00e7a <em>Encruzilhada <\/em>leva a favela para a cena, espelhando-a como um labirinto de muitos cruzos. A pe\u00e7a coreogr\u00e1fica de Caxias (RS) dirigido por Assaury Hiroshi e Igor Cavalcanti Medina, foi exibida no domingo, 25\/05, no CHC Santa Casa em Porto Alegre, como parte da programa\u00e7\u00e3o do <em>Palco Girat\u00f3rio &#8211; 19\u00ba Festival Porto Alegre<\/em>.&nbsp;<\/p>\n<p>O corpo \u00e9 essencialmente samba nessa <em>Encruzilhada<\/em>, carregando as marcas das di\u00e1sporas, conjun\u00e7\u00f5es e controv\u00e9rsias que formam o Brasil. Os int\u00e9rpretes-criadores Ana Claudia Pereira, Assaury Hiroshi, Igor Cavalcanti Medina e Thiago Roque partem de uma perspectiva decolonial para construir um mosaico coreogr\u00e1fico que desafia hierarquias est\u00e9ticas. A hibridiza\u00e7\u00e3o de linguagens &#8211; onde a dan\u00e7a de sal\u00e3o dialoga com a gestualidade das dan\u00e7as urbanas, enquanto fundamentos do bal\u00e9 cl\u00e1ssico s\u00e3o desconstru\u00eddos e ressignificados pela ginga dos ritmos afro-brasileiros &#8211; est\u00e1 intrinsecamente ligada \u00e0s experi\u00eancias pessoais dos dan\u00e7arinos, que contribuem com suas pr\u00f3prias bagagens de vida e t\u00e9cnicas diversas. Essa mistura de vocabul\u00e1rios de movimento sugere um posicionamento pol\u00edtico que ecoa o conceito de encruzilhada como espa\u00e7o de m\u00faltiplas converg\u00eancias culturais e est\u00e9ticas.<\/p>\n<p>Nessa estrutura narrativa fragmentada, os corpos transitam entre estados de opress\u00e3o e insurg\u00eancia, desenhando no espa\u00e7o uma cartografia dos afetos perif\u00e9ricos. Os artistas constroem uma dramaturgia corporal que oscila entre a exaust\u00e3o e o soerguimento, materializada de forma emblem\u00e1tica na &#8220;sambada do chinelo&#8221;, sequ\u00eancia onde o dan\u00e7arino Igor Cavalcanti Medina explora os limites f\u00edsicos em uma met\u00e1fora potente da persist\u00eancia das comunidades marginalizadas.<\/p>\n<p>Os movimentos do elenco, ora contidos e sufocados, ora explosivos e cat\u00e1rticos, projetam as din\u00e2micas sociais das encruzilhadas urbanas, criando um discurso corporal que exp\u00f5e tens\u00f5es, fraturas e celebra\u00e7\u00f5es da vida suburbana. Os corpos narram hist\u00f3rias e s\u00e3o, eles mesmos, essas hist\u00f3rias em suas materialidades suadas, ofegantes e resilientes.<\/p>\n<div id=\"attachment_26487\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-10.59.52-e1748298225583.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-26487\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-26487\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-10.59.52-e1748298225583.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-26487\" class=\"wp-caption-text\">A pesquisa dessa montagem est\u00e1 sustentada por material te\u00f3rico, est\u00e9tico e pol\u00edtico. Foto: Paulo Pretz&nbsp;<\/p><\/div>\n<p><em>Encruzilhada<\/em> incorpora o conceito te\u00f3rico desenvolvido por Leda Maria Martins em <em>Afrografias da Mem\u00f3ria<\/em>, onde a encruzilhada \u00e9 apresentada como &#8220;inst\u00e2ncia simb\u00f3lica e meton\u00edmica&#8221; que opera como um &#8220;lugar terceiro&#8221; de interse\u00e7\u00f5es, desvios e m\u00faltiplas possibilidades. Ao adotar este conceito j\u00e1 em seu t\u00edtulo, o espet\u00e1culo assume uma postura que valoriza o entrela\u00e7amento de linguagens e saberes.<\/p>\n<p>Na montagem c\u00eanica, a encruzilhada manifesta-se como tema e como princ\u00edpio estruturante que organiza a pr\u00f3pria dramaturgia corporal. Como morada de Exu, &#8220;linguista-tradutor do mundo&#8221;, conforme elabora Luiz Rufino em <em>Pedagogia das encruzilhadas<\/em>, a pe\u00e7a explora os elementos arquitet\u00f4nicos das comunidades perif\u00e9ricas inspirados no artistas visual e perform\u00e1tico H\u00e9lio Oiticica (937 \u2013 1980), transformando-os em dispositivos que ativam mem\u00f3rias corporais e espaciais que desafiam a linearidade das narrativas hegem\u00f4nicas.<\/p>\n<p>Oiticica, artista que conferiu status est\u00e9tico \u00e0s comunidades perif\u00e9ricas, constitui refer\u00eancia fundamental nas pesquisas do grupo de Caxias. Suas cria\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias como os <em>Parangol\u00e9s<\/em> (1964-1968), capas coloridas que incorporam o movimento e o ritmo do samba; os <em>Penetr\u00e1veis<\/em> (1960-1979), instala\u00e7\u00f5es labir\u00ednticas inspiradas na arquitetura espont\u00e2nea das favelas; e a <em>Tropic\u00e1lia<\/em> (1967), ambiente que sintetizava elementos da cultura brasileira marginalizada, ecoam no espet\u00e1culo <em>Encruzilhada<\/em> atrav\u00e9s do bailado corporal dos artistas e na concep\u00e7\u00e3o espacial que evoca os dispositivos arquitet\u00f4nicos e urban\u00edsticos dos morros.<\/p>\n<p>A incorpora\u00e7\u00e3o da ginga, do samba e da arquitetura labir\u00edntica inspirada nas favelas opera no espet\u00e1culo como concretiza\u00e7\u00e3o do conceito de encruzilhada enquanto &#8220;lugar radial de centramento e descentramento&#8221;, como define Leda Maria Martins. Os corpos em movimento no espa\u00e7o c\u00eanico apresentam-se como ve\u00edculos de uma forma de conhecimento alternativa, na qual o saber n\u00e3o se d\u00e1 apenas pelo logos, mas pelo pathos, pela corporalidade e pela performance. Ao entrecruzar a est\u00e9tica de Oiticica com as tradi\u00e7\u00f5es afro-brasileiras, o espet\u00e1culo <em>Encruzilhada<\/em>&nbsp;prop\u00f5e novos modos de exist\u00eancia baseados na fluidez e na negocia\u00e7\u00e3o de identidades, rompendo com as dicotomias impostas pela colonialidade.<\/p>\n<div id=\"attachment_26490\" style=\"width: 609px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-10.59.53.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-26490\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-26490 size-full\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-10.59.53-e1748357638605.jpeg\" alt=\"\" width=\"599\" height=\"702\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-10.59.53-e1748357638605.jpeg 599w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-10.59.53-e1748357638605-256x300.jpeg 256w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/WhatsApp-Image-2025-05-26-at-10.59.53-e1748357638605-300x352.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 599px) 100vw, 599px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-26490\" class=\"wp-caption-text\">Em primeiro plano Ana Claudia Pereira, no espet\u00e1culo Encruzilhada. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Os dan\u00e7arinos transitam entre precis\u00e3o t\u00e9cnica e o gesto cotidiano, com alguma improvisa\u00e7\u00e3o, criando uma linguagem corporal que recusa categorias fechadas. A incorpora\u00e7\u00e3o de elementos rituais, particularmente nas sequ\u00eancias inspiradas nas corporalidades de Exu, adiciona camadas de significado que aproxima a performance de uma experi\u00eancia ritual coletiva.<\/p>\n<p>Como uma narrativa integrada \u00e0s corporeidades em cena, a trilha sonora de <em>Encruzilhada<\/em> \u00e9 executada ao vivo por Zeca Duarte, compositor e multiinstrumentista. Suas cria\u00e7\u00f5es autorais tecem uma dramaturgia sonora que entrela\u00e7a as tradi\u00e7\u00f5es do samba e do choro com refer\u00eancias contempor\u00e2neas, evocando a sofistica\u00e7\u00e3o harm\u00f4nica de Baden Powell e a irrever\u00eancia r\u00edtmica de Jorge Ben Jor. Esta musicalidade traduz sonoramente o conceito de encruzilhada, estabelecendo-se como ponto de conflu\u00eancia entre diversas correntes da m\u00fasica brasileira.<\/p>\n<p>A parceria com o percussionista Marcelo Poleze Silva adiciona camadas de complexidade r\u00edtmica que dialogam diretamente com os corpos do elenco, estabelecendo uma integra\u00e7\u00e3o entre movimento e som que remete \u00e0s pr\u00e1ticas comunit\u00e1rias das rodas de samba. Os instrumentos de percuss\u00e3o, fundamentais nas tradi\u00e7\u00f5es musicais afro-brasileiras, atuam como extens\u00f5es dos corpos em cena.<\/p>\n<p>O ambiente visual de <em>Encruzilhada<\/em> permite liga\u00e7\u00f5es entre presen\u00e7a f\u00edsica e espacialidade. O cen\u00e1rio, marcado por desenhos que evocam a est\u00e9tica do grafite urbano e por representa\u00e7\u00f5es de entidades das religi\u00f5es de matriz africana, transforma o palco em um portal entre mundos, enquanto o figurino, de apar\u00eancia casual mas carregado de significados, destaca-se pela deliberada apropria\u00e7\u00e3o da camisa amarela da sele\u00e7\u00e3o brasileira \u2013 um ato pol\u00edtico de resgate de um s\u00edmbolo nacional sequestrado por discursos autorit\u00e1rios.<\/p>\n<p>As vestes, adornadas com sauda\u00e7\u00f5es a Exu e elementos gr\u00e1ficos que remetem \u00e0s encruzilhadas, funcionam como uma segunda pele que amplifica o discurso corporal dos int\u00e9rpretes. Complementando esta narrativa visual, a ilumina\u00e7\u00e3o alterna momentos de penumbra opressiva e clar\u00f5es de esperan\u00e7a, construindo atmosferas que refor\u00e7am a narrativa fragmentada e pulsante que emerge dos corpos em estado de resist\u00eancia e celebra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nas sequ\u00eancias iniciais, a op\u00e7\u00e3o por manter determinadas zonas do palco em penumbra atua como coment\u00e1rio social sobre os mecanismos de invisibiliza\u00e7\u00e3o operados pelo sistema capitalista contempor\u00e2neo. Esta escurid\u00e3o seletiva explicita visualmente as din\u00e2micas de exclus\u00e3o que relegam determinados corpos e territ\u00f3rios \u00e0s sombras do panorama social. Ao longo da performance, a luz adquire qualidades quase coreogr\u00e1ficas, dan\u00e7ando junto aos int\u00e9rpretes, ora revelando detalhes minuciosos, ora expandindo-se em feixes amplos que abra\u00e7am toda a cena.<\/p>\n<p><em>Encruzilhada<\/em> afirma-se como manifesta\u00e7\u00e3o art\u00edstica decolonial que, atrav\u00e9s da pot\u00eancia expressiva dos corpos, da riqueza musical e da dramaturgia fragmentada, desconstr\u00f3i estruturas de domina\u00e7\u00e3o historicamente estabelecidas. O espet\u00e1culo questiona a l\u00f3gica racista de produ\u00e7\u00e3o de identidades enquanto busca formas alternativas de exist\u00eancia e resist\u00eancia. Sua for\u00e7a reside na capacidade de transformar linguagens art\u00edsticas em posicionamento pol\u00edtico, sem abrir m\u00e3o da experi\u00eancia est\u00e9tica estimulante e rica em nuances. Ao celebrar a complexidade da identidade brasileira atrav\u00e9s de seus encontros e desencontros, a obra convida o p\u00fablico a habitar poeticamente o labirinto de possibilidades que emerge quando nos permitimos existir nas encruzilhadas.<\/p>\n<h2>Ficha T\u00e9cnica<\/h2>\n<p><strong>Dire\u00e7\u00e3o Geral e Art\u00edstica: <\/strong>Assaury Hiroshi e Igor Cavalcanti Medina<\/p>\n<p><strong>Dire\u00e7\u00e3o Musical e Composi\u00e7\u00e3o: <\/strong>Zeca Duarte<\/p>\n<p>I<strong>nt\u00e9rpretes Criadores: <\/strong>Ana Claudia Pereira, Assaury Hiroshi, Igor Cavalcanti Medina<br \/>\nThiago Roque<\/p>\n<p><strong>Percuss\u00e3o: <\/strong>Marcelo Poleze Silva<\/p>\n<p><strong>Sonoriza\u00e7\u00e3o: <\/strong>Haik Yermia Khatchirian<\/p>\n<p><strong>Assist\u00eancia de Palco: <\/strong>Kaynan Cousseau Ribeiro<\/p>\n<p><strong>Dramaturgia, ilumina\u00e7\u00e3o e Figurino: <\/strong>Paula Giusto<\/p>\n<p><strong>Produ\u00e7\u00e3o Cultural e Executiva : <\/strong>Uyara Camargo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Este conte\u00fado foi produzido no contexto do <em>Palco Girat\u00f3rio &#8211; 19\u00ba Festival Porto Alegre<\/em><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O espet\u00e1culo de dan\u00e7a Encruzilhada leva a favela para a cena, espelhando-a como um labirinto de muitos cruzos. 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