{"id":26008,"date":"2024-12-13T22:51:45","date_gmt":"2024-12-14T01:51:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=26008"},"modified":"2024-12-28T09:13:59","modified_gmt":"2024-12-28T12:13:59","slug":"encontro-de-avaliacao-publica-festival-recife-do-teatro-nacional-parte-2-reflexoes-e-desafios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/encontro-de-avaliacao-publica-festival-recife-do-teatro-nacional-parte-2-reflexoes-e-desafios\/","title":{"rendered":"Encontro de avalia\u00e7\u00e3o p\u00fablica <\/br> Festival Recife do Teatro Nacional \u2013 parte 2 <\/br>Reflex\u00f5es e desafios"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_25996\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/snapedit_1733959885784-e1733960153219.png\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-25996\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-25996\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/snapedit_1733959885784-e1733960153219.png\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"338\"><\/a><p id=\"caption-attachment-25996\" class=\"wp-caption-text\">Pessoas que participaram da reuni\u00e3o. foto: self de Saulo Uchoa<\/p><\/div>\n<p>Na segunda parte do encontro, que teve tr\u00eas horas de dura\u00e7\u00e3o num clima respeitoso e propositivo, os participantes se dedicaram \u00e0 escuta ativa, compartilhando suas percep\u00e7\u00f5es sobre a <strong><em>23\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Festival Recife do Teatro Nacional<\/em><\/strong>. Nessa reuni\u00e3o compareceram diversas figuras do cen\u00e1rio cultural de Recife, al\u00e9m da avaliadora contratada Giovana Soar. Entre os presentes estavam a atriz, produtora e diretora Augusta Ferraz, o coordenador do festival Andr\u00e9 Brasileiro, o coordenador de produ\u00e7\u00e3o Alexandre Sampaio, o assistente de produ\u00e7\u00e3o Pascoal Filizola, o diretor t\u00e9cnico do festival e seu assistente S\u00e1vio Uch\u00f4a e Ivo Barreto, L\u00e9o Davino e Marcela Torres, da SECULT, a jornalista Jana\u00edna Lima, o ator, bailarino e core\u00f3grafo Raimundo Branco, a jornalista, atriz e produtora cultural Edivane Bactista, o professor e multiartista Marcondes Lima, o conselheiro do Conselho Municipal de Cultura Os\u00e9as Borba, a pesquisadora e cr\u00edtica Ivana Moura, a artista iluminadora Nathalie Revoredo, o diretor e dramaturgo curador do <strong><em>OFF REC<\/em><\/strong> Rodrigo Dourado,&nbsp; a atriz Larissa Pinheiro, o artista e t\u00e9cnico Artur Marinho,&nbsp; a artista In\u00eas Franco Maia e o ator Tatto Medinni.<\/p>\n<p>Foram apresentadas propostas e debatidas quest\u00f5es cruciais relacionadas ao festival e \u00e0 cultura local, com foco em como atrair e ampliar o p\u00fablico do evento e, consequentemente, do teatro. Uma das principais preocupa\u00e7\u00f5es levantadas foi a precariza\u00e7\u00e3o das casas de espet\u00e1culos na cidade, que impacta diretamente a qualidade das produ\u00e7\u00f5es e a experi\u00eancia do p\u00fablico.<\/p>\n<p>Durante as discuss\u00f5es sobre a organiza\u00e7\u00e3o e o acesso do p\u00fablico ao <strong><em>FRTN<\/em><\/strong>, destacou-se a quesito das plateias reduzidas principalmente no <strong><em>OFF REC <\/em><\/strong>e algumas pe\u00e7as locais da mostra principal. Foram sugeridas altera\u00e7\u00f5es nos hor\u00e1rios da programa\u00e7\u00e3o do <strong><em>OFF REC<\/em><\/strong> para evitar conflitos com outros espet\u00e1culos da mostra principal. Al\u00e9m disso, abordou-se a import\u00e2ncia da valoriza\u00e7\u00e3o cultural e a necessidade de apoiar grupos teatrais locais que est\u00e3o comprometidos com a forma\u00e7\u00e3o de p\u00fablico, enfatizando a relev\u00e2ncia de fortalecer a cena teatral local.<\/p>\n<p>Os interlocutores, com suas diversas perspectivas e experi\u00eancias, enriqueceram o debate sobre os desafios e oportunidades do festival. A reuni\u00e3o foi um espa\u00e7o de troca de ideias e colabora\u00e7\u00e3o, buscando solu\u00e7\u00f5es para fortalecer o teatro e a cultura na cidade.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s os apontamentos da avaliadora do festival, Giovana Soar, a atriz, produtora e diretora <strong>Augusta Ferraz<\/strong> iniciou suas considera\u00e7\u00f5es agradecendo pela perspectiva da analista contratada, que destacou a import\u00e2ncia de integrar o respeito ao p\u00fablico como um ato de cidadania. Para Augusta, o teatro deve ir al\u00e9m da constru\u00e7\u00e3o cultural, servindo como um meio de transmitir saberes, ensinar a pensar, observar e sensibilizar-se. Ela acredita que essas qualidades s\u00e3o essenciais n\u00e3o apenas para o festival, mas para a vida comunit\u00e1ria de quem trabalha com teatro no Recife e para os p\u00fablicos que frequentam esses espa\u00e7os.<\/p>\n<p>A <strong>precariza\u00e7\u00e3o das casas de espet\u00e1culos no Recife<\/strong> \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o constante para Augusta. Ela menciona que, apesar de existirem estruturas prontas, como o Teatro do Derby (<em>Cine Teatro do Quartel do Comando Geral da Pol\u00edcia Militar de Pernambuco, sem funcionar h\u00e1 pelo menos 20 anos<\/em>) e o Barreto J\u00fanior, que precisam de melhorias significativas. O Barreto J\u00fanior, por exemplo, \u00e9 visto como um &#8220;subteatro&#8221; na vida cotidiana dos profissionais do teatro, n\u00e3o oferecendo as qualidades necess\u00e1rias para apresenta\u00e7\u00f5es dignas. Augusta lamenta que a luta pol\u00edtica para reivindicar melhorias seja t\u00e3o \u00e1rdua, levando \u00e0 aceita\u00e7\u00e3o do que \u00e9 prec\u00e1rio e ruim.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, Augusta destaca a necessidade de revitalizar espa\u00e7os como o Teatro Jos\u00e9 Carlos Cavalcante Borges (<em>durante os anos 1980 e 1990, o espa\u00e7o dividia suas pautas entre o teatro, cinema e m\u00fasica; em 1998 assumiu definitivamente sua identidade como Cinema da Funda\u00e7\u00e3o<\/em>) e o <strong>Teatro Valdemar de Oliveira<\/strong> (d<em>o Teatro de Amadores de Pernambuco, est\u00e1 fechado desde 2020, foi alvo nos \u00faltimos anos de arrombamentos, roubos e depreda\u00e7\u00f5es; e sofreu um inc\u00eandio no dia 7 de fevereiro deste ano<\/em>), que, apesar de ter sido destru\u00eddo por um inc\u00eandio, ainda possui potencial para outras atividades culturais. Para ela, sem o desenvolvimento desses espa\u00e7os, n\u00e3o se contribui para a vida cultural da cidade nem para o pr\u00f3prio festival, que deveria ser uma plataforma de expans\u00e3o e di\u00e1logo.<\/p>\n<p>Com 51 anos de dedica\u00e7\u00e3o ao teatro recifense, pernambucano e brasileiro, <strong>Augusta<\/strong> se sente inquieta com essas quest\u00f5es, pois tamb\u00e9m \u00e9 uma apaixonada pelo teatro, tanto no palco quanto na plateia. A falta de divulga\u00e7\u00e3o do festival no <strong>Conecta Recife<\/strong> foi criticada por Augusta, que o destaca como um aplicativo excelente, que oferece informa\u00e7\u00f5es sobre a vida civil e os direitos dos cidad\u00e3os, al\u00e9m de permitir o agendamento de trocas e procedimentos junto \u00e0 prefeitura. Ela menciona que, embora tenha visto um v\u00eddeo de Rodrigo Dourado apresentando a programa\u00e7\u00e3o do <strong>OFF REC<\/strong>, a divulga\u00e7\u00e3o foi insuficiente.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Augusta<\/strong> relembra momentos em que o festival conseguiu atrair pessoas que n\u00e3o eram tradicionalmente parte do p\u00fablico de teatro, por meio de parcerias estrat\u00e9gicas com as secretarias de Sa\u00fade, Educa\u00e7\u00e3o e Cidadania. Esses esfor\u00e7os colaborativos resultaram em teatros lotados, demonstrando o potencial de inclus\u00e3o e alcance do festival. Augusta acredita que retomar essas iniciativas seria fundamental para preencher os espa\u00e7os vazios observados nesta edi\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n<p>Desde os 15 anos, <strong>Giovana Soar<\/strong> tem acompanhado o <strong>Festival de Curitiba,<\/strong> que j\u00e1 alcan\u00e7ou sua 33\u00aa edi\u00e7\u00e3o. Mesmo quando esteve fora, ela encontrou maneiras de se manter conectada ao evento. Com essa expertise, ela aponta a impressionante <strong>quantidade de teatros<\/strong> que o festival fez surgir, observando que, durante o evento, h\u00e1 apresenta\u00e7\u00f5es teatrais em todos os cantos da cidade. Giovana brinca que, se algu\u00e9m deixar a casa aberta, um grupo de teatro pode entrar e come\u00e7ar uma apresenta\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, ela acredita que a retomada do festival do Recife pode gerar uma demanda semelhante, impulsionando o crescimento do evento.<\/p>\n<p><strong>Raimundo Branco<\/strong>, ator, bailarino e core\u00f3grafo, parabenizou o festival, mas expressou sua insatisfa\u00e7\u00e3o com a falta de p\u00fablico. Ele destacou que o <em><strong>OFF REC<\/strong><\/em>, embora superbem-vindo, foi mal divulgado. Ele comentou que muitas pessoas n\u00e3o compareceram por falta de conhecimento e considerou isso um desperd\u00edcio. No entanto, mostrou-se otimista por se tratar do primeiro ano do evento, que tem potencial para crescer e precisa de apoio.<\/p>\n<p><strong>Giovana<\/strong> interrompeu para acrescentar que o <strong>p\u00fablico do <em>OFF REC<\/em><\/strong> foi majoritariamente composto pelos <strong>pr\u00f3prios artistas<\/strong> que participaram do evento. Ela ressaltou que as redes desses artistas n\u00e3o s\u00e3o suficientes para expandir a discuss\u00e3o para al\u00e9m da mesma bolha.<\/p>\n<p><strong>Branco<\/strong> levantou uma quest\u00e3o delicada sobre a democracia no tratamento dos artistas, questionando se o <strong>camarim<\/strong> oferecido aos artistas desconhecidos era o mesmo que o dos artistas mais renomados.&nbsp; <strong>Andr\u00e9 Brasileiro<\/strong>, coordenador do festival, respondeu que o tratamento era o mesmo, mas que algumas adapta\u00e7\u00f5es eram feitas para atender restri\u00e7\u00f5es alimentares espec\u00edficas, como no caso de Nanini, que \u00e9 vegetariano.<\/p>\n<div id=\"attachment_26000\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-17.29.46-e1734127592210.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-26000\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-26000\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-17.29.46-e1734127592210.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"548\"><\/a><p id=\"caption-attachment-26000\" class=\"wp-caption-text\">Sinapse Darwin, da CAsa de Zo\u00e9, fez duas apresenta\u00e7\u00f5es no palco montado na Rua da Aurora. Foto Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>O &#8220;Palco da Aurora&#8221; foi citado como uma iniciativa bem-sucedida e <strong>Branco<\/strong> expressou seu desejo de que essa a\u00e7\u00e3o se expanda para outras \u00e1reas da cidade do Recife. <strong>Andr\u00e9<\/strong> respondeu mencionando que, neste ano do festival, os bairros da Tamarineira e Macaxeira tamb\u00e9m receberam seus palcos, nos parques.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o do <em>Palco Girat\u00f3rio<\/em>, que realizou uma sess\u00e3o nos jardins do Teatro do Parque antes da abertura oficial, foi destacada como uma iniciativa bacana por <strong>Raimundo Branco<\/strong>, que sugeriu que o Festival Recife do Teatro Nacional poderia adotar uma abordagem semelhante, organizando uma <strong>apresenta\u00e7\u00e3o preliminar<\/strong> antes do in\u00edcio oficial. No <em>Palco Girat\u00f3rio<\/em>, o grupo Mamulengo Novo Mil\u00eanio, liderado pelo Mestre Miro, desempenhou esse papel na ocasi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Os\u00e9as Borba<\/strong>, conselheiro do Conselho Municipal de Cultura, retomou a ideia da <strong>democratiza\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os<\/strong>, lembrando que \u00e9 preciso pensar no <strong>Teatro do S\u00edtio da Trindade. <\/strong>&#8220;\u00c9 importante considerar, at\u00e9 mesmo para a Prefeitura, uma forma de revitalizar aquele anfiteatro ali, que est\u00e1 praticamente fechado.&#8221;&nbsp;Andr\u00e9 respondeu de imediato que &#8220;est\u00e1 prevista uma obra para ele, assim, para o ano.&#8221;<\/p>\n<p>A quest\u00e3o do <strong>p\u00fablico-alvo<\/strong> tamb\u00e9m foi mencionada pelo professor e multiartista <strong>Marcondes Lima<\/strong> que salientou a necessidade de alcan\u00e7ar diferentes segmentos de p\u00fablico. Ele mencionou que, durante o experimento do <em><strong>OFF REC<\/strong><\/em> realizado no s\u00e1bado \u00e0s 10 horas da manh\u00e3, &#8211; a abertura do processo de <em>Senhora dos Nossos Sonhos<\/em> (baseado na trajet\u00f3ria de vida da Dra. Nise da Silveira), uma parte significativa da plateia era composta por usu\u00e1rios de servi\u00e7os de sa\u00fade psicol\u00f3gica. E aventou como o festival poderia considerar esse aspecto. Al\u00e9m de indagar se seria realista esperar que todas as pessoas do Recife se deslocassem at\u00e9 o S\u00edtio da Trindade, por exemplo, ou se seria necess\u00e1rio agenciar o p\u00fablico para garantir sua presen\u00e7a. E problematizou sobre qual seria o p\u00fablico-alvo do <em><strong>OFF REC<\/strong><\/em>, se seria o mesmo que frequenta o Teatro do Parque para assistir a espet\u00e1culos como o de NaninI.<\/p>\n<p>Ao tratar do know-how do <strong>Festival de Curitiba<\/strong> em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s <strong>ferramentas de comunica\u00e7\u00e3o<\/strong>, <strong>Giovana Soar<\/strong> sublinhou a import\u00e2ncia de entender onde e como essa comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 disseminada. Ela explicou que organizar um festival envolve o desafio de lidar com uma variedade de espa\u00e7os e p\u00fablicos. Isso inclui desde espet\u00e1culos que atraem at\u00e9 duas mil pessoas no Teatro Gua\u00edra, geralmente um p\u00fablico mais burgu\u00eas interessado em com\u00e9dia ou dan\u00e7a, at\u00e9 apresenta\u00e7\u00f5es mais alternativas e cabe\u00e7udas, destinadas a outros segmentos. Giovana reconheceu a complexidade desse processo e apontou a necessidade de contar com profissionais competentes que possam desenvolver estrat\u00e9gias eficazes para alcan\u00e7ar e engajar esses diversos p\u00fablicos de maneira adequada.<\/p>\n<p><strong>Os\u00e9as<\/strong> levantou que o programa do evento s\u00f3 chegou na segunda semana do festival, um dificultado da divulga\u00e7\u00e3o do festival. Outro problema citado por ele foi o <strong>calor<\/strong> no local dos debates, nas salas n\u00e3o climatizadas do Centro Apolo-Hermilo. Por sua vez,&nbsp;<strong>Giovana<\/strong> comentou que, apesar de n\u00e3o ter inclu\u00eddo isso em seu relato, ela sentiu muito <strong>frio<\/strong> em todos os teatros. E reconheceu que, nesse aspecto, faz parte da minoria. Andr\u00e9 respondeu que \u00e9 ainda pior quando o ar-condicionado quebra ou n\u00e3o funciona.<\/p>\n<p>A falta de uma <strong>cafeteria ou lanchonete<\/strong> no <strong>Centro Apolo-Hermilo<\/strong> foi sublinhada por <strong>Giovana<\/strong>. Ela expressou seu amor por comida, afirmando que onde h\u00e1 comida, h\u00e1 felicidade e alegria. Giovana elogiou o bar do Teatro do Parque deste ano, mencionando a comida \u00f3tima, mas sentiu falta de um espa\u00e7o semelhante no Hermilo, sugerindo que implementar algo assim seria ben\u00e9fico.<\/p>\n<p>A jornalista, atriz e produtora cultural <strong>Edivane Bactista<\/strong>, da M\u00e9tron Produ\u00e7\u00f5es, realizadora do <em>Festival de Teatro para Crian\u00e7as de Pernambuco<\/em>, parabenizou a equipe do festival, afirmando que o evento foi digno. Mas, apesar dos elogios, refor\u00e7ou a preocupa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao p\u00fablico. Como conquistar as pessoas que preferem ir \u00e0 praia ou ao litoral em vez de frequentar o teatro. Como uma pessoa de produ\u00e7\u00e3o, sugeriu que o planejamento financeiro do festival comece no in\u00edcio do ano.&nbsp;<\/p>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o do <strong>OFF REC<\/strong>, na sua opini\u00e3o, precisa ser ajustada com rela\u00e7\u00e3o aos hor\u00e1rios, para n\u00e3o conflitar com outros espet\u00e1culos da mostra principal. <strong>Andr\u00e9 Brasileiro<\/strong> mencionou que havia conversado com Rodrigo Dourado sobre a possibilidade de realizar <strong>eventos durante o dia<\/strong>, mas reconheceu que \u00e9 um <strong style=\"font-size: 1rem;\">dilema<\/strong><span style=\"font-size: 1rem;\">. Mas a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 experimentar hor\u00e1rios alternativos no pr\u00f3ximo ano. Outra preocupa\u00e7\u00e3o de <strong>Edivane<\/strong> \u00e9 que os artistas da cidade n\u00e3o tenham comparecido em grande n\u00famero ao festival, que era gratuito. Ela tamb\u00e9m <\/span>prop\u00f4s que o festival disponibilizasse transporte entre os teatros do centro, o que poderia facilitar o acesso. <strong>Andr\u00e9<\/strong> reconheceu a complexidade dessa ideia.<\/p>\n<p>Diante dessa inquieta\u00e7\u00e3o com o <strong>p\u00fablico<\/strong>, a avaliadora confessou que ficou muito impressionada com a presen\u00e7a de duas mil pessoas na festa do <strong>Magiluth<\/strong>, promovida por um grupo de teatro Recife. &#8220;Nunca vi algo assim acontecer em nenhum outro lugar do Brasil, talvez apenas com o Grupo Galp\u00e3o ou Z\u00e9 Celso&#8221;. No entanto, ela percebeu que essas pessoas, que estavam presentes na celebra\u00e7\u00e3o dos 20 anos do Magiluth, que ocorreu durante o festival, n\u00e3o estavam nos teatros. E refor\u00e7ou a pergunta: Como podemos trazer essas pessoas para o teatro?<\/p>\n<p>Algu\u00e9m comentou que, no m\u00e1ximo, essas pessoas tenham ido ao <em>\u00c9dipo REC<\/em>, espet\u00e1culo do Magiluth. Outro mencionou que elas tamb\u00e9m estavam na fila do Bar Bucurau. Giovana retomou a discuss\u00e3o, afirmando que esse \u00e9 o dilema que enfrentamos: colocar as pessoas dentro do teatro n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Essa \u00e9 a nossa miss\u00e3o, e \u00e9 por isso que ela busca garantir que em <strong>Curitiba<\/strong> n\u00e3o haja lugares vazios.&nbsp;<strong>Giovana<\/strong> explicou que <strong>distribuem 1.500 ingressos<\/strong> no Festival de Curitiba para estudantes de teatro. No caso do festival do Recife, os ingressos j\u00e1 s\u00e3o gratuitos, ent\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 nem mesmo a op\u00e7\u00e3o de distribuir ingressos como incentivo.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Augusta Ferraz<\/strong> tocou na dificuldade dos artistas em utilizar os espa\u00e7os destinados ao teatro, que, segundo ela, foram ocupados pela prefeitura para reuni\u00f5es pol\u00edticas. E a alternativa que ela encontrou, n\u00e3o a ideal, foi ensaiar em uma sala cedida pela s\u00edndica de seu pr\u00e9dio. Ela refor\u00e7a que apesar de terem recebido recursos dos editais, &#8211; Paulo Gustavo e Aldir Blanc &#8211; os artistas enfrentam dificuldades para trabalhar devido \u00e0 falta de <strong>espa\u00e7os<\/strong> adequados.<\/p>\n<p>A jovem artista de Recife, <strong>In\u00eas Franco Maia<\/strong>, inicia sua fala concordando com a avalia\u00e7\u00e3o de Giovana sobre o uso de <strong>totens humanos<\/strong> na divulga\u00e7\u00e3o, considerando essa pr\u00e1tica desrespeitosa. Em seguida, ela avan\u00e7a para a quest\u00e3o da valoriza\u00e7\u00e3o cultural, questionando se a <strong>cadeia produtiva<\/strong> do teatro em Recife realmente respeita e valoriza a <strong>cultura local<\/strong>. In\u00eas critica a tend\u00eancia de valorizar mais os trabalhos que v\u00eam de fora, pois acredita que isso contribui para o afastamento do p\u00fablico recifense do teatro. Ele menciona o <strong>Magiluth<\/strong> dizendo que o grupo s\u00f3 conseguiu reconhecimento local ap\u00f3s ser legitimado fora de Recife, e salienta a import\u00e2ncia de apoiar grupos teatrais comprometidos com a forma\u00e7\u00e3o de p\u00fablico.<\/p>\n<p><strong>In\u00eas<\/strong> v\u00ea o festival como um grande potencial, mas ressalta a necessidade de aprofundar o processo democr\u00e1tico de <strong>escuta<\/strong> e posicionamento para entender diferentes perspectivas e enfrentar os desafios coletivos do teatro em Recife. Ela expressa confian\u00e7a no potencial cultural de cidade, acreditando na capacidade de alcan\u00e7ar novamente uma qualidade t\u00e9cnica, art\u00edstica e conceitual no cen\u00e1rio nacional.<\/p>\n<p>Mas a predomin\u00e2ncia de <strong>mon\u00f3logos<\/strong> entre os espet\u00e1culos pernambucanos selecionados \u00e9 vista com ceticismo por <strong>In\u00eas<\/strong>, que sugere que isso pode n\u00e3o refletir a diversidade e a riqueza da produ\u00e7\u00e3o teatral local. Para In\u00eas, condi\u00e7\u00f5es adequadas para a produ\u00e7\u00e3o teatral, como ensaios com luz e som, s\u00e3o essenciais para alcan\u00e7ar a excel\u00eancia art\u00edstica.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Giovana<\/strong> esclarece que as inscri\u00e7\u00f5es eram majoritariamente de <strong>mon\u00f3logos<\/strong> e que o festival \u00e9 um r<strong>etrato da produ\u00e7\u00e3o<\/strong> teatral do momento, refletindo as tend\u00eancias e escolhas atuais da cena local. E sublinha que a inclus\u00e3o dos espet\u00e1culos no <strong>OFF REC<\/strong> n\u00e3o deve ser visto como um desmerecimento. E atesta que suas melhores experi\u00eancias no festival recifense, especialmente em termos de representatividade, ocorreram no <strong>OFF REC<\/strong>. E refor\u00e7a que a abertura do <strong>OFF REC<\/strong> o impactante espet\u00e1culo <em>Monga<\/em>, de J\u00e9ssica Teixeira teve a inten\u00e7\u00e3o deliberada de destacar a import\u00e2ncia e o valor que o OFF REC traz para a cena teatral recifense.<\/p>\n<p>O espet\u00e1culo<em> O Problema \u00e9 a Cerca <\/em>enfrentou dificuldades durante a apresenta\u00e7\u00e3o. Segundo relato de <strong>In\u00eas<\/strong>, houve um grave transtorno de comunica\u00e7\u00e3o devido a uma falha t\u00e9cnica de som. Ela diz que isso criou uma <strong>situa\u00e7\u00e3o<\/strong> <strong>embara\u00e7osa<\/strong>, onde o p\u00fablico presente na plateia p\u00f4de ouvir o t\u00e9cnico discutindo com a produ\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo sobre um cabo de som que n\u00e3o estava funcionando corretamente.&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_26002\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-17.29.45-2-e1734135378777.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-26002\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-26002\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/WhatsApp-Image-2024-12-04-at-17.29.45-2-e1734135378777.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"399\"><\/a><p id=\"caption-attachment-26002\" class=\"wp-caption-text\">Pe\u00e7a <strong>As Charlatonas<\/strong>, do Tocantins, fez sess\u00f5es nos Parques da Macaxeira e da Tamarineira. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p><strong>Marcondes Lima<\/strong> sustenta a relev\u00e2ncia de se discutir o festival em sua totalidade, ao inv\u00e9s de focar exclusivamente na avalia\u00e7\u00e3o dos espet\u00e1culos apresentados. Ele acredita que \u00e9 nesse espa\u00e7o de di\u00e1logo que se pode realmente progredir e implementar melhorias significativas. Mesmo sendo apenas o <strong>segundo ano da retomada do festival<\/strong>, ele j\u00e1 percebe alguns <strong>avan\u00e7os<\/strong> not\u00e1veis.&nbsp;<\/p>\n<p>Ao explorar a complexidade de atrair p\u00fablico para o teatro, Lima identifica o receio que as pessoas no Recife t\u00eam de se deslocar pela cidade, seja para sair de casa ou para ir de um teatro a outro, como do Teatro Apolo ao Teatro do Parque.&nbsp; No entanto, <strong>Marcondes<\/strong> enfatiza que o verdadeiro <strong>desafio<\/strong> est\u00e1 em criar um <strong>encantamento<\/strong> que motive o p\u00fablico a superar essas barreiras e vivenciar essas experi\u00eancias art\u00edsticas.<\/p>\n<p>Para <strong>Marcondes<\/strong> \u00e9 essencial que o artista crie uma conex\u00e3o emocional e intelectual com o p\u00fablico,&nbsp; produzam um fasc\u00ednio. Despertem o interesse e o <strong>desejo no p\u00fablico de assistir aos espet\u00e1culos<\/strong>. Que, ao ver imagens ou cenas de uma pe\u00e7a, as pessoas possam se sentir inspiradas a atravessar a cidade para assisti-la. Esse <strong>encantamento<\/strong> \u00e9 um elemento crucial dentro do projeto de comunica\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o do teatro.<\/p>\n<p>Ao refletir sobre a <strong>trajet\u00f3ria<\/strong> do <strong>festival<\/strong>, <strong>Andr\u00e9 Brasileiro<\/strong> reconhece que esse evento c\u00eanico j\u00e1 atingiu um \u00e1pice significativo em termos de p\u00fablico em determinado momento. Ele expressa confian\u00e7a de que o FRTN tem o potencial de se <strong>reconstruir<\/strong> e alcan\u00e7ar novamente esse n\u00edvel de sucesso. No auge, o festival atraiu um p\u00fablico de 12.800 pessoas, um marco alcan\u00e7ado em um ano em que o grupo Galp\u00e3o apresentou a pe\u00e7a <em>Till, a saga de um her\u00f3i torto<\/em>&nbsp;ao ar livre, na rua. Essa abertura ao p\u00fablico em um espa\u00e7o aberto foi um fator crucial para o sucesso daquele ano.<\/p>\n<p>Com o desejo de retornar a esse ponto de grande envolvimento e participa\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, <strong>Andr\u00e9<\/strong> sugere que eventos <strong>ao ar livre e acess\u00edveis<\/strong> podem ser uma estrat\u00e9gia eficaz para atrair mais espectadores e revitalizar o festival. Ele acredita que, com planejamento e inova\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel recriar essa experi\u00eancia de sucesso e engajamento comunit\u00e1rio.<\/p>\n<p>O festival, que j\u00e1 conta com<strong> 23 anos<\/strong> de hist\u00f3ria, passou por edi\u00e7\u00f5es complicadas, mas houve uma retomada no ano passado. Ainda h\u00e1 muito a ser reconstru\u00eddo e revitalizado, e o festival est\u00e1 em um processo de recupera\u00e7\u00e3o, aproximando-se novamente de seu potencial.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Giovana Soar<\/strong> entende que encher salas grandes como o Teatro Luiz Mendon\u00e7a e o Teatro do Parque, com capacidade para acomodar at\u00e9 800 pessoas, n\u00e3o \u00e9 uma tarefa simples. E traz uma perspectiva interessante \u00e0 discuss\u00e3o ao mencionar uma pr\u00e1tica positiva que acontece em Curitiba, onde o p\u00fablico tem o h\u00e1bito de ir \u00e0 bilheteria e perguntar quais ingressos est\u00e3o dispon\u00edveis, confiantes de que qualquer espet\u00e1culo proporcionar\u00e1 uma boa experi\u00eancia.<\/p>\n<p>No <strong>Festival de Curitiba<\/strong>, o pre\u00e7o do <strong>ingresso<\/strong> \u00e9 de 80 reais, com a meia-entrada custando 40 reais, tornando-se acess\u00edvel para a maioria da popula\u00e7\u00e3o. Giovana destaca que praticamente todos em Curitiba pagam meia-entrada, gra\u00e7as a pol\u00edticas que facilitam esse acesso, como descontos para quem paga contas de servi\u00e7os p\u00fablicos. Al\u00e9m disso, artistas profissionais com DRT podem adquirir ingressos por apenas 25 reais, permitindo que, com 100 reais, seja poss\u00edvel assistir a quatro espet\u00e1culos.<\/p>\n<p>A demanda por <strong>ingressos<\/strong> em <strong>Curitiba<\/strong> \u00e9 t\u00e3o alta que, atualmente, quando algu\u00e9m vai \u00e0 bilheteria e pergunta &#8220;o que ainda tem?&#8221;, isso reflete o sucesso e a popularidade do festival, com ingressos se esgotando rapidamente. Essa din\u00e2mica demonstra a efic\u00e1cia das estrat\u00e9gias de acessibilidade e a forte cultura teatral presente na cidade.<\/p>\n<p>Durante o debate, <strong>Andr\u00e9<\/strong> socializa algumas observa\u00e7\u00f5es que ouviu de pelo menos cinco pessoas, destacando <strong>relatos<\/strong> que merecem aten\u00e7\u00e3o. Algumas dessas pessoas expressaram descontentamento com o sistema de troca de alimentos por ingressos, preferindo a op\u00e7\u00e3o de comprar ingressos e <strong>reservar seus assentos<\/strong>. Elas mencionaram que n\u00e3o gostam de ir ao teatro sem ter um lugar marcado, o que levanta uma quest\u00e3o sobre as prefer\u00eancias do p\u00fablico em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o dos eventos.<\/p>\n<p>Apesar dessas preocupa\u00e7\u00f5es, <strong>Andr\u00e9<\/strong> pondera que n\u00e3o houve impedimentos para a entrada de ningu\u00e9m nos teatros durante o festival. Ele destaca que, ao chegar uma hora antes, <strong>todos conseguiram entrar<\/strong>, o que sugere que o sistema atual, embora n\u00e3o perfeito, tem funcionado para garantir o acesso ao p\u00fablico.<\/p>\n<p>Reconhecendo que h\u00e1 uma parte da popula\u00e7\u00e3o que prefere a comodidade de ter um assento reservado, <strong>Andr\u00e9<\/strong> admite que o atual momento do festival&nbsp;busca <strong>democratizar<\/strong> <strong>o acesso<\/strong> ao teatro. O \u00fanico teatro onde os lugares s\u00e3o marcados \u00e9 o Teatro Santa Isabel, que tem essa caracter\u00edstica espec\u00edfica. E destaca que no Teatro do Parque, o festival conseguiu atrair pessoas que normalmente n\u00e3o frequentavam o teatro. Para Andr\u00e9, isso \u00e9 um ponto positivo, pois se a experi\u00eancia foi boa, h\u00e1 potencial para aumentar esse p\u00fablico no futuro.<\/p>\n<p>Por outro lado, <strong>Branco<\/strong> prop\u00f5e uma estrat\u00e9gia para melhorar a divulga\u00e7\u00e3o dos festivais culturais em Recife: a cria\u00e7\u00e3o de um <strong>calend\u00e1rio<\/strong> de eventos <strong>divulgado<\/strong> com <strong>anteced\u00eancia<\/strong> pela prefeitura. Ele acredita que essa pr\u00e1tica educaria a popula\u00e7\u00e3o sobre as ofertas culturais e permitiria que as informa\u00e7\u00f5es se espalhassem de maneira mais eficaz.<\/p>\n<p>Refletindo sobre suas experi\u00eancias pessoais, <strong>Branco<\/strong> lembra que, em eventos passados, como o festival de teatro, as <strong>oficinas<\/strong> eram <strong>realizadas<\/strong> <strong>antes<\/strong> do in\u00edcio oficial do festival. Para ele, essa pr\u00e1tica \u00e9 vantajosa, pois j\u00e1 engaja o p\u00fablico e evita conflitos de agenda com a programa\u00e7\u00e3o de espet\u00e1culos, por exemplo. <strong>Alexandre Sampaio<\/strong> acrescenta que, embora sejam realizadas <strong>escutas<\/strong> pr\u00e9vias para planejar os eventos, a participa\u00e7\u00e3o \u00e9 frequentemente baixa. O coordenador de produ\u00e7\u00e3o aponta que a ideia da doa\u00e7\u00e3o de alimentos surgiu em uma dessas escutas.<\/p>\n<p><strong>Branco<\/strong> tamb\u00e9m lamenta a aus\u00eancia de <strong>resid\u00eancias art\u00edsticas<\/strong> em Recife, considerando isso uma perda significativa para a cena cultural local. Ele reconhece os desafios em termos de tempo e recursos financeiros, mas acredita que o retorno dessas grandes resid\u00eancias seria extremamente ben\u00e9fico para o enriquecimento cultural e art\u00edstico da cidade.<\/p>\n<p><strong>Continua no pr\u00f3ximo post<\/strong><\/p>\n<h2>O<em>&nbsp;Satisfeita, Yolanda?<\/em>&nbsp;faz parte do&nbsp;<strong><em><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/projeto-arquipelago\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">projeto arquip\u00e9lago<\/a>&nbsp;<\/em><\/strong>de fomento \u00e0 cr\u00edtica, &nbsp;apoiado pela produtora&nbsp;<strong><a href=\"http:\/\/corporastreado.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Corpo Rastreado,<\/a>&nbsp;junto \u00e0s seguintes casas : CENA ABERTA, Guia OFF, Farofa Cr\u00edtica, Horizonte da Cena, ru\u00edna acesa e Tudo menos uma cr\u00edtica<\/strong><\/h2>\n<p><img src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/WhatsApp-Image-2022-11-09-at-18.21.49-e1669690492534.jpeg\"><\/p>\n<div id=\"shr_canvas2\" class=\"shareaholic-canvas shareaholic-resolved-canvas shareaholic-ui\" data-app-id=\"11259983\" data-app=\"recommendations\" data-title=\"Lorca ilumina o percurso <\/br>\n<p>Critica de Quatro Luas\u201d data-link=\u201dhttps:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/lorca-ilumina-o-percurso-critica-de-quatro-luas\/\u201d data-summary=\u201d\u201d><\/p>\n<div class=\">&nbsp;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na segunda parte do encontro, que teve tr\u00eas horas de dura\u00e7\u00e3o num clima respeitoso e propositivo, os participantes se dedicaram \u00e0 escuta ativa, compartilhando suas percep\u00e7\u00f5es sobre a 23\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Festival Recife do Teatro Nacional. 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