{"id":25065,"date":"2023-07-16T21:25:12","date_gmt":"2023-07-17T00:25:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=25065"},"modified":"2023-07-17T10:42:08","modified_gmt":"2023-07-17T13:42:08","slug":"rituais-de-fim-do-mundo-critica-da-peca-o-jardim-das-delicias-festival-davignon","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/rituais-de-fim-do-mundo-critica-da-peca-o-jardim-das-delicias-festival-davignon\/","title":{"rendered":"Rituais de fim do mundo <\/br> Cr\u00edtica da pe\u00e7a O Jardim das Del\u00edcias <\/br> Festival d&#8217;Avignon"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_25066\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Le-jardin-des-delices-foto-Martin-Argyrogio-e1689531296700.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-25066\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-25066\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Le-jardin-des-delices-foto-Martin-Argyrogio-e1689531296700.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-25066\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Le Jardin des d\u00e9lices, <\/strong>de Philippe Quesne, reinaugura a Carri\u00e8re de Boulbon. Foto: Martin Argyrogio \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_25067\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Le-jardin-des-delices-foto-Martin-Argyrogio5-e1689532421917.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-25067\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-25067\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Le-jardin-des-delices-foto-Martin-Argyrogio5-e1689532421917.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-25067\" class=\"wp-caption-text\">Pe\u00e7a \u00e9 inspirada na pintura de Bosch. Foto: Martin Argyrogio \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_25070\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Le-jardin-des-delices-foto-Martin-Argyrogio2-e1689532514399.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-25070\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-25070\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Le-jardin-des-delices-foto-Martin-Argyrogio2-e1689532514399.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-25070\" class=\"wp-caption-text\">Ritual em torno do Ovo, numa cena de <strong>Le Jardin des d\u00e9lices<\/strong>, no Festival d&#8217;Avignon. Foto: Martin Argyrogio&nbsp;<\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong><em>Le Jardin des d\u00e9lices<\/em><\/strong> se manifesta exigente. Um pouco mais de disposi\u00e7\u00e3o para o deslocamento e muita disponibilidade imaginativa. Para se chegar \u00e0 m\u00edtica Carri\u00e8re de Boulbon (15 km da cidade dos Papas), durante o <em><strong>77\u00ba Festival Internacional de Teatro de Avignon<\/strong><\/em>, para assistir \u00e0 pe\u00e7a de Philippe Quesne \u00e9 preciso pegar um \u00f4nibus do festival nas aproxima\u00e7\u00f5es da Gare Central ou ir de carro. L\u00e1 chegando tem uma estrutura de bar para venda de alimentos e bebidas. Como o sol s\u00f3 vai se deitar pr\u00f3ximo das 21h nesse ver\u00e3o europeu \u00e9 poss\u00edvel admirar o entardecer na imensid\u00e3o do territ\u00f3rio antes do acesso \u00e0s arquibancadas para a sess\u00e3o teatral.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A pedreira, fechada h\u00e1 sete anos, foi palco do \u00e9pico <em>Mah\u00e2bh\u00e2rata, <\/em>de Peter Brook, em 1985, pe\u00e7a que inaugurou o s\u00edtio como espa\u00e7o de representa\u00e7\u00e3o. Outros artistas se apresentaram na Carri\u00e8re de Boulbon, como o brasileiro Antonio N\u00f3brega, que exibiu seu espet\u00e1culo <em>Pernambuco<\/em> em 1999.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong><em>O Jardim das Del\u00edcias<\/em><\/strong> foi criado especialmente para estrear na pedreira, como parte das comemora\u00e7\u00f5es dos 20 anos da companhia do diretor Quesne, o Vivarium Studio. A pe\u00e7a \u00e9 anunciada como uma epopeia retrofuturista, inspirada nas alegorias do pintor flamengo Hieronymus Bosch (1450-1516). O encenador j\u00e1 disse que tomou o quadro como um enigma inspirador. Talvez essa palavra seja importante para pensar as chaves dramat\u00fargicas, que nem sempre escancaram as portas para o espectador.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_25068\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Le-jardin-des-delices-foto-Martin-Argyrogio4-e1689532460182.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-25068\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-25068\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Le-jardin-des-delices-foto-Martin-Argyrogio4-e1689532460182.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-25068\" class=\"wp-caption-text\">Trupe utiliza uma teatralidade exacerbada, com n\u00fameros deliberadamente caricatos, em algumas cenas<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_25069\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Le-jardin-des-delices-foto-Martin-Argyrogio3-e1689532488253.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-25069\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-25069\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Le-jardin-des-delices-foto-Martin-Argyrogio3-e1689532488253.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-25069\" class=\"wp-caption-text\">Oito personagens, um \u00f4nibus, muitas digress\u00f5es entre o futuro e o passado nas sess\u00f5es no Festival d&#8217;Avignon<\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Um \u00f4nibus branco aparece naquele cen\u00e1rio des\u00e9rtico, lunar, diriam alguns, empurrado por oito personagens esquisitos vestidos de cowboys e cowgirls &#8211; cal\u00e7as boca de sino, franjas, botas e chap\u00e9us, ternos e gravatas. Sondam o terreno. D\u00e3o r\u00e1pidos golpes no solo com uma p\u00e1 e uma picareta, para em seguida instalar uma grande escultura em forma de Ovo. Em volta desse Ovo gigante eles fazem um estranho ritual &#8211; um d\u00e1 um beijo, outro joga umas pedrinhas, um punhado de areia, faz uma rever\u00eancia, etc. Depois eles tocam viol\u00e3o, pandeiro e flauta doce, em celebra\u00e7\u00e3o ao redor desse Ovo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em outra cena, Ga\u00ebtan Vourc&#8217;h, o ator careca na fun\u00e7\u00e3o de mentor dessa expedi\u00e7\u00e3o controversa, convoca os outros sete participantes (Jean-Charles Dumay, L\u00e9o Gobin, S\u00e9bastien Jacobs, Elina L\u00f6wensohn, Nuno Lucas, Isabelle Prim, Thierry Raynaud) para o \u00f4nibus, onde serve qualquer coisa num copinho, oferece m\u00e1scaras de oxig\u00eanio que podem at\u00e9 ter cheiro de ch\u00e1 de ervas e faz gestos de extrema preocupa\u00e7\u00e3o com o bem-estar desses viajantes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Quem s\u00e3o eles? Hippies deslocados num ritual de resgate nas suas andan\u00e7as ou est\u00e3o a inventar novas regras para o devir? N\u00e3o d\u00e1 para responder com convic\u00e7\u00e3o sobre essa trupe.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">No p\u00f3s-apocal\u00edptico ecol\u00f3gico <em>Farm Fatale<\/em>, espet\u00e1culo de Philippe Quesne que esteve no Brasil em 2020 (na programa\u00e7\u00e3o da Mostra Internacional de Teatro de S\u00e3o Paulo \u2013 MITsp), os personagens &#8211; um grupo de espantalhos &#8211; utilizavam humor e ironia na constru\u00e7\u00e3o ut\u00f3pica de um novo mundo, qui\u00e7\u00e1 melhor, um mundo sem humanos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em><strong>O Jardim das Del\u00edcias<\/strong>,<\/em><em> a<\/em> pe\u00e7a, convoca mat\u00e9rias de sonhos, utopias, paisagens ins\u00f3litas. A sequ\u00eancia das cenas estremece l\u00f3gicas do que se passa e as pretens\u00f5es do bando. O que fica evidente \u00e9 que a humanidade como se apresenta n\u00e3o \u00e9 suficiente para fornecer respostas. O mundo est\u00e1 em ru\u00ednas. \u201cTem certeza de que a Terra n\u00e3o \u00e9 o inferno de outro planeta?\u201d, solta uma das figuras. &nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Nessa viagem entre o futuro e o passado, prevalece o nonsense. Com cenas de grande impacto visual, essa pequena comunidade recita poemas, entrega-se a rituais e rodas de conversa. Tudo parece um pouco delirante: as quest\u00f5es filos\u00f3ficas levantadas e passadas adiante, os deslocamentos por todos os cantos da pedreira, o monitoramento de fogueiras virtuais, a escuta e grava\u00e7\u00e3o do som do solo pedregoso, a ausculta das paredes do alto de uma escada, a filmagem, a busca por ideais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Quando eles transformam o \u00f4nibus em palco improvisado \u2013 com direito \u00e0 fuma\u00e7a e fogos de artif\u00edcio nas apresenta\u00e7\u00f5es \u2013 ganha destaque a escolha da teatralidade exacerbada, do modo trash, pat\u00e9tico, kitsch.&nbsp;Um treco carregado propositalmente de uma precariedade interpretativa que crispa entre o riso e o espanto diante da escolha. N\u00fameros deliberadamente rid\u00edculos, caricatos, grotescos, mal executados. Como o pastiche do nascimento de V\u00eanus, com o ator com macac\u00e3o vermelho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A origem textual n\u00e3o fica totalmente evidente. A ficha t\u00e9cnica diz que os textos originais&nbsp;s\u00e3o da poeta Laura Vazquez e que outros textos&nbsp;est\u00e3o em curso. Na cena, nas rodas de discuss\u00e3o, com muitas digress\u00f5es de crises existenciais, s\u00e3o lidos trechos de <em>O Inferno, <\/em>de Dante, talvez um Shakespeare aqui ou acol\u00e1. \u00c9 uma profus\u00e3o de palavras proferidas pelos cowboys e cowgirls, jun\u00e7\u00e3o de aforismos a leituras de poesias, exibi\u00e7\u00f5es de palavras no ecr\u00e3. E o humor beirando o absurdo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Na real, a pedreira \u00e9 a personagem central desta cria\u00e7\u00e3o. Quesne valoriza a impon\u00eancia da Carri\u00e8re de Boulbon. E quando ela ganha protagonismo pleno, como na tempestade sonora ou nos efeitos de ilumina\u00e7\u00e3o, sentimos a paisagem a falar do fim de um mundo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A sucess\u00e3o de momentos aparentemente desconexos est\u00e1 carregada de ideias abundantes que rejeita tentativa un\u00edssona de significado. O humor c\u00e1ustico da encena\u00e7\u00e3o \u00e9 excessivo, um humor muito particular, dif\u00edcil de alcan\u00e7ar. &nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Diante dessa pedreira imensa, majestosa, esses personagens sugerem que os humanos (com suas hist\u00f3rias) s\u00e3o menores do que sua arrog\u00e2ncia: \u201cnos tempos da Terra vazia, tu eras a Terra\u201d. Nesse quadro meio desencantado, meio melanc\u00f3lico, saio me perguntando como a pot\u00eancia da&nbsp; arte se expande para expressar o desastre.<br \/>\n&nbsp;<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"text-decoration: underline;\"><span style=\"color: #000000; text-decoration: underline;\">Ficha t\u00e9cnica:<\/span><\/span><\/h3>\n<div>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Com<\/strong> Jean-Charles Dumay, L\u00e9o Gobin, S\u00e9bastien Jacobs, Elina L\u00f6wensohn, Nuno Lucas, Isabelle Prim, Thierry Raynaud e Ga\u00ebtan Vourc&#8217;h<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Conceito, realiza\u00e7\u00e3o e cenografia:<\/strong>&nbsp;Philippe Quesne<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Textos originais:<\/strong>&nbsp;Laura Vazquez<strong><br \/>\nOutros textos<\/strong>&nbsp;em curso<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Figurinos e esculturas:<\/strong>&nbsp;Karine Marques Ferreira<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Cenografia colabora\u00e7\u00e3o:<\/strong>&nbsp;\u00c9lodie Dauguet<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Dramaturg:<\/strong>&nbsp;\u00c9ric Vautrin<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Assistente de dire\u00e7\u00e3o:<\/strong>&nbsp;Fran\u00e7ois-Xavier Rouyer<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Colabora\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica:<\/strong>&nbsp;Marc Chevillon<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Som:<\/strong>&nbsp;Janyves Co\u00efc<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Ilumina\u00e7\u00e3o:<\/strong>&nbsp;Jean-Baptiste Boutte<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>V\u00eddeo:<\/strong>&nbsp;Matthias Schnyder<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Acess\u00f3rios: <\/strong>Mathieu Dorsaz<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Dire\u00e7\u00e3o geral:<\/strong> Fran\u00e7ois Boulet e Martine Staerk<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Dire\u00e7\u00e3o de palco:<\/strong>&nbsp;Ewan Guichard<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Dire\u00e7\u00e3o de luz:<\/strong>&nbsp;Cassandre Colliard<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Design:<\/strong>&nbsp;Estelle Boul<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Constru\u00e7\u00e3o de cen\u00e1rios: <\/strong>Ateliers du Th\u00e9\u00e2tre Vidy-Lausanne<strong><br \/>\nProdu\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o:<\/strong> Judith Martin e Elizabeth Gay (Th\u00e9\u00e2tre Vidy-Lausanne)<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Produ\u00e7\u00e3o:<\/strong>&nbsp;Charlotte Kaminski (Vivarium Studio)<\/span><\/p>\n<\/div>\n<h3><span style=\"color: #000000;\">Produ\u00e7\u00e3o<\/span><\/h3>\n<div>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Produ\u00e7\u00e3o;<\/strong>&nbsp;Vivarium Studio, Th\u00e9\u00e2tre Vidy-Lausanne&nbsp;&nbsp;<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Co-produ\u00e7\u00e3o:<\/strong>&nbsp;Festival d&#8217;Avignon, Ruhrtriennale (Alemanha), Athens Epidaurus Festival, Tangente St. la Cultura de Amiens p\u00f3lo europeu de cria\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o, 2 Palcos Cena nacional de Besan\u00e7on, Centro dram\u00e1tico nacional (Espanha), MC93 Maison de la culture de Seine-Saint-Denis Bobigny, Maillon Theatre de Estrasburgo Cena europeia, Kampnagel (Hamburgo), Pr\u00f3ximo Festival (Lille-Kortrijk-Tournai e Valenciennes), Palco Nacional Carr\u00e9-Colonnes Bordeaux-M\u00e9tropole, Berliner Festspiele, Teatro Nacional e Sala de Concertos Taipei (Taiwan)<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Resid\u00eancias: <\/strong>FabricA do Festival d&#8217;Avignon, La Carri\u00e8re de Boulbon, Th\u00e9\u00e2tre Vidy-Lausanne<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Com o apoio<\/strong>&nbsp;da cidade de Boulbon<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Grava\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/strong><strong>em parceria<\/strong>&nbsp;com a ARTE&nbsp;<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Representa\u00e7\u00f5es em parceria<\/strong>&nbsp;com a France M\u00e9dias Monde&nbsp;<\/span><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Le Jardin des d\u00e9lices se manifesta exigente. 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