{"id":25015,"date":"2023-07-09T11:59:51","date_gmt":"2023-07-09T14:59:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=25015"},"modified":"2023-07-09T11:59:51","modified_gmt":"2023-07-09T14:59:51","slug":"a-encrenca-do-bem-estar-social-critica-do-espetaculo-welfare-festival-de-avignon","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/a-encrenca-do-bem-estar-social-critica-do-espetaculo-welfare-festival-de-avignon\/","title":{"rendered":"A encrenca do bem-estar social <\/br> Cr\u00edtica do espet\u00e1culo &#8220;Welfare&#8221; <\/br> Festival de Avignon"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_25016\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Ensaio-da-peca-Welfare.-Pascal-Victor-ArtComPress-via-Opale-Photo-e1688837487989.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-25016\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-25016\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Ensaio-da-peca-Welfare.-Pascal-Victor-ArtComPress-via-Opale-Photo-e1688837487989.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"394\"><\/a><p id=\"caption-attachment-25016\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #000000;\">Welfare , da diretora Julie Deliquet, abriu o Festival de Avignon no Cour d\u2019Honneur du Palais des Papes.&nbsp; Foto: Pascal Victor\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/span><\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_25017\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/346001_64a2959801458-scaled-e1688838351505.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-25017\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-25017\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/346001_64a2959801458-scaled-e1688838351505.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-25017\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #000000;\">Welfare. Foto: Christopge Raynaud de Lage\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/span><\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_25018\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/346004_64a296526d3b1-scaled-e1688838809730.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-25018\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-25018\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/346004_64a296526d3b1-scaled-e1688838809730.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-25018\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #000000;\">Welfare. Foto: Christopge Raynaud de Lage\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/span><\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #000000;\">&#8220;Qual \u00e9 a obriga\u00e7\u00e3o do Estado para com aqueles que n\u00e3o conseguem garantir a pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia?&#8221;, pergunta o cineasta norte-americano Frederick Wiseman no document\u00e1rio <em>Welfare<\/em>, filmado num escrit\u00f3rio de assist\u00eancia social de Nova York, em 1973. Cinquenta anos depois, a encenadora francesa Julie Deliquet refaz a quest\u00e3o na adapta\u00e7\u00e3o teatral do filme, de t\u00edtulo igual. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Welfare<\/em> abriu a 77\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Festival d&#8217;Avignon, na noite de quarta-feira (e segue at\u00e9 14 de julho), no Cour d&#8217;Honneur, o p\u00e1tio principal do Palais des Papes, ic\u00f4nico espa\u00e7o desse evento c\u00eanico franc\u00eas, que atrai espectadores de todo o mundo.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Welfare<\/em> \u00e9 um importante document\u00e1rio sobre o sistema de bem-estar social nos Estados Unidos da d\u00e9cada de 1970. N\u00e3o houve atualiza\u00e7\u00e3o do filme \u00e0 pe\u00e7a para os dias de hoje, mas s\u00e3o detectados pontos de converg\u00eancia com a prote\u00e7\u00e3o social na Fran\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Abrir o festival com explora\u00e7\u00e3o de n\u00f3 dif\u00edcil de desatar de algumas sociedades n\u00e3o deixa de ser uma ousadia do diretor do evento Tiago Rodrigues, portugu\u00eas que estreia no cargo nesta edi\u00e7\u00e3o. E \u00e9 muito interessante que seja a encena\u00e7\u00e3o de uma mulher a abrir Avignon, por toda compet\u00eancia, mas uma diretora. Porque ainda hoje o desequil\u00edbrio continua na ocupa\u00e7\u00e3o dos lugares de poder nas diversas atividades.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Antes da cena come\u00e7ar, a encenadora Julie Deliquet e o diretor Tiago Rodrigues ficaram \u00e0 frente do palco e pediram um minuto de sil\u00eancio em mem\u00f3ria de Nahel, rapaz de 17 anos, morto por um policial franc\u00eas durante uma blitz de tr\u00e2nsito em Nanterre, nos arredores de Paris, em junho. O sil\u00eancio \u201cgrita\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Vamos ao jogo. Quando entro de \u00faltima hora (porque s\u00f3 consegui o ingresso no \u00faltimo minuto), as cabanas j\u00e1 haviam sido fechadas e os atores estavam espalhados pelo enorme palco do Cour d&#8217;honneur. O cen\u00e1rio \u00e9 um gin\u00e1sio convertido em centro social, sem divis\u00f3ria. Que tipo de esporte a encenadora est\u00e1 propondo? O palco parece grande demais para a forma em que o jogo \u00e9 instalado. Durante as quase tr\u00eas horas de dura\u00e7\u00e3o, a luz da plateia fica acesa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">No palco, 15 excelentes atores ocupam duas posi\u00e7\u00f5es do confronto: benefici\u00e1rios sociais e funcion\u00e1rios do sistema. Mulheres e homens em situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza, os fracassados da sociedade capitalista, que aguardam atendimento num centro de assist\u00eancia social em NY no \u00faltimo dia antes das f\u00e9rias de 1973.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Todos transitam nessa cena a exigir migalhas para n\u00e3o morrer e exp\u00f5em circunst\u00e2ncias desesperadoras. Uma m\u00e3e de quatro filhos, gr\u00e1vida do quinto, demanda cheque-aux\u00edlio; uma velha com o marido hospitalizado; um cara que saiu da pris\u00e3o; um casal com defici\u00eancia que n\u00e3o consegue trabalhar; um velho que perdeu o emprego ap\u00f3s uma cirurgia; e por a\u00ed vai. S\u00e3o pessoas quebradas, economicamente miser\u00e1veis, que tentam se agarrar ao servi\u00e7o de bem-estar para n\u00e3o sucumbir.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">De um lado esses indigentes com urg\u00eancias inadi\u00e1veis, a comida, o aluguel, a doen\u00e7a. Do outro, os representantes do baixo escal\u00e3o da seguridade \u2013 inclusive um sargento da seguran\u00e7a que sofre racismo por parte de um usu\u00e1rio da seguridade -, que, \u00e0s vezes, mostram boa-vontade em resolver os problemas, mas assumem o papel burocr\u00e1tico nos embates travados, na passagem do problema para outro funcion\u00e1rio, na constata\u00e7\u00e3o &#8220;\u00e9 complicado&#8221;, &#8220;n\u00e3o foi poss\u00edvel&#8221;, etc. A pe\u00e7a aproxima-se dos enredos kafkianos, da burocracia da Fran\u00e7a, das ag\u00eancias do INSS.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Chamou aten\u00e7\u00e3o a escolha do elenco, esses corpos no palco, grandes e pequenos, negros, n\u00e3o brancos e pouco brancos. Isso diz sobre as escolhas da encenadora Julie Deliquet, diretora do Centro Dram\u00e1tico Nacional de Saint-Denis desde mar\u00e7o de 2020.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A clivagem entre pobres, que est\u00e3o no palco, e ricos, que est\u00e3o fora desse plat\u00f4, aciona algum mecanismo de inc\u00f4modo. A classe com poder est\u00e1 ausente, mas assombra.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Aquelas figuras no limite de perderem a dignidade repetem a mesma hist\u00f3ria e quanto mais distantes forem os ouvidos de quem escuta, mais enfadonhos ficam esses falat\u00f3rios. \u00c9 uma ladainha s\u00f3, sem horizonte de cessar o tormento. As narrativas se repetem com pequenas varia\u00e7\u00f5es. Um exagero aqui, uma poss\u00edvel mentira acol\u00e1. Sem \u00e1pice, praticamente numa monotonia dram\u00e1tica. A cena n\u00e3o desperta entusiasmo. Quase um looping. Se a ideia era exasperar, conseguiu, nesse fluxo cont\u00ednuo.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Muita gente saiu durante a apresenta\u00e7\u00e3o. Esse desconforto que gerou o movimento de sa\u00edda da plateia \u00e9 apenas uma rea\u00e7\u00e3o \u00e0 forma iterativa da est\u00e9tica do palco? Parece-me que sim e n\u00e3o. As escolhas da diretora<\/span><span style=\"color: #000000;\"> Julie Deliquet investem numa tens\u00e3o interna entre os dois campos, exploram o humor c\u00e1ustico nos depoimentos dos demandantes. E deixam evidente que os dois lados perdem nessa partida. Pois, no caso desses dois grupos, eles n\u00e3o est\u00e3o t\u00e3o distantes nos seus lugares sociais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Duas cenas quebram a monotonia da repeti\u00e7\u00e3o das hist\u00f3rias: o jogo de basquete entre o guarda e um dos demandantes e a m\u00fasica executada ao vivo nessa esp\u00e9cie de intervalo do atendimento da reparti\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">No final, n\u00e3o h\u00e1 solu\u00e7\u00f5es m\u00e1gicas ou deus ex machina para quebrar o mecanismo do aparato administrativo massacrante. O capitalismo fabrica seus jogos insol\u00faveis.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_25022\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/345995_64a2931b43df3-scaled-e1688839888436.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-25022\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-25022\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/345995_64a2931b43df3-scaled-e1688839888436.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-25022\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #000000;\">Welfare. Foto: Christopge Raynaud de Lage\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/span><\/p><\/div>\n<h3><span style=\"text-decoration: underline;\"><span style=\"color: #000000; text-decoration: underline;\">Ficha t\u00e9cnica:<\/span><\/span><\/h3>\n<div>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Com <\/strong>Julie Andr\u00e9 (Elaine Silver) Astrid Bayiha (Mme Turner) \u00c9ric Charon (Larry Rivera) Salif Cisse (Jason Harris) Aleksandra de Cizancourt (Elzbieta Zimmerman) \u00c9velyne Didi (Mme Gaskin) Olivier Faliez (Noel Garcia) Vincent Garanger (M. Cooper) Zakariya Gouram (M. Hirsch) Nama Keita (Mlle Gaskin) Mexianu Medenou (Lenny Fox) Marie Payen (Valerie Johnson) Agn\u00e8s Ramy (Roz Bates) David Seigneur (Sam Ross) e Thibault Perriard (John Sullivan, m\u00fasico)<strong><br \/>\nBaseado no filme de <\/strong>Frederick Wiseman<strong><br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o: <\/strong>Marie-Pierre Duhamel Muller<strong><br \/>\nEncena\u00e7\u00e3o:<\/strong>&nbsp;Julie Deliquet<strong><br \/>\nAdapta\u00e7\u00e3o c\u00eanica: <\/strong>Julie Andr\u00e9, Julie Deliquet, Florence Seyvos<strong><br \/>\nColabora\u00e7\u00e3o art\u00edstica:<\/strong>&nbsp;Anne Barbot, Pascale Fournier<strong><br \/>\nCenografia: <\/strong>Julie Deliquet, Zo\u00e9 Pautet<strong><br \/>\nLuz: <\/strong>Vyara Stefanova<strong><br \/>\nM\u00fasica: <\/strong>Thibault Perriard<strong><br \/>\nFigurino: <\/strong>Julie Scobeltzine<strong><br \/>\nMarionete: <\/strong>Carole Allemand<strong><br \/>\nAssistente de figurino:<\/strong>&nbsp;Marion Duvinage<strong><br \/>\nCamareira:<\/strong>&nbsp;Nelly Geyres<strong><br \/>\nAdere\u00e7os <\/strong>Fran\u00e7ois Sall\u00e9, Bertrand Sombsthay, Wilfrid Dulouart, Fr\u00e9d\u00e9ric Gillmann, Anouk Savoy &#8211; Atelier du Th\u00e9\u00e2tre G\u00e9rard Philipe Centre dramatique national de Saint-Denis<strong><br \/>\nOpera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica geral:<\/strong>&nbsp;Pascal Gallepe<strong><br \/>\nDiretor de palco: <\/strong>Bertrand Sombsthay<strong><br \/>\nOperador de luz: <\/strong>Jean-Gabriel Valot<strong><br \/>\nOperador de som: <\/strong>Pierre De Cintaz<strong><br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o para o ingl\u00eas para legendagem: <\/strong>Panthea<\/span><br \/>\n<strong>Produ\u00e7\u00e3o: <\/strong>Th\u00e9\u00e2tre G\u00e9rard Philipe CDN de Saint-Denis<br \/>\n<strong>Coprodu\u00e7\u00e3o: <\/strong>Festival d\u2019Avignon, Com\u00e9die CDN de Reims, Th\u00e9\u00e2tre Dijon Bourgogne CDN, Com\u00e9die de Gen\u00e8ve, La Coursive Sc\u00e8ne nationale de La Rochelle, Le Quartz Sc\u00e8ne nationale de Brest, Th\u00e9\u00e2tre de l\u2019Union CDN du Limousin, L\u2019Archipel Sc\u00e8ne nationale de Perpignan, La Passerelle Sc\u00e8ne nationale de Saint-Brieuc, CDN Orl\u00e9ans Centre-Val de Loire, Les C\u00e9lestins Th\u00e9\u00e2tre de Lyon, Cercle des partenaires du TGP Avec le soutien du Groupe TSF, VINCI Autoroutes, The Pershing Square Foundation, The Laura Pels International Foundation for Theater, Alios D\u00e9veloppement, FACE Contemporary Theater, un programme de la Villa Albertine et FACE Foundation en partenariat avec l\u2019Ambassade de France aux \u00c9tats-Unis, King\u2019s Fountain, Fonds de Dotation Ambition Saint-Denis, R\u00e9gion \u00cele-de-France, Conseil d\u00e9partemental de la Seine-Saint-Denis et pour la 77e \u00e9dition du Festival d\u2019Avignon : Fondation Ammodo et Spedidam<strong><br \/>\nResid\u00eancia:<\/strong>&nbsp;La FabricA du Festival d\u2019Avignon<strong><br \/>\nGrava\u00e7\u00e3o em parceria:<\/strong>&nbsp;France T\u00e9l\u00e9visions<strong><br \/>\nCom o apoio de:<\/strong>&nbsp;l\u2019Onda pour l\u2019audiodescription<strong><br \/>\n<\/strong>Les films de Frederick Wiseman sont produits par Zipporah Films.<strong><br \/>\n<\/strong><b>Agradecimentos: <\/b>Patrick Braouezec, Pauline Legros, Anna Genet, Samuel J\u00e9r\u00f4me&#8211;Bourgeois, Lucile Mi\u00e8ge, Odile et G\u00e9rard Haudebert, Madame Legal et l\u2019\u00e9quipe de l\u2019\u00e9cole Vaucanson de Paris, les \u00e9l\u00e8ves et les enseignants des \u00e9coles L\u2019Estr\u00e9e, Louis Bl\u00e9riot et Jules Vall\u00e8s de Saint-Denis, le gymnase Maurice Bacquet de Saint- Denis, Pauline MacEachran, Benjamin Larsimont et l\u2019\u00e9quipe du 110 Centre socioculturel coop\u00e9ratif de Saint-Denis, Marie Potiron et Mandela, Maty Diallo- Ouedda, Moussa Diallo-Ouedda, Keyah Ido-Benisty et N\u00e9handa Ido-Benisty, Julien Gidoin<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em mem\u00f3ria de Marie-Pierre Duhamel Muller<\/span><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &#8220;Qual \u00e9 a obriga\u00e7\u00e3o do Estado para com aqueles que n\u00e3o conseguem garantir a pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia?&#8221;, pergunta o cineasta norte-americano Frederick Wiseman no document\u00e1rio Welfare, filmado num escrit\u00f3rio de assist\u00eancia social de Nova York, em 1973. 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