{"id":24962,"date":"2023-05-09T17:43:21","date_gmt":"2023-05-09T20:43:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=24962"},"modified":"2023-05-10T09:06:18","modified_gmt":"2023-05-10T12:06:18","slug":"poesia-e-dramaturgia-tentativa-e-esperanca-de-vida-critica-do-espetaculo-miro-estudo-no2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/poesia-e-dramaturgia-tentativa-e-esperanca-de-vida-critica-do-espetaculo-miro-estudo-no2\/","title":{"rendered":"Poesia e dramaturgia, tentativa e esperan\u00e7a de vida <\/br> Cr\u00edtica do espet\u00e1culo Mir\u00f3: Estudo n\u00ba2"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_24967\" style=\"width: 2570px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/poesia-e-dramaturgia-tentativa-e-esperanca-de-vida-critica-do-espetaculo-miro-estudo-no2\/miro-_-estudo-no-2_fotos_-joao-maria-silva-jr_01\/\" rel=\"attachment wp-att-24967\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-24967\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-24967 size-full\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_01-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"2560\" height=\"1707\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_01-scaled.jpg 2560w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_01-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_01-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_01-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_01-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_01-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_01-624x416.jpg 624w\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-24967\" class=\"wp-caption-text\">Mir\u00f3: Estudo n\u00ba2, do grupo Magiluth. Foto: Jo\u00e3o Maria Silva Jr<\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/logo-arquipe\u0301lago--e1669689165758.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-24736 alignleft\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/logo-arquipe\u0301lago--e1669689165758.png\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"84\"><\/a>&#8211; Pr\u00e9dios n\u00e3o caem. Pr\u00e9dios s\u00e3o demolidos.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma das falas-s\u00edntese do espet\u00e1culo <em>Mir\u00f3: Estudo n\u00ba2<\/em>, do grupo Magiluth. Na noite de 27 de abril, cerca de trinta ou quarenta minutos depois que a pe\u00e7a havia terminado na Avenida Paulista, em S\u00e3o Paulo, mais um pr\u00e9dio caia na Regi\u00e3o Metropolitana do Recife. Seis pessoas morreram e cinco ficaram feridas, entre elas uma mulher de 32 anos, e sua filha, uma adolescente de 16 anos. Os corpos foram encontrados abra\u00e7ados debaixo dos escombros.<\/p>\n<p>O edif\u00edcio Leme, no bairro de Jardim Atl\u00e2ntico, em Olinda, era do tipo caix\u00e3o, possu\u00eda 16 apartamentos e estava condenado desde o ano 2000. Como n\u00e3o tinha sido demolido, o pr\u00e9dio acabou ocupado. O jornal Folha de Pernambuco publicou que, de acordo com a Defesa Civil de Olinda, a cidade tem 110 im\u00f3veis com risco iminente de desabamento, todos pr\u00e9dios do tipo caix\u00e3o que, como explicam as mat\u00e9rias de jornal, s\u00e3o edif\u00edcios constru\u00eddos com uma t\u00e9cnica de alvenaria na qual as paredes fazem a fun\u00e7\u00e3o de sustenta\u00e7\u00e3o da estrutura, sem que vigas ou pilares sejam utilizados.<\/p>\n<p>Os 70 pr\u00e9dios do Conjunto Muribeca, em Jaboat\u00e3o dos Guararapes, tamb\u00e9m Regi\u00e3o Metropolitana do Recife, eram desse tipo. Como refor\u00e7a o texto do espet\u00e1culo do Magiluth, foram constru\u00eddos com recursos do antigo BNH, Banco Nacional da Habita\u00e7\u00e3o. Em 1995, um dos pr\u00e9dios foi interditado pela Defesa Civil por conta de rachaduras. Em 2005, todos os blocos foram interditados.<\/p>\n<p>Muribeca d\u00e1 nome ao conjunto habitacional, ao bairro em Jaboat\u00e3o dos Guararapes, ao lix\u00e3o desativado em 2009, que era o maior aterro sanit\u00e1rio de Pernambuco (\u201co sonho da casa pr\u00f3pria ali, lado a lado com o lix\u00e3o\u201d, diz mais ou menos assim a dramaturgia do Magiluth), e ao poeta Mir\u00f3, Mir\u00f3 da Muribeca.<\/p>\n<p>Mir\u00f3 da Muribeca (1960-2022), Jo\u00e3o Fl\u00e1vio Cordeiro da Silva, era uma figura ic\u00f4nica do Recife. Era orgulhoso de viver de sua poesia. Ele pr\u00f3prio vendia seus livros e performava de um jeito \u00fanico os poemas \u2013 sobre a cidade, o cotidiano, os problemas sociais, os encontros, os amores, o que poderia at\u00e9 ser considerado banal e, a partir do olhar de Mir\u00f3, da sua elabora\u00e7\u00e3o, escrita e enuncia\u00e7\u00e3o, ganhava forma e relev\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Mir\u00f3 morreu em 2022 em decorr\u00eancia de um c\u00e2ncer, mas tamb\u00e9m era alco\u00f3latra.<\/p>\n<div id=\"attachment_24968\" style=\"width: 2570px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/poesia-e-dramaturgia-tentativa-e-esperanca-de-vida-critica-do-espetaculo-miro-estudo-no2\/miro-_-estudo-no-2_fotos_-joao-maria-silva-jr_03\/\" rel=\"attachment wp-att-24968\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-24968\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-24968 size-full\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_03-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"2560\" height=\"1707\"><\/a><p id=\"caption-attachment-24968\" class=\"wp-caption-text\">Giordano Castro, Erivaldo Oliveira e Bruno Parmera. Foto: Jo\u00e3o Maria Silva Jr.<\/p><\/div>\n<p>E foi a partir dessa pessoa que o Magiluth enveredou na cria\u00e7\u00e3o de mais uma pe\u00e7a, num processo que tamb\u00e9m se debru\u00e7a sobre o teatro, o of\u00edcio, o como fazer. Em <em>Estudo n\u00ba 1: Morte e Vida<\/em> (2022), a partir de <em>Morte e Vida Severina<\/em>, de Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto, a pergunta que disparava a encena\u00e7\u00e3o era \u201ccomo montar uma pe\u00e7a?\u201d. Agora, o grupo se questiona \u201ccomo fazer uma personagem?\u201d.<\/p>\n<p>Essa pergunta \u00e9 apresentada logo no in\u00edcio da pe\u00e7a e, a partir dela, discuss\u00f5es e possibilidades v\u00e3o sendo compartilhadas com o p\u00fablico. Mir\u00f3 \u00e9 uma pessoa ou uma personagem? O que \u00e9 um protagonista? Um antagonista? Um coadjuvante? Figurantes? Elenco de apoio? E outras interroga\u00e7\u00f5es v\u00e3o ecoando puxadas pela provoca\u00e7\u00e3o inicial: quando estava performando, Mir\u00f3 era personagem? E n\u00f3s, quando somos personagens? S\u00f3 no v\u00eddeo para as redes sociais?<\/p>\n<p>Para al\u00e9m das defini\u00e7\u00f5es que enveredam pelas artes da cena, que podemos falar daqui a pouco, as fric\u00e7\u00f5es mais interessantes se d\u00e3o quando esses conceitos tensionam as quest\u00f5es sociais alinhavadas pela dramaturgia.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o que desencadeou a escrita de um dos primeiros poemas de Mir\u00f3, por exemplo, \u00e9 trazida ao palco: uma abordagem policial a cinco jovens que estavam a caminho do Centro do Recife. Dali viria <em>Quatro horas e um minuto<\/em>*, poema publicado em seu primeiro livro, <em>Quem descobriu o azul anil?<\/em>:<\/p>\n<p>quatro horas<br \/>\nquatro \u00f4nibus<br \/>\nlevando vinte e quatro<br \/>\npessoas<br \/>\ntristonhas e solit\u00e1rias<\/p>\n<p>quatro horas e um minuto<br \/>\nacendi um cigarro<br \/>\ne a cidade pegou fogo<\/p>\n<p>cinco horas<br \/>\ncinco soldados<br \/>\nespancando cinco pivetes<br \/>\nfilhos sem pai e<br \/>\n\u00f3rf\u00e3os de p\u00e3o<\/p>\n<p>seis horas<br \/>\no Recife reza<br \/>\ne eu voando<br \/>\npra ver Maria<\/p>\n<p>(Quatro horas e um minuto)<\/p>\n<p>Na cena criada pelo Magiluth, os cinco jovens do bairro dos Coelhos, na periferia do Recife, est\u00e3o andando e tirando onda pela rua at\u00e9 que um deles \u00e9 abordado por um policial: \u201cT\u00e1 rindo do qu\u00ea, boy?\u201d. A pergunta \u00e9 seguida por um tapa.<\/p>\n<p>Quando esses jovens se tornam protagonistas? De que forma eles s\u00e3o protagonistas? Qual a diferen\u00e7a entre um Jo\u00e3o \u201cdos Coelhos\u201d e um Jo\u00e3o? Entre um Jo\u00e3o da Muribeca e um Jo\u00e3o de Casa Forte? Jo\u00e3o de Casa Forte precisa ser nomeado? Quais outras estruturas podem servir para nomear Jo\u00e3o de Casa Forte? O col\u00e9gio Santa Maria ou o Mackenzie, por exemplo, servem a esse prop\u00f3sito? Por outro lado, quais estruturas inexistem na constru\u00e7\u00e3o do Jo\u00e3o da Muribeca, dos Coelhos, do Jardim Romano, de S\u00e3o Miguel Paulista? Um poeta marginal pode ser protagonista?<\/p>\n<p>Um dos trunfos do Magiluth em <em>Estudo n\u00ba2<\/em> \u00e9 a engenhosidade na constru\u00e7\u00e3o da dramaturgia. Poesia virou texto de teatro. Foi cortada, recortada, mudou de lugar, outros textos foram acrescentados, mas a poesia est\u00e1 l\u00e1. A obra de Mir\u00f3 est\u00e1 l\u00e1, adaptada ao teatro de um jeito imbricado, sem come\u00e7o, meio ou fim, sem delimita\u00e7\u00f5es, invadindo todos os espa\u00e7os no palco e espraiada.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, n\u00e3o h\u00e1 uma tentativa de fazer uma pe\u00e7a biogr\u00e1fica ou documental, apesar de alguns elementos biogr\u00e1ficos e documentais nos ajudarem a ter pistas dessa pessoa-personagem, como alguns depoimentos de vizinhos de Mir\u00f3. Mas n\u00e3o h\u00e1 muitas explica\u00e7\u00f5es \u2013 por exemplo: em nenhum momento o grupo conta que a cena desses jovens virou um dos primeiros poemas de Mir\u00f3. Ela apenas est\u00e1, existe, como dramaturgia e poesia, sem a necessidade de muitas explica\u00e7\u00f5es, a pr\u00f3pria cena dando conta do seu contexto.<\/p>\n<p>Depois de um pr\u00f3logo estendido, guiado pela pergunta sobre como fazer uma personagem, o Magiluth exp\u00f5e as suas escolhas para levar Mir\u00f3 personagem ao teatro. E essas escolhas, ao que me parece, carregam certo ineditismo na trajet\u00f3ria do grupo. O que o espectador acompanha \u00e9 quase um processo de simbiose entre Erivaldo Oliveira, ator protagonista que interpreta Mir\u00f3, e o poeta. Desde a dramaturgia, quando as fotos de Erivaldo se misturam \u00e0s refer\u00eancias de Mir\u00f3. Qual o nome da m\u00e3e de Erivaldo mesmo? E do poeta? Quem \u00e9 filho \u00fanico? Quem tem muitos irm\u00e3os? Os dois perderam as suas m\u00e3es e esse buraco impactou a vida dos dois, talvez com pesos diferentes.<\/p>\n<p>E essa constru\u00e7\u00e3o vai alcan\u00e7ando de mansinho a cena \u2013 o conhaque que Erivaldo bebe repetidas vezes, a imagem da Muribeca na proje\u00e7\u00e3o do tel\u00e3o \u2013 e o corpo do ator, que \u00e9 primeiro Erivaldo, personagem de si mesmo no palco, e vai aos poucos mimetizando Mir\u00f3. Que imita o seu jeito de andar, de abrir os bra\u00e7os, de se expressar, que carrega a guia no pesco\u00e7o com o dorso nu. At\u00e9 que Erivaldo e Mir\u00f3 s\u00e3o um e s\u00e3o m\u00faltiplos: ator-personagem no palco, poeta-performer no v\u00eddeo.<\/p>\n<p>N\u00e3o tem como n\u00e3o exaltar o trabalho de Erivaldo Oliveira como ator em Mir\u00f3. Principalmente para quem, como eu, acompanho o trabalho do grupo h\u00e1 muito tempo. Como quase tudo na vida, o trabalho do ator tamb\u00e9m \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o. Treino, repeti\u00e7\u00e3o, aperfei\u00e7oamento, faz de novo e novo. Uma das palavras-s\u00edntese para Magiluth \u00e9 processo. Em <em> Mir\u00f3<\/em> est\u00e3o o Erivaldo de<em> Vi\u00fava, por\u00e9m honesta<\/em> (2012) e da m\u00e3e fabulosa que ele ergueu em <em>Apenas o fim do mundo<\/em> (2019) e que tinha uma cena inesquec\u00edvel com o Luiz de Pedro Wagner. Erivaldo tem mapeado Mir\u00f3 em sua consci\u00eancia, em seu corpo, ora ao se conter, ora ao se expandir.<\/p>\n<p>A cena em que se banha \u00e9 como um nascimento, um batismo, um banho de mar no chuveiro, a cura para o porre de realidade e conhaque e, ao mesmo tempo, uma ode ao que pode vir. As liga\u00e7\u00f5es que faz aos poetas amigos, Wellington (Wellington de Melo), Cida (Cida Pedrosa) e Wilson (Wilson Freire), revelam a dor e os dramas internos do poeta-pessoa-personagem em cenas tristes e lindas.<a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/poesia-e-dramaturgia-tentativa-e-esperanca-de-vida-critica-do-espetaculo-miro-estudo-no2\/miro-_-estudo-no-2_fotos_-joao-maria-silva-jr_07\/\" rel=\"attachment wp-att-24969\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-24969\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_07-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"2560\" height=\"1707\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_07-scaled.jpg 2560w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_07-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_07-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_07-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_07-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_07-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_07-624x416.jpg 624w\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Mas, como disse, a escolha me parece in\u00e9dita ao grupo: levar uma personagem real \u00e0 cena mimetizada. Interpret\u00e1-la de tal modo que o p\u00fablico possa se impressionar com as semelhan\u00e7as entre ator e pessoa-personagem.<\/p>\n<p>De outro modo, os polos colocados em cena quando o grupo apresenta, de um lado, a constru\u00e7\u00e3o de uma personagem dram\u00e1tica, de modo tradicional, com caracteriza\u00e7\u00f5es, como na cena de Giordano Castro; e de outro, o ator mais cru, que segue a sua intui\u00e7\u00e3o, \u00e9 personagem de si mesmo, como na cena de Bruno Parmera, tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o escolhas recorrentes do grupo ao longo do seu repert\u00f3rio.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/poesia-e-dramaturgia-tentativa-e-esperanca-de-vida-critica-do-espetaculo-miro-estudo-no2\/miro-_-estudo-no-2_fotos_-joao-maria-silva-jr_05\/\" rel=\"attachment wp-att-24970\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-24970\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_05-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"2560\" height=\"1707\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/poesia-e-dramaturgia-tentativa-e-esperanca-de-vida-critica-do-espetaculo-miro-estudo-no2\/miro-_-estudo-no-2_fotos_-joao-maria-silva-jr_06\/\" rel=\"attachment wp-att-24971\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-24971\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_06-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"2560\" height=\"1707\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_06-scaled.jpg 2560w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_06-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_06-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_06-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_06-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_06-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_06-624x416.jpg 624w\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O Magiluth geralmente vai por outro caminho, o do ator-performer que n\u00e3o est\u00e1 necessariamente interessado em mimetiza\u00e7\u00f5es, que ajudou a construir uma dramaturgia em sala de ensaio e, a partir do texto, das a\u00e7\u00f5es propostas e do corpo consegue estabelecer um estado de presen\u00e7a que alcan\u00e7a o espectador. Um estado de presen\u00e7a que, do palco, idealmente, integra o espectador \u00e0 encena\u00e7\u00e3o. E o mais interessante no grupo \u00e9 que esse estado, essa energia que os atores v\u00e3o erguendo em cena, se d\u00e1 no coletivo, no jogo e na intera\u00e7\u00e3o entre aqueles atores, como se um puxasse e mobilizasse o outro at\u00e9 o lugar que desejam alcan\u00e7ar, todos juntos.<\/p>\n<p>E essa \u00e9 uma das quebras em <em>Mir\u00f3: Estudo n\u00ba2<\/em>. Esse estado de presen\u00e7a coletivo, do modo como ele acontece em outras encena\u00e7\u00f5es, como <em>O ano em que sonhamos perigosamente <\/em>(2015), <em>Dinamarca<\/em> (2017) e <em>Estudo n\u00ba1: Morte e Vida<\/em>, por exemplo, n\u00e3o se estabelece da mesma maneira. O protagonismo, neste caso, tamb\u00e9m est\u00e1 relacionado \u00e0 presen\u00e7a. Ent\u00e3o, na maior parte do tempo, essa linha de for\u00e7as est\u00e1 desnivelada. \u00c9 um dem\u00e9rito do espet\u00e1culo? N\u00e3o, \u00e9 apenas um modo diverso de colocar as pe\u00e7as no tabuleiro da encena\u00e7\u00e3o e uma experi\u00eancia diferente na trajet\u00f3ria do grupo.<\/p>\n<p>Um dos momentos em que essa energia est\u00e1 um pouco mais equilibrada, embora em n\u00edveis menores de for\u00e7a, \u00e9 quando os atores voltam ao procedimento recorrente de cria\u00e7\u00e3o de cenas curtas, que se desenrolam como um jogo, e incorporam refer\u00eancias e cita\u00e7\u00f5es de trabalhos anteriores. Se, como disse, processo \u00e9 palavra-s\u00edntese do Magiluth, essas cenas s\u00e3o antropofagia. Olhar para si mesmo, para o mundo, voltar ao que foi, trazer coisas novas, acrescentar camadas de significa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por exemplo: pelo menos desde <em>O ano em que sonhamos perigosamente <\/em>(ou talvez desde <em>Aquilo que o meu olhar guardou para voc\u00ea<\/em>, 2012) o grupo traz \u00e0 cena questionamentos sobre a ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o urbano e a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria. Em <em>Mir\u00f3<\/em>, os di\u00e1logos entre um engenheiro e um aprendiz, Giordano Castro e Bruno Parmera, sobre as especificidades na constru\u00e7\u00e3o de um conjunto habitacional explicitam o descaso com o direito \u00e0 moradia digna diante da sanha capitalista de construtores \u2013 aqueles da mesma laia dos que est\u00e3o erguendo n\u00e3o sei quantas torres no Cais Jos\u00e9 Estelita, no Recife. Se antes o grito desesperado chamava por Stella, de <em>Um bonde chamado desejo<\/em>, em <em>O ano em que sonhamos perigosamente<\/em>, agora chama por Norma.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>domingo era o dia mais feliz<br \/>\nantes de norma beijar um outro na boca<\/p>\n<p>(Onde estar\u00e1 Norma?)<\/p>\n<p>O casal de <em>Todas as hist\u00f3rias poss\u00edveis<\/em>, experimento criado durante o isolamento social provocado pela pandemia de covid-19, aquele que se forma despretensiosamente e depois ganha a chave da casa do outro, recebe um \u00e1udio dizendo o que tem na geladeira e um convite para que fique \u00e0 vontade, se sinta em casa, pode ser o mesmo casal que passa 22 anos juntos em <em>Mir\u00f3<\/em> e depois n\u00e3o consegue imaginar a vida sem o outro?<\/p>\n<p>estou pronto<br \/>\neu tamb\u00e9m<br \/>\nforam<br \/>\ndeixando para tr\u00e1s 22 anos juntos<br \/>\nnaquele apartamento<br \/>\ndentro do elevador nenhuma palavra<br \/>\nt\u00e9rreo<br \/>\nagora teriam 22 mil ruas para seguir<br \/>\nseguiram<\/p>\n<p>nenhum dos 2 sabia pra onde<\/p>\n<p>(Separa\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p>O morto, que \u201c\u00e9 bom porque a gente deixa ele l\u00e1, no lugar, e quando volta ele t\u00e1 l\u00e1, igual, na mesma posi\u00e7\u00e3o\u201d e que a gente coloca \u201cflores por cima para esconder o cad\u00e1ver\u201d, de <em>O ano em que sonhamos perigosamente<\/em>, aquele que morre de exausta\u00e7\u00e3o pela precariza\u00e7\u00e3o do trabalho em <em>Estudo n\u00ba1: Morte e vida<\/em> e permanece l\u00e1, no mesmo lugar, at\u00e9 o fim da pe\u00e7a, talvez aqui haja esperan\u00e7a, talvez ele n\u00e3o tenha morrido, cancelem o coveiro. O cora\u00e7\u00e3o ainda bate.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>ele pensou que agora estava<br \/>\ndefinitivamente morto<br \/>\nquando o legista disse:<br \/>\nn\u00e3o<br \/>\nn\u00e3o levem agora<br \/>\no cora\u00e7\u00e3o ainda bate<br \/>\n(&#8230;)<\/p>\n<p>(Muita hora nessa calma)<\/p>\n<p><em>Mir\u00f3<\/em> talvez seja a resposta mais imediata e ainda um pouco crua e, por isso t\u00e3o verdadeira e bonita, ao que estamos vivendo. A resposta e a contribui\u00e7\u00e3o do Magiluth, porque \u00e9 o que eles sabem fazer, continuar fazendo teatro, mesmo que o mundo l\u00e1 fora esteja acabando como foi em <em>O ano&#8230;<\/em> ou nos experimentos durante a pandemia. Se, como dizem na dramaturgia, tentativa \u00e9 a palavra mais importante no espet\u00e1culo, n\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m uma das que mais fazem sentido hoje? Se vivenciamos tantas mortes, se perdemos Mir\u00f3, como trabalhamos esse luto coletivamente, fazemos viva a sua obra e o seu legado, e entregamos juntos beleza e arte? A cidade pega fogo h\u00e1 bastante tempo. Foi o cigarro que eu acendi? Que acendemos juntos e n\u00e3o soubemos como apagar? Agora \u00e9 hora de voltar a construir a cidade, oxal\u00e1 sobre bases mais s\u00f3lidas.<\/p>\n<p>*Os poemas ao longo do texto n\u00e3o necessariamente s\u00e3o citados na \u00edntegra no espet\u00e1culo.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Ficha T\u00e9cnica:<\/strong><\/span><br \/>\n<em>Mir\u00f3: Estudo n\u00ba2<\/em>, do grupo Magiluth<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o:<\/strong> Grupo Magiluth<br \/>\n<strong>Dramaturgia:<\/strong> Grupo Magiluth<br \/>\n<strong>Atores: <\/strong>Bruno Parmera, Erivaldo Oliveira e Giordano Castro<br \/>\n<strong>Stand in:<\/strong> M\u00e1rio Sergio Cabral e Lucas Torres<br \/>\n<strong>Fotografia:<\/strong> Ashlley Melo<br \/>\n<strong>Design gr\u00e1fico:<\/strong> Bruno Parmera<br \/>\n<strong>Colabora\u00e7\u00e3o:<\/strong> Grace Pass\u00f4, Kenia Dias, Anna Carolina Nogueira e Luiz Fernando Marques<br \/>\n<strong>Realiza\u00e7\u00e3o:<\/strong> Grupo Magiluth<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Servi\u00e7o:<\/strong><\/span><br \/>\n<em>Mir\u00f3: Estudo n\u00ba2<\/em><br \/>\n<strong>Quando: <\/strong>9 de maio, ter\u00e7a-feira, \u00e0s 20h, no Teatro de Santa Isabel (ingressos esgotados)<br \/>\n13, 14, 20 e 21 de maio, s\u00e1bado e domingo, \u00e0s 19h, no Teatro Apolo (ingressos \u00e0 venda)<br \/>\n<strong>Quanto:<\/strong> R$ 40 e R$ 20 (meia-entrada), \u00e0 venda no <a href=\"https:\/\/www.sympla.com.br\/produtor\/grupomagiluth\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Sympla<\/a><\/p>\n<p><em>Estudo n\u00ba1: Morte e Vida<\/em><br \/>\n<strong>Quando<\/strong>: 16, 17, 18 e 19 de maio, \u00e0s 20h, no Teatro Hermilo Borba Filho<br \/>\n<strong>Quanto:<\/strong> R$ 40 e R$ 20 (meia-entrada), \u00e0 venda no <a href=\"https:\/\/www.sympla.com.br\/produtor\/grupomagiluth\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Sympla<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/poesia-e-dramaturgia-tentativa-e-esperanca-de-vida-critica-do-espetaculo-miro-estudo-no2\/miro-_-estudo-no-2_fotos_-joao-maria-silva-jr_012\/\" rel=\"attachment wp-att-24972\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-24972\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_012-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"2560\" height=\"1707\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_012-scaled.jpg 2560w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_012-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_012-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_012-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_012-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_012-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Miro-_-Estudo-no-2_Fotos_-Joao-Maria-Silva-Jr_012-624x416.jpg 624w\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/a><\/p>\n<h2>Este texto integra o&nbsp;<strong><em><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/projeto-arquipelago\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">projeto arquip\u00e9lago<\/a>&nbsp;<\/em><\/strong>de fomento \u00e0 cr\u00edtica, com apoio da&nbsp;<strong><a href=\"http:\/\/corporastreado.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Corpo Rastreado<\/a>.<\/strong><\/h2>\n<div id=\"attachment_24715\" class=\"wp-caption alignnone\">\n<p><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/WhatsApp-Image-2022-11-09-at-18.21.49-e1668113284702.jpeg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-24715 size-full\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/WhatsApp-Image-2022-11-09-at-18.21.49-e1669690492534.jpeg\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/WhatsApp-Image-2022-11-09-at-18.21.49-e1669690492534.jpeg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/WhatsApp-Image-2022-11-09-at-18.21.49-e1669690492534-300x105.jpeg 300w\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"210\" aria-describedby=\"caption-attachment-24715\"><\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8211; Pr\u00e9dios n\u00e3o caem. Pr\u00e9dios s\u00e3o demolidos. Essa \u00e9 uma das falas-s\u00edntese do espet\u00e1culo Mir\u00f3: Estudo n\u00ba2, do grupo Magiluth. Na noite de 27 de abril, cerca de trinta ou quarenta minutos depois que a pe\u00e7a havia terminado na Avenida Paulista, em S\u00e3o Paulo, mais um pr\u00e9dio caia na Regi\u00e3o Metropolitana do Recife. Seis pessoas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[1],"tags":[5251,1615,4316,606,6122,304,301,548,7435,7433,4003],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24962"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24962"}],"version-history":[{"count":17,"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24962\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24986,"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24962\/revisions\/24986"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24962"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24962"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24962"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}