{"id":24816,"date":"2023-01-31T11:33:46","date_gmt":"2023-01-31T14:33:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=24816"},"modified":"2023-01-31T18:54:46","modified_gmt":"2023-01-31T21:54:46","slug":"nos-tempos-da-peste-critica-do-espetaculo-poema-do-grupo-do-ator-nu-do-recife","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/nos-tempos-da-peste-critica-do-espetaculo-poema-do-grupo-do-ator-nu-do-recife\/","title":{"rendered":"Nos tempos da peste <\/br> Cr\u00edtica do espet\u00e1culo Poema, <\/br>do Grupo do Ator Nu, do Recife"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_24825\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/WhatsApp-Image-2023-01-27-at-11.09.03-e1674857948829.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-24825\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-24825\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/WhatsApp-Image-2023-01-27-at-11.09.03-e1674857948829.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"791\"><\/a><p id=\"caption-attachment-24825\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #000000;\">Edjalma Freitas no espet\u00e1culo <strong>Poema.<\/strong> Foto Rog\u00e9rio Alves \/Divulga\u00e7\u00e3o<\/span><\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_24715\" class=\"wp-caption alignnone\">\n<p><span style=\"color: #000000;\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/logo-arquipe\u0301lago--e1669689165758.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-24736 alignleft\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/logo-arquipe\u0301lago--e1669689165758.png\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"84\"><\/a><span style=\"color: #000000; font-size: 1rem;\">A peste tem muitas facetas. Todas horrendas, sabemos com a mem\u00f3ria bem acesa pelos \u00f3bitos da pandemia. Quando a arte transborda do real pode amplificar o registro de um tempo, expondo em combina\u00e7\u00f5es complexas as dores e precariedades da exist\u00eancia. Na fase mais cr\u00edtica da pandemia de Covid-19, o poeta, jornalista e gestor Antonio Martinelli criou e publicou em S\u00e3o Paulo, em 2020, sua <\/span><strong style=\"color: #000000; font-size: 1rem;\"><em>Tetralogia da peste [+ dois tempos, uma cidade]<\/em><\/strong><span style=\"color: #000000; font-size: 1rem;\">, pela n-1 edi\u00e7\u00f5es. Ele construiu versos inspirados na calamidade que parou o mundo. \u00c9 uma escrita s\u00f4frega e inflamada, que percorre geografias e sugere imagens de convuls\u00e3o das cidades diante das perdas.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Do Recife, o ator Edjalma Freitas foi instigado pelo texto e articulou uma equipe para criar um espet\u00e1culo virtual em 2021. <strong><em>Poema<\/em> <\/strong>(um t\u00edtulo muito gen\u00e9rico, que n\u00e3o traduz o esp\u00edrito da coisa) foi erguido de forma virtual nos piores momentos da incerteza provocada pela crise sanit\u00e1ria e agravada no Brasil por um governo genocida. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A dramaturgia da pe\u00e7a est\u00e1 calcada nos poemas <strong><em>Brasil\u00e2ndia<\/em>, <em>Zona Norte<\/em><\/strong>; <em><strong>Calv\u00e1rio<\/strong> <\/em>e <strong><em>O Eco de B\u00e9rgamo<\/em><\/strong>. As palavras ganharam uma for\u00e7a diferente no palco (antes na telinha da virtualidade), que tem a ver com compartilhamentos. Muitos olhos dividindo as inquieta\u00e7\u00f5es do instante. Assisti ao espet\u00e1culo em duas oportunidades on-line, em 2021, e em duas sess\u00f5es em 2022, no Ita\u00fa Cultural.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A pulsa\u00e7\u00e3o do medo, dos fantasmas, do isolamento e do desejo quase desesperado de viver s\u00e3o sustentados pela luz de Luciana Raposo e pelas sonoridades produzidas por Tarcisio Resende e Pedro Huff, que trabalham os climas da interpreta\u00e7\u00e3o. H\u00e1 densidades, mas elas v\u00e3o se distanciando no retrovisor da mem\u00f3ria do vivido.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O v\u00edrus acentuou a fragilidade da vida humana. Edjalma Freitas busca transpassar essa vulnerabilidade na toada das palavras de Martinelli. O corpo impregnado da cal desses tempos investe na carga dessas trag\u00e9dias. Algumas vezes o peso se restringe \u00e0s palavras, quando parece que o corpo ainda procura o devir das cicatrizes que combinem com a gravidade dos epis\u00f3dios expostos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Sozinho no palco, o ator narra as desgra\u00e7as, a partir da convuls\u00e3o de tr\u00eas cidades, uma do Brasil, outra do Equador e a terceira da It\u00e1lia. Nas partituras corporais poss\u00edveis para traduzir o horror, Edjalma avan\u00e7a por Brasil\u00e2ndia, contaminada por outras pragas: do a\u00e7oite da heran\u00e7a escravocrata \u00e0s marcas da explora\u00e7\u00e3o bandeirante nos degraus da desigualdade. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">As vis\u00f5es indignadas do diretor teatral Quiercles Santana est\u00e3o na cena, com o registro da obstina\u00e7\u00e3o em fazer arte, mesmo em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias ou adversas. E disso tira fios para constru\u00e7\u00e3o de linguagens. A diretora de cinema Tuca Siqueira tamb\u00e9m participou da cria\u00e7\u00e3o do experimento na vers\u00e3o on-line, nos idos de mar\u00e7o de 2021.&nbsp;<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_24827\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/WhatsApp-Image-2023-01-27-at-11.09.02-e1674858521197.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-24827\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-24827\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/WhatsApp-Image-2023-01-27-at-11.09.02-e1674858521197.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-24827\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #000000;\">O texto \u00e9 de Antonio Martinelli e a dire\u00e7\u00e3o de Quiercles Santana&nbsp;<\/span><\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O ato <strong><em>Calv\u00e1rio<\/em> <\/strong>conta o que aconteceu na portu\u00e1ria Guayaquil, no Equador.&nbsp;\u201cA cidade que abandonou seus doentes em cima das macas, seus mortos, em cima das mesas. [carnes para urubus nas pra\u00e7as p\u00fablicas]\u201d, nos versos de Martinelli. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A escuta do colapso em Guayaquil \u00e9 contundente. As imagens desconcertantes suscitadas pelo texto se expandem para Manaus e outros territ\u00f3rios onde houve falta de ar. As feridas expostas pelos sons das palavras escancaram a miserabilidade humana. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">\u201cToda hora \u00e9 de luto em Guayaquil\u201d, marca uma batida no tempo quase musical. Com pequenas nuances de leituras, se avulta o imponder\u00e1vel diante da morte. Mas n\u00e3o h\u00e1 imprevisibilidade que ampare a incompet\u00eancia e a maldade na incumb\u00eancia de gerir situa\u00e7\u00f5es de calamidade p\u00fabica.&nbsp; <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O cen\u00e1rio de Guayaquil desse momento l\u00e1, &#8211; no auge da pandemia, com suas assombra\u00e7\u00f5es e tempos suspensos &#8211; remete para muitos Brasis. De muitas v\u00edtimas como os Yanomamis, alvos do desprezo dos vermes inescrupulosas que ocuparam o poder e anularam vidas na escolha do uso das verbas p\u00fablicas. Fome e peste como dados da necropol\u00edtica.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_24826\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/ALTA_21_POEMA_Foto-RogerioAlves423-scaled-e1674858426483.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-24826\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-24826\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/ALTA_21_POEMA_Foto-RogerioAlves423-scaled-e1674858426483.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"401\"><\/a><p id=\"caption-attachment-24826\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #000000;\">Pe\u00e7a tem tr\u00eas pequenos atos. Foto Rog\u00e9rio Alves \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/span><\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #000000;\">No poema <strong><em>O Eco de B\u00e9rgamo<\/em><\/strong>, Martinelli exp\u00f5e sua intimidade com as artes visuais, avan\u00e7ando&nbsp; por muitos s\u00e9culos da arte ocidental, mas dificulta para o leitor n\u00e3o t\u00e3o pr\u00f3ximo da linguagem. O autor cita pinturas famosas como <em>O Nascimento de V\u00eanus<\/em>, de Botticelli; <em>A \u00daltima Ceia<\/em>, de Leonardo da Vinci e <em>A Balsa da Medusa<\/em>, de Th\u00e9odore G\u00e9ricault, para falar dos efeitos da pandemia na cidade italiana. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O eixo escolhido pelo escritor para o roteiro em B\u00e9rgamo \u00e9 a s\u00e9rie <em>Espacios Occultos<\/em>, do espanhol Jos\u00e9 Manuel Ballester. O pintor e f\u00f3t\u00f3grafo madrilenho apagou as figuras humanas das obras. Ou como disse o cr\u00edtico de arte e professor espanhol Francisco Calvo Serraller, despojou as obras dos seus personagens e de \u201ctodas as suas a\u00e7\u00f5es miser\u00e1veis ou desesperadas\u201d, mantendo as paisagens do fundo da tela.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O ato de B\u00e9rgamo \u00e9 mais espinhoso para levar ao palco. S\u00e3o muitas obras apontadas, de <em>Cristo Crucificado<\/em>, de Vel\u00e1zquez, passando por <em>Os Fuzilamentos de 3 de maio de 1808<\/em>, de Goya, a <em>Guernica<\/em>, de Pablo Picasso, al\u00e9m das j\u00e1 mencionadas nessa cr\u00edtica. O embaralhamento das narrativas e defini\u00e7\u00e3o das estrat\u00e9gias dram\u00e1ticas ainda se mostram um desafio para a equipe. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A pe\u00e7a faz um registro da pandemia, numa percep\u00e7\u00e3o de dentro do tempo hist\u00f3rico e se se posiciona contra a pol\u00edtica p\u00fablica criminosa do governo nazifascista e de seus iguais pelo mundo. Na cena, o mais fr\u00e1gil gesto \u00e0 express\u00e3o mais virulenta transbordam de a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Os aliados da peste t\u00eam as m\u00e3os sujas de sangue nas mortes. <strong>Poema<\/strong> refor\u00e7a o coro: \u201cSem anistia\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>FICHA T\u00c9CNICA<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Texto:<\/strong> Tetralogia da Peste [ + dois tempos, uma cidade]<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Autor:<\/strong> Antonio Martinelli<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Dire\u00e7\u00e3o:<\/strong> Quiercles Santana e Tuca Siqueira (on-line)<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Elenco:<\/strong> Edjalma Freitas<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Cenografia e figurino:<\/strong> Luciano Pontes<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Ilumina\u00e7\u00e3o:<\/strong> Luciana Raposo<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Trilha sonora:<\/strong> Henrique Huff e Tarc\u00edsio Resende<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Provoca\u00e7\u00e3o corpo\/voz:<\/strong> Henrique Ponzi<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>V\u00eddeo (computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica):<\/strong> Pingo<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Designer gr\u00e1fico:<\/strong> Hana Luzia<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Fotografia:<\/strong> Rog\u00e9rio Alves<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Cia do Ator Nu<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Dura\u00e7\u00e3o:<\/strong> 50 min<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Indica\u00e7\u00e3o et\u00e1ria:<\/strong> 16 anos<\/span><\/p>\n<h2>Este texto integra o&nbsp;<strong><em><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/projeto-arquipelago\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">projeto arquip\u00e9lago<\/a>&nbsp;<\/em><\/strong>de fomento \u00e0 cr\u00edtica, com apoio da&nbsp;<strong><a href=\"http:\/\/corporastreado.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Corpo Rastreado<\/a>.<\/strong><\/h2>\n<div id=\"attachment_24715\" class=\"wp-caption alignnone\">\n<p><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/WhatsApp-Image-2022-11-09-at-18.21.49-e1668113284702.jpeg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-24715 size-full\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/WhatsApp-Image-2022-11-09-at-18.21.49-e1669690492534.jpeg\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/WhatsApp-Image-2022-11-09-at-18.21.49-e1669690492534.jpeg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/WhatsApp-Image-2022-11-09-at-18.21.49-e1669690492534-300x105.jpeg 300w\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"210\" aria-describedby=\"caption-attachment-24715\"><\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A peste tem muitas facetas. 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