{"id":24797,"date":"2023-01-11T09:41:59","date_gmt":"2023-01-11T12:41:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=24797"},"modified":"2023-01-11T09:48:39","modified_gmt":"2023-01-11T12:48:39","slug":"vozes-do-mangue-critica-de-narrativas-encontradas-numa-garrafa-pet-na-beira-da-mare-do-grupo-sao-gens-de-teatro-do-recife","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/vozes-do-mangue-critica-de-narrativas-encontradas-numa-garrafa-pet-na-beira-da-mare-do-grupo-sao-gens-de-teatro-do-recife\/","title":{"rendered":"Vozes do mangue <\/br> Cr\u00edtica de Narrativas Encontradas Numa Garrafa Pet na Beira da Mar\u00e9, <\/br> do Grupo S\u00e3o Gens de Teatro, do Recife"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_24801\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Vinicius-Elizario-scaled-e1673402162977.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-24801\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-24801\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Vinicius-Elizario-scaled-e1673402162977.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-24801\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #000000;\"><strong><em>Narrativas Encontradas Numa Garrafa Pet na Beira da Mar\u00e9 <\/em><\/strong>fez curtas temporadas em S\u00e3o Paulo e outros estados e participou de festivais. Foto Vin\u00edcius Eliz\u00e1rio<\/span><\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_24800\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Vinicius-Elizario-1-scaled-e1673402104434.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-24800\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-24800\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Vinicius-Elizario-1-scaled-e1673402104434.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-24800\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #000000;\">Grupo S\u00e3o Gens de Teatro, do Recife. Foto Vin\u00edcius Eliz\u00e1rio \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/span><\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/logo-arquipe\u0301lago--e1669689165758.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-24736 alignleft\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/logo-arquipe\u0301lago--e1669689165758.png\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"84\"><\/a>Marginalidade e marginal, esses conceitos difusos, correm pelas bordas na pe\u00e7a <strong><em>Narrativas Encontradas Numa Garrafa Pet na Beira da Mar\u00e9<\/em><\/strong>. Concebido nas entranhas de um rio do Recife, o espet\u00e1culo entende-se com a lama e dela tira sua sust\u00e2ncia. Quando chama para si essa ideia de margem, o grupo S\u00e3o Gens posiciona o perfil sociol\u00f3gico dos integrantes: de quem mora ou viveu na periferia, que nunca teve as mesmas oportunidades dos privilegiados de classe, que sofreu na carne os preconceitos dos que est\u00e3o na mira da pol\u00edcia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Essa experi\u00eancia \u00e9 transformada em po\u00e9tica, em atua\u00e7\u00e3o cultural viva e pulsante com as marcas desse tempo. Os v\u00ednculos estabelecidos entre cria\u00e7\u00e3o teatral e realidade social s\u00e3o fortes e est\u00e3o entranhados nos corpos dos atores. De muitas formas eles falam de si.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Ao assistir \u00e0 pe\u00e7a lembro das concep\u00e7\u00f5es do m\u00e9dico e ge\u00f3grafo, cientista social, pol\u00edtico e ativista de combate \u00e0 fome Josu\u00e9 de Castro&nbsp;<\/span>(1908 \u2013 1973)&nbsp;<span style=\"color: #000000;\">\u2013 convocado por Chico Science e trupe para dar sustenta\u00e7\u00e3o ao Manguebeat \u2013 que apontava que o Recife \u00e9 filho dos mangues. Na cidade aterrada, essa origem \u00e9 muitas vezes abafada, disfar\u00e7ada, apagada. Autor de uma extensa obra \u2013 entre <em>Geopol\u00edtica da fome<\/em>,<em> Fatores de localiza\u00e7\u00e3o da cidade do Recife<\/em> e <em>Homens e caranguejos<\/em> \u2013 Castro tirou o mangue do mangue, valorizando a paisagem com seu olhar cient\u00edfico e est\u00e9tico e dissecou esse lugar dos \u201cexclu\u00eddos sociais\u201d.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Na sua ambi\u00e7\u00e3o de ser um cidad\u00e3o integral, o ge\u00f3grafo Milton Santos&nbsp;<\/span>(1926 \u2013 2001)&nbsp;<span style=\"color: #000000;\">escrutinou a exist\u00eancia de uma cidadania brasileira. E analisou a distribui\u00e7\u00e3o das pessoas desigualmente nos espa\u00e7os a partir de atividades econ\u00f4micas e da heran\u00e7a social; o que determina o acesso (ou n\u00e3o) aos bens e servi\u00e7os oferecidos pela rede urbana e sistema das cidades.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">As interpreta\u00e7\u00f5es de mundo de Castro e Santos fertilizam essa dramaturgia, erguida a partir da viv\u00eancia do dramaturgo Anderson Leite (tamb\u00e9m ator e diretor do espet\u00e1culo) na comunidade ribeirinha do Pina, no Recife. Quando a pandemia da Covid-19 fechou tudo, milhares de artistas foram atingidos de imediato, pois foram os primeiros a ficar sem remunera\u00e7\u00e3o. Anderson foi um deles. E, naquele momento, sem nenhuma ajuda oficial do Estado, ele voltou a trabalhar com a pesca artesanal de marisco e sururu, atividade da fam\u00edlia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">\u00c9 nesse est\u00e1gio da grande ferida da pandemia que nasce o texto e as imagens de encena\u00e7\u00e3o. Na medula do assombro <em>daquele presente<\/em> palpita o fato de que, para muitos trabalhadores precarizados, ficar em casa nunca foi uma op\u00e7\u00e3o. O tran\u00e7ado do risco real de ir \u00e0s ruas para n\u00e3o morrer de fome dessas figuras recua ao passado de hist\u00f3rias brasileiras. E entra como fala na pe\u00e7a, de algo que aconteceu e que n\u00e3o finda. \u201cMais uma vez tive que me arriscar. E esse v\u00edrus me tirou o paladar. Fazer o qu\u00ea, tive que trabalhar. Pois, mesmo sem sentir gosto a fam\u00edlia tem que se alimentar\u201d.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_24807\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Gabriel-Melo-5-e1673438982460.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-24807\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-24807\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Gabriel-Melo-5-e1673438982460.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-24807\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #000000;\">No elenco est\u00e3o Anderson Leite, Andr\u00e9 Louren\u00e7o, Cristiano Primo, Fagner F\u00eanix, HBlynda Morais e Monique Sampaio. Foto: Gabriel Melo \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/span><\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Quando a pe\u00e7a come\u00e7a, os atores est\u00e3o amontoados numa escada que vira barco e outras coisas. Ao fundo, um painel estampa o barraco, a favela. No ch\u00e3o, conchas indicam rotas, produzem som, reposicionam a mem\u00f3ria.&nbsp; H\u00e1 resqu\u00edcios de cheiros de mangue, de mar\u00e9. \u00c9 forte, \u00e9 ancestral.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A ilumina\u00e7\u00e3o cuida de acelerar a cena, mas em outros momentos retarda. Trabalha feito editor de imagens. Corta, assinala, destaca, faz fantasmagoria, inverte, cria clima, faz drama, faz t\u00e9cnica, manipula nosso olhar. &nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A dramaturgia se move em oito partes, entre solos e a\u00e7\u00f5es coletivas. Abscessos da sociedade s\u00e3o rasgadas nas tem\u00e1ticas que se entrela\u00e7am entre vida e morte, as vidas que importam e os procedimentos de viol\u00eancia para aniquilar o outro. As classes populares que povoam a cena, elas mesmas nas suas mis\u00e9rias reproduzem sistematicamente o machismo e todo o tipo de preconceito contra o pr\u00f3ximo \u2013 racismo, misoginia, lgbtqifobia, aporofobia, etarismo, etc. alimentando as chagas e n\u00e3o reconhecimento da opress\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">\u00c9 interessante perceber que nem o dramaturgo nem o grupo optam por pegar leve com sua classe, com as figuras do seu entorno. Eles escancaram no palco as ambiguidades; alguns h\u00e1bitos de conviv\u00eancia naquela favela inspirada no real, que pode coincidir com muitas outras pr\u00e1ticas de pobres e estigmatizados pelo Brasil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Sim, os pobres podem introjetar os valores que os oprimem. \u201cQuando a educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 libertadora, o sonho do oprimido \u00e9 ser o opressor\u201d a frase do educador, fil\u00f3sofo, advogado, professor, pesquisador, pedagogo, pensador, escritor Paulo Freire (<\/span><span class=\"LrzXr kno-fv wHYlTd z8gr9e\" style=\"font-size: 1rem;\">1921-<\/span><span class=\"LrzXr kno-fv wHYlTd z8gr9e\" style=\"font-size: 1rem;\">1997)&nbsp;<\/span><span style=\"color: #000000;\">\u00e9 conhecida. Ai, Freire! Como \u00e9 urgente aprender a fazer leituras de mundos, construindo e acolhendo sujeitos com consci\u00eancia da realidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A cidadania se aprende, a liberdade \u00e9 uma conquista.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Ao expor o processo de domina\u00e7\u00e3o reproduzido naquela quebrada recifense, o espet\u00e1culo sacode com f\u00faria a l\u00f3gica que mant\u00e9m essa estrutura.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O t\u00edtulo da pe\u00e7a aponta quase para um pedido de socorro. Mesmo que lembre procedimentos de lan\u00e7ar mapas de tesouros ou de desejos de falar ao futuro produzidos em romances juvenis, essa garrafa pet se despe de poss\u00edveis pompas na formula\u00e7\u00e3o imagin\u00e1ria. O material est\u00e1 mais pr\u00f3ximo do descart\u00e1vel, mesmo que seja recicl\u00e1vel. E esse fluxo insiste feito uma ladainha.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A for\u00e7a dessas <strong><em>Narrativas<\/em><\/strong> se expande no trabalho coletivo. H\u00e1 uma energia coral. Mesmo assim \u00e9 poss\u00edvel destacar momentos individuais vigorosos. Um gesto, um jeito de corpo, uma fala, uma agonia, um desespero. Algumas pequenas fragilidades de atua\u00e7\u00e3o no trabalho tamb\u00e9m existem. A dic\u00e7\u00e3o de parte do elenco e qualquer tra\u00e7o de melodrama em cenas pontuais s\u00e3o duas delas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Alfinetar a classe m\u00e9dia branca que come ostras em frente ao Acaiaca (pr\u00e9dio \u00e0 beira-mar em Boa Viagem, no Recife), os versos do poeta perform\u00e1tico Mir\u00f3 da Muribeca (1960-2022), pneus, escada, rede de pescar, essas coisas conversam e os pr\u00f3prios atores manipulam os elementos c\u00eanicos. Eles citam a bandeira-poema de H\u00e9lio Oiticica, <em>Seja Marginal Seja Her\u00f3i<\/em> (1968). Entre baculejos e sussurros, eles v\u00e3o soltando suas verdades inquietantes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">&#8220;Qual o problema de eu subir?&#8221;, pergunta um deles que tenta subir a escada e \u00e9 puxado pelos cabelos, pelos bra\u00e7os e pernas, pela camisa. Existe a \u201clenda do caranguejo\u201d no Recife, que conta que toda vez que um caranguejo tenta subir (na vida) \u00e9 derrubado por outros. No espet\u00e1culo, a sonoridade das conchas marca as puxadelas. &nbsp;<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_24808\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Gabriel-Melo-6-e1673440019583.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-24808\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-24808\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Gabriel-Melo-6-e1673440019583.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-24808\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #000000;\">Monique&nbsp; Sampaio numa cena da marisqueira que perdeu o filho de cinco anos baleado pela pol\u00edcia. Foto: Gabriel Melo \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/span><\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Uma cena terrivelmente tocante chama-se <em>Separando O Sururu da Bucha<\/em>, quando Monique Sampaio assume o papel de uma marisqueira traumatizada, que flutua entre sanidade e loucura, com a morte do filho de cinco anos, baleado pela pol\u00edcia enquanto brincava com um graveto. Num estado de oscilante,&nbsp; a personagem comove com suas falas: \u201cOs \u2018homi\u2019 num s\u00f3 protege, n\u00e3o, os \u2018homi\u2019 mata, barata&#8230; matou meu Dinho. Meu pretinho se foi com dois tiros na cabe\u00e7a&#8230; Os \u2018homi\u2019 mata!&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A fil\u00f3sofa Judith Butler j\u00e1 levantou quest\u00f5es biopol\u00edticas com as perguntas: as vidas de quem importam? As vidas de quem n\u00e3o importam como vidas, n\u00e3o s\u00e3o reconhecidas como vivas, ou contam apenas ambiguamente como vivas? Para dizer que &#8220;n\u00e3o podemos dar por certo que todos os seres humanos vivos t\u00eam o status de um sujeito que \u00e9 digno de direitos e prote\u00e7\u00f5es, com liberdade e um sentimento de perten\u00e7a pol\u00edtica; ao contr\u00e1rio, esse estatuto deve ser assegurado por meios pol\u00edticos, e quando negado, a priva\u00e7\u00e3o deve ser manifestada\u201d.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">As experi\u00eancias e elabora\u00e7\u00f5es compartilhadas tamb\u00e9m falam do v\u00ednculo de entre cria\u00e7\u00e3o teatral e realidade social. &nbsp;Em algum momento, algu\u00e9m ressalta a dificuldade de fazer teatro com fome, n\u00e3o ter dinheiro para a passagem, ou a falta de acolhida por parte de outros grupos estabelecidos. Mas a op\u00e7\u00e3o \u00e9 seguir fazendo arte para espelhar na cena \u201cum bocado de n\u00f3s, nossa gambiarra\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Mas o grupo tamb\u00e9m celebra a resist\u00eancia e exist\u00eancia de seus pares negros que com arte e cultura fazem suas microrrevolu\u00e7\u00f5es. &nbsp;S\u00e3o personalidades do teatro, mas tamb\u00e9m da literatura, da milit\u00e2ncia, figuras de proje\u00e7\u00e3o nacional e pernambucanas e pernambucanos contempor\u00e2neos. Diante de um cotidiano implac\u00e1vel, o S\u00e3o Gens rega as ideias de coletivo para fortalecer a luta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Ficha t\u00e9cnica<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">Espet\u00e1culo<strong>&nbsp;<em>Narrativas encontradas numa garrafa pet na beira da mar\u00e9<\/em><\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Dramaturgia e encena\u00e7\u00e3o:<\/strong>&nbsp;Anderson Leite&nbsp;&nbsp;<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Elenco: <\/strong>Anderson Leite, Andr\u00e9 Louren\u00e7o, Cristiano Primo, Fagner F\u00eanix, HBlynda Morais e Monique Sampaio.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Dire\u00e7\u00e3o musical:<\/strong>&nbsp;Arnaldo do Monte&nbsp;<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Figurino:<\/strong>&nbsp;Andr\u00e9 Louren\u00e7o&nbsp;&nbsp;<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Cen\u00e1rio e ilumina\u00e7\u00e3o:<\/strong>&nbsp;Anderson Leite&nbsp;<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Opera\u00e7\u00e3o de luz: <\/strong>Cristiano Primo e Grupo&nbsp;<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Adere\u00e7os: <\/strong>Anderson Leite&nbsp; e Andr\u00e9 Louren\u00e7o<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Produtora Cultural:<\/strong>&nbsp;HBlynda Morais<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Realiza\u00e7\u00e3o: <\/strong>&nbsp;Grupo S\u00e3o Gens de Teatro<\/span><\/p>\n<h2>Este texto integra o&nbsp;<strong><em><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/projeto-arquipelago\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">projeto arquip\u00e9lago<\/a>&nbsp;<\/em><\/strong>de fomento \u00e0 cr\u00edtica, com apoio da&nbsp;<strong><a href=\"http:\/\/corporastreado.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Corpo Rastreado<\/a>.<\/strong><\/h2>\n<div id=\"attachment_24715\" class=\"wp-caption alignnone\">\n<p><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/WhatsApp-Image-2022-11-09-at-18.21.49-e1668113284702.jpeg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-24715 size-full\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/WhatsApp-Image-2022-11-09-at-18.21.49-e1669690492534.jpeg\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/WhatsApp-Image-2022-11-09-at-18.21.49-e1669690492534.jpeg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/WhatsApp-Image-2022-11-09-at-18.21.49-e1669690492534-300x105.jpeg 300w\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"210\" aria-describedby=\"caption-attachment-24715\"><\/a><\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marginalidade e marginal, esses conceitos difusos, correm pelas bordas na pe\u00e7a Narrativas Encontradas Numa Garrafa Pet na Beira da Mar\u00e9. 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