{"id":24732,"date":"2022-11-29T14:51:19","date_gmt":"2022-11-29T17:51:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=24732"},"modified":"2022-11-29T15:08:13","modified_gmt":"2022-11-29T18:08:13","slug":"nem-toda-bixa-e-igual-critica-de-a-doenca-do-outro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/nem-toda-bixa-e-igual-critica-de-a-doenca-do-outro\/","title":{"rendered":"Nem toda bixa \u00e9 igual&#8230; <br\/>Cr\u00edtica de A Doen\u00e7a do Outro"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_24733\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/A-Doenca-do-Outro_02DEZ2021_Fotos-@jonatasmarques_-29-scaled-e1669688656650.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-24733\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-24733\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/A-Doenca-do-Outro_02DEZ2021_Fotos-@jonatasmarques_-29-scaled-e1669688656650.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"350\"><\/a><p id=\"caption-attachment-24733\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #000000;\">Ronaldo Serruya idealizou, escreveu o texto e atua em <strong>A Doen\u00e7a do Outro. <\/strong>Fotos: Jonatas Marques \/Divulga\u00e7\u00e3o<\/span><\/p><\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/logo-arquipe\u0301lago--e1669689165758.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-24736 alignleft\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/logo-arquipe\u0301lago--e1669689165758.png\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"84\"><\/a><span style=\"color: #000000;\">Da primeira vez que assisti ao espet\u00e1culo <em><strong>A Doen\u00e7a do Outro<\/strong><\/em>, idealizado, escrito e protagonizado por Ronaldo Serruya, com dire\u00e7\u00e3o de Fabiano Dadado de Freitas, me perturbou a transi\u00e7\u00e3o&nbsp; r\u00e1pida entre o relato e o apelo para a festa, que encerra a apresenta\u00e7\u00e3o. Cerca de um ano depois fui l\u00e1 de novo (reassisto, quando a pe\u00e7a me diz muito), na reestreia, desta vez no <strong>audit\u00f3rio do Sesc Ipiranga, em S\u00e3o Paulo<\/strong>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Fa\u00e7o compara\u00e7\u00f5es de mem\u00f3ria com a outra sess\u00e3o no Centro Cultural S\u00e3o Paulo, naquela estrutura com a que \u00e9 exibida agora. Confesso que sinto falta da profundidade espacial do por\u00e3o e dos elementos simb\u00f3licos que o lugar suscita. Serruya disse que pensou na montagem para ali mesmo, naquela sala mi\u00fada do Ipiranga ou algo parecido. <b><i><span class=\"il\">A<\/span>&nbsp; Doenc\u0327<span class=\"il\">a <\/span>&nbsp;do&nbsp; <span class=\"il\">Outro <\/span><\/i><\/b>integra&nbsp;<span class=\"il\">a<\/span> programa\u00e7\u00e3o do Teatro M\u00ednimo, projeto criado em 2011 pela equipe do Sesc Ipiranga. Bem, o espa\u00e7o \u00e9 importante, mas n\u00e3o \u00e9 o principal.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Serruya exp\u00f5e os estados \u2013 as cores e as tens\u00f5es \u2013 da sua conviv\u00eancia com o v\u00edrus HIV. Para falar desses percursos com pessoas de uma plateia supostamente emp\u00e1tica \u2013 mas que provavelmente nem de longe sentiu na carne o estigma da doen\u00e7a \u2013 o ator se derrama em uma generosidade atroz.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Cada um de n\u00f3s se distingue dos demais por suas qualidades, encaradas positivamente ou n\u00e3o. Algumas condi\u00e7\u00f5es s\u00e3o tempor\u00e1rias. Ali\u00e1s, todas, como salienta o artista, mas que \u00e0s vezes duram mais tempo e d\u00e3o a sensa\u00e7\u00e3o de perenidade, de ser mais do que uma circunst\u00e2ncia. \u00c9 bonito como Serruya nos lembra disso. Do imponder\u00e1vel. Ele, Fabiano Dadado de Freitas e equipe, fazem um corte cir\u00fargico na exist\u00eancia.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_24748\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/A-Doenca-do-Outro_02DEZ2021_Fotos-@jonatasmarques_-26-scaled-e1669726095941.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-24748\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-24748\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/A-Doenca-do-Outro_02DEZ2021_Fotos-@jonatasmarques_-26-scaled-e1669726095941.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-24748\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #000000;\">Pe\u00e7a-palestra-performance est\u00e1 em cartaz no Sesc Ipiranga, em S\u00e3o Paulo, dentro do projeto Teatro M\u00ednimo.&nbsp;<\/span><\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong><em>A Doen\u00e7a do Outro<\/em><\/strong> \u00e9 um espet\u00e1culo desconfort\u00e1vel. Que vai incomodando aqui e ali; nas nossas certezas de bem-estar, e nas armadilhas de poder que o capitalismo criou com as fantasias de prote\u00e7\u00e3o, imunidade, impermeabilidade. O dicion\u00e1rio indica que prote\u00e7\u00e3o vem do latim protectio.onis, &#8220;esconder&#8221;; a pensar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Tudo est\u00e1 por um triz. Acaso, coincid\u00eancia, acidente, os acontecimentos marcantes t\u00eam um teor disso a\u00ed. Viver \u00e9 correr riscos. O conforto \u00e9 trai\u00e7oeiro, descobre quem se deslocou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Com coragem o ator abre passagem na sua hist\u00f3ria para expor seu corpo pol\u00edtico. Um corpo pleno de vida que atua no presente, fala, ouve, subverte, performa, faz conex\u00f5es filos\u00f3ficas, celebra, dan\u00e7a, se revolta, se indigna, que movimenta as circunst\u00e2ncias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Na palestra-pe\u00e7a-perfomance, Serruya convoca os textos de Susan Sontag e os conceitos da soci\u00f3loga Patricia Hill Collins, al\u00e9m de imagens que que entraram pelos nossos olhos, adubaram o terreno da subjetividade vindas de poderosas m\u00e1quinas de fazer gente como o cinema e a m\u00fasica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em <strong><em>Doen\u00e7a como met\u00e1fora<\/em><\/strong>, a escritora norte-americana Susan Sontag analisa as fantasias sentimentais ou punitivas quando se passa para o reino dos doentes; os estere\u00f3tipos e as estigmatiza\u00e7\u00f5es a partir da linguagem; enfim, as met\u00e1foras l\u00fagubres desse lugar e a liberta\u00e7\u00e3o do seu jugo. O livro completou 40 anos em 2018 e foi escrito no torpor da descoberta de um c\u00e2ncer em 1976. Naquela \u00e9poca, a luta contra o c\u00e2ncer era bem mais dif\u00edcil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Sontag refletiu nesses escritos sobre o poder da linguagem, as palavras que tramavam um jogo perverso como presen\u00e7a do Mal no mundo. Met\u00e1foras que praticamente naturalizavam os aspectos negativos de determinadas enfermidades ao longo da hist\u00f3ria da humanidade.&nbsp;<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<h4 style=\"padding-left: 120px;\"><span style=\"color: #808080;\"><span style=\"color: #000000;\">A DOEN\u00c7A \u00c9 A ZONA NOTURNA DA VIDA, uma cidadania mais onerosa. Todos que nascem t\u00eam dupla cidadania, no reino dos s\u00e3os e no reino dos doentes. Apesar de todos preferirmos s\u00f3 usar o passaporte bom, mais cedo ou mais tarde nos vemos obrigados, pelo menos por um per\u00edodo, a nos identificarmos como cidad\u00e3os desse outro lugar.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">Susan Sontag<\/span><\/span><\/h4>\n<\/blockquote>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A ensa\u00edsta analisa especificamente duas patologias, a tuberculose e o c\u00e2ncer. A tuberculose se encontra associada ao romantismo, aos sentimentais e apaixonados, forjando um imagin\u00e1rio quase l\u00edrico. J\u00e1 o c\u00e2ncer ocupa no livro um lugar mais tenebroso, de invas\u00e3o que arrasa e destr\u00f3i tudo por dentro. Atualmente o c\u00e2ncer n\u00e3o ostenta o peso de outras \u00e9pocas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Uma d\u00e9cada depois, Sontag direciona suas reflex\u00f5es para as met\u00e1foras associadas \u00e0 S\u00edndrome da Imunodefici\u00eancia Adquirida, AIDS ou SIDA. O ensaio <strong><em>Aids e suas met\u00e1foras<\/em><\/strong>&nbsp;foi publicado num momento em que ter HIV era encarado praticamente como uma senten\u00e7a de morte. Essa realidade mudou com as descobertas da ci\u00eancia e atualmente uma pessoa portadora de HIV pode ter a mesma expectativa de vida do que algu\u00e9m que n\u00e3o tenha o v\u00edrus. <\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_24740\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/A-Doenca-do-Outro_02DEZ2021_Fotos-@jonatasmarques_-63-scaled-e1669695205383.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-24740\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-24740\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/A-Doenca-do-Outro_02DEZ2021_Fotos-@jonatasmarques_-63-scaled-e1669695205383.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-24740\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #000000;\">Serruya convoca pensadoras como Susan Sontag e Patricia Hill Collins para embasar sua argumenta\u00e7\u00e3o art\u00edstica<\/span><\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Patricia Hill Collins desenvolveu o conceito de <strong>imagens de controle<\/strong> para falar da feminilidade de mulheres negras. Ou melhor, para detectar os elementos operacionais de domina\u00e7\u00e3o para o exerc\u00edcio da viol\u00eancia simb\u00f3lica. Da manipula\u00e7\u00e3o dentro do sistema de poder no padr\u00e3o ocidental branco euroc\u00eantrico. Mas as articula\u00e7\u00f5es podem ser aplicadas a outras realidades. Como j\u00e1 disse a escritora ativista Winnie Bueno, s\u00e3o <em>scripts&nbsp;<\/em>de como determinados grupos devem se portar.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Para mostrar a for\u00e7a das imagens de controle, a pe\u00e7a-palestra-perfomance projeta na cena trechos do filme <em>Filad\u00e9lfia&nbsp;<\/em>(1993) e outras para atacar essas representa\u00e7\u00f5es do que seria viver com o v\u00edrus.&nbsp; <\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_24745\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/A-Doenca-do-Outro_02DEZ2021_Fotos-@jonatasmarques_-e1669721305300.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-24745\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-24745\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/A-Doenca-do-Outro_02DEZ2021_Fotos-@jonatasmarques_-e1669721305300.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-24745\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>A doen\u00e7a do Outro<\/strong> tem produ\u00e7\u00e3o da Corpo Rastreado. Fotos: Jonatas Marques \/Divulga\u00e7\u00e3o<\/span><\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A Aids j\u00e1 chegou \u00e0 sua quarta d\u00e9cada, mas as met\u00e1foras sombrias, que remetem \u00e0 condena\u00e7\u00e3o, prosseguem sua fun\u00e7\u00e3o de estigmatizar e discriminar. <strong><em>A Doen\u00e7a do Outro<\/em><\/strong> recha\u00e7a essa posi\u00e7\u00e3o que continua sendo alimentada, acerca das enfermidades.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Serruya chega \u00e0 cena usando uma grande m\u00e1scara de g\u00e1s. Convoca as pensadoras para fundamentar sua argumenta\u00e7\u00e3o na pec\u0327a-manifesto ou palestra performativa ou confere\u0302ncia arti\u0301stica. Tra\u00e7a uma breve hist\u00f3ria social em torno da Aids e faz as conex\u00f5es com o diagn\u00f3stico recebido em 2014. Situa seu corpo no campo dos que s\u00e3o considerados dissidentes e\/ou subalternizados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Fala das heran\u00e7as, de Fuc\u00f4 (adorei a grafia, Dadado), de Cazuza, etc. Acena que honra o legado de luta, mas celebra a vida em cena.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Projeta, exp\u00f5e, sacode os panfletos SIL\u00caNCIO = MORTE. N\u00e3o d\u00e1 para calar. E ele pede para a plateia repetir coletivamente a palavra Aids, Aids, Aids. Falar, ouvir. \u00c9 preciso registrar em bom som a sobreviv\u00eancia dos vaga-lumes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O di\u00e1logo da videoarte com a cenografia (trabalhos assinados por Caio Casagrande, Evve Avila e Mauricio Bispo) assume um papel preponderante nesta montagem. O videografismo ocupa as projec\u0327o\u0303es sinalizando tempos, contribuindo nas pulsa\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Estamos vivos, apesar da mira. O artista destaca que um corpo portador do HIV \u00e9 um corpo perigoso, recusado, fracassado e sigiloso para a maioria dos mortais. Erguer essa pe\u00e7a foi uma forma de recusar o sil\u00eancio e a culpabiliza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Dadado lembra no programa do espet\u00e1culo que derrubamos <strong>no voto<\/strong> um governo comprometido com a necropol\u00edtica. Isso muda muito.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Sinaliza caminhos que \u00e9 preciso dizer de si para dizer do mundo. A autoescritura como ativismo pol\u00edtico. Para afrontar a <\/span><span style=\"color: #000000;\">constru\u00e7\u00e3o de terceiros, para erguer imagens positivas sobre si, por meio de uma autorrepresenta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">&nbsp;O teor festivo desse manifesto pela vida ganhou outras camadas para mim. Uma pandemia no meio, um governo massacrante que j\u00e1 vai tarde.&nbsp; No entanto, \u00e9 preciso cantar, dan\u00e7ar. \u201cApesar de tantas mortes no caminho: passado presente e futuro, porque as mortes nunca cessam\u201d pontua o autor-performer. Mais que nunca \u00e9 preciso contagiar a cidade de alegria. Isso tamb\u00e9m \u00e9 um gesto revolucion\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Ficha t\u00e9cnica:<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Idealiza\u00e7\u00e3o, Texto e Atua\u00e7\u00e3o:<\/strong>&nbsp;Ronaldo Serruya&nbsp;<\/span><span style=\"color: #000000;\"><br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o:<\/strong>&nbsp;Fabiano Dadado de Freitas<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Cenografia:<\/strong>&nbsp;Evee Avila e Mauricio Bispo&nbsp;<\/span><span style=\"color: #000000;\"><br \/>\n<strong>Figurino:<\/strong>&nbsp;Luiza Fardin&nbsp;<\/span><span style=\"color: #000000;\"><br \/>\n<strong>Luz:<\/strong>&nbsp;Dimitri Luppi&nbsp;<\/span><span style=\"color: #000000;\"><br \/>\n<strong>Trilha Sonora Original:<\/strong>&nbsp;Camila Couto&nbsp;<\/span><span style=\"color: #000000;\"><br \/>\n<strong>Opera\u00e7\u00e3o som e v\u00eddeo mapping:<\/strong>&nbsp;David Costa&nbsp;<\/span><span style=\"color: #000000;\"><br \/>\n<strong>Assistente e opera\u00e7\u00e3o de luz:<\/strong>&nbsp;Paloma Dantas&nbsp;<\/span><span style=\"color: #000000;\"><br \/>\n<strong>Videoarte:<\/strong>&nbsp;Caio Casagrande, Evve Avila e Mauricio Bispo&nbsp;<\/span><span style=\"color: #000000;\"><br \/>\n<strong>Produ\u00e7\u00e3o:<\/strong>&nbsp;Corpo Rastreado<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Servi\u00e7o&nbsp;<\/strong><br \/>\n<strong>A Doen\u00e7a do Outro&nbsp;<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><strong>Onde<\/strong>: Sesc Ipiranga (Rua Bom Pastor, 822 \u2013 Tel. 3340-2000)&nbsp;<br \/>\n<strong>Dura\u00e7\u00e3o<\/strong>: 60 minutos<br \/>\n<strong>Classifica\u00e7\u00e3o indicativa<\/strong>: 14 anos&nbsp;<br \/>\n<strong>Quando<\/strong>: At\u00e9 11 de dezembro de 2022&nbsp;<br \/>\nSextas, 21h30; s\u00e1bados, 19h30; domingos, 18h30.&nbsp;<br \/>\n<strong>Ingressos<\/strong>: R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (meia); R$ 9,00 (credencial plena)<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">&nbsp;<\/p>\n<h2><span style=\"color: #000000;\">Este texto integra o<\/span> <strong><em><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/projeto-arquipelago\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">projeto arquip\u00e9lago<\/a>&nbsp;<\/em><\/strong><span style=\"color: #000000;\">de fomento \u00e0 cr\u00edtica, com apoio da&nbsp;<\/span><strong><a href=\"http:\/\/corporastreado.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Corpo Rastreado<\/a>.<\/strong><\/h2>\n<div id=\"attachment_24715\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/WhatsApp-Image-2022-11-09-at-18.21.49-e1668113284702.jpeg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-24715\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-24715 size-full\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/WhatsApp-Image-2022-11-09-at-18.21.49-e1669690492534.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"210\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/WhatsApp-Image-2022-11-09-at-18.21.49-e1669690492534.jpeg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/WhatsApp-Image-2022-11-09-at-18.21.49-e1669690492534-300x105.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-24715\" class=\"wp-caption-text\">Iniciativa de cr\u00edtica teatral.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Da primeira vez que assisti ao espet\u00e1culo A Doen\u00e7a do Outro, idealizado, escrito e protagonizado por Ronaldo Serruya, com dire\u00e7\u00e3o de Fabiano Dadado de Freitas, me perturbou a transi\u00e7\u00e3o&nbsp; r\u00e1pida entre o relato e o apelo para a festa, que encerra a apresenta\u00e7\u00e3o. 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