{"id":23533,"date":"2021-12-04T13:11:43","date_gmt":"2021-12-04T16:11:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=23533"},"modified":"2021-12-04T13:11:43","modified_gmt":"2021-12-04T16:11:43","slug":"poetica-da-ferocidade-critica-da-peca-mulheres-sonharam-cavalos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/poetica-da-ferocidade-critica-da-peca-mulheres-sonharam-cavalos\/","title":{"rendered":"Po\u00e9tica da ferocidade <\/br> Cr\u00edtica da pe\u00e7a Mulheres sonharam cavalos"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_23534\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/L3170060-e1638632396405.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-23534\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-23534\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/L3170060-e1638632396405.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"338\"><\/a><p id=\"caption-attachment-23534\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Mulheres sonharam cavalos<\/strong>, com texto de Daniel Veronese. Fotos: Ivana Moura<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_23544\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/L3150955-e1638632153637.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-23544\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-23544\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/L3150955-e1638632153637.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"339\"><\/a><p id=\"caption-attachment-23544\" class=\"wp-caption-text\">Tradu\u00e7\u00e3o da pe\u00e7a e dire\u00e7\u00e3o s\u00e3o assinados por Mal\u00fa Baz\u00e1n .<\/p><\/div>\n<p>N\u00e3o existe amor em <em><strong>Mulheres sonharam cavalos<\/strong><\/em>. Nem compaix\u00e3o. A rudeza das rela\u00e7\u00f5es aproxima-se do animalesco e qualquer verniz s\u00f3 busca disfar\u00e7ar a crueza do existir. Com texto de Daniel Veronese, traduzido e dirigido por Mal\u00fa Baz\u00e1n, o potente jogo c\u00eanico, dos corpos com partituras bem-marcadas e uma movimenta\u00e7\u00e3o fren\u00e9tica, espelha com contund\u00eancia o machismo, o sexismo, a inj\u00faria sexual, a depend\u00eancia emocional e como a\u00e7\u00f5es do microcosmo se entrela\u00e7am nas pr\u00e1ticas ditatoriais de ontem e de hoje.<\/p>\n<p>\u00c9 pancada. Mas com todas as imagens da viol\u00eancia banalizadas e mais que isso, naturalizadas, seria preciso levar para cena outros procedimentos de apelo sensorial ou da mem\u00f3ria imag\u00e9tica para escancarar o horror da ferocidade. Essa agressividade \u00e9 trabalhada numa dimens\u00e3o poderosa que vai do sussurro espectral, passando por relincho equino, ao pesadelo fantasmag\u00f3rico.<\/p>\n<p>A encena\u00e7\u00e3o est\u00e1 repleta de met\u00e1foras e reflete uma tenebrosa virul\u00eancia cotidiana, vulgarizada na din\u00e2mica de uma fam\u00edlia de classe m\u00e9dia. A pe\u00e7a parte de um acontecimento prosaico, o encontro entre tr\u00eas irm\u00e3os e suas companheiras para uma refei\u00e7\u00e3o na resid\u00eancia de um deles. O gatilho do conflito \u00e9 o fechamento de uma empresa familiar, administrada por um deles.<\/p>\n<p>Ranier (Bruno Perillo) anuncia, com desapre\u00e7o, que sua companheira Ulrika (Rita Pisano) escreveu um roteiro de cinema. No projeto, a roteirista chama a aten\u00e7\u00e3o para a personagem fict\u00edcia que diz \u201cl\u00e1 fora h\u00e1 um desfile de policiais equestres sobre seus cavalos\u201d.<\/p>\n<p>Enquanto o elenco se desloca energeticamente pelo palco, os est\u00edmulos da cena inundam o imagin\u00e1rio da plateia com o autoritarismo que vai e volta na Am\u00e9rica Latina, de desejos inconfess\u00e1veis e livros de receitas sumidos, que mais parecem cemit\u00e9rios ocultos das carca\u00e7as dos desaparecidos.<\/p>\n<div id=\"attachment_23545\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/L3150998-e1638632103311.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-23545\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-23545\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/L3150998-e1638632103311.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"339\"><\/a><p id=\"caption-attachment-23545\" class=\"wp-caption-text\">As atrizes Anna Toledo, Erica Montanheiro, Rita Pisano,<\/p><\/div>\n<p>Nem tudo \u00e9 dito explicitamente. Entre os quais, os mecanismos ditatoriais encobertos, como a pr\u00e1tica de adotar crian\u00e7as subtra\u00eddas de seus pais militantes. Lucera (Erica Montanheiro) suspeita ser uma dessas meninas que teve a inf\u00e2ncia e o hist\u00f3rico familiar apagados. Ela \u00e9 casada com o irm\u00e3o mais velho, Ivan (Gustavo Trestini). H\u00e1 uma peleja de incomunicabilidade, equalizada com perspic\u00e1cia pela encena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pe\u00e7a fala de diferentes tipos de crueldade. No espa\u00e7o privado, o homem desvencilha-se da fachada social e exibe o ser mais animalesco. A brutalidade, a \u201ccavalice\u201d, as patadas, as frases agressivas ganham propor\u00e7\u00e3o de barb\u00e1rie no caso do irm\u00e3o mais jovem, Roger (Haroldo Miklos) e Bettina (Anna Toledo), mais velha do que ele 20 anos. O embate entre os dois \u00e9 uma sess\u00e3o de tortura e submiss\u00e3o. A encenadora acentua esse aspecto constrangedor ampliando a escala desse confronto.<\/p>\n<p>Mal\u00fa Baz\u00e1n \u00e9 muito h\u00e1bil ao expor esses quadros, onde a bestialidade \u00e9 a linguagem da fala, seca e r\u00edspida e os gestos beligerantes s\u00e3o obliterados ou deslocados causando mais impacto que a for\u00e7a-bruta real\u00edstica. \u00c9 abordagem dura da viol\u00eancia da sociedade.<\/p>\n<p><em><strong>Mulheres sonharam cavalos<\/strong> <\/em>conduz por um novelo de c\u00f3lera, ira, rancor alimentados durante muito tempo nos subterr\u00e2neos. \u00c9 um trabalho dif\u00edcil. Provoca uma dor especial. A dire\u00e7\u00e3o aponta atalhos, mas sabota a expectativa da plateia.<\/p>\n<div id=\"attachment_23536\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/L3170082-e1638632342929.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-23536\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-23536\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/L3170082-e1638632342929.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"338\"><\/a><p id=\"caption-attachment-23536\" class=\"wp-caption-text\">&nbsp;Lucera (Erica Montanheiro) e Ivan (Gustavo Trestini).<\/p><\/div>\n<p>Parece que estou andando em c\u00edrculos. H\u00e1 sa\u00eddas?!<br \/>\nUma mulher aparentemente fr\u00e1gil. Ela esconde algo. Ali\u00e1s, todos ali dissimulam. H\u00e1 uma guerra no ar. A aparente mais fr\u00e1gil pode ser o elemento de vingan\u00e7a ou de repara\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u00c9 preciso perfurar algumas camadas para entender isso.<br \/>\nVamos por outro caminho, como um labirinto. Visualizar m\u00faltiplas portas. Elas podem tra\u00e7ar percursos bem distintos. Ou n\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>Depois de anos engolindo ofensas, Lucera vomita: \u201cPor que n\u00e3o voc\u00ea?<br \/>\nExiste apenas uma forma de viol\u00eancia? Existe um novo tipo de viol\u00eancia no ar. Obviamente, eu nunca mataria. N\u00e3o sou o tipo de pessoa que faria\u201d.<\/p>\n<p>No filme estadunidense de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica <em>Minority Report<\/em>, lan\u00e7ado em 2002, um departamento de pol\u00edcia especializada chamado &#8220;Pr\u00e9-Crime&#8221;, situado no ano de 2054, apreende criminosos com base no aviso pr\u00e9vio fornecido por tr\u00eas videntes chamados &#8220;precogs&#8221;. Estrelado por Tom Cruise e dirigido por Steven Spielberg, o roteiro \u00e9 baseado no conto hom\u00f4nimo de Philip K. Dick. No caso, paranormais conseguem visualizar antecipadamente quem praticar\u00e1 crimes e a pessoa identificada \u00e9 punida antes de cometer o delito.<\/p>\n<p>Esse desejo de controle j\u00e1 percorreu outras veredas pseudocient\u00edficas.<br \/>\nIdentificar e neutralizar um suposto criminoso \u2013 a determina\u00e7\u00e3o da personalidade criminosa \u2013 antes de praticar o fato j\u00e1 foi \/ \u00e9 usado por meio de argumentos biol\u00f3gicos, neurocient\u00edficos e estat\u00edsticos. N\u00e3o deixa de ser uma pretens\u00e3o totalit\u00e1ria.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XVI, o ocultista, astr\u00f3logo e alquimista italiano Giovanni Battista Della Porta investiu nos estudos da fisiognomia, para analisar a personalidade das pessoas a partir de tra\u00e7os da face humana e do desenho craniano. Seguindo a mesma trilha, o fil\u00f3sofo e te\u00f3logo su\u00ed\u00e7o Johan Kaspar Lavater atestou, no s\u00e9culo XVIII, que a propens\u00e3o agressiva ou dissimulada estava na cara do indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico alem\u00e3o Franz Joseph Gall deu grande impulso a chamada frenologia, no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX. Pelo formato da cabe\u00e7a seria poss\u00edvel identificar a tend\u00eancia criminosa da criatura. Entusiasta da frenologia, o linguista e pedagogo espanhol Mariano Cub\u00ed Y Soler, defendia, em meados do s\u00e9culo XIX, que seria poss\u00edvel detectar o cr\u00e2nio dos homicidas. Foi o m\u00e9dico, antrop\u00f3logo e jurista Cesare Lombroso quem sistematizou e desenvolveu em detalhes as bases dos fen\u00f4menos criminol\u00f3gicos a partir de fatores biol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>A concep\u00e7\u00e3o de que existem seres humanos biologicamente inferiores foi propagandeada com status cient\u00edfico. O antrop\u00f3logo e matem\u00e1tico ingl\u00eas Francis Galton foi quem cunhou o termo eugenia e a ideia de formar uma ra\u00e7a superior foi assumida pelos seguidores de Galton. Sabemos no que isso deu.<\/p>\n<p>Na pergunta de Lucera \u201cPor que n\u00e3o voc\u00ea?\u201d, Daniel Veronese potencializa a trajet\u00f3ria desses controles da pseudoci\u00eancia e tamb\u00e9m os rastros, os vest\u00edgios da coloniza\u00e7\u00e3o e suas consequ\u00eancias.<\/p>\n<div id=\"attachment_23542\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/L3170034-e1638632212375.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-23542\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-23542\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/L3170034-e1638632212375.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"338\"><\/a><p id=\"caption-attachment-23542\" class=\"wp-caption-text\">Mulheres sonharam cavalos. foto Ivana Moura<\/p><\/div>\n<p>H\u00e1 muitas pontas soltas na vida das figuras da pe\u00e7a. Essas lacunas, esses buracos, essas informa\u00e7\u00f5es dadas a conta-gotas criam uma tens\u00e3o do adiamento, um certo inc\u00f4modo para montar os encaixes do tabuleiro. S\u00e3o materiais ricos para os atores trabalharem as v\u00edsceras das personagens. Cada atriz \/ ator elabora as qualidades de suas personagens humanas e suas rela\u00e7\u00f5es desumanas<\/p>\n<p>S\u00e3o muitos desejos ocultos. Elos quebrados. Com os di\u00e1logos, o lugar vai ficando cada vez mais claustrof\u00f3bico. O espa\u00e7o alternativo em que \u00e9 realizada essa primeira temporada, uma sala multiuso no bairro de Santa Cec\u00edlia parece que vai diminuindo de tamanho quando o ar fica mais pesado, a densidade dram\u00e1tica vai crescendo.<\/p>\n<p><strong><em>Mulheres sonharam cavalos<\/em><\/strong> estreou em Buenos Aires em 2001 e ficou em cartaz at\u00e9 2004. A revisita\u00e7\u00e3o \u00e0 mem\u00f3ria da ditadura na Argentina, na Am\u00e9rica Latina s\u00e3o temas recorrentes dos seus dramaturgos. Veronese diz que quando escreve precisa exorcizar algo. Talvez os criadores do teatro precisem exorcizar lugares sinistros.<\/p>\n<p>Com dire\u00e7\u00e3o de Ivan Sugahara e tradu\u00e7\u00e3o de Let\u00edcia Isnard, <strong><em>Mulheres sonharam cavalos<\/em><\/strong>&nbsp;teve uma montagem no Rio de Janeiro, em 2011, com elenco formado por Analu Prestes, Elisa Pinheiro, Isaac Bernat, Jos\u00e9 Karini, Let\u00edcia Isnard e Saulo Rodrigues.<\/p>\n<div id=\"attachment_23543\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/L3150947-e1638632179265.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-23543\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-23543\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/L3150947-e1638632179265.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"339\"><\/a><p id=\"caption-attachment-23543\" class=\"wp-caption-text\"><strong><em>Mulheres sonharam cavalos<\/em><\/strong> tem elenco formado por Anna Toledo, Erica Montanheiro, Rita Pisano, Bruno Perillo, Gustavo Trestini e Haroldo Miklos.<\/p><\/div>\n<p>Quem sofre a viol\u00eancia pode ser comparado a uma represa (aparentemente) controlada, mas que um dia poder\u00e1 explodir. Baz\u00e1n \u00e9 sagaz no seu processo de extrair o quase blas\u00e9 de algumas situa\u00e7\u00f5es, para iluminar a raiz da pervers\u00e3o. As quebras, as pausas, a dosagem do grau de ferino dos di\u00e1logos abrilhantam o texto. A movimenta\u00e7\u00e3o, a partitura dos corpos, a linguagem visual, a emo\u00e7\u00e3o do ator, as op\u00e7\u00f5es de ir na contram\u00e3o dos procedimentos natural\u00edsticos e a simultaneidade da cena comp\u00f5em um mosaico duro para falar da nossa (des)humanidade com contund\u00eancia. E um pouco de humor, c\u00e1ustico, mas humor.<\/p>\n<p>Como uma perita a diretora disseca aqueles sentimentos censurados e amorais, que est\u00e3o contidos nas personagens. E \u00e9 no teatro, nesse encontro ao vivo, que essas experi\u00eancias estranhas e por vezes devastadoras s\u00e3o poss\u00edveis. Po\u00e9tica e crueldades se ajustam num abra\u00e7o intrigante. Apesar de toda a viol\u00eancia, h\u00e1 um escape on\u00edrico.<\/p>\n<p><strong><em>Mulheres sonharam cavalos<\/em> <\/strong>est\u00e1 em cartaz no \u201c\u00ba Andar\u201d (Rua Dr. Gabriel dos Santos, 30 \u2013 2\u00ba andar, Santa Cec\u00edlia, S\u00e3o Paulo) at\u00e9 segunda-feira, 6 de dezembro.<\/p>\n<h2>Ficha T\u00e9cnica<\/h2>\n<p><strong>Texto<\/strong> de Daniel Veronese.<br \/>\n<strong>Tradu\u00e7\u00e3o e Dire\u00e7\u00e3o<\/strong> de Mal\u00fa Baz\u00e1n.<br \/>\n<strong>Elenco<\/strong>: Anna Toledo, Erica Montanheiro, Rita Pisano, Bruno Perillo, Gustavo Trestini e Haroldo Miklos.<br \/>\n<strong>Trilha Sonora<\/strong>: Mal\u00fa Baz\u00e1n e Bruno Perillo.<br \/>\n<strong>Cen\u00e1rio e Figurinos<\/strong>: Anne Cerutti.<br \/>\n<strong>Desenho de Luz<\/strong>: Mil\u00f3 Martins.<br \/>\n<strong>Fotografia<\/strong>: Cassandra Mello.<br \/>\n<strong>Opera\u00e7\u00e3o de Luz e Som<\/strong>: Guilherme Soares.<br \/>\n<strong>Assist\u00eancia de Produ\u00e7\u00e3o e Figurino<\/strong>: Marcelo Le\u00e3o.<br \/>\n<strong>Produ\u00e7\u00e3o<\/strong>: Anayan Moretto<\/p>\n<h2>Servi\u00e7o<\/h2>\n<p><em><strong>Mulheres Sonharam Cavalos<\/strong><\/em><br \/>\n<strong>Temporada<\/strong>: de 13 de novembro a 06 de dezembro, de quinta a segunda, \u00e0s 20h15<br \/>\n<strong>Local<\/strong>: \u00ba Andar. Rua Dr. Gabriel dos Santos, 30 \u2013 2\u00ba andar, S\u00e3o Paulo \u2013 SP<br \/>\nEspa\u00e7o localizado no segundo andar com acesso por escadas.<br \/>\n<strong>Dura\u00e7\u00e3o<\/strong>: 80 minutos<br \/>\n<strong>Lugares<\/strong>: 20<br \/>\n<strong>Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong>: N\u00e3o recomendado para menores de 14 anos<br \/>\n<strong>Ingresso<\/strong>: Gratuito \u2013 Retirados pelo Sympla<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.oandar.com\">www.oandar.com<\/a><br \/>\nInstagram:<a href=\"http:\/\/@o.andar\">@o.andar<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o existe amor em Mulheres sonharam cavalos. Nem compaix\u00e3o. A rudeza das rela\u00e7\u00f5es aproxima-se do animalesco e qualquer verniz s\u00f3 busca disfar\u00e7ar a crueza do existir. 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