{"id":22968,"date":"2021-04-13T22:43:24","date_gmt":"2021-04-14T01:43:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=22968"},"modified":"2021-04-15T12:32:13","modified_gmt":"2021-04-15T15:32:13","slug":"precisamos-repensar-o-sentido-de-existir-critica-de-yorick-e-os-coveiros-do-campo-santo-de-elsinor-parte-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/precisamos-repensar-o-sentido-de-existir-critica-de-yorick-e-os-coveiros-do-campo-santo-de-elsinor-parte-1\/","title":{"rendered":"Precisamos repensar o sentido de existir <br\/> Cr\u00edtica de Yorick e os Coveiros do Campo Santo de Elsinor (Parte 1)"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_22971\" style=\"width: 635px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/yorick-foto5-e1618276550106.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-22971\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-22971\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/yorick-foto5-e1618276535108-1024x542.jpg\" alt=\"\" width=\"625\" height=\"331\"><\/a><p id=\"caption-attachment-22971\" class=\"wp-caption-text\">Andrezza Alves e Marcondes Lima em Portugal e Enne Marx, no Recife. Foto Capta\u00e7\u00e3o de tela<\/p><\/div>\n<p><strong>* A a\u00e7\u00e3o Satisfeita, Yolanda? <\/strong><strong>no Reside Lab \u2013 Plataforma PE <\/strong><strong>tem apoio do Sesc Pernambuco<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Selo_final-e1616114268818.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-22778 alignleft\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Selo_final-e1616114268818.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"131\"><\/a><\/p>\n<p><em><strong>Yorick e os Coveiros do Campo Santo de Elsinor (Parte 1)<\/strong><\/em> se apresenta como um experimento c\u00eanico virtual, uma abertura de processo, um work in progress. No material de divulga\u00e7\u00e3o, os artistas afirmam que, \u2013 diante do quadro em que o Brasil se encontra, com as mortes pela Covid-19, pela Pol\u00edcia Militar, por feminic\u00eddio e por fome \u2013 \u201cprecisamos repensar, mais que nunca, o sentido de existir, resistir, persistir. <em><strong>Yorick<\/strong> <\/em>&#8230; \u00e9 um dos frutos dessa reflex\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Exibido em duas sess\u00f5es ao vivo durante o <em><strong>Festival Reside \u2013 Lab<\/strong><\/em>, com debate na sequ\u00eancia, o espet\u00e1culo em constru\u00e7\u00e3o toca ou aproxima-se de quest\u00f5es nevr\u00e1lgicas nesses dias de peste e da peste. Aponto algumas que consegui captar: valoriza\u00e7\u00e3o do ser humano, autoimagem, Lei Aldir Blanc e sua implanta\u00e7\u00e3o em Pernambuco, direito ao trabalho e valoriza\u00e7\u00e3o do conhecimento de todos, empatia seletiva, direito ao luto, imigra\u00e7\u00e3o, como lidar com o contato \u00e0 dist\u00e2ncia, etiqueta no online, como produzir humor, como sobreviver sem atropelar o outro e sem perder a ternura.<\/p>\n<p>Inspirado no <em>Ato V, Cena I<\/em> d\u2019<em>A Trag\u00e9dia de Hamlet: Pr\u00edncipe da Dinamarca,<\/em> de William Shakespeare, a pe\u00e7a junta seis artistas: Andrezza Alves; Daniel Machado, Enne Marx, Geraldo Monteiro, Marcondes Lima e Quiercles Santana, que assina a dire\u00e7\u00e3o. Os tr\u00eas que performam \u2013 Andrezza, Enne e Marcondes \u2013 foram estudar e morar em Portugal e passam \u2013 ou passaram, no caso de Enne, pela experi\u00eancia da imigra\u00e7\u00e3o no pa\u00eds europeu, nosso colonizador, e sentiram na pele a desconfian\u00e7a que recai sobre estrangeiros. As performances deles est\u00e3o carregadas dos atritos gerados por esses sentimentos de ressalvas no acolhimento pleno aos brasileiros em Portugal.<\/p>\n<div id=\"attachment_22975\" style=\"width: 635px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/yorick-foto3-e1618325131503.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-22975\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-22975\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/yorick-foto3-1024x546.jpg\" alt=\"\" width=\"625\" height=\"333\"><\/a><p id=\"caption-attachment-22975\" class=\"wp-caption-text\">Andrezza e Marcondes. Foto capta\u00e7\u00e3o de tela<\/p><\/div>\n<p>Como sabemos, a cena dos Coveiros (Ato V, Cena I) de <em>Hamlet<\/em>, de Shakespeare est\u00e1 impregnada das marcas culturais do tempo em que foi escrita\/encenada pelo bardo ingl\u00eas. As milhares de vers\u00f5es dessa pe\u00e7a atualizam as marcas hist\u00f3ricas de cada per\u00edodo. Na cena espec\u00edfica, dois coveiros, que ostentam a sabedoria do povo, chegam ao Cemit\u00e9rio de Elsinor, carregando p\u00e1s e outras ferramentas.<\/p>\n<p>No texto shakespeariano, as personagens citam as Escrituras, debatem a origem da nobreza, o julgamento de Of\u00e9lia, que tem como veredito o direito dela ganhar um enterro crist\u00e3o, subvertem termos l\u00f3gicos, produzem humor e podem instalar o riso pelo tom amb\u00edguo, ir\u00f4nico e sarc\u00e1stico. Hamlet e Hor\u00e1cio tamb\u00e9m entram na cena e o pr\u00edncipe da Dinamarca filosofa sobre de quem seria um dos cr\u00e2nios desenterrados pelos coveiros. \u201cPode ser a cachola de um politiqueiro [&#8230;] que acreditou ser mais que Deus\u201d, na vers\u00e3o de Mill\u00f4r Fernandes.<\/p>\n<p>Fernandes indica inclusive que, no trato do humor, o tradutor <strong>n\u00e3o<\/strong> deve explicitar o que o autor busca deixar impl\u00edcito, elucidar aquilo que ele quer deixar secreto, encorpar o humor que \u00e9 fino ou tornar sutil o humor que \u00e9 denso.<\/p>\n<p>\u00c9 uma sintonia fina. Penso que seja justamente esse o ponto mais suscept\u00edvel do experimento.&nbsp;<\/p>\n<p>Tra\u00e7ar uma liga\u00e7\u00e3o entre a cena dos Coveiros e a realidade da pandemia que vivemos \u00e9 um ideia interessante e pode-se seguir milhares de caminhos. Em <strong><em>Yorick<\/em> <\/strong>h\u00e1 texto shakespeariano adaptado e a performance dos atores repleta de suas impress\u00f5es, seus corpos atravessados pelas dores das centenas de milhares de vidas perdidas para a Covid-19. Em <em>Hamlet<\/em>, o humor funciona como um respiro da tens\u00e3o tr\u00e1gica.&nbsp;<\/p>\n<p>Sabemos, como j\u00e1 nos ensinou o fil\u00f3sofo franc\u00eas Henri Bergson, de que s\u00f3 h\u00e1 comicidade naquilo que \u00e9 propriamente humano. Os mecanismos que provocam o riso s\u00e3o buscas constantes.<\/p>\n<p>A literatura canonizada de Shakespeare foi escrita para ser encenada. Como prescreveria Hamlet \u00e0 trupe de atores: &#8211; Adaptem a a\u00e7\u00e3o \u00e0 palavra, a palavra \u00e0 a\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<div id=\"attachment_22977\" style=\"width: 635px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/yorick-foto2-e1618325673592.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-22977\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-22977\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/yorick-foto2-1024x577.jpg\" alt=\"\" width=\"625\" height=\"352\"><\/a><p id=\"caption-attachment-22977\" class=\"wp-caption-text\">Rolhas de garrafas de vinho representam t\u00famulos<\/p><\/div>\n<p>O experimento utiliza um fundo de terra e sobre ele os quadrados se alternam, ocupam a tela inteira, dividem a tela, sem inova\u00e7\u00f5es no formato. E insistem na queda da conex\u00e3o com a internet. Uma intera\u00e7\u00e3o entre artistas e plateia executada durante a sess\u00e3o \u00e9 materializada nas perguntas feita aos espectadores. \u201cQue figura p\u00fablica voc\u00ea gostaria de ver enterrada?\u201d; \u201cO que te abate no dia a dia? O que te derruba? O que destr\u00f3i f\u00e1cil tua alegria\u201d; \u201cQue golpes, que trai\u00e7\u00f5es, que rasteiras te arrasam?\u201d&#8230;. Com direito a resposta do p\u00fablico pelo chat, que \u00e9 visualizado na tela. S\u00e3o trocas que tra\u00e7am v\u00ednculos de cumplicidade, mesmo que provis\u00f3rios.<\/p>\n<p>Todas as pontua\u00e7\u00f5es de sarcasmo e ironia com a imagem, a reputa\u00e7\u00e3o e posicionamentos dos malditos pol\u00edticos brasileiros s\u00e3o bem-vindas e elevam a temperatura. Muitas rolhas de garrafas de vinho s\u00e3o apresentadas como t\u00famulos, que aumentam durante a conversa.<\/p>\n<p>O trabalho come\u00e7a com Andrezza batendo no teto. Depois olha para a c\u00e2mera e pergunta: \u201cA morte, a merda, a mis\u00e9ria, a p\u00fastula, a praga, a peste, a fome, a inf\u00e2mia, a febre podem gerar uma boa dramaturgia?&#8221;.<\/p>\n<p>Depois muda de registro \u2013 da live, abertura de processo, demonstra\u00e7\u00e3o de trabalho, experimento c\u00eanico ou que seja \u2013 com o contraponto de Enne, que diz que soa um pouco arrogante o come\u00e7o. A outra rebate que essa \u201csimpatia sint\u00e9tica tem dado nos nervos, da afabilidade for\u00e7ada&#8230;\u201d E vira a chave, no tom de falsete de simpatia criticando quem \u00e9 simp\u00e1tico no online. Pareceu-me afetado. E se a inten\u00e7\u00e3o era estabelecer a hilaridade da cena, para mim n\u00e3o funcionou.<\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil sincronizar inten\u00e7\u00e3o, fala dos atores, tempo, sonoridade teatral e a fun\u00e7\u00e3o do clown contempor\u00e2neo de tra\u00e7ar papel social e pol\u00edtico, ter tiradas aprofundadas, com enigmas, coment\u00e1rios de verdades profundas com humor.<\/p>\n<p>Ou assumir a fun\u00e7\u00e3o de bobo da corte, daquele que com sagacidade conta para o rei aquilo que os outros n\u00e3o tem coragem de dizer, como j\u00e1 fez Yorick do t\u00edtulo, de dizer as verdades brincando, como lembra Hamlet ao pegar no cr\u00e2nio de Yorick.<\/p>\n<p>O experimento encerra com duas cenas gravadas, muito bonitas. A sequ\u00eancia em que Andrezza se maquila&nbsp; e, vestida de Of\u00e9lia, entra no rio, quer dizer na banheira, e a passagem de Enne com uma ficha no p\u00e9 em um local que lembra um necrot\u00e9rio. Isso ao som de <em>La Llorona<\/em>, uma can\u00e7\u00e3o popular mexicana de dom\u00ednio p\u00fablico, com m\u00fasica de Andres Henestrosa, interpretada \u00e0 capela por Marcondes Lima.<\/p>\n<div id=\"attachment_22978\" style=\"width: 635px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/yorick-foto6-e1618326124624.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-22978\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-22978\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/yorick-foto6-1024x628.jpg\" alt=\"\" width=\"625\" height=\"383\"><\/a><p id=\"caption-attachment-22978\" class=\"wp-caption-text\">Andrezza, vestida de Of\u00e9lia<\/p><\/div>\n<p>Para concluir, provisoriamente, minha reflex\u00e3o sobre o experimento, tra\u00e7o uma linha da preocupa\u00e7\u00e3o dos artistas com o sentido de existir e recorro a um ensaio, do qual gosto muito, da fil\u00f3sofa Judith Butler: <em>Pode-Se Levar Uma Vida Boa Em Uma Vida Ruim?<\/em>, na tradu\u00e7\u00e3o de Al\u00e9xia Cruz Bretas.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 um caminho f\u00e1cil de resposta. A vida de cada pessoa \u00e9 \u00fanica e o mundo \u00e9 constitu\u00eddo de desigualdades, opress\u00f5es, e cada vez mais formas de apagamento.<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.revistas.usp.br\/cefp\/article\/view\/140829\/149868\">texto<\/a> de Judith Butler foi proferido durante a cerim\u00f4nia de entrega do Pr\u00eamio Adorno, em Frankfurt, em 11 de setembro de 2012. Moral e pol\u00edtica a partir das reflex\u00f5es adornianas ganharam outros argumentos para discutir limites da \u00e9tica na contemporaneidade. \u00c9 poss\u00edvel levar uma \u201cvida boa\u201d frente aos dispositivos de desumaniza\u00e7\u00e3o, precariza\u00e7\u00e3o da vida e partilha desigual da vulnerabilidade?<\/p>\n<blockquote><p>\u201cA conduta \u00e9tica ou a conduta moral e imoral \u00e9 sempre um fen\u00f4meno social \u2013 em outras palavras, n\u00e3o faz absolutamente qualquer sentido falar em conduta \u00e9tica e moral separadamente das rela\u00e7\u00f5es entre os seres humanos, e um indiv\u00edduo que existe puramente para si mesmo \u00e9 uma abstra\u00e7\u00e3o vazia\u201d.<br \/>\n<strong>Theodor W. Adorno<\/strong>,<br \/>\n<strong>Problems of Moral Philosophy<\/strong>, trans. Rodney Livingstone, Polity Press, Cambridge, 2000, p. 19, citado no ensaio de Judith Butler<\/p><\/blockquote>\n<p>Butler aponta que parece que a moralidade, desde o in\u00edcio, est\u00e1 ligada \u00e0 biopol\u00edtica. &#8220;Por biopol\u00edtica entendo aqueles poderes que organizam a vida, inclusive os poderes que diferenciadamente descartam vidas \u00e0 condi\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria como parte de uma gest\u00e3o mais ampla das popula\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s de meios governamentais e n\u00e3o governamentais, e que estabelecem um conjunto de medidas para a avalia\u00e7\u00e3o diferencial da vida em si&#8221;.<\/p>\n<p>\u00c9 uma negocia\u00e7\u00e3o constante com essas formas de poder. Mas \u00e9 desigual. E at\u00e9 a pergunta d\u00f3i. \u201cAs vidas de quem importam? As vidas de quem n\u00e3o importam como vidas, n\u00e3o s\u00e3o reconhecidas como vivas, ou contam apenas ambiguamente como vivas?\u201d<br \/>\nE ela ent\u00e3o discorre que nos mecanismos pol\u00edticos nem todos os seres humanos vivos t\u00eam o status de um sujeito que \u00e9 digno de direitos e prote\u00e7\u00f5es, com liberdade e um sentimento de perten\u00e7a pol\u00edtica; ao contr\u00e1rio. As vidas de quem s\u00e3o pass\u00edveis de luto, e as de quem n\u00e3o s\u00e3o?<\/p>\n<p>No Brasil comandado por Bolsonaro, a pol\u00edtica de morte foi fortalecida, muito antes da pandemia da Covid-19. N\u00e3o avistamos no horizonte um futuro seguro e vivemos com a sensa\u00e7\u00e3o de vida danificada como experi\u00eancia cotidiana.<\/p>\n<p>\u00c9 a necropol\u00edtica, um conceito concebido pelo fil\u00f3sofo, historiador, te\u00f3rico pol\u00edtico e professor universit\u00e1rio camaronense Achille Mbembe, que trata da soberania do Estado que dita quem pode viver e quem deve morrer.<br \/>\nIsso \u00e9 inaceit\u00e1vel. Nossos corpos defendem vida digna para todos seres viventes.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Ficha t\u00e9cnica:<\/strong><\/span><\/p>\n<p><em><strong>Yorick e os Coveiros do Campo Santo de Elsinor <\/strong><\/em><br \/>\n<strong>Cria\u00e7\u00e3o c\u00eanica e dramaturgia<\/strong>: Andrezza Alves, Enne Marx, Daniel Machado, Geraldo Monteiro, Marcondes Lima e Quiercles Santana<br \/>\n<strong>Dramaturgia<\/strong>: Quiercles Santana e William Shakespeare<br \/>\n<strong>Performance<\/strong>: Andrezza Alves, Enne Marx e Marcondes Lima<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o de arte<\/strong>: Marcondes Lima<br \/>\n<strong>Assist\u00eancia de dire\u00e7\u00e3o, foto, v\u00eddeo e edi\u00e7\u00e3o<\/strong>: Daniel Machado e Geraldo Monteiro<br \/>\n<strong>Designer e dire\u00e7\u00e3o musical<\/strong>: Daniel Machado<br \/>\n<strong>Cria\u00e7\u00e3o em arte-tecnologia e plataformas digitais<\/strong>: Geraldo Monteiro<br \/>\n<strong>Produ\u00e7\u00e3o<\/strong>: Andrezza Alves<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o geral<\/strong>: Quiercles Santana<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>* A a\u00e7\u00e3o Satisfeita, Yolanda? no Reside Lab \u2013 Plataforma PE tem apoio do Sesc Pernambuco Yorick e os Coveiros do Campo Santo de Elsinor (Parte 1) se apresenta como um experimento c\u00eanico virtual, uma abertura de processo, um work in progress. 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