{"id":22952,"date":"2021-04-11T12:05:16","date_gmt":"2021-04-11T15:05:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=22952"},"modified":"2021-04-11T12:34:16","modified_gmt":"2021-04-11T15:34:16","slug":"no-tempo-da-delicadeza-sob-o-sol-do-sertao-critica-de-no-meu-terreiro-tem-arte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/no-tempo-da-delicadeza-sob-o-sol-do-sertao-critica-de-no-meu-terreiro-tem-arte\/","title":{"rendered":"No tempo da delicadeza, sob o sol do Sert\u00e3o <br\/> Cr\u00edtica de No meu terreiro tem arte"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_22961\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/no-tempo-da-delicadeza-sob-o-sol-do-sertao-critica-de-no-meu-terreiro-tem-arte\/no-meu-terreiro-tem-arte-2-2\/\" rel=\"attachment wp-att-22961\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-22961\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-22961\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/No-meu-terreiro-tem-arte-2-e1618152061204.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"346\"><\/a><p id=\"caption-attachment-22961\" class=\"wp-caption-text\">Bandeira monta seu circo no quintal de casa, no Paje\u00fa. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o de tela<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_22959\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/no-meu-terreiro-tem-arte-2\/\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-22959\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-22959\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/No-meu-terreiro-tem-arte-2-e1618083531287.png\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"338\"><\/a><p id=\"caption-attachment-22959\" class=\"wp-caption-text\">Od\u00edlia Nunes, a boneca Ester e o teatro dos afetos. Foto: reprodu\u00e7\u00e3o de tela<\/p><\/div>\n<p><strong>* A a\u00e7\u00e3o Satisfeita, Yolanda? <\/strong><strong>no Reside Lab \u2013 Plataforma PE <\/strong><strong>tem apoio do Sesc Pernambuco<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Selo_final-e1616114268818.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-22778 alignleft\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Selo_final-e1616114268818.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"131\"><\/a><\/p>\n<p>Quando pensamos na arte do Paje\u00fa, no Sert\u00e3o pernambucano, logo lembramos da poesia, dos violeiros e repentistas, dos cordelistas. Dos encontros e festivais que perpetuam a oralidade da poesia, que traz junto a m\u00fasica, a rima, a performance desses artistas tanto nos palcos, quanto nas feiras, nos coretos das pra\u00e7as, nos terreiros, debaixo de alguma \u00e1rvore frondosa. As narrativas, improvisadas ou n\u00e3o, muitas vezes bebem no imagin\u00e1rio popular e no cotidiano da pr\u00f3pria regi\u00e3o, nas viv\u00eancias do povo do interior. \u201cQuando \u00e9 de manh\u00e3zinha\/No tempo da trovoada\/Canta alegre a passarada\/L\u00e1 nas matas da serrinha\/V\u00ea se logo a andorinha\/Voando sem dire\u00e7\u00e3o\/Quando v\u00ea prepara\u00e7\u00e3o\/Muito cedo se levanta\/Toda passarada canta\/Quando chove no Sert\u00e3o\u201d (Poesia de Efig\u00eania Sampaio de Lima Barreto, publicada numa mat\u00e9ria da Revista Continente sobre as poetas do Paje\u00fa, na edi\u00e7\u00e3o de setembro de 2020).<\/p>\n<p>A atriz, palha\u00e7a, dramaturga, cordelista, diretora e produtora Od\u00edlia Nunes, nascida em S\u00e3o Jos\u00e9 do Egito, criada em Tuparetama, fez o caminho de muitos artistas que saem do interior para a capital e para outras regi\u00f5es do pa\u00eds ou at\u00e9 para fora, que v\u00e3o para longe dos seus quintais, em busca, geralmente, de aperfei\u00e7oamento e crescimento profissional. Mas a jornada de volta \u00e9 cada vez mais recorrente, ajudando a descontruir as narrativas de Nordeste \u00e0s quais fomos habituados. O Nordeste da migra\u00e7\u00e3o, o interior da dificuldade e da priva\u00e7\u00e3o, o Sert\u00e3o da terra esturricada.<\/p>\n<p>Od\u00edlia mora atualmente no Minadouro, comunidade rural da Ingazeira, justamente no Paje\u00fa, e, h\u00e1 cinco anos, realiza o projeto \u201cNo meu terreiro tem arte\u201d. A ideia \u00e9 disseminar e promover a experi\u00eancia do encontro com a arte para a popula\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria regi\u00e3o e, consequentemente, formar plateia, ampliar vis\u00f5es de mundo, oferecer um bocado de respiro, leveza, reflex\u00e3o e boniteza.<\/p>\n<p>Uma s\u00e9rie de v\u00eddeos curtos tendo como protagonistas Od\u00edlia e suas duas filhas, Violeta e Helena, foram exibidos em sequ\u00eancia no festival Reside Lab \u2013 Plataforma PE. Assim como os poetas e as poetas da regi\u00e3o, Od\u00edlia tem na conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias, na oralidade e na presen\u00e7a alavancas do seu trabalho como artista.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a pesquisa na palha\u00e7aria se revela cada vez mais madura, pronta para despertar o sorriso e o encantamento no outro, a partir da simplicidade, da inoc\u00eancia e dos atos singelos da palha\u00e7a Bandeira. A \u00faltima vez que me recordo de ter visto Bandeira j\u00e1 faz bastante tempo: foi em <em>Divinas<\/em>, talvez em 2011, espet\u00e1culo assinado pela Duas Companhias, ao lado das companheiras Uruba (Fabiana Pirro) e Zanoia (L\u00edvia Falc\u00e3o).<\/p>\n<p>Muita \u00e1gua passou por debaixo dessa ponte. A pandemia, por exemplo, interrompeu, na medida da presen\u00e7a f\u00edsica, as atividades do projeto \u201cNo meu terreiro tem arte\u201d no Minadouro. A \u00faltima a\u00e7\u00e3o presencial foi em dezembro de 2020. 25 artistas de oito grupos chegaram \u00e0 Ingazeira no dia 1\u00ba de dezembro. Ficaram todos em quarentena para que pudessem se apresentar, com o devido distanciamento, ao ar livre, no terreiro da igreja do s\u00edtio Minadouro, no terreiro de Dona Dia, no s\u00edtio Xique-Xique, e no terreiro de Aurinha, no s\u00edtio Cai\u00e7ara. Todas as apresenta\u00e7\u00f5es foram gravadas e depois exibidas no YouTube.<\/p>\n<p>Mesmo neste per\u00edodo de quarentena, essas articula\u00e7\u00f5es com outros coletivos do interior continuaram, haja vista a organiza\u00e7\u00e3o da Ripa (Rede Interiorana de Produtores, T\u00e9cnicos e Artistas de Pernambuco), e as cria\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, desta vez tendo a c\u00e2mera como interface com o p\u00fablico. &nbsp;<\/p>\n<p>Ao longo deste \u00faltimo ano de trag\u00e9dia no Brasil, temos visto uma experimenta\u00e7\u00e3o vertiginosa das possibilidades de aproxima\u00e7\u00e3o com a linguagem do audiovisual, neste teatro que necessita da media\u00e7\u00e3o da tela para acontecer, para encontrar com o espectador. Alguns desses trabalhos se apropriam de recursos \u2013 digamos assim, mais incisivos. Talvez o principal deles seja uma edi\u00e7\u00e3o menos linear, recortada, que vai dar direcionamento ao olhar do espectador a cada corte. N\u00e3o existe uma categoriza\u00e7\u00e3o com conceitos delineados do que, neste momento de ainda mais fluidez de linguagens, seja ou n\u00e3o teatro. Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 hierarquias, um manual de t\u00e9cnicas que voc\u00ea v\u00e1 consultar para saber como fazer teatro online. Mas, muitas vezes, nem \u00e9 preciso muita inven\u00e7\u00e3o: o simples bem-feito funciona em muitas situa\u00e7\u00f5es. Como uma c\u00e2mera aberta na paisagem do Sert\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"attachment_22962\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/no-tempo-da-delicadeza-sob-o-sol-do-sertao-critica-de-no-meu-terreiro-tem-arte\/no-meu-terreiro-tem-arte-3\/\" rel=\"attachment wp-att-22962\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-22962\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-22962\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/No-meu-terreiro-tem-arte-3-e1618152179596.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"342\"><\/a><p id=\"caption-attachment-22962\" class=\"wp-caption-text\">Bandeira usa brinquedo de madeira para contar hist\u00f3ria. Foto: reprodu\u00e7\u00e3o de tela<\/p><\/div>\n<p>Bandeira entra em cena: \u201cVixe, Nossa Senhora, que veio foi todo mundo. Opa, seu Mandacaru, como \u00e9 que o senhor est\u00e1?\u201d. Apresenta a sua cena integrada \u00e0 natureza e o desenrolar \u00e9 t\u00e3o natural \u00e0quela paisagem, como se uma roda de gente sentada em seus tamboretes estivesse acompanhando ali de pertinho. Ela monta o circo dela.<\/p>\n<p>O traca-traca, um brinquedo artesanal, formado por umas plaquinhas de madeiras, se transforma em menino, cachorro, casa, peixe, cavalo e por a\u00ed vai, numa hist\u00f3ria de um menino que ama os animais, v\u00ea um disco-voador e fica amigo de um extraterrestre que sabe tocar sanfona. Tudo isso numa coisa s\u00f3. \u201cTu n\u00e3o consegue ver um menino aqui? Tu tem que usar a tua imagina\u00e7\u00e3o, criatura, tu t\u00e1 no teatro!\u201d, passa a receita. Para quem est\u00e1 assistindo, a mesma coisa: precisa embarcar na hist\u00f3ria, se permitir imaginar e brincar tamb\u00e9m, porque as coisas podem ser tudo que a gente quer que elas sejam, diz Bandeira noutras palavras.<\/p>\n<p>Violeta e Helena participam da brincadeira com a boneca de luva Ester, que ganha vida com os dedos da m\u00e3e-artista Od\u00edlia, ao som da caixinha de m\u00fasica. O quadro \u00e9 de uma delicadeza que extrapola as tentativas de explica\u00e7\u00e3o. A boneca de poucos cent\u00edmetros, uma senhorinha preta esculpida em cada detalhe, de vestido florido, desperta e se coloca dispon\u00edvel para um jogo que \u00e9 muito \u00edntimo, que \u00e9 do teatro feito em escala m\u00ednima, um para um, para dois ou tr\u00eas.<\/p>\n<p>A boneca anda nas palmas das m\u00e3os, escala cabe\u00e7as de crian\u00e7as, se deixa acariciar, tamb\u00e9m alisa e beija os rostos das meninas, nos lembrando da pot\u00eancia que tem esse gesto que nos era t\u00e3o corriqueiro. Que muitas vezes era autom\u00e1tico, at\u00e9 para cumprir o protocolo social. Beijar uma av\u00f3, beijar a boneca Ester, neste momento mais do que nunca, \u00e9 constru\u00e7\u00e3o de teia de afetos, \u00e9 mostrar que a gente precisa se concentrar no que importa.<\/p>\n<div id=\"attachment_22958\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/no-meu-terreiro-tem-arte-1\/\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-22958\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-22958\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/No-meu-terreiro-tem-arte-1-e1618083367163.png\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"338\"><\/a><p id=\"caption-attachment-22958\" class=\"wp-caption-text\">Boneca Ester desperta para brincar com as crian\u00e7as. Foto: reprodu\u00e7\u00e3o de tela<\/p><\/div>\n<p>Se a escala da Ester \u00e9 de pouco cent\u00edmetros, noutro quadro Cordelina \u00e9 boneca gigante com cabe\u00e7a feita de caba\u00e7a. O ritual inclui que o p\u00fablico acompanhe Od\u00edlia se vestir de Cordelina. Emprestar seu corpo que j\u00e1 \u00e9 relativamente alto para uma boneca de grandes dimens\u00f5es que&nbsp; dan\u00e7a entre as juremas pretas.<\/p>\n<p>Noutro quadro, <em>N\u00f3s sem nossa m\u00e3e<\/em>, Viola (Violeta) e Gerimum (Helena), &#8220;Gerimum com g pois \u00e9 gerimum gente e n\u00e3o Jerimum de comer&#8221;, explica Od\u00edlia, tamb\u00e9m assumem o protagonismo e brincam como palha\u00e7as que est\u00e3o se formando, aprendendo a existir no mundo. As duas encaram o jogo, se permitindo serem artistas e crian\u00e7as, tendo liberdade para exercer a criatividade. Daqui a pouco a m\u00e3e chama, que o almo\u00e7o est\u00e1 quase pronto.<\/p>\n<p>Neste cen\u00e1rio de Sert\u00e3o tem verde, c\u00e9u azul, o fusca estacionado na frente de casa, o quintal com \u00e1rvore que d\u00e1 sombra. M\u00e3e artista e suas filhas. Delicadeza para lembrar que a arte deixa a vida muito melhor. D\u00e1 at\u00e9 uma esperan\u00e7a, um quentinho no cora\u00e7\u00e3o. A visita a esse terreiro est\u00e1 agendada, assim que o mundo girar e a vacina finalmente chegar.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Ficha t\u00e9cnica:<\/strong><\/span><br \/>\n<strong>Brincantes\/palha\u00e7as\/atrizes:<\/strong> Od\u00edlia Nunes, Violeta Nunes e Helena Nunes<br \/>\n<strong>Cria\u00e7\u00e3o geral:<\/strong> Od\u00edlia Nunes<\/p>\n<div id=\"attachment_22963\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/no-tempo-da-delicadeza-sob-o-sol-do-sertao-critica-de-no-meu-terreiro-tem-arte\/no-meu-terreiro-tem-arte-1-2\/\" rel=\"attachment wp-att-22963\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-22963\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-22963\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/No-meu-terreiro-tem-arte-1-e1618152274274.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"349\"><\/a><p id=\"caption-attachment-22963\" class=\"wp-caption-text\">A boneca Cordelina. Foto: reprodu\u00e7\u00e3o de tela<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>* A a\u00e7\u00e3o Satisfeita, Yolanda? no Reside Lab \u2013 Plataforma PE tem apoio do Sesc Pernambuco Quando pensamos na arte do Paje\u00fa, no Sert\u00e3o pernambucano, logo lembramos da poesia, dos violeiros e repentistas, dos cordelistas. 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