{"id":22522,"date":"2021-01-30T11:19:25","date_gmt":"2021-01-30T14:19:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=22522"},"modified":"2021-01-30T11:46:29","modified_gmt":"2021-01-30T14:46:29","slug":"que-caiam-as-mascaras-brancas-critica-do-espetaculo-pele-negra-mascaras-brancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/que-caiam-as-mascaras-brancas-critica-do-espetaculo-pele-negra-mascaras-brancas\/","title":{"rendered":"Que caiam as m\u00e1scaras brancas! <br \/> Cr\u00edtica do espet\u00e1culo Pele negra, m\u00e1scaras brancas"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_22525\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/que-caiam-as-mascaras-brancas-critica-do-espetaculo-pele-negra-mascaras-brancas\/pele-negra-mascaras-brancas_credito-adeloya-magnoni-4-2\/\" rel=\"attachment wp-att-22525\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-22525\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-22525 size-full\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Pele-Negra-Mascaras-Brancas_credito-Adeloya-Magnoni-4-1-scaled-e1611943706846.jpg\" alt=\"Pele negra, m\u00e1scaras brancas. Foto: Adeloy\u00e1 Magnoni\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-22525\" class=\"wp-caption-text\">Montagem da Cia de Teatro da UFBA foi dirigida por uma artista negra pela primeira vez. Foto: Adeloy\u00e1 Magnoni<\/p><\/div>\n<p>Em 2019, pela primeira vez em 38 anos, uma pe\u00e7a da Companhia de Teatro da Universidade Federal da Bahia (UFBA) foi dirigida por uma mulher negra. Ao longo da trajet\u00f3ria da companhia, esse foi o segundo espet\u00e1culo que pode ser considerado Teatro Negro, pela tem\u00e1tica, pela po\u00e9tica, pela equipe envolvida em sua realiza\u00e7\u00e3o. <em>Pele negra, m\u00e1scaras brancas<\/em>, 53\u00aa montagem no repert\u00f3rio do grupo, tem a assinatura de Onisaj\u00e9 (Fernanda J\u00falia) e dramaturgia de Aldri Anuncia\u00e7\u00e3o a partir do texto hom\u00f4nimo de Frantz Fanon. A grava\u00e7\u00e3o do trabalho foi exibida on-line na programa\u00e7\u00e3o do festival Janeiro de Grandes Espet\u00e1culos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/category\/criticas\/\">Confira outras cr\u00edticas de espet\u00e1culos que participaram do festival.<\/a><\/p>\n<p>T\u00e3o logo o espet\u00e1culo come\u00e7a, a pergunta que vai permear toda a dramaturgia \u00e9 feita de cara, atrav\u00e9s da pot\u00eancia da m\u00fasica: o que quer o homem negro? O que quer a mulher negra? O questionamento tamb\u00e9m est\u00e1 na introdu\u00e7\u00e3o do livro que \u00e9 considerado uma obra fundamental na discuss\u00e3o sobre negritude e colonialidade: \u201cPor mais penosa que possa nos parecer esta constata\u00e7\u00e3o, somos obrigados a faz\u00ea-la: para o negro, existe apenas um destino. E ele \u00e9 branco\u201d. Se na sociedade ocidental, branco seria sin\u00f4nimo de humano, Frantz Fanon (1925-1961) vai se debru\u00e7ar sobre as consequ\u00eancias da aliena\u00e7\u00e3o colonial, que impede que os negros sejam sujeitos de suas pr\u00f3prias hist\u00f3rias, e da tentativa de embranquecimento em v\u00e1rios \u00e2mbitos da exist\u00eancia do povo negro.<\/p>\n<p>O psiquiatra e fil\u00f3sofo pol\u00edtico nascido na Martinica, uma ilha francesa no Caribe, teve o esbo\u00e7o da sua tese de doutorado, que mais tarde seria o livro que d\u00e1 t\u00edtulo \u00e0 pe\u00e7a, recha\u00e7ado por seu orientador. No espet\u00e1culo, Fanon vira personagem e encara novamente uma banca, defendendo as ideias que d\u00e3o embasamento ao espet\u00e1culo. S\u00e3o tr\u00eas tempos dramat\u00fargicos: 1950, quando a tese n\u00e3o foi aceita, 2019, ano de estreia do espet\u00e1culo, quando o psiquiatra faz sua argumenta\u00e7\u00e3o, e 2888, mil anos depois da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura no Brasil.<\/p>\n<p>Nesse \u00faltimo, uma fam\u00edlia, todos negros, vive sob um \u201cregime \u00fanico mundial\u201d. N\u00e3o existe mais a moeda, as necessidades s\u00e3o satisfeitas por esse regime, mas os rastros de colonialidade est\u00e3o presentes sob v\u00e1rias perspectivas. N\u00e3o h\u00e1, por exemplo, liberdade, seja de corpos ou de pensamentos: os livros da velha biblioteca, que contam a hist\u00f3ria de como eles chegaram at\u00e9 ali, s\u00e3o proibidos. O conhecimento \u00e9 cerceado.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel compreender quem de fato s\u00e3o aquelas personagens, suas subjetividades, quais os seus desejos. S\u00e3o muitas as camadas de m\u00e1scaras, numa narrativa que vai sendo reproduzida ao longos dos anos. A empregada, por exemplo, diz que quer servir, enquanto os filhos que tiveram acesso \u00e0 biblioteca retrucam &#8211; ela n\u00e3o pode querer isso. Como desvelar subjetividades que foram marcadas por um sistema de opress\u00e3o e subjuga\u00e7\u00e3o? Como questionar os padr\u00f5es que referenciamos, que fazem parte do nosso cotidiano sem que a gente ao menos se aperceba? Como os tra\u00e7os da colonialidade se revelam nos corpos negros?<\/p>\n<div id=\"attachment_22526\" style=\"width: 2570px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/que-caiam-as-mascaras-brancas-critica-do-espetaculo-pele-negra-mascaras-brancas\/pele-negra-mascaras-brancas_credito-adeloya-magnoni-2\/\" rel=\"attachment wp-att-22526\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-22526\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-22526 size-full\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Pele-Negra-Mascaras-Brancas_credito-Adeloya-Magnoni-2-scaled.jpg\" alt=\"Pele negra, m\u00e1scaras brancas. Foto: Adeloy\u00e1 Magnoni \" width=\"2560\" height=\"1707\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Pele-Negra-Mascaras-Brancas_credito-Adeloya-Magnoni-2-scaled.jpg 2560w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Pele-Negra-Mascaras-Brancas_credito-Adeloya-Magnoni-2-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Pele-Negra-Mascaras-Brancas_credito-Adeloya-Magnoni-2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Pele-Negra-Mascaras-Brancas_credito-Adeloya-Magnoni-2-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Pele-Negra-Mascaras-Brancas_credito-Adeloya-Magnoni-2-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Pele-Negra-Mascaras-Brancas_credito-Adeloya-Magnoni-2-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Pele-Negra-Mascaras-Brancas_credito-Adeloya-Magnoni-2-624x416.jpg 624w\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-22526\" class=\"wp-caption-text\">Espet\u00e1culo possui tr\u00eas tempos dramat\u00fargicos. Foto: Adeloy\u00e1 Magnoni<\/p><\/div>\n<p>A pe\u00e7a tem uma pegada de futuro dist\u00f3pico na elabora\u00e7\u00e3o visual da cena e na fisicalidade proposta aos atores da fam\u00edlia, como se aquela realidade estivesse noutra dimens\u00e3o, no tempo distante de 2888. Mas, como sugere a professora Leda Maria Martins, talvez fa\u00e7a muito mais sentido se enxergarmos essa cronologia como espiralar: passado, presente e futuro. H\u00e1 muito de presente e de passado na elabora\u00e7\u00e3o desse futuro.<\/p>\n<p>Um dos principais desafios do espet\u00e1culo \u00e9 a sua inten\u00e7\u00e3o declarada de defesa de tesa, de explana\u00e7\u00e3o de argumentos. De alguma maneira, est\u00e1 muito pr\u00f3ximo, por exemplo, dos textos pol\u00edticos da d\u00e9cada de 1960, escritos com um prop\u00f3sito muito claro. Neste caso, a refer\u00eancia \u00e9 utilizada muitas vezes na \u00edntegra: trechos do texto de Fanon s\u00e3o reproduzidos exatamente como escritos nas vozes dos personagens.<\/p>\n<p>Como a sua escrita tem uma for\u00e7a muito efetiva, uma constru\u00e7\u00e3o de sentidos que favorece a oralidade, um dos pontos na encena\u00e7\u00e3o \u00e9 como esses corpos v\u00e3o carregar esse texto e como construir esse espet\u00e1culo sem que ele se torne uma aula, uma explana\u00e7\u00e3o acad\u00eamica. Al\u00e9m da prepara\u00e7\u00e3o dos atores, que fica muito evidente na cena, a solu\u00e7\u00e3o encontrada est\u00e1 na ritualidade, no coro e na m\u00fasica, que quebra o car\u00e1ter epistolar do espet\u00e1culo. Que traz para o palco a cultura negra, a movimenta\u00e7\u00e3o de corpos que est\u00e3o nas ruas, nas baladas, no show de Elza Soares.&nbsp;<\/p>\n<p>Nesse sentido, n\u00e3o h\u00e1 discrep\u00e2ncia entre conte\u00fado e forma nos momentos em que o espet\u00e1culo se torna mais musical. A afirma\u00e7\u00e3o do empoderamento desses corpos negros, a luta pela representatividade, pela liberdade em sua plenitude percorre toda a montagem. \u00c9 um espet\u00e1culo negro, pol\u00edtico, pelas cores das peles que est\u00e3o em cima do palco, que est\u00e3o nas coxias, pela maneira como abordam a necessidade de descolonizar corpos e pensamentos.<\/p>\n<p>No contexto do espet\u00e1culo, discuss\u00f5es de g\u00eanero e de ra\u00e7a est\u00e3o relacionadas, j\u00e1 que h\u00e1 uma mulher trans no elenco, j\u00e1 que n\u00e3o podemos esquecer que \u00e9 uma pe\u00e7a que tem uma mulher negra na fun\u00e7\u00e3o de diretora. Voc\u00ea consegue enumerar uma lista dos espet\u00e1culos dirigidos por mulheres negras a que voc\u00ea assistiu na vida? A luta por representatividade \u00e9 urgente e, aqui do meu lugar de mulher branca, n\u00e3o posso deixar de pensar que \u00e9 esse o teatro que me transforma. Que desse tipo de teatro precisamos nos banhar. Que, cada vez mais, a escolha dos espet\u00e1culos para ver, para escrever, para tentar estabelecer um di\u00e1logo, precisa passar por filtros da representatividade.<\/p>\n<p>Como se empretecer? Pe\u00e7a-manifesto-ritual-defesa de tese, <em>Pele negra, m\u00e1scaras brancas<\/em> reivindica o desejo de saber, o resgate da subjetividade, o conhecimento ancestral de que corpo \u00e9 lugar de mem\u00f3ria, possibilidade de resist\u00eancia e transforma\u00e7\u00e3o de exist\u00eancias. Que caiam as m\u00e1scaras brancas!&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Ficha t\u00e9cnica:<\/strong><\/span><br \/>\n<em>Pele negra, m\u00e1scaras brancas<\/em>, da Cia de Teatro da UFBA<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o:<\/strong> Onisaj\u00e9 (Fernanda J\u00falia)<br \/>\n<strong>Codire\u00e7\u00e3o:<\/strong> Licko Turle<br \/>\n<strong>Texto:<\/strong> Aldri Anuncia\u00e7\u00e3o<br \/>\n<strong>Elenco:<\/strong> Akueran Neiji, Iago Gon\u00e7alves, Igor Nascimento, Juliette Nascimento, Manu Moraes, Matheus Cardoso, Matheuzza Xavier, Rafaella Tux\u00e1, Thalia Anat\u00e1lia, Victor Edvani<br \/>\n<strong>Assist\u00eancia de dire\u00e7\u00e3o:<\/strong> Fab\u00edola Nansur\u00ea<br \/>\n<strong>Orienta\u00e7\u00e3o de pesquisa:<\/strong> Alexandra Dumas e Licko Turle<br \/>\n<strong>Colabora\u00e7\u00e3o em pesquisa:<\/strong> C\u00e1ssia Maciel, Edson C\u00e9sar e Lucas Silva<br \/>\n<strong>Estudantes-pesquisadores:<\/strong> Camila Loyasican, Juliana Bispo, Juliana Luz, Juliana Roriz<br \/>\n<strong>Trilha sonora:<\/strong> Luciano Salvador Bahia<br \/>\n<strong>Prepara\u00e7\u00e3o vocal:<\/strong> Joana Boccanera<br \/>\n<strong>Opera\u00e7\u00e3o de som e v\u00eddeo<\/strong>: Fab\u00edola Nansur\u00ea<br \/>\n<strong>Coreografia e prepara\u00e7\u00e3o corporal:<\/strong> Edileusa Santos<br \/>\n<strong>Cenografia, figurino e maquiagem:<\/strong> Thiago Romero e Tina Melo<br \/>\n<strong>Costura:<\/strong> M\u00e1rcia Cardoso e Sara\u00ed Reis<br \/>\n<strong>Cenotecnia<\/strong>: Luiz Ant\u00f4nio Sena Jr., Luiz Buranga, Thiago Romero e Tina Melo<br \/>\n<strong>Desenho de luz:<\/strong> Nando Z\u00e2mbia<br \/>\n<strong>Opera\u00e7\u00e3o de luz:<\/strong> Milena Pitombo e Nando Z\u00e2mbia<br \/>\n<strong>Produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> DA GENTE Produ\u00e7\u00f5es<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Luiz Ant\u00f4nio Sena Jr<br \/>\n<strong>Produ\u00e7\u00e3o executiva:<\/strong> Anderson Danttas e Bergson Nunes<br \/>\n<strong>Assist\u00eancia de produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Eric Lopes<br \/>\n<strong>Assessoria de imprensa:<\/strong> Th\u00e9\u00e2tre Comunica\u00e7\u00e3o (Rafael Brito)<br \/>\n<strong>Design gr\u00e1fico:<\/strong> Diego Moreno<br \/>\n<strong>Registro fotogr\u00e1fico:<\/strong> Adeloy\u00e1 Magnoni<br \/>\n<strong>Registro audiovisual:<\/strong> Adriano Machado<br \/>\n<strong>Legendagem:<\/strong> Let\u00edcia Ranzani<br \/>\n<strong>Realiza\u00e7\u00e3o:<\/strong> Escola de Teatro da UFBA<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2019, pela primeira vez em 38 anos, uma pe\u00e7a da Companhia de Teatro da Universidade Federal da Bahia (UFBA) foi dirigida por uma mulher negra. 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