{"id":22393,"date":"2021-01-14T20:22:32","date_gmt":"2021-01-14T23:22:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=22393"},"modified":"2021-01-14T20:22:32","modified_gmt":"2021-01-14T23:22:32","slug":"danca-das-origens-critica-do-espetaculo-a-un-endroit-du-debut","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/danca-das-origens-critica-do-espetaculo-a-un-endroit-du-debut\/","title":{"rendered":"Dan\u00e7a das origens <br \/> Cr\u00edtica do espet\u00e1culo \u00c0 un endroit du d\u00e9but"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_22395\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Germaine-Acogny5-Thomas-Dorn-scaled-1-e1610357114501.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-22395\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-22395\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Germaine-Acogny5-Thomas-Dorn-scaled-1-e1610357114501.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-22395\" class=\"wp-caption-text\">Germaine Acogny em <strong>\u00c0 un endroit du d\u00e9but<\/strong>. Foto: Thomas Dorn \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_22394\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Germaine-Acogny1-Thomas-Dorn-scaled-1-e1610357075530.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-22394\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-22394\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Germaine-Acogny1-Thomas-Dorn-scaled-1-e1610357075530.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-22394\" class=\"wp-caption-text\">Germaine dan\u00e7a para seu pai, sua av\u00f3 paterna e suas heran\u00e7as africanas. Foto: Thomas Dorn \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>A performance multim\u00eddia <em><strong>\u00c0 un endroit du d\u00e9but<\/strong><\/em> (<em>Em Algum Lugar no In\u00edcio<\/em>), de Germaine Acogny, se move junto \u00e0 biografia dessa dan\u00e7arina e core\u00f3grafa africana de carreira singular. Nesse solo, seus movimentos envolvem uma vida;&nbsp; atravessam v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es; e ainda, abarcam mem\u00f3rias de colonialismo, origens e antepassados, tradi\u00e7\u00e3o, identidades m\u00faltiplas, questionamentos contempor\u00e2neos.<\/p>\n<p>As palavras de seu pai, um funcion\u00e1rio colonial; as viv\u00eancias da sua av\u00f3, sacerdotisa vudu do Dahomey&nbsp; <em>(um reino africano que existiu entre 1600 e 1904, foi derrotado pelos franceses e o pa\u00eds foi anexado ao imp\u00e9rio colonial franc\u00eas)<\/em>, abrem caminhos no tempo. Por gestuais e falas dessa artista de 76 anos, de vitalidade invej\u00e1vel, <em><strong>\u00c0 un endroit du d\u00e9but<\/strong><\/em> exibe-se como um espet\u00e1culo desconcertante, de incr\u00edvel for\u00e7a, visceral e emocionante.<\/p>\n<p>Germaine Acogny entra em cena, senta-se no palco e l\u00ea um trecho do di\u00e1rio <em>Narrativas de Aloopho. <\/em>&#8220;Terminando de escrever sua biografia, meu pai diz&#8221;:<\/p>\n<blockquote><p>Permitam-me formular um desejo: que os homens, todos os homens, independentemente das suas origens e concep\u00e7\u00f5es religiosas ou filos\u00f3ficas, se conhe\u00e7am complementares uns dos outros e estabele\u00e7am o di\u00e1logo indispens\u00e1vel. Veremos que os preconceitos cair\u00e3o uns ap\u00f3s os outros e que a terra ser\u00e1 propriedade de todos. Viena, 10 de Agosto de 1979, Togoun Servais Acogny.<\/p><\/blockquote>\n<p>Em seguida, a artista apaga uma vela e olha para a foto projetada do pai, que parece lhe sorrir.<\/p>\n<p>Togoun Servais Acogny foi administrador das col\u00f4nias no Senegal dos anos 1950 e exerceu a fun\u00e7\u00e3o de diplomata em Viena. No livro paterno \u2013 n\u00e3o publicado \u2013 ele fala de coisas que o afetaram na \u00e9poca. A m\u00e3e de Togoun, Aloopho, uma sacerdotisa Yoruba, deu \u00e0 luz aos 60 anos. Germaine conclama essas duas figuras para tra\u00e7ar sua hist\u00f3ria pessoal e familiar, provocando intepreta\u00e7\u00f5es sobre o papel da mulher na \u00c1frica.<\/p>\n<p>A dan\u00e7arina l\u00ea em voz alta, canta, escreve palavras no ar, se desloca no espa\u00e7o, honra seus antepassados convocando os rituais da av\u00f3, reclama mem\u00f3rias de inf\u00e2ncia submersas em enigmas.<\/p>\n<blockquote><p>Toi, Aloopho, ma m\u00e8re, aujourd&#8217;hui tu n&#8217;est plus, ton souvenir s&#8217;efface, tu es Dieu toi m\u00eame&#8230; tu as eu foi en tes Dieux et cela a suffit pour m&#8217;enggendrer. Si je remarque des erreus sur la route que tu m&#8217;as trac\u00e9e, je sais au moins qu&#8217;elle ne t&#8217;a point conduit, toi, \u00e0 une vie d\u00e9prav\u00e9e. Togoun Servais Acogny.<\/p>\n<p><span id=\"s2_1\">Tu, Aloopho, minha m\u00e3e, hoje j\u00e1 n\u00e3o \u00e9s mais, a tua mem\u00f3ria est\u00e1 a desvanecer-se, tu \u00e9s Deus tu mesma&#8230; tiveste f\u00e9 nos teus Deuses e isso foi o suficiente para me atormentar.<\/span> <span id=\"s2_2\">Se eu reparo nos erros do caminho que me tra\u00e7aste, pelo menos sei que ele n\u00e3o te conduziu, a ti, a uma vida corrompida. Togoun Servais Acogny.<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><strong><em>A um lugar do in\u00edcio <\/em><\/strong>denuncia a nega\u00e7\u00e3o feita pelo pai da artista aos costumes cerimoniais ancestrais senegaleses &#8211; defendidos por sua av\u00f3 -, influenciado pelo colonialismo e pela convers\u00e3o ao catolicismo. Ela exprime uma sociedade em guerra de valores em movimentos fortes, que passam inevitavelmente pela f\u00faria contra os brancos e pontos de inadequa\u00e7\u00e3o com sua pr\u00f3pria comunidade.&nbsp;<\/p>\n<p>No cora\u00e7\u00e3o dessa cena, uma dan\u00e7arina feminista denuncia a viol\u00eancia contra as mulheres e acusa a poligamia, defendida por seu pai \u201cconvertido\u201d. Celebra a heran\u00e7a abjurada, com seus cantos e dan\u00e7as m\u00e1gicos. Ela vai ao seu lugar de in\u00edcio. E questiona o apagamento da mem\u00f3ria comunit\u00e1ria, de uma identidade fraturada.<\/p>\n<blockquote><p>Moi, Togoun Sevais Acogny, j&#8217;avais 9 ans quand on m&#8217;a inculqu\u00e9 l&#8217;id\u00e9e que les Dieux de ma m\u00e8re, Aloopho, \u00e9taient des d\u00e9mons. &#8220;Le f\u00e9tiche de Python&#8221; , me disait-on, s&#8217;est transform\u00e9 en homme et a fait manger la fruit d\u00e9fendu \u00e0 Eve . Tout cela a fini par provoquer en moi la haine des fetiches de ma m\u00e8re.&nbsp;<\/p>\n<p>Eu, Togoun Sevais Acogny, tinha nove anos quando fui ensinado que os deuses da minha m\u00e3e, Aloopho, eram dem\u00f4nios. &#8220;Le f\u00e9tiche de Python&#8221; , diziam-me, transformou-se em homem e fez Eva comer o fruto proibido. Tudo isso acabou por me fazer odiar os amuletos da minha m\u00e3e.<\/p><\/blockquote>\n<div id=\"attachment_22402\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Germaine-Acogny-foto-Thomas-Dorn-2-e1610644419326.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-22402\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-22402\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Germaine-Acogny-foto-Thomas-Dorn-2-e1610644419326.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-22402\" class=\"wp-caption-text\">Facas projetadas refletem o corte das tradi\u00e7\u00f5es. A artista se move angustiada entre as escolhas de seu pai e as a\u00e7\u00f5es de sua av\u00f3. Germaine traduz outros conflitos \u00edntimos com sua dan\u00e7a. Foto Thomas Dorn<\/p><\/div>\n<p>Germaine Acogny gosta de se apresentar como \u201cuma mulher negra, nascida em B\u00e9nin, etnia yoruba, crescida no Senegal, divorciada com dois filhos, recasada com um alem\u00e3o\u201d. Desde a montagem do solo autobiogr\u00e1fico <strong>\u00c0 un endroit du d\u00e9but<\/strong>, em 2015, ela prefere chamar-se \u201cGermaine Marie Pentec\u00f4te Salimata Acogny\u201d. Ela nasceu no dia de Pentecostes em 1944, e foi batizada duas vezes, na religi\u00e3o cat\u00f3lica e mul\u00e7umana.&nbsp;<\/p>\n<p>O questionamento feminista de Germaine \u00e9 espiralado nesse espet\u00e1culo em que a mulher sofre, se revolta, exalta, desconstr\u00f3i paradigmas culturais, reconstr\u00f3i atos contempor\u00e2neos, mas n\u00e3o larga as ess\u00eancias da tradi\u00e7\u00e3o impregnadas nas suas c\u00e9lulas ancestrais e familiares. Sua dan\u00e7a est\u00e1 carregada dessa porosidade. Entre muta\u00e7\u00f5es e influ\u00eancias do tempo, em movimentos coloniais, religiosos, sociais.<\/p>\n<div id=\"attachment_22405\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Germaine-Acogny-foto-Thomas-Dorn-3-e1610645318154.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-22405\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-22405\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Germaine-Acogny-foto-Thomas-Dorn-3-e1610645318154.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-22405\" class=\"wp-caption-text\">as ideias de seu pai, que exp\u00f5e os inconvenientes da monogamia e do casamento na igreja<\/p><\/div>\n<p>A encena\u00e7\u00e3o do franco-alem\u00e3o Mikael Serre cruza a dan\u00e7a, a narra\u00e7\u00e3o, o teatro e a proje\u00e7\u00e3o de fotografias e de filmes (capta\u00e7\u00f5es documentais e cria\u00e7\u00f5es de S\u00e9bastien Dupouey). Mikael Serre j\u00e1 disse que \u201cGermaine encarna o que quase todos nos tornamos, humanos em tr\u00e2nsito, exilados, convertidos e reconvertidos\u201d.<\/p>\n<p>O vocabul\u00e1rio gestual da bailarina est\u00e1 carregado das figuras tradicionais da dan\u00e7a africana e do contempor\u00e2neo, inspirados ainda nos bamboleios do trabalho de campo ou de casa. Um solo, com o palco vazio, repleto de uma popula\u00e7\u00e3o. Da fam\u00edlia de Acogny, da heran\u00e7a africana, do multiculturalismo. Passa por diversos estados emocionais, da contempla\u00e7\u00e3o, transe, c\u00f3lera, ora\u00e7\u00e3o. Uma cortina de fios, na qual&nbsp; s\u00e3o projetados&nbsp; testemunhos e imagens do pai de Germaine, serve de provoca\u00e7\u00e3o cognitiva de orgulhoso e rebeldia.<\/p>\n<p>A m\u00fasica composta por Fabrice Bouillon alimenta a mudan\u00e7as de pulsa\u00e7\u00e3o coreogr\u00e1fica. S\u00e3o potentes os movimentos de seus bra\u00e7os e quadris fortes, sublinhando nos seus passos as for\u00e7as ancestrais. Ela manipula com vigor a parte inferior do seu vestido longo criando outras formas.&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_22403\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Germaine-Acogny-foto-Thomas-Dorn-31-e1610645228844.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-22403\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-22403\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Germaine-Acogny-foto-Thomas-Dorn-31-e1610645228844.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-22403\" class=\"wp-caption-text\">Filmagens de a\u00e7\u00f5es culturais no Senegal.<\/p><\/div>\n<p>As influ\u00eancias de Germaine s\u00e3o complexas, dos estudos da dan\u00e7a em centros importantes da Europa \u00e0s heran\u00e7as art\u00edsticas e identit\u00e1rias. Em 1960 ela se mudou de Dakar, Senegal, para a Fran\u00e7a em busca de dan\u00e7a moderna e treinamento de bal\u00e9. Entre 1977 e 1982, Germaine dirigiu a Mudra Afrique, em Dakar, uma escola de dan\u00e7a idealizada por Maurice B\u00e9jart (1927-2007) e pelo primeiro presidente senegal\u00eas (1960 a 1980), Leopold Senghor (1906 &#8211; 2001) \u2013 poeta que cunhou, junto com o poeta antilhano Aim\u00e9 C\u00e9saire (1913 &#8211; 2008), o termo \u201cnegritude\u201d. Em 1998, Germaine cofundou a l&#8217;\u00c9cole des Sables (Centro internacional de dan\u00e7as tradicionais e contempor\u00e2neas africanas), em Toubab Dialaw, Senegal, com seu marido Helmut Vogt.<\/p>\n<p>Essa autobiografia dan\u00e7ada forte e impactante, no entanto, n\u00e3o se oferece f\u00e1cil na escolha plural de linguagens: mem\u00f3ria; fic\u00e7\u00e3o; posicionamentos existenciais, po\u00e9ticos e pol\u00edticos, nessa profus\u00e3o de imagens e textos, narrativas e reportagens sobre o Senegal, coreografia e questionamento social.<\/p>\n<p>Depois de passar por diversos estados e tempos no palco, Germaine Acogny aparece com uma fantasia de gris gris (amuleto feito por um feiticeiro para dar sorte e conjurar os maus feiti\u00e7os), uma sinaliza\u00e7\u00e3o de que \u00e9 preciso preservar a mem\u00f3ria. Mas tamb\u00e9m se despe da alegoria, lembrando que a tradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve engessar seus passos.<\/p>\n<p>As suas \u00faltimas palavras, dirigidas ao seu pai, &#8220;Perdoo-te&#8221;, s\u00e3o de grande poder. Ela que se autoproclama <em>&#8220;r\u00e9incarnation&#8221; <\/em>de sua av\u00f3 Aloopho diz:&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p><span id=\"s2_1\">Papa,<\/span><br \/>\n<span id=\"s2_1\"> Je suis ta m\u00e8re.<\/span><br \/>\n<span id=\"s2_2\">je te baptise.<\/span><br \/>\n<span id=\"s2_3\">je te pardonne<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p>O espet\u00e1culo teve transmiss\u00e3o em v\u00eddeo gravado e exibido no contexto do Festival Janeiro de Grandes Espet\u00e1culos, do Recife. N\u00e3o me pareceu a melhor filmagem do espet\u00e1culo. A produ\u00e7\u00e3o do festival tamb\u00e9m n\u00e3o considerou que seria necess\u00e1rio legendar a montagem, o que causou preju\u00edzo na recep\u00e7\u00e3o. <strong><em>\u00c0 un endroit du d\u00e9but<\/em><\/strong> \u00e9 um espet\u00e1culo de dan\u00e7a, teatro, v\u00eddeo, e mais, falado em franc\u00eas, repleto de refer\u00eancias autobiogr\u00e1ficas, de uma artista muito importante da dan\u00e7a mas, possivelmente, n\u00e3o t\u00e3o conhecida do p\u00fablico deste JGE. Realmente uma falha.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/27o-janeiro-de-grandes-espetaculos-tem-programacao-enxuta-presencial-e-digital\/\">Confira a programa\u00e7\u00e3o do Janeiro de Grandes Espet\u00e1culos.<\/a><\/p>\n<p>Bem, para quem se interessar pelo trabalho de Germaine Acogny existe uma filmagem dispon\u00edvel, recente, de dezembro \u00faltimo, feita pelo Th\u00e9\u00e2tre de la Ville de Paris, em franc\u00eas, uma grava\u00e7\u00e3o de qualidade, com contraplanos, zoons, closes, que corta menos as proje\u00e7\u00f5es dos textos. O ponto negativo da grava\u00e7\u00e3o \u00e9 a perman\u00eancia do logo da TV e do programa em letras grandes. O do teatro tamb\u00e9m est\u00e1 l\u00e1, mas \u00e9 discreto e n\u00e3o incomoda.<\/p>\n<p>Sim, a filmagem inicia com a apresenta\u00e7\u00e3o do diretor do Th\u00e9\u00e2tre de la Ville, Emmanuel Demarcy Mota, uma fala do cofundador da l&#8217;\u00c9cole des Sables e companheiro de Germaine, Helmut Vogt, e do diretor da pe\u00e7a, Mikael Serre. Al\u00e9m de uma pequena reportagem com Germaine Acogny. O espet\u00e1culo em si come\u00e7a aos 12 minutos e 39 segundos da grava\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe title=\"&quot;PASSIONS CULTURES&quot; Germaine ACOGNY, &quot;\u00c0 un endroit du d\u00e9but&quot; Th\u00e9\u00e2tre de la ville - Paris - 4 D\u00e9c. 20\" width=\"625\" height=\"352\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/pObpkntN9S0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<div id=\"attachment_22404\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Germaine-Acogny-foto-Thomas-Dorn-6-e1610645287121.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-22404\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-22404\" src=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Germaine-Acogny-foto-Thomas-Dorn-6-e1610645287121.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"900\"><\/a><p id=\"caption-attachment-22404\" class=\"wp-caption-text\">Sombras e fantasmas<\/p><\/div>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Ficha t\u00e9cnica:<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong><em>\u00c0 un endroit du d\u00e9but<\/em><\/strong> (<em>Num lugar do in\u00edcio<\/em>), com Germaine Acogny<br \/>\n<strong>Coreografia e interpreta\u00e7\u00e3o<\/strong>: Germaine Acogny.<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o<\/strong>: Mikael Serre.<br \/>\n<strong>Assistente core\u00f3grafo<\/strong>: Patrick Acogny.<br \/>\n<strong>Cenografia<\/strong>: Maciej Fiszer.<br \/>\n<strong>Figurino<\/strong>: Johanna Diakhate-Rittmeyer.<br \/>\n<strong>M\u00fasica composta e interpretada:<\/strong>&nbsp;Fabrice Bouillon \u00abLaforest\u00bb.<br \/>\n<strong>V\u00eddeo<\/strong>: S\u00e9bastien Dupouey.<br \/>\n<strong>Luzes<\/strong>: Sebastian Michaud<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A performance multim\u00eddia \u00c0 un endroit du d\u00e9but (Em Algum Lugar no In\u00edcio), de Germaine Acogny, se move junto \u00e0 biografia dessa dan\u00e7arina e core\u00f3grafa africana de carreira singular. 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