{"id":22242,"date":"2020-11-17T14:40:29","date_gmt":"2020-11-17T17:40:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=22242"},"modified":"2020-11-17T14:40:29","modified_gmt":"2020-11-17T17:40:29","slug":"e-urgente-entender-as-historias-de-nossa-america","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/e-urgente-entender-as-historias-de-nossa-america\/","title":{"rendered":"\u00c9 urgente entender as Hist\u00f3rias de Nossa Am\u00e9rica"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_22244\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/bonita-e1605584141413.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-22244\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-22244\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/bonita-e1605584141413.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"300\"><\/a><p id=\"caption-attachment-22244\" class=\"wp-caption-text\">Maria Bonita \u00e9 ficcionalizada pela dramaturga Dione Carlos e ganha leitura com dire\u00e7\u00e3o de Mal\u00fa Baz\u00e1n<\/p><\/div>\n<p>O di\u00e1logo hist\u00f3rico, social e pol\u00edtico das <em>Cr\u00f4nicas de Nuestra Am\u00e9rica<\/em>,- escrita por Augusto Boal quando exilado pelo regime militar brasileiro nos anos 1970 &#8211; com os dias de hoje s\u00e3o disparadores que acendem reflex\u00f5es inadi\u00e1veis dos atuais processos pol\u00edticos novamente conturbados com an\u00fancios e atos da repress\u00e3o. O texto funciona como b\u00fassola para o projeto <strong><em>Hist\u00f3rias de nossas Am\u00e9ricas<\/em><\/strong>, do Coletivo Labirinto, n\u00facleo de pesquisa e cria\u00e7\u00e3o c\u00eanica de S\u00e3o Paulo, que investiga a rela\u00e7\u00e3o dos sujeitos com o seu panorama social atrav\u00e9s da dramaturgia latino-americana contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p>Essas pequenas hist\u00f3rias da verve mordaz e bem-humorada de Boal foram escritas entre 1971 e 1976, no ex\u00edlio for\u00e7ado do dramaturgo em Buenos Aires, publicadas pelo jornal O PASQUIM, e lan\u00e7adas em conjunto em 1977. Documento da \u00e9poca obscura das ditaduras, a escritura de Augusto Boal entra em di\u00e1logo com uma tend\u00eancia do teatro contempor\u00e2neo de trazer a pol\u00edtica do cotidiano para a arte. No programa <strong><em>Hist\u00f3rias de nossas Am\u00e9ricas<\/em><\/strong>, do Labirinto, pulsa quest\u00f5es sobre as causas que desorientam pessoas e as conduzem a oprimir o outro e a si pr\u00f3prias.<\/p>\n<p>Nesse conjunto de a\u00e7\u00f5es continuadas do Coletivo , o projeto<em> <strong>Hist\u00f3rias de Nossa Am\u00e9rica<\/strong> <\/em>inclui a montagem de dois espet\u00e1culos in\u00e9ditos, a circula\u00e7\u00e3o de seu repert\u00f3rio por escolas p\u00fablicas, um laborat\u00f3rio permanente de pesquisa aberto ao p\u00fablico, a cria\u00e7\u00e3o e lan\u00e7amento do site, a primeira edi\u00e7\u00e3o da Revista impressa <em>O Labirinto<\/em> e um <em>Ciclo de Leituras Encenadas<\/em> de dramaturgia latino-americana. A programa\u00e7\u00e3o come\u00e7a nesta quarta-feira, 18\/11, com a leitura interpretada de <strong><em>Bonita<\/em><\/strong>, texto de Dione Carlos, com dire\u00e7\u00e3o de Mal\u00fa Baz\u00e1n, sobre a mulher mais famosa do Canga\u00e7o.<\/p>\n<p>O C<em>iclo de Leituras<\/em> destaca nove textos de nove pa\u00edses latino-americanos, escritos nos \u00faltimos 10 anos e que carregam rela\u00e7\u00f5es entre os processos est\u00e9ticos e pol\u00edticos de cada regi\u00e3o. S\u00e3o textos de autores do Uruguai, Peru, Argentina, Col\u00f4mbia, Chile, Venezuela, Equador, Cuba e Brasil, que tra\u00e7am um breve retrato da produ\u00e7\u00e3o dramat\u00fargica contempor\u00e2nea na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>S\u00e3o 9 encontros semanais, em tr\u00eas fases (novembro, janeiro e fevereiro). Cada leitura dramatizada conta com uma dire\u00e7\u00e3o diferente, potencializando essas dramaturgias em di\u00e1logo com a perspectiva est\u00e9tica dos encenadores convidados. Ao final de cada leitura, o Coletivo promove uma reflex\u00e3o com o p\u00fablico sobre os dispositivos e procedimentos utilizados, tem\u00e1ticas e abordagens.<\/p>\n<p>Os encontros ocorrem \u00e0s quartas-feiras, \u00e0s 20h, por uma plataforma de v\u00eddeo-chamada. A entrada \u00e9 gratuita. Para participar, basta preencher breve inscri\u00e7\u00e3o (<a href=\"https:\/\/docs.google.com\/forms\/d\/e\/1FAIpQLScd_5haIRjAFwHDeMW1V43oVT6Pw2hZmD5M61A01Mz0-1jRdA\/viewform\">https:\/\/docs.google.com\/forms\/d\/e\/1FAIpQLScd_5haIRjAFwHDeMW1V43oVT6Pw2hZmD5M61A01Mz0-1jRdA\/viewform)<\/a>, disponibilizada nas redes sociais do Coletivo Labirinto (@coletivo.labirinto) no in\u00edcio de cada semana de evento.<\/p>\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o desse <em>Ciclo de Leituras Encenadas<\/em> tamb\u00e9m envolve a tradu\u00e7\u00e3o de oito textos teatrais de l\u00edngua espanhola para a portuguesa, realizada pelos integrantes do Coletivo Labirinto, com revis\u00e3o da encenadora e tradutora Mal\u00fa Baz\u00e1n. Essa compila\u00e7\u00e3o \u00e9 a base para a forma\u00e7\u00e3o de um acervo digital permanente, que ser\u00e1 disponibilizado gratuitamente no site do Coletivo.<\/p>\n<p>O projeto <strong><em>Hist\u00f3rias de Nossa Am\u00e9rica<\/em><\/strong> foi selecionado pela 35\u00aa. Edi\u00e7\u00e3o do Fomento ao Teatro Para a Cidade de S\u00e3o Paulo, que come\u00e7a com o Ciclo De Leituras Encenadas e prev\u00ea para o primeiro semestre de 2021 a montagem do espet\u00e1culo <strong><em>Onde Vivem Os B\u00e1rbaros<\/em><\/strong>.<\/p>\n<h3>CICLO DE LEITURAS ENCENADAS \u2013 FASE 01 \u2013 NOVEMBRO DE 2020<\/h3>\n<p><strong>18\/11 &#8211; BONITA<\/strong>, de Dione Carlos \u2013 Brasil (2015); dire\u00e7\u00e3o: Mal\u00fa Baz\u00e1n<br \/>\nA vida de Maria Bonita (1911-1938), sua rela\u00e7\u00e3o com a sexualidade, a viol\u00eancia e o companheiro Lampi\u00e3o norteiam a trama e apresenta a participa\u00e7\u00e3o das mulheres no Canga\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>25\/11 \u2013 EU QUIS GRITAR<\/strong>, de T\u00e2nia C\u00e1rdenas Paulsen \u2013 Col\u00f4mbia (2017); dire\u00e7\u00e3o: \u00c9rica Montanheiro<br \/>\nNina e seu marido. A deteriora\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o do casal e a metamorfose de Nina, depois de&nbsp; passar por zonas de extrema viol\u00eancia, ela vai se transformando em uma mulher que, pouco a pouco, devora seu esposo.<\/p>\n<p><strong>02\/12 \u2013 A VIDA EXTRAORDIN\u00c1RIA<\/strong>, de Mariano Tenconi Blanco \u2013 Argentina (2018); dire\u00e7\u00e3o: Lav\u00ednia Pannunzio<br \/>\nAurora e Blanca s\u00e3o amigas de uma vida toda. Sem grandes conquistas, hist\u00f3rias tr\u00e1gicas ou aventuras inesquec\u00edveis, Aurora \u00e9 professora, tem um filho, um amante, um marido. E escreve poesia. Blanca \u00e9 costureira, mora com a m\u00e3e, tem um namorado, depois outro, depois outro, sofre sempre. E tamb\u00e9m escreve poesia.&nbsp;<\/p>\n<h3>CICLO DE LEITURAS ENCENADAS \u2013 FASE 02 \u2013 JANEIRO DE 2021<\/h3>\n<p><strong>20\/01 &#8211; IF \u2013 FESTEJAM A MENTIRA<\/strong>, de Gabriel Calder\u00f3n \u2013 Uruguai (2018); dire\u00e7\u00e3o: Carlos Canhameiro<br \/>\nUma fam\u00edlia perde o av\u00f4 e ter\u00e1 dificuldades para lhe dar um enterro decente. Os sobreviventes, carregam a heran\u00e7a de erros e problemas n\u00e3o resolvidos, a acumula\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de tudo que \u00e9 negativo e de tudo que \u00e9 positivo.<\/p>\n<p><strong>27\/01 &#8211; SOPA DE TARTARUGA<\/strong>, de Ana Melo \u2013 Venezuela (2017); dire\u00e7\u00e3o: Rudifran Pompeu<br \/>\nOito venezuelanos se encontram uma noite em um bistr\u00f4 parisiense. Cada um deles personifica a Venezuela e a carrega como um casco de tartaruga. Mas algo que n\u00e3o esperavam acontece naquela noite. A obra \u00e9 sobre a migra\u00e7\u00e3o venezuelana e suas contradi\u00e7\u00f5es, esperan\u00e7as e frustra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>03\/02 &#8211; A REP\u00daBLICA AN\u00c1LOGA<\/strong>, de Aristides Vargas &#8211; Equador (2010); dire\u00e7\u00e3o: Dagoberto Feliz<br \/>\nCom\u00e9dia que foca um grupo de intelectuais que, contr\u00e1rios \u00e0 realidade que vivem em seu pa\u00eds, decidem formar uma nova rep\u00fablica. Esse grande projeto ser\u00e1 constantemente prejudicado por pequenos acidentes, entre c\u00f4micos e pat\u00e9ticos, que os far\u00e3o enfrentar a realidade e as dificuldades para construir o pa\u00eds com o qual sempre sonharam.<\/p>\n<h3>CICLO DE LEITURAS ENCENADAS \u2013 FASE 03 \u2013 FEVEREIRO DE 2021<\/h3>\n<p><strong>24\/02 \u2013 S\u00caMEN<\/strong>, de Yunior Garc\u00eda Aguilera \u2013 Cuba (2012); dire\u00e7\u00e3o: Joana D\u00f3ria<br \/>\nParte do dec\u00e1logo <em>As 10 Pragas<\/em>, a trama de <em><strong>S\u00eamen<\/strong> <\/em>gira ao redor de uma fam\u00edlia disfuncional &#8211; uma m\u00e3e que j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 mais, um pai anacr\u00f4nico e duas filhas que veem o assassinato e a prostitui\u00e7\u00e3o como formas para tentar sair do pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>03\/03 \u2013 LAPEL DUVIDE<\/strong>, de Vanessa Vizcarra \u2013 Peru (2017); dire\u00e7\u00e3o: Rubens Velloso<br \/>\nToda vez que olha para o vazio, Lapel sente vontade de se lan\u00e7ar. \u00c9 sua condi\u00e7\u00e3o de nasc\u00eancia. Ele n\u00e3o se sente atra\u00eddo pela morte, mas pela queda. Ele busca evitar todos os acidentes, mas est\u00e1 cada vez mais dif\u00edcil. Lapel vive em uma cidade sob um regime pol\u00edtico autorit\u00e1rio, com a popula\u00e7\u00e3o insatisfeita, entretanto \u00e9 dif\u00edcil rebelar-se.<\/p>\n<p><strong>10\/03 \u2013 VIENEN POR MI<\/strong>, de Claudia Rodriguez \u2013 Chile (2018); dire\u00e7\u00e3o: Jana\u00edna Leite<br \/>\nCom o objetivo \u00e9 incentivar a biografia de travestis, transg\u00eaneros e transexuais, fazendo disso uma ferramenta pol\u00edtica para quem ainda n\u00e3o disse nada, a pe\u00e7a \u00e9 fruto de um devir da artista transg\u00eanere Claudia Rodriguez. <strong><em>Vienen Por Mi<\/em><\/strong> \u00e9 um texto de poesia e den\u00fancia, que traz um convite para perturbar a autoridade vigente de forma rude e coreogr\u00e1fica. \u00c9 um ensaio inesgot\u00e1vel entre arqueologia, maquiagem e filosofia travesti, para propor met\u00e1foras que produzem pontes entre imagens e textos de xam\u00e3s, deusas, virgens, santas e loucas, num \u00fanico corpo. Com: F\u00e1bia Mirassos.<\/p>\n<h3>FICHA T\u00c9CNICA \u2013 CICLO DE LEITURAS ENCENADAS \u2013 HIST\u00d3RIAS DE NOSSA AM\u00c9RICA<\/h3>\n<p><strong>ELENCO<\/strong>: Abel Xavier, Carol Vidotti, Emilene Gutierrez, F\u00e1bia Mirassos, Jhonny Salaberg, Marina Vieira, Ton Ribeiro e Wallyson Mota<br \/>\n<strong>DIRETORES CONVIDADOS<\/strong>: Mal\u00fa Bazan, \u00c9rica Montanheiro, Lav\u00ednia Pannunzio, Carlos Canhameiro, Rudifran Pompeu, Dagoberto Feliz, Joana D\u00f3ria, Rubens Velloso e Jana\u00edna Leite<br \/>\n<strong>AUTORES<\/strong>: Dione Carlos (Brasil), T\u00e2nia C\u00e1rdenas Paulsen (Col\u00f4mbia), Mariano Tenconi Blanco (Argentina), Gabriel Calder\u00f3n (Uruguai), Ana Melo (Venezuela), Aristides Vargas (Equador), Yunior Garc\u00eda Aguilera (Cuba), Vanessa Vizcarra (Peru) e Claudia Rodriguez (Chile).<br \/>\n<strong>TRADU\u00c7\u00c3O<\/strong>: Coletivo Labirinto e Mal\u00fa Baz\u00e1n<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O di\u00e1logo hist\u00f3rico, social e pol\u00edtico das Cr\u00f4nicas de Nuestra Am\u00e9rica,- escrita por Augusto Boal quando exilado pelo regime militar brasileiro nos anos 1970 &#8211; com os dias de hoje s\u00e3o disparadores que acendem reflex\u00f5es inadi\u00e1veis dos atuais processos pol\u00edticos novamente conturbados com an\u00fancios e atos da repress\u00e3o. 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