{"id":21663,"date":"2020-08-24T08:03:03","date_gmt":"2020-08-24T11:03:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=21663"},"modified":"2020-08-24T16:47:40","modified_gmt":"2020-08-24T19:47:40","slug":"masculinidades-em-constantes-desconstrucoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/masculinidades-em-constantes-desconstrucoes\/","title":{"rendered":"Masculinidades em constantes (des)constru\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_21672\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-21672\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-21672\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/resized_chancela_24-e1598264327497.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"338\"><p id=\"caption-attachment-21672\" class=\"wp-caption-text\">O artista Elilson participa da Mostra Todos os G\u00eaneros do Ita\u00fa Cultural com tributo ao irm\u00e3o morto<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_21677\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-21677\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-21677\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Barrela_foto-Marta-Santos_4-e1598264930468.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><p id=\"caption-attachment-21677\" class=\"wp-caption-text\">Barrela, de Pl\u00ednio Marcos. Foto: Marta Santos<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_21674\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-21674\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-21674\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Bola-de-Fogo_FabioOs\u00f3rioMonteiro_foto-Patricia-Almeida_1-e1598264430909.png\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"457\"><p id=\"caption-attachment-21674\" class=\"wp-caption-text\">Bola de Fogo, de Fabio Os\u00f3rio Monteiro. Foto Patricia Almeida<\/p><\/div>\n<p>Existe uma \u00fanica forma de ser homem? \u00c9 claro que n\u00e3o!!! Mesmo que alguns insistam em assumir o papel de troglodita, esse tipo n\u00e3o serve mais, se \u00e9 que um dia prestou. A encrenca do termo sexualidade apareceu no s\u00e9culo 19, como aponta Foucault, n&#8217;<em>A Hist\u00f3ria da Sexualidade<\/em>, portanto \u00e9 um conceito que ocupa as sociedades modernas e p\u00f3s-modernas. Se j\u00e1 houve um tempo em que a mulher era percebida como um homem invertido, ao longo desse trajeto, o masculino passou de modelo de perfei\u00e7\u00e3o, dom\u00ednio e superioridade \u00e0 crise de masculinidade. Outros corpos exigiram o protagonismo e repeito \u00e0s singularidades. Muitas lutas travadas em v\u00e1rios campos abalaram a virilidade hegem\u00f4nica do modelo macho-man.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, masculinidades, no plural, \u00e9 o mote da s\u00e9tima edi\u00e7\u00e3o de <strong><em>Todos os G\u00eaneros: Mostra de Arte e Diversidade<\/em> <\/strong>promovida pelo o Ita\u00fa Cultural deste 24 a 30 de agosto (segunda-feira a domingo) integralmente online, no site do <a href=\"http:\/\/www.itaucultural.org.br\">www.itaucultural.org.br<\/a>. Essa programa\u00e7\u00e3o gratuita re\u00fane exibi\u00e7\u00f5es de cenas encomendadas, pe\u00e7a de Pl\u00ednio Marcos, rap paulistano, m\u00fasicas do interior do pa\u00eds, dan\u00e7a e debates.<\/p>\n<p>\u201cCada edi\u00e7\u00e3o desse projeto recupera os temas das mostras anteriores para agregar outras perspectivas de exist\u00eancia. Nunca partimos do zero, mas de um hist\u00f3rico de vozes que ecoam novamente a cada edi\u00e7\u00e3o\u201d, defende Galiana Brasil, gerente do N\u00facleo de Artes C\u00eanicas do Ita\u00fa Cultural, no material de divulga\u00e7\u00e3o. \u201cAssim chegamos nesse momento de colocar em foco as tantas possibilidades de constru\u00e7\u00e3o \u2013 e, mesmo, desconstru\u00e7\u00e3o \u2013 a fim de refletirmos a pluralidade de uma exist\u00eancia homem\u201d.<\/p>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o inicia com <em><strong>Filho Homem, <\/strong><\/em>uma investiga\u00e7\u00e3o do ator carioca Bernardo de Assis nos cruzamentos entre viol\u00eancia, amor e a descoberta da transexualidade, na fic\u00e7\u00e3o que mostra dois irm\u00e3os, que foram forjados um para ser homem e o outro para ser mulher. Encerra com shows carregados da sonoridade queer. O cantor pernambucano do Agreste Ciel Santos, autodenominado brincante de saia e batom, apresenta faixas do disco <em>Enraizado<\/em>. O&nbsp; rapper paulista Rico Dalasam toca m\u00fasicas do rec\u00e9m-lan\u00e7ado disco <em>Dolores Dala Guardi\u00e3o do Al\u00edvio<\/em>.<\/p>\n<p>S\u00e3o muitos mergulhos no universo de identidade de g\u00eanero, sexualidade, corpo e afetividade. Faz parte da programa\u00e7\u00e3o o espet\u00e1culo <strong><em>Barrela<\/em><\/strong>, de Pl\u00ednio Marcos (1935-1999), encenado pela companhia Cemit\u00e9rio de Autom\u00f3veis, dirigida por M\u00e1rio Bortolotto. A pe\u00e7a aproveita um fato real de um jovem preso por um pequeno delito e violentado pelos companheiros de cela.<\/p>\n<p>J\u00e1 em <em><strong>Bola de Fogo<\/strong><\/em>, o baiano F\u00e1bio Os\u00f3rio Monteiro exibe uma performance de si mesmo como baiana de acaraj\u00e9, fun\u00e7\u00e3o que abra\u00e7ou em 2017, inclusive contando com registro oficial na Associa\u00e7\u00e3o Nacional das Baianas de Acaraj\u00e9 e Mingau, ABAM.<\/p>\n<div id=\"attachment_21675\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-21675\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-21675 size-full\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Obor\u00f3_foto-Julio-Ricardo_3-e1598264559298.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><p id=\"caption-attachment-21675\" class=\"wp-caption-text\">Obor\u00f3. Foto: Julio Ricardo<\/p><\/div>\n<p>A realidade e a subjetividade de homens negros, marcadas por quest\u00f5es como a hipersexualiza\u00e7\u00e3o do corpo numa sociedade de estrutura racista formam as cenas de <strong><em>Obor\u00f3<\/em><\/strong>, com os atores Cridemar Aquino, Drayson Menezzes e Sidney Santiago Kuanza, gravadas especialmente para esta edi\u00e7\u00e3o de <strong><em>Todos os G\u00eaneros<\/em><\/strong>. <strong><em>Obor\u00f3<\/em> <\/strong>tem texto de Adalberto Neto e dire\u00e7\u00e3o de Rodrigo Fran\u00e7a.<\/p>\n<h2>Cenas encomendadas<\/h2>\n<p>Cinco artistas convidados respondem \u00e0 provoca\u00e7\u00e3o \u201ca masculinidade que me deram e a masculinidade que criei\u201d com cenas criadas para web.<\/p>\n<p>O dramaturgo e ator paulista Ronaldo Serruya utiliza a reza tradicional judaica em homenagem aos mortos, permitida aos filhos homens da pessoa falecida, para aproximar-se desse padr\u00e3o masculino judaico-crist\u00e3o que o formou. <strong><em>Kaddish, uma Ora\u00e7\u00e3o para os Homens que Eu Matei<\/em><\/strong>, manifesta a urg\u00eancia de acabar com esse modelo para afirmar, diante do mundo, o seu corpo queer e portador de HIV.<\/p>\n<p>O pernambucano Elilson explora a representa\u00e7\u00e3o do n\u00famero 24 usado como ofensa contra os gays na cena <strong><em>C(h)ancela 24<\/em><\/strong>. Ele ergue uma a\u00e7\u00e3o-tributo a um irm\u00e3o, tamb\u00e9m homossexual, que se suicidou aos 24 anos. O amazonense Odacy Oliveira indaga sobre a coura\u00e7a como efeito do medo e da vergonha de ser livre. Em <strong><em>CorazA<\/em> <\/strong>o artista libera a musculatura e se assume.<\/p>\n<p>J\u00e1 o performer Andr\u00e9 Vitor Brand\u00e3o, de Petrolina, Sert\u00e3o de Pernambuco, discute a a constru\u00e7\u00e3o de uma masculinidade hegem\u00f4nica no sert\u00e3o em <em><strong>Para N\u00e3o Dan\u00e7ar em Segredo<\/strong><\/em>. A masculinidade se torna um princ\u00edpio energ\u00e9tico din\u00e2mico que pode ser alterado em <em><strong>Nkisi Hongol\u00f4 \u2013 A Divindade do Arco-\u00cdris<\/strong><\/em>, do core\u00f3grafo ga\u00facho Rui Moreira.<\/p>\n<div id=\"attachment_21683\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/masculinidades-em-constantes-desconstrucoes\/027paranaodancaremsegredo_todososgenerosic_foto-arquivopessoal\/\" rel=\"attachment wp-att-21683\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-21683\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-21683\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/027ParaNaoDancaremSegredo_TodososGenerosIC_Foto-ArquivoPessoal-e1598294388608.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"338\"><\/a><p id=\"caption-attachment-21683\" class=\"wp-caption-text\">Para n\u00e3o dan\u00e7ar em segredo, de Andr\u00e9 Vitor Brand\u00e3o<\/p><\/div>\n<h2>Debates<\/h2>\n<p>A mesa <em>Masculinidades em Tr\u00e2nsitos<\/em> vasculha a constru\u00e7\u00e3o das masculinidades dos participantes &#8211; o jornalista ga\u00facho Airan Albino, que atua nos campos da cultura e das quest\u00f5es de identidade racial com o grupo MilTons, Lino Arruda, quadrinista transmasculino paulista e doutor em literatura com tese sobre autorrepresenta\u00e7\u00e3o travesti\/trans em zines latino-americanos, e o escritor pernambucano Marcelino Freire &#8211; numa conversa mediada por Thiago Rosenberg, produtor e editor de conte\u00fado do Ita\u00fa Cultural. O poeta pernambucano Mir\u00f3 faz uma participa\u00e7\u00e3o especial, lendo um poema de sua autoria.<\/p>\n<p>O carioca Jordhan Lessa, primeiro homem trans publicamente reconhecido da Guarda Municipal da Cidade do Rio de Janeiro, o terapeuta baiano Marcus Boaventura, que atua como facilitador de grupo de homens, e o antrop\u00f3logo pernambucano Sirley Vieira, coordenador da Rede de Homens Pela Equidade de G\u00eanero (RHEG) e do Instituto Papai participam da roda de conversa <em>A Constru\u00e7\u00e3o das Masculinidades<\/em>. A media\u00e7\u00e3o \u00e9 do mineiro Guilherme Valadares, fundador do Papo de Homem, portal de conte\u00fado e de forma\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o das masculinidades.<\/p>\n<p>O debate <em>Paternidades<\/em> vai compartilhar as experi\u00eancias do paulista Luis Baron, criador do Canal Topassado, voltado ao bem-estar e ao eleva\u00e7\u00e3o da autoestima das pessoas LGBTQIA+ idosas; do capoeirista e bailarino pernambucano Orun Santana, filho do mestre de capoeira Meia-Noite, que criou um espet\u00e1culo solo dedicado ao pai, e o natur\u00f3logo ga\u00facho Tiago Koch, criador do projeto Homem Paterno, que ajuda homens que anseiam exercer a paternidade integral. A media\u00e7\u00e3o \u00e9 de Viviane Duarte, fundadora e CEO da iniciativa Plano Feminino e presidente do Instituto Plano de Menina.<\/p>\n<h2>Publica\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Uma publica\u00e7\u00e3o associada \u00e0 mostra busca agregar, aprofundar e trazer outras perspectivas sobre a tem\u00e1tica masculinidades em um leque de g\u00eaneros textuais. Ensaios, contos e poemas criados para o canal digital est\u00e3o ilustrados com a arte do uruguaio Troche e uma HQ do quadrinista paulista Lino Arruda. Assinam os textos o escritor mo\u00e7ambicano Mia Couto (<em>Um Corpo Extracorp\u00f3reo<\/em>) e o paulistano Ferr\u00e9z (<em>Patriarcado no Meu Crucifixo<\/em>).<\/p>\n<p>O pernambucano Mir\u00f3 comparece com o poema <em>Agora Recolho-me a Mim<\/em>, Marcelino Freire contribui com a publica\u00e7\u00e3o com a prosa <em>A \u00daltima Flor<\/em>. H\u00e1 ainda as reflex\u00f5es sobre identidade do jornalista Airan Albino em <em>Carnaval N\u00e3o se Pula Sozinho<\/em> e os pensamentos sobre o legado da figura paterna descritos pelo psicanalista carioca Tiago Mussi em <em>A Carta (roubada) ao Pai<\/em>. A jornalista e cineasta Luiza Fag\u00e1 escreve em <em>Desde a Fronteira<\/em>, seu percurso por terrenos das masculinidades.<\/p>\n<h1>TODOS OS G\u00caNEROS: MOSTRA DE ARTE E DIVERSIDADE<\/h1>\n<h3>S\u00e9tima edi\u00e7\u00e3o<br \/>\nDe\u202f24 a 30 de agosto<br \/>\nNo site do Ita\u00fa Cultural\u202fwww.itaucultural.org.br<\/h3>\n<p>Concep\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o: Ita\u00fa Cultural<br \/>\nCuradoria: N\u00facleo de Artes C\u00eanicas do Ita\u00fa Cultural<\/p>\n<h2>PROGRAMA\u00c7\u00c3O, SINOPSES E SERVI\u00c7O<\/h2>\n<h2>24 de agosto (segunda-feira)<\/h2>\n<p><strong>18h30<\/strong><br \/>\nCenas Teatrais &#8211;&nbsp;<em><strong>Filho Homem<\/strong><\/em><br \/>\nUm document\u00e1rio ficcional sobre as diferen\u00e7as e proximidades entre dois irm\u00e3os \u2013 um criado<br \/>\npara ser homem e outro criado para ser mulher.\u202fViol\u00eancia, amor e a descoberta da<br \/>\ntransexualidade est\u00e3o entre os temas abordados em cena.<br \/>\n<strong>FICHA T\u00c9CNICA:<\/strong><br \/>\n<strong>Concep\u00e7\u00e3o e atua\u00e7\u00e3o<\/strong>: Bernardo de Assis (RJ)<br \/>\n<strong>Dura\u00e7\u00e3o aproximada:<\/strong> 10 minutos<br \/>\n<strong>Classifica\u00e7\u00e3o Indicativa:<\/strong> n\u00e3o recomendada para menores de 12 anos<br \/>\n<span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Interpreta\u00e7\u00e3o em Libras<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>19h<\/strong><br \/>\nMesa de abertura &#8211;&nbsp;<em><strong>Masculinidades em tr\u00e2nsitos<\/strong><\/em><br \/>\nCom Airan Albino (RS), Lino Arruda (SP) e Marcelino Freire (PE)<br \/>\n<strong>Media\u00e7\u00e3o<\/strong>: Thiago Rosenberg (SP)<br \/>\n<strong>Dura\u00e7\u00e3o aproximada<\/strong>: 60 minutos<br \/>\n<strong>Classifica\u00e7\u00e3o indicativa<\/strong>: livre<br \/>\n<strong><span style=\"color: #ff0000;\">Interpreta\u00e7\u00e3o em Libras<\/span><\/strong><\/p>\n<h2 style=\"margin-top: 1.71429rem; margin-bottom: 1.71429rem; font-size: 1.28571rem;\">25 de agosto (ter\u00e7a-feira)<\/h2>\n<p><strong>17h<\/strong><br \/>\nRoda de Conversa &#8211; <em><strong>A constru\u00e7\u00e3o das masculinidades<\/strong><\/em><br \/>\nCom Jordhan Lessa (RJ), Marcus Boaventura (BA) e Sirley Vieira (PE)<br \/>\n<strong>Media\u00e7\u00e3o<\/strong>: Guilherme Valadares (MG)<br \/>\n<strong>Dura\u00e7\u00e3o aproximada<\/strong>: 60 minutos<br \/>\n<strong>Classifica\u00e7\u00e3o Indicativa<\/strong>: n\u00e3o recomendada para menores de 10 anos por conter di\u00e1logos<br \/>\nn\u00e3o estimulantes sobre sexo dentro de um contexto educativo<br \/>\n<strong><span style=\"color: #ff0000;\">Interpreta\u00e7\u00e3o em Libras<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong>20h<\/strong><br \/>\nCenas Teatrais &#8211; <em><strong>Obor\u00f3<\/strong><\/em><br \/>\nA obra exp\u00f5e a realidade e a subjetividade de homens negros, marcadas por quest\u00f5es como<br \/>\na hipersexualiza\u00e7\u00e3o do corpo e a busca por perfei\u00e7\u00e3o em troca de um lugar ao sol numa<br \/>\nsociedade de estrutura racista.<br \/>\n<strong>FICHA T\u00c9CNICA:<\/strong><br \/>\n<strong>Texto<\/strong>: Adalberto Neto<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o<\/strong>: Rodrigo Fran\u00e7a<br \/>\n<strong>Atua\u00e7\u00e3o<\/strong>: Cridemar Aquino (RJ), Drayson Menezzes (RJ) e Sidney Santiago Kuanza (SP)<br \/>\n<strong>Produ\u00e7\u00e3o<\/strong>: F\u00e1bio Fran\u00e7a e Mery Delmond<br \/>\n<strong>Realiza\u00e7\u00e3o<\/strong>: Diverso Cultura e Desenvolvimento<br \/>\n<strong>Dura\u00e7\u00e3o aproximada:<\/strong> 40 minutos<br \/>\n<strong>Classifica\u00e7\u00e3o Indicativa:<\/strong> n\u00e3o recomendada para menores de 12 anos<br \/>\n<span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Interpreta\u00e7\u00e3o em Libras<\/strong><\/span><\/p>\n<h2>26 de agosto (quarta-feira)<\/h2>\n<p><strong>17h<\/strong><br \/>\nRoda de Conversa \u2013 <em><strong>Paternidades<\/strong><\/em><br \/>\n<strong>Com<\/strong> Luis Baron\u202f(SP), Orun Santana\u202f(PE) e Tiago Koch\u202f(RS)<br \/>\n<strong>Media\u00e7\u00e3o<\/strong>: Viviane Duarte\u202f(SP)<br \/>\n<strong>Dura\u00e7\u00e3o aproximada:<\/strong> 60 minutos<br \/>\n<strong>Classifica\u00e7\u00e3o Indicativa:<\/strong> livre<br \/>\n<strong><span style=\"color: #ff0000;\">Interpreta\u00e7\u00e3o em Libras<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong>20h<\/strong><br \/>\nEspet\u00e1culo &#8211; <strong><em>Bola de Fogo<\/em><\/strong><br \/>\nDevidamente trajado, o ator e diretor F\u00e1bio Os\u00f3rio Monteiro prepara e frita a massa do<br \/>\nacaraj\u00e9 enquanto performa a si pr\u00f3prio e a outros corpos negros. O trabalho explora quest\u00f5es<br \/>\nde pol\u00edtica, espiritualidade, mem\u00f3ria, afeto e ancestralidade.<br \/>\n<strong>FICHA T\u00c9CNICA:<\/strong><br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o<\/strong>: F\u00e1bio Os\u00f3rio Monteiro (BA)<br \/>\n<strong>Codire\u00e7\u00e3o<\/strong>: Leonardo Fran\u00e7a<br \/>\n<strong>Colabora\u00e7\u00e3o<\/strong>: Jorge Alencar e Neto Machado<br \/>\n<strong>Produ\u00e7\u00e3o executiva<\/strong>: Nat\u00e1lia Val\u00e9rio<br \/>\n<strong>Produtor assistente\/contrarregra<\/strong>: Gabriel Pedreira<br \/>\n<strong>Interpreta\u00e7\u00e3o em Libras<\/strong>: Cintia Santos<br \/>\n<strong>Produ\u00e7\u00e3o<\/strong>: Dimenti Produ\u00e7\u00f5es Culturais<br \/>\n<strong>Dura\u00e7\u00e3o aproximada<\/strong>: 45 minutos<br \/>\n<strong>Classifica\u00e7\u00e3o indicativa<\/strong>: n\u00e3o recomendado para menores de 12 anos por conter linguagem<br \/>\nimpr\u00f3pria<br \/>\n<span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Interpreta\u00e7\u00e3o em Libras<\/strong><\/span><\/p>\n<h2>27 de agosto (quinta-feira)<\/h2>\n<p><strong>20h<\/strong><br \/>\nEspet\u00e1culo &#8211; <strong><em>Barrela<\/em><\/strong><br \/>\nEncena\u00e7\u00e3o do primeiro texto do dramaturgo paulista Pl\u00ednio Marcos (1935-1999), a pe\u00e7a traz a<br \/>\nhist\u00f3ria real de um menino que, preso por um pequeno delito, foi violentado por<br \/>\ncompanheiros de cela \u2013 os quais, mais tarde, foram mortos por ele. O espet\u00e1culo discute o<br \/>\nestado de exce\u00e7\u00e3o que se cria em determinados ambientes e o c\u00f3digo de conduta entre<br \/>\ncriminosos.<br \/>\n<strong>FICHA T\u00c9CNICA:<\/strong><br \/>\n<strong>Texto<\/strong>: Pl\u00ednio Marcos<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o e trilha sonora<\/strong>: M\u00e1rio Bortolotto<br \/>\n<strong>Elenco<\/strong>: M\u00e1rio Bortolotto, Walter Figueiredo, Marcos Gomes, Nelson Peres, Paulo Jord\u00e3o<br \/>\n(Rodrigo Cordeiro), Andr\u00e9 Ceccato (Marcos Amaral), Daniel Sato e Alexandre Tigano<br \/>\n<strong>Ilumina\u00e7\u00e3o<\/strong>: Caetano Vilela<br \/>\n<strong>Cen\u00e1rio e arte do cartaz<\/strong>: Andr\u00e9 Kitagawa<br \/>\n<strong>Assistentes de dire\u00e7\u00e3o<\/strong>: Marilia Medina e Gabriela Fortanell<br \/>\n<strong>Assessoria de imprensa<\/strong>: Pombo Correio<br \/>\n<strong>Fotos<\/strong>: Marta Santos<br \/>\n<strong>Dura\u00e7\u00e3o aproximada<\/strong>: 55 minutos<br \/>\n<strong>Classifica\u00e7\u00e3o indicativ<\/strong>a: 16 anos<br \/>\n<strong><span style=\"color: #ff0000;\">Interpreta\u00e7\u00e3o em Libras<\/span><\/strong><\/p>\n<h2>28 de agosto (sexta-feira)<\/h2>\n<p><strong>20h<\/strong><br \/>\nCenas Encomendadas<br \/>\n<strong>Dura\u00e7\u00e3o<\/strong>: 30 minutos no conjunto dos v\u00eddeos<br \/>\n<em><strong>Kaddish, uma Ora\u00e7\u00e3o para os Homens que Eu Matei<\/strong><\/em><br \/>\nPartindo da reza tradicional judaica em homenagem aos mortos, que s\u00f3 pode ser recitada<br \/>\npelos filhos homens da pessoa falecida, Ronaldo Serruya ficcionaliza elementos<br \/>\nautobiogr\u00e1ficos para abordar o modelo masculino judaico-crist\u00e3o que o formou e a<br \/>\nnecessidade de mat\u00e1-lo para afirmar diante do mundo seu corpo queer e que convive com o<br \/>\nHIV.<br \/>\n<strong>FICHA T\u00c9CNICA:<\/strong><br \/>\n<strong>Cria\u00e7\u00e3o, dramaturgia e atua\u00e7\u00e3o<\/strong>: Ronaldo Serruya (SP)<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o de imagens<\/strong>: Luiz Fernando Marques<br \/>\n<strong>Classifica\u00e7\u00e3o indicativa<\/strong>: n\u00e3o recomendado para menores de 12 anos por conter linguagem<br \/>\nimpr\u00f3pria e descri\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia<br \/>\n<strong><span style=\"color: #ff0000;\">Interpreta\u00e7\u00e3o em Libras<\/span><\/strong><\/p>\n<p><em><strong>C(h)ancela 24<\/strong><\/em><br \/>\nPartindo do uso recorrente no Brasil do n\u00famero 24 \u2013 que remete \u00e0 figura do \u201cveado\u201d e \u00e0<br \/>\ncondi\u00e7\u00e3o de ser \u201cviado\u201d \u2013 como xingamento contra homens gays, o artista v\u00ea essa heran\u00e7a<br \/>\nvocabular da normatividade h\u00e9tero-masculina e traz na performance e texto a\u00e7\u00e3o-tributo que<br \/>\nfez aos 24 anos para um irm\u00e3o, tamb\u00e9m homossexual, suicidado com a mesma idade.<br \/>\n<strong>FICHA T\u00c9CNICA:<\/strong><br \/>\n<strong>Cria\u00e7\u00e3o e performance:<\/strong> Elilson (PE)<br \/>\n<strong>Classifica\u00e7\u00e3o indicativa<\/strong>: N\u00e3o recomendado para menores de 12 anos por conter cita\u00e7\u00e3o de ato violento que pode causar ang\u00fastia<br \/>\n<strong><span style=\"color: #ff0000;\">Interpreta\u00e7\u00e3o em Libras<\/span><\/strong><\/p>\n<h2>29 de agosto (s\u00e1bado)<\/h2>\n<p><strong>20h<\/strong><br \/>\nCenas Encomendadas<br \/>\n<strong>Dura\u00e7\u00e3o<\/strong>: 45 minutos no conjunto dos v\u00eddeos<br \/>\n<strong><em>Para N\u00e3o Dan\u00e7ar em Segredo<\/em><\/strong><br \/>\nA obra revisita mem\u00f3rias e constru\u00e7\u00f5es identit\u00e1rias de g\u00eanero do performer Andr\u00e9 Vitor<br \/>\nBrand\u00e3o, abordando as problem\u00e1ticas da constru\u00e7\u00e3o de uma masculinidade hegem\u00f4nica no<br \/>\nSert\u00e3o. O v\u00eddeo \u00e9 um convite para a celebra\u00e7\u00e3o das masculinidades na dan\u00e7a e um desejo de&nbsp;tornar manifesta a pluralidade imanente dos corpos masculinos, sobretudo aqueles que<br \/>\nhabitam o Sert\u00e3o.<br \/>\n<strong>FICHA T\u00c9CNICA:<\/strong><br \/>\n<strong>Roteiro, dire\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o<\/strong>: Andr\u00e9 Vitor Brand\u00e3o (PE)<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o de fotografia, montagem e edi\u00e7\u00e3o<\/strong>: Fernando Pereira e Rob\u00e9rio Brasileiro<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o de arte<\/strong>: Ana Paula Maich<br \/>\n<strong>Trilha sonora original<\/strong>: Gean Ramos<br \/>\n<strong>Assessoria criativa<\/strong>: Jailson Lima<br \/>\n<strong>Produ\u00e7\u00e3o: Alan Barbosa<\/strong><br \/>\n<strong>Classifica\u00e7\u00e3o indicativa<\/strong>: livre<br \/>\n<strong><span style=\"color: #ff0000;\">Interpreta\u00e7\u00e3o em Libras<\/span><\/strong><\/p>\n<p><em><strong>CorazA<\/strong><\/em><br \/>\n\u201cA coura\u00e7a era o medo e a vergonha de ser livre. Eu resolvi soltar e liberar minha musculatura<br \/>\npara respirar e ser o que sou!\u201d<br \/>\n<strong>FICHA T\u00c9CNICA:<\/strong><br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o<\/strong>: Odacy Oliveira (AM)<br \/>\n<strong>Auxiliar de dire\u00e7\u00e3o<\/strong>: Alan Pante\u00f3n<br \/>\n<strong>Produ\u00e7\u00e3o e consultoria art\u00edstica<\/strong>: Valdemir Oliveira<br \/>\n<strong>Ilumina\u00e7\u00e3o<\/strong>: Alan Panteon e Odacy Oliveira<br \/>\n<strong>Cenografia<\/strong>: Odacy Oliveira e Alan Pante\u00f3n<br \/>\n<strong>Filmagem<\/strong>: Alan Pante\u00f3n<br \/>\n<strong>Paisagem sonora<\/strong>: Moncho Bunge<br \/>\n<strong>Classifica\u00e7\u00e3o indicativa<\/strong>: livre<br \/>\n<strong><span style=\"color: #ff0000;\">Interpreta\u00e7\u00e3o em Libras<\/span><\/strong><\/p>\n<p><em><strong>Nkisi Hongol\u00f4 \u2013 A Divindade do Arco-\u00cdris<\/strong><\/em><br \/>\nUma abordagem da masculinidade como um princ\u00edpio energ\u00e9tico din\u00e2mico e que pode ser<br \/>\nalterado. Assim, os padr\u00f5es sociais deixam de ser dados para serem constru\u00eddos e formatados<br \/>\npela individualidade de cada um. Hongol\u00f4 \u00e9 um Nkisi \u2013 uma divindade \u2013 de princ\u00edpio<br \/>\nmasculino. Est\u00e1 ligado \u00e0s mudan\u00e7as e recebe v\u00e1rios nomes, dependendo do seu local de culto<br \/>\nem terras bantus. \u00c9 tamb\u00e9m Hongol\u00f4 que auxilia na comunica\u00e7\u00e3o entre os seres humanos e as<br \/>\ndivindades.<br \/>\n<strong>FICHA T\u00c9CNICA:<\/strong><br \/>\n<strong>Concep\u00e7\u00e3o<\/strong>: Pablo Bernardo, Ricardo Aleixo e Rui Moreira (RS)<br \/>\n<strong>C\u00e2meras e atua\u00e7\u00e3o<\/strong>: Rui Moreira e Ricardo Aleixo<br \/>\n<strong>Concep\u00e7\u00e3o de design sonoro<\/strong>: Ricardo Aleixo<br \/>\n<strong>Montagem de v\u00eddeo e \u00e1udio<\/strong>: Pablo Bernardo<br \/>\n<strong>Classifica\u00e7\u00e3o indicativa<\/strong>: livre<br \/>\n<strong><span style=\"color: #ff0000;\">Interpreta\u00e7\u00e3o em Libras<\/span><\/strong><\/p>\n<h2>30 de agosto (domingo)<\/h2>\n<p><strong>20h<\/strong><br \/>\nShow<br \/>\n<strong>Ciel Santos (PE)<\/strong><br \/>\n<strong>Rico Dalasam (SP)<\/strong><br \/>\n<strong>Dura\u00e7\u00e3o aproximada<\/strong>: 30 minutos<br \/>\n<strong>Classifica\u00e7\u00e3o indicativa<\/strong>: n\u00e3o recomendado para menores de 16 anos por conter di\u00e1logos<br \/>\nsexuais e nudez velada.<br \/>\n<strong><span style=\"color: #ff0000;\">Interpreta\u00e7\u00e3o em Libras<\/span><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existe uma \u00fanica forma de ser homem? \u00c9 claro que n\u00e3o!!! Mesmo que alguns insistam em assumir o papel de troglodita, esse tipo n\u00e3o serve mais, se \u00e9 que um dia prestou. A encrenca do termo sexualidade apareceu no s\u00e9culo 19, como aponta Foucault, n&#8217;A Hist\u00f3ria da Sexualidade, portanto \u00e9 um conceito que ocupa as [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[4248,4663],"tags":[6212,6211,6218,6220,6210,6225,1314,6222,6214,6226,6215,6223,6221,6216,6227,6217,6219,6224,6213,6228,6209,6229],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21663"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21663"}],"version-history":[{"count":15,"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21663\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21686,"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21663\/revisions\/21686"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21663"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21663"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21663"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}