{"id":20819,"date":"2019-07-25T18:36:34","date_gmt":"2019-07-25T21:36:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=20819"},"modified":"2019-07-26T13:21:47","modified_gmt":"2019-07-26T16:21:47","slug":"mostra-de-mulheres-pretas-discute-representatividade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/mostra-de-mulheres-pretas-discute-representatividade\/","title":{"rendered":"Mostra de Mulheres Pretas discute visibilidade"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_20822\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/mostra-de-mulheres-pretas-discute-representatividade\/mae-maria-foto-shilton-araujo\/\" rel=\"attachment wp-att-20822\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-20822\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-20822\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/M\u00e3e-Maria-foto-Shilton-Ara\u00fajo-e1564090194607.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-20822\" class=\"wp-caption-text\">Aline Gomes performa M\u00e3e Maria. Foto: Shilton Ara\u00fajo<\/p><\/div>\n<p>Nesta quinta-feira, 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela, l\u00edder quilombola do s\u00e9culo 18, O Poste Solu\u00e7\u00f5es Luminosas abre a programa\u00e7\u00e3o de uma iniciativa fundamental: a PretA\u00e7\u00e3o \u2013 I Mostra de Mulheres Pretas.<\/p>\n<p>A invisibilidade da mulher negra \u00e9 um dos muitos reflexos do racismo institucional. Quando pensamos no contexto da arte, essa realidade n\u00e3o \u00e9 diferente. Talvez por isso, os trabalhos que comp\u00f5em a PretA\u00e7\u00e3o tratem sobre representatividade, o enfrentamento cotidiano do preconceito e de todas as formas de viol\u00eancia sofridas pelas mulheres negras.<\/p>\n<p>\u201cQueremos visibilizar todas essas artistas que est\u00e3o participando da primeira edi\u00e7\u00e3o da PretA\u00e7\u00e3o, visibilizar as que vieram antes de n\u00f3s e, inclusive, quem vem depois, como Elo\u00edsa, minha filha, que tem s\u00f3 dois anos. A gente quer deixar esse espa\u00e7o de representatividade, esse lugar de fala, para que outas pretas, as que est\u00e3o vindo, as que v\u00e3o chegar, possam assumir esse lugar. E que o discurso n\u00e3o seja de resist\u00eancia, mas de exist\u00eancia\u201d, afirma Agrinez Melo, uma das idealizadoras da a\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o conta com nenhum apoio governamental.<\/p>\n<p>Muitos dos espet\u00e1culos e performances transitam pelo documental, pelo autobiogr\u00e1fico, como \u00e9 o caso de<em> Mi Madre<\/em>, de Jhana\u00edna Gomes, que tra\u00e7a rela\u00e7\u00f5es entre a sua hist\u00f3ria e as hist\u00f3rias de mulheres da sua fam\u00edlia, explicitando uma rela\u00e7\u00e3o de tens\u00e3o entre a presen\u00e7a masculina e feminina. Ou do solo da pr\u00f3pria Agrinez Melo, <em>Hist\u00f3rias Bordadas em Mim<\/em>, um convite para um ch\u00e1 e para ouvir sobre a trajet\u00f3ria da atriz.<\/p>\n<p>Na PretA\u00e7\u00e3o, essas mulheres pretas, artistas, s\u00e3o protagonistas das pr\u00f3prias narrativas. &#8220;Os quatro espet\u00e1culos falam de n\u00f3s mesmas, das nossas experi\u00eancias, das novas viv\u00eancias ressignificadas. Ressignificar \u00e9 uma palavra forte neste momento. A partir das nossas viv\u00eancias, falamos de v\u00e1rias quest\u00f5es, como empoderamento, a reafirma\u00e7\u00e3o da mulher negra na sociedade e da artista negra nesse espa\u00e7o, questionar o porqu\u00ea dessa invisibilidade&#8221;, comenta Agrinez. Para a atriz, a mostra \u00e9 tamb\u00e9m um espa\u00e7o de irmandade. &#8220;\u00c9 uma mostra de comemora\u00e7\u00e3o, que festeja o nosso encontro, a nossa uni\u00e3o. E nada melhor do que essa data, que nos representa&#8221;.<\/p>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o montada por Agrinez e Nan\u00e1 Sodr\u00e9, ambas do grupo O Poste Solu\u00e7\u00f5es Luminosas \u2013 um espa\u00e7o de refer\u00eancia e resist\u00eancia do teatro negro em Pernambuco e no Brasil \u2013, em parceria com v\u00e1rias artistas, inclui espet\u00e1culos, performances e rodas de di\u00e1logos.<\/p>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o vai at\u00e9 o pr\u00f3ximo domingo (28), no O Poste Solu\u00e7\u00f5es Luminosas (Rua da Aurora, 529, Boa Vista). Os ingressos custam R$ 15 + 1 quilo de alimento n\u00e3o perec\u00edvel ou R$ 20. Os alimentos arrecadados ser\u00e3o doados&nbsp;a institui\u00e7\u00f5es que trabalham com o empoderamento da mulher negra e contra a viol\u00eancia. &nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_20824\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/mostra-de-mulheres-pretas-discute-representatividade\/historias-bordadas\/\" rel=\"attachment wp-att-20824\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-20824\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-20824\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Historias-Bordadas-e1564090444975.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\"><\/a><p id=\"caption-attachment-20824\" class=\"wp-caption-text\">Agrinez Melo no solo Hist\u00f3rias Bordadas em Mim. Foto: Fernando Azevedo<\/p><\/div>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Programa\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>25 de julho (quinta-feira), \u00e0s 18h<\/strong><\/span><br \/>\n<strong>Abertura<\/strong> <strong>PretA\u00e7\u00e3o \u2013 I Mostra de Mulheres Pretas<\/strong><br \/>\nOnde:&nbsp; Ao ar livre, no entorno do Espa\u00e7o O Poste<br \/>\nPerformance de abertura com Camila Mendes (<em>N\u00f3s<\/em>), Jhana\u00edna Gomes (<em>Mi Madre<\/em>), Yasmmyn Nejaim (poesia) e Odailta Alves (poesia).<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>26 de julho (sexta-feira)<\/strong><\/span><br \/>\nOnde: Espa\u00e7o O Poste Solu\u00e7\u00f5es Luminosas<br \/>\n<strong>19h:<\/strong><em> A Receita<\/em><br \/>\nSinopse: Morte, viol\u00eancia, loucura e a intoler\u00e2ncia de uma maneira peculiar s\u00e3o narradas nesse solo, que traz uma personagem no seu processo limite. A dramaturgia \u00e9 de Samuel Santos. Atua\u00e7\u00e3o: Nan\u00e1 Sodr\u00e9<br \/>\n<strong>20h:<\/strong> Performances <em>M\u00e3e Maria<\/em>, <em>De Corpo<\/em> e <em>Dandara<\/em><br \/>\nSinopses:<br \/>\n<em>M\u00e3e Maria:<\/em> A personagem M\u00e3e Maria nasceu dentro do espet\u00e1culo <em>O Mensageiro<\/em>, a partir da necessidade da atriz, dan\u00e7arina e pesquisadora Aline Gomes de trazer \u00e0 cena a condi\u00e7\u00e3o feminina no in\u00edcio do s\u00e9culo XX na Regi\u00e3o Metropolitana do Recife. Atua\u00e7\u00e3o: Aline Gomes<br \/>\n<em>De Corpo<\/em>: Resgata a exposi\u00e7\u00e3o das maranhas ancestrais que percorrem o corpo feminino. Dos fios que cercam de chagas nativas e gen\u00e9ticas a viv\u00eancia da pele negra. Narra em movimentos o grito do pulso, da pausa, da prosa, da carne, da v\u00edscera, da dor e da beleza da mulher preta. Atua\u00e7\u00e3o: Brunna Martins<br \/>\n<em>Dandara<\/em>: Inspirada na hero\u00edna Dandara, que lutou ao lado de homens e mulheres nas muitas batalhas e ataques a Palmares, a atriz \u00c9rika Nery nos mostra sua for\u00e7a, f\u00e9 e ancestralidade traduzida em arte. Atua\u00e7\u00e3o: \u00c9rika Nery<br \/>\n<strong>20h30:<\/strong> Roda de Di\u00e1logo com as performers<\/p>\n<div id=\"attachment_20823\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/mostra-de-mulheres-pretas-discute-representatividade\/dandara\/\" rel=\"attachment wp-att-20823\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-20823\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-20823\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Dandara-e1564090363330.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"600\"><\/a><p id=\"caption-attachment-20823\" class=\"wp-caption-text\">Dandara. Foto: Fernando Azevedo<\/p><\/div>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>27 de julho (s\u00e1bado)<\/strong><\/span><br \/>\nOnde: Espa\u00e7o O Poste Solu\u00e7\u00f5es Luminosas<br \/>\n<strong>17h:<\/strong> <em>Mi Madre<\/em><br \/>\nSinopse: Inspirada por imagens e hist\u00f3rias contadas durante seu per\u00edodo de inf\u00e2ncia, Jhana\u00edna Gomes remonta mem\u00f3rias de suas antepassadas alinhavando pontos de converg\u00eancia entre sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria e a de suas matriarcas, tecendo uma correla\u00e7\u00e3o de tens\u00e3o entre a presen\u00e7a masculina e o feminino ferido no percurso da vida dessas mulheres. Atua\u00e7\u00e3o: Jhana\u00edna Gomes<br \/>\n<strong>18h15:<\/strong> Performances <em>Kami**<\/em> e<em> Nada Mais me Deixar\u00e1 Calada<\/em><br \/>\nSinopses:<br \/>\n<em>Kami**<\/em>: Traz \u00e0 tona o corpo presente e potente da mulher. Constru\u00edda a partir de t\u00e9cnicas utilizadas no Teatro Antropol\u00f3gico, das refer\u00eancias dos orix\u00e1s Oxum e Ians\u00e3, e de elementos da natureza, mostra de forma muito simples, coesa e po\u00e9tica, que as mulheres querem liberdade. Atua\u00e7\u00e3o: Camila Mendes<br \/>\n<em>Nada Mais me Deixar\u00e1 Calada<\/em>: Durante sua jornada, enfrentando o processo de aceita\u00e7\u00e3o, a mulher negra se depara sempre com a solid\u00e3o. Entretanto, em um momento crucial, ela acaba descobrindo que toda sua ess\u00eancia foi posta em segundo plano, e depois de ser enganada, maquiada e sexualizada, ela se rebela, mostrando que n\u00e3o ir\u00e1 aguentar mais nada e nem ficar\u00e1 mais calada. Atua\u00e7\u00e3o: Yasmmyn Nejaim<br \/>\n<strong>19h:<\/strong> <em>Hist\u00f3rias Bordadas em Mim<\/em><br \/>\nSinopse: Uma atriz, um ba\u00fa, uma borboleta e uma conversa&#8230;\u00e9 assim que se inicia <em>Hist\u00f3rias Bordadas em Mim<\/em>. Um convite para um ch\u00e1, acompanhado de tareco e p\u00e3o doce, e assim v\u00e3o se alinhavando as hist\u00f3rias reais, vividas pela atriz em diversos momentos de sua vida. Atua\u00e7\u00e3o: Agrinez Melo<br \/>\n<strong>20h:<\/strong> Roda de Di\u00e1logo com as performers<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>28 de julho (domingo)<\/strong><\/span><br \/>\n<strong>18h:<\/strong> <em>Ombela<\/em><br \/>\nSinopse: Ombela \u00e9 uma palavra africana na l\u00edngua Umbundo angolana, que em portugu\u00eas significa \u201cchuva\u201d. \u00c9 atrav\u00e9s da sacralidade da \u00e1gua que o espet\u00e1culo se desvela ao p\u00fablico; do elemento f\u00edsico, Ombela se transforma em duas entidades que ganham corpo e voz. Atua\u00e7\u00e3o: Agrinez Melo e Nan\u00e1 Sodr\u00e9.<br \/>\n<strong>19h10:<\/strong> Roda de Di\u00e1logo com as performers e encerramento da mostra<\/p>\n<p><strong>Ingressos: <\/strong>R$15,00 + 1kg de alimento n\u00e3o perec\u00edvel ou R$20,00, sem o alimento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta quinta-feira, 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela, l\u00edder quilombola do s\u00e9culo 18, O Poste Solu\u00e7\u00f5es Luminosas abre a programa\u00e7\u00e3o de uma iniciativa fundamental: a PretA\u00e7\u00e3o \u2013 I Mostra de Mulheres Pretas. 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