{"id":19582,"date":"2018-01-11T18:00:29","date_gmt":"2018-01-11T21:00:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=19582"},"modified":"2018-01-11T19:57:01","modified_gmt":"2018-01-11T22:57:01","slug":"abertura-do-jge-livro-no-primeiro-ato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/abertura-do-jge-livro-no-primeiro-ato\/","title":{"rendered":"Abertura do JGE: Livro no primeiro ato"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_19586\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-19586\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-19586\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/26240804_10204304421288744_6353896072839464337_o-e1515703085299.jpg\" alt=\"Cleodon Coelho e o biografado Jos\u00e9 Pimentel. Foto Pedro Portugal\" width=\"600\" height=\"400\"><p id=\"caption-attachment-19586\" class=\"wp-caption-text\">Cleodon Coelho e o biografado Jos\u00e9 Pimentel. Foto Pedro Portugal \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_19585\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-19585\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-19585\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/26233528_10204304422528775_7609967496461339357_o-e1515703071998.jpg\" alt=\"Hermila Guedes e Jos\u00e9 Pimentel. Foto Pedro Portugal\" width=\"600\" height=\"400\"><p id=\"caption-attachment-19585\" class=\"wp-caption-text\">Jos\u00e9 Pimentel e a atriz Hermila Guedes. Foto Pedro Portugal<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_19584\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-19584\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-19584\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/26233529_10204304413168541_6383794477833199517_o-e1515703059440.jpg\" alt=\"Escritora e jornalista Crla Denise, encenador Marcondes Lima e Cleodon Coelho. Foto Pedro Portugal\" width=\"600\" height=\"400\"><p id=\"caption-attachment-19584\" class=\"wp-caption-text\">Escritora e jornalista Carla Denise, encenador Marcondes Lima e Cleodon Coelho. Foto Pedro Portugal&nbsp;<\/p><\/div>\n<p>A abertura do <em><strong>24\u00ba Janeiro de Grandes Espet\u00e1culos &#8211; Festival Internacional de Artes C\u00eanicas e M\u00fasica de Pernambuco<\/strong><\/em>, na noite da quarta-feira (10\/01), pode ser dividida em atos. O primeiro, o lan\u00e7amento do livro no foyer do Teatro de Santa Isabel. O segundo composto por discursos e homenagens. E o terceiro, a exibi\u00e7\u00e3o do musical <strong><em>Dorinha Meu Amor<\/em><\/strong>. No conjunto, sucesso de p\u00fablico, com a casa lotada.<\/p>\n<p>Em clima festivo, o jornalista Cleodon Coelho lan\u00e7ou <strong><em>Jos\u00e9 Pimentel &#8211; Para Al\u00e9m das Paix\u00f5es<\/em><\/strong>, em que desenha a trajet\u00f3ria do ator, diretor e jornalista pernambucano de Garanhuns, muito conhecido por suas atua\u00e7\u00f5es na <strong><em>Paix\u00e3o de Cristo de Nova Jerusal\u00e9m<\/em><\/strong> e na <strong><em>Paix\u00e3o de Cristo do Recife<\/em><\/strong>. Autor e biografado passaram mais de duas horas dando aut\u00f3grafos e entrevistas, tirando fotografias com os f\u00e3s.<\/p>\n<p>De cabelos longos, mesmo depois de ter passado o bast\u00e3o do papel de Cristo para Hemerson Moura, Pimentel parecia abatido, com uma alegria contida, mas cansado. Cleodon Coelho se mostrava jubiloso com a miss\u00e3o cumprida.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a terceira publica\u00e7\u00e3o assinada por Cleodon Coelho. A primeira foi <em>Nossa Senhora das Oito <\/em>(Mauad editora, 2003), sobre a novelista Janete Clair, em parceria com o cr\u00edtico carioca Mauro Ferreira. A segunda foi <em>Lilian Lemmertz &#8211; Sem Rede de Prote\u00e7\u00e3o<\/em> (imprensa oficial, 2010).<\/p>\n<p>&nbsp;<strong><em>Para Al\u00e9m das Paix\u00f5es<\/em><\/strong> est\u00e1 dividida em cap\u00edtulos curtos e envolventes, que s\u00e3o flashes da vida do filho de Virg\u00ednio Albino Pimentel e dona Florentina nascido em 11 de agosto de 1934.<\/p>\n<p>O rumo desse leonino que carregou a cruz de Jesus, na Paix\u00e3o, por 40 anos, \u00e9 curioso e marcado por ousadias e insist\u00eancias<\/p>\n<p>Algumas figuras foram fundamentais na escolha de caminhos desse artista. Entre elas, seu amigo de toda a vida que o encaminhou \u00e0s artes, o diretor Oct\u00e1vio Catanho, o Tibi e o escritor Ariano Suassuna (1927-2014). \u201cSempre estive ao lado dele em todos os momentos de sua vida. J\u00e1 fiz de tudo nos projetos que ele inventa. Trabalhei como ator, cen\u00f3grafo, produtor&#8230;\u201d, conta Catanho no livro.&nbsp; Foi com Tibi, no Grupo Dram\u00e1tico Paroquial de \u00c1gua Fria, que Pimentel assumiu o primeiro personagem, o de P\u00f4ncio Pilatos, na montagem <strong><em>O Drama do Calv\u00e1rio<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>J\u00e1 seu d\u00e9but num palco italiano ocorreu com a pe\u00e7a <strong><em>Lampe\u00e3o<\/em><\/strong>, em cinco atos de Raquel de Queiroz, sob a dire\u00e7\u00e3o de Oct\u00e1vio Catanho, no papel de Ezequiel, cangaceiro conhecido como Ponto&nbsp; Fino.<\/p>\n<p>Cleodon registra que de uma maneira nada cordial, o cr\u00edtico Isaac Gondim filho anunciou a novidade no <em>Di\u00e1rio de Pernambuco<\/em> &#8220;o Grupo Paroquial de Amadores (conjunto que n\u00e3o conhecemos e do qual nunca ouvimos falar) vai apresentar no Teatro de Santa Isabel representando a pe\u00e7a <strong><em>Lampe\u00e3o<\/em><\/strong>, de Rachel de Queiroz&#8230;&#8221; Depois da estreia, apesar de apontar as falhas, Gondim Filho foi mais generoso: \u201cPor isso, quando o GTA se apresenta pela primeira vez no teatro de Santa Isabel, s\u00f3 lhe podemos ter palavras de est\u00edmulo e de incentivo, sobretudo pelos valores positivos de sua realiza\u00e7\u00e3o &#8230;\u201d<\/p>\n<p>J\u00e1 na cr\u00edtica assinada por Ariano Suassuna, publicada no <em>Diario de Pernambuco<\/em>, em 16 de setembro 1956, sobre a pe\u00e7a <strong><em>A compadecida<\/em><\/strong>, depois chamada o <strong><em>Auto da Compadecida <\/em><\/strong>o escritor \u00e9 s\u00f3 elogios a Pimentel: \u201cJos\u00e9 Pimentel viveu, no espet\u00e1culo do Teatro Adolescente, a figura do rico fazendeiro Ant\u00f4nio Moraes, e, posteriormente, o Encourado (o diabo). Saiu-se muito bem em ambas, tendo sido mesmo uma revela\u00e7\u00e3o de ator, com muito senso de ritmo nos gestos e nas falas, comedido e presun\u00e7oso como fazendeiro, odiento e perigoso como o diabo\u201d.<\/p>\n<p>Essa foi a primeira encena\u00e7\u00e3o do texto do escritor paraibano, montado por Cl\u00eanio Wanderley com Teatro Adolescente do Recife. O livro revela detalhes deliciosos sobre a estreia na capital pernambucana, ap\u00f3s alguns adiamentos, at\u00e9 a consagra\u00e7\u00e3o no primeiro Festival de Amadores Nacionais no Rio de Janeiro. &#8220;Deu uma vontade danada de esfregar a medalha de ouro na cara de quem nos criticou na nossa pr\u00f3pria terra&#8221;, comenta Pimentel na obra. &nbsp;<\/p>\n<p>As pol\u00eamicas da sua sa\u00edda da montagem de Nova Jerusal\u00e9m s\u00e3o bem conhecidas e est\u00e3o retratadas. Mas uma outra faceta de Pimentel como colunista do jJornal da cidade d\u00e1 uma apimentada na publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O jornalista Cleodon Coelho selecionou algumas edi\u00e7\u00f5es da Coluna Sinal Fechado, dentre elas est\u00e3o alfinetadas em outros&nbsp;encenadores e grupos do Recife:<\/p>\n<p>&#8220;Uma clara alus\u00e3o aos espet\u00e1culos <strong><em>O Calv\u00e1rio de Frei Caneca<\/em><\/strong> e <strong><em>Batalha dos Guararapes<\/em><\/strong>, o pretensioso e pedante Toninho Candonga (nunca sei direito o nome desse cara) disse que ia resgatar, atrav\u00e9s de Shakespeare, a alegria e o barroquismo da Cidade Maur\u00edcia, no que ela tem de mais vivo e menos a arqueol\u00f3gico. Num ato falho, fala da Maur\u00edcia do s\u00e9culo XVII\u201d.<\/p>\n<p>&#8220;A companhia teatral Funda\u00e7\u00e3o de Cultura Cidade do Recife Ltda. enviou-me dois convites para a estreia de <em><strong>Sonho de uma noite de ver\u00e3o<\/strong><\/em>, by (sic) Shakespeare. Na fila U, lateral, do Teatro do Parque. Levei luneta e amplificador. Na entrada, uma surpresa: a bolsa da minha mulher foi revistada. &nbsp;Que ser\u00e1 que os caras pensavam encontrar? Bombas, ovos podres, rev\u00f3lver? M\u00e1quina fotogr\u00e1fica? Pois \u00e9, os espi\u00f5es teatrais, como os industriais, est\u00e3o \u00e0 cata de novidades e bem que poderiam documentar cen\u00e1rios, figurinos, peitos etc. Para utilizar em futuras montagens. &#8230; Sentei-me estiquei o pesco\u00e7o e juro que vi. Gostei. Como sou leigo em teatro e n\u00e3o sou cr\u00edtico de, deixo os coment\u00e1rios para Valdir Coutinho e En\u00e9as Alvarez. Apenas, como espectador, devo dizer que gostei mais da revista <strong><em>Tal e qual &#8211; nada igual<\/em><\/strong>. Bom, pelo menos fui ver. Pior fazem eles que picham meus espet\u00e1culos sem v\u00ea-los.\u201d<\/p>\n<p>O encenador Antonio Cadengue comenta no livro que \u201cRelendo o texto depois de muitos anos, eu dei boas risadas. Mas me chamar de Candonga n\u00e3o era um erro. Era provoca\u00e7\u00e3o mesmo\u201d.<\/p>\n<p>Hist\u00f3rias do teatro pernambucano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A abertura do 24\u00ba Janeiro de Grandes Espet\u00e1culos &#8211; Festival Internacional de Artes C\u00eanicas e M\u00fasica de Pernambuco, na noite da quarta-feira (10\/01), pode ser dividida em atos. O primeiro, o lan\u00e7amento do livro no foyer do Teatro de Santa Isabel. O segundo composto por discursos e homenagens. 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