{"id":18991,"date":"2017-08-05T09:33:41","date_gmt":"2017-08-05T12:33:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=18991"},"modified":"2017-08-05T09:33:41","modified_gmt":"2017-08-05T12:33:41","slug":"nao-se-enganem-dinamarca-e-pedreira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/nao-se-enganem-dinamarca-e-pedreira\/","title":{"rendered":"N\u00e3o se enganem, Dinamarca \u00e9 pedreira!"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_19001\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-19001\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-19001\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/L3040459-e1501931925402.jpg\" alt=\"Encena\u00e7\u00e3o tem dire\u00e7\u00e3o de Pedro Wagner e dramaturgia de Giordano \" width=\"600\" height=\"398\"><p id=\"caption-attachment-19001\" class=\"wp-caption-text\">Encena\u00e7\u00e3o tem dire\u00e7\u00e3o de Pedro Wagner e dramaturgia de Giordano Castro. Foto: Ivana Moura<\/p><\/div>\n<p>Como o pa\u00eds mais feliz do mundo se reveste a Dinamarca. E onde fica essa paragem? O Grupo Magiluth fez desse \u201clugar\u201d cena e jogo para dilacerar o conceito de felicidade, bolha, predestinados, mentiras e verdades. Borrando fronteiras, subvertendo dist\u00e2ncias e desmascarando injun\u00e7\u00f5es. <em>Dinamarca<\/em>, do coletivo recifense, que estreou na \u00faltima quarta-feira (2), no Teatro Marco Camarotti, no Recife, \u00e9 sobre <em>Hamlet<\/em>, de Shakespeare? Sim e n\u00e3o. O pr\u00edncipe ali parece ainda mais fr\u00e1gil. Sua M\u00e3e mais cruel. Seu Tio mais perverso e abomin\u00e1vel. Sua namorada mais&#8230; Mas o verniz \u00e9 n\u00f3rdico.<\/p>\n<p>A montagem atravessa muitas quest\u00f5es urgentes, para uns, como tudo na vida. Como a pr\u00f3pria exist\u00eancia. Nada \u00e9 absoluto. Maneja com habilidade os relativismos. Embrenha-se em c\u00edrculos de inven\u00e7\u00f5es sociais. Com a ironia at\u00e9 a tampa, que \u00e0s vezes transborda em riso (da plateia inclusive), o espet\u00e1culo lacera com palavras e com a articula\u00e7\u00e3o sutil das dobraduras da fic\u00e7\u00e3o, que se aproxima da realidade dolorosa. A trama de Shakespeare entra na cena de <em>Dinamarca<\/em> como um trampolim para avistar o Brasil e o mundo de um capitalismo acelerado e excruciante. A montagem \u00e9 armada para tornar palp\u00e1vel sentimentos molestadores que nos assaltam em 2017. Os golpes invadem o jogo de forma violenta em raios de ironia e cinismo dos discursos dos encastelados.<\/p>\n<div style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-19063\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/dinamarca-k12-e1501921707588.jpg\" alt=\"Magiluth. Foto: Ivana Moura\" width=\"600\" height=\"406\"><p class=\"wp-caption-text\">Numa festa de casamento, a risadagem revela a massa podre. Foto: Ivana Moura<\/p><\/div>\n<p>A dramaturgia em fragmentos, como um quebra-cabe\u00e7as, escrita por Giordano Castro, recolhe fios de <em>Hamlet<\/em>, acentuando os defeitos prosaicos de um pr\u00edncipe mimado, de uma M\u00e3e eg\u00f3ica e de um Tio d\u00e9spota. Mas a pe\u00e7a n\u00e3o se at\u00e9m a um poss\u00edvel psicologismo. Os atores abra\u00e7am e trocam de figuras, entram e saem de personagens, como numa corrida de revezamento. E reverbera o contr\u00e1rio do que eles dizem. Uma festa de casamento d\u00e1 o suporte para exaltar a euforia, alimentada pelo consumo de estimulantes l\u00edquidos e s\u00f3lidos. Enquanto aquele grupo risonho (um bando que se considera superior em todos os aspectos), desliza pelo sal\u00e3o a arrotar merecimentos com incentivo da m\u00e3o divina, a sensa\u00e7\u00e3o de sufocamento \u00e9 acentuada e o sentimento de ex\u00edlio espreita em meio a tanto estranhamento do humano.<\/p>\n<p>No dia da estreia do espet\u00e1culo, no Planalto Central estava engatilhado mais um circo de horrores. Personagens bizarros atuavam em mais uma farsa (por que essas coisas pavorosas remetem aos nomes\/ procedimentos do teatro?) para investigar o &#8220;gerente&#8221; da quadrilha. Esses perfis que transitam com autoridade de her\u00f3i ou justiceiro se materializam na pe\u00e7a numa realidade paralela. A encena\u00e7\u00e3o fala indiretamente disso &#8211; da pol\u00edtica daqui, desse pa\u00eds do &#8220;Bloco de Ensaio&#8221;, e de alhures.<\/p>\n<p>Em <em>Dinamarca<\/em>, o mundo \u00e9 dividido em tr\u00eas partes: &#8220;Blocos Auxiliadores, Blocos Auxiliados, Blocos de Ensaio. Os Blocos de Ensaio s\u00e3o dos pa\u00edses miser\u00e1veis que ainda n\u00e3o encontraram um modelo social que os represente, que funcione de fato. E n\u00f3s, do bloco dos auxiliadores, trabalhamos e ajudamos para que eles enfim saiam dessa situa\u00e7\u00e3o, certo?&#8221;, diz l\u00e1 o texto. A atua\u00e7\u00e3o da fauna pol\u00edtica provoca n\u00e1useas em qualquer lugar.<\/p>\n<div id=\"attachment_19028\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-19028\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-19028\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/L3040817-e1501915645454.jpg\" alt=\"Bruno Parmera, em Dinamarca. Foto: Ivana Moura\" width=\"600\" height=\"403\"><p id=\"caption-attachment-19028\" class=\"wp-caption-text\">Bruno Parmera, em Dinamarca. Foto: Ivana Moura<\/p><\/div>\n<p>Cinco atores entram e saem de linhas de personagens. Bruno Parmera, Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, M\u00e1rio Sergio Cabral e Lucas Torres. Lucas Torres toma tr\u00eas Heinekens, no in\u00edcio, enquanto expressa d\u00favidas sobre pontos de acesso para estabelecer esse contato com a plateia. Bruno Parmera fala em ingl\u00eas que \u00e9 uma adapta\u00e7\u00e3o da trag\u00e9dia mais famosa do dramaturgo ingl\u00eas mais c\u00e9lebre. E que trata do &#8220;drama&#8221; de um pr\u00edncipe que descobre que seu pai foi morto por seu Tio, sujeito que logo depois se casou com a rainha, M\u00e3e do pr\u00edncipe. Esse fato desperta no herdeiro do trono um desejo de desforra pela morte do pai, o velho rei. Entre vingan\u00e7as e desejos ocultos, todos os personagens morrem no final.<\/p>\n<p><em>Dinamarca<\/em> lembra uma sinfonia, repleta de movimentos e contramovimentos. Os m\u00fasicos Miguel Mendes e Tom\u00e1s Brand\u00e3o, que formam o duo PACHKA, e criaram e executam a m\u00fasica, garantem o andamento, dando \u00eanfase em certas notas e pausas mantendo o ritmo vivo e presente.<\/p>\n<div id=\"attachment_19006\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-19006\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-19006\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/L3040505-e1501929383268.jpg\" alt=\"O garotinho levando uma li\u00e7\u00e3o de sua m\u00e3e. Foto: Ivana Moura\" width=\"600\" height=\"398\"><p id=\"caption-attachment-19006\" class=\"wp-caption-text\">O Garotinho levando uma li\u00e7\u00e3o de sua M\u00e3e. Foto: Ivana Moura<\/p><\/div>\n<p>A certa altura, Giordano Castro tenta explicar o conceito de &#8220;hygge&#8221;, que n\u00e3o tem uma tradu\u00e7\u00e3o precisa, mas tem a ver com conforto, bem-estar. \u201cNada de falar de pol\u00edtica, religi\u00e3o, quest\u00f5es raciais, quest\u00f5es de g\u00eanero ou quest\u00f5es de superioridade biol\u00f3gica&#8230;\u201d, determina. Isso me lembra um ex-amigo que n\u00e3o queria escavar nada ou mergulhar em profundezas que podem causar dor. Mas somos todos amigos, como diz a primeira l\u00e2mina do texto.E somos dinamarqueses, que \u00e9 o segredo da felicidade. Essa felicidade, no entanto, \u00e9 traidora.<\/p>\n<p>Os atores sorridentes recebem o p\u00fablico com espumante servido em ta\u00e7as de pl\u00e1stico duro. Os artistas produzem uma festa fake, com flores de pl\u00e1stico e bolo falso e refor\u00e7am esses dispositivos dos simulacros para tornar mais forte o efeito da pedrada. As arma\u00e7\u00f5es dos discursos lembram as amizades das redes sociais. E do Facebook rei com sua gente virtual a projetar fantasias de si mesmas em grandiloqu\u00eancia, uma turma que tudo curte e n\u00e3o quer saber de dor, pol\u00edtica, problemas. Captou? De figuras que descartam gente que usou e alijou do seu conv\u00edvio social. Na guerra das entrelinhas, os inventores de narrativas aparentam sempre estar bem. D\u00e1 at\u00e9 para identificar figuras distantes, pr\u00f3ximas ou n\u00e3o mais.<\/p>\n<p>Depois da montagem de <em>O Ano em que Sonhamos Perigosamente<\/em>, esse Magiluth mais maduro e intenso n\u00e3o vai agradar a todos, nem vai se comunicar com todos. Mas a vida \u00e9 assim, n\u00e3o \u00e9? E mesmo que eu (ou voc\u00ea) n\u00e3o goste de algumas coisas, o espet\u00e1culo em seu conjunto inquieta e lanha.<\/p>\n<p>A m\u00e3o do diretor Pedro Wagner se exp\u00f5e liricamente em d\u00f3 menor, com altas doses de sarcasmo, e explora os baixos sentimentos em Sol Maior. \u00c9 h\u00e1bil a condu\u00e7\u00e3o. A movimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 fren\u00e9tica, com situa\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas, e provoca\u00e7\u00f5es que conquistam por sua falsa ingenuidade, como na charada do Imagina. (Se f\u00f4ssemos honestos! Ou se pud\u00e9ssemos entender as entrelinhas&#8230;)<\/p>\n<p>As urdiduras c\u00eanicas erguem espelhos que refletem monstrengos, inclusive voltados para a plateia. Nesses tra\u00e7ados eles elegem algum jarg\u00e3o como \u201cIsso \u00e9 uma indireta?\u201d e enchem de significados uma pergunta banal, carregando de d\u00favidas as rela\u00e7\u00f5es sociais, as amizades, a honestidade, tirando sarro da meritocracia. Para chegar outra vez ao \u201c\u2026somos dinamarqueses, lembra?\u201d. Novamente acionam as engrenagens que fazem girar o mundo. Aquele que interessa aos encastelados, que exclui, mas que compra e dissemina narrativas de que eles s\u00e3o democr\u00e1ticos, libert\u00e1rios, fraternos e igualit\u00e1rios. Vez por outra em meio a tantos mecanismos, h\u00e1 erup\u00e7\u00f5es diretas (quase como um ato falho) de um \u201cFoda-se&#8230; eu estou feliz!\u201d. Ent\u00e3o t\u00e1. Quem se sente assim n\u00e3o tem nenhuma preocupa\u00e7\u00e3o com o corte que provoca com sua espada.<\/p>\n<div id=\"attachment_19023\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-19023\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-19023\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/L3040763-e1501922058956.jpg\" alt=\"Participa\u00e7\u00e3o do p\u00fablico na festa\" width=\"600\" height=\"398\"><p id=\"caption-attachment-19023\" class=\"wp-caption-text\">Participa\u00e7\u00e3o do p\u00fablico na festa. Foto: Ivana Moura<\/p><\/div>\n<p>Entre <em>Titanium<\/em>, de David Guetta, <em>Danubio Azul<\/em>, valsa composta por Johann Strauss e <em>Quando o amanh\u00e3 chegar<\/em>, de Leonardo Sullivan, os atores operam coreografias e em algum momento chamam o p\u00fablico para a dan\u00e7a. Essa cena dialoga com <em>N\u00f3s<\/em>, do Galp\u00e3o, e outros grupos que investem na participa\u00e7\u00e3o da plateia. A m\u00fasica acentua o clima entre o ex\u00edlio e a cerceamento, aquele falta de ar, disfar\u00e7ado de festa.<\/p>\n<p>V\u00e3o e voltam para a quest\u00e3o da felicidade, salientando um pensamento da elite. De que a felicidade pode ser produzida para pequenos grupos de eleitos, totalmente desconectada com os universos de gente carente ou miser\u00e1vel. Esses giros revelam outras palhetas; &#8220;Eu encontro a felicidade comendo um japon\u00eas&#8230;&#8221;, solta um. &#8220;Eu seria feliz se eu tivesse um pa\u00eds&#8221;, dispara outro. &#8220;Se n\u00e3o existisse a Noruega j\u00e1 estava bom pra mim&#8221;, articula mais um. E a dramaturgia vai dosando, com canais de entrada do sujeito comum. &#8220;Se eu falasse com meu pai j\u00e1 estaria feliz&#8221;, confessa aquele. &#8220;Eu seria feliz desbravando e conquistando coisas e pessoas&#8221;, dispara aquele outro. E mais outro: &#8220;se eu tivesse fam\u00edlia!&#8221; E outro: &#8220;Eu seria feliz se eu fosse 2&#8221;.<\/p>\n<p>O que era riso na plateia cede lugar a inc\u00f4modos, porque o mundo n\u00e3o est\u00e1 desconectado, em que os felizes orbitem por si s\u00f3s. \u00c9 valioso perceber essas rufadas de ilus\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"attachment_19062\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-19062\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-19062\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/dinamarca-c1-e1501921816991.jpg\" alt=\"Giordano Castro ao centro) . Foto: Ivana Moura\" width=\"600\" height=\"363\"><p id=\"caption-attachment-19062\" class=\"wp-caption-text\">Giordano Castro ao centro . Foto: Ivana Moura<\/p><\/div>\n<p>Com ast\u00facia, eles flertam com a problem\u00e1tica e os limites da representa\u00e7\u00e3o. A partir de perguntas &#8220;O que voc\u00ea sabe sobre mulher? Voc\u00ea sabe o que \u00e9 uma mulher? Voc\u00ea sabe o que \u00e9 ser uma mulher?&#8221; chamam a aten\u00e7\u00e3o para dilemas, como se artistas brancos podem se imiscuir sobre conte\u00fados, manifesta\u00e7\u00f5es e personagens negros. Ou sobre quest\u00f5es de g\u00eanero ou de idade. \u201c&#8230;Antes de falar qualquer coisa sobre mim&#8230; viva o que eu vivi! Ande por onde eu andei&#8230; pise onde eu pisei! Calce os meus sapatos&#8230; antes de falar qualquer coisa minha, pois voc\u00ea n\u00e3o conhece porra nenhuma! Porra nenhuma&#8230;\u201d, diz a M\u00e3e, na voz de Giordano. E n\u00e3o poupam humor sobre atestados e limites da contemporaneidade.<\/p>\n<p>Esses traquejos reflexivos e exerc\u00edcios especulativos se manifestam em argumentos e a\u00e7\u00f5es calculadas. Personagens, ou seus esbo\u00e7os, viram escudos para forjar reflex\u00f5es. O grupo transita bem ao explorar a promiscuidade entre p\u00fablico e privado. A fala da M\u00e3e do Garotinho \u00e9 exemplar: \u201cEle era um homem como qualquer outro! T\u00e3o honesto quanto qualquer homem que tem o poder nas m\u00e3os. Voc\u00ea sabe o que \u00e9 ter um reino na m\u00e3o?\u201d<\/p>\n<p>Ah! <em>Hamlet<\/em>, esse po\u00e7o inesgot\u00e1vel de inspira\u00e7\u00e3o. A ideia de massa \u201cmuito embolada\u201d \u00e9 um chamamento viral. O mundo n\u00e3o \u00e9 fofinho e h\u00e1 formas inteligente e criativas de vociferar essa ideia. E como pergunta algu\u00e9m na pe\u00e7a \u201cIsso foi uma met\u00e1fora?\u201d<\/p>\n<div id=\"attachment_19061\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-19061\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-19061\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/dinamarca-b1-e1501922009405.jpg\" alt=\"beijo\" width=\"600\" height=\"345\"><p id=\"caption-attachment-19061\" class=\"wp-caption-text\">O beijo surge como desdobramento da pe\u00e7a&nbsp;anterior, O Ano que Sonhamos Perigosamente. Foto: Ivana Moura<\/p><\/div>\n<p><strong>Ficha t\u00e9cnica<\/strong><br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o:<\/strong>Pedro Wagner<br \/>\n<strong>Dramaturgia:<\/strong>Giordano Castro<br \/>\n<strong>Elenco:<\/strong>Bruno Parmera, Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, M\u00e1rio Sergio Cabral e Lucas Torres<br \/>\n<strong>Desenho de Som:<\/strong>Miguel Mendes e Tom\u00e1s Brand\u00e3o (PACHKA)<br \/>\n<strong>Desenho de Luz:<\/strong>Grupo Magiluth<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o de Arte:<\/strong>Guilherme Luigi<br \/>\n<strong>Fotografia:<\/strong>Bruna Valen\u00e7a<br \/>\n<strong>Design Gr\u00e1fico:<\/strong>Guilherme Luigi<br \/>\n<strong>T\u00e9cnico:<\/strong>Lucas Torres<br \/>\n<strong>Realiza\u00e7\u00e3o<\/strong>: Grupo Magiluth<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o:<\/strong><br \/>\n<em>Dinamarca<\/em><br \/>\n<strong>Quando: <\/strong>S\u00e1bado (05\/08) e domingo (06\/08), \u00e0s 20h<br \/>\n<strong>Onde:<\/strong>Teatro Marco Camarotti, Sesc Santo Amaro<br \/>\n<strong>Quanto:<\/strong>R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)<br \/>\n<strong>Dura\u00e7\u00e3o:<\/strong>1h20min<br \/>\n<strong>Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong>: 16 anos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como o pa\u00eds mais feliz do mundo se reveste a Dinamarca. 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