{"id":18385,"date":"2017-02-03T16:46:19","date_gmt":"2017-02-03T19:46:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=18385"},"modified":"2017-02-03T16:46:19","modified_gmt":"2017-02-03T19:46:19","slug":"breve-passeio-pelo-janeiro-dos-espetaculos-parte-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/breve-passeio-pelo-janeiro-dos-espetaculos-parte-1\/","title":{"rendered":"Breve passeio pelo Janeiro dos Espet\u00e1culos &#8211; parte 1"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_18380\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-18380\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-18380\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/16403043_1841278399462393_8824259360948470760_o-e1486133001175.jpg\" alt=\"Teatro de Santa Isabel lotado, foto da segunda sess\u00e3o de O Avesso do Claustro. Foto: Pedro Portugal\" width=\"600\" height=\"400\"><p id=\"caption-attachment-18380\" class=\"wp-caption-text\">Teatro de Santa Isabel lotado, foto da segunda sess\u00e3o de O Avesso do Claustro. Foto: Pedro Portugal<\/p><\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18381\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/16422394_1841278116129088_4148987406519600987_o-e1486133022129.jpg\" alt=\"16422394_1841278116129088_4148987406519600987_o\" width=\"600\" height=\"400\"><\/p>\n<p>Na sua fala para o programa do <strong>Janeiro de Grandes Espet\u00e1culos &#8211; Festival Internacional de Artes C\u00eanicas de Pernambuco<\/strong>, o produtor Paulo de Castro confessa que quase n\u00e3o acreditavam (o trio de realizadores: ele, Paula de Renor e Carla Valen\u00e7a) que a edi\u00e7\u00e3o deste ano iria mesmo acontecer, diante das dificuldades cada vez mais desafiadoras. Conseguiram. E mexeu com a cidade do Recife neste primeiro m\u00eas do ano de 2017.<\/p>\n<p>Em termos de p\u00fablico, a 23\u00aa edi\u00e7\u00e3o foi um sucesso. Somadas as plateias das produ\u00e7\u00f5es de teatro adulto e infantil, dan\u00e7a, leituras dram\u00e1ticas e shows musicais do Recife e Caruaru chegou-se a 15 mil pessoas. \u00c9 um n\u00famero muito bom. Janeiro de Grandes Espet\u00e1culos ocorreu entre os dias 12 a 29 de janeiro, numa realiza\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Artes C\u00eanicas de Pernambuco (Apacepe).<\/p>\n<p>\u00c9 um programa consolidado e isso talvez seja um problema. O mundo gira muito r\u00e1pido. Novos paradigmas das artes do espet\u00e1culo ocupam os espa\u00e7os e n\u00e3o d\u00e1 para ficar preso \u00e0s gl\u00f3rias do passado. O Janeiro precisa de ousadias.<\/p>\n<p>O JGE j\u00e1 cumpriu durante muitos anos a fun\u00e7\u00e3o retrospectiva de montagens pernambucanas do ano anterior, numa posi\u00e7\u00e3o de ampliar o f\u00f4lego dessas encena\u00e7\u00f5es. Entraram as estreias como aposta durante o trajeto, mais pe\u00e7as nacionais e algumas atra\u00e7\u00f5es internacionais. A m\u00fasica chegou com seu irresist\u00edvel encanto e ficou.<\/p>\n<p>Algumas coisas foram se esvaindo ao longo dos anos. Na sua atua\u00e7\u00e3o pela valoriza\u00e7\u00e3o das cria\u00e7\u00f5es pernambucanas e o erguimento de pontes de circula\u00e7\u00e3o, o <strong> Janeiro<\/strong> trouxe curadores. Isso possibilitou que algumas pe\u00e7as participassem de festivais brasileiros importantes. O Palco Brasil, um acordo entre a Apacepe e a prefeitura do Recife facilitou o deslocamento de companhias de teatro e dan\u00e7a para festivais nacionais, o que j\u00e1 n\u00e3o acontece. Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 mais espa\u00e7o para reflex\u00e3o cr\u00edtica no festival, como as conversas com os cr\u00edticos.<\/p>\n<p>As crises financeiras e pol\u00edticas, a falta de um pensamento de curadoria mais definido, as op\u00e7\u00f5es pela ideia de que em time que est\u00e1 ganhando n\u00e3o se mexe, as op\u00e7\u00f5es adotadas e o Janeiro perdeu ano a ano algumas dessas coisas.<\/p>\n<p>Numa conversa que tive com os tr\u00eas coordenadores \u2013 Paula de Renor, Carla Valen\u00e7a e Paulo de Castro \u2013 ficou bem claro de que a ideia de que no Janeiro \u201ccabe tudo\u201d, defendida por Paulo de Castro, n\u00e3o era pactuada pelas duas outras produtoras. O resultado foi espelhado na programa\u00e7\u00e3o do <strong>Janeiro<\/strong>.<\/p>\n<p>Houve uma s\u00e9rie de desconex\u00f5es entre as atra\u00e7\u00f5es e desn\u00edveis de qualidade. Como ent\u00e3o cumprir o papel da arte de sacolejar as pessoas e tir\u00e1-las do estado de comodidade? O Janeiro cometeu erros? Muitos. Talvez seja a hora desse festival se reinventar.<\/p>\n<p>Quem sabe n\u00e3o seja um assunto para ser discutido numa reuni\u00e3o de avalia\u00e7\u00e3o entre os dirigentes\/gestores\/equipe e os artistas e produtores da cidade que funcionam como parceiros da empreitada, como faz quest\u00e3o de destacar Paula de Renor?!<\/p>\n<p>Na sua coluna dessa sexta-feira no jornal Folha de S\u00e3o Paulo, o professor livre-docente do Departamento de filosofia da USP (Universidade de S\u00e3o Paulo) Vladimir Safatle chama para a necessidade de pensar, de forma indissoci\u00e1vel, cr\u00edtica social e cr\u00edtica cultural, que foi caracter\u00edstica da tradi\u00e7\u00e3o do pensamento cr\u00edtico do s\u00e9culo 20. E que : \u201cA produ\u00e7\u00e3o cultural deveria ser analisada a partir da emancipa\u00e7\u00e3o social que ela seria capaz de gerar\u201d. Para que surjam novos circuitos de afetos. Coisas pra pensar sobre o papeis da cultura nesses tempos de autoritarismos e de l\u00edderes protofascistas.<\/p>\n<div id=\"attachment_18386\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-18386\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-18386\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Sebasti\u00e3o-Alves-foto-Viviane-Santos-1-1-e1486145656800.jpg\" alt=\"Sebasti\u00e3o Alves, Seb\u00e1, homenageado do JGE. Foto: Viviane Santos \/ Divulga\u00e7\u00e3o\" width=\"600\" height=\"409\"><p id=\"caption-attachment-18386\" class=\"wp-caption-text\">Sebasti\u00e3o Alves, Seb\u00e1, homenageado do JGE. Foto: Viviane Santos \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Dito isso, vamos flanar pela mem\u00f3ria desse primeiro m\u00eas de 2017, enquanto Saturno n\u00e3o chega. O contato amoroso com uns, o atrito com outros, tamb\u00e9m foi uma \u00e9poca de aprendizado acelerado. E no meio disso o encontro com apaixonados por essa arte t\u00e3o da presen\u00e7a, t\u00e3o do aqui\/agora, sua dedica\u00e7\u00e3o e sacrif\u00edcio tamb\u00e9m me tocaram. E foi poss\u00edvel nesse percurso forjar escutas outras, deslocar algumas e exercitar o respeito que \u00e9 um tiroc\u00ednio constante.<\/p>\n<p>Meu passeio esbarra com o artista Sebasti\u00e3o Alves, Seb\u00e1, homenageado do festival. Em s\u00edntese, um guerreiro. Ele come\u00e7ou a trabalhar ainda adolescente em sua cidade Sert\u00e2nia, como assistente de obra, mudou-se para Caruaru onde encarou v\u00e1rias fun\u00e7\u00f5es. Foi-se embora para o Rio de Janeiro, em 1974, na busca de reconhecimento na arte e ganhar uma grana para comprar uma casa para a m\u00e3e. Na cidade maravilhosa labutou na constru\u00e7\u00e3o do metr\u00f4. E voltou sem alcan\u00e7ar seu objetivo.<\/p>\n<p>Em Caruaru, enveredou pelas artes c\u00eanicas e participou de montagens como <em>Solte o Boi na Rua<\/em>(1979), de Vital Santos, com o Grupo de Teatro Ivan Brand\u00e3o; <em>O Auto das Sete Luas de Barro<\/em>, do Grupo Feira de Teatro Popular e outras que se seguiram.<\/p>\n<p>Venceu um c\u00e2ncer e outras doen\u00e7as e, aos 60 anos (completados no dia 20), se diz um sobrevivente. \u00c9 mais: um emblema. Um mestre de mamulengo que mant\u00e9m o espa\u00e7o Teatro Garagem Mamuseb\u00e1, nas depend\u00eancias de sua casa, e o Teatro Oficina Mamuseb\u00e1, que fica ao lado da esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria de Caruaru.<\/p>\n<p>Aquele garoto que que sonhava ser ator de cinema &#8211; inspirado pelos filmes bangue-bangue, mas planejava ser do time dos mocinhos &#8211; foi a inspira\u00e7\u00e3o de Vital Santos para montar a pe\u00e7a <em>Olha pro C\u00e9u, Meu Amor<\/em>, que abriu o Janeiro no Teatro de Santa Isabel.<\/p>\n<div id=\"attachment_18387\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-18387\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-18387\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/16107361_686039654909135_4776834992309414393_o-e1486145972974.jpg\" alt=\"Olah pro C\u00e9u Meu Amor em apresenta\u00e7\u00e3o no Teatro de Santa Isabel. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\" width=\"600\" height=\"338\"><p id=\"caption-attachment-18387\" class=\"wp-caption-text\">Olah pro C\u00e9u Meu Amor em apresenta\u00e7\u00e3o no Teatro de Santa Isabel. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p><em>Olha Pro Ceu Meu Amor<\/em> \u00e9 um espet\u00e1culo pol\u00edtico de Vital Santos e que guarda os aspectos de sua cria\u00e7\u00e3o original, de protesto contra a desigualdade social, a condi\u00e7\u00e3o dos nordestinos que seguem para o Sudeste no intuito de melhorar de vida. O espet\u00e1culo estreou em 1980 e n\u00e3o foi atualizado em sua dramaturgia ou dire\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o \u00e9 um retrato de uma \u00e9poca que traz reflexos ao Brasil at\u00e9 hoje. Mas a montagem desconsidera as mudan\u00e7as reais ocorridas nos 16 anos do governo Lula \/Dilma, como o retrocesso protagonizado pelo atual governo.<\/p>\n<p>Baseada na vida do protagonista, o musical emocionou a plateia que compareceu ao Teatro de Santa Isabel, na sua estreia. Seb\u00e1 representando ele mesmo e o elenco dividido entre pessoas da fam\u00edlia do protagonista que ficaram no interior de Pernambuco e figuras do trabalho, em posi\u00e7\u00f5es subalternas ou de chefia.<\/p>\n<p>Os desenhos coreogr\u00e1ficos, as falas engra\u00e7adas e terr\u00edveis de exclus\u00e3o, o acalentar de sonhos, as m\u00fasicas prosseguem a mostrar a pot\u00eancia desse espet\u00e1culo <em>Olha pro C\u00e9u Meu amor<\/em>.<\/p>\n<div id=\"attachment_13866\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-13866\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-13866\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/16187_894674727249983_5832756185821996632_n-e1433527493955.jpg\" alt=\"h(EU)st\u00f3ria - o tempo em transe com J\u00fanior Aguiar e M\u00e1rcio Fecher \" width=\"600\" height=\"428\"><p id=\"caption-attachment-13866\" class=\"wp-caption-text\">h(EU)st\u00f3ria &#8211; o tempo em transe com J\u00fanior Aguiar e M\u00e1rcio Fecher<\/p><\/div>\n<p><em>h(EU)st\u00f3ria \u2013 o tempo em transe<\/em> parte das cartas do cineasta Glauber Rocha para o poeta Jomard Muniz de Britto e o ex-governador Miguel Arraes, mote para falar de press\u00f5es. O esmagamento pol\u00edtico e p\u00fablico sobre o cineasta \u00e9 mostrado em surtos criativos, depress\u00f5es e a vida arrancada. Coisas que a desumanidade faz com efici\u00eancia atualmente nas redes sociais. Glauber Rocha combatia com sua arte as barb\u00e1ries sofridas em seu pa\u00eds. As repercuss\u00f5es danosas atravessaram seu corpo e atingiram seu esp\u00edrito. Isso Junior Aguiar e Marcio Fecher defendem no primeiro espet\u00e1culo da Trilogia vermelha.<\/p>\n<p>Outros espet\u00e1culos tamb\u00e9m investem no teor pol\u00edtico com maior ou menor densidade. <em><strong>O Mascate, a P\u00e9 Rapada e os Forasteiros<\/strong><\/em>, com texto e atua\u00e7\u00e3o de Di\u00f3genes D. Lima usa do humor e da galhofa para fazer cr\u00edtica \u00e0 falta de pol\u00edticas do Recife e de Olinda. Nessa montagem de teatro de objetos, as duas cidades s\u00e3o homem e mulher explorados por forasteiros, como Portugal e Holanda, e corrompidos pela gan\u00e2ncia e cobi\u00e7a.<\/p>\n<p>Numa outra chave cr\u00edtica, a dan\u00e7a <em><strong>Microclima<\/strong><\/em>, com Iara Campos, focaliza as consequ\u00eancias das decis\u00f5es desastrosas sobre as grandes cidades. No Recife, o que vai da pol\u00edtica p\u00fablica para o corpo da popula\u00e7\u00e3o, que sofre na pele com o calor insuport\u00e1vel, o tr\u00e2nsito ca\u00f3tico e a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria. Distopia.<\/p>\n<p><em><strong>A Mulher Monstro<\/strong><\/em> pega um conto atual\u00edssimo de Caio Fernando Abreu, escrito na ditadura militar, para falar das contradi\u00e7\u00f5es gritantes, das intoler\u00e2ncias e do \u00f3dio que a sociedade brasileira ostenta. Sozinho no palco, Jos\u00e9 Neto Barbosa imita figuras p\u00fablicas e as que se escondem por tr\u00e1s de perfis no facebook.<\/p>\n<p><em><strong>Enchente<\/strong><\/em> faz pensar sobre isolamentos forjados pelos piores sentimentos que envolvem o poder do mundo capitalista. Os desastres humanos migrat\u00f3rios e econ\u00f4micos. <\/p>\n<p><em>Grito<\/em>, que estreou no festival, exp\u00f5e o medo da viol\u00eancia nas ruas do Recife em uma coreografia forte assinada por Lilli Rocha. E a cumplicidade feminina para encontrar um lugar de supera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"attachment_18389\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-18389\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-18389\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/16114677_10155138564309271_7839425066846545987_n-e1486147052785.jpg\" alt=\"Stella Maris Saldanha e Germano Haiut. Foto: Pedro Portugal \/ Divulga\u00e7\u00e3o\" width=\"600\" height=\"401\"><p id=\"caption-attachment-18389\" class=\"wp-caption-text\">Stella Maris Saldanha e Germano Haiut. Foto: Pedro Portugal \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Com todas as sete sess\u00f5es esgotadas, <strong><em>Terror e mis\u00e9ria no Terceiro Reich &#8211; O delator<\/em><\/strong> registra a volta do ator Germano Haiut aos palcos. Nos \u00faltimos 30 anos, fez cinema, televis\u00e3o. Na pe\u00e7a &#8211; adapta\u00e7\u00e3o de um trecho da obra escrita pelo poeta e dramaturgo alem\u00e3o Bertolt Brecht, com dire\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Francisco Filho &#8211; Haiut divide a cena com Stella Maris Saldanha e interpretam um casal alem\u00e3o de classe m\u00e9dia que vive o medo da trai\u00e7\u00e3o dentro da pr\u00f3pria casa. Eu aplaudo a volta de Germano Haiut.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o estrangeira n\u00e3o trouxe o brilho esperado. O Comuna Teatro de Pesquisa (Lisboa\/Portugal), que veio com tr\u00eas montagens, incluindo a pe\u00e7a <strong><em>Do Desassossego<\/em><\/strong> (baseado no <em>Livro do Desassossego<\/em>, de Bernardo Soares e Fernando Pessoa) mostrou-se um grupo conservador nos seus procedimentos c\u00eanicos, sem di\u00e1logos mais estreitos com as pulsa\u00e7\u00f5es do teatro contempor\u00e2neo, por exemplo.<\/p>\n<p>Esse <em><strong>Janeiro de Grandes Espet\u00e1culos<\/strong><\/em> \u00e9 muito grande e n\u00e3o vou dar conta de falar sobre todas os quest\u00f5es neste post. Hoje temos a festa do Pr\u00eamio Apacepe de Teatro e Dan\u00e7a, quando ser\u00e3o entregues \u00e0s estatuetas aos melhores do 23\u00ba Janeiro de Grandes Espet\u00e1culos \u2013 Festival Internacional de Artes C\u00eanicas de Pernambuco, segundo a comiss\u00e3o formada por Breno Fittipaldi, Jorge de Paula e Rita Marize (Teatro Adulto); Ana Elizabeth Japi\u00e1, M\u00e1rcia Cruz e Samuel Santos (Teatro Para Crian\u00e7as); Dielson Pess\u00f4a, Nadja Maria e Viviane Ferreira (Dan\u00e7a). A Coordena\u00e7\u00e3o\/Produ\u00e7\u00e3o de Corpo de J\u00fari ficou com Augusta Ferraz.<\/p>\n<p>A festa dan\u00e7ante segue no Bar Apolo 17 (Rua do Apolo, 170) com o DJ Sangue no Olho (Giordano Bruno).<\/p>\n<p>Teremos concord\u00e2ncias e discord\u00e2ncias com os resultados. Estranho a aus\u00eancia do nome de Germano Haiut como indicado para Melhor Ator. Tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o a indica\u00e7\u00e3o \u00fanica de Melhor Atriz e a n\u00e3o indica\u00e7\u00e3o para Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Ator Revela\u00e7\u00e3o e Melhor Atriz Revela\u00e7\u00e3o, por exemplo.<\/p>\n<p>Mas como pontuei em post anterior, os resultados dependem de quem faz os julgamentos e nenhuma verdade \u00e9 absoluta.<\/p>\n<p>Esse <em><strong>Janeiro<\/strong><\/em> vai ter repercuss\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na sua fala para o programa do Janeiro de Grandes Espet\u00e1culos &#8211; Festival Internacional de Artes C\u00eanicas de Pernambuco, o produtor Paulo de Castro confessa que quase n\u00e3o acreditavam (o trio de realizadores: ele, Paula de Renor e Carla Valen\u00e7a) que a edi\u00e7\u00e3o deste ano iria mesmo acontecer, diante das dificuldades cada vez mais desafiadoras. 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