{"id":17848,"date":"2016-12-04T07:53:12","date_gmt":"2016-12-04T10:53:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=17848"},"modified":"2016-12-04T08:31:12","modified_gmt":"2016-12-04T11:31:12","slug":"vivencia-contra-preconceitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/vivencia-contra-preconceitos\/","title":{"rendered":"Viv\u00eancia contra preconceitos"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_17859\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-17859\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-17859 size-full\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/marconi-bipo-e1480850933228.jpg\" width=\"600\" height=\"404\"><p id=\"caption-attachment-17859\" class=\"wp-caption-text\">Espet\u00e1culo autobiogr\u00e1fico toca nas feridas do racismo, da homofobia e dos fundamentalismos religiosos<\/p><\/div>\n<p>\u201cQuando voc\u00ea descobriu que era negro?\u201d, questiona o ator Marconi Bispo no espet\u00e1culo <em><strong>Luzir \u00e9&nbsp;Negro<\/strong><\/em>, do coletivo Teatro de Fronteira, com dire\u00e7\u00e3o de&nbsp;Rodrigo Dourado. Pergunta carregada de hist\u00f3ria de discrimina\u00e7\u00e3o e preconceito racial de um Brasil hip\u00f3crita e desigual. <em><strong>Luzir \u00e9&nbsp;Negro<\/strong><\/em> faz uma sess\u00e3o especial de despedida da temporada deste ano no Espa\u00e7o O Poste, neste domingo (04\/12), \u00e0s 17h.<\/p>\n<p>De acordo com Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad), realizada pelo IBGE em 2014, 53% dos brasileiros se afirmaram como negros e pardos, num acr\u00e9scimo de 5 pontos porcentuais em analogia com pesquisa id\u00eantica feita h\u00e1 dez anos.<\/p>\n<p>O ge\u00f3grafo brasileiro Milton Santos (1926 \u20132001), em uma palestra lembrou que os professores Florestan Fernandes e Otavio Ianni, escreveram \u201cque os brasileiros, de um modo geral, n\u00e3o t\u00eam vergonha de ser racista, mas t\u00eam vergonha de se dizer que s\u00e3o racistas\u201d. Essa tese provoca uma reflex\u00e3o pertinente sobre discursos e apar\u00eancias, sentimentos que mobilizam e processos de exclus\u00e3o.<\/p>\n<p>Marconi Bispo sentiu na pele a segrega\u00e7\u00e3o no ambiente de trabalho, a desconfian\u00e7a sobre suas guias ritual\u00edsticas do candombl\u00e9 e a rejei\u00e7\u00e3o na vida afetiva. &nbsp;O ator partiu para investigar essas cicatrizes do corpo e da alma a partir de sua pr\u00f3pria viv\u00eancia. E foi justamente o insucesso (?) na vida amorosa o gatilho para transformar&nbsp;suas experi\u00eancias em &nbsp;material dramat\u00fargico da montagem.<\/p>\n<div id=\"attachment_17853\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-17853\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-17853 size-full\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Luzir_e_Negro_5_-_Marconi_Bispo_-_Foto_de_Ricardo_Maciel-e1480848056784.jpg\" alt=\"Marconi Bispo em Luzir \u00e9 Negro\" width=\"600\" height=\"401\"><p id=\"caption-attachment-17853\" class=\"wp-caption-text\">Marconi Bispo em Luzir \u00e9 Negro. Fotos: Ricardo Maciel \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>A mentalidade mis\u00f3gina, homof\u00f3bica e racista e o fundamentalismo religioso e pol\u00edtico s\u00e3o interrogados na montagem <strong><em>Luzir \u00e9 Negro<\/em><\/strong>, a partir das experi\u00eancias do int\u00e9rprete, das viol\u00eancias simb\u00f3licas (e f\u00edsicas) a que est\u00e1 exposto como homem negro, homossexual e do candombl\u00e9. Para traduzir a dimens\u00e3o das ofensas e m\u00e1goas, a pe\u00e7a utiliza os procedimentos do biodrama e do teatro documental.<\/p>\n<p>A dramaturgia \u00e9 complementada por refer\u00eancias a textos como <em>Os Negros<\/em>, de Jean Genet, de <em>Arena Conta Zumbi<\/em>, musical escrito por Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal, <em>Gota D\u2019\u00e1gua, <\/em>de&nbsp;Chico Buarque e Paulo Pontes. Al\u00e9m de refer\u00eancias a acontecimentos como o que envolveu o diretor Cl\u00e1udio Botelho, gravado em um rompante racista e em outras matrizes documentais: redes sociais, mat\u00e9rias e artigos de jornal, documentos hist\u00f3ricos, etc.<\/p>\n<p>Marconi, tamb\u00e9m cantor, \u00e9 acompanhado em cena pelos m\u00fasicos Kiko Santana e Bas\u00edlio Queiroz.<\/p>\n<p>O racismo mata. Das mortes f\u00edsicas, o relat\u00f3rio final da CPI do Senado sobre o Assassinato de Jovens, deste ano, aponta que 23.100 jovens negros de 15 a 29 anos s\u00e3o assassinados: 63 por dia, um a cada 23 minutos.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 muitas outras formas de apagamento. Tamb\u00e9m cru\u00e9is. <strong><em>Luzir \u00e9 Negro<\/em><\/strong> trata um pouco disso tudo a partir das hist\u00f3rias e mem\u00f3rias de um homem negro de 39 anos \u2013 destes, 21 dedicados ao teatro \u2013 situado no Pernambuco do Recife, no Nordeste do Brasil, um pa\u00eds que vem dando macha a r\u00e9 nas conquistas pelos direitos e cidadania.<\/p>\n<p><iframe width=\"625\" height=\"352\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4DwETdqrf-w?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>FICHA T\u00c9CNICA<\/strong><br \/>\n<strong>Atua\u00e7\u00e3o:<\/strong> Marconi Bispo.<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o:<\/strong> Rodrigo Dourado.<br \/>\n<strong>Dramaturgia:<\/strong> Marconi Bispo e Rodrigo Dourado.<br \/>\n<strong>Prepara\u00e7\u00e3o Corporal:<\/strong> Pollyanna Monteiro.<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o de Arte:<\/strong> Marcondes Lima (figurinos) e Pl\u00ednio Maciel (elementos cenogr\u00e1ficos e adere\u00e7os).<br \/>\n<strong>Coreografias:<\/strong> Edson Vogue.<br \/>\n<strong>Ilumina\u00e7\u00e3o:<\/strong> Jo\u00e3o Guilherme de Paula.<br \/>\n<strong>Edi\u00e7\u00e3o de trilha:<\/strong> Rodrigo Porto.<br \/>\n<strong>Assessoria de Imprensa:<\/strong> Cleyton Cabral.<br \/>\n<strong>M\u00fasicos:<\/strong> Kiko Santana (guitarra e dire\u00e7\u00e3o musical) e Bas\u00edlio Queiroz (contrabaixo).<br \/>\n<strong>Fotos e v\u00eddeos: <\/strong>Ricardo Maciel.<br \/>\n<strong>Identidade Visual:<\/strong> Arthur Canavarro.<br \/>\n<strong>Assist\u00eancia de Produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Rodrigo Cavalcanti.<br \/>\n<strong>Realiza\u00e7\u00e3o: <\/strong>Teatro de Fronteira.<\/p>\n<p><strong>SERVI\u00c7O<\/strong><br \/>\n<strong><em>Luzir \u00e9 Negro<\/em><\/strong>, do Teatro de Fronteira<br \/>\n<strong>Quando:<\/strong> Sess\u00e3o especial neste domingo (04\/12), \u00e0s 17h.<br \/>\n<strong>Onde:<\/strong> Espa\u00e7o O Poste (rua da Aurora, 529, Boa Vista)<br \/>\n<strong>Ingressos:<\/strong> R$ 30 e R$ 15 (meia)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cQuando voc\u00ea descobriu que era negro?\u201d, questiona o ator Marconi Bispo no espet\u00e1culo Luzir \u00e9&nbsp;Negro, do coletivo Teatro de Fronteira, com dire\u00e7\u00e3o de&nbsp;Rodrigo Dourado. 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