{"id":17738,"date":"2016-11-19T09:21:43","date_gmt":"2016-11-19T12:21:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=17738"},"modified":"2016-11-19T09:21:43","modified_gmt":"2016-11-19T12:21:43","slug":"a-barbarie-brasileira-pelos-olhos-de-um-cao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/a-barbarie-brasileira-pelos-olhos-de-um-cao\/","title":{"rendered":"A barb\u00e1rie brasileira pelos olhos de um c\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_17739\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/memorias_de_um_cao_creditos_arthur_chagas1-e1479494760254.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-17739\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-17739\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/memorias_de_um_cao_creditos_arthur_chagas1-e1479494760254.jpg\" alt=\"Mem\u00f3ri de um c\u00e3o. foto: Arthur Chagas\" width=\"600\" height=\"450\"><\/a><p id=\"caption-attachment-17739\" class=\"wp-caption-text\">Mem\u00f3rias de um c\u00e3o abre programa\u00e7\u00e3o do Festival Recife do Teatro Nacional neste s\u00e1bado. Foto: Arthur Chagas<\/p><\/div>\n<p>O&nbsp;Coletivo de Teatro Alfenim chamou para si um desafio e tanto. Transpor para a cena o romance&nbsp;<em>Quincas Borba<\/em><em>, <\/em>de Machado de Assis. Um trabalho de prospec\u00e7\u00e3o interior dif\u00edcil segundo estudo do cr\u00edtico e historiador D\u00e9cio de Almeida Prado, em <em>A Personagem do Teatro<\/em><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, sem que essa recria\u00e7\u00e3o perca \u201csua imponderabilidade, a sua atmosfera feita menos de fatos que de sugest\u00f5es\u201d do original. O teatro ampliou infinitivamente os seus procedimentos da cena desde a d\u00e9cada de 1960 e neste s\u00e1bado a vers\u00e3o do grupo paraibano para a obra machadiana abre o 18\u00ba Festival Recife do Teatro Nacional, no Teatro de Santa Isabel, \u00e0s 20h, com <strong><em>Mem\u00f3rias de um C\u00e3o, <\/em><\/strong>montagem com dire\u00e7\u00e3o de M\u00e1rcio Marciano.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>O protagonista Rubi\u00e3o \u00e9 um mestre-escola interiorano que, \u00e0s v\u00e9speras da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura, recebe uma heran\u00e7a de seu benfeitor, o fil\u00f3sofo maluco Quincas Borba, com a condi\u00e7\u00e3o de cuidar do c\u00e3o de mesmo nome. Rubi\u00e3o se muda para a Corte. No caminho conhece o casal Palha. O her\u00f3i machadiano se apaixona por Sofia, mulher de Cristiano. &nbsp;Com toda a falsidade do mundo, Cristiano extra\u00ed o dinheiro do mineiro, enquanto incentiva a esposa a alimentar falsas esperan\u00e7as. O casal leva Rubi\u00e3o \u00e0 pobreza e \u00e0 loucura.<\/p>\n<p>Muda a beca, mas os vil\u00f5es e enganadores s\u00e3o os mesmos de sempre.<\/p>\n<p>A exig\u00eancia testament\u00e1ria \u00e9 uma aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica do \u201cHumanitismo\u201d, doutrina heterodoxa criada por Quincas Borba, que pode ser resumido na frase \u201cAo vencido, \u00f3dio ou compaix\u00e3o; ao vencedor, as batatas\u201d. O mais forte sobrevive, e esse n\u00e3o foi Rubi\u00e3o.<\/p>\n<p>Enquanto o protagonista busca implantar-se num meio de rela\u00e7\u00f5es de favor, s\u00e3o expostas as marcas do preconceito de todas as ordens, o luxo que espelho de futilidades e as aspira\u00e7\u00f5es deformadas da elite brasileira de galgar um lugar de na\u00e7\u00e3o de primeiro mundo. Nosso pobre Rubi\u00e3o chega ao ponto de pensar ser o pr\u00f3prio imperador franc\u00eas Napole\u00e3o III.<\/p>\n<div id=\"attachment_17747\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-17747\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-17747\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/memorias_de_um_cao_creditos_arthur_chagas-1-e1479555697521.jpg\" alt=\"Foto: Arthur Chagas\" width=\"600\" height=\"450\"><p id=\"caption-attachment-17747\" class=\"wp-caption-text\">A elite e suas estrat\u00e9gias de engana\u00e7\u00e3o. Foto: Arthur Chagas<\/p><\/div>\n<p><strong><em>Mem\u00f3rias de um C\u00e3o<\/em><\/strong> esquadrinha criticamente as estrat\u00e9gias de dissimula\u00e7\u00e3o, engodo e autoengano das rela\u00e7\u00f5es sociais do Brasil no campo subjetivo e pol\u00edtico. A montagem exp\u00f5e as contradi\u00e7\u00f5es do pa\u00eds,&nbsp;como a apropria\u00e7\u00e3o da riqueza nacional a partir da instrumentaliza\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico.<\/p>\n<p>A pe\u00e7a come\u00e7a com uma cena do cortejo, em que um escravo \u00e9 condenado pelo assassinato de seu senhor e dono. O Coletivo Alfenim investiga a face da barb\u00e1rie brasileira, amplificada com o desejo de moderniza\u00e7\u00e3o a partir de meados do s\u00e9culo XIX, com a equa\u00e7\u00e3o mercantil e financeira associada ao (in)disfar\u00e7\u00e1vel trabalho escravo, e todas as formas de crueldade para gerar lucro.<\/p>\n<p style=\"margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; line-height: 16.8pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; color: #222222;\">Brecht, refer\u00eancia est\u00e9tica e pol\u00edtica do coletivo teatral, &nbsp;est\u00e1 presente em outras pe\u00e7as do repert\u00f3rio do grupo paraibano, no exerc\u00edcio dial\u00e9tico de<span class=\"apple-converted-space\">&nbsp;<\/span><em style=\"box-sizing: border-box;\">Quebra quilos<\/em>,<span class=\"apple-converted-space\">&nbsp;<\/span><em style=\"box-sizing: border-box;\">Milagre brasileiro<\/em>,<span class=\"apple-converted-space\">&nbsp;<\/span><em style=\"box-sizing: border-box;\">O deus da fortuna<\/em><span class=\"apple-converted-space\">&nbsp;<\/span>e<span class=\"apple-converted-space\">&nbsp;<\/span><em style=\"box-sizing: border-box;\">Brevidades<\/em>.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; line-height: 16.8pt;\">&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> &nbsp;PRADO, D\u00e9cio de Almeida. <em>A personagem no teatro, <\/em><em>p. 88-89.<\/em> <strong>IN<\/strong><em> C\u00c2NDIDO, Antonio. <\/em><em>A personagem de fic\u00e7\u00e3o.<\/em><em>&nbsp;<\/em>S\u00e3o Paulo, Perspectiva, 1968.&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>ENTREVISTA:<\/strong> M\u00e1rcio Marciano<\/h2>\n<div id=\"attachment_17748\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-17748\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-17748\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/marcio-marciano-e1479556349671.jpg\" alt=\"MM\u00e1rcio Marciano \u00e9 diretor do Coletivo Alfenim. Foto: Primeiro Sinal \/ Reprodu\u00e7\u00e3o do Youtube\" width=\"600\" height=\"338\"><p id=\"caption-attachment-17748\" class=\"wp-caption-text\">M\u00e1rcio Marciano \u00e9 diretor do Coletivo Alfenim. Foto: Primeiro Sinal \/ Reprodu\u00e7\u00e3o do Youtube<\/p><\/div>\n<p><strong>Os t\u00edtulos sinalizam escolhas. Por que Mem\u00f3rias de um c\u00e3o?<\/strong><br \/>\nA ideia surgiu da necessidade de narrar a hist\u00f3ria a partir de um ponto de vista que pudesse ser ao mesmo tempo objetivo e suspeito: objetivo por se tratar do ponto de vista de uma testemunha dos fatos, no caso o c\u00e3o Quincas, e suspeito, por serem essas mem\u00f3rias, as mem\u00f3rias de um c\u00e3o. A escolha do t\u00edtulo reproduz em chave derris\u00f3ria o mesmo mecanismo criado por Machado de Assis em <em>Mem\u00f3rias p\u00f3stumas de Br\u00e1s Cubas<\/em>: se no romance, somos levados a colocar sob suspei\u00e7\u00e3o cr\u00edtica as mem\u00f3rias de um propriet\u00e1rio, aqui, trata-se de colocar em d\u00favida o quanto a narrativa pode ser fiel \u00e0 verdade dos fatos narrados. Cabe ao p\u00fablico esse julgamento.<\/p>\n<p><strong>Gostaria que voc\u00ea explicasse como essas estrat\u00e9gias de dissimula\u00e7\u00e3o, engodo e autoengano entram na cena concretamente.<\/strong><br \/>\nO espet\u00e1culo procura acirrar as contradi\u00e7\u00f5es entre a\u00e7\u00e3o e discurso de uma elite que procurar refletir-se no espelho da modernidade sem abrir m\u00e3o de meios b\u00e1rbaros de domina\u00e7\u00e3o e sujei\u00e7\u00e3o do <em>outro. <\/em>Essas estrat\u00e9gias de autoengano e dissimula\u00e7\u00e3o s\u00e3o reveladas \u00e0 medida que as personagens falam de si para os outros, ou tentam convencer a si mesmas de sua civilidade e nobreza de prop\u00f3sitos, ao mesmo tempo em que agem de modo mesquinho, violento e at\u00e9 escabroso.<\/p>\n<p><strong>O Coletivo Alfenim aponta a elite econ\u00f4mica e cultural brasileira como respons\u00e1vel hist\u00f3rica pela barb\u00e1rie? O que chega aos dias de hoje a partir do palco?<\/strong><br \/>\nA semelhan\u00e7a entre a atualidade e o modo b\u00e1rbaro de domina\u00e7\u00e3o das elites retratadas na pe\u00e7a n\u00e3o \u00e9 mera coincid\u00eancia. Guardando-se as devidas propor\u00e7\u00f5es, s\u00e3o os mesmos sujeitos hist\u00f3ricos operando num novo est\u00e1gio da acumula\u00e7\u00e3o do capital. Essa responsabilidade hist\u00f3rica n\u00e3o \u00e9 privil\u00e9gio apenas da elite econ\u00f4mica e cultural brasileira. O Brasil tem sido desde os tempos mercantilistas apenas um ap\u00eandice no concerto das na\u00e7\u00f5es. Num certo sentido, nossas elites n\u00e3o passam de capatazes de patr\u00f5es internacionais. A cor local de nossa barb\u00e1rie n\u00e3o impede que vejamos suas ra\u00edzes de al\u00e9m-mar.<\/p>\n<p><strong>De que forma voc\u00eas leem a atual escravid\u00e3o?<\/strong><br \/>\nCerto verniz antropol\u00f3gico escondeu a chibata por debaixo do tapete das etiquetas politicamente corretas, mas \u00e9 s\u00f3 adentrarmos um pouquinho rumo ao Brasil profundo para vermos uma nova ordem de pr\u00e1ticas escravistas. Seja nas oficinas clandestinas das grifes da moda, seja nos mega-latif\u00fandios do agro-neg\u00f3cio, seja na casa da madame ou no n\u00facleo pobre da novela das oito, a viol\u00eancia e o mandonismo permanecem quase inalterados. O emblema da escravid\u00e3o assumiu uma diversidade incr\u00edvel na atualidade, \u00e9 evidente que n\u00e3o se trata de acorrentar seres humanos, mas a quest\u00e3o de fundo permanece a mesma: a l\u00f3gica perversa do capital e sua divis\u00e3o social do trabalho. E isso \u00e9 s\u00f3 o come\u00e7o, a direita reacion\u00e1ria e golpista atualmente no comando n\u00e3o parece nada preocupada com as apar\u00eancias. Como bem diz a m\u00e1xima do Humanitismo \u201cao vencido, \u00f3dio ou compaix\u00e3o, ao vencedor as batatas\u201d.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea est\u00e1 h\u00e1 alguns anos fora de S\u00e3o Paulo, trabalhando com outra realidade do Nordeste. Como voc\u00ea encara as dificuldades de produ\u00e7\u00e3o e de cria\u00e7\u00e3o art\u00edsticas? E existem vantagens em rela\u00e7\u00e3o ao sudeste?<\/strong><br \/>\n\u00c9 preciso frisar que o Coletivo Alfenim surgiu e vem se mantendo nos \u00faltimos dez anos de atividades gra\u00e7as \u00e0s pol\u00edticas de fomento \u00e0 cultura dos governos de Lula e Dilma. A realidade que encontrei no Nordeste n\u00e3o seria nada favor\u00e1vel se n\u00e3o fosse a pol\u00edtica de descentraliza\u00e7\u00e3o da cultura colocada em pr\u00e1tica durante esses governos, com os devidos apoios em n\u00edvel municipal e estadual. Muito se diz sobre a diferen\u00e7a de produ\u00e7\u00e3o entre as regi\u00f5es do Brasil. De fato, cada localidade tem suas limita\u00e7\u00f5es e particularidades, mas o tipo de trabalho que desenvolvemos, de politiza\u00e7\u00e3o da forma e sempre \u00e0 margem da circula\u00e7\u00e3o mercadol\u00f3gica, esse trabalho encontra dificuldades em qualquer lugar do pa\u00eds, seja no Nordeste ou em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><strong>Esteticamente voc\u00eas se consideram na contram\u00e3o?<\/strong><br \/>\nPenso que o p\u00fablico e a cr\u00edtica podem responder a essa pergunta. De nossa parte, temos consci\u00eancia de que nossa cena parte da necessidade de acirrar as contradi\u00e7\u00f5es do assunto de modo a dotar sua forma de algum interesse est\u00e9tico. Se &#8220;estar na contram\u00e3o&#8221; significa n\u00e3o ceder \u00e0s facilita\u00e7\u00f5es do &#8220;bom-gostismo&#8221;, ao sentimentalismo das boas inten\u00e7\u00f5es, ao lirismo auto-referente, \u00e0s formas falseadas de uma metaf\u00edsica pretensamente universalizante, podemos dizer que estamos contra a corrente, mas isso n\u00e3o significa que n\u00e3o corremos o risco de tamb\u00e9m nos afogar. Em suma, se o esteticamente vigente se pauta por uma esp\u00e9cie de frui\u00e7\u00e3o acr\u00edtica e celebrat\u00f3ria de nosso lugar no mundo, penso que estamos um pouco fora do lugar.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 importante que o p\u00fablico saiba sobre o espet\u00e1culo antes de chegar ao teatro?<\/strong><br \/>\nQue fazemos um convite para a leitura cr\u00edtica de nossas mis\u00e9rias.<\/p>\n<p><strong>Como equalizar muni\u00e7\u00e3o cr\u00edtica, m\u00e9todo dial\u00e9tico de constru\u00e7\u00e3o da narrativa com prazer e divertimento?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o sei se existe uma f\u00f3rmula para isso, mas o que tentamos honestamente com nosso <em><strong>Mem\u00f3rias de um c\u00e3o<\/strong> <\/em>foi p\u00f4r em pr\u00e1tica o que pudemos aprender com Machado de Assis.<\/p>\n<div id=\"attachment_17744\" style=\"width: 435px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-17744\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-17744\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/image.jpg\" alt=\"Foto: Felipe Ando\" width=\"425\" height=\"620\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/image.jpg 425w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/image-206x300.jpg 206w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/image-300x438.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 425px) 100vw, 425px\" \/><p id=\"caption-attachment-17744\" class=\"wp-caption-text\">Cena de abertura do espet\u00e1culo. Foto: Felipe Ando<\/p><\/div>\n<p><strong>Ficha t\u00e9cnica<\/strong><br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o e dramaturgia:<\/strong> M\u00e1rcio Marciano<br \/>\n<strong>Assist\u00eancia dramat\u00fargica:<\/strong> Gabriela Arruda<br \/>\n<strong>Elenco:<\/strong> Adriano Cabral; Lara Torrezan; Paula Coelho; Ricardo Canella; Ver\u00f4nica Cavalcanti; V\u00edtor Blam; e Zezita Matos<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o musical:<\/strong> Mayra Ferreira; e Nuriey Castro<br \/>\n<strong>Composi\u00e7\u00e3o musical:<\/strong> M\u00e1rcio Marciano; Mar\u00edlia Calder\u00f3n; Mayra Ferreira; Nuriey Castro; Paula Coelho; V\u00edtor Blam; e Walter Garcia<br \/>\n<strong>M\u00fasicos:<\/strong> Mayra Ferreira; e Nuriey Castro<br \/>\n<strong>Figurino:<\/strong> Patr\u00edcia Brandstatter<br \/>\n<strong>M\u00e1scaras e caracteriza\u00e7\u00e3o:<\/strong> Coletivo Alfenim<br \/>\n<strong>Consultoria Liter\u00e1ria:<\/strong> Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Pasta; e In\u00e1 Camargo Costa<br \/>\n<strong>Produ\u00e7\u00e3o Executiva:<\/strong> Gabriela Arruda<br \/>\n<strong>Realiza\u00e7\u00e3o:<\/strong> Coletivo Alfenim.<\/p>\n<p><strong>SERVI\u00c7O<\/strong><br \/>\n<em><strong>Mem\u00f3rias de um C\u00e3o<\/strong><\/em><br \/>\n<strong>Quando:<\/strong> Neste s\u00e1bado,19 de novembro, \u00e0s 20h<br \/>\n<strong>Onde:<\/strong> Teatro de Santa Isabel (Pra\u00e7a da Rep\u00fablica, Santo Antonio &#8211; Recife &#8211; Pernambuco)<br \/>\n<strong>Fones:<\/strong> 81 3355.3323 \/ 81 3355.3324<br \/>\n<strong>Ingressos:<\/strong> R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia entrada)<br \/>\n<strong>Classifica\u00e7\u00e3o indicativa:<\/strong> n\u00e3o recomendado para menores de 14 anos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O&nbsp;Coletivo de Teatro Alfenim chamou para si um desafio e tanto. 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