{"id":1765,"date":"2011-04-03T20:19:32","date_gmt":"2011-04-03T23:19:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=1765"},"modified":"2011-04-06T01:19:23","modified_gmt":"2011-04-06T04:19:23","slug":"segunda-parte-da-trilogia-som-furia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/segunda-parte-da-trilogia-som-furia\/","title":{"rendered":"Segunda parte da trilogia Som &#038; F\u00faria"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_1772\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/trilha2post2.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1772\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-1772\" title=\"Trilhas sonoras de amor perdidas\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/trilha2post2.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"328\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/trilha2post2.jpg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/trilha2post2-300x164.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1772\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ivana Moura<\/p><\/div>\n<p><em>Trilhas Sonoras de Amor Perdidas<\/em>, de Felipe Hirsch, \u00e9 a segunda parte da trilogia <em>Som &amp; F\u00faria<\/em>, iniciada com <em>A Vida \u00e9 Cheia de Som e F\u00faria<\/em>, em 2000.<\/p>\n<p><em>A vida \u00e9 cheia de som e f\u00faria<\/em> foi apresentada no Fringe, a mostra paralela do festival de Curitiba daquele ano. Faz 11 anos. O espet\u00e1culo lotou todos os dias e virou um dos grandes fen\u00f4menos recentes do teatro brasileiro. A grande jogada de<em> A vida \u00e9 cheia&#8230;<\/em> foi justamente atrair ao teatro gente que nem pensava em passar pela porta. Lembro que, na temporada no Recife, muitas daquelas pessoas que diziam \u201cV\u00e1 ao teatro, mas n\u00e3o me chame\u201d, estavam l\u00e1 batalhando um ingresso. Eram os f\u00e3s dos setlist que ficou muito na moda por um tempo e nunca saiu de cena por completo.<\/p>\n<p><em>A vida \u00e9 cheia de som e f\u00faria<\/em> \u00e9 inspirada no livro <em>Alta Fidelidade<\/em>, do escritor brit\u00e2nico Nick Hornby e conta a hist\u00f3ria de um dono de uma loja de discos viciado em listas. Sua rela\u00e7\u00e3o \u00edntima e individual com a m\u00fasica projetava uma avalanche de emo\u00e7\u00f5es juvenis nesse p\u00fablico sedento por uma energia de show de rock na sala de teatro. Deu certo.<\/p>\n<p>A carreira de Hirsch, do ator Guilherme Weber e da Sutil Cia. foram alavancadas.<\/p>\n<p>Em <em>Trilhas Sonoras de Amor Perdidas<\/em> Guilherme Weber interpreta o jornalista e radialista que coleciona mixtapes e suas hist\u00f3rias de amor. E, para isso, utiliza algumas refer\u00eancias recentes da vida cultural de Curitiba, como a lend\u00e1ria r\u00e1dio curitibana Esta\u00e7\u00e3o Primeira. A atriz Nat\u00e1lia Lage faz Soninho e a pe\u00e7a tamb\u00e9m conta com as participa\u00e7\u00f5es de Maureen Miranda e Luiza Mariani.<\/p>\n<p>O diretor Felipe Hirsch afirmou que a pe\u00e7a n\u00e3o \u00e9 uma sequ\u00eancia de <em>A vida \u00e9 cheia&#8230; <\/em>Ele garantiu, em entrevista ao jornal Gazeta do Povo,\u00a0que <em>Trilhas Sonoras de Amor Perdidas<\/em> n\u00e3o \u00e9 um<em> Som e F\u00faria 2:<\/em><\/p>\n<p>\u201cIsso n\u00e3o existe e eu deixei claro desde o come\u00e7o. Em nenhum momento a hist\u00f3ria continua, n\u00e3o \u00e9 o mesmo personagem, mas \u00e9 um espet\u00e1culo sobre m\u00fasica&#8230; e rela\u00e7\u00f5es amorosas. Tem uma quest\u00e3o central que, ao mesmo tempo, \u00e9 bem abrangente; s\u00e3o as mixtapes (fitas caseiras com v\u00e1rias m\u00fasicas de artistas diferentes). Material meu coletado por dez anos que me interessou desde sempre. Li um texto muito bonito sobre isso do Thurston Moore [guitarrista da banda Sonic Youth] e, a partir desse livro, dos relatos que ele coleciona l\u00e1, eu comecei a coletar esse tipo de material. Milhares de fitas minhas e de amigos&#8230; com suas hist\u00f3rias. A pe\u00e7a \u00e9 uma mixtape. Uma grande colagem, e como esse processo \u00e9 feito manualmente, foi uma adapta\u00e7\u00e3o dramat\u00fargica bem dif\u00edcil.\u201d<\/p>\n<p><em>Trilhas Sonoras de Amor Perdidas<\/em> abre com a m\u00fasica <em>Rag and Bone<\/em>, de The White Stripes. Apenas o palco iluminado e quatro minutos da m\u00fasica, em que Meg e Jack encontram um lugar que \u00e9 feito uma mans\u00e3o de sucata. E para cada objeto eles ficam imaginando um destino. Essa m\u00fasica foi gravada no \u00e1lbum <em>Icky Thump<\/em>, de 2007.<\/p>\n<p>O roteiro utiliza as passagens musicais para contar essa hist\u00f3ria de protagonista com Soninho, entre os anos 1980 e 1990 quando ela morre abruptamente de embolia pulmonar, jovem, muito jovem, aos 23 anos de idade.<\/p>\n<div id=\"attachment_1775\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/trilha2post21.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1775\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/trilha2post21.jpg\" alt=\"\" title=\"Trilhas sonoras de amor perdidas\" width=\"600\" height=\"328\" class=\"size-full wp-image-1775\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/trilha2post21.jpg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/trilha2post21-300x164.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1775\" class=\"wp-caption-text\">Soninho deixa protagonista vi\u00favo<\/p><\/div>\n<p>H\u00e1 excesso de trechos de m\u00fasicas. \u00c9 uma longa viagem pela gera\u00e7\u00e3o das mixtapes. O narrador protagonista empreende um mergulho nost\u00e1lgico de luto e repara\u00e7\u00e3o quando come\u00e7a a abrir aquelas caixas para contar do amor e da conviv\u00eancia com Soninho, que durou de 1989 a 1994, quando ela morreu.<\/p>\n<p>A mem\u00f3ria musical do protagonista, e de Felipe Hirsch, est\u00e1 repleta da sonoridade de Velvet Underground, Lou Reed, Husker Du, Cure, The Smiths, Lloyd Cole, Sonic Youth, T-Rex, Gladys Knight , Jesus &amp; Mary Chain, , The Replacements, Pretenders. E refer\u00eancias liter\u00e1rias do poeta, romancista e cantor Leonard Cohen e liter\u00e1rias como J.D. Salinger e Arthur Rimbaud.<\/p>\n<p>A pe\u00e7a que se passa em Curitiba e S\u00e3o Paulo, depois que o protagonista fica vi\u00favo e chega \u00e0 conclus\u00e3o que tem que seguir em frente, com outras m\u00fasicas, mesmo que sua alma vibre na mem\u00f3ria das m\u00fasicas do passado. O texto \u00e9 cheio de frases de efeitos e umas ideias bem humoradas, beirando o surto de ideias juvenis, como a que afirma que o Desintegration, do The Cure, foi determinante para a queda do Muro de Berlim, por exemplo.<\/p>\n<p>Rodrigo, minha ideia era responder seu coment\u00e1rio. Terminei escrevendo outro post.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trilhas Sonoras de Amor Perdidas, de Felipe Hirsch, \u00e9 a segunda parte da trilogia Som &amp; F\u00faria, iniciada com A Vida \u00e9 Cheia de Som e F\u00faria, em 2000. A vida \u00e9 cheia de som e f\u00faria foi apresentada no Fringe, a mostra paralela do festival de Curitiba daquele ano. Faz 11 anos. 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