{"id":17505,"date":"2016-10-16T09:00:56","date_gmt":"2016-10-16T12:00:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=17505"},"modified":"2016-10-16T14:28:02","modified_gmt":"2016-10-16T17:28:02","slug":"a-face-abominavel-de-cada-um","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/a-face-abominavel-de-cada-um\/","title":{"rendered":"A face abomin\u00e1vel de cada um"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_17510\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/L2920040-e1476617874208.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-17510\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-17510 size-full\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/L2920040-e1476617874208.jpg\" alt=\"A Mulher monstro foto: Ivana Moura ,\" width=\"600\" height=\"377\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-17510\" class=\"wp-caption-text\">Conto de Caio Fernando Abreu e intoler\u00e2ncia nas redes sociais s\u00e3o materiais da pe\u00e7a. Foto: Ivana Moura<\/p><\/div>\n<p>O ator Jos\u00e9 Neto Barbosa fisgou\u00a0o conto <em>Creme de Alface<\/em>, de Caio Fernando Abreu, em 2015 no \u00e1pice da tens\u00e3o pol\u00edtica que partia o Brasil em grupos \u201crivais\u201d, quando\u00a0o \u00f3dio escorria pelas ruas e era anunciado em panela\u00e7os ou em pedidos da volta da ditadura militar. Um quadro estarrecedor. Os coment\u00e1rios nas redes sociais seriam c\u00f4micos se n\u00e3o fossem a tradu\u00e7\u00e3o de sentimentos reais de profundo preconceito, descrimina\u00e7\u00e3o, desejo de aniquilamento do outro que pensa diferente. Barbosa cruzou as opini\u00f5es dos internautas com o texto de Caio para formar a dramaturgia do espet\u00e1culo <em>A Mulher Monstro<\/em><strong>, <\/strong>que se apresenta neste domingo,\u00e0s 20h, na 9\u00aa Mostra Capiba de Teatro, do Sesc Casa Amarela.<\/p>\n<p>Barbosa atua, dirige e assina a dramaturgia da pe\u00e7a. A figura do mon\u00f3logo, atravessada pelo texto de Abreu e pelo pensamento conservador que assola o pa\u00eds, \u00e9 racista, homof\u00f3bica, gordof\u00f3bica, elitista, sexista, destila veneno, fica cega pelo \u00f3dio e tem uma vis\u00e3o otimista e equivocada de si mesma. Seus fantasmas s\u00e3o medonhos. Mas Neto Barbosa faz quest\u00e3o de deixar claro que essa \u201cmulher monstro\u201d existe dentro de cada um de n\u00f3s.<\/p>\n<p><em>Creme de Alface foi\u00a0<\/em>escrito por Caio Fernando Abreu em 1975\u00a0e\u00a0publicado 20 anos depois. Quatro d\u00e9cadas se passaram desde que o escritor ga\u00facho combinou aquelas palavras para tra\u00e7ar a transeunte errante do espa\u00e7o urbano que sente o mundo hostil e reage \u00e0 altura das suas emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Amante da obra de Caio, de quem \u00e9 leitor ass\u00edduo h\u00e1 oito anos, Jos\u00e9 Neto Barbosa, da S.E.M. Cia de Teatro (RN), aposta que o conto prossegue dilacerante e igualmente pertinente ao expor as contradi\u00e7\u00f5es da natureza humana.<\/p>\n<p>As perversidades dos brasileiros, em express\u00f5es e atitudes que denunciam o preconceito e os argumentos segregacionistas, antidemocr\u00e1ticos, radicalistas e fundamentalistas ocupam o palco. O ator tamb\u00e9m carrega a pe\u00e7a com suas mem\u00f3rias da \u201cMulher Monga\u201d dos parques e circos nordestinos.<\/p>\n<p>Ao levar o contexto do Brasil contempor\u00e2neo o artista refor\u00e7a o car\u00e1ter pol\u00edtico da pe\u00e7a como arte militante. O trabalho foi erguido diante das barb\u00e1ries lidas e ouvidas de forma despudorada no cotidiano recente do pa\u00eds. Neto\u00a0tamb\u00e9m insere hist\u00f3rias pessoais, dos preconceitos e intoler\u00e2ncias sofridos, dos discursos impositivos, desde inf\u00e2ncia sobre ele.<\/p>\n<p>O texto de Abreu exp\u00f5e uma mulher intransigente\u00a0com as pessoas da sua vida. No trajeto pelas ruas na inten\u00e7\u00e3o de pagar alguns credi\u00e1rios a personagem revela sua malevol\u00eancia com as outros e o mundo e a benevol\u00eancia consigo mesma. Suas a\u00e7\u00f5es salientam principalmente duas quest\u00f5es: a fragilidade dos la\u00e7os afetivos e o consumismo como v\u00e1lvula de escape.<\/p>\n<h2>Leia nossa primeira cr\u00edtica sobre <em><strong>A Mulher Monstro<\/strong><\/em> <a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/2016\/09\/24\/a-realidade-e-mais-cruel-que-a-ficcao\/\" target=\"_blank\">A realidade \u00e9 mais cruel que a fic\u00e7\u00e3o<\/a><br \/>\n<strong><br \/>\nEntrevista: Jos\u00e9 Neto Barbosa<\/strong><\/h2>\n<div id=\"attachment_17517\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/10334379_953368511421512_4191190331310841456_n-e1476638134210.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-17517\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-17517\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/10334379_953368511421512_4191190331310841456_n-e1476638134210.jpg\" alt=\"Ator potiguar atua no Recife h\u00e1 dois anos. Foto: Rick Rodrigs\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-17517\" class=\"wp-caption-text\">Ator potiguar atua no Recife h\u00e1 dois anos. Foto: Rick Rodrigs<\/p><\/div>\n<p><strong>Por que A\u00a0Mulher Monstro como t\u00edtulo? <\/strong><br \/>\nO t\u00edtulo de <em>A Mulher Monstro<\/em> surgiu de uma entrevista do autor de Creme de Alface, Caio Fernando Abreu. Ele mesmo denomina assim a personagem, que nos baseamos para montar o espet\u00e1culo. Ele disse, quando publicou o conto em 1995, sobre o texto que foi escrito em plena ditadura militar: \u201cdurante vinte anos, escondi at\u00e9 de mim mesmo a personagem dessa mulher monstro fabricada pelas grandes cidades. N\u00e3o \u00e9 exatamente uma boa sensa\u00e7\u00e3o, hoje, perceber que as cidades ficaram ainda piores, e pessoas assim ainda mais comuns\u201d. Achei forte o termo e acrescentei o artigo para ficar mais coerente.<\/p>\n<p><strong>Como foi a composi\u00e7\u00e3o da pe\u00e7a?<\/strong><br \/>\nO espet\u00e1culo foi surgindo como consequ\u00eancia de diversos fatores. Ainda em 2015 come\u00e7ava a explodir acontecimentos pol\u00edticos no Brasil, antes mesmo do processo de impeachment da Dilma. O \u00f3dio e o desrespeito, sempre existentes passou a ganhar voz sem vergonha nas redes sociais, nas ruas e nas opini\u00f5es de figuras p\u00fablicas. Os pensamentos segregacionistas e antidemocr\u00e1ticos estavam expostos ali, na nossa cara, carregados de intoler\u00e2ncia nas express\u00f5es e argumentos. Fui apagar alguns arquivos do celular pessoal e me deparei com muitos prints (fotos da tela do celular) de diversas opini\u00f5es e publica\u00e7\u00f5es de an\u00f4nimos, amigos, conhecidos e famosos. O que me espantava, o que me era monstruoso, eu guardava com uma sensa\u00e7\u00e3o que nem sei explicar exatamente. Fazia foto e guardava. Eu tinha, ent\u00e3o, em m\u00e3os um material que n\u00e3o poderia simplesmente deletar. Ao mesmo passo, venho pesquisando a vida e obra de Caio desde in\u00edcio de 2009. Reli o conto Creme de Alface e resolvi atualizar, levar o conto para a cena, que \u00e9 uma investiga\u00e7\u00e3o que tenho no teatro, seria um desafio necess\u00e1rio para o momento social e pol\u00edtico. No momento eram 40 anos da escrita daquele conto, e me espantou sua personagem ainda ser t\u00e3o atual e t\u00e3o parecida conosco &#8211; com sua humanidade peculiar, mas ainda de uma monstruosidade intolerante. Juntei os prints com o conto, acrescentei mais coisas. Coloquei mem\u00f3rias desde a inf\u00e2ncia, fatos \u00edntimos nunca antes relevados e agora subvertidos na dramaturgia. Em seis meses mais ou menos estava com a base do texto teatral. Ap\u00f3s isso, os passos foram intensificar o meu treinamento de ator, beber mais da po\u00e9tica de tudo aquilo que tinha em m\u00e3os e que tinha vivido, experimentar e escolher est\u00e9ticas em sala de ensaio, se jogar nesse abismo que \u00e9 apresentar um espet\u00e1culo.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o \u00e9 muito dif\u00edcil assumir v\u00e1rias fun\u00e7\u00f5es no espet\u00e1culo \u2013 atuar, dirigir, assinar a dramaturgia? <\/strong><br \/>\nN\u00e3o foi uma escolha. A dramaturgia foi surgindo de forma bem natural. E as escolhas, os direcionamentos, surgiam como imagens, vontade de experimentar ao ler, empolga\u00e7\u00e3o criativa. Como sabia o que queria falar e atingir com a encena\u00e7\u00e3o, pensei ainda em experimentar com atores e eu iria dirigir. Algumas tentativas com atores amigos, e eu via que n\u00e3o era o que o processo pedia. Resolvi entrar na cena. Ent\u00e3o n\u00e3o foram exatamente escolhas. \u00c9 um processo mais solit\u00e1rio sim, foi doloroso, n\u00e3o s\u00f3 por falar de coisas que me assolam. Mas com os outros integrantes da Cia fic\u00e1vamos felizes a cada experimenta\u00e7\u00e3o por ter dessa vez um espet\u00e1culo mais a nossa cara.<\/p>\n<p><strong>A personagem fica confinada em uma jaula de uma mulher gorila de festinhas de interior? Por que essa op\u00e7\u00e3o? <\/strong><br \/>\nSim, durante o processo eu via o quanto somos monstros e destrutivos n\u00e3o s\u00f3 com o que nos rodeia, mas com n\u00f3s mesmos. As palavras s\u00e3o armas afiad\u00edssimas, causam medo. A Mulher Monga dos circos e parques nordestinos, por ter crescido no agreste do Rio Grande do Norte, foi a minha primeira experi\u00eancia teatral. Aquele fen\u00f4meno ficou na minha cabe\u00e7a. Ap\u00f3s estudar teatro identifiquei naquela pequena encena\u00e7\u00e3o algo que passei acreditar: a arte relacional, como explica Nicolas Bourriaud. Aquela est\u00e9tica relacional da Monga, tamb\u00e9m enraizada de machismo e de exposi\u00e7\u00e3o do corpo feminino como <em>business<\/em>, foi a inspira\u00e7\u00e3o para transformar n\u00e3o o humano em monstro, mas o monstro em humano. Fazer teatro \u00e9 falar tamb\u00e9m de suas monstruosidades, essa transforma\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 experimentada no artista na sociedade.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea fala que o debate ap\u00f3s o espet\u00e1culo \u00e9 o quarto ato? Onde come\u00e7a e onde termina cada um dos outros tr\u00eas? <\/strong><br \/>\nDividi a dramaturgia em tr\u00eas partes, mesmo n\u00e3o deixando t\u00e3o claro para a plateia: a primeira que \u00e9 uma performance de t\u00edtulo A Mulher Monstro mesmo; outra que se chama Cotidiano Contradi\u00e7\u00e3o, que uma chuva de pensamentos e identifica\u00e7\u00f5es da personagem. E a terceira chamamos de Escarro Sobre Si, a sequ\u00eancia do enredo criado pelo Caio Fernando Abreu. Para n\u00f3s que fazemos a pe\u00e7a, esses tr\u00eas atos de encena\u00e7\u00e3o se completam com o di\u00e1logo com a plateia. Queremos ouvir o p\u00fablico, n\u00e3o apenas o que acharam do espet\u00e1culo, n\u00e3o. E nem de quest\u00f5es t\u00e9cnicas apenas. Mas queremos ouvir as pessoas, fazer com que elas olhem para as outras que est\u00e3o ao seu redor. Que possam expor suas opini\u00f5es acerca da tem\u00e1tica da intoler\u00e2ncia, como mote diversas express\u00f5es escritas na cenografia. Acreditamos que o di\u00e1logo, n\u00e3o s\u00f3 exatamente a reden\u00e7\u00e3o ao identificar-se como tamb\u00e9m monstro, \u00e9 chave para fazer da nossa arte milit\u00e2ncia.<\/p>\n<p><strong>E o que voc\u00ea tem aprendido com esse di\u00e1logo com o p\u00fablico?<\/strong><br \/>\nO teatro \u00e9 a arte do encontro, e esse quarto ato serve para mostrar que o espet\u00e1culo n\u00e3o \u00e9 distante e nem \u00e9, infelizmente, uma caricatura do que vemos por a\u00ed.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea acha que as pessoas da plateia s\u00e3o realmente sinceras nessas conversas?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o sei, viu? Acredito que as pessoas saem menos intolerantes, mesmo que n\u00e3o admitam, conseguem identificar express\u00f5es da cultura popular, da cultura familiar ou suas, que quando proferidas machucam quem est\u00e1 ao seu redor. Qualquer tipo de rea\u00e7\u00e3o na plateia j\u00e1 nos deixa de dever cumprido, e olhe que as mais diversas rea\u00e7\u00f5es acontecem.<\/p>\n<p><strong>Que transforma\u00e7\u00f5es a pe\u00e7a j\u00e1 sofreu desde sua estreia?<\/strong><br \/>\nPassou por transforma\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas, acabamos por n\u00e3o modificar a po\u00e9tica e o que quer\u00edamos falar. Ajustamos, afinamos apenas o pensamento art\u00edstico e pol\u00edtico. Os c\u00f3digos do que e como quer\u00edamos expressar o tema e a hist\u00f3ria da personagem. O processo de cria\u00e7\u00e3o se deu em uma ocupa\u00e7\u00e3o que fizemos no Recife Antigo, num piso superior de uma boate na rua da Moeda. L\u00e1 fizemos leituras dram\u00e1ticas fechadas para militantes de direitos humanos e movimentos sociais do Recife, e fizemos tamb\u00e9m em Natal leituras dram\u00e1ticas abertas ao p\u00fablico. A pr\u00e9-estreia aconteceu em julho no Rio Grande do Norte e a estreia no interior de Pernambuco, em um festival nordestino de teatro em Trindade.<\/p>\n<div id=\"attachment_17513\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/L2920009-21-e1476617949106.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-17513\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-17513 size-full\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/L2920009-21-e1476617949106.jpg\" alt=\"Jos\u00e9 Neto Barbosa em A Mulher Monstro. Fotos: Ivana Moura\" width=\"600\" height=\"341\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-17513\" class=\"wp-caption-text\">Jos\u00e9 Neto Barbosa em A Mulher Monstro. Fotos: Ivana Moura<\/p><\/div>\n<p>A 9\u00aa Mostra Capiba de Teatro, do Sesc Casa Amarela re\u00fane nove montagens em torno da ideia de territ\u00f3rio do ator solid\u00e1rio e da vastid\u00e3o proporcionada pelo palco. A programa\u00e7\u00e3o traz nove espet\u00e1culos de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Sergipe, at\u00e9 o dia 22.<\/p>\n<p>S\u00e3o eles: <em><strong>O A\u00e7ougueiro<\/strong><\/em>, com\u00a0Alexandre Guimar\u00e3es;\u00a0<strong><em>A Mulher Monstro<\/em><\/strong><em>,<\/em>\u00a0com Jos\u00e9 Neto Barbosa; <em><strong>Hist\u00f3rias Bordadas em Mim,<\/strong><\/em>\u00a0com a atriz Agrinez Melo; <strong><em>Soledad \u2013 A Terra \u00e9 Fogo Sob Nossos P\u00e9s<\/em><\/strong>, com a atriz Hilda Torres; <strong><em>A Receita<\/em><\/strong>, com Nan\u00e1 Sodr\u00e9; <em><strong>O Mascate, a P\u00e9 Rapada e os Forasteiros, <\/strong><\/em>Di\u00f3genes D. Lima; <strong><em>Para Acabar de Vez com o Julgamento de Artaud<\/em><\/strong>, Samir Murad e <strong><em>Vulc\u00e3o<\/em><\/strong>\u00a0com Diane Vel\u00f4so.<\/p>\n<p>A Mostra tamb\u00e9m abriga tr\u00eas oficinas: <em>A Narrativa do Contador de Hist\u00f3rias na Constru\u00e7\u00e3o da Personagem<\/em>, com a atriz Augusta Ferraz; <em>O Ator no S\u00e9culo XXI \u2013 Uma proposta de encontro entre o Ocidente e o Oriente<\/em>, comandada por Samir Murad, e <em>Ateli\u00ea de Cr\u00edtica e Reflex\u00e3o Teatral<\/em>, com as jornalistas e cr\u00edticas Luciana Romagnolli e Ivana Moura.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das tr\u00eas oficinas, haver\u00e1 a aula-espet\u00e1culo <em>Como era bonito l\u00e1<\/em>, na segunda-feira (17), \u00e0s 14h, com a atriz, diretora, pesquisadora e professora Nara Keiserman.<\/p>\n<p><strong>Veja mais sobre a Mostra:<\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/2016\/10\/08\/mostra-capiba-chega-a-9a-edicao\/\" target=\"_blank\">Mostra Capiba chega \u00e0 9\u00aa edi\u00e7\u00e3o<\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/2016\/10\/14\/capiba-comeca-com-caio-fernando-abreu\/\" target=\"_blank\">Capiba come\u00e7a com Caio Fernando Abreu<\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/2016\/10\/15\/vida-de-gado\/\" target=\"_blank\">Vida de gado<\/a><\/p>\n<p><strong>FICHA T\u00c9CNICA<\/strong><br \/>\n<strong>Dramaturgia, encena\u00e7\u00e3o e atua\u00e7\u00e3o: J<\/strong>os\u00e9 Neto Barbosa<br \/>\n<strong>Ilumina\u00e7\u00e3o:<\/strong> Sergio Gurgel Filho e Jos\u00e9 Neto Barbosa<br \/>\n<strong>Maquiagem:<\/strong> Di\u00f3genes e Jos\u00e9 Neto Barbosa<br \/>\n<strong>Cenografia e figurino:<\/strong> Jos\u00e9 Neto Barbosa<br \/>\n<strong>Assist\u00eancia de cenografia:<\/strong> Anderson Oliveira e Diego Alves<br \/>\n<strong>Sonoplastia:<\/strong> Di\u00f3genes, Mylena Sousa e Jos\u00e9 Neto Barbosa<br \/>\n<strong>Registro:<\/strong> Mylena Sousa<br \/>\n<strong>Produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> S.E.M. Cia de Teatro (Sentimento, Est\u00e9ticas e Movimento)<br \/>\n<strong>Classifica\u00e7\u00e3o indicativa:<\/strong> 16 anos<br \/>\n<strong>Dura\u00e7\u00e3o:<\/strong> aprox 60 minutos, mais bate-papo com a plateia.<\/p>\n<p><strong>SERVI\u00c7O <\/strong><br \/>\n<strong><em>A Mulher Monstro<\/em><\/strong>, da S.E.M. Cia de Teatro<em><em><br \/>\n<\/em><\/em><strong>Quando:<\/strong> Neste domingo, 16\/10, \u00e0s 20h<br \/>\n<strong>Onde:<\/strong> Teatro Capiba<br \/>\n<strong>Ingressos:<\/strong> R$ 20 e R$ 10 (meia).<br \/>\n<strong>Informa\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/p>\n<p><iframe width=\"625\" height=\"352\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/THOQLpIuSig?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ator Jos\u00e9 Neto Barbosa fisgou\u00a0o conto Creme de Alface, de Caio Fernando Abreu, em 2015 no \u00e1pice da tens\u00e3o pol\u00edtica que partia o Brasil em grupos \u201crivais\u201d, quando\u00a0o \u00f3dio escorria pelas ruas e era anunciado em panela\u00e7os ou em pedidos da volta da ditadura militar. Um quadro estarrecedor. 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