{"id":14059,"date":"2015-06-28T23:49:36","date_gmt":"2015-06-29T02:49:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=14059"},"modified":"2015-10-28T02:54:50","modified_gmt":"2015-10-28T05:54:50","slug":"outros-desafios-para-pedro-vilela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/outros-desafios-para-pedro-vilela\/","title":{"rendered":"Outros desafios para Pedro Vilela"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_14068\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/10922694_869324946422976_3265713589391598273_n-e1435545497934.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-14068\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-14068 size-full\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/10922694_869324946422976_3265713589391598273_n-e1435545497934.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"372\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-14068\" class=\"wp-caption-text\">Pedro Vilela planeja desenvolver seus processos criativos fora do Magiluth. Foto: Arquivo pessoal<\/p><\/div>\n<p>\u00c9 tempo de mudan\u00e7a para o encenador, ator e iluminador Pedro Vilela. Nos \u00faltimos oito anos, ele abra\u00e7ou o Grupo Magiluth, quando adotou um modelo de gest\u00e3o que possibilita aos seus integrantes viver exclusivamente do teatro. Esse diferencial teve implica\u00e7\u00f5es no palco, nas articula\u00e7\u00f5es com outros grupos brasileiros e estrangeiros e nas estrat\u00e9gias de reconhecimento da trupe pelo pa\u00eds afora.<\/p>\n<p>O Magiluth \u00e9 uma jun\u00e7\u00e3o dos atores Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres, M\u00e1rio Sergio Cabral, Pedro Vilela, Pedro Wagner e Thiago Liberdade. O grupo conta 11 anos de trajet\u00f3ria e tem em seu curr\u00edculo os espet\u00e1culos <em>Luiz Lua Gonzaga<\/em> (2012), <em>Vi\u00fava, por\u00e9m honesta<\/em> (2012), <em>Aquilo que meu olhar guardou para voc\u00ea<\/em> (2012), <em>O Canto de Greg\u00f3rio<\/em> (2011), <em>Um Torto<\/em> (2010), <em>Ato<\/em> (2008)e <em> Corra<\/em> (2007). O mais recente \u00e9 <em>O ano em que sonhamos perigosamente<\/em> (2015) &#8211; com dramaturgia de Pedro Wagner e Giordano Castro e encena\u00e7\u00e3o de Pedro Wagner &#8211; que fez uma curta temporada no Teatro Apolo. Pedro Vilela assina a ilumina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O bando\u00a0amadureceu nos enfrentamentos da cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica e da luta por sobreviv\u00eancia. Mas Pedro Vilela anunciou sua sa\u00edda do Magiluth. A partir de agora, ele investe suas energias na TREMA! Plataforma, voltada para v\u00e1rios tipos de a\u00e7\u00e3o. Uma delas \u00e9 o TREMA! Festival, cuja terceira edi\u00e7\u00e3o ocorreu no m\u00eas de abril. A segunda atua\u00e7\u00e3o \u00e9 a <em>TREMA! Revista<\/em>, coordenada por ele e Mariana Rusu, em parceria com Thiago Liberdade, e que vai ser lan\u00e7ada nesta segunda-feira (29), no espa\u00e7o da C\u00eanicas Cia de Repert\u00f3rio, no Bairro do Recife.<\/p>\n<p>Para 2016, o diretor planeja ativar o n\u00facleo TREMA! Teatro para desenvolver seus processos criativos. Leia a seguir a entrevista com Vilela, sobre sua sa\u00edda do Magiluth, sua vis\u00e3o da pol\u00edtica cultural no estado e no Recife, e sobre o lan\u00e7amento do peri\u00f3dico.<\/p>\n<div id=\"attachment_14065\" style=\"width: 433px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/10897888_10205467840925669_5330583827928285013_n-e1435546884908.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-14065\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-14065\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/10897888_10205467840925669_5330583827928285013_n-e1435546884908.jpg\" alt=\"ENTREVISTA: Pedro Vilela  \" width=\"423\" height=\"430\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/10897888_10205467840925669_5330583827928285013_n-e1435546884908.jpg 423w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/10897888_10205467840925669_5330583827928285013_n-e1435546884908-295x300.jpg 295w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/10897888_10205467840925669_5330583827928285013_n-e1435546884908-300x304.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 423px) 100vw, 423px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-14065\" class=\"wp-caption-text\">ENTREVISTA: Pedro Vilela<\/p><\/div>\n<p><strong>ENTREVISTA \/\/ PEDRO VILELA<\/strong><\/p>\n<p><strong>Segunda-feira ser\u00e1 lan\u00e7ada <em>Trema! Revista de Teatro de Grupo<\/em>. Como e por qu\u00ea surgiu esse projeto?<\/strong><br \/>\nA constru\u00e7\u00e3o de ferramentas que auxiliem o \u201cpensar\u201d o mundo e seu di\u00e1logo com a arte sempre me interessou enquanto gestor. \u00c0s vezes, acabamos por focarmos demasiadamente no nosso desejo pelo \u201cfazer\u201d e pecamos um pouco por abandonar o \u201crefletir\u201d. Durante muito tempo esse refletir esteve focado apenas nos cr\u00edticos e acredito que atualmente existem diferentes vozes e agentes construindo reflex\u00f5es bastante pertinentes. Sentia tamb\u00e9m a necessidade de construir ferramentas de di\u00e1logo com a nossa sociedade que n\u00e3o fosse apenas o produto art\u00edstico, da\u00ed pensamos numa publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Qual o conte\u00fado contemplado para este primeiro n\u00famero?<\/strong><br \/>\nA <em>TREMA! Revista<\/em> \u00e9 uma publica\u00e7\u00e3o bimestral que visa articular arte e pol\u00edtica. A cada edi\u00e7\u00e3o encontramos um tema norteador de pensamento, sendo este um agente propulsor para desdobramentos. Nesta primeira edi\u00e7\u00e3o tomamos como base a ideia de #fac\u00e7\u00e3o, refletindo os coletivos teatrais como fac\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, est\u00e9ticas, po\u00e9ticas e que visam operar contrariamente a uma \u201cordem\u201d dominante.<\/p>\n<p><strong>Quais os crit\u00e9rios de articula\u00e7\u00e3o para convidar as pessoas para escrever?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o quer\u00edamos pensar uma revista engessada por regras de sua composi\u00e7\u00e3o. A revista se configura como agente fomentador de pensamento principalmente para nosso Estado, entretanto n\u00e3o nos interessa a obrigatoriedade de termos colaboradores apenas locais. Buscamos encontrar, em diferentes regi\u00f5es, pensadores que possam articular nossos desejos. Outro ponto importante \u00e9 que n\u00e3o s\u00f3 profissionais ligados ao teatro contribuir\u00e3o com \u00e0 TREMA! Nos interessa o ponto de vista de diferentes atores sociais, construindo assim uma publica\u00e7\u00e3o din\u00e2mica e que n\u00e3o segmente o p\u00fablico leitor.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea acha que a revista pode preencher a lacuna de pensamento sobre a cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica teatral na cidade, no estado? Ela sozinha \u00e9 suficiente? O que falta mais?<\/strong><br \/>\nAcredito que esta lacuna ainda \u00e9 grande, n\u00e3o s\u00f3 em n\u00edvel estadual. Como leitor ass\u00edduo da minha \u00e1rea, encontro grande dificuldade de acessar diversos pontos de interesse por falta de publica\u00e7\u00f5es. Ao passo que, cada vez mais tamb\u00e9m percebo a busca por diminuir estas lacunas, seja por novas editoras que est\u00e3o abra\u00e7ando o teatro, seja pelos os pr\u00f3prios artistas que est\u00e3o construindo alternativas para compartilhar o pensamento.\u00a0\u00a0Estamos dando um primeiro passo neste formato de revista e esperamos que ele possa ter vida longa, assim como que outras publica\u00e7\u00f5es se unam a nossa no sentido de verticalizarmos o \u201cpensar\u201d a arte em nossa regi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>A revista foi contemplada com o Funcultura. Gostaria de saber sua opini\u00e3o sobre a pol\u00edtica cultural no estado de Pernambuco e a distribui\u00e7\u00e3o dos recursos do Fundo.<\/strong><br \/>\nEncontramos no Funcultura atualmente um importante aliado no desenvolvimento da economia da cultura de nosso estado. Acredito imensamente neste modelo, na manuten\u00e7\u00e3o de um Fundo onde o estado seja o agente regulador. Ou seja, n\u00f3s produtores culturais n\u00e3o estamos \u00e0 merc\u00ea da boa vontade de empresas privadas, mas dialogando diretamente com o estado, pois se trata da administra\u00e7\u00e3o de recursos p\u00fablicos. Entretanto, uma pol\u00edtica cultural madura n\u00e3o pode ser constru\u00edda exclusivamente com o Fundo e com alguns eventos culturais. Pernambuco \u00e9 um estado bastante plural e de larga extens\u00e3o. Louvamos a amplia\u00e7\u00e3o do n\u00famero de produtores interessados pelo Fundo, entretanto n\u00e3o encontramos proporcionalidade na amplia\u00e7\u00e3o dos recursos do mesmo. Precisamos tamb\u00e9m compreender que uma Lei como a do Funcultura precisa constantemente ser revisada, pois cada vez mais vivemos num mercado din\u00e2mico, onde os agentes culturais se deparam constantemente com novos desafios e o fundo precisa acompanhar o seu tempo.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea, Pedro Vilela, fez cr\u00edticas severas \u00e0 pol\u00edtica cultural (ou falta dela) da Prefeitura do Recife, um pouco antes da realiza\u00e7\u00e3o do Trema \u2013 Festival de Teatro de Grupo. Qual a sua an\u00e1lise dos \u00f3rg\u00e3os e mecanismos municipais de cultura? Voc\u00ea teria sugest\u00f5es para melhorar o desempenho?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o me arrependo das cr\u00edticas realizadas. Elas apontavam um descaso gerencial com a cultura da nossa cidade e esse descaso em nada mudou. Nos deparamos com uma gest\u00e3o fragmentada, onde os profissionais que a comp\u00f5em parecem n\u00e3o conseguir se articular em torno do desenvolvimento da \u00e1rea. Vemos interesse e disponibilidade de alguns, mas isto \u00e9 muito pouco. Vemos uma secret\u00e1ria que possui grande car\u00e1ter simb\u00f3lico para n\u00f3s artistas, mas que n\u00e3o consegue compreender os desafios que \u00e9 gerir os encaminhamentos culturais de uma cidade como Recife. Parece-me que o problema vem de cima, da falta de interesse e de compreens\u00e3o que somos um dos principais agentes modificadores deste \u201cNovo Recife\u201d que tanto se fala. E este paradigma s\u00f3 poder\u00e1 mudar quando n\u00f3s artistas tivermos for\u00e7a pol\u00edtica suficiente para dizermos o \u201ccomo\u201d queremos.<\/p>\n<div id=\"attachment_14066\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/IMG_7904-e1435544823324.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-14066\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-14066\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/IMG_7904-e1435544823324.jpg\" alt=\"Produtora Mariana Holanda Rasu e Vilela: cumplicidade\" width=\"600\" height=\"463\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-14066\" class=\"wp-caption-text\">Produtora Mariana Holanda RUsu e Vilela: cumplicidade<\/p><\/div>\n<p><strong>Mudando um pouco de assunto. Como \u00e9 a cumplicidade de pensamento com sua mulher, a produtora Mariana Rusu?<\/strong><br \/>\nGosto imensamente desta palavra que voc\u00ea usa: cumplicidade. Somos c\u00famplices do mesmo delito: a dedica\u00e7\u00e3o ao teatro. Mariana \u00e9 uma profissional extremamente sagaz, com um elaborado grau de exig\u00eancia nas atividades que se prop\u00f5e a realizar, isso faz com que nossa parceria renda tantos frutos. N\u00e3o por ser minha esposa, mas vejo nela uma dedica\u00e7\u00e3o a este of\u00edcio dif\u00edcil de encontrar em outras pessoas e ainda uma disponibilidade por defender os projetos que loucamente visualizo. Decidimos dedicar toda esta for\u00e7a a nossa TREMA! Plataforma e desejamos dialogar ainda mais com o teatro de nossa cidade.<\/p>\n<p><strong>Sabemos que a conviv\u00eancia desgasta os relacionamentos e \u00e9 muito dif\u00edcil a perman\u00eancia de grupos est\u00e1veis no pa\u00eds e mais ainda em Pernambuco. O Magiluth se tornou uma refer\u00eancia nos \u00faltimos anos na cena brasileira pela dedica\u00e7\u00e3o e ousadia. O an\u00fancio de sua sa\u00edda do grupo causou estranhamento e preocupa\u00e7\u00e3o. O que aconteceu? Disputa por poder? Por lideran\u00e7a?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o temos como neste momento definir fatores que levaram a esta decis\u00e3o. Tenho certeza que haver\u00e1 uma s\u00e9rie de suposi\u00e7\u00f5es sobre a sa\u00edda (risos). A conviv\u00eancia em um grupo de teatro \u00e9 algo bastante intensa, como uma fam\u00edlia, e sempre haver\u00e1 concord\u00e2ncias e discord\u00e2ncias nos diferentes desafios que o grupo encara. Mas, acima de tudo, \u00e9 importante preservamos o desejo e amor pelo projeto coletivo que defendemos e isto j\u00e1 n\u00e3o era poss\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea j\u00e1 afirmou que refletiu muito antes de tomar uma decis\u00e3o. Mas tamb\u00e9m disse que a montagem do \u00faltimo trabalho <em>O Ano em que Sonhamos Perigosamente<\/em> foi o estopim. Ent\u00e3o conta como foi o processo.<\/strong><br \/>\nCada vez mais percebo o quanto \u00e9 delicado para os grupos estarem envolvidos em procedimentos de cria\u00e7\u00e3o, pois eles escancaram quest\u00f5es que sempre permaneceram guardadas. \u00c9 o momento de debatermos sobre ideias, vontades e principalmente a hora onde a for\u00e7a dos indiv\u00edduos, todos os seus conte\u00fados e disponibilidade para o teatro precisam ser colocados na mesa. O projeto do Ano em que sonhamos perigosamente foi escrito, elaborado e captado por mim. H\u00e1 muito tempo nutria o desejo de ver o Magiluth experimentando uma \u201coutra forma\u201d de fazer teatro e solicitava esta ruptura. Fatores externos impossibilitaram a execu\u00e7\u00e3o completa do trabalho, mas fico feliz pela execu\u00e7\u00e3o do mesmo.<\/p>\n<div id=\"attachment_14070\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/aquilo-que-meu-olhar-e1435545868954.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-14070\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-14070\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/aquilo-que-meu-olhar-e1435545868954.jpg\" alt=\"Vilela abra\u00e7a Giordano, com Erivaldo ao fundo, em Aquilo que meu olhar guardou para voc\u00ea\" width=\"600\" height=\"394\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-14070\" class=\"wp-caption-text\">Vilela abra\u00e7a Giordano, com Erivaldo ao fundo, em Aquilo que meu olhar guardou para voc\u00ea<\/p><\/div>\n<p><strong>E como vai ser o cumprimento dos projetos j\u00e1 em andamento, como a pr\u00f3pria revista, as novas edi\u00e7\u00f5es do Trema e as viagens do Magiluth?<\/strong><br \/>\nEstarei dispon\u00edvel para executar os projetos acordados anteriormente, sou um profissional e tenho compromissos \u00e9ticos com a empresa Magiluth. Quanto aos projetos como a revista e festival, \u00e9 preciso esclarecer que eles n\u00e3o s\u00e3o do grupo. Foram projetos idealizados, geridos e executados por outros profissionais e que em dado momento tiveram o Magiluth como fomentador\/financiador (duas primeiras edi\u00e7\u00f5es do Festival). Estas a\u00e7\u00f5es acabaram se confundindo com o Grupo devido a posi\u00e7\u00e3o que ocupava, mas percebo que a compreens\u00e3o de projetos individuais dentro da coletividade sempre ser\u00e1 bastante complexa. Tanto o Festival, como a revista s\u00e3o a\u00e7\u00f5es desenvolvidas pela TREMA! Plataforma de Teatro, empresa que cuido atualmente com Mariana.<\/p>\n<p><strong>O que voc\u00ea tem a dizer sobre a experi\u00eancia desses anos no grupo, a dire\u00e7\u00e3o dos espet\u00e1culos, o aprendizado?<\/strong><br \/>\nSem d\u00favida foram os anos de maior aprendizado no teatro. Me formei enquanto gestor e criador no grupo. Nos \u00faltimos oito anos tive a oportunidade de gerir o grupo, onde idealizei, captei e administrei todos os projetos. Consegui chegar a um modelo de gest\u00e3o onde os integrantes puderam viver exclusivamente do teatro, com sal\u00e1rio, todos os benef\u00edcios (13\u00ba e f\u00e9rias) incluindo plano de sa\u00fade, odontol\u00f3gico&#8230; o que me trouxe uma compreens\u00e3o de gerenciamento de um coletivo sem precedentes. No campo da cria\u00e7\u00e3o me descobri enquanto encenador e aprofundei meu trabalho com ilumina\u00e7\u00e3o. Terei um eterno agradecimento aos integrantes pela cumplicidade, parceria e confian\u00e7a no trabalho.<\/p>\n<p><strong>E daqui para frente quais s\u00e3o os planos? Mestrado aqui, em SP, no exterior?<\/strong><br \/>\nMeu trabalho continua a ser desenvolvido em duas frentes. A primeira est\u00e1 ligada a retomada dos meus estudos acad\u00eamicos, focando no mestrado. A segundo est\u00e1 ligada ao desenvolvimento da TREMA! Plataforma de Teatro.<\/p>\n<p><strong>E como \u00e9 concebida a TREMA! Plataforma?<\/strong><br \/>\nA Plataforma \u00e9 um n\u00facleo gerencial e criativo em torno do teatro de grupo que trabalha em diferentes linhas de a\u00e7\u00f5es. Atualmente desenvolvemos o TREMA! Festival e a TREMA! Revista. Ela \u00e9 coordenada por mim e Mariana em parceria com Thiago Liberdade. N\u00e3o a defino como grupo, mas sim como uma plataforma que trabalha com diferentes colaboradores de acordo com as especificidades dos projetos que nos interessa desenvolver. Em janeiro de 2016 pretendo ativar o TREMA! Teatro que ser\u00e1 o n\u00facleo onde desenvolverei meus processos criativos. O primeiro trabalho ser\u00e1 sobre a f\u00e9 e as igrejas neopentecostais brasileiras, que me atravessa profundamente e que desde o ano passado estou desenvolvendo a pesquisa.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/11653460_958989744123162_124594820_n-e1435547656477.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-14076\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/11653460_958989744123162_124594820_n-e1435547656477.jpg\" alt=\"11653460_958989744123162_124594820_n\" width=\"400\" height=\"467\" \/><\/a><br \/>\n<strong>SERVI\u00c7O:<\/strong><br \/>\nLan\u00e7amento da <em>TREMA! Revista de Teatro de Grup<\/em>o, da TREMA! Plataforma de Teatro de grupo (distribui\u00e7\u00e3o gratuita da revista), no projeto <strong>Segunda com Teatro de Primeira<\/strong><br \/>\n<strong>Quando:<\/strong> Nesta segunda-feira (29), \u00e0s 20h<br \/>\n<strong>Onde<\/strong>: C\u00eanicas Cia de Repert\u00f3rio (Rua Vig\u00e1rio Ten\u00f3rio, 199 &#8211; 2\u00ba andar &#8211; Bairro do Recife),<br \/>\n<strong>Atra\u00e7\u00e3o<\/strong>: Leitura do texto <em>Maumau miau<\/em>, do dramaturgo Lu\u00eds Felipe Botelho, pela Cia Incantare de Teatro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 tempo de mudan\u00e7a para o encenador, ator e iluminador Pedro Vilela. Nos \u00faltimos oito anos, ele abra\u00e7ou o Grupo Magiluth, quando adotou um modelo de gest\u00e3o que possibilita aos seus integrantes viver exclusivamente do teatro. 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