{"id":13947,"date":"2015-06-12T23:58:09","date_gmt":"2015-06-13T02:58:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=13947"},"modified":"2015-06-13T10:35:38","modified_gmt":"2015-06-13T13:35:38","slug":"arte-em-tempos-sombrios-critica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/arte-em-tempos-sombrios-critica\/","title":{"rendered":"Arte em tempos sombrios"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_13912\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Magiluth-O-ano-em-que-sonhamos-perigosamente-Renata-Pires-2-e1433947543948.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-13912\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-13912\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Magiluth-O-ano-em-que-sonhamos-perigosamente-Renata-Pires-2-e1433947543948.jpg\" alt=\"O ano em que sonhamos perigosamente \u00e9 o o oitavo trabalho do Magiluth. Foto: Renata Pires  \" width=\"600\" height=\"397\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-13912\" class=\"wp-caption-text\">O ano em que sonhamos perigosamente \u00e9 o oitavo trabalho do Magiluth. Fotos: Renata Pires<\/p><\/div>\n<p>Vivemos em tempos sombrios. Contribu\u00edmos para a escravid\u00e3o de seres humanos e nem ligamos. Em todo mundo milhares de pessoas trabalham em condi\u00e7\u00f5es abomin\u00e1veis (longas jornadas, baixos sal\u00e1rios, alta press\u00e3o) para fabricar produtos, como roupas que voc\u00ea e eu vestimos. Numa cena curta, direta, agressiva de <em>O ano em que sonhamos perigosamente<\/em>, que estreou na \u00faltima quinta-feira (11), no Teatro Apolo, no Bairro do Recife, um integrante do Magiluth acusa outro a colaborar com essa situa\u00e7\u00e3o, pois o segundo est\u00e1 com uma camiseta de uma marca que tem esse hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>H\u00e1 dois dias, o Papa Francisco recebeu o presidente da R\u00fassia, Vladimir Putin, no Vaticano, e fez um apelo para que Putin se comprometa com um esfor\u00e7o grande e sincero para alcan\u00e7ar a paz na Ucr\u00e2nia, atrav\u00e9s do di\u00e1logo e do cumprimento do acordo de Minsk. Esse foi o segundo encontro entre os dois.<\/p>\n<p>Putin \u00e9 visto como novo vil\u00e3o da cena internacional desde o ano passado, quando a tens\u00e3o entre a R\u00fassia e o Ocidente chegou ao n\u00edvel mais elevado nos 15 anos da &#8220;era Vladimir Putin&#8221;, refor\u00e7ado pela crise ucraniana e a anexa\u00e7\u00e3o da Crimeia. As chancelarias ocidentais subiram o tom acusat\u00f3rio contra Moscou e chefe do Kremlin respondeu que a R\u00fassia deve ser tratada como uma grande pot\u00eancia. &#8220;Os russos n\u00e3o v\u00e3o pedir permiss\u00e3o a ningu\u00e9m&#8221;, j\u00e1 esbravejou Putin.<\/p>\n<p>Os atores do Magiluth gritam em v\u00e1rios momentos do espet\u00e1culo <em>O ano em que sonhamos perigosamente<\/em>: \u201cN\u00f3s somos russos\u201d, ou \u201cVoc\u00eas s\u00e3o russos\u201d. O espectador entenda como quiser, ou como puder, j\u00e1 que sabemos que a interpreta\u00e7\u00e3o est\u00e1 articulada com a bagagem cultural, a imagina\u00e7\u00e3o, a mem\u00f3ria de cada um. E que a virtualidade de sentido de uma obra fica \u00e0 espreita de ser concretizada pela recep\u00e7\u00e3o, para n\u00e3o esquecer de Wolfgang Iser, e todo espectador pode ser afetado \u00e0 sua maneira.<\/p>\n<p>Mas temos outro russo muito importante na montagem: Anton Pavlovitch Tchekhov (1860-1904). A partir de sua obra, o grupo articula procedimentos ousados de recortes do cl\u00e1ssico, iluminando as quest\u00f5es contempor\u00e2neas, como as pol\u00edticas para os espa\u00e7os p\u00fablicos nas\u00a0cidades.<\/p>\n<p>Tchekhov foi um transgressor da tradi\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria cl\u00e1ssica e criador de um novo paradigma est\u00e9tico do drama contempor\u00e2neo, como nos aponta a pesquisadora e professora russa Elena Nikolaevna V\u00e1ssina, da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), que esteve na capital pernambucana em uma das edi\u00e7\u00f5es do Festival Recife do Teatro Nacional.<\/p>\n<p>Os rapazes do Magiluth extraem o t\u00edpico humor tchekhoviano (aquele misto de engra\u00e7ado e triste ao mesmo tempo), de cenas de <em>A Gaivota<\/em>, <em>O Jardim das Cerejeiras<\/em> e <em>As tr\u00eas irm\u00e3s<\/em>. Lembra um drible de craque numa jogada de futebol. \u00c9 desconcertante.<\/p>\n<div id=\"attachment_13956\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Magiluth-O-ano-em-que-sonhamos-perigosamente-Renata-Pires-4-607x402-e1434200293556.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-13956\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Magiluth-O-ano-em-que-sonhamos-perigosamente-Renata-Pires-4-607x402-e1434200293556.jpg\" alt=\"ESpet\u00e1culo est\u00e1 em cartaz \u00e0s quintas e sextas no Teatro Apolo\" width=\"600\" height=\"397\" class=\"size-full wp-image-13956\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-13956\" class=\"wp-caption-text\">Espet\u00e1culo est\u00e1 em cartaz \u00e0s quintas e sextas no Teatro Apolo<\/p><\/div>\n<p>O metateatro de <em>A Gaivota<\/em> assume dimens\u00f5es ambiciosas se refletirmos que a nova montagem do Magiluth investe em todos os sentidos no processo de cria\u00e7\u00e3o, nos procedimentos do teatro, na crise da representa\u00e7\u00e3o (e que extrapolam a quest\u00e3o do palco e se projetam nos atos revolucion\u00e1rios). O poeta Tr\u00e9plev investe na composi\u00e7\u00e3o de um novo jeito de fazer teatro. Ark\u00e1dina, sua m\u00e3e \u00e9 uma veterana atriz ligada aos velhos moldes. Nina \u00e9 uma atriz em forma\u00e7\u00e3o e Trig\u00f3rin \u00e9 um escritor famoso. Entre ambi\u00e7\u00e3o, decad\u00eancia, amores n\u00e3o correspondidos, o autor russo trabalha com um fiapo de conflito, com v\u00e1rias linhas vagas. Nesse sentido, parece um modelo para a trupe pernambucana.<\/p>\n<p>Ao construir essas teias emaranhadas, a rapaziada berra que na sua cria\u00e7\u00e3o \u00e9 o teatro que est\u00e1 no centro, como o mais radical dos dispositivos. Isso com todas as cita\u00e7\u00f5es e cruzamentos. A cena de <em>O ano em que sonhamos perigosamente<\/em> exp\u00f5e os aparatos do teatro, com o palco praticamente nu e iluminado. Tchekhov ironiza o dramaturgo protagonista, como parece-me que o Magiluth tro\u00e7a com a cria\u00e7\u00e3o e suas circunst\u00e2ncias. E, com a ajuda do escritor russo, eles fazem um acerto de contas com o teatro burgu\u00eas.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 por acaso a escolha desse dramaturgo que supera a trama dram\u00e1tica espetacular, com seus finais abertos. Tchekhov convoca o espectador a ser um participante ativo no ato da cria\u00e7\u00e3o. Neste novo trabalho, o Magiluth tamb\u00e9m faz isso. S\u00f3 que com uma estrutura da pe\u00e7a totalmente fragmentada.<\/p>\n<p>Nesse teatro dentro do teatro, em <em>As tr\u00eas irm\u00e3s<\/em> Pr\u00f3sorov \u2013 Irina, Olga e Macha \u2013 no plano material est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o pior no final da pe\u00e7a. Seus sonhos e esperan\u00e7as de um futuro promissor escaparam entre as m\u00e3os. <\/p>\n<p>J\u00e1 o trecho escolhido pelos dramaturgos Giordano Castro e\u00a0Pedro Wagner de <em>O jardim das cerejeiras<\/em> faz o p\u00fablico pensar que o personagem est\u00e1 falando sobre o Ocupe Estelita e todo o processo de especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria que envolve essa quest\u00e3o. \u00c9 incr\u00edvel.<\/p>\n<div id=\"attachment_13923\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Magiluth-O-ano-em-que-sonhamos-perigosamente-Renata-Pires-1-e1433976529339.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-13923\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-13923 size-full\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Magiluth-O-ano-em-que-sonhamos-perigosamente-Renata-Pires-1-e1433976529339.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"397\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-13923\" class=\"wp-caption-text\">Atores ousam ao tra\u00e7ar conex\u00f5es te\u00f3ricas e processo criativo. Foto: Renata Pires<\/p><\/div>\n<p>Em <em>O ano em que sonhamos perigosamente<\/em>, as crises pol\u00edtica, social e econ\u00f4mica daqui e dali, e do todo mundo e a existencial, deles e nossa, ganham corpo por provoca\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas vindas do cinema, da cr\u00edtica, da arte. De maneira rizom\u00e1tica, esse grupo de jovens tra\u00e7a as linhas de resist\u00eancia \u00e9tico-est\u00e9tico-pol\u00edtico, onde elementos e conceitos se tocam, fazem conex\u00f5es, explodem em todas as dire\u00e7\u00f5es. Deleuze e Gattari presentes com seus agenciamentos das m\u00e1quinas desejantes.<\/p>\n<p>E como corporificar tantos conceitos, tantas refer\u00eancias? Fluxos&#8230; Cinco rapazes ensaiam, ou melhor treinam na elabora\u00e7\u00e3o de um momento belo. Os urdimentos do palco est\u00e3o expostos. Com umas frases e movimentos em v\u00e1rias dire\u00e7\u00f5es, saltos, esfor\u00e7os, o grupo convoca pensamento sobre a beleza em S\u00f3crates e Plat\u00e3o, a beleza da natureza de Kant e a beleza da arte em Hegel. \u00c9 denso.<\/p>\n<p>Thiago Liberdade deita no ch\u00e3o, baixa a cal\u00e7a e deixa a bunda \u00e0 mostra e desliza num movimento ondulat\u00f3rio que parece uma cobra, um boto. Giordano Castro admira e comenta: &#8220;Isso \u00e9 lindo!\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_13924\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Magiluth-O-ano-em-que-sonhamos-perigosamente-Renata-Pires-5-e1433976757997.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-13924\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-13924\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Magiluth-O-ano-em-que-sonhamos-perigosamente-Renata-Pires-5-e1433976757997.jpg\" alt=\"Cinco atores do grupo est\u00e3o em cena\" width=\"600\" height=\"397\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-13924\" class=\"wp-caption-text\">Os movimentos contestat\u00f3rios est\u00e3o no espet\u00e1culo<\/p><\/div>\n<p>A express\u00e3o persa <em>war nam nihadan<\/em> \u2013 \u201cmatar uma pessoa, enterrar o corpo e plantar flores sobre a cova para escond\u00ea-la\u201d, usada pelo fil\u00f3sofo esloveno Slavoj \u017di\u017eek, um dos mais provocativos te\u00f3ricos da contemporaneidade, \u00e9 dita v\u00e1rias vezes no espet\u00e1culo. O titulo da pe\u00e7a, por sinal,\u00a0\u00e9 emprestado do seu livro <em>O ano em que sonhamos perigosamente<\/em>\u00a0no qual o fil\u00f3sofo tra\u00e7a uma an\u00e1lise corajosa sobre o que chama de \u201csonhos emancipat\u00f3rios\u201d (Primavera \u00c1rabe, Occupy Wall Street, manifesta\u00e7\u00f5es em Londres e Atenas) como tamb\u00e9m dos \u201csonhos destrutivos\u201d, como a chacina de Anders Breivik, na Noruega, e outros movimentos racistas e ufanistas pelo mundo. \u017di\u017eek usa a frase para descrever o processo de abafar as mobiliza\u00e7\u00f5es populares.<\/p>\n<p>O elenco simula resist\u00eancia: atira pedras ou bombas imagin\u00e1rias. H\u00e1 um grito abafado desses homens, que vez por outra eclode. Stela em explos\u00e3o emocional!!!<\/p>\n<p>O palco vira um campo de for\u00e7as onde o capitalismo est\u00e1 em xeque com protestos, acampamentos, reivindica\u00e7\u00f5es e barricadas desenhadas pelos cinco homens. A revolu\u00e7\u00e3o continua. Ocupa\u00e7\u00f5es ganharam o espa\u00e7o p\u00fablico, o espa\u00e7o midi\u00e1tico e as redes sociais.<\/p>\n<p>O grego\u00a0Yorgos Lanthimos &#8211; cineasta,que realiza \u201cg\u00eanero de filmes em que n\u00e3o se compreende tudo\u201d e ganhou fama internacional com <em> Dente Canino<\/em> (Pr\u00eamio <em>Un Certain Regard<\/em>, Cannes em 2009)\u00a0entra no jogo com sua influ\u00eancia de falar do micro para atingir o macro.<\/p>\n<p>O grupo encara os riscos.\u00a0\u00c9 muito interessante a exposi\u00e7\u00e3o dos conflitos da cidade no corpo do ator, essa m\u00e1quina desejante. M\u00e1rio Sergio Cabral\u00a0mostra os pontos de tens\u00f5es, os lados esquerdo e direito, as nervuras.<\/p>\n<p>Cinco atores no palco. Pedro Wagner, que tamb\u00e9m dirige a pe\u00e7a, est\u00e1 vestido de tenista. Os outros de camiseta e cal\u00e7a\/short. Com a ajuda de caixas de som eles remixam frases e id\u00e9ias. Dan\u00e7am em ritmos sincopados. Fazem pequenas interven\u00e7\u00f5es. Contaminam uns aos outros. Mostram os perigos de desejar. Questionam se existem caminhos poss\u00edveis e alternativos ao capitalismo neoliberal.<\/p>\n<p>Os sonhadores acordaram do pesadelo. Somos losers\/ perdedores? Esse teatro agu\u00e7a a lucidez nesses tempos da ultra-globaliza\u00e7\u00e3o. Hora de reavaliar o papel da pol\u00edtica e dos intelectuais. E tamb\u00e9m da cria\u00e7\u00e3o e do teatro.<\/p>\n<p>Na cena, eles usam um p\u00f3 branco, que produz v\u00e1rios efeitos ao ser lan\u00e7ado para o alto, sobre ventiladores, passado na cara dos atores. A luz de Pedro Vilela ressalta o mecanismo do ser teatro, suas entranhas e processos de constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pe\u00e7a provoca. Desde uma m\u00fasica rom\u00e2ntica para descansar a incita\u00e7\u00f5es criativas mais duras uns com os outros. A parte da pe\u00e7a em que o grupo articula o gozo te\u00f3rico me pareceu muito explicativa, o que desestabiliza a for\u00e7a e a f\u00faria de outros momentos.<\/p>\n<p>O elenco est\u00e1 inteiro, entregue ao trabalho com todos os riscos de problematiza\u00e7\u00e3o da m\u00edmesis. Com seus corpos como m\u00e1quinas de guerra, seus jogos a desafiar os limites. A fragmenta\u00e7\u00e3o, as repeti\u00e7\u00f5es estil\u00edsticas, a gram\u00e1tica de cada ator contribuem para a pot\u00eancia do espet\u00e1culo. <\/p>\n<p>E isso \u00e9 teatro contempor\u00e2neo dos bons.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o:<\/strong><br \/>\n<em>O ano em que sonhamos perigosamente<\/em><br \/>\n<strong>Quando:<\/strong> Dias 11, 12, 18, 19, 25 e 26 de Junho de 2015, \u00e0s 20h<br \/>\n<strong>Onde:<\/strong> Teatro Apolo (R. do Apolo, 121 &#8211; Bairro do Recife)<br \/>\n<strong>Quanto:<\/strong> R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)<br \/>\n<strong>Informa\u00e7\u00f5es:<\/strong> (81) 3355-3320<\/p>\n<p><div id=\"attachment_13957\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Magiluth-O-ano-em-que-sonhamos-perigosamente-Renata-Pires-3-e1434200631710.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-13957\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Magiluth-O-ano-em-que-sonhamos-perigosamente-Renata-Pires-3-e1434200631710.jpg\" alt=\"M\u00e1rio Sergio Cabral e Pedro Wagner ensinam a beijar\" width=\"600\" height=\"397\" class=\"size-full wp-image-13957\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-13957\" class=\"wp-caption-text\">M\u00e1rio Sergio Cabral e Pedro Wagner ensinam a beijar<\/p><\/div><br \/>\n<strong>Ficha T\u00e9cnica:<\/strong><br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Pedro Wagner<br \/>\n<strong>Dramaturgia:<\/strong>\u00a0Giordano Castro e\u00a0Pedro Wagner<br \/>\n<strong>Atores: <\/strong>\u00a0Erivaldo Oliveira,\u00a0Giordano Castro,\u00a0M\u00e1rio Sergio Cabral,\u00a0Pedro Wagner,\u00a0Thiago Liberdade<br \/>\n<strong>Prepara\u00e7\u00e3o corporal:<\/strong>\u00a0Fl\u00e1via Pinheiro<br \/>\n<strong>Desenho De Som:\u00a0<\/strong>Leandro Oliv\u00e1n<br \/>\n<strong>Desenho De Luz:\u00a0<\/strong>Pedro Vilela<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o De Arte:\u00a0<\/strong>Fl\u00e1via Pinheiro<br \/>\n<strong>Fotografia:\u00a0<\/strong>Renata Pires<br \/>\n<strong>Design Gr\u00e1fico:\u00a0<\/strong>Thiago Liberdade<br \/>\n<strong>Caixas De Som:\u00a0<\/strong>Emanuel Rangel,\u00a0Jeffeson Mandu e\u00a0Leandro Oliv\u00e1n<br \/>\n<strong>T\u00e9cnico:\u00a0<\/strong>Lucas Torres<br \/>\n<strong>Realiza\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Grupo Magiluth<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vivemos em tempos sombrios. 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