{"id":13661,"date":"2015-05-01T11:19:05","date_gmt":"2015-05-01T14:19:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=13661"},"modified":"2015-10-28T02:54:53","modified_gmt":"2015-10-28T05:54:53","slug":"poesia-contra-preconceitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/poesia-contra-preconceitos\/","title":{"rendered":"Poesia contra preconceitos"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_13669\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Soraya-Silva-4-e1430428788150.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-13669\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-13669\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Soraya-Silva-4-e1430428788150.jpg\" alt=\"Solo da atriz Soraya Silva \u00e9 inspirado na obra de Carolina Maria de Jesus e Elisa Lucinda\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-13669\" class=\"wp-caption-text\">Solo da atriz Soraya Silva \u00e9 inspirado nas obras de Carolina Maria de Jesus e Elisa Lucinda<\/p><\/div>\n<p><em>Olhos de Caf\u00e9 Quente<\/em> embala hist\u00f3rias de meninas, m\u00e3es, madrinhas e mulheres. Epis\u00f3dios belos, tristes, de den\u00fancia. \u00c9 um espet\u00e1culo que acende a mem\u00f3ria de feridas provocadas por preconceitos (in)disfar\u00e7\u00e1veis. No solo, a atriz Soraya Silva debate cenicamente a quest\u00e3o de ra\u00e7a e realiza um mergulho profundo no universo feminino. A pe\u00e7a ergue uma hero\u00edna do povo a partir das obras de Carolina Maria de Jesus e Elisa Lucinda. <em>Olhos de Caf\u00e9 Quente<\/em>, com dire\u00e7\u00e3o de Quiercles Santana, estreia nesta sexta-feira, 1\u00ba de maio, Dia do Trabalhador, no Teatro Hermilo Borba Filho, no Recife.<\/p>\n<p>O encenador diz que a montagem \u00e9 uma aposta no teatro, na delicadeza dos pequenos movimentos, nas a\u00e7\u00f5es silenciosas, nas palavras, na poesia. <em>Olhos de Caf\u00e9 Quente<\/em> faz vibrar quando aponta para as dores e as alegrias de existir. A atriz elabora no corpo, nos gestos, movimentos e sentimentos, as recorda\u00e7\u00f5es e desejos de uma mulher, que s\u00e3o muitas numa s\u00f3: a menininha abelhuda, a mocinha encantadora, a mulher en\u00e9rgica, a anci\u00e3.<\/p>\n<p>Quiercles Santana nos d\u00e1 mais algumas pistas. A encena\u00e7\u00e3o &#8220;\u00e9 sobre as diversas fomes e sedes que nos consomem&#8230; \u00c9 sobre a solid\u00e3o da escrita e a paix\u00e3o por palavras instauradoras de mundos, imagens, sombras, reflex\u00f5es&#8221;.<\/p>\n<p>O processo de cria\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo come\u00e7ou em 2013, a partir da obra de Carolina Maria de Jesus, mulher negra, pobre, catadora de lixo, m\u00e3e solteira, semianalfabeta, que morou na favela do Canind\u00e9, em S\u00e3o Paulo, e surpreendeu o mundo com uma escrita autobiogr\u00e1fica; memorialista; po\u00e9tica, em formato de contos, prov\u00e9rbios e romances. O contraponto para essa dramaturgia \u201cde grande relev\u00e2ncia pol\u00edtica, est\u00e9tica e social\u201d \u00e9 a obra de Elisa Lucinda \u201cnegra de olhos verdes\u201d, respeitada atriz, cantora, poetisa e jornalista com sua poesia do cotidiano.<\/p>\n<p>No livro <em>Quarto de despejo: di\u00e1rio de uma favelada<\/em>, publicado em 1960, Carolina Maria de Jesus (1914-1977) faz um desabafo por todos os exclu\u00eddos desse Brasil, os abandonados \u00e0 pr\u00f3pria sorte, enfrentando a mis\u00e9ria absoluta, fome e viol\u00eancia. A escritora ainda publicou, no Brasil, os livros <em>Casa de alvenaria<\/em> (1961), <em>Prov\u00e9rbios<\/em> (1963), <em>Peda\u00e7os da fome<\/em> (1963) e <em>Di\u00e1rio de Bitita<\/em> (publica\u00e7\u00e3o p\u00f3stuma, 1982).<\/p>\n<div id=\"attachment_13672\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Soraya-Silva-3-e1430487806245.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-13672\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-13672\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/Soraya-Silva-3-e1430487806245.jpg\" alt=\"Atriz interpreta v\u00e1rias mulheres numa s\u00f3\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-13672\" class=\"wp-caption-text\">Atriz interpreta v\u00e1rias mulheres numa s\u00f3<\/p><\/div>\n<p><em>&#8220;Num balan\u00e7o se balan\u00e7a, sem pressa, uma jovem mulher, de branco vestida.<br \/>\n\u00c9 negra ela\u2026 Como negra \u00e9 a tinta com que escreve, na brancura do papel, seus poemas e lembran\u00e7as.<br \/>\nSuas hist\u00f3rias deslizam com p\u00e9s de anjo, passos leves, no espa\u00e7o, como se o tempo fosse outro, como se a vida n\u00e3o urgisse.<br \/>\nOuvimos quando canta, voz grave, can\u00e7\u00f5es antigas.<br \/>\nVemos quando acende velas multicores.<br \/>\nSentimos o rescindir de perfumes.<br \/>\nRodeada de livros e escritos, ela conta, tranquila-tranquila, sonhos de inf\u00e2ncia, de como entende a vida, de seus desejos de mulher, de suas perdas e danos, das dores e alegrias de ser mulher negra.<br \/>\n\u00c0s vezes a sentimos endurecer, guerreira, solicitando mais respeito, mais amor, alguma dignidade. A\u00ed sua voz ganha for\u00e7a, peso, ressoa alto, penetrante, na plateia. Ela nos toca, provoca, afeta, faz pensar.<br \/>\nOuvimos outras vozes nas suas palavras. E calamos ante sua for\u00e7a e f\u00e9. Pois que a dor que lhe grita por dentro n\u00e3o \u00e9 sua somente. \u00c9 nossa tamb\u00e9m. \u00c9 de todo mundo que j\u00e1 se viu, em algum momento, apequeninado pelo preconceito racial.<br \/>\nA mulher de branco vestida \u00e9, ela mesma, um poema feito de carne, m\u00fasculos e respira\u00e7\u00f5es. \u00c9 puro movimento interno e externo. \u00c9 um convite para se ver, de outro \u00e2ngulo, o mundo tal qual o conhecemos.&#8221;<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_13673\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/10985366_834881339926616_3927502364932870300_n-e1430488461966.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-13673\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-13673\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/10985366_834881339926616_3927502364932870300_n-e1430488461966.jpg\" alt=\"A pe\u00e7a \u00e9 sobre ser negro e pobre, ter de se virar e  manter a altivez \" width=\"600\" height=\"411\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-13673\" class=\"wp-caption-text\">A pe\u00e7a \u00e9 sobre ser negro e pobre, ter de se virar e manter a altivez<\/p><\/div>\n<p><strong>Servi\u00e7o<\/strong><br \/>\n<strong>Olhos de caf\u00e9 quente<\/strong><br \/>\n<strong>Onde:<\/strong> Teatro Hermilo Borba Filho (Cais do Apolo, s\/n, Bairro do Recife)<br \/>\n<strong>Quando:<\/strong> Sextas, s\u00e1bados e domingos, de 1\u00ba a 10 de maio, \u00e0s 20 horas<br \/>\n<strong>Quanto:<\/strong> R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)<\/p>\n<p><iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/s8sv4URRaN8?rel=0\" width=\"640\" height=\"360\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p><strong>ENTREVISTA \/\/ QUIERCLES SANTANA<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_13663\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/224606_10206394494447393_3566816490095568921_n-e1430400179261.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-13663\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-13663\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/224606_10206394494447393_3566816490095568921_n-e1430400179261.jpg\" alt=\"Quiercles Santana, diretor do espet\u00e1culo. Foto: Andr\u00e9a Neres\" width=\"400\" height=\"600\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-13663\" class=\"wp-caption-text\">Quiercles Santana, diretor do espet\u00e1culo. Foto: Andr\u00e9a Neres<\/p><\/div>\n<p><strong>Como voc\u00eas compuseram a dramaturgia? <\/strong><br \/>\nA dramaturgia foi sendo erguida por tentativa e erro na lida di\u00e1ria dos ensaios. A gente testava, como um <em>bricoleur<\/em>, os fragmentos, casando as vozes, fazendo a alquimia de duas escritoras (Carolina Maria de Jesus e Elisa Lucinda), que t\u00eam escritas completamente distintas. Como dar coes\u00e3o de modo que fossem salvaguardadas as diferen\u00e7as, fazendo ressaltar as semelhan\u00e7as a ponto de que a performance da atriz tivesse coer\u00eancia dram\u00e1tica.<\/p>\n<p><strong>Como foi dirigir poesia? <\/strong><br \/>\nA poesia est\u00e1 na prosa das escritoras. \u00c9 uma poesia em potencial, n\u00e3o se trata de poemas, fique claro. \u00c9 antes uma contundente exposi\u00e7\u00e3o de argumentos, de relatos sobre o que se v\u00ea, o que se vive no dia a dia, nas esperan\u00e7as e solid\u00f5es dessas mulheres. \u00c9 uma poesia garimpada no prosaico da realidade.<br \/>\nIsso se falamos de poesia enquanto dizer, enquanto palavra. Mas o espet\u00e1culo guarda outra poesia, super importante para n\u00f3s, que \u00e9 a poesia feita com o espa\u00e7o e o tempo. Porque n\u00e3o s\u00e3o apenas as palavras que falam em <em>Olhos de caf\u00e9 quente<\/em>. \u00c9 tamb\u00e9m o sil\u00eancio, \u00e9 o tempo, que diz quando a palavra n\u00e3o pode mais dizer. \u00c9 a dor entalada no peito, o n\u00f3 na garganta, a espera, os sonhos n\u00e3o realizados, os nossos mortos que carregamos, as pequenas percep\u00e7\u00f5es da vida e do mundo que de repente nos faz silenciar e ouvir este fundo sem fundo que \u00e9 o tempo passando (ou n\u00f3s passando por ele).<\/p>\n<p><strong>Por que essa escolha?<\/strong><br \/>\nEssa escolha, a princ\u00edpio, foi feita pelas atrizes M\u00e1rcia Cruz e Soraya Silva. Elas que me convidaram. Com o tempo fui me apaixonando tamb\u00e9m pela proposta inicial delas.<\/p>\n<p><strong>Quais suas influ\u00eancias para criar a cena? <\/strong><br \/>\nSabe, n\u00e3o pensei nisso, em influ\u00eancias. Mas em flu\u00eancias, sim. Em deixar a \u201cm\u00fasica\u201d soar. Como criar dinamismos, mudan\u00e7as de atmosferas, instaurar sensa\u00e7\u00f5es com o corpo, como afetar e deixar ser afetado. Uma leitura que me tem feito pensar muito e que devorei no processo de realiza\u00e7\u00e3o desse sonho foi <em>Ideograma: L\u00f3gica, Poesia, Linguagem<\/em>, do Haroldo de Campos.<\/p>\n<p><strong>Qual o tratamento interpretativo para falar sobre \u201cser mulher, ser negra e ser pobre no Brasil\u201d?<\/strong><br \/>\nTalvez alguns estudiosos das obras das autoras reclamem por n\u00e3o v\u00ea-las ali representadas. N\u00e3o queremos representar ningu\u00e9m, mas apresentar, ou seja, tornar presente uma for\u00e7a que se move, que dan\u00e7a, que se imobiliza, que toca o invis\u00edvel da linguagem. N\u00e3o esteve nunca em nosso foco de aten\u00e7\u00e3o representar as autoras, mas recriar as suas obras. N\u00e3o \u00e9 uma biografia hist\u00f3rica delas. \u00c9 uma reinven\u00e7\u00e3o das suas viv\u00eancias. Isso sem panfletos, por que tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 muito a nossa levantar bandeiras, mas provocar, sacudir, pensar sobre as situa\u00e7\u00f5es. H\u00e1 momentos do espet\u00e1culo que s\u00e3o completamente critic\u00e1veis, at\u00e9 politicamente incorretos, que interessam pelo poder cr\u00edtico que carregam. N\u00e3o quer dizer que concordamos, mas quer dizer que s\u00e3o importantes como alavancas de reflex\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 a dire\u00e7\u00e3o de arte e t\u00e9cnica? <\/strong><br \/>\nUma op\u00e7\u00e3o est\u00e9tica foi pelo m\u00ednimo. At\u00e9 mesmo porque n\u00e3o temos dinheiro e n\u00e3o fomos agraciados por nenhum edital p\u00fablico de fomento. Ent\u00e3o apostamos no m\u00ednimo. Nenhum grande cen\u00e1rio. Luz e palco quase nu. E olha como \u00e9 dif\u00edcil porque n\u00e3o \u00e9 simples mesmo chegar no simples. \u00c9 bem complexo. Mas acredito que conseguimos coisas muito importantes aqui, inclusive porque n\u00e3o desistimos de criar este mundo, mesmo sem grana. \u00c9 uma aposta alta no poder evocativo da palavra e no corpo movente.<\/p>\n<p><strong>O que voc\u00ea espera do p\u00fablico ao abordar epis\u00f3dios complexos e diria at\u00e9, violentos? <\/strong><br \/>\nO que espero \u00e9 que possamos afetar as pessoas de alguma maneira, emocion\u00e1-las ao mostrar uma mulher sozinha em cena a conjecturar sobre o valor da arte e da vida, com os seus fantasmas. Que o espet\u00e1culo possa ser um espelho e olhando para a Soraya possamos nos enxergar um tantinho melhor. \u00c9 bem pretensioso, mas sem pretens\u00f5es como fazer teatro hoje?<\/p>\n<p><strong>Por que voc\u00eas v\u00e3o ficar t\u00e3o pouco tempo em temporada?<\/strong><br \/>\nUma quest\u00e3o \u00e9 que muitos grupos disputam os espa\u00e7os hoje no Recife. Outra quest\u00e3o \u00e9 que a atriz deve voltar \u00e0 It\u00e1lia no fim do m\u00eas e n\u00e3o temos como segur\u00e1-la aqui, a n\u00e3o ser que o espet\u00e1culo seja convocado para muitas outras apresenta\u00e7\u00f5es, mesmo que em espa\u00e7os alternativos (o que \u00e9 poss\u00edvel porque tudo cabe dentro de uma mala). N\u00e3o precisamos de muito para ir adiante. E ainda temos de pagar muita gente que topou esta poesia junto conosco.<\/p>\n<p><strong>FICHA T\u00c9CNICA<\/strong><br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o corporal:<\/strong> Quiercles Santana<br \/>\n<strong>Assist\u00eancia de dire\u00e7\u00e3o:<\/strong> Asaias Lira<br \/>\n<strong>Atriz pesquisadora:<\/strong> Soraya Silva<br \/>\n<strong>Texto:<\/strong> Carolina Maria de Jesus e Elisa Lucinda<br \/>\n<strong>Organiza\u00e7\u00e3o e Sele\u00e7\u00e3o de Textos:<\/strong> Quiercles Santana e Soraya Silva<br \/>\n<strong>Cenografia e Figurino:<\/strong> Quiercles Santana<br \/>\n<strong>Ilumina\u00e7\u00e3o:<\/strong> Natalie Revor\u00eado<br \/>\n<strong>V\u00eddeo e montagem<\/strong>: D\u2019Angelo Roberto<br \/>\n<strong><strong>Fotografia:<\/strong> D\u2019Angelo Fabiano<br \/>\n<strong> Programador Visual:<\/strong> Jos\u00e9 Barbosa e Luca Principi<br \/>\n<strong>Consultoria:<\/strong> Raffaella Fernandez \u2013 Dra. pesquisadora das obras de Carolina Maria de Jesus<br \/>\n<strong>Produ\u00e7\u00e3o Executiva:<\/strong> Aracelly Silva<br \/>\n<strong>Produ\u00e7\u00e3o Geral:<\/strong> Renata Phaelante<br \/>\n<strong>Realiza\u00e7\u00e3o:<\/strong> Eu&amp;tu N\u00fatero de Cria\u00e7\u00e3o Teatral<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Olhos de Caf\u00e9 Quente embala hist\u00f3rias de meninas, m\u00e3es, madrinhas e mulheres. 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