{"id":11471,"date":"2013-12-02T23:27:46","date_gmt":"2013-12-03T02:27:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/?p=11471"},"modified":"2013-12-03T00:45:09","modified_gmt":"2013-12-03T03:45:09","slug":"festival-recife-do-teatro-nacional-uma-avaliacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/festival-recife-do-teatro-nacional-uma-avaliacao\/","title":{"rendered":"Festival Recife do Teatro Nacional &#8211; uma avalia\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em>\u201cO tempo decidir\u00e1 o sentido e o valor de nossas a\u00e7\u00f5es. O tempo, na verdade, s\u00e3o os outros que vir\u00e3o depois de n\u00f3s. Isso \u00e9 um paradoxo; o teatro \u00e9 a arte do presente\u201d (Eugenio Barba em <em>A Canoa de Papel<\/em>)<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_11479\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/2013\/12\/02\/festival-recife-do-teatro-nacional-uma-avaliacao\/gigantes3\/\" rel=\"attachment wp-att-11479\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-11479\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/gigantes3.jpg\" alt=\"Os gigantes da montanha, do grupo Galp\u00e3o. Foto: Pollyanna Diniz\" width=\"600\" height=\"450\" class=\"size-full wp-image-11479\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/gigantes3.jpg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/gigantes3-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11479\" class=\"wp-caption-text\">Os gigantes da montanha, do grupo Galp\u00e3o. Foto: Pollyanna Diniz<\/p><\/div>\n<p>Nos \u00faltimos dias, a pergunta ecoa: qual a import\u00e2ncia de se ter um festival nacional de teatro para uma cidade como o Recife? Qual a sua validade? De que forma ele pode fazer sentido para os habitantes dessa metr\u00f3pole? S\u00e3o tantas perguntas que nos embaralham a mente e o cora\u00e7\u00e3o, aguerridos que somos dessa arte restrita a t\u00e3o poucas pessoas. <\/p>\n<p>Chegamos \u2013 ou j\u00e1 estamos atrasados \u2013 ao momento de repensar o Festival Recife do Teatro Nacional. Em 16 anos, quantos espet\u00e1culos e companhias que passaram por esse festival n\u00e3o modificaram o nosso jeito de ver, de sentir, de refletir sobre algo? A primeira edi\u00e7\u00e3o, l\u00e1 em 1997, j\u00e1 trazia a Cia do Lat\u00e3o, o Teatro Oficina, o Grupo Tapa, o Galp\u00e3o, o Imbua\u00e7a. E foi assim ao longo dos anos \u2013 vimos chegar ao Recife espet\u00e1culos que dificilmente seriam apreciados aqui de outra forma, que n\u00e3o atrav\u00e9s de um festival nacional, financiado pelo poder p\u00fablico, sendo assim, com possibilidades financeiras para tal.<\/p>\n<p>Essa fun\u00e7\u00e3o continua tendo a sua import\u00e2ncia. Atualizar o repert\u00f3rio est\u00e9tico e art\u00edstico de uma cidade n\u00e3o perdeu a sua validade. Embora tenhamos hoje v\u00e1rios outros festivais e eles tenham ganhado for\u00e7a, os seus perfis s\u00e3o completamente diferentes. O Janeiro de Grandes Espet\u00e1culos e o Palco Girat\u00f3rio, s\u00f3 para citar os dois maiores, n\u00e3o substituem o Festival Recife do Teatro Nacional.<\/p>\n<p>Esse foi s\u00f3 o primeiro ano de uma nova gest\u00e3o na Prefeitura do Recife, com a secretaria de Cultura sob o comando de Leda Alves e o festival, de Carlos Carvalho. Por isso mesmo, \u00e9 t\u00e3o urgente que as coisas sejam ditas, discutidas, maturadas realmente. Teremos, a priori, ao menos mais tr\u00eas anos para que essas mesmas pessoas, todas t\u00e3o amantes do teatro quanto n\u00f3s, possam realizar o festival.<\/p>\n<p>O que se viu este ano foi a aus\u00eancia de espet\u00e1culos que estivessem de acordo com essa premissa b\u00e1sica do festival: montagens que pudessem ofertar ao p\u00fablico um recorte (sim, ser\u00e1 sempre um recorte, obviamente), do que de melhor \u00e9 produzido no pa\u00eds. O que os grupos e companhias mais importantes t\u00eam desenvolvido, em que eles t\u00eam se debru\u00e7ado, quais as pesquisas de linguagem que est\u00e3o sendo realizadas, o que est\u00e3o experimentando?<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o nos interesse o teatro feito na tribo ind\u00edgena, para citar Carlos Carvalho durante a coletiva de imprensa do festival. Mas tudo no seu tempo e lugar adequados. Um trabalho como <em>As bufa<\/em>, do Rio Grande do Sul, deveria estar na programa\u00e7\u00e3o desse festival? Ou, para citar uma diretora pr\u00f3xima, o trabalho <em>Homens e caranguejos<\/em>, de Luciana Lyra, que j\u00e1 esteve no Recife noutras oportunidades, t\u00eam o perfil do festival? Em nada isso denigre os espet\u00e1culos, que fique bastante claro. N\u00e3o \u00e9 uma cr\u00edtica aos seus criadores. Mas o que vimos este ano que realmente deixou marcas na cidade? Que contribuiu para acrescentar ao olhar dos espectadores e dos nossos artistas? S\u00f3 para fazer uma compara\u00e7\u00e3o &#8211; este ano o Trema!, um festival particular, organizado por um grupo (o Magiluth), sem nenhum apoio da Secretaria de Cultura do Recife, realizado durante poucos dias, teve mais import\u00e2ncia art\u00edstica e est\u00e9tica para a cidade do que o Festival Recife do Teatro Nacional.<\/p>\n<div id=\"attachment_11484\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/2013\/12\/02\/festival-recife-do-teatro-nacional-uma-avaliacao\/asbufa1\/\" rel=\"attachment wp-att-11484\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-11484\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/Asbufa1.jpg\" alt=\"As bufa. Foto: Pollyanna Diniz\" width=\"600\" height=\"398\" class=\"size-full wp-image-11484\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/Asbufa1.jpg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/Asbufa1-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11484\" class=\"wp-caption-text\">As bufa. Foto: Pollyanna Diniz<\/p><\/div>\n<p>\u00c9 uma incongru\u00eancia com o pr\u00f3prio pensamento de Leda Alves, que nos disse durante a primeira entrevista realmente de peso que concedeu para um ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o. \u201cA pauta do Hermilo est\u00e1 aberta para ocupa\u00e7\u00e3o do teatro, diferente do Santa Isabel. O espa\u00e7o do Santa Isabel n\u00e3o pode ser para um teatro experimental. N\u00e3o pode ser um teatro de comunidade que vem testar. N\u00e3o se estreia espet\u00e1culo no Santa Isabel. Ele \u00e9 um teatro municipal, que tem caracter\u00edsticas, que tem peso, um custo alt\u00edssimo, cada vez que aquela cortininha se abre\u201d. <\/p>\n<p>Trata-se de falta de coer\u00eancia que um espet\u00e1culo como <em>Coisas do mar <\/em>\u2013 e aqui n\u00e3o estamos discutindo os m\u00e9ritos est\u00e9ticos da montagem \u2013 esteja na grade de um festival nacional. \u00c9 uma pe\u00e7a que acabou de ganhar um festival estudantil. Que n\u00e3o fez nenhuma temporada na cidade, n\u00e3o participou, por exemplo, do Janeiro de Grandes Espet\u00e1culos, n\u00e3o foi maturada.   <\/p>\n<p>Ao optar por trazer apenas dois espet\u00e1culos de grupos j\u00e1 consagrados \u2013 Galp\u00e3o e Armaz\u00e9m \u2013 a organiza\u00e7\u00e3o do festival fez o caminho mais f\u00e1cil. Ali\u00e1s, \u00e9 bom que se diga: houve realmente um crit\u00e9rio de escolha? Ou esses dois espet\u00e1culos j\u00e1 viriam ao Recife de qualquer forma e foram s\u00f3 incorporados \u00e0 grade? \u00c9&#8230;ao menos garantiu a pauta nos teatros, uma dificuldade na cidade do Recife. Uma pena que a mesma coisa n\u00e3o tenha sido feita com o \u00d3i N\u00f3is Aqui Traveiz, que tinha passagens, hospedagem, enfim, toda a grana necess\u00e1ria para vir ao Recife apresentar <em>Medeia vozes<\/em>. Faltava somente o lugar de apresenta\u00e7\u00e3o. O grupo acabou indo para Arcoverde.<\/p>\n<p>Bem, a quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 exatamente como os espet\u00e1culos s\u00e3o escolhidos \u2013 se atrav\u00e9s de edital ou de curadoria.  De uma forma ou de outra, h\u00e1 o crivo de um grupo de pessoas. S\u00e3o as escolhas feitas; o edital \u00e9 usado apenas para justific\u00e1-las. Afinal, \u00e9 muito mais dif\u00edcil manter um grupo de trabalho o ano inteiro discutindo a produ\u00e7\u00e3o nacional. Pensando o teatro que \u00e9 feito no pa\u00eds. <\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 mais f\u00e1cil lan\u00e7ar um edital dois meses antes do festival e ver o que sai dali? \u00c9 sim a escolha pelo mais f\u00e1cil. N\u00e3o pela democratiza\u00e7\u00e3o. Quer democratiza\u00e7\u00e3o? V\u00e1 aos festivais espalhados pelo pa\u00eds, conhe\u00e7a a produ\u00e7\u00e3o, seja capaz de elencar o que tem movido o teatro brasileiro hoje. E, a partir da\u00ed, fa\u00e7a escolhas que estejam de acordo com o perfil do festival, com o recorte que interessa \u00e0 cidade. Mas isso d\u00e1 muito trabalho. \u00c9 mais f\u00e1cil convocar uma reuni\u00e3o \u00e0s pressas e usar a classe para validar uma programa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o atrai o p\u00fablico, que n\u00e3o nos move. Sim &#8211; porque quando Gustavo Catalano, gerente Geral de A\u00e7\u00f5es Culturais da Funda\u00e7\u00e3o de Cultura da Cidade do Recife, diz que a classe participou efetivamente da discuss\u00e3o desse festival, atrav\u00e9s de uma comiss\u00e3o, que fique bem claro e registrado, isso \u00e9 mentira. Todos ouvimos isso. E todos sabemos que \u00e9 mentira. O que faremos com isso, ah&#8230; \u00e9 outra coisa.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;<\/p>\n<div id=\"attachment_11482\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/2013\/12\/02\/festival-recife-do-teatro-nacional-uma-avaliacao\/gonzaga\/\" rel=\"attachment wp-att-11482\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-11482\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/Gonzaga.jpg\" alt=\"Luiz Lua Gonzaga, do Magiluth, no S\u00edtio da Trindade. Foto: Pollyanna Diniz\" width=\"600\" height=\"358\" class=\"size-full wp-image-11482\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/Gonzaga.jpg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/Gonzaga-300x179.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11482\" class=\"wp-caption-text\">Luiz Lua Gonzaga, do Magiluth, no S\u00edtio da Trindade. Foto: Pollyanna Diniz<\/p><\/div>\n<p>Garantir 50% da programa\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as pernambucanas \u00e9 valorizar o nosso artista? Ou simplesmente, mais uma vez, optar pelo mais f\u00e1cil? Sim \u2013 porque os nossos cach\u00eas s\u00e3o mais baixos, os custos s\u00e3o muito menores \u2013 n\u00e3o h\u00e1 passagens, hospedagens, deslocamento de cen\u00e1rios. <\/p>\n<p>E, al\u00e9m disso, de que adianta aos nossos artistas participar de um festival que n\u00e3o \u00e9 relevante para a cidade? Sofrendo com a falta de p\u00fablico e de divulga\u00e7\u00e3o? <em>De \u00cdris ao arco-\u00edris<\/em> teve uma sess\u00e3o com pouco mais de vinte pessoas. <em>As Levianinhas em pocket show para crian\u00e7as<\/em>, que lota teatros, amargou p\u00fablicos pequenos. <em>As Confrarias<\/em> e <em>Vest\u00edgios<\/em> tiveram o mesmo problema. Por favor, somente desta vez, n\u00e3o v\u00e3o pelo caminho mais f\u00e1cil. N\u00e3o culpem os espet\u00e1culos ou o pr\u00f3prio p\u00fablico. N\u00e3o v\u00e3o para a r\u00e1dio dizer que as pessoas do Recife n\u00e3o t\u00eam a cultura de ir ao teatro. Se esse \u00e9 um dos papeis do governo \u2013 tornar esta arte mais acess\u00edvel.<\/p>\n<p>E a\u00ed, outras quest\u00f5es se colocam. Acess\u00edvel a que p\u00fablico? Faz algum sentido colocar uma apresenta\u00e7\u00e3o de um espet\u00e1culo infantil \u2013 no caso <em>O menino da gaiola<\/em> numa quarta e quinta-feira, no meio da tarde? Essas apresenta\u00e7\u00f5es serviram \u00e0 cidade? Ou cumpriram tabela? Porque festival nacional de teatro n\u00e3o \u00e9 teatro para escola. Para isso deveria haver um projeto espec\u00edfico.<\/p>\n<p>Democratizar o acesso? Levando o espet\u00e1culo de um grupo como o Magiluth, que lota sess\u00f5es pelo pa\u00eds afora, para dentro de uma escola sem aula? Ou \u00e0s 16h, com o sol a pino, no descampado da Joana Bezerra, Coque? Quem de n\u00f3s gostaria de assistir a um espet\u00e1culo com sol no rosto? Quem de n\u00f3s gostaria de estar no palco? Mas \u00e9 dif\u00edcil verificar o hor\u00e1rio mais adequado, o local, levar \u00e1gua para o elenco, fazer um contato com os grupos culturais da \u00e1rea, tra\u00e7ar elos e parcerias. Sem falar na adequa\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo ao festival, ver o elenco da pe\u00e7a <em>Cafuringa<\/em>, no meio do sol, circundados por cadeiras vazias, esperando que o sol baixasse, n\u00e3o \u00e9 respeitar o artista pernambucano. Quanto mais valoriz\u00e1-lo!<\/p>\n<p>\u00c9 inadmiss\u00edvel para o Festival Recife do Teatro Nacional um fato como o que aconteceu com o grupo Magiluth na Bomba do Hemet\u00e9rio. Um espet\u00e1culo cancelado por falta de p\u00fablico. N\u00e3o \u2013 n\u00e3o por falta de p\u00fablico. Por falta de pol\u00edtica, de produ\u00e7\u00e3o, de planejamento, de vis\u00e3o. N\u00e3o, n\u00e3o culpem o p\u00fablico, por favor. Ele n\u00e3o tem o que ver com isso.<\/p>\n<div id=\"attachment_11486\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/2013\/12\/02\/festival-recife-do-teatro-nacional-uma-avaliacao\/cafuringa\/\" rel=\"attachment wp-att-11486\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-11486\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/cafuringa.jpg\" alt=\"Cafuringa, na Joana Bezerra\/Coque. Foto: Pollyanna Diniz\" width=\"600\" height=\"416\" class=\"size-full wp-image-11486\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/cafuringa.jpg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/cafuringa-300x208.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11486\" class=\"wp-caption-text\">Cafuringa, na Joana Bezerra\/Coque. Foto: Pollyanna Diniz<\/p><\/div>\n<p>E os equ\u00edvocos seguem, por exemplo, pelas oficinas escolhidas. Algu\u00e9m poderia desmerecer um homem de teatro como Antonio Cadengue? Um apaixonado n\u00e3o s\u00f3 pelo fazer, mas tamb\u00e9m pelo ensino? \u00c9 uma enciclop\u00e9dia. Sabe com propriedade os assuntos a que se dedica. Mas \u00e9 no Festival Recife do Teatro Nacional o momento mais oportuno para termos uma oficina com ele? Foram seis alunos. Uma oficina com Candegue, sabedor que ele \u00e9 da import\u00e2ncia que tem para a cidade, poderia ser realizada durante o ano. Porque escolher justamente o festival? \u00c9 nesse momento que dever\u00edamos receber aqui os diretores que n\u00e3o podem chegar de outra forma. \u00c9 como a Mimo promover uma master class com um professor do Conservat\u00f3rio Pernambucano de M\u00fasica &#8211; usando um exemplo que me foi dado nas in\u00fameras conversas que tive sobre esse festival. \u00c9 desmerecendo o professor? De forma alguma. <\/p>\n<p>O momento, repetimos, \u00e9 crucial. E n\u00e3o s\u00f3 para o Festival Recife do Teatro Nacional &#8211; mas \u00e9 sim, muito importante discuti-lo. Precisamos de posicionamentos claros sobre o SIC, sobre o fomento, sobre os equipamentos culturais, sobre o Teatro do Parque, sobre forma\u00e7\u00e3o. Isso sim \u00e9 democratizar a cultura. \u00c9 valorizar os artistas pernambucanos. \u00c9 privilegiar o povo. E que a possibilidade de fazer novas reuni\u00f5es com a classe n\u00e3o vire lenda, n\u00e3o se esvazie. Assim como virou fuma\u00e7a a promessa de Gustavo Catalano, na reuni\u00e3o do F\u00f3rum de Artes C\u00eanicas, no Mamam, em agosto, de que marcaria uma conversa entre a classe e Leda Alves para discutir o SIC. <\/p>\n<p>Terminar com Chico Buarque parece apropriado: &#8220;precisamos nos ver por a\u00ed! Pra semana, prometo, talvez nos vejamos\u2026 Quem sabe?&#8221;.<\/p>\n<div id=\"attachment_11489\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/2013\/12\/02\/festival-recife-do-teatro-nacional-uma-avaliacao\/coisasdomar\/\" rel=\"attachment wp-att-11489\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-11489\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/coisasdomar.jpg\" alt=\"Coisas do mar, do grupo Teatral Ariano Suassuna. Foto: Pollyanna Diniz\" width=\"600\" height=\"385\" class=\"size-full wp-image-11489\" srcset=\"https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/coisasdomar.jpg 600w, https:\/\/www.satisfeitayolanda.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/coisasdomar-300x192.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11489\" class=\"wp-caption-text\">Coisas do mar, do grupo Teatral Ariano Suassuna. Foto: Pollyanna Diniz<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO tempo decidir\u00e1 o sentido e o valor de nossas a\u00e7\u00f5es. O tempo, na verdade, s\u00e3o os outros que vir\u00e3o depois de n\u00f3s. 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